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21.1.13

Glass no Kamen - dorama

É raro falar aqui de doramas, mas torna-se pertinente quando os que vejo são normalmente adaptados de mangas ou animes. Ao fim de cerca de três anos de busca, finalmente consegui encontrar o dorama de Glass no Kamen, que vi quase a eito, as duas séries e o final especial.

Para dorama japonês, que têm sempre maneirismos irritantes, este é o melhor que vi até à data. Isso deve-se muito ao elenco principal, Yumi Adachi, como Maya Kitajima, Megumi Matsumoto (mais tarde Rio Matsumoto, fez de Ochoufujin em Ace o Nerae!), como Ayumi Himekawa, e a Yôko Nogiwa, fabulosa como Chigusa Tsukikage.

Glass no Kamen está cheia de pirosadas anos 80, apesar das séries terem sido produzidas entre 1997 e 1999. Acho que a dada altura o Japão entrou numa espécie de bolha temporal onde a moda e estética ocidentalizadas por um lado evoluíram à velocidade da luz e para campos inexplorados, e pelo outro ficaram congeladas nuns anos 80 completamente pirosos, cheios de folhos, rendas foleiras e chumaços. Sim, até chumaços se vêm em Glass no Kamen! Será que a série foi produzida uma década antes e só foi exibida 10 anos depois? Bom, muito provavelmente não, mas essa dúvida surgiu sempre que via um novo episódio.

A adaptação em si é muito bem feita, aglutinaram alguns acontecimentos e eliminaram muitos outros, tinha de ser!, mas no geral a história, a paixão e a alma de Glass no Kamen, a manga, estão lá. Como disse, o trio principal é muito bom, mesmo muito bom, e carrega o resto às cavalitas. A realização é por vezes bastante má, cheia de clichés e efeitos pirosos, o restante elenco muitas vezes forçado e mecânico, mas Yumi Adachi agarra a sua Maya com todas as forças e arrasta-nos com ela. Foi pena terem substituído Megumi Matsumoto no final especial, quando a história atinge um clímax importante. A segunda actriz é claramente pior, tem uma voz horrível e estridente quando recita e não é tão bonita, característica importante para a personagem de Ayumi. As duas séries mais o final especial contam grande parte da história na manga (até ao estágio no vale da Kurenai Ten'nyo), ficam sensivelmente no mesmo ponto que o anime de 2005. Há apenas uma diferença, um final original, mais conclusivo e menos aberto.

Não fora a estética anos 80 (pirosa), a realização por vezes demasiado kitsch e a banda sonora, que é constituída por uma única canção, rockada, anos 80, em loop, que ainda por cima fica na cabeça (aaaargh!), Glass no Kamen seria uma boa série de televisão, independentemente da língua e do país em que foi produzida.

Garasu no Kamen - IMDB


12.1.11

Ando a ver: Super GALS! Kotobuki Ran

Algo familiar esta imagem, não? Sim, lembra outra série de anime, aparentemente em nada relacionada com Super GALS!. Quem lê o Anime-comic já deve ter percebido que adoro uma boa citação, principalmente se essa citação é:
1. de uma série anime que conheço;
2. de uma série que conheço e gosto;
3. é bem encaixada na narrativa e feita com humor, de preferência.

Ora bem, a série citada é Ace o Nerae!, da qual já aqui falei, mas que infelizmente ainda não pude terminar de ver, que é um dos grandes clássicos do anime shoujo desportivo e que foi feito por um dos grandes nomes do anime dos anos 70-80: Osamu Dezaki. Na realidade quem vemos nesta imagem é Ran, que na sua multiplicidade de talentos até serve para substituir a capitã do clube de ténis da escola, Hiromi Ryuuzaki! O nome soa familiar? E é! Hiromi é o primeiro nome da protagonista de Ace o Nerae! e Ryuuzaki é o apelido da sua mentora/rival, a rainha do ténis da escola, Ochoufujin, aquela dos canudos no cabelo e laço cor-de-rosa. A homenagem, para além de engraçada é bem feita, foram "pescar" uma das características estéticas mais marcantes de Dezaki, os planos/quadros parados, sem animação, cujo único movimento é um ligeiro afastamento da câmara ou panorâmica. Essa foi uma opção que Dezaki tomou por causa das grandes condicionantes técnicas da época, mas que tem um efeito dramático forte e muito marcante.

E, para variar, Ran vence o colégio rival, com uma perna às costas, mesmo sem treino exaustivo algum, com o objectivo de consumir as prometidas takoyaki que quiser! Só mesmo a Ran!

Continuo a achar curioso como um anime sobre personagens e situações aparentemente fúteis e vazias consegue ser tão engraçado e cheio de conteúdo! Super GALS! Kotobuki Ran continua a ser uma muito agradável surpresa.

超GALS!寿蘭


19.5.09

Comecei a ver: Genji Monogatari Sennenki

Literalmente A História de Genji, Romance Milenar, Genji Monogatari Sennenki é finalmente a adaptação ao formato série de anime, perfeitamente adequado ao romance e ao seu formato de novela interminável, pelas mãos de Osamu Dezaki.

Nenhum outro realizador poderia ser mais perfeito para adaptar esta obra, muito querida dos japoneses e considerada o primeiro romance da história, cuja história segue os vários romances e paixões do Príncipe Genji numa estrutura em tudo semelhante à estrutura básica das séries de anime: pequenas histórias episódicas e independentes interligadas por uma ténue mas presente linha narrativa principal, muitas vezes intimamente ligada ao(s) protagonista(s).

Osamu Dezaki é talvez, dentro dos realizadores clássicos de anime, um dos mais reconhecíveis, com um estilo marcado, muitas vezes ligado ao character design e animação de Shingo Araki, em séries de anime como Versailles no Bara, Ace o Nerae! ou Oniisama he… cuja história tem inclusive pequenas homenagens a Genji. O seu estilo, com personagens lânguidas, homens altos, belos e espadaúdos, mulheres belas, muitíssimo femininas e com cabelos ao vento, as faces longas, os planos intercalares extremamente dramáticos mas frequentemente de animação reduzida e com um trabalho de arte pormenorizado, iluminação dramática, paleta de cores reduzida, bandas sonoras exageradamente dramáticas, são únicos e tipicamente característicos do anime shoujo ou josei de romances perigosos ou proibidos, cujas personagens arriscam até a própria existência em prol das suas paixões.

Sendo O Romance de Genji o primeiríssimo exemplo destas características e cuja marca tão forte foi prevalecendo de tal forma na cultura de ficção nipónica que transitou para o anime shoujo, até tardou esta adaptação que, infelizmente é curta em episódios (só 11) e portanto só pode resumir ou contar parcialmente a longa narrativa do romance. Ao ver o primeiro episódio já deu para perceber que a adaptação não é literal e contada de forma um pouco mais linear e cronológica que o romance, cuja infância de Genji é sugerida ao longo do decorrer dos diversos eventos e romances. Dezaki também introduz alguns novos detalhes, concentrando-se agora na infância de Genji e nos eventuais porquês das suas paixões para posteriormente vir a desenvolver a personagem.

Em termos técnicos, Dezaki, de quem já não via nenhum trabalho significativo há bastante tempo, usufrui em pleno o que as novas tecnologias lhe proporcionam, transformando o que antigamente seriam planos parados ou rudimentares em maravilhas de detalhe em movimento. Um recurso dramático que provavelmente começou a ser utilizado para ultrapassar certos entraves técnicos, transformou-se num estilo e deu azo a belíssimas imagens, dignas do Príncipe Genji, nesta série.


Por outro lado a utilização de uma canção pop/rock das PUFFY no genérico inicial é, no mínimo, divertida e surpreendente, continuando a tendência de colocar música moderna e popular nos genéricos de anime de época em vez da lógica música tradicional. Também é engraçado este retorno das PUFFY, já um pouco "velhas" no panorama do J-Pop, principalmente após a notoriedade que atingiram no Ocidente.

Infelizmente, por questões de disponibilidade, ainda não terminei de ler o romance. Sei que não há de ser condição para apreciar condignamente a série, mas gosto de fazer a análise comparativa, e logicamente não o irei poder fazer em relação à totalidade da narrativa tão cedo. Gostei deste lindíssimo e primeiro episódio, veremos que caminho Dezaki escolheu para resumir a história, se a conta parcialmente (como o filme) ou se salta partes reformulando a narrativa e que romances privilegia em detrimento de outros.

アニメ「源氏物語千年紀 Genji」公式サイト


5.2.09

Bihada Ichizoku

Bihada Ichizoku [Família Bihada - Bela Pele] foi uma série condenada à partida para os fãs ocidentais, pois foi encomendada por uma companhia de cosméticos, a Love Labo, utilizando as já existentes ilustrações barrocas da sua linha Bihada Ichizoku como inspiração directa, já de si inspiradas nos desenhos de manga romântica dos anos 70..

Ao começar a ver esta curta série, de 12 episódios de 9 minutos cada, deparei-me com uma grande surpresa! Bihada Ichizoku é uma farsa às ultra-dramáticas séries (de que gosto imenso) dos anos 70, tipo Versailles no Bara, Oniisama E…, Ace o Nerae! ou Glass no Kamen, de que já falei por aqui mais que uma vez. Eles pegam nos clichés e exageram-nos, criando uma história bem divertida onde não é forçoso conhecer as referências, se bem que ajuda, claro.

Sara Bihada é a mais nova de um casal de gémeas que vence consecutivamente o concurso de beleza patrocinado pela família (WBC - World Beautiful-Skin Competition). Cheia de inveja a irmã, Saki, impede que Sara fique com o precioso pergaminho, a herança da família, e leva-os à ruína. O pai morre, a mãe fica destrambelhada e as duas vão viver para um pequeno T0. Alguns anos depois a bela Sara está "desfigurada" por ter de trabalhar em todo o tipo de trabalhos ao ar livre (pesca de atum, limpar vidros em prédios altos, etc. - ??? HAHAHA!) até que o destino a leva a trabalhar como empregada de limpeza na empresa da família agora gerida pela irmã. Tal como em Glass no Kamen, Sara tem um admirador secreto, determinado em restaurar a sua beleza, que lhe deixa sabonetes especiais e outros truques em locais que ela frequenta através do gato mais feio do anime. E, claro, também tem um love interest, um rapaz que não faz parte do seu passado de rainha da beleza e que a faz fazer os maiores disparates para estar com ele!

Como disse e se pode ler pela história, esta série pega em todos os clichés das séries antigas, incluindo o trabalho visual em que o character design parece tirado de uma manga de Ryoko Ikeda, os caracóis/canudos de Sara, as decorações dos genéricos e não só cheias de rosas, a mansão estilo ocidental da família e o luxuoso prédio dos escritórios Bihada Ichizoku. Cada episódio é introduzido por uma dramática narradora feminina que vai constatando óbvio no destino de Sara, a gargalhada enfática de Saki (ooh-hohohoo!) e a banda sonora dramaticamente romântica...

Juntamente com algumas máscaras faciais saiu o primeiro volume
da manga e em Abril sairá o segundo [eu queeeero!]

Tem sido uma experiência bem divertida ver Bihada Ichizoku, foi pena os grupos de fansubs ocidentais não terem pegado nela, pois é um pequeno e divertido exemplo de comédia, que não fica atrás de nenhuma outra série mais séria e onde a publicidade nos passa totalmente ao lado (nem que seja porque os produtos não estão disponíveis fora do Japão).

E am o genérico final! A canção é uma delícia e o estilo animação de recortes, como se fossem bonecas de papel está perfeito!

JET★GIRL - Lil'B

テレビ東京・あにてれ 美肌一族

RAW

23.6.08

Comecei a ver: Ace o Nerae!

Como planeado, agora comecei a ver a primeira série anime de Ace o Nerae! (Jenny).

Já estava preparada para um anime envolvente e, mesmo estando no início, já gosto muito desta série.

A primeira coisa que me saltou à vista foi todo o grafismo. Os fundos são estilo aguarela, e tudo o que não é importante em cena é estilizado ao mínimo de linhas. É um estilo gráfico muito anos 70, e mais universal que o típico estilo anime dos anos 70. Em certos aspectos faz lembrar a ilustração europeia da época, com uma forte influência da Arte Nova ou mesmo das Ukiyo-e (gravuras japonesas). A paleta de cores é muito bem estudada, abusando dos pores-do-sol e contrastes fortes. Dentro destas premissas, os figurantes costumam ser silhuetas cinza apenas com contorno, ao longe os ténis (ou outros objectos mais pequenos) perdem os detalhes e "fundem-se" com as meias, os movimentos rápidos são resolvidos com linhas fortes que cortam a silhueta das raparigas, e o impacto das bolas é destacado com "explosões" de cor ou pinturas paradas (estilo esse da responsabilidade de Osamu Dezaki, realizador desta série e também de Versailles no Bara e Oniisama E...).

A música é muito ao estilo anime shoujo anos 70, dá-nos uma sensação agradável de nostalgia e as canções não chateiam, reforçam a motivação de Hiromi.

Por fim, a história é mais uma vez a luta incansável da protagonista, Hiromi, para ultrapassar os seus limites, contra todas as aparências. Há gente ressabiada, adversárias duras, mas vilões-vilões não existem. Mais adiante espera-se uma história de redenção e crescimento, para reforçar as qualidades de Hiromi. Este tipo de narrativa, mesmo não sendo novidade, faz muito a noção clássica da narrativa de anime, de um herói/heroína comum mas com uma força de vontade acima da média que o faz ultrapassar todos os limites possíveis, mas tudo dentro de critérios plausíveis num universo real, mesmo que a encenação seja muitas vezes exacerbadamente dramática, assim como o penteado de Ochoufujin.

エースをねらえ!

18.6.06

Terminei de ver: Ace o Nerae! (live action)

Tenho pouquíssima experiência em ver doramas japoneses, a grande maioria que vi até agora eram sentais, as séries vulgarmente conhecidas como Power Rangers, e Pretty Guardian Sailormoon, que era quase um sentai. Neste estilo de séries, a sensação de artificialismo é notória e faz parte, portanto é complicado separar delas uma boa realização ou uma boa performance de um actor, sendo o seu único termo de comparação elas próprias.

Ace o Nerae! tem um formato mais comum, de série de televisão e portanto uma qualidade acima da média se formos comparar com os sentais. É adaptado de uma manga e anime, mas do género desportivo, isto é, muito contextualizado numa realidade banal. Com isto tudo e comparando com outras séries de televisão (independentemente da nacionalidade ou género), achei a série, narrativamente, muitíssimo bem estrturada.

Como disse no meu primeiro post sobre a série, cada episódio representa uma viragem na vida da protagonista, Hiromi Oka, todas as personagens estão muito bem definidas e claramente caracterizadas. Cada episódio é coerente sobre si, não deixando pontas soltas, fechando a cada um, um capítulo. As actrizes e actores têm performances sólidas, com destaque, pela positiva para Matsumoto Rio (Ochoufujin) que até é convincente a jogar ténis mantendo o penteado e a roupa impecáveis a toda a hora. Pela negativa talvez Sakai Ayana, não me convenceu como Midorikawa Ranko, deveria ser mais dura e máscula, e menos menina. Ranko é, talvez, das personagens mais perturbadas da série, tendo uma relação bem dúbia com o meio-irmão. Nesta versão isso foi pouco utilizado, ficando a relação de ambos suavizada a uma relação comum de irmãos com uma difeença grande de idades.

Quem perceba de ténis (não é o meu caso, apenas dou umas raquetadas), pode achar que, principalmente as raparigas, são pouco convincentes a jogar. Mas acho que isso está mais no modo como elas se mexem, como já disse Matsumoto Rio convence, e como são filmadas que com o facto de saberem jogar ténis. Penso que houve uma certa preocupação em não as mostrar demasiado profissionais e manter certos maneirismos femininos muito japoneses, tais como certos gestos com as mãos, o modo como Hiromi cai ou, até ao final da série, Hiromi continuar a meter os pés e joelhos para dentro, como qualquer adolescente japonesa. Talvez seja o meu olhar ocidental a falar mais alto, mas também estou a ser demasiado picuinhas.

A história é uma boa história de amadurecimento e manteve-se semelhante à primeira fase do anime, resumindo a fase profissional da carreira de Hiromi a uma conclusão. A meio do último episódio estava com medo de como resolveriam o final, principalmente após a morte de Jin, mas, ao contrário do que costuma ser mais comum, a elipse de tempo está bem feita (até Aya Ueto parece mais adulta) e não temos a sensação de que a acção acelerou para enfiar lá a informação toda no final. Só a tímida e desajeitada relação amorosa entre Hiromi e Todou me faz uma certa confusão, mas é uma abordagem demasiado japonesa para olhos habituados casais televisivos/cinematográficos norte-americanos ou brasileiros, onde as pessoas se tocam e trocam intimidades com outro à vontade e frequência.

Ace o Nerae! foi uma boa primeira abordagem à ficção televisiva japonesa, deu para perceber que aqueles senhores (e senhoras) sabem muito bem o que andam a fazer, não brincam em serviço e são tudo menos verdes na matéria. Há realmente algum desfasamento cultural e sociológico, mas o resultado final superou as minhas expectativas.

Ace o Nerae! - TV Asahi (1)
Ace o Nerae! - TV Asahi (2)

3.6.06

Comecei a ver: Ace o Nerae! (live action)

Não é o anime com muita pena minha. Há uns anos passou na RTP, sob o título de Jenny, a Tenista, e o impacto do anime em mim foi muito grande. Pela primeira vez tinha uma paleta de cores extremamente invulgar, muito cheia de cores quentes e tons escuros, um character design mais adulto e uma história de conquista pelo esforço. Já tinham sido exibidos alguns anime de desporto, mas este foi o primeiro que verdadeiramente me impressionou.

Há cerca de dois anos esta manga de 1974, foi novamente adaptada para televisão, pela ocasião em que se comemoravam 20 anos da manga que foi também reeditada numa box de luxo. Desta vez a adaptação foi um dorama, ou seja, no formato telenovela japonês. Nessa altura tive curiosidade em ver a série, mas como coincidiu com o dorama de Sailormoon, acabou sendo adiada.

Enquanto que a adaptação de Sailormoon foi produzida para um público mais infantil e, portanto, foi uma série de 49 episódios de 25 minutos, Ace o Nerae!, com um público-alvo mais velho, tem 9 episódios de 45 minutos.

Devido ao tipo de produção leva-se consideravelmente menos tempo a "entrar" naquele universo e, fora o penteado e laço de Ochoufujin e a ocasional bola de ténis digital, está tudo bastante credível e realista. Os actores também têm performances mais naturalistas e sérias, talvez fruto de uma maior experiência (a maioria das meninas em Sailormoon nunca tinham feito nada antes). Aya Ueto, nome facilmente reconhecível a quem segue as idols japonesas, tem uma performance bastante sólida como a protagonista Oka Hiromi.

Mas quem realmente me impressionou foi Ochoufujin (Madame Butterfly, na versão portuguesa), ou Ryuuzaki Reika, o seu verdadeiro nome (Matsumoto Rio interpreta). Apesar do visual bastante próximo da manga de 74 e um pouco artificial, toda a sua performance estabelece uma coerência de tal forma forte que rapidamente esquecemos a sua caracterização física e a tomamos como elemento-chave da personagem. Reika é uma menina bem, muito rica, que práticamente nasceu a jogar ténis, pois o seu pai é o presidente da Federação Japonesa de Ténis. A sua pose de vedeta do colégio, especializado na modalidade, o seu ar de aluna mais velha, perfeita e mais talentosa que aconselha as outras, o seu altruísmo e frieza, aliados a um modo de falar mais elegante e roupas civis chiques e adultas, acabam por ter tudo a ver com o seu visual. Reika tem personalidade forte, é talentosa, mas acaba por sofrer por ter tomado uma postura fria e superior, chocando os demais se porventura tem algum acesso de emotividade.

Como os episódios são menos e mais longos a história desenvolve-se de forma mais escorreita sem introduzir demasiada palha ou o clássico episódio de fazer-render-o-peixe. Cada episódio até agora representa, de alguma forma, um ponto de viragem para Hiromi. Também a quantidade de merchandising/product placement é menos óbvia, fora as inevitáveis marcas de equipamento desportivo.

Quero ver mais e rever a série de anime (já agora ler a manga)!

Ace o Nerae! - TV Asahi (1)
Ace o Nerae! - TV Asahi (2)

PS - não sei bem porquê a TV Asahi resolveu fazer dois sites, com conteúdos semelhantes mas que se complementam.

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