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12.11.11

Terminei de ver: Macross Frontier


Já está, Macross Frontier está visto. Os últimos episódios vi-os quase em catadupa, de tão empolgante se foi tornando a história. As minhas primeiras impressões estavam certas, Macross Frontier é uma bela série de anime, que conjuga as qualidade dos Macrosses anteriores, acrescentando maior dimensão às personagens.

Esse facto e não cairem na armadilha de simplesmente "salvar o mundo com uma canção", torna esta série de Macross mais apelativa a todos os públicos, principalmente introduzindo uma personagem tão forte como Sheryl Nome. Sheryl, ao contrário de Lynn Minmay e de Sharon Apple, não é apenas uma menina com voz bonita, por quem o piloto-herói se apaixona, mas uma personagem com densidade, dúvidas e defeitos. Naturalmente Ranka Lee também tem maior dimensão que as duas primeiras, mas, como já disse, é o tipo de personagem com quem embirro...

O triângulo amoroso Sheryl-Alto-Ranka é muito bem pensado, em termos de Macross já tudo tinha sido feito: uma cantora pop que salva o mundo, uma diva virtual que salva o mundo, agora precisavam de duas! Sheryl, com o seu egoísmo, caprichos e ambição, infelizmente não é suficientemente digna da admiração de um público masculino para o fazer sozinha. Ranka é uma tontinha carente e irresponsável, não tem determinação suficiente para ser a "diva" de Macross sozinha. É a rivalidade em conquistar Alto e pela popularidade quase perdida, da parte de Sheryl, e a necessidade, qual cachorrinho abandonado, de Ranka em ter alguém que lhe dê atenção e a paz mundial, que as motivam. Alto é uma personagem da qual me sinto em cima do muro. Sim, é galante, bonito (apesar de efeminado) e corajoso, mas ao mesmo tempo é demasiado indeciso quanto às raparigas e às políticas de defesa de Macross Forntier, o que demonstra imaturidade. Felizmente o seu sonho de voar é genuíno e ele consegue ter suficiente carácter para agradecer às pessoas que lhe proporcionaram isso.

O que nunca consigo compreender é o que apela às pessoas numa personagem como Ranka. Ser fofinha? Quiduxa? Isso é bom para um boneco de peluche ou animal de estimação, mas não numa rapariga! Bah, egoísta ou não, venha a Sheryl! Que para além disso tem muito melhor gosto no guarda-roupa!

Só a banda-sonora de Yoko Kanno me decepcionou um pouco. A nível de música de fundo o seu génio estava lá, mas as canções são normais e demasiado coladas à imagem de pop idol. Eu sei que são mais adequadas à permissa, que já era idiota nos tempos do Macross original, e que Macross Plus é demasiado electrónico/experimental para um grande público, mas ela já coneguiu surpreender tantas vezes, é pena ter "descansado" durante esta série.

Depois de ver a série percebi a popularidade dos cosplays de Sheryl, ela é carismática, poderosa, esperta, elegante e bonita. Deve ser uma personagem interessante de encarnar (não que eu o pretenda fazer). Agora pelo menos já reconheço os fatos, já posso perceber melhor o contexto e proporcionou-me bons momentos de anime!

マクロスFRONTIER

3.9.11

Comecei a ver: Macross Frontier

Nos anos 90 vi o filme Macross: Ai wo Oboeteimasu Ka? (Macross: Do You Remember Love) e mais tarde a série de OAVs Macross Plus, mas confesso que o que me despertou a curiosidade para Macross Frontier foi a quantidade enorme de cosplayers a fazer de Sheryl Nome.

Ao fim de 5 episódios, Macross Frontier é uma agradável surpresa e bem melhor do que estava à espera. Confesso que não achei grande graça ao filme de Macross, talvez por embirrar com o character design de Haruhiko Mikimoto e não apreciar as canções nem a personagem de Lynn Minmay. Mas com Macross Plus a conversa foi outra, um character design sofisticado, história simples mas empolgante e que posso eu dizer da fabulosa banda-sonora de Yoko Kanno? Ainda são dos CDs mais tocados cá de casa. E nessa série gosto muito da idol Sharon Apple, com os seus espectáculos complexos e sofisticados.

Macross Frontier vai beber a ambos, o universo continua o mesmo, mas no futuro, e a permissa é a mesma, lutas de humanos contra ameaças extraterrestres, com o complemento de uma idol intergaláctica. Talvez a grande diferença em Frontier seja focar-se mais nas personagens, nomeadamente no triângulo amoroso (?) Sheryl-Alto-Ranka. Sheryl Nome é a grande vedeta internacional, ídolo das raparigas e paixão dos rapazes, Alto é o piloto principiante mas genial das Valkyrie e Ranka, a novidade, a aspirante a ídolo da canção. Ranka Irrita-me, acho que ela tem demasiado de Lynn Minmay, aquela "coisinha" enervante que os japoneses parecem adorar, mas Sheryl está mais próxima de Sharon Apple, apesar de não ter o génio musical de Yoko Kanno por trás, tem a sua sofisticação. — Ups, asneira! A banda-sonora de Macross Frontier, incluindo as canções de Sheryl e Ranka, é da autoria de Yoko Kanno. Eu encontrei alguma "inspiração" na música, mas como não tem a subtileza e deslumbre de Macross Plus (provavelmente a melhor banda-sonora de Yoko Kanno), acabei por partir do princípio que se tratava de outra pessoa, inspirada em Yoko Kanno. My mistake! — Alto cumpre bem o papel de piloto enfant-terrible e as Valkyrie continuam a ser das naves espaciais/mechas mais fascinantes da história do anime!

Macross Frontier parece ser uma boa série, bem estruturada, com uma produção sofisticada e maravilhosas cenas de acção. Foi bom as personagens terem tanto destaque, traz a série para um contexto mais concreto e para além de isso apelar a mais público, dá mais intriga à narrativa e equilibra as cenas de acção. Por outro lado traz-me sempre à memória uma outra época, em que estava a descobrir o anime como tal, em que já não eram apenas desenhos animados japoneses que davam nos espaços infantis na TV. Não é por nada que me engano com frequência e chamo Macross Plus a Macross Frontier. Sabe bem ver uma série destas actualmente, quando a maioria das séries me parecem muito iguais entre si.

Estou bastante entusiasmada, devo terminar de ver a série dentro de pouco tempo.

マクロスFRONTIER


9.12.08

Nippon Koma 08: dia 1

Pois é, vai recomeçar a maratona Nippon Koma no Anime-comic. Confesso que estou com boas expectativas para a edição de este ano que parece ter uma programação mais sólida e esperemos que seja desta que não haja os problemas técnicos do costume. Infelizmente o programa ainda não satisfaz por completo, apesar das claras melhorias. Mas o dia de hoje correu bem, e por isso só tenho de dar os parabéns à organização e à Culturgest.

Agora os filmes (que é o que interessa):

A sessão da tarde foi preenchida com a compilação de curtas de animação Genius Party, em substituição do originalmente previsto Appleseed (já não sei qual versão, suponho que a mais recente, tinha de ir procurar ao programa da Culturgest - em papel - e agora não me apetece). É refrescante ver que grandes nomes do anime comercial também conseguem fazer filmes de autor, mas nem todos são 100% bem-sucedidos na tarefa. Será falta de prática? Será que precisam de "fronteiras" e restricções para serem verdadeiramente criativos? A meu ver há lugar para tudo e é um bocado como uma velha máxima, de que "bons profissionais não dão bons professores", mas há sempre excepções.

O primeiro filme, Genius Party Opening, de Atsuko Fukushima, é um deleite para os sentidos, uma pequena animação de técnicas mistas, com um ambiente psicadélico que faz lembrar velhos filmes de animação de autor, tais como La Planète Sauvage, de René Laloux, com um belo toque moderno, mais notório nos "néons" em CGI. O segundo filme, Shanghai Dragon, do renomado Shoji Kawamori (Macross, Macross Plus, Escaflowne, etc.), brinda-nos com um trabalho artístico fora do comum, uma animação de primeira qualidade e uma história de pequenos-grandes mal-entendidos divertida. Mais convencional que o anterior, estes dois foram os meus preferidos dos sete. Deathtic 4 e Happy Machine são dois filmes bem diferentes entre si mas ambos muito interessantes (e algo surrealistas), Limit Cycle é uma daquelas secas demasiado densas, existencialistas com excesso de informação, tanto no texto como visualmente. É daqueles filmes que nos perguntamos, mas afinal onde é que ele quer chegar, pois o filme satura ao fim do primeiro minuto, apesar de exuberante. Por fim, não deixando de ser um bom filme, Baby Blue, a maior decepção de todos, pois vindo de quem vem, Shinichiro Watanabe (Cowboy Bebop, Samurai Champloo e agora Michiko to Hatchin), que chamou a atenção pelo seu trabalho vanguardista e arrojado na indústria, traz-nos um filme comedido e discreto, com a velha temática nostálgica das separações e rebeldias da adolescência, sempre interessantes, mas que começam a tornar-se algo repetitivas no panorama da animação japonesa. O filme é bem giro e gostei, mas talvez se não tivesse sabido de antemão de quem é, tivesse gostado muito mais.

À noite foi a hora do documentário, Wings of Defeat, um documentário por uma nisei norte-americana, Risa Morimoto, acerca dos pilotos de kamikaze que sobreviveram e os seus testemunhos na primeira pessoa acerca das suas impressões sobre a sua missão e a II Guerra Mundial. Não sendo um documentário particularmente brilhante a nível cinematográfico, é um estudo interessante sobre a inutilidade da guerra e, principalmente da bomba atómica. Muito antes das bombas terem sido lançadas, o Japão já tinha claramente perdido a guerra, e só a vontade teimosa de um homem (o Imperador Showa, Hirohito) é que adiava o inevitável. O poder bélico norte-americano era claramente superior, o Japão tinha pior tecnologia, menos recursos, já tinha o exército e o país praticamente dizimado, não havia necessidade de tomar medidas tão drásticas, especialmente por duas vezes. Mesmo assim é interessante ver os testemunhos de quem, ingenuamente, travou a guerra em primeira mão (e não são apenas soldados japoneses) e de como partilham convicções humanas de que tudo aquilo por que passaram poderia ter sido de outra forma, não fora essa agressividade incontrolável do Homem.

Culturgest
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