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6.4.18

Isao Takahata

Akage no Anne
Como todo bom português da minha geração, a primeira coisa que vi de Isao Takahata foi a Heidi (Alps no Shoujo Heidi) e a seguir o Marco (Haha wo Tazunete Sanzenri). Mas eu, mesmo pitinha, detestava a Heidi e o Marco. Via porque havia pouco mais, apesar de não perceber a revolta do meu irmão mais velho, por as legendas serem escassas. A mim, que naturalmente não percebia japonês nem sabia ler, era-me indiferente. Mas não havia falha de comunicação, a narrativa era fácil de perceber, uma característica que demarca Takahata como um génio e que torna os seus filmes universais.

Depois dos detestados e definitivamente lamechas Heidi e Marco, o anime de Takahata que realmente me marcou foi Akage no Anne, a Ana dos Cabelos Ruivos. Foi nesse momento que percebi que o problema do excesso de lamechice não era de Takahata, mas do material original. Como livro infanto-juvenil, Anne of Green Gables, de Lucy Maude Montgomery, é muitíssimo superior. O World Masterpiece Theatre, indirectamente criado por Takahata, colocou o anime nas televisões de muitos países europeus, incluindo Portugal. Só por isso e por dar início à minha paixão por anime, estarei sempre grata a Takahata-sensei.

Não, nunca vi Hotaru no Haka, por opção própria, quero ver nas circunstâncias certas e esse momento ainda não aconteceu. Mas há-de acontecer!

Nos últimos anos, graças ao Monstra, Festival de Animação de Lisboa, tive o privilégio de ver quase todos os seus filmes em sala, tendo sido o último, um dos seus primeiros, o delicioso Cello-hiki no Goshu, de um período pré-Ghibli, no passado mês de Março. Infelizmente a disponibilidade de blogar acerca dos filmes não tem sido muita, mas os posts hão-de chegar.

Takahata conseguiu o fenómeno de criar filmes universais, que divulgam o anime da forma certa, não se encaixando em modelos de produção formatados e fazendo sobretudo cinema de autor, animação de autor, usando os meios da animação comercial, que tanto atrito criou com o seu mais pragmático e prolífico sócio. Sem Takahata não haveria Mamoru Hosoda ou Makoto Shinkai, não nos moldes com que ambos filmam. Se Miyazaki é um bom autor/realizador, Takahata é um poeta e é como um poeta que hei-de recordá-lo sempre!

Isao Takahata

29.8.07

Akage no Anne

Dentro da exploração que são algumas edições de séries de anime, começou agora a ser editada a série Akage no Anne, ou, no título português, Ana dos cabelos ruivos.

Pessoalmente sou uma fã da história, fiquei-o ao ver a série canadiana Anne of Green Gables, depois vi o anime e só por fim é que li os livros, que amei! É uma história muito engraçada do percurso de uma órfã que de peculiar tem muito mais que os cabelos ruivos.

Os livros acompanham praticamente toda a vida dela, a série televisiva, com algumas diferenças, quase tudo e o anime apenas até Anne se formar e regressar à sua terra natal. Mesmo assim, o anime está muitíssimo bem adaptado, com poucas alterações "criativas", mantendo intacto o espírito dos livros. Apesar de ser uma produção da Nippon, com o character design 'tipo Ghibli', um pouco simplificado, é, mesmo assim, um anime contagiante, daqueles de que se espera(va) ansiosamente uma semana para ver o episódio seguinte.

Infelizmente estas edições da Altaya têm o entrave de servirem para explorar os paizinhos que querem arranjar uns desenhos animados para entreter as crias... É sempre um roubo, ora vejamos:
São 25 DVDs, com 2 episódios cada (sem extras que mereçam menção) e se forem todos ao preço do primeiro (€2,50), que normalmente não o são, fica a colecção da série completa na módica quantia de €62,5, o que não é nada barato, principalmente se tivermos em conta que a caixa das 4 séries completas dos Monty Phython's Flying Circus, com 45 episódios de 25 minutos (em caixas fininhas de 6 episódios cada) custa €40. Para além de sair caro, 25 DVDs de caixas normais ocupam imenso espaço!

Mas enfim, remato como sempre, felizmente que andam a publicar estas coisas, só não percebo, da informação disponível no site da Altaya, se os DVDs, para além da óbvia dobragem portuguesa (que, espero bem seja a mesma que passou na TV, pois era muito boa) têm também a muito pouco provável versão original em japonês, com legendagens em português.

Planeta deAgostini - Ana dos cabelos ruivos

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