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5.1.12

Terminei de ver: Gokinjo Monogatari

Comecei o ano com os últimos episódios e o filme de Gokinjo Monogatari, um anime adaptado de uma das minhas mangas preferidas.

Gokinjo tem umensas qualidades que a diferenciam da série de anime shoujo comum, as mais óbvias são o character design invulgar, de personagens compridas e magras, que mais parecem feitas de esparguete, algo caricaturais mas muito giras! Nos cenários optou-se por contornar todos os volumes e objectos, quase como nas gravuras tradicionais (ukiyo-e) e, contrastando com o guarda-roupa de cores vivas das personagens, as cores são predominantemente pastéis. Por outro lado as sombras, seja nas personagens ou nos cenários são a preto, criando uma coerência fora do comum entre cenários e partes em movimento e um efeito gráfico forte.

A animação é bastante boa e cuidada, ao contrário do que ainda era comum na época quase não se distinguem os diferentes desenhadores principais e no geral não tem um ar barato ou feito à pressa, aspecto surpreendente pois Ai Yazawa era então uma desconhecida e séries shoujo ligadas à moda uma tendência a explorar.

O que mais me surpreendeu foi a banda-sonora! Já conhecia e gostava bastante das canções do genérico, todas cantadas pela actriz de voz que faz de Mikako, Rumi Shishido, umas  canções divertidas e que poderiam perfeitamente integrar a playlist pessoal de Mikako. As outras músicas e canções que nos conduzem durante a série são um pouco jazzy e muito engraçadas e é de louvar uma banda-sonora inteiramente original, sem recorrer a música incidental banal reciclada de outras séries.

Só tenho uma crítica negativa a dar, com uma série de 50 episódios nas mãos, cortaram a 2ª fase da história, mais ou menos 1/3 da manga, após a reconciliação dos pais de Mikako. Para mim Gokinjo não é apenas sobre os dilemas das relações pessoais de Mikako, com Tsutomu (amorosa) e com os pais (familiar) mas também acerca do seu crescimento e amadurecimento pessoal e profissional. No anime o crescimento profissional ficou em segundo plano em detrimento das relações pessoais. Também tenho alguma pena de o esforço em reproduzir o fabuloso guarda-roupa de Ai Yazawa tenha ficado um pouco pelo caminho e se tenha cingido a 4 ou 5 peças, no caso específico de Mikako. Um dos grandes valores das mangas de Ai Yazawa são a ligação muito íntima à moda, mas creio que para uma primeira série do género e dos anos 90 não está nada mau!

O filme, diria mais episódio especial pois tem 30 minutos, é um recontar de parte da história em que Mikako anda indecisa em relação aos seus sentimentos por Tsutomu. É engraçado de ver mas não sobrevive fora do contexto e é algo confuso de ver após esses dilemas estarem resolvidos.

Apesar de não ser uma série muito popular, uma das razões que me levou bastante tempo a vê-la foi mesmo a dificuldade em arranjá-la, ver Gokinjo Monogatari não é tempo perdido, é um pouco de arqueologia do anime, pois tem de se ter em conta que foi provavelmente a primeira série do género e que Ai Yazawa era uma ilustre desconhecida com um estilo incomum. Apesar de gostar muitíssimo mais da manga, por ser menos superficial e mais intimista, para além de brilhar em toda a sua glória visual, Gokinjo continua a ser, até à data, a minha história preferida de Ai Yazawa, pois é mais simples e directa, sem demasiados meandros e situações contraditórias, mantendo uma empatia fora do vulgar em relação às personagens. Talvez também por ser mais optimista que as outras que conheço (NANA, Paradise Kiss, Kagen no Tsuki). Provavelmente sinto essa empatia por ter tido parte das angústias de Mikako antes de ir para o 10º ano, de entrar numa escola onde me pudesse revelar artisticamente à minha vontade, vestir-me como me apetecia, sem restrições e por depois ter andado numa escola semelhante. Apesar de não ter optado pelo estilismo e moda, passei mais ou menos pela mesma experiência.

ご近所物語 - TOEI ANIMATION

23.3.08

Terminei de ver: NANA

Ok, finalmente acabei NANA, demorei tanto que já chateava! (há mais séries...)

Houve vários motivos para a demora, mas um deles é que o meu entusiasmo acerca desta série começou a esmorecer à medida que a ia vendo. É uma série muito bem feita, muito bem animada, com gráficos de primeira qualidade, excelentes e variados genéricos, bem estruturada e com uma boa história mas que lhe falta "aquilo" para ser uma excelente série.

Não sei se foi ser um soap, se foi não sentir verdadeira evolução na história ou personagens, ou até as coisas ficarem mais ou menos em aberto (eu até costumo gostar disso) mas NANA não me convenceu e até desiludiu por comparação às duas outras histórias que já conheço de Ai Yazawa, Gokinjo Monogatari e Paradise Kiss. Acho que talvez seja demasiado realista para me agarrar ao écran. Confesso que 3(!) episódios de resumo também chateiam, um já é muito, três são demais!

No fim foi deixada uma vaga promessa de uma continuação, promessa essa que parece não vir a ser cumprida em anime, apenas na manga. Felizmente vimo-nos livres da Suzue Nana... não percebo o que é que lhes deu para inventarem tal coisa!

NANA ーナナー

5.8.07

Séries TV

Fui desafiada pelo Ricardo do CineArte para nomear as minhas 5 séries de TV preferidas. Como dividi, tal como ele, as minhas séries em categorias e, sendo uma delas anime, passo a chamar a atenção ao dito post no TV-child.

28.3.06

Comecei a ver: Gokinjo Monogatari

Pois é, finalmente estou a começar a concretizar um dos meus sonhos de anime, ver a série completa de Gokinjo Monogatari (História da vizinhança). Estou a concretizar o primeiro (Candy), o terceiro (Gokinjo), só falta o segundo: Majokko Meg-chan, ou seja, Bia, a pequena feiticeira, mas em japonês!

Como não é uma série particularmente conhecida ou popular, com a agravante de ser shoujo, apesar de ser antiga (tem 10 anos) não havia quem a disponibilizasse na net e até agora só tinha visto os 4 primeiros episódios em RM, com uma qualidade pior que a dos episódios de Candy. Fora do Japão, acho que esta série só passou em Itália, onde foi extremamente popular (Curiosando nei Cortili del Cuore), país aliás onde comprei a manga no original e traduzida em italiano (a manga em italiano é extremamente barata).

Bem, ver isto com qualidade é outra loiça! É um bocado como ler um livro mal traduzido e depois ler o original: é quase como se duas séries diferentes se tratasse!

Vou começar pelos genéricos e a música. As canções são divertidíssimas, e têm tudo a ver com as personagens, principalmente Mikako, a protagonista. São ambas cantadas pela actriz de voz que faz de Mikako. As imagens contam-nos um pouco de cada um e preparam-nos visualmente para um estilo inconvencional.

O character design respeita, quase tipo fotocópia, os originais de Ai Yazawa, mas o melhor é que a escolha das cores é muito bem pensada, é quase como se a manga não fosse 95% a preto e branco. Uma das coisas que tive imensa pena em Paradise Kiss (apesar de ter gostado da adaptação) foi a perda do lindíssimo e original traço dela.

O ritmo da acção está calculado ao milímetro, diverte a cada instante e usa muitíssimo bem o génio de Mikako e Tsutomu e a sua relação. Não gostei da voz off de Mikako a dizer que gosta de Tsutomu. Na manga ambos estão no mesmo nível, gostam um do outro, mas estão na fase de embirranço, para mais tarde se aperceberem mais ou menos ao mesmo tempo que têm mesmo é de se deixar de engonhanços e começar a namorar! Convenhamos que vozes off nem sempre ficam bem...
O Noriji... lindu! Sem comentários, está tiro-e-queda como na manga!

Aquilo que é quase impossível de ver na manga, por ser um meio estático, está super bem aproveitado. A cena da "sardinha em lata" no comboio e a do assédio das fãs de Ken-chan estão excelentes.

Os títulos e os eye catch com a Berry-chan, o Kuro, o dragãozinho de Ai Yazawa (e da mãe de Mikako também) e o Petit François de Pi-chan são super-engraçados.

A série é num tom irónico e bem divertido, pontuando cenas mais dramáticas com outras de humor disparatado (ver a razão porque Mikako se atrasou e deixou TODA a gente preocupadíssima), mas as personagens têm densidade e carácter. A mascote é mesmo isso: uma mascote. Kuro (=preto) é um gato, tem ar de gato, age como um gato. O visual é colorido, à época muitos apontaram como um estilo anos 70, como estavam redondamente enganados! Quem disse isso NUNCA esteve em Harajuku ou Shibuya, o visual da série tem tudo a ver com o segmento fashion de Tóquio que aparece, por exemplo, na revista FRUiTS.

AMEI os Warps de Mikako! Eram uma das manias dela que preferia na manga.

Gokinjo Monogatari - Toei Animation [JP]

9.10.05

Gokinjo Monogatari

Foi lançada, dia 27 de Setembo, uma DVD-box com os 50 episódios de uma das séries anime que mais quero ver nos últimos anos. Chama-se Gokinjo Monogatari, ou seja, História de vizinhança.

Já sou fã desta série há bastante tempo, mais ou menos desde que vi um artigo na Newtype, em 1995, quando o character design me despertou a atenção por ser imensamente original e as personagens me pareceram muito interessantes.

Entretanto consegui comprar a manga de onde a série é baseada, da muitíssimo conhecida agora, Ai Yazawa, por causa do recente lançamento da adaptação ao cinema de uma outra manga, posterior, dela, Nana.

A história é simples, fala de uma rapariga, Mikako Kouda, e de um rapaz, Tsutomu Yamaguchi, que, desde crianças, sempre viveram a portas meias, no mesmo prédio. Os dois andam na escola secundária Yazagaku, segundo a autora, a escola onde ela gostaria de ter andado, que, na realidade, não existe no Japão. É uma escola de artes, um pouco à semelhança da António Arroio, em Lisboa, ou a Soares dos Reis, no Porto. Claro que, sendo a escola arrojada que é, a obrigatoriedade japonesa de usar uniforme não existe e a fauna que a habita, começando por Mikako e Tsutomu, acabando na directora da escola é bastante colorida "à japonesa" (ver os livros Fruits e Fresh Fruits da Phaidon).

Mikako, juntamente com as amigas, a punk Lisa e a abonecada Pi-chan, estuda estilismo e o sonho dela é ter a sua própria loja e marca de roupa, a Happy Berry. Tsutomu, na realidade, está na Yazagaku mais por causa de Mikako, mas é diariamente confundido, na escola e na rua, com a estrela do momento, Ken Nakagawa, vocalista dos Mambo. A história dos dois vai evoluindo, Tsutomu tem uns namoricos com algumas raparigas, Mikako morre de ciúmes, mas os dois gostam mesmo um do outro e, eventualmente acabam por começar a namorar.

À volta dos dois ainda circula um grupo grandinho de personagens. A mãe de Mikako que é mangaka (desenhadora de manga, muito à semelhança da própria Ai Yazawa), as duas amigas de Mikako, a madura Lisa que vive com o namorado e a infantil Pi-chan que faz bonecos de pano e peluche, a "gaja boa" de serviço, Mariko que de rival passa a amiga de Mikako, Toku-chan que é uma espécie de conselheiro/irmão mais velho dos dois, o frio e carismático Yusuke, o rock-a-billy Jiro, Ayumi, uma rapariga doce e inteligente que se junta mais tarde ao grupo, o rasta Shintarou, irmão mais novo de Mariko e ainda, claro, os gatos Kuro (Preto) de Mikako e Shiro (Branco) do pai dela.

O grupo de colegas junta-se para vender os seus artefactos na feira da ladra lá do sítio baptizando o stand de Akindo. Mikako vende roupa, Lisa roupa de criança, Pi-chan bonecos de pano, Tsutomu objectos (é ele também que faz a escultura da Berry-chan, a mascote da marca de Mikako), Yusuke desenha retratos, Jiro faz joguinhos de computador e Shintarou vende ídolos/totens 'Haniwa' de barro.

A história, acompanhando o evoluir da relação de Mikako e Tsutomu, também foca os amores e desamores do resto do grupo, o reatar da relação dos pais separados de Mikako (e gravidez da mãe da irmã de Mikako, Miwako), a evolução da carreira de Mikako que acaba por ir estudar estilismo em Londres.

As roupas, claro está, são um desfilar de fazer inveja a qualquer fashion victim, passando por todos os estilos. É um regalo para os olhos, um anime e manga muito invulgares, muito interessantes e divertidos!

http://www.toei-anim.co.jp/shop/dvd_gokinjo/
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