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23.2.11
Animax: a metamorfose
Já é sabido que o Animax em Maio irá oficialmente dar lugar a outra coisa, outra coisa essa que se tem vindo a infiltrar na programação de anime... É a hora da metamorfose!!
Não tive o canal Animax desde que começou em Portugal (o meu provedor de TV por cabo não o tinha - e era o mais popular na altura!), só desde há mais ou menos um ano é que pude comprovar do que o canal se tratava. Mas desde o início, através da pequena previsão que nos deu o AXN e depois olhando para a grelha de programação, deu para perceber que o canal não começou da melhor forma.
O Animax e a SONY Portugal deveriam ter prestado mais atenção ao produto que tinham em mãos e às pessoas a quem ele se destinava. A escolha de séries foi realmente equilibrada, passando por séries como Super GALS!, Death Note, Inu Yasha, Crayon Shin-chan, Paradise Kiss, Le Chevalier D'Éon, Saiyuki, Detective Conan, Honey and Clover, Kinniku-man, Yakitate! Ja-pan, Saint Seiya, Lupin III, Blood + e tantas outras. Olhando para trás, pode-se ver que é uma boa selecção, feita com algum critério, tentando atingir uma gama maior de fãs, incluindo o sempre excluído público feminino e apostando na qualidade. Só é pena o tratamento que as séries levam depois, com um total desrespeito das mesmas em traduções medíocres, com mau português, português espanholado, horários esquizofrénicos, falta de respeito pela ordem dos episódios ou séries e total falta de comunicação com o público.
Com uma postura distante e elitista, falta de investimento na divulgação por onde mais se encontram fãs de anime, a internet, a não colaboração utilizando as ferramentas sociais à disposição (site oficial, blogs, fóruns, FaceBook, Twitter, MySpace e afins), anunciaram um fim prematuro a um canal com enorme potencial mas menosprezado logo à partida por quem o criou ou administrou.
Lamento o final do Animax mas na realidade não fico assim com tanta pena. Tantas vezes que, ao ver o tratamento dado às séries que emitiam, não pensei que estavam a empurrar o público para procurar as séries que queria ver pelos meios menos próprios que tanto condenam? Eu sou a primeira a querer ver as séries de modo correcto e legal, através da televisão (mais barato) ou, sempre que possível, pela compra de DVDs (mais caro), mas quando quem tem esses meios de distribuição nas mãos trata tão mal o seu produto, só me resta uma alternativa: a internet! Portanto só posso fazer um belo manguito ao Animax e à SONY Portugal! Vão morrer longe!!
Por outro lado, é com TODO o prazer que anuncio (se bem que também já é mais que sabido) o regresso de Sailormoon no mês de Março ao Canal Panda (deve começar logo dia 1 como é habitual no canal)! Infelizmente a série regressa com a dobragem original, onde, entre outras liberdades "criativas", Luna e Artemis fizeram operações de troca de sexo e a Luna tem a voz do Topo Gigio (ewwwww!).
Animax Portugal
Panda TV
Animax/Canal Panda
15.1.11
Ando a ver: Crayon Shin-chan

Crayon Shin-chan é divertido, mas no episódio 45, 3º segmento, até o Shin-chan perdeu o controle e foi o episódio mais hilariante de Crayon Shin-chan que vi até agora (restam-me 700 e tal e a contar~)!
Falo de マユゲなしの顔だゾ ("A cara sem sobrancelha") em que Shin-chan, como sempre, vê o pai a arranjar-se para ir ao trabalho e, macaquinho de imitação, ata uma gravata ao pescoço, usa as gavetas da cómoda como escada e trata de rapinar a máquina de barbear do pai!
A partir daí é um desenrolar descontrolado de piadas brilhantes, e desculpem já antecipadamente, mas TENHO de descrever isto, é irresistível! SPOILERS!
Shin-chan liga a máquina de barbear e imita o pai. A coisa corre mal e a máquina desvia-se, rapando uma sobrancelha. Shin-chan consegue escapulir-se de casa, "vou brincar!", e vai ter com os amigos que jogam futebol. Ao aperceberem-se da falta de sobrancelha, uns ficam apavorados enquanto que Nene, a única rapariga do grupo, acha que ele fica mais fofinho. Shin-chan fica na brincadeira até ao sol se pôr e ter de finalmente enfrentar a mãe.
O mais hilariante é que Shin-chan age fora do seu normal, percebe que fez asneira da grande e em vez de enfrentar a "fera" com a lata insolente do costume, pisga-se!
Ao chegar a casa ele ainda consegue protelar, mas a mãe aldraba-o e ele acaba por mostrar a cara. Segue-se o raspanete de sempre (acho que desta não houve carolos) mas, como se o episódio não pudesse ficar ainda mais hilariante, o final é o pico das gargalhadas. Misae, preocupada em resolver a questão, agarra numa Sharpie e desenha a sobrancelha em falta na testa de Shin-chan, que não fica calado e critica os dotes "artísticos" da mãe, claro!
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10.12.10
Ando a ver: Crayon Shin-chan

No caso de Crayon Shin-chan não posso fazer um post "Comecei a ver:". Isso acontece fundamentalmente porque para além de ter já visto bastantes episódios da série alternados e a série é das longas. Os primeiros que vi, foram episódios algures do meio, há anos no Japão, depois fui vendo a versão remontada norte-americana na SIC e agora estou a ver a versão original, se bem que dobrada em português, que passa no Animax.
Mesmo assim consegui apanhar a série (segundo a informação da box e do Animax) quase no início, episódio 11, e, felizmente Shin-chan não obriga a um visionamento com grande rigor de continuidade.
Andava com saudades da insolência e da subversão de Shin-chan. Com o seu grafismo quase primário, visual infantilizado, Crayon Shin-chan engana bem no que toca a levar as pessoas pelas aparências. Sob essa capa visual infantil, encontra-se uma série de anime do mais adulto, subversivo, insolente, irreverente e cheia de humor negro que se possa imaginar. Quando vi os primeiros episódios, um amigo descrevia Shin-chan como Os Simpsons do Japão. A analogia pode ser válida nos argumentos que apresentei acima, mas Shin-chan é ainda mais subversivo que Os Simpsons. Definitivamente não é para crianças! O lado "bom" é que, na grande maioria, as piadas mais picantes, passam um bocado ao lado dos miúdos, ou lançam umas gargalhadas de alguma piada mais escatológica, e o assunto acaba por se resolver a si próprio sem chocar as almas mais pudicas.
Shin-chan também tem uma estrutura mais comum nos animes infantis, os episódios tem a duração normal de 25 minutos, mas são divididos em três mini-histórias, quase pequenos sketches da vida de Shin-chan a massacrar a família e conhecidos. Massacrar é a palavra que melhor descreve Shin-chan! Que peste! Não desejo um filho assim a ninguém, nem ao meu pior inimigo... Basicamente o modo de estar de Shin-chan é massacrar, moer, irritar, enervar, incomodar, envergonhar, embaraçar, armar confusão onde está e aos que o rodeiam, não olhando a idade, credo ou convicções políticas. Ao menos é democrático. Shin-chan é odiado, evitado, rejeitado, mas algo na sua inocência desenvergonhada faz com que as suas vítimas respirem fundo, suspirem, encham-se de paciência e se preparem para a próxima leva.
Mas o grande passatempo de Shin-chan é ver o seu grande herói na televisão, Action Kamen, um herói mascarado, arquétipo dos heróis infantis japoneses, que combate o mal, em geral personificado num dinossauro-clone-de-Godzilla. O quotidiano japonês revela-se então, na casa e na escola de Shin-chan, no merchandising relativo a Action Kamen, nas idas ao supermercado, nos passeios para fora da cidade. Para quem queira saber mais acerca da cultura japonesa e goste de um bocado de humor picante e insolente, basta estar de olhos e ouvidos bem atentos a Crayon Shin-chan, está lá tudo!
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22.9.09
Yoshito Usui
Foi com tristeza que fui recebendo as notícias progressivamente do desaparecimento e depois da morte de Yoshito Usui. Espero que tenha sido mesmo um acidente, custa-me que a especulação tenha sempre tendência para levar tudo pelo pior caminho, neste caso o suicídio.Não fazendo Usui parte do meu Top10 de mangakas, lembro-me perfeitamente quando vi as primeiras imagens da sua manga mais famosa, Crayon Shin-chan, onde achei que a palavra "crayon" se encaixava como uma luva ao character design. Posteriormente, quando vi pela primeira vez episódios da série de anime, que me apresentaram justamente como "os Simpsons do Japão", fiquei fã desde o primeiro momento. Crayon Shin-chan é acerca de um puto de 5 anos, chato, irritante, mimado, egoísta, inconveniente e mais uma série de outros adjectivos desagradáveis, que tornam a série num retrato subversivo, mais subversivo que os Simpsons, dos "bons costumes", maneirismos e hipocrisias da sociedade moderna. Tal como Os Simpsons, Crayon Shin-chan disfarça-se de anime para miúdos sob a capa de Shin-chan, de 5 anos, mas é tudo menos uma série para miúdos.
Por cá infelizmente passou num versão ligeiramente censurada pelos norte-americanos, mas que felizmente não lhe tirou a irreverência, nem com a dobragem em português que por acaso até era das melhores que por cá se fazem. O que talvez lhe tenha tirado o impacto que teve tanto no Japão como na vizinha Espanha, foi o horário madrugador, erradamente a pensar nas criancinhas, onde mais uma vez os programadores de TV erraram ao não conhecer o produto que estão a mostrar...
No Japão Shin-chan é quase tão popular como Doraemon ou Hello Kitty, tem dado origem a inúmeros negócios paralelos que vão desde todo o tipo de merchandising até a video-jogos e filmes para cinema. Numa escala menor o mesmo sucedeu em Espanha, o que deu origem a alguns sucedâneos irem parar às prateleiras dos Minipreços e congéneres portugueses.
Com a morte do seu autor, calculo que o trabalho ainda não publicado (segundo li que dá até Dezembro) e a série de anime continuem por algum tempo, mas pergunto-me o que Shin-chan diria disto: será que apenas tiraria as cuecas e faria uma demonstração exibicionista das suas partes baixas como sempre? Espero que sim!
Yoshito Usui - Wikipedia
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