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14.1.08

Terminei de ver: Jigoku Shoujo Futakomori

Definitivamente estas séries vivem de histórias episódicas para terminar nalguma intriga que envolva Enma Ai e os seus seguidores. Esta segunda série já desvendou bastante mais acerca das origens de todos e como se juntaram a Ai, quebrando um pouco a tendência da repetição. Também é pontualmente menos tétrica, graças a alguns interessantes momentos de humor.

Quanto ao final, gostei. Aliás, gostei mais do que do final da primeira série. O final da primeira série era necessário, explicava os porquês mais importantes e deixou uma aura de mistério à volta de Ai, o que é sempre bom. Este segundo final volta a focar-se em Ai, numa situação, com um mortal, que se vai desenvolvendo de forma semelhante à que levou Ai a tornar-se na Jigoku Shoujo. Kikuri, como era obvio desde o início, é muito mais do que aparenta, mas mesmo assim poderia ter se revelado mais cedo e não apenas no último episódio. Não querendo fazer spoilers, só posso dizer que o final é surpreendente e feliz e deixa, conveninentemente, um cliff hanger para uma possível 3ª série, que foi anunciada há pouco no site oficial.

Cá fico à espera da terceira série, espero que, pelo menos, mantenha o nível das anteriores, mas se conseguisse superar... melhor ainda!

地獄少女

18.6.07

Ando a ver: Jigoku Shoujo Futakomori

Depois de Jigoku Shoujo, ando a ver a segunda série, Futakomori, mais lentamente e com um pouco menos de entusiasmo. Mas, não podia deixar de assinalar o episódio 10, principalmente pela excepção que constitui no tom de ambas as séries.

Primeiro a/o protagonista é Honee Onna sob a identidade de Sone Anna, depois o episódio é em tom de comédia, a vingança é algo leviana e nem sequer seguimos o percurso da "vítima" mas apenas do enviado ao inferno que é um típico falhado...

Enfim, apesar de não dar para umas gargalhadas (não chega a tanto) o episódio tem o seu quê de divertido e, principalmente, de insólito. É giro ver Honee Onna a agir como humana, entre os humanos, a personagem do realizador é caricata, vale pela variante.

地獄少女

5.2.07

Comecei a ver: Jigoku Shoujo Futakomori

Ao fim de ver cerca de seis episódios da segunda série de Jigoku Shoujo, já dá para tirar algumas conclusões.

No geral ando a achar a série mais fraquinha que a primeira, não sei se foi o impacto da novidade ou se é mesmo uma questão de ser melhor ou pior, mas a sensação de estranheza e arrepios que me deu a primeira série, na segunda não tive.

A história introduz uma nova personagem e consideravelmente menos tempo em começar a mostrá-la. Por outro lado de Tsugumi e Hajime desapareceram do mapa (pode ser que voltem, ou não). As histórias individuais de cada episódio já não são tão repetitivas, quase nenhuma segue a mesma fórmula fixa e rígida que prevalecia na primeira série. O guarda-roupa das meninas do Inferno (Enma Ai e Honee Onna) foi renovado, andam as duas mais coloridas, e, claro, temos uma abertura e fecho novos com músicas novas.

Das mudanças mais óbvias, sem dúvida que o avançar mais rápido da narrativa principal é uma mudança positiva, ninguém aguenta bem esperar tanto que alguma coisa aconteça. Como a repetição, na primeira série, tinha uma certa lógica de reforçar a frieza de sentimentos e criar, na rotina, a sensação de insólito, acaba por ser um dos elementos que tira as sensações fortes de antes. A falta da rotina em cada episódio sem uma justificação forte torna, a meu ver, a curiosidade para ver o próximo episódio um tanto fraca. Mesmo sendo mais simples, acho que gostava mais dos kimonos anteriores e também dos genéricos, mas isso é apenas uma questão de gosto.

地獄少女

18.11.06

A propósito de Jigoku Shoujo

Para além de a segunda série, Jigoku Shoujo, Futakomori, já ter estreado também estreou um dorama da mesma. Apesar da curiosidade, estou um pouco céptica. Talvez por a rapariga que faz de Enma Ai não corresponder, de todo, ao que esperaria em termos físicos, em suma, acho-a feinha e com um ar demasiado real, carne-e-osso. Deveria ter um ar mais etéreo, talvez uma pele mais clara, não sei... Também não gostei do Wanyuudou pelas mesmas razões e por ser mais gordo e ter cabelo! Em contrapartida Honee Onna e Ichimoku Ren já estão mais perto dos desenhos originais. Hajime e Tsugumi então não têm mesmo nada a ver! Hajime tem um ar muito pouco desleixado e Tsugumi é velha demais.

Mesmo assim acho que a curiosidade há de levar a melhor e hei de acabar por ver a série.

地獄少女 ドラマ

29.10.06

Terminei de ver: Jigoku Shoujo

Finalmente acabei de ver esta série. Sem surpresas, as histórias individuais de cada episódio mantiveram-se iguais, para a narrativa se precipitar numa conclusão nos últimos 5. Em cinco episódios é nos mostrado o porquê da existência da Jigoku Shoujo, tudo o que provocou e realmente havia uma ligação forte entre Shibata e Tsugumi e Enma Ai, mas o final fica algo inconclusivo, talvez porque já estivesse na mira uma segunda série, que entretanto já estreou.

No geral gostei da série, apesar de ser muito repetitiva. A ambiência sinistra e soturna, muito bem suportada pela banda-sonora e pelos gráficos ajudaram bastante a que se visse a série na quase totalidade sem enjoar muito. No geral as histórias individuais eram convincentes, nem que seja na inutilidade da vingança. De qualquer modo preferia que ao longo da série tivessem sido dadas mais dicas acerca do passado de Ai e da sua ligação a Tsugumi, mesmo que de modo subtil e sem chamar a atenção. Na conclusão achei que faltava alguma densidade à personagem de Ai para se querer vingar, tantos séculos depois, depois de um longo esquecimento, com tanto ódio. Para haver sentimentos fortes, tem de haver uma motivação forte, senão não convence.

Como vem aí mais, vamos lá ver se a segunda série preenche os vazios e complementa bem a primeira.

地獄少女

6.10.06

1 ano de anime-comic

Já me ia esquecendo, sou um bocado distraída com certas comemorações, mas a verdade é que dia 8 este blog já faz um ano.

Para comemorar fiz um título para o blog em imagem, coisa que já andava para fazer há que tempos. O título só em texto nunca me deixou 100% satisfeita, mais ainda tendo o blog o nome que tem.

Recentemente houve alguns intervalos no visionamento de anime, muito devido à ausência de episódios novos de algumas das séries que ando a ver: Jigoku Shoujo, xxxHOLiC e, em parte, NANA. Mas o intervalo terminou, ando a ver mais novas séries como Le Chevalier D'Eon, continuo a ver, mais devagarinho, Daddy Longlegs, Ashita no Nadja, Hiatari Ryoukou, Utena, Candy Candy e muitas outras, portanto os posts mais frequentes voltarão.

31.3.06

Ando a ver: Jigoku Shoujo

Os episódios desta série seguem mais ou menos a mesma fórmula: alguém se sente injustiçado de alguma forma, esse mesmo alguém ouviu falar da Jigoku Tsuushin (Ligação ao Inferno), acede ao site e digita o nome do "abusador". O "injustiçado" é contactado por Enma Ai (a Jigoku Shoujo, Rapariga do Inferno) que lhe explica as regras e dá um boneco de palha com um fio vermelho atado. Eventualmente o "injustiçado" vacila, mas o fio acaba por ser desatado e o "abusador" é levado por Ai para o Inferno.

Coloquei as palavras "abusador" e "injustiçado" entre aspas porque nem sempre a escolha e as atitudes são claras ou lineares, em geral há uma certa dualidade e depende do ponto de vista de cada um, decidir se o "abusador" é mesmo abusador e se o "injustiçado" não será, por sua vez um abusador ao usar a vingança como modo de agir.

Muito lentamente (demasiado para alguns comentários que li na net sobre este anime) a série vai nos deixando essa sensação de incerteza em relação aos "rótulos" de cada caso. Também devagarinho apareceram mais duas personagens regulares, pai e filha, Hajime e Tsugumi, que têm uma motivação diferente de todos que encontrámos até agora que ou fazem parte do grupo sobrenatural de Ai ou são "abusadores" ou "injustiçados". Hajime (o nome quer dizer "começo", o que, de certo, não é acaso) é reporter free-lance e investiga sobre a Jigoku Tsuushin e Enma Ai. A filha, Tsugumi, tem visões de e com Enma Ai, o que ao princípio ajuda Hajime mas nem sempre.

O episódio 13, Rengoku Shoujo (Rapariga do Purgatório), é uma viragem na história, até agora estranha mas rotineira. Pela primeira vez o ponto de vista muda das situações injustiçado/abusador para falar da história de Ai e lançar mais ainda a sensação de que algo de muito estranho anda por trás de tudo isto.

Com certeza muita gente na net discordaria comigo, apesar de quebrar bastante o ritmo da série e de ser um risco moderado ter tantos episódios (metade) sem momentos de viragem na narrativa, esta estratégia reforça o ambiente sinistro e deixa mais ainda a sensação de estranheza e incómodo. Nem sempre isso foi eficaz, alguns episódios podiam ser mais arrepiantes ou mesmo interessantes, mas, se não se vir tudo de seguida, não chateia.

Uma nota positiva está no retrato, não muito positivo, mas de algum modo realista, de certas situações de rivalidade, competição, relações e hierarquias sociais na sociedade japonesa, que são muitas vezes ignoradas ou esquecidas por fãs deslumbrados pela sociedade japonesa. Este retrato, talvez um pouco exagerado (ou não), mostra-nos uma sociedade que para além das maravilhas tecnológicas, económicas e culturais, é uma sociedade como todas as outras com graves problemas sociais, que se opõem a esse deslumbramento ocidental.

Jigoku Shoujo - Official site [JP]

10.11.05

Jigoku Shoujo

Atraída pelo visual das publicidades que vi (na net e em revistas), comecei a ver um anime, também muito recente, Jigoku Shoujo (Rapariga do Inferno).

Ainda só vi dois episódios, mas o que vi agradou-me. Há muito que não via um anime de terror intimista, as poucas coisas que vi vagamente próximas a este anime foram Vampire Princess Miyu, na mitologia, um pouco no visual e na estrutura da narrativa e Lain, no ambiente. Este anime é uma mistura de adolescência deprimida/oprimida, mitologia shintoísta e terror gráfico, muito ao estilo de Dario Argento.

As duas primeiras histórias são casos clássicos de adolescentes oprimidas nas escolas secundárias japonesas. A primeira é uma menina simples e bem comportada que é diáriamente chantageada e roubada pela colega bonita e popular e seu grupo de acólitas, até que tenta o suicídio (a propósito: já não é a primeira vez que reparo que, quando um japonês se suicida, atirando-se de um prédio, descalça os sapatos, deve ser para poder pisar os tatami do além). A segunda é uma rapariga constantemente assediada por um psicopata que vem a ser o inspector da polícia encarregue de resolver o seu caso, que se prolonga há um ano. Para vingar estes casos de desespero há um site na net onde elas (ou eles) podem pedir vingança em seu lugar. Ao aceitar, recebem um SMS da Jigoku Shoujo a dizer que o assunto está a ser tratado.

Cada episódio é um caso independente que despoleta o mecanismo da vingança e nos mostra as personagens principais do anime. Enma Ai é a Jigoku Shoujo (Rapariga do Inferno), com um ar de colegial japonesa mórbida. Depois há Ichimoku Ren, um rapaz com um ar normal, Hone Onna uma mulher de ar sedutor que se veste de kimono mas como uma prostituta e Wanyuu Dou que é um senhor mais velho que se veste de kimono com um fedora na cabeça e é a voz que ouvimos quando a vingança é posta em curso. Estes quatro são os agentes que explicam e encaminham os "clientes". Ao aceitar serem vingados, o seu alvo é enviado directamente para o inferno, mas há contrapartidas, a alma dos vingados não poderá ir para o céu, quando morrerem, estará condenada a vaguear eternamente e ficam com uma marca ou selo no esterno, como comprovativo do acordo que fizeram.

Enfim, trata-se simplesmente do tema da venda da alma ao diabo, mas passado para um universo shitoísta. É nestas alturas que tenho mesmo pena de não perceber nada de shintoísmo, de apenas reconhecer alguma da sua simbologia. Se dá excelentes histórias de terror, só pode ser uma mitologia interessante.

Quanto ao anime em si, gosto bastante do character design, principalmente o das personagens principais, mas por vezes as feições dos mortais parece que se distorcem, talvez seja propositado, pois o efeito é, sem dúvida inquietante, mas é também muito esquisito. A animação é bastante boa, mas sem nada de surpreendente excepto o efeito no kimono de Enma Ai, efeito esse que tem sido bastante utilizado desde o seu aparecimento, mas que aqui é eficaz sem exageros. Os cenários são bastante bons, muito realistas mas também sem nada de novo. Condizem com a história e a sua situação. Não gosto particularmente das músicas dos genéricos, mas também não me chateiam. A banda-sonora dos episódios já é mais elaborada, com alguns sons que fazem a ligação ao universo shintoísta, como os guizos e que arrepiam.

O ambiente é bastante sinistro e algo angustiante, só não chega a assustar verdadeiramente porque, em 25-30 minutos, não há tempo!

http://www.jigokushoujo.com [JP]
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