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10.12.08

Nippon Koma 08: dia 3

Quanto a Ghost In the Shell: Stand Alone Complex 2nd Gig não tenho muito a dizer. Passaram os primeiros 6 (? - não contabilizei) episódios da segunda série, que retoma a narrativa após resolvido o caso do Laughing Man. Ao contrário da primeira série, que vi mal e porcamente na SIC-Radical, desta não tinha ainda visto nada, mas está lá tudo: Kusanagi e Batou, a Section 9, os Tachikoma, a maravilhosa banda-sonora de Yoko Kanno.

Infelizmente esta sessão encetou a falha técnica do ano: os episódios são em 16:9 (ou letterbox) e passaram-nos em 4:3, o que significou que os lados da imagem foram decepados. Este ano nem me dei mais ao trabalho de protestar... até na Premiere veio um artigo acerca dos formatos, portanto só tenho que concluir que o projeccionista ou é burgesso ou é totalmente bronco, porque não se admite! Também tenho de apontar para a péssima tradução e legendagem em português: a maioria das frases eram em mau português ou um português fotocopiado do inglês, que mais parecia traduzido com o Babelfish e as legendas estavam pessimamente divididas, dividindo frases a meio, deixando-as penduradas em preposições ou artigos, não estavam síncronas com as deixas, etc. Mas o pior foi mesmo o mau português, que vergonha! Mesmo sendo a sessão gratuita, ela é gratuita para promover as edições em DVD, e acho indecente pagar para ter este tipo de péssima tradução. Eu nem sempre acompanhei os diálogos pelas legendas, apenas quando o linguajar mais denso ou técnico mo obriga, e passei a sessão horrorizada.


Jimmy Tsutomu Mirikitani - Mother and Baby

Até parece que me estou a repetir, mas The Cats of Mirikitani, continua com o tema da paz versus a guerra e os malefícios da mesma. Mas este filme desvia para um percurso mais humano, seguindo um artista plástico japonês (mas nascido em Sacramento, Califórnia), "Jimmy" Tsutomu Mirikitani, de cerca de 80 anos, a viver nas ruas de Manhattan, Nova Iorque. Fascinada com o artista, a realizadora já lhe fornecia material de desenho, cobertores, casacos, etc. sempre que ele necessitava, mas com o 11 de Setembro, as cinzas espalharam-se pela cidade e ela recolheu-o para que não adoecesse nas ruas. A história de Mirikitani, cujos desenhos são maravilhosos, não é propriamente a típica história de uma vítima da guerra, ele fora a São Francisco visitar a irmã, a seguir a assistir à queda da bomba atómica em Hiroxima, quando todos os japoneses e seus descendentes (mesmo que cidadãos norte-americanos) foram tirados de suas casas e presos, por 3 anos num campo de concentração. Realmente os norte-americanos não têm rigorosamente moral nenhuma para se armarem em polícias do mundo! Felizmente Mirikitani vive para a sua arte e, independentemente de tudo o que lhe aconteceu posteriormente (empregos vários em típicos negócios orientais nos EU, viver nas ruas) continuou a desenhar compulsivamente. Uma bela lição para os pseudo-artistas que "sofrem" pela arte ^_^

Culturgest

14.8.08

Ando a ver: xxxHOLiC ♦ Kei

Quis tanto ver esta série, porque gostei muito da primeira e porque ando a ler a manga (de que também estou a gostar muito), e acabei por ver os primeiros episódios com imensa lentidão. A culpa não é da série, outros anime é que se intrometeram. Agora que já encarrilei, está mais que na altura de comentar.

Comparativamente à primeira série, esta é mais fiel à manga, tanto na cronologia como nos acontecimentos. Há diferenças, como a cena em que Mokona, Maru e Moro constroem kits de plástico e, entre eles, está um Tachikoma, de Ghost in the Shell - SAC, também produzido pela Production I.G. Mas, ao contrário da primeira série, as diferenças não fazem grande mossa, são apenas pequenos pormenores engraçados, talvez menos CLAMP, mas que adicionam dinamismo ao anime.

A parte da história abordada nesta 2ª série é também mais sinistra pois os acontecimentos estranhos estão mais ligados aos protagonistas, principalmente ao triângulo Watanuki-Himawari-Doumeki. Face a esta grande diferença, a 1ª série parece mais uma introdução prolongada ao universo xxxHOLiC. Yuuko é que permanece a mesma, gozona, bêbada mas simultaneamente responsável e misteriosa.

Apesar da ambiência sinistra e das histórias extremamente apelativas, este é um anime que talvez dificilmente agrade a todos. Digo isto porque não é nem cheio de acção nem muito romântico, é atípico no modo como aborda tanto as personagens como a narrativa, é um anime visualmente rico mas narrativamente discreto. Talvez seja exactamente por isso que eu gosto tanto. O certo é que continua muito bem feito e, ao contrário de algumas opiniões que já li, continuo a gostar imenso do character design lânguido e dos movimentos desengonçados de Watanuki

As músicas continuam engraçadas mas nada de extraordinário, se bem que, confesso, a canção do genérico inicial de xxxHOLiC, 19 Sai, acabou por se entranhar e posso até dizer que gosto dela.

TBSアニメーション 「xxxHOLiC◆継」

11.4.08

Canal Animax


Só mesmo nesta terra... fiquei a saber do novo Canal Animax há bocado pelo jornal do Metro e como se isso não bastasse a pouquíssima informação que consegui recolher na net só me deu alguns títulos e não percebi rigorosamente nada de como a programação ser vai processar.

A verdade é que, quando a Zona Animax estreou no canal AXN já se falava num canal Animax da Península Ibérica e é isso que começa amanhã (dia 12/04). De resto o site oficial http://www.animax.pt/ ainda está inactivo, até agora, e pelo que percebi, o canal apenas vai estar disponível para quem tem o MEO com o pacote adicional de Entretenimento (onde o canal Animax está classificado como infantil, HAHAHAHAHA!) e que, entre outras, vai passar as séries NANA, Detective Conan, Le Chevalier D'Éon, Lupin III, Chobits, Love Hina e os filmes Ghost In the Shell, Appleseed e Kai Doh Maru.

Vamos lá ver se a disponibilidade do canal será um pouquinho mais democrática...
12.04.2008
Voltei ao site oficial e já está a funcionar. Lá, para além da programação e informação sobre as séries ainda diz que o canal também está disponível no Clix Smart TV, para além do MEO.
Animax

7.12.07

Nippon Koma 07: dia 4

Finalmente o dia da falha técnica! Afinal já começa a ser tradição! Mas vamos por partes (como diz o homem do talho).

Mais uma vez não consegui ver o filme da tarde, Mary de Yokohama. Ainda por cima, pela sinopse, o documentário que mais queria ver... é a lei de Murphy em acção...

A sessão de cinco episódios da série Ghost In the Shell: STAND ALONE COMPLEX, que já deu na SIC-Radical e que vi com um olho aberto e outro fechado, pois aos sábados de manhã... só com a ajuda do meu fiel gravador de VHS.
Esta sessão foi grátis, mas mesmo assim a sala não encheu. Ou é impressão minha ou este ano o Nippon Koma anda menos populado. Mas também deu para perceber que a grande maioria das pessoas já tinham visto pelo menos parte desta série ou então um dos filmes. Ah, sim, a falha técnica... as legendas, que não eram as mais cuidadas, entravam bastante dessíncronas ao início da projecção e eu a pensar que este ano a falha era só esta, senão que (tcha-tcha-tcha-tchannn!) uma legenda fica engasgada, a imagem fica toda riscada e... sem legendas! Pára-se a projecção, rewind, recomeça, chega à mesma cena... volta a acontecer (o raio do pi****** não saiu!!), mas à segunda foi de vez e lá continuámos, felizes e contentes a ver o episódio...

Definitivamente Ghost In the Shell em versão animada só mesmo a série de TV. Os filmes são lindíssimos, isso é inquestionável, o primeiro foi marcante, isso também é inquestionável, é um bom filme? Sim. O segundo é só bonito... A série manteve o que sempre senti falta nos filmes: um character design mais próximo dos lindíssimos e tecnicamente rebuscados desenhos de Masamune Shirow e o seu humor extremamente sarcástico, mas mesmo assim muito japonês e por vezes denso. De resto a banda sonora continua a ser Yoko Kanno no seu melhor (ela não piora?) e nada bate os 'Tachikoma na hibi'...

Ghost In the Shell [STAND ALONE COMPLEX]
攻殻機動隊 STAND ALONE COMPLEX
攻殻機動隊 STAND ALONE COMPLEX The Laughing Man
STAND ALONE COMPLEX

2.2.07

Mais do mesmo? (acho que já perguntei isto noutro post)

Vai haver um evento, a Semana Anime, pelas palavras da organização "o primeiro no género a ocorrer num espaço comercial", de 5 a 11 de Fevereiro na FNAC do Chiado, em Lisboa.

Foi com satisfação que fiquei a saber do evento até me deparar com o programa: são as séries e os filmes de sempre, nada que não tenha já passado em Portugal, seja na televisão pública, cabo ou esteja editado em DVD e o pior é que a escolha, dentro do que já está editado é também sempre a mesma: Akira, Ghost In the Shell (vá lá que agora o testemunho foi passado ao Innocence), O Castelo Andante, Conan, o Rapaz do Futuro, etc. Até o único filme não-anime que vão passar é mais do mesmo!! Sim, é mais um Kurosawa e sim, é Os Sete Samurais!!! (falta de imaginação!).

Pergunto-me se, havendo um claro apoio comercial, seja da loja como de editoras, se não seria mais interessante mostrarem títulos menos óbvios ou até mesmo títulos em catálogo mas ainda não editados. Até seria uma boa oportunidade para as respectivas editoras fazerem um pequeno teste de mercado a ver se certo tipo de títulos, dentro de outros géneros e públicos-alvo pouco contemplados, funcionariam.

É bom haver este tipo de eventos, mas é muito pouco interessante nunca passarem da cepa torta, não se variar e não aproveitar a enorme variedade que o anime nos apresenta, para alargar os horizontes do público, na grande maioria, ainda mal informado.

Logo vejo se apareço para o debate no domingo, mas... tudo depende das marés.

NCREATURES

20.12.06

CINE-ASIA: Ghost In the Shell 2: Innocence

Na sequência do Nippon Koma, na Culturgest, aqui fica a minha crítica a este filme, com o qual fiquei pouco impressionada.



Japão, 2004, 100Min.

Página Oficial - Trailer - Fotos

Sinopse: Ano 2032, Batou, personagem fácilmente reconhecível do filme anterior (Ghost In the Shell), gente da Section 9, é designado para investigar uma série de assassinatos de figuras importantes da sociedade, supostamente assassinadas por uma série de bonecas/robôs, as Gynoids, que avariam, matam os respectivos donos e de seguida se autodestroem. Na ausência da Major Kusanagi, que desapareceu em misteriosas circunstâncias e deixou fortes memórias a Batou, é-lhe atribuido um novo colega, Togusa, ex-detective da polícia. Os dois perseguem o criador das Gynoids sendo sucessivamente confrontados com a diferença entre homem e máquina, cada vez mais difícil de distinguir.

Crítica: Este filme é uma muito esperada sucessão do anterior êxito, principalmente entre os espectadores ocidentais, Ghost In the Shell. Feliz ou infelizmente, pelo meio houve a série dos três filmes do Matrix assumida e altamente inspirada neste filme o que torna o tema existêncialista das diferenças entre homem e máquina, animado e não-animado, com alma e sem alma, etc. um pouco gasto.

Ghost In the Shell 2: Innocence é um filme muitíssimo bem feito, com cenários em CG (computer graphics) e animações de paisagens e não só, monumentais, perfeitamente integrados com um character design um pouco mais próximo dos desenhos originais da manga de Masamune Shirow, com uma produção técnica e artística sem mácula. Pena é que a realização de Mamoru Oshii continua a ser uma realização mediana de “studio system”, pouco criativa, apesar do luxo do apoio técnico e artístico por trás desta produção.

Toda a temática filosófica é muito interessante, já vem directamente da manga, onde Masamune Shirow se diverte a dissertar e a fantasiar ao ritmo da pena e do pincel, mas neste filme sente-se um excesso de elementos e teorias com muito pouco desenvolvimento e menos ainda as conclusões. A falta de conclusões é de pouca relevância, pois a própria dissertação das diferenças entre homem e máquina é directamente proporcional aos avanços da tecnologia, e portanto as conclusões só poderão vir com as conclusões da própria humanidade. Mas a falta de desenvolvimento faz com que toda a introdução deste tema interessante mas denso, soe a académico, como se de um trabalho de faculdade se tratasse, onde o que interessa é mostrar quantidade e não qualidade. O espectador menos atento acaba por se perder entre tanta teoria e talvez não prestar atenção aos pormenores importantes.

A par da densidade do tema, sente-se falta do sarcasmo e sentido de humor algo perverso da manga, mistura essa que para além de cativar mais para o texto torna-o de mais fácil assimilação e muito mais divertido. Também se sente bastante a falta da major Kusanagi, seja pela sua figura escultórica, mas mais ainda pelo seu humor negro que contrapõe majestosamente a gravidade de Batou e a falta de ambição de Togusa.

Como o filme tem uma direcção artística de primeira e muitíssimo boa, engana muito parecendo um bom filme, com sequências de deixar qualquer um de queixo caído, tal é o deslumbramento provocado. A nível estético encontram-se influências directas de um outro filme, anterior a ambos os Ghost In the Shell, e que também já abordava, no início dos anos 80 e com grande sucesso, esta mesma temática, falo de Blade Runner. Outra curiosa influência é a do próprio Matrix, portanto já em 3ª mão.

Vale pelos cenários e sequências na cidade, pela parada com os elefantes (elementos importantes numa das alegorias mencionadas no filme), pela mansão e pela banda-sonora do mais-que-conhecido Kenji Kawai, que não desilude mas também surpreende pouco.

Classificação:6/10

10.12.06

Nippon Koma 06: dia 6

A sessão de hoje à tarde valeu o Nippon Koma inteiro! O filme Ski Jumping Pairs: Road to Torino 2006 é simplesmente hilariante! Numa edição anterior do Nippon Koma (estou com demasiada preguiça para ir ver qual delas foi) já tinham passado a sequência em 3D da 3ª parte deste filme, e já nessa altura despertou em mim valentes gargalhadas. Desta vez saí da sala cheia de lágrimas de riso.

Ski Jumping Pairs é um fakumentary (=falsomentário - se é que o género poderá existir) onde se simula, em três episódios, o acompanhamento do "drama" que foi o percurso da modalidade de saltos de ski em pares, desde a sua invenção/descoberta até ao reconhecimento como modalidade olímpica. Não fora o subtil humor japonês e a sucessão de disparate após disparate, cada vez mais descabido, o filme está de tal forma bem feito que convence. Todos os elementos que denunciam a ficção vão aparecendo em crescendo, provocando, de início apenas estranheza no espectador até o levar, por fim, com o 3D das sequências de saltos, às lágrimas de riso. Um excelente ensaio de humor e inteligência.

A sessão da noite apresentou um clássico do anime Ghost in the Shell: Innocence, um filme daqueles que já toda a gente viu, menos eu, que normalmente só costumo ver estes filmes se mos colocarem à frente e eu estar com preguiça suficiente para ficar ali a vê-los. Dentro dessa mesma preguicite é assim que acabo por ter visto este filme no Nippon Koma. Já que ia ver os filmes todos, já agora vejo o filme que todos os não-fãs de anime que dizem que apreciam anime já viram.

Sobre o filme em concreto, daqui a uns dias há de estar uma crítica minha no Cine-Asia, e aí falarei do que achei.

17.9.06

Manga Mania

Bem... como os portugueses não são desenrascados e rápidos nos negócios, já tarde e a más horas (basta ver as datas de produção dos títulos apresentados) a Salvat se propôs a edição de alguns clássicos (filmes) anime (para além da edição de Captain Tsubasa e Dragon Ball).

Só tenho pena de duas coisas (as de sempre):
1. de o título continuar com o infeliz erro de chamar manga (banda-desenhada) a anime (animação). Se o erro fosse só com a designação japonesa até lhe chamaria preconceito, mas infelizmente, apesar de serem dois meios totalmente diferentes (apesar de elos em comum bastante fortes), a tendência para se confundir banda-desenhada com desenhos animados ou animação é geral.
2. Serem os títulos de sempre (Akira, Ghost In the Shell, Appleseed, etc.) demasiado cingidos a apenas um género o dos filmes de acção, ficção-científica, terror, ou mais concretamente para quem se diz entendedor, o cyberpunk.

Mas tudo tem o seu lado positivo e o facto de ver nas bancas de jornais títulos de anime à venda que, há 10 anos atrás, eram caros e difíceis de arranjar ou apenas visionar, é um bem que já vem tarde, mas vem!

Pessoalmente não vou comprar nenhum, a não ser que no meio da lista de títulos esteja alguma surpresa, mas não acredito muito.

Editorial Salvat - Manga Mania

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