Dia 1 de Dezembro morreu um dos meus heróis do anime, Shingo Araki.
Primeiro era um anónimo mas cujo traço eu gostava tanto que de certa forma me fazia ir ao encontro das séries que tinham a sua mão, seja no character design ou como director de animação, Majokko Meg-chan (Bia, a Pequena Feiticeira), Aishite Night ou Saint Seiya, ou mais tarde, já colocando um nome nos desenhos, mas cujo apelo era semelhante, Versailles no Bara, Ashita no Joe, Glass no Kamen ou Lady Georgie.
Shingo Araki é um dos grandes motivadores da minha paixão pelo anime e uma daquelas pessoas que me fez continuar esta paixão por mais de 20 anos. É uma perda gigante, principalmente porque ele continuava activo até há pouco, nomeadamente com as novas séries de Saint Seiya onde mantinha o belíssimo e elegante traço dos seus desenhos.
O que me atrai nesses desenhos? Nem sei bem, talvez a primeira razão de todas é ter sido exposta a eles muito cedo e terem sido extremamente marcantes na minha cultura visual e memórias de infância. De resto, gosto como ele desenha os olhos, sim, enoo-ormes e cintilantes, adoro os narizes, os perfis (ver a Non aqui em cima), a forma longilínea das suas faces e corpos elegantes. A sua paleta de cores, mesmo pendendo bastante para os tons primários, era sempre rica e equilibrada. A sua animação era intocável, mesmo aos olhos de hoje continua com uma técnica impecável.
Araki-san, espero que estejas rodeado da beleza que criaste ao longo da tua vida, tu mereces!
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3.12.11
31.7.11
Macoto Takahashi
Era uma vez... em Portugal nos anos 70. Ainda não existia "anime", mas existiam "desenhos animados japoneses". Os desenhos animados japoneses eram a Heidi e o Marco (ew!) e a Candy Candy ainda nem sequer tinha nascido... Numa era em que quase nenhum dos conceitos com que um fã de anime actual se rege ainda tinha sido criado, quase todas as meninas ansiavam por um estojo em vinil brilhante, cheio de compartimentos e com uns desenhos de umas meninas, muito bonitos e românticos. Às vezes conseguiam umas bonecas de papel de Badajoz ou Ayamonte com ums desenhos parecidos, mas o estojo era o grande objectivo para exibir na escola.
Portanto, num mundo muito anterior a pseudo-otakus, Gothic-Lolitas ou à internet, já muitas meninas portuguesas conheciam o trabalho de Macoto Takahashi, mesmo que não soubessem o seu nome. Eu era uma delas, ansiei pelo tal estojo sem nunca o ter conseguido obter. Na altura pensava que eram espanhóis, pois a grande maioria vinha de Espanha, ou chineses, por causa dos caracteres. Depois da Candy Candy estrear (1983) confirmei que eram japoneses, mas nessa altura, para além de já não ambicionar perdidamente um, também já não eram tão fáceis de arranjar (coisa que nunca foram verdadeiramente).
Nos últimos anos tenho me apercebido destes desenhos de meninas de olhos muito redondos e cintilantes nas capas da revista japonesa Gothic and Lolita Bible, mas no meio de tantos autores de shoujo retro, encarei como mais um e continuei a perseguir aqueles que mais me chamam a atenção: Yumiko Igarashi (Candy Candy, Georgie!) e Ryoko Ikeda (Versailles no Bara, Oniisama He…). Há dias esbarrei com uma imagem de Macoto Takahashi e resolvi pesquisar. Os desenhos são deveras estáticos e as expressões das meninas, sempre meninas, são praticamente sempre iguais, mas o encanto destas ilustrações e a meticulosidade do detalhe são de um talento inigualável e maravilhoso!
Macoto Takahashi é na sua essência um ilustrador, já septuagenário, que continua tão activo hoje como nos anos 60 e 70 e mantém o mesmo estilo retro que nos deu a conhecer através das ilustrações que fez outrora para merchandising. Olhando para os seus desenhos apercebo-me de como o design do shoujo, onde Macoto é uma das principais influências de estilo, mudou tão pouco até aos anos 90 e, talvez com o advento da internet - quem sabe, deu uma volta enorme com uma clara tendência para o novo estilo "moe", que aliás não é shoujo.
Aconselho a darem uma olhadela pelo site oficial, e ver estas ilustrações maravilhosas. Pena é que nunca tenha conseguido o tal estojo!!
MACOTO Art
ilustração/merchandising
Portanto, num mundo muito anterior a pseudo-otakus, Gothic-Lolitas ou à internet, já muitas meninas portuguesas conheciam o trabalho de Macoto Takahashi, mesmo que não soubessem o seu nome. Eu era uma delas, ansiei pelo tal estojo sem nunca o ter conseguido obter. Na altura pensava que eram espanhóis, pois a grande maioria vinha de Espanha, ou chineses, por causa dos caracteres. Depois da Candy Candy estrear (1983) confirmei que eram japoneses, mas nessa altura, para além de já não ambicionar perdidamente um, também já não eram tão fáceis de arranjar (coisa que nunca foram verdadeiramente).
Nos últimos anos tenho me apercebido destes desenhos de meninas de olhos muito redondos e cintilantes nas capas da revista japonesa Gothic and Lolita Bible, mas no meio de tantos autores de shoujo retro, encarei como mais um e continuei a perseguir aqueles que mais me chamam a atenção: Yumiko Igarashi (Candy Candy, Georgie!) e Ryoko Ikeda (Versailles no Bara, Oniisama He…). Há dias esbarrei com uma imagem de Macoto Takahashi e resolvi pesquisar. Os desenhos são deveras estáticos e as expressões das meninas, sempre meninas, são praticamente sempre iguais, mas o encanto destas ilustrações e a meticulosidade do detalhe são de um talento inigualável e maravilhoso!
Macoto Takahashi é na sua essência um ilustrador, já septuagenário, que continua tão activo hoje como nos anos 60 e 70 e mantém o mesmo estilo retro que nos deu a conhecer através das ilustrações que fez outrora para merchandising. Olhando para os seus desenhos apercebo-me de como o design do shoujo, onde Macoto é uma das principais influências de estilo, mudou tão pouco até aos anos 90 e, talvez com o advento da internet - quem sabe, deu uma volta enorme com uma clara tendência para o novo estilo "moe", que aliás não é shoujo.
Aconselho a darem uma olhadela pelo site oficial, e ver estas ilustrações maravilhosas. Pena é que nunca tenha conseguido o tal estojo!!
MACOTO Art
ilustração/merchandising
31.7.08
Lady Georgie em DVD no Japão!
Por mais que a net seja mais rápida e as minhas revistas Newtype me cheguem sempre com algum atraso, não há dúvida que a grande referência ainda continua a ser a Newtype! Falo nisso porque só ao folhear a revista de Julho (que por acaso até recebi cedo ^_^) é que me apercebi que os japoneses da Tokyo Movie Shinsha (agora TMS) resolveram editar Lady Georgie em DVD, pela Bandai Visual, no passado mês de Junho.
Como a autora dos desenhos da manga, Igarashi Yumiko, teve um grande desentendimento com a autora da história de Candy Candy, Kyoko Mizuki, que até levou ambas a tribunal e ao embargo de Candy Candy por parte da Toei e da Kodansha. Como consequência, Isawa Mann, o autor da história de Lady Georgie, também teve problemas legais em relação aos direitos de Georgie!, e por isso sempre tive sérias dúvidas em relação à futura edição do anime em DVD ou reedição da manga.
Felizmente que parece que tanto Mann como a TMS não foram tão rígidos como a Toei e a Kodansha e resolveram, se bem que de uma forma bastante discreta (só com um pequeno anúncio), editar o anime numa só BOX e até, para padrões japoneses, a um preço bastante módico: 39.900¥ pelos 45 episódios, enquanto que o preço normal, por menos episódios, costuma rondar os 30.000¥.
Deixo aqui o link para a página da Bandai Visual, da TMS da edição, em inglês, e para a amazon.co.jp. Não sei porquê, mas o site em japonês de anime da TMS está em baixo.
Bandai Visual - レディジョージィ DVD-BOX
TMS ENTERTAINMENT Co, Ltd - Georgie
Amazon.co.jp: レディジョージィ DVD-BOX
20.6.08
Hakuchou no Mizuumi
As meninas da Animania Antiga relembraram-me que nunca tinha visto o filme do Lago dos Cisnes. É verdade, nos anos 90 estava disponível nos clubes de vídeo, mas o meu era tão manhoso que tinham a caixa mas não tinham a cassete ;__; Bem, agora finalmente vi o filme.
Esta produção podia ser uma adaptação de um conto de fadas da Disney em versão japonesa da Toei, com o estilo típico da Toei. O filme não é tão espectacular como os da Disney (principalmente os posteriores a este, que é de 1981) mas é competente e bem feito. Ao contrário das séries de TV, não há economia de meios nem de animação, sendo ela fluida, bem feita e com uso reduzido de ciclos ou acetatos repetidos. Os cenários são impressionantes, principalmente os interiores e a música de Tchaikovsky é omnipresente com a adição de umas adaptações dos temas para canção.
Sendo uma típica produção da Toei, temos dois esquilos que funcionam como um prolongamento do espectador, manifestando o que sentimos mas igualmente impotentes perante os acontecimentos. Quase. Claro que há alterações ao libretto original, a história é suavizada para crianças, não menosprezando uma dose de aventura. A grande diferença está nos vilões. Apesar de Rothbart ser um feiticeiro poderoso, a sua filha Odile é que maquina e coloca em acção os planos para ajudar o pai, um palerma apaixonado, a ficar com Odete e, por consequência, Odile ficar com o Príncipe Siegfried, apenas por capricho. Claro que tem um final feliz... nem precisa de ser dito.
Como curiosidade, Igarashi Yumiko, a autora de Candy Candy e Lady Georgie (Joaninha), é assistente neste filme (de quê não sei), mas sendo a produtora a mesma (de Candy) e o filme ter sido feito pouco tempo depois de Candy, parece-me aceitável.
Colocando de lado todos os preconceitos sobre um filme romântico infantil, este filme é agradável, definitivamente romântico e vê-se lindamente, sem um momento de aborrecimento.
Não existe site oficial, fica aqui o link da ANN:
Swan Lake (movie)
Esta produção podia ser uma adaptação de um conto de fadas da Disney em versão japonesa da Toei, com o estilo típico da Toei. O filme não é tão espectacular como os da Disney (principalmente os posteriores a este, que é de 1981) mas é competente e bem feito. Ao contrário das séries de TV, não há economia de meios nem de animação, sendo ela fluida, bem feita e com uso reduzido de ciclos ou acetatos repetidos. Os cenários são impressionantes, principalmente os interiores e a música de Tchaikovsky é omnipresente com a adição de umas adaptações dos temas para canção.
Sendo uma típica produção da Toei, temos dois esquilos que funcionam como um prolongamento do espectador, manifestando o que sentimos mas igualmente impotentes perante os acontecimentos. Quase. Claro que há alterações ao libretto original, a história é suavizada para crianças, não menosprezando uma dose de aventura. A grande diferença está nos vilões. Apesar de Rothbart ser um feiticeiro poderoso, a sua filha Odile é que maquina e coloca em acção os planos para ajudar o pai, um palerma apaixonado, a ficar com Odete e, por consequência, Odile ficar com o Príncipe Siegfried, apenas por capricho. Claro que tem um final feliz... nem precisa de ser dito.
Como curiosidade, Igarashi Yumiko, a autora de Candy Candy e Lady Georgie (Joaninha), é assistente neste filme (de quê não sei), mas sendo a produtora a mesma (de Candy) e o filme ter sido feito pouco tempo depois de Candy, parece-me aceitável.
Colocando de lado todos os preconceitos sobre um filme romântico infantil, este filme é agradável, definitivamente romântico e vê-se lindamente, sem um momento de aborrecimento.
Não existe site oficial, fica aqui o link da ANN:
Swan Lake (movie)
16.6.07
Terminei de ver: Lady Georgie
Esta foi rápida... pela 3ª vez vi esta série, mas como desta vez se passou bastante tempo, posso dizer que vi com novos olhos.
No todo continuo a gostar de Lady Georgie, que é um bocado viciante, mas já não vi com a mesma emoção de quando a vi originalmente na RTP, nos anos 90. Aliás, após ter lido (e agora relido) a manga, acho a série ligeiramente decepcionante, principalmente porque foi suavizada e, nessa suavização foi-se o final que faz muitíssimo mais sentido e é BEM mais interessante na manga.
Outra coisa que não gosto (já não apreciava muito antes) é que a história é muito desequilibrada no modo como a narrativa está distribuída. Enquanto que na manga a infância de Georgie são apenas algumas páginas (acho que nem chega a um capítulo), no anime esta prolonga-se demasiado em pequenas aventuras que não servem para mais nada do que a definição de personagens, estratégia mais bem resolvida e de forma mais económica na manga. Percebo que se quisesse esticar a história para dar um anime com uma quantidade razoável de episódios que, à época, ficava bem com os 45 que esta tem, mas poderiam ter esticado outras partes mais interessantes, ou então o final que, para além de radicalmente alterado é demasiado apbruto, utilizando apenas 3 ou 4 episódios. Mesmo mantendo o mesmo final, poderiam ter esticado a parte do reencontro de Georgie com o pai, e a sua maturação após a separação de Lowell. Talvez esta série tenha sido planeada de outra forma, mas ao aperceberem-se do rumo que o final da história tomou na manga, podem ter esbarrado com um problema complicado e resolveram-no assim.
Parece-me que esta série viveu um pouco do sucesso, talvez algo inesperado, que Candy Candy teve, e os autores/produtores do anime tivessem esperança de prolongar a séries por cerca de 2 anos e 115 episódios, como aconteceu com a Candy.
Da parte técnica não tenho grandes críticas a fazer, continuo a gostar do character design, mesmo que, por vezes, a qualidade falhe, aspecto bastante comum nos anime mais comerciais, até há bem pouco tempo. Mas os cenários são de muito boa qualidade, os erros de engrish não são demasiado graves ou numerosos e os efeitos e cenas especiais bastante bem produzidos.
Como disse anteriormente, a versão que vi agora foi uma versão italiana. Em Itália, quando a série passou na televisão, infelizmente bastantes cenas foram censuradas (coisa que felizmente não aconteceu cá). A cópia que tenho não está censurada mas, pelo que percebi as cenas originalmente cortadas foram adicionadas de outra cópia, se não me engano da emissão alemã, que não têm, claro, o som. Felizmente lembrava-me bem destas cenas (bastante fortes) e no geral estão bastante coladas à manga, portanto algum diálogo que fizesse falta, deu para não ser muito sentida.
No todo continuo a gostar de Lady Georgie, que é um bocado viciante, mas já não vi com a mesma emoção de quando a vi originalmente na RTP, nos anos 90. Aliás, após ter lido (e agora relido) a manga, acho a série ligeiramente decepcionante, principalmente porque foi suavizada e, nessa suavização foi-se o final que faz muitíssimo mais sentido e é BEM mais interessante na manga.
Outra coisa que não gosto (já não apreciava muito antes) é que a história é muito desequilibrada no modo como a narrativa está distribuída. Enquanto que na manga a infância de Georgie são apenas algumas páginas (acho que nem chega a um capítulo), no anime esta prolonga-se demasiado em pequenas aventuras que não servem para mais nada do que a definição de personagens, estratégia mais bem resolvida e de forma mais económica na manga. Percebo que se quisesse esticar a história para dar um anime com uma quantidade razoável de episódios que, à época, ficava bem com os 45 que esta tem, mas poderiam ter esticado outras partes mais interessantes, ou então o final que, para além de radicalmente alterado é demasiado apbruto, utilizando apenas 3 ou 4 episódios. Mesmo mantendo o mesmo final, poderiam ter esticado a parte do reencontro de Georgie com o pai, e a sua maturação após a separação de Lowell. Talvez esta série tenha sido planeada de outra forma, mas ao aperceberem-se do rumo que o final da história tomou na manga, podem ter esbarrado com um problema complicado e resolveram-no assim.
Parece-me que esta série viveu um pouco do sucesso, talvez algo inesperado, que Candy Candy teve, e os autores/produtores do anime tivessem esperança de prolongar a séries por cerca de 2 anos e 115 episódios, como aconteceu com a Candy.
Da parte técnica não tenho grandes críticas a fazer, continuo a gostar do character design, mesmo que, por vezes, a qualidade falhe, aspecto bastante comum nos anime mais comerciais, até há bem pouco tempo. Mas os cenários são de muito boa qualidade, os erros de engrish não são demasiado graves ou numerosos e os efeitos e cenas especiais bastante bem produzidos.
Como disse anteriormente, a versão que vi agora foi uma versão italiana. Em Itália, quando a série passou na televisão, infelizmente bastantes cenas foram censuradas (coisa que felizmente não aconteceu cá). A cópia que tenho não está censurada mas, pelo que percebi as cenas originalmente cortadas foram adicionadas de outra cópia, se não me engano da emissão alemã, que não têm, claro, o som. Felizmente lembrava-me bem destas cenas (bastante fortes) e no geral estão bastante coladas à manga, portanto algum diálogo que fizesse falta, deu para não ser muito sentida.
22.5.07
Comecei a ver: Lady Georgie
É mais uma maratona de Lady Georgie que outra coisa... ou seja, sou viciada nesta série. Mesmo já a tendo visto, INTEIRA, das duas vezes que passou na RTP, quando finalmente a encontrei (infelizmente não encontrei o original, mas a versão italiana), não consigo parar de ver...
Lady Georgie, da mesma desenhadora de Candy Candy, Yumiko Igarashi, e de Izawa Man (história) é uma das séries anime do meu top 10, mesmo não sendo a primeira da lista (Candy Candy). Comparando com a sua irmã mais velha, esta série tem uma produção muitíssimo mais cuidada e com outro tipo de investimento. Mas tanto a manga como a sua produção é posterior. Já apanha o início dos áureos anos 80 do anime e bebe do sucesso das outras séries shoujo semelhantes. A história é também mais madura e cruel que a de Candy Candy, mas na manga a diferença ainda é mais clara.
Apesar de a protagonista (Georgie) não me cativar do mesmo modo que Candy (que é mais maria-rapaz e menos subserviente) há, definitivamente, qualquer coisa de especial neste tipo de histórias e de anime que me vicia para todo o sempre. Claro que a qualidade gráfica da série é um factor que pesa imenso na minha preferência, mas também o tema do amadurecimento das relações amorosas apimentadas com dois quase-incestos, muito próximos do folhetim, cenas de ciúmes doentios, que aliados à diferenciação rígida de classes dos ingleses, intriga política e crime não transformam esta série numa xaropada de levar ao vómito, como seria de prever.
Estou a gostar imenso de rever esta série, exactamente porque arrisca mais em termos narrativos (gráficos também, pois há algumas cenas de nudez parcial, masculina e feminina), tanto que fiz uma pequena pausa no re-visionamento de Candy (que ando a ver com muita calma). O facto de saber o final da história na manga, que é mais intenso mas que apresenta uma resolução mais coerente que a do anime, ajuda a imaginar o que me intrigou imenso nos visionamentos anteriores.
Esta é uma série muito marcante, que é uma pena também ter sido arrastada para os intermináveis processos de direitos de autor que a desenhadora provocou.
Lady Georgie, da mesma desenhadora de Candy Candy, Yumiko Igarashi, e de Izawa Man (história) é uma das séries anime do meu top 10, mesmo não sendo a primeira da lista (Candy Candy). Comparando com a sua irmã mais velha, esta série tem uma produção muitíssimo mais cuidada e com outro tipo de investimento. Mas tanto a manga como a sua produção é posterior. Já apanha o início dos áureos anos 80 do anime e bebe do sucesso das outras séries shoujo semelhantes. A história é também mais madura e cruel que a de Candy Candy, mas na manga a diferença ainda é mais clara.
Apesar de a protagonista (Georgie) não me cativar do mesmo modo que Candy (que é mais maria-rapaz e menos subserviente) há, definitivamente, qualquer coisa de especial neste tipo de histórias e de anime que me vicia para todo o sempre. Claro que a qualidade gráfica da série é um factor que pesa imenso na minha preferência, mas também o tema do amadurecimento das relações amorosas apimentadas com dois quase-incestos, muito próximos do folhetim, cenas de ciúmes doentios, que aliados à diferenciação rígida de classes dos ingleses, intriga política e crime não transformam esta série numa xaropada de levar ao vómito, como seria de prever.
Estou a gostar imenso de rever esta série, exactamente porque arrisca mais em termos narrativos (gráficos também, pois há algumas cenas de nudez parcial, masculina e feminina), tanto que fiz uma pequena pausa no re-visionamento de Candy (que ando a ver com muita calma). O facto de saber o final da história na manga, que é mais intenso mas que apresenta uma resolução mais coerente que a do anime, ajuda a imaginar o que me intrigou imenso nos visionamentos anteriores.
Esta é uma série muito marcante, que é uma pena também ter sido arrastada para os intermináveis processos de direitos de autor que a desenhadora provocou.
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