18.6.20
Comecer a ver: Mahou Shoujo Chukana Paipai
9.7.19
Terminei de ver: Card Captor Sakura - Clear Card Hen
Como ainda não li a manga, a narrativa de Clear Card foi uma novidade completa. No geral gostei, mas achei morna, comparando com a série original. Apesar de haver alguns desenvolvimentos na narrativa principal, e "desvios" giros, como a visita de Meilin, a grande maioria dos episódios era a fórmula do costume, Sakura faz alguma coisa ou vai a algum lugar, Sakura sente uma carta, Sakura apanha carta. O pior não é isso, sobretudo se cada captura de carta for acompanhada por um figurino novo da Tomoyo, estamos bem, o pior foi a narrativa do trio Akiho, Kaito e Momo, que custou a desenvolver-se e não tem resolução na série. Aliás, basicamente terminou no clímax. Também achei que a maioria dos episódios espelhava de algum modo os episódios mais memoráveis da primeira série, e não é para isso que cá estou. Quero coisas novas, senhoras CLAMP!
Adorei a passagem da pureza do cristal do primeiro genérico, Clear, para a paixão das rosas vermelhas no segundo, Rocket Beat. Também adorei o vestido vermelho! Pensei que isto auspiciava algum desenvolvimento na relação Sakura-Shaoran. Realmente houve desenvolvimento, mas, como o resto da série, soube a pouco.
Com isto, espero mesmo que a Madhouse produza uma nova temporada, ou filme, ou filmes, que contem o resto da história, porque esta série não me convenceu, mesmo com os valores de produção altos.
クリアカード編 -カードキャプターさくら公式サイト-
26.1.18
Comecei a ver: Card Captor Sakura - Clear Card Hen
Cheguei um bocadinho atrasada ao comboio, pelo que só agora vi 3 episódios de uma assentada, o que me fez, a mim que raramente faço maratonas, desejar já ter todos os episódios para fazer maratona de Cardcaptor Sakura- Clear Card Hen.Tinha saudades! Muitas! Já não me lembrava como a Tomoyo é engraçadíssima no seu stalking :'D, de como a Sakura e o Shaoran são fofos ("Hoe?!"), de como todo o universo de CCS é giríssimo e divertido! Melhor, esta série "cresceu" bem, agora pintada e finalizada digitalmente, dando bom uso às novas tecnologias nos efeitos, mas mantendo fielmente a estética original. Calculo que sejam novos, mas os cenários parecem ser os mesmos de então.
Melhor ainda, a história deixou-me curiosa (não, ainda não li a manga) e parece bem empolgante. Nanase Ohkawa FTW! Há coisas que acho que já adivinhei, acho que quando ela converte as novas cartas, são as cartas dela que ficaram transparentes. Quando tiver mais que 3, as que tem agora, e o volume for maior, será quando vão reparar nisso - ou não - realmente não sei o que se vai passar, são apenas conjecturas.
Agora as diferenças da série original. Clear Card não é um remake, é uma continuação 3 anos depois, portanto todas as personagens cresceram/envelheceram. Sakura e os colegas já não são pré-adolescentes, mas adolescentes de 14 anos. A Sakura parece ter amadurecido pouco, está um bocadinho mais calma, mas igualmente ingénua e por vezes tolinha (mas eu gosto!), a Tomoyo não se desenvolveu nada e o Shaoran é quem apresenta as maiores diferenças, tendo se tornado ainda mais sorumbático e algo misterioso. Touya, Yukito, Fujitaka, Eriol, Ruby e Kaho aparentam estar exactamente na mesma, mas há mistério em Inglaterra.
Fisicamente as diferenças ainda são menores, Sakura e Tomoyo parecem estar mais esticadas e Sakura perdeu os totós, mas de resto, iguais. Shaolan está praticamente igual, nem a voz mudou. Há pequenos detalhes diferentes, um deles é nos acabamentos, principalmente nos olhos, onde o digital é muito bem utilizado. ADORO as novas cartas! Os novos fatos de batalha da Sakura, feitos pela Tomoyo, são giríssimos, gosto particularmente da gabardina e galochas de rã, mas continuam bastante infantis. Não estou à espera de uma Sakura sexy, mas gostava de ver mais uma miúda de 14 anos e não uma de 10-11. Há os sapatinhos de salto do fato dos cristais do genérico, mas para já é só.
Ainda está muito no início da série para avaliar condignamente, portanto vou esperar pacientemente os próximos episodios. Como de costume, irei comentar mais a meio ou se algo for suficientemente marcante. Para já estou muito contente por CCS voltar, tinha saudadinhas!
NHK アニメワールド|カードキャプターさくら クリアカード編
PC18.9.17
Card Captor Sakura - Clear Card Hen - Prologue - Sakura to Futatsu no Kuma
Ai que saudades de Card Captor Sakura! Ai que saudades de ver anime! Este episódio especial é a adaptação directa de uma das histórias da manga, mas ainda de Card Captor Sakura, onde Sakura é levada a compreender os seus sentimentos.
Ainda não toquei em nada da nova manga Clear Card Hen, apenas vi as capas dos tankoubons que são lindas como sempre e mantéem a estética da manga original. Ver este pequeno episódio lembrou-me o quão esganiçadas são as vozes japonesas (as portuguesas eram piores) e do quão fofa é a Sakura, a um ponto que não me faz urticária, pois é trapalhona q.b. para equilibrar. A história é simples, o episódio é simples, é um bom meio para nos levar de volta a este universo e mesmo assim adicionar algo à narrativa. Agora a ver vamos.
Como sempre como tudo das CLAMP, Madhouse, Morio Asaka, o episódio está impecavelmente bem feito, só não gostei muito da "limpeza" do traço para mais fininho, delicado, acho que o traço mais definido anterior, adicionava carácter aos desenhos e aproximava-se um pouco da estética das CLAMP, que não têm medo de usar o preto, mesmo que Sakura não seja um dos melhores exemplos disso.
Agora é ler a nova manga e esperar pela nova série. Tenho alguma curiosidade em saber como a história avança e até que ponto os dados de Tsubasa e xxxHOLiC se irão cruzar com esta nova Card Captor Sakura, por mais que isso me enerve, principalmente no qe toca a Tsubasa.
NHK アニメワールド|カードキャプターさくら クリアカード編
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2.6.15
xxxHOLiC: Kochou no Yume
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| Tríptico cartonado - Yuuko |
Antes de o ter nas mãos o único acesso que tive a Kochou no Yume foram os inúmeros scans que navegam pela internet, que de forma alguma lhe fazem justiça. Servem apenas como referência e para guardar nas bibliotecas de imagens pessoais das CLAMP. Foi esse facto que me fez fazer esta crítica/revisão, de o livro-objecto ser muito mais que meros scans bem feitinhos.
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| Triptico interior - Watanuki |
Segunda surpresa, o tríptico encadernado é solto e no interior tem uma ilustração em tons escuros com o característico fumo e borboletas de xxxHOLiC. Um óptimo cenário para fotos com a minha Blythe B2-HOLiC.
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| Capa e guarda-pó |
O livro é em papel acetinado geralmente impresso a preto. A maioria das ilustrações está impressa do lado esquerdo (o lado mais nobre na encadernação japonesa - da direita para a esquerda), com uma frase e uma pequena ilustração a preto e branco sobre cor no lado direito. Nas primeiras páginas há uma pequena história com o Doumeki, que ainda não li. Depois sucedem-se as ilustrações das capas e pin-ups (ilustrações a cor, estilo cartaz, nas páginas iniciais de cada volume) da manga, desta vez sobre papel branco e não perlado, o que deixa as cores mais vivas. Mais ou menos a meio temos novamente as ilustrações da capa, num desdobrável que faz outra vez o tríptico. Depois temos mais uma série de ilustrações espalhadas por ambas as páginas em formato maior, mas infelizmente algumas divididas ao meio pela encadernação. No final, separadas por uma página de título dizendo "Monochrome Illustrations" uma série de ilustrações a preto e branco, das capas de capítulo da manga, várias dispostas em cada página, com apontamentos de cor à volta.
As ilustrações incluídas são na grande maioria da manga de xxxHOLiC, não incluindo nenhumas de xxxHOLiC - Rei (talvez para novo artbook?), com algumas ilustrações feitas para cartazes ou merchandising da série e uma ou outra incluídas em Tsubasa -RESERVoir CHRoNiCLE-.
No geral este livro é um espanto e uma boa compra, apesar de o preço não ser generoso. Por tê-lo adquirido cerca de um ano depois do seu lançamento, só o encontrei em segunda mão e com o preço inflaccionado. Infelizmente as CLAMP são suficientemente populares para dar azo a especulação e não foi fácil encontrar o livro a menos do dobro do preço original (mas encontrei). O livro chegou em excelentes condições, sem uma mossa ou risquinho, bem acondicionado numa caixa de cartão e plástico bubble, depois de uma viagem de dois meses de barco do Japão, chegou a Portugal impecável. Até parece o tempo das descobertas!
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| Tríptico contracapa - Watanuki e Doumeki |
CLAMP-net
26.7.13
Code Geass - Hangyaku no Lelouch R2
Apesar de ter transitado quase de imediato da primeira para a segunda série de Code Geass, acabei por ver a segunda série mais lentamente que a primeira. No geral gostei mais da segunda, apesar de ser menos intensa, menos dedicada às personagens e com mais batalhas épicas. Como a vi mais espaçadamente, houve momentos em que o meu entusiasmo esmoreceu um pouco. Talvez não estivesse na disposição para ver uma série como esta ou então estes factores, aliados a menos disponibilidade, não ajudaram.Houve realmente melhorias significantes de uma série para a outra, menos sentimentalismo, mas também menos intensidade de emoções. As canções de Orange Range e Ali Project já são bem mais adequadas a uma série épica, as Ali Project ficam sempre bem junto com a arte das CLAMP e as canções também me são bem mais agradáveis ao ouvido. Gosto das Ali Project e não desgosto dos Orange Range, apesar de não ser fã de nenhum dos grupos.
Senti que o character design degenerou um pouco, as caras deles parece que se tornaram um bocado triangulares, cheias de vértices (ah pois, um triângulo só tem três! XD), mas no decorrer da acção isso é pouco significante.
No meio de toda esta intriga política, familiar e guerras sem fim, houve duas ou três personagens que me chamaram mais a atenção, fora do círculo dos protagonistas. Uma é Viletta, que foi a única que personificou o desejo de paz de Lelouch e Suzaku, apaixonando-se e engravidando, para além de que é uma bad ass de primeira. Gosto! Também gostei bastante da Cornelia, que ao contrário da irmã Euphemia não é uma tontinha ingénua, mas uma mulher consciente das circunstâncias e suficientemente inteligente para mudar de opinião em prol das mudanças que enfrenta, decidida e generosa. Nunnally, que ao princípio parecia uma versão ainda mais débil de Euphemia, amadureceu e revelou-se mais esperta do que parecia. Já para não falar de C.C., uma feiticeira cheia de sentimentos humanos, por quem eu torci desde o primeiro momento.
O final de Code Geass - Hangyaku no Lelouch é bastante bom e coeso, não é apressado nem deixa pontas soltas onde não deve. Nota-se que toda a história foi bem desenvolvida e o final é mais que satisfatório e até emocionante na dose certa.
Este post até parece falta de entusiasmo, mas gostei muito destas séries, o facto de ter visto a segunda de forma muito espaçada e a ter terminado quase à força não influenciaram a minha opinião sobre a série, mas influenciaram a escrita menos entusiasta deste post. A grande qualidade de Code Geass é que apela a quem gosta de mechas e batalhas do mesmo modo a quem gosta de histórias épicas e emocionais. É um anime muito bem construído, lindíssimo, com personagens fortes e coerentes e de certa forma um híbrido novo que alia acção com romantismo, esbatendo as fronteiras do que os rapazes e as raparigas "supostamente" gostam.
コードギアス 反逆のルルーシュR2
2.5.13
Terminei de ver: xxxHOLiC dorama

xxxHOLiC já estava a derrapar, eis que surge Maya Kitajima! Bom, não é a Maya propriamente dita, mas sim Yumi Adachi, a actriz que interpretou Maya em Glass no Kamen (dorama, claro).
A segunda metade de CLAMP Dorama xxxHOLiC foca-se quase inteiramente na história de Watanuki com Jourogumo, a sinistra mas sedutora aranha, e é Yumi quem a interpreta. Se já tinha ficado impressionada com Yumi e Rio Matsumoto em Glass no Kamen, em xxxHOLiC ela salva literalmente a pátria! No dorama esta parte é uma condensação de várias histórias da manga para dar algo parecido a um fim à série, sem comprometer a sua possível continuação. As personagens de Himawari e Zashiki Warashi são fundidas em Himawari e são retirados os elementos mais sinistros de todo o tema de possessão que domina esta parte da narrativa. Não deixa de ser um tanto sinistro, muito graças a Yumi, pois é a sua interpretação adocicada e perversa que nos fazem esquecer os buracos na narrativa, a péssima interpretação de Shôta Sometani (Watanuki) e Karen Miyazaki (Himawari), o guarda-roupa a meia-haste e a decoração preguiçosa.
Em toda a série, fora Yumi Adachi, que está numa categoria completamente acima dos outros actores, Anne, como Yuuko, satisfez-me um tanto e a surpresa foi Masahiro Higashide como um Doumeki fascinante. Mas grande parte da minha insatisfação com os actores e suas interpretações também vem do modo como as personagens foram adaptadas para este dorama. A Yuuko falta imenso sex appeal, sentido de humor perverso, o lado bêbado politicamente incorrecto e um pouco de firmeza, a firmeza de quem é bem mais velho que aparenta. A Watanuki falta o lado pateta e um pouco histérico e adicionaram-lhe uns traumas familiares que não faziam grande falta, a Himawari falta ser mais kawaii, mais desligada e a empatia com o público, pois não fora essa empatia, Himawari é uma personagem detestável. Só se safa realmente Doumeki pois foi a única personagem que se manteve praticamente igual à caracterização na manga. Mesmo Ame Warashi foi suavizada e a actriz, apesar de não ser das piores, tem uma grande falta de presença. Ame Warashi faz sempre entradas de vedeta, tcharããã!
Visualmente senti sempre xxxHOLiC dorama como falso e preguiçoso. O guarda-roupa ou estava mal feito ou eram peças existentes modificadas. A excepção foram ambos os vestidos de feiticeira do tempo (preto e branco) de Yuuko, mas, em prol da narrativa e da caracterização da personagem, preferia que tivesse havido apenas um. As cores dão significado às personagens, principalmente numa história como xxxHOLiC e o facto de a Yuuko usar uma versão preta (mal/escuridão) e uma versão branca (bem/luz) do mesmo vestido, faz dela no último episódio uma espécie de anjo redentor, coisa que Yuuko está muito longe de ser. Preferia uma versão híbrida com elementos de ambos, por exemplo preta, de renda e mousseline com os detalhes a branco do design da manga em prateado. No geral o guarda-roupa parece uma má falsificação dos designs magníficos das CLAMP, definitivamente uma péssima interpretação dos mesmos que, como quem faz cosplay muito bem sabe, não são fáceis nem baratos de fazer. O cenário pior ainda, dependeu quase exclusivamente da decoração, tinha poucos cenários construídos de raiz e a decoração pareceu ser algo: "vamos lá ver o que temos no armazém que possa servir".
Por fim, houve uma coisa que me fez IMENSA confusão desde o início: Maru, Moro e Watanuki de sapatos em cima de tatami! Se a mim, que não sou japonesa, isso me parece quase um sacrilégio, não sei o que pensar da pessoa que tomou essa opção. Será que havia ocidentais inflitrados na produção para apelar a um público mais vasto? Creio que a indústria do anime já teve provas que isso costuma ser o caminho para o desastre...
Enfim, tinha de ver CLAMP Dorama xxxHOLiC, mas foi a excepção que confirmou a regra, nem todos os doramas japoneses valem a pena, pois este falhou no aspecto em que os que vi nunca falham, na dramaturgia.
CLAMPドラマ ホリック xxxHOLiC
22.3.13
Comecei a ver: Code Geass - Hangyaku no Lelouch
Code Geass é daquelas séries que estava no topo da lista de espera há algum tempo. Ando a tentar alternar entre séries vintage e actuais para me manter minimamente actualizada e Code Geass não podia passar em branco.Na verdade, ao fim de cerca de 10 episódios, estou agradavelmente supreendida. Code Geass mistura vingança, guerra e intriga política com honra, amizade e, quiçá, amor (ainda não avancei o suficiente para saber), uma mistura simples, de conceitos básicos, mas que podem constituir uma boa narrativa se bem equilibrados. Até agora não tenho razão de queixa.
O character design, como é sabido, ficou ao cargo das CLAMP (excepto os mechas e armas) o que resulta em rapazinhos lânguidos e num guarda-roupa sumptuoso. Como a maioria das personagens é realeza, venha o sumptuoso! De resto é uma série visualmente interessante, não se sente diferença entre os dois character designs e a animação é bastante boa.
Gosto das personagens em geral, Lelouch é um misto de bom coração e vingador, o que lhe dá uma personalidade forte e interessante, Suzaku é doce mas não é fraco, gosto da CC, da sua indiferença e sarcasmo, os alunos do colégio têm personalidades desenvolvidas e são um bom veículo para expôr certos conceitos sociais pertinentes para a série, os rebeldes não são totalmente cegos pela revolta, os militares mais que paus-mandados e a realeza de Britannia uns déspotas com um sentido de justiça maior que o esperado. Até Euphemia, a princesinha (literalmente) consegue não ser aborrecida.
A intriga, e é muita, avança bastante depressa e não há muitos mistérios insondáveis que possam mudar o mundo para descobrir. Depois de Penguindrum é de certa forma refrescante... Apesar de a grande maioria dos episódios até agora se concentrar na narrativa principal, bastante dramática e cheia de acção, o 9º episódio brinda-nos com um pouco de comédia que alivia o ambiente. Espero que nos voltem a brindar pontualmente com episódios semelhantes. Code Geass é uma série épica de batalhas e intriga palaciana, é boa para entreter e passar o tempo e vê-se bem sem ser cansativa.
Só não ligo muito à banda-sonora, o tipo de genéricos de Code Geass não me entusiasma e até salto passados poucos episódios, portanto, fora a música de fundo, que tem uma função específica, o resto é paisagem.
コードギアス 反逆のルルーシュ
18.3.13
CLAMP Festival 2011
Quando soube do CLAMP Festival, acho que no Verão de 2011, quando soube do lançamento da Neo Blythe B2-HOLiC (a minha Yuuko-san) senti um misto de curiosidade e desconfiança: mas que raio se vê num Festival das CLAMP? As quatro no palco a falar do seu trabalho? Isso constitui um festival?Hoje, quando devia estar a fazer coisas mais sérias, esbarrei com o link para o video do Festival de 2011 (Veoh - procurar "CLAMP Festival") e acabei por vê-lo. São duas horas e meia, não é pouco, e pus-me a fazer as ditas coisas sérias e a ouvir o vídeo. De vez em quando dava uma olhadela. A grande maioria foram canções das diversas séries das CLAMP, com grande enfoque em Card Captor Sakura, Tsubasa -RESERVoir CHRoNiCLE-, Chobits e Magic Knight Rayearth, cujas cantoras/actrizes de voz foram as estrelas do espectáculo. Mas antes da "cantoria" houve um sketch, com a história de Shiritsu Horitsuba, criada para o Festival pelas CLAMP, interpretado por todos os convidados. O sketch permitiu ver como a maioria dos actores são excelentes, mesmo que as mulheres falem quase todas em falsete, e perceber porque o dorama de xxxHOLiC não me anda a encher as medidas (mas disso falarei noutro post). Mesmo sem prestar muita atenção reconheci logo a voz de Yuuko quando a actriz Sayaka Ohara me deixou a rir à gargalhada a gozar com as típicas frases de coincidência e destino de Yuuko. Ohara-san também envergava um kimono pintado pelas CLAMP para o livro Okimono Kimono, prezo a minha cópia como um tesouro pois é o que é! Para quem tem o livro ou os scans, é o beije das borboletas. Ah, e Mika Kikuchi, a actriz de voz de ambas as Mokonas (Soel e Larg) de xxxHOLiC/Tsubasa, é ultra-kawaii!
E nem ares das CLAMP em lado nenhum!
CLAMP.net
14.2.12
Happy Barentain Day
Nunca liguei ao dia de S. Valentim, apenas me lembro do dia pois um amigo faz anos e por vezes vêm-me à cabeça algumas imagens de animes ou mangas que gosto. É o caso desta, originalmente no artbook de Tokyo Babylon, Photographs, onde as CLAMP mostram talvez pela primeira vez a sua arte em toda a sua glória. Não que não houvesse já artbooks maravilhosos com ilustrações delas e que outras mangas sejam inferiores a Tokyo Babylon. O artbook de Tokyo Babylon é que é um dos mais deslumbrantes e bem conseguidos do grupo. Nesta fase as ilustrações são de Mokona (então Apapa) mas a arte final e acabamentos passaram pelas mãos de Mick Nekoi e Satsuki Igarashi. Naturalmente a coordenação geral é de Nanase Ohkawa, mas no caso de um artbook a participação dela fica em segundo plano.Uso os nomes antigos delas por duas razões, eram os que usavam na altura da concepção de Tokyo Babylon e também porque à excepção de Mokona, que simplesmente abandonou um nome, e de Satsuki Igarashi, que manteve a fonética mas mudou os kanjis, esqueço-me sempre dos novos pseudónimos de Mick Nekoi e de Nanase Ohkawa.
Um dia faço este cosplay ^__^
Clamp-net.com
21.12.08
Terminei de ver: Tsubasa -RESERVoir CHRoNiCLE-

Ufa! Finalmente! Fiz uma grande pausa no visionamento desta série porque os direitos foram comprados para os Estados Unidos e os ficheiros desapareceram da net. Mas agora já despachei os episódios que me faltavam.
De todas as séries de anime ou manga criadas pelas CLAMP, esta é definitivamente a de que menos gosto, e poucas recordações, excepto a banda-sonora, me vai deixar. Em 26 episódios a grande dúvida plantada ao início permanece: como é que Sakura vai recuperar as memórias de Shaolan, trocadas com a feiticeira dimensional, Yuuko? Ou então: será que Sakura vai ter tantas novas boas memórias de Shaoran que não precisa das antigas? Resumindo, em 26 episódios eles encontraram cerca de 5 ou 6 penas (não contei), ainda falta pelo menos a metade (não me lçembro quantas são no total, acho que eram múltiplas de 6), que obviamente ficou para a segunda série. Pelo discurso de Mokona no final do último episódio é claro que a segunda série já estava a ser planeada há muito, daí fazerem render o peixe.
O grande problema desta série, para além de uma animação mais ou menos e uns efeitos 3D demasiado evidentes, é que é como viajar para um país e não parar mais que um dia no mesmo sítio: não se fica a conhecer o lugar, muito menos as pessoas e o seu modo de vida. A falta de seguimento e de envolvimento com as outras personagens, para além dos quinteto viajante é demasiado superficial, até parece que estão lá para encher a paisagem, as histórias individuais, seja do quinteto sejam dos habitantes dos vários mundos não se cruzam, há pouca troca, pouca aprendizagem ou evolução mútua. Até parece que a seguir a eles deixam os mundos sem deixar rasto nem memória, apesar de causarem naturalmente algumas mudanças.
Estou a criticar um facto que é a grande premissa de uma série de que gosto muito: Galaxy Express 999, mas a grande diferença é que com cada visita a cada planeta, por mais curta que ela seja, traz à superfície sempre a mesma questão fulcral mas muito simples, até que ponto o ser humano necessita de um corpo humano e até que ponto as máquinas lhes trouxeram benefícios? Para além disso eles estão apenas de passagem, não têm objectivo nenhum em concreto em cada planeta em que o Galaxy Express pára. O que falta em Tsubasa é um maior destaque ao motivo das suas viagens, a recuperação das penas de Sakura e o desvendar dos "vilões" que chegando ao fim da primeira série ainda não fazemos a mínima ideia do que são e qual é a sua motivação. Perdeu-se demasiado tempo com trivialidades do dia-a-dia da maioria dos mundos e focou-se pouco na recuperação das penas de Sakura.
Por mais que a série continue, e tenha continuado, é necessário algum tipo de remate para esta primeira série, mesmo que inclua um cliff hanger para manter o espectador curioso em relação à segunda série. Nada disso aconteceu, o único cliff hanger é tentar perceber o que querem os vilões, questão essa que já se colocava anteriomente.
A banda-sonora é a excepção que confirma a regra, neste anime desenxabido por comparação com outros pela mão das CLAMP. Nem o guarda-roupa, que habitualmente adoro me enche as medidas, excepto um ou outro figurino masculino (isto é verdadeiramente raro!) nomeadamente o de Shaolan e o de Seishiro.
Se conseguir meter as mãos na segunda série e depois nos OAVs, logo verei se realmente valia a pena tanto arrastamento...
NHKアニメワールド ツバサ・クロニクル
16.8.08
Terminei de ver: xxxHOLiC ♦ Kei

Quando escrevi o post anterior já ia a mais de metade da série que tem apenas 13 episódios, por oposição aos 24 da primeira, pelo que começar a vê-la foi lentamente e um bocado aos soluços, mas terminar de vê-la foi rápido e de uma assentada.
xxxHOLiC ♦ Kei deixa-nos na manga exactamente onde eu também parei (no 10º volume) pelo que pode ou não haver uma terceira série. Do modo como o último episódio é uma espécie de reunião geral das personagens que conviveram e criaram laços ao longo da série, faz-me pensar que uma nova série não está nos planos imediatos das produtoras, infelizmente. Mas como xxxHOLiC é um anime de certo modo discreto, não movimentando massas de fãs entusiasmados, parece-me normal que o anime se fique por aqui.
De qualquer forma o saldo é positivo, a série acaba com a história de Himawari, que é extremamente importante no total e emocionalmente forte, colocando todas as personagens principais numa situação de viragem e tomada de decisão. É um anime que se desenrola a um ritmo um pouco lento e compassado, que não nos agarra ao écran ou deixa impacientes para ver mais, mas cujo o conjunto permanece extremamente coerente e forte, com pitadas geniais de humor pelo meio. Comparando com muitas séries recentes que nos colocam o mesmo estilo de elementos na mesa, sobrenatural, tradições japonesas, gótico, visual exuberante, esta é talvez das poucas que não desilude na narrativa, tem personagens bem construídas e interessantes, cumpre o prometido e bem, terminando de uma forma agradável e satisfatória.
xxxHOLiC e xxxHOLiC ♦ Kei são das séries recentes as que mais me encheram as medidas puramente dentro do meu gosto pessoal, recomendo vivamente a quem goste das CLAMP e dos outros temas que mencionei acima.
TBSアニメーション 「xxxHOLiC◆継」
28.6.08
Card Captor Sakura, the Movie
Yep, o Canal Panda passou o 1º filme de Card Captor Sakura, mas feliz ou infelizmente estava em espanhol. Felizmente porque, do pouquinho que vi a dobragem não estava nada má, a voz da Sakura é bastante parecida com o original e os nomes das cartas mantinham-se no original, em engrish. Infelizmente porque, como já tinha visto o filme, acabei por não o ver, exactamente por estar dobrado numa língua que não é nem o original japonês ou a minha língua, o português.O filme de Sakura é bem engraçado, leva as personagens para fora do bairro de Tomoeda e do seu quotidiano e clarifica algumas questões da descendência de Shaoran de Clow Reed. Portanto, para quem viu a série já valeu a pena. Mas não é só, por ser um filme a produção é mais rica e melhor, figurinos totalmente novos, desenhados pelas CLAMP e as paisagens de Hong Kong impressionantes e muitíssimo bem elaboradas, de forma que até dá vontade de lá ir e descobrir esses locais. E claro tudo o mais que um filme de anime normalmente oferece.
Só tem um senão, quem não está totalmente familiarizado com o universo de Sakura e dos seus amigos e familiares pode achar um filme bonitinho e interessante, mas não apanhar as subtilezas da informação previamente fornecida pela série de televisão.
23.5.08
Terminei de ver: xxxHOLiC

A estreia da nova série de xxxHOLiC, xxxHOLiC ◆ Kei, fez com que retomasse esta série que apenas ficou pendurada por falta de disponibilidade para ver tanto anime.
Comparando com a manga, que entretanto estou a ler, esta série faz muitas alterações, com alguma falta de lógica. A primeira grande alteração, e talvez a única justificada, é a liagação com a outra história das CLAMP, que se desenvolve em paralelo, Tsubasa-RESERVoir CHRoNiCLE-. Mas como não gostei de Tsubasa, não me faz diferença. De qualquer modo, esta ausência deve-se essencialmente ao facto de as duas séries serem produzidas por estúdios diferentes e emitidas em canais diferentes de televisão: Bee Train e NHK para Tsubasa e Production I.G. e TBS para xxxHOLiC. Outra alteração grande é a ordem das histórias, que não tendo grande força na narrativa principal, não faz mossa, mas que em certos casos, onde se justifica por falta de coincidência de calendário, obriga a mudanças na história, como foi o caso dos episódios do Dia de S. Valentim e White Day. Por outro lado houve episódios onde se acrescentou perfeito disparate gratuito de anime, talvez apenas para encher... Tenho bastante pena dessas alterações pois assim perderam-se alguns detalhes bem divertidos da manga. A última grande alteração, nem sempre consensual entre os fãs, foi a cor do cabelo de Ame Warashi, a espírito da chuva, azul claro na manga, vermelho fogo no anime. Apesar de eu gostar mais do vermelho, não encontro nenhuma razão para essa mudança.
De resto é um anime bem interessante, com um aspecto de comédia fantástica, gótica e esotérica, escondento por trás sentimentos e noções filosóficas bem sérios interessantes. Muitos desses conceitos de destino e etc. já vêm de trás na obra das CLAMP, directamente inspirados pelo Budismo e Xintoísmo, e não são, de forma alguma gratuitos.
O guarda-roupa de Yuuko continua fabulosamente exótico, se bem que aquém das ilustrações da manga. Com o tempo até passei a achar graça à canção do genérico inicial, 19 Sai, mas a primeira canção do genérico final, Reason, nunca me convenceu. Por outro lado a segunda canção do genérico final, Kagerou, interpretada pelo grupo(?) BUCK-TICK, fez me lembrar, juntamente com a animação de Maru, Moro e Mokona, a maneira de cantar do brasileiro Sidney Magal.
Há alguma coisa no final da série que me fez confusão: o penúltimo episódio termina como se fosse o fim da série, dando a ideia de que Yuuko vai continuar a atender quem precisar dela e depois há um último episódio, encarado como um especial, em que conta uma história bem pessoal de Watanuki. Não vejo porque não foi integrado no meio do resto da série, apesar de nos dar alguns elementos do passado de Watanuki, elementos que já andavam implícitos no resto dos episódios.
16.3.08
Magic Knight Rayearth: Openings e Endings
OP1: Yuzurenai Negai
OP2: Kirai ni Narenai
OP3: Hikari to Kage wo Dakishimeta Mama
ED1: Asue no Yuuki
ED2: Lullaby ~Yasashiku Dakasete~
ED3: Itsuka Kagayaku
16.12.07
Magic Knight Rayearth
E porque é não há meio de me habituar a pelo menos verificar a programação do Canal Panda a cada fim do mês??? Já me tinha apercebido há que tempos que é comum começarem a emissão de uma série de anime a cada dia 1 e mesmo assim esqueço-me!Pois, a razão do protesto é que a estreia deste mês foi uma série que sempre quis ver, cuja manga já li há que tempos e que só tinha tido oportunidade de ver alguns episódios... Magic Knight Rayearth.
Magic Knight Rayearth foi o primeiro projecto mainstream das CLAMP, com o objectivo inicial da criação de uma manga e um anime, produzido pela Tokyo Movie Shinsha, em resposta ao sucesso de Sailormoon, da concorrente Toei. O resultado foi uma qualidade acima da média, mas um sucesso algo limitado, que só seria atingido em grande, mais tarde com Card Captor Sakura.
Em Rayearth as CLAMP partem das mesmas motivações estéticas e narrativas de Sailormoon, com uma clara inspiração nas séries de sentai, cores básicas, transformações, mechas, poderes mágicos, romance e, claro, adolescentes colegiais. A grande diferença está no local onde se passa a acção, no universo paralelo de Cefiro, onde as personagens têm nomes de modelos japoneses de automóveis (Primera, Lantis, etc.) e onde as nossas três protagonistas, detentoras de um poder mais bélico que em Sailormoon, lutam pelo equilíbrio de ambos os universos, através dos seus poderes mágicos com que foram marcadas pelo destino.
O destino é um tema recorrente em toda a obra das CLAMP, portanto não é de estranhar a sua introdução nesta série. As três raparigas têm personalidades tão distintas como as cores dos seus uniformes, sendo Hikaru (vermelho) a mais desastrada, fogosa e de enorme coração, praticante de kendo (esgrima japonesa), Umi (azul) a mais elegante, fria e pragmática, praticante de esgrima, e Fuu (verde) a mais intelectual, tímida e caseira, praticante de kyudo (tiro ao arco). A sua evolução na história acaba por ser um caminho de auto-descoberta, culminando na difícil decisão de ficar em Cefiro e viver um mundo de fantasias ou regressar ao mundo real. Apesar do seu sucesso moderado, acabou por ser produzida uma segunda parte, onde as raparigas regressam a um Cefiro transformado, um pouco mais maduras, e onde encontram o amor o que as conduz a novas tomadas de decisão difícieis.
Com o tempo Magic Knight Rayearth acabou por se transformar num clássico, é uma das séries, dentro do género magic shoujo, a ver, que ajudou a elevar os padrões de qualidade e os orçamentos para este tipo de público. Graças a Rayearth outras séries (tais como St. Tail, Fushigi Yuugi, Card Captor Sakura e muitas outras) puderam crescer e evoluir, reavivando género magic shoujo.
ADENDA: Porquê, mas porquêêê!!!! Porque é que raio tenho de apanhar com dobragens em inglês???? Se tenho de apanhar com um anime dobrado, ao menos que seja em português. E se temos de ler legendas, ao menos que a dobragem seja a original em japonês. E, já agora, que Magic Knight Rayearth mantenha as canções originais e não uma versão-qualquer-pop-em-inglês... Ah sim, e que os nomes estejam correctos: é Ceres e não Selene. Infelizmente tenho a certeza de haver mais americanizações onde não eram necessárias... pelo menos parece que não há cortes nesta versão exibida pelo Canal Panda. São estas as razões que levam uma pessoa a acabar por fazer download das séries da net... Se ao menos o anime fosse tratado com o respeito que merece...
6.5.07
CLAMP Gakuen Tantei Dan
Por esta altura o Canal-Panda está a ser tomado por anime. Um espectador distraído pode ver 3-4 séries seguidas sem dar por isso. E claro que isso é bom, mesmo com as limitações de um canal que tem um público bastante específico.Hoje estreou CLAMP Gakuen Tantei Dan, ou seja O Clube de Detectives do Colégio CLAMP. Depois de Card Captor Sakura já cá faltava um anime das CLAMP, até porque todos eles foram bastante populares no Japão e são conhecidos no Ocidente, mas com uma grande falta de estreias em Portugal.
Este sempre foi um anime, e manga, das CLAMP pelo qual nunca me interessei muito, sei que temos 3 protagonistas, Nokoru, Akira e Suou, 3 rapazes de cerca de 11 anos, com um mundo de parafrenália e meios à disposição que decidem salvar donzelas em apuros. A intriga é algo fútil e pouco empenhada, mas promete bons momentos de diversão, num anime que une acção e aventura para pré-adolescentes e adolescentes com um humor muito japonês, muito próximo do disparate atrevido.
Esta deve ter sido uma das primeiras séries das CLAMP a unir alguns universos de outras histórias delas pelo meio do Colégio CLAMP. Colégio este que aparece em manga e anime anteriores, todos eles dentro do género fantástico, mas com públicos-alvo diferentes:
Magic Knight Rayearth, manga e anime que surgiram na cauda do sucesso que foi Sailormoon dentro do género mahou shoujo, encomenda da editora Kodansha, mas muito claramente CLAMP;
X, uma manga e anime bastante mais sérios a raiar o terror, a história mais antiga destas 3 e já um clássico no panorama da manga shoujo. Aliás, na aparição do Colégio CLAMP em X também aparecem os 3 rapazes desta série, já adultos e directores do mesmo.
O nome da série também é muito significativo de uma maior afirmação comercial das 4 autoras, o grupo CLAMP, e foi a segunda série das mesmas a ser produzida comercialmente para TV (a primeira foi Rayearth). Até então já algumas das inúmeras manga das CLAMP tinham sido produzidas para anime, mas nada mais que OAV's (RG Veda, Tokyo Babylon, Miyuki-chan), pequenos filmes especiais (CLAMP in Wonderland) ou o filme para cinema de X, numa adaptação algo polémica, pois a história ainda nem sequer tinha chegado a meio na manga. Portanto CLAMP Gakuen marca uma maior transição comercial para as CLAMP, até então autoras mais underground, com um público fiel mas limitado (Rayearth teve um sucesso modesto). Este foi o seu grande primeiro sucesso comercial, seguido depois de um maior ainda, Card Captor Sakura, que lhes possibilitou uma gigantesca proliferação e uma afirmação bem sólida no mercado.
Esta também foi a primeira série das CLAMP a ter um grande investimento a nível de merchandising, que, até então se tinha limitado a art books, anime comics e cartas de colecção e shitajiki (placas em plástico estampadas para colocar debaixo das folhas dos cadernos e evitar que a tinta repasse). Uma vez esbarrei, no Japão, com um livro de culinária de Akira e lembro-me de haver jogos, todo o tipo de bonecos (PVC, UFO Catcher, etc.), posters, todo o tipo de artigos de papelaria, artigos para a casa, etc.
Se a conseguir acompanhar, assim o espero, pois sempre foi o tipo de séries que, se um dia desse na TV gostaria de ver, logo me pronunciarei mais sobre o seu conteúdo e menos sobre o seu contexto de criação.
Canal-Panda
2ª-6ª: ?
sáb., dom.: 08:30, 14:00, 22:00
CLAMP学園探偵団
19.2.07
Ando a ver: Tsubasa -RESERVoir CHRoNiCLE-
Comecei a ver este anime já há algum tempo (e muito lentamente) por uma única razão, ser mais uma obra das CLAMP. Sou fã das CLAMP há muitos anos mas ainda não me tinha pronunciado sobre este anime simplesmente porque me desiludiu.Tsubasa CHRoNiCLE é um anime cuja história se arrasta infindávelmente e cuja premissa não é suficientemente forte para agarrar tanta seca. Parece que as CLAMP ficaram sem ideias e resolveram criar uma manga/anime que reúna todas as suas personagens, criadas até então, adicionando mais algumas novas, juntando tudo num mesmo pote com a "desculpa" dos mundos alternativos e viagens interdimensionais. O problema é que com tanta "alternativa" o carisma de certas personagens, algumas das minhas favoritas, tais como Arashi e Sorata, da manga X, fica de tal forma diluído que perdem o interesse que outrora tiveram nos seus verdadeiros contextos.
Para além disso o grande motivo porque a história se arrasta é o facto de as personagens principais de Tsubasa CHRoNiCLE ficarem 2, 3 ou 4 episódios no mesmo mundo/dimensão, com a resolução a ficar progressivamente mais longe.
De tudo, a única coisa de que gostei verdadeiramente é da banda-sonora, excepto talvez as duas canções dos genéricos, essas não acho nada de especial. A banda-sonora até parece descoordenada com este anime, em que nem a qualidade da animação se tem safado, de tão boa que é. Tem uma sonoridade algo world music, com influências várias, mas essencialmente asiáticas, fazendo lembrar alguns outros trabalhos no género como as bandas-sonoras de Macross Plus, pela fantástica Yoko Kanno, ou de Last Exile.
Neste momento vou a meio da série, insisto para ver até ao fim porque ainda me resta alguma curiosidade para ver como as coisas se desenrolam e para dar uma última oportunidade a este anime. Também quero ver até ao fim pois não sou pessoa de deixar coisas a meio.
A esperança é pouca, mas, quando vir a série até ao fim, cá me manifestarei.
ツバサ・クロニクル
22.5.06
CINE-ASIA: Fushigi no kuni no Miyuki-chan & Kagami no kuni no Miyuki-chan

Japão, 1995, 29min
Página Oficial - Trailer - Fotos
Sinopse: Uma versão dos dois contos de Lewis Carrol, “Alice no País das Maravilhas” e “Alice do outro lado do espelho” em fast-forward e só com mulheres.
Crítica: Estes OAV’s (Original Animation Video) são um dois-em-um que resultam de uma espécie de brincadeira das autoras da manga, as CLAMP, sobre alguns dos temas que lhes são mais queridos: os livros da “Alice” de Lewis Carrol e jogos de consola. A brincadeira, aliada ao delirante espírito criativo das quatro, resultou num projecto conjunto que incluiu uma manga de edição especial (formato grande e com mais narrativas para além das de Lewis Carrol, tal como “Miyuki-chan no País da TV”, “Miyuki-chan no País dos Jogos”, etc.) e estes dois curtíssimos mas muito intensos filmes, “Miyuki-chan no País das Maravilhas” e “Miyuki-chan no País do Espelho”.
O bom nos anime feitos a partir da obra das CLAMP é a garantia de proximidade com os desenhos e as histórias desenvolvidas por elas para papel. Elas costumam ter um controle estreito na concepção dos anime extraídos das suas manga, mesmo quando não as quatro integrantes da equipa. Normalmente Mokona Apapa (agora apenas Mokona), a desenhadora principal, supervisiona o character design ou cria o guarda-roupa e Nanase Ohkawa (agora Ageha Ohkawa), a argumentista do grupo, escreve os argumentos ou, no caso das séries de TV, supervisiona essa escrita.
Estes videos são totalmente delirantes! Os diálogos são tão poucos e tão integrados na acção que mesmo que não se perceba japonês e se vejam os filmes sem legendas se percebe quase tudo. A familiaridade com as histórias originais ajuda um pouco também. Apesar da velocidade, todos os elementos mais importantes da história estão lá e, de uma certa forma, esta pequena narrativa é uma lição para quem adapta romances ao cinema.
O desvio do original começa com a protagonista, Miyuki-chan, uma rapariga estudante da escola secundária, com o uniforme de marinheiro (serafuku), característico das escolas japonesas. Como está na sinopse, não há homens, portanto todas as personagens masculinas do original sofreram uma “troca de sexo” e todas as habitantes do País das Maravilhas e do País do Espelho são mulheres sexy e extremamente atrevidas.
O Coelho Branco é uma coelhinha da Playboy (Bunny-san), as maçanetas da “Porta” são as mamas da Rapariga da Porta e todas as outras apresentam um guarda-roupa bastante reduzido. Em vez de estranharem ou serem agressivas para Miyuki (como com a Alice original) elas flirtam abertamente com ela, chamando-a constantemente de menina querida (kawaii ojou-san) chegando até a alguns apalpões muito pouco desejados por Miyuki. O culminar deste “assédio” é a Rainha de Copas, uma dominatrix com direito a chicote e tudo e as cartas, que querem ser “castigadas” por ela! Ou então o jogo de xadrez que é um strip-chess... e mais não digo!
Todo o desenho de personagens é extremamente engraçado e criativo, Tweedle-dee (Cho-ri) e Tweedle-dum (Tou-ri) são duas lutadoras gémeas, mas vestidas uma de azul e outra de vermelho, qual Chun-li de “Street Fighter”, quando luta contra ela própria. Os cenários levam-nos às vezes à segunda paixão das CLAMP, os jogos de consola. As cascatas flutuantes em “Miyuki-chan no país do espelho” lembram directamente um jogo de plataformas tipo “Sonic” ou “Nights in Dreams” (bastante populares à época). A música é talvez a parte mais delirante dos filmes. É completamente repetitiva, como a música dos jogos de consola, mas vai mudando de ritmo conforme os acontecimentos e parece que nos suga mais ainda na louca espiral de peripécias por que Miyuki passa e que se sucedem umas às outras.
A animação é de qualidade OAV, isto é, superior à qualidade de animação usada em séries de TV e um pouco inferior à qualidade exigida à animação para cinema. O que não implica que não tenha algumas cenas bastante caricatas, onde a animação dificilmente poderia ser melhor. Apesar de estes filmes serem feitos directamente para o mercado de vídeo, tal como as séries de anime para televisão, são sempre filmados em película de 35mm, o que lhes dá sempre uma qualidade de imagem que nem sempre se nota no NTSC. Em suma, é uma versão bastante pervertida da Alice, mas muito, mesmo muito, divertida.
Classifcação: 7/10
16.5.06
Ando a ver: xxxHOLiC

Ainda temos de brinde Doumeki a mostrar as suas impecáveis qualidades no Kyudo e a sua relação com Watanuki e Himawari a evoluir. Esperemos que continue neste caminho.
Para além disso, o pequeno raposinho não poderia ser mais kawaii [=cute]!
xxxHOLiC - TBS Animation









