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5.1.12

Terminei de ver: Gokinjo Monogatari

Comecei o ano com os últimos episódios e o filme de Gokinjo Monogatari, um anime adaptado de uma das minhas mangas preferidas.

Gokinjo tem umensas qualidades que a diferenciam da série de anime shoujo comum, as mais óbvias são o character design invulgar, de personagens compridas e magras, que mais parecem feitas de esparguete, algo caricaturais mas muito giras! Nos cenários optou-se por contornar todos os volumes e objectos, quase como nas gravuras tradicionais (ukiyo-e) e, contrastando com o guarda-roupa de cores vivas das personagens, as cores são predominantemente pastéis. Por outro lado as sombras, seja nas personagens ou nos cenários são a preto, criando uma coerência fora do comum entre cenários e partes em movimento e um efeito gráfico forte.

A animação é bastante boa e cuidada, ao contrário do que ainda era comum na época quase não se distinguem os diferentes desenhadores principais e no geral não tem um ar barato ou feito à pressa, aspecto surpreendente pois Ai Yazawa era então uma desconhecida e séries shoujo ligadas à moda uma tendência a explorar.

O que mais me surpreendeu foi a banda-sonora! Já conhecia e gostava bastante das canções do genérico, todas cantadas pela actriz de voz que faz de Mikako, Rumi Shishido, umas  canções divertidas e que poderiam perfeitamente integrar a playlist pessoal de Mikako. As outras músicas e canções que nos conduzem durante a série são um pouco jazzy e muito engraçadas e é de louvar uma banda-sonora inteiramente original, sem recorrer a música incidental banal reciclada de outras séries.

Só tenho uma crítica negativa a dar, com uma série de 50 episódios nas mãos, cortaram a 2ª fase da história, mais ou menos 1/3 da manga, após a reconciliação dos pais de Mikako. Para mim Gokinjo não é apenas sobre os dilemas das relações pessoais de Mikako, com Tsutomu (amorosa) e com os pais (familiar) mas também acerca do seu crescimento e amadurecimento pessoal e profissional. No anime o crescimento profissional ficou em segundo plano em detrimento das relações pessoais. Também tenho alguma pena de o esforço em reproduzir o fabuloso guarda-roupa de Ai Yazawa tenha ficado um pouco pelo caminho e se tenha cingido a 4 ou 5 peças, no caso específico de Mikako. Um dos grandes valores das mangas de Ai Yazawa são a ligação muito íntima à moda, mas creio que para uma primeira série do género e dos anos 90 não está nada mau!

O filme, diria mais episódio especial pois tem 30 minutos, é um recontar de parte da história em que Mikako anda indecisa em relação aos seus sentimentos por Tsutomu. É engraçado de ver mas não sobrevive fora do contexto e é algo confuso de ver após esses dilemas estarem resolvidos.

Apesar de não ser uma série muito popular, uma das razões que me levou bastante tempo a vê-la foi mesmo a dificuldade em arranjá-la, ver Gokinjo Monogatari não é tempo perdido, é um pouco de arqueologia do anime, pois tem de se ter em conta que foi provavelmente a primeira série do género e que Ai Yazawa era uma ilustre desconhecida com um estilo incomum. Apesar de gostar muitíssimo mais da manga, por ser menos superficial e mais intimista, para além de brilhar em toda a sua glória visual, Gokinjo continua a ser, até à data, a minha história preferida de Ai Yazawa, pois é mais simples e directa, sem demasiados meandros e situações contraditórias, mantendo uma empatia fora do vulgar em relação às personagens. Talvez também por ser mais optimista que as outras que conheço (NANA, Paradise Kiss, Kagen no Tsuki). Provavelmente sinto essa empatia por ter tido parte das angústias de Mikako antes de ir para o 10º ano, de entrar numa escola onde me pudesse revelar artisticamente à minha vontade, vestir-me como me apetecia, sem restrições e por depois ter andado numa escola semelhante. Apesar de não ter optado pelo estilismo e moda, passei mais ou menos pela mesma experiência.

ご近所物語 - TOEI ANIMATION

12.11.10

Ando a ver: Blood +


Blood + é definitivamente uma série de excelente qualidade! Já estou a chegar ao final da série e nem um único episódio de fillers ou recaps, mesmo os episódios mais "calmos" têm conteúdo e são interessantes de ver, já para não falar que fazem falta para descomprimir dos episódios mais agitados e, naturalmente, fazer avançar, mesmo que mais lentamente, a história.

Gosto muito de como nenhuma personagem é plana, todas têm evoluído de forma bem interessante, e há inclusive "trocas de lado" por parte de personagens chave na narrativa. Nomeadamente Julia, a dedicada cientista que apoiava a organização Red Shield e Saya, que passa a trabalhar para a Cinq Flèches rival, em prol de poder avançar com as pesquisas acerca dos quirópteros, e Solomon, o Chevalier de Diva que, apaixonado por Saya, abandona os "irmãos" de sangue, mesmo colocando em causa a sua própria existência.

A partir de mais ou menos metade existe um hiato de tempo em que Saya e Kai amadurecem consideravelmente. Saya passa de alegre e despreocupada a sombria e grave e Kai torna-se num homem interessante. Por esta altura já sabemos a origem de Saya e Diva e dos quirópteros, nem tudo está explicado, mas o essencial já sabemos, e a temática passa de familiar a bastante mais política. Descobrimos que nada é definitivo o que nos deixa coisas suficientemente em aberto para não ser possível/provável um final previsível. Uma grande qualidade! Também nos introduz um novo grupo de personagens, os Schiff, que parecendo à primeira gratuita essa introdução, acaba por fazer sentido no geral.

Tenho de mencionar novamente os genéricos. Há um esforço de não colar a estética dos genéricos à da série, trazendo outros desenhadores para os conceber. Portanto, introduzindo ou fechando cada episódio e fase da história, temos pequenos clips musicais que podem funcionar de forma mais ou menos independente. Não podia deixar de fazer notar que ambos os 2ºs genéricos (inicial e final) são cantados pelas minhas duas vozes japonesas preferidas, independentemente de gostar ou não do estilo das músicas que cantam: Hyde, vocalista dos L'Arc~En~Ciel e Mika Nakashima, que interpretou Nana Ozaki no filme live-action NANA e NANA 2.

Estando agora na recta final da série, estou naquela fase de ansiedade de querer ver como tudo irá terminar, até porque introduziram novos factores que me deixaram bastante intrigada. A mim e provavelmente a todos os que seguiram esta série. Até agora Blood + tem sido uma surpresa bem agradável, e é uma série que merecia maior destaque pelos fãs ocidentais. No Japão foi um sucesso, mas pelo menos cá em Portugal, toda a gente pode saber mais ou menos que Saya é a adolescente caçadora de quirópteros, mas o que Blood + acrescenta é que é mais, muito mais que isso.

BLOOD+(ブラッドプラス)
BLOOD+ (ブラッドプラス) 予告編ライブラリー

Animax

19.7.08

Terminei de re-ver: Aishite Night



Parti do princípio que a história deste anime se passava em Osaka ou na região de Kansai, pois logo no primeiro episódio aparece o restaurante Mambou, de Okonomiyaki, comida típica dessa região, Go compra Takoyaki, outro prato típico da região, para o jantar com Hachizou e Shigemaru, o pai de Yakko, tem uma pronúncia e vocabulário de Kansai (Kansai-ben). Mas ao longo da série vamos tendo comprovativos de que afinal a história se passa em Tóquio ou na zona de Kantou. A primeira coisa que me levou a desconfiar foi na primeira ausência de Go por causa de um concerto em Osaka. Yakko leva Hachizou à estação, para se despedirem, e eles partem de Shinkansen (comboio-bala). Se vivessem na zona de Kansai não se justificava irem de Shinkansen. Mais tarde vê-se uma silhueta da Tokyo Tower à noite, mas como não era muito clara podia tratar-se de outra torre semelhante (e há muitas no Japão), mas quando Go vai por uma semana para perto do Fuji-san (Monte Fuji) e Hachizou olha para o Fuji-san no horizonte com saudades, não tive dúvidas. Com isto ficou claro que se a acção não se passa em Tóquio, passa-se nos arredores, pois o Fuji-san não está suficientemente perto para se ver ao longe na região de Kansai e ainda temos nos últimos episódios claramente a fachada de tijolo da Tokyo Eki (estação central de comboios de Tóquio).

Já me tinha pronunciado de que não aprecio lá muito as canções dos BeeHive, uma das razões é porque são demasiado anos 80! Aliás quase tudo neste anime é pronunciadamente anos 80. Como costumo dizer, infelizmente só o pior dos anos 80 é que voltou, rever este anime dá-me a mesma sensação. As canções são mesmo o estilo de música que não ouvia naquela época nem que me pagassem, e as roupas, os penteados e algumas situações são mesmo datados. Não que não tenha a sua piada, é um anime kitsch e datado, com isso vale o que vale e não deixa de ser viciante e bom de se ver. Até me parece que se não fosse tão datado perdia a graça. Pesquisando um bocadinho na net, vim a saber que o renomado Joe Hisaishi colaborou na composição das canções!! Aliás não é o único famoso neste anime, para além da mangaka, Kaoru Tada, também Shingo Araki colaborou no character design (assim se explica muito porque gosto deste anime).

Continuando nas canções, acho que este é o anime que vi com maior razão de engrish ou palavras em inglês misturadas com japonês, a começar pelo título: Aishite Night. Existem algumas dúvidas se não será Aishite Knight, mas eu não tenho nenhuma:
Logo nos primeiros episódios, Go veste um colete que diz nas costas Love Night, como aishite quer dizer amor ou amar, faz todo o sentido. Mas não é só o título, qualquer das canções dos BeeHive tem uma mistura de inglês com japonês, "Freeway, Freeway, rokuju ga iru..." [Freeway, Freeway, estão cá sessenta...], "Baby, onna no me o mirou..." [Baby, vejo os olhos da mulher], "I love you, machi o..." [I love you, pela cidade...] ou "Tatoeba twilight" [Talvez twilight]. Soa esquisito em português? Em japonês também!

Ver Aishite Night de novo não teve grandes diferenças das outras vezes (há mais de 10 anos), fora o facto de antes ter visto a série em italiano e agora em japonês. Apenas uma coisa mudou, não me senti tão envergonhada por estar a gostar de um anime assim, foi só da primeira vez ;) .

Agora olho para este anime como uma espécie de antepassado de NANA, aliás, se for analisar as origens de ambos, a inspiração das autoras é semelhante. Tanto Kaoru Tada como Ai Yazawa gostam de música e resolveram transpô-la para as suas manga. A grande diferença é que Ai Yazawa tem um melhor fashion sense que Kaoru Tada (mas já chega de martelar nos anos 80). Ambos os anime são histórias dramáticas e românticas, que se poderiam desenrolar na nossa vizinhança, pontuadas por actuações dos grupos rock/pop de cada um. Como formato é engraçado e interessante, torna o anime menos telenovela e mais animado. Se houvesse mais exemplos, talvez a variedade e qualidade da música fossem maiores.

愛してナイト



11.4.08

Canal Animax


Só mesmo nesta terra... fiquei a saber do novo Canal Animax há bocado pelo jornal do Metro e como se isso não bastasse a pouquíssima informação que consegui recolher na net só me deu alguns títulos e não percebi rigorosamente nada de como a programação ser vai processar.

A verdade é que, quando a Zona Animax estreou no canal AXN já se falava num canal Animax da Península Ibérica e é isso que começa amanhã (dia 12/04). De resto o site oficial http://www.animax.pt/ ainda está inactivo, até agora, e pelo que percebi, o canal apenas vai estar disponível para quem tem o MEO com o pacote adicional de Entretenimento (onde o canal Animax está classificado como infantil, HAHAHAHAHA!) e que, entre outras, vai passar as séries NANA, Detective Conan, Le Chevalier D'Éon, Lupin III, Chobits, Love Hina e os filmes Ghost In the Shell, Appleseed e Kai Doh Maru.

Vamos lá ver se a disponibilidade do canal será um pouquinho mais democrática...
12.04.2008
Voltei ao site oficial e já está a funcionar. Lá, para além da programação e informação sobre as séries ainda diz que o canal também está disponível no Clix Smart TV, para além do MEO.
Animax

23.3.08

Terminei de ver: NANA

Ok, finalmente acabei NANA, demorei tanto que já chateava! (há mais séries...)

Houve vários motivos para a demora, mas um deles é que o meu entusiasmo acerca desta série começou a esmorecer à medida que a ia vendo. É uma série muito bem feita, muito bem animada, com gráficos de primeira qualidade, excelentes e variados genéricos, bem estruturada e com uma boa história mas que lhe falta "aquilo" para ser uma excelente série.

Não sei se foi ser um soap, se foi não sentir verdadeira evolução na história ou personagens, ou até as coisas ficarem mais ou menos em aberto (eu até costumo gostar disso) mas NANA não me convenceu e até desiludiu por comparação às duas outras histórias que já conheço de Ai Yazawa, Gokinjo Monogatari e Paradise Kiss. Acho que talvez seja demasiado realista para me agarrar ao écran. Confesso que 3(!) episódios de resumo também chateiam, um já é muito, três são demais!

No fim foi deixada uma vaga promessa de uma continuação, promessa essa que parece não vir a ser cumprida em anime, apenas na manga. Felizmente vimo-nos livres da Suzue Nana... não percebo o que é que lhes deu para inventarem tal coisa!

NANA ーナナー

13.11.07

NANA 2

Já comecei a ver este filme um pouco desiludida, pois as mudanças no casting desde o primeiro filme foram, no mínimo, controversas. Falou-se bastante na desistência de Aoi Miyazaki, a meu ver uma Nana Komatsu (Hachi) bastante convincente, com as doses certas de kawaii (querida), de beleza física e infantilidade, por causa de alegadas cenas de nudez e sexo que esta fase da história implicaria. Onde é que estão elas? Os decotes de Yui Ichikawa ficavam-lhe pelo pescoço e as cenas entre Hachi e Takumi e Hachi e Nobu eram, no mínimo, insípidas.

Aliás todo o filme é bastante insípido o que, tendo em conta a fase da história que conta, a relação de Hachi com Takumi e Nobu, o seu afastamento de Nana, a gravidez, o escândalo Nana/Ren, o debut dos Black Stones, é esquisito. Mika Nakashima, que convenceu no primeiro filme como uma Nana forte e sensível, precisa de bons parceiros, quiçá de uma boa direcção de actores para brilhar. Sentiu-se e mesmo muito a falta de Ryuhei Matsuda como Ren, Nobuo Kyô, para além de ser feio, de não ter a presença carismática que Ren precisa, era quase invisível. Todos, sem excepção têm preformances aquém do desejado, exceptuando, talvez, Hiroki Narimiya como Nobu, que, mesmo assim, deixa muito a desejar, comparando com o que já demonstrou noutros filmes. A única boa troca de actores foi de Kenichi Matsuyama por Kanata Hongô. Visualmente tem mais a ver com o ar doce, miúdo e efeminado de Shin que o seu antecessor e não desiludiu na sua maior prestação nesta fase da história, tendo em conta a fraca prestação geral.

O filme, apesar da sua duração de duas horas, é demasiado superficial, nenhuma das personagens é aprofundada, conta demasiados factos sem convicção, não tem uma única cena forte, nem sequer se sente uma ligeira trepidação de emoção ao longo de todo o filme. Nem a cena em que Takumi tortura psicológicamente Hachi ao saber da gravidez, faz a mínima mossa nas emoções de quem a vê. A cena em que Nana parte os copos dos morangos é fraquíssima, não se percebe a extrema importância destes como metáforas da relação das duas e o que eles se partirem provoca em Nana. Nunca é estabelecida uma empatia com as personagens, parece o tempo todo que estão a debitar texto. Nem os videoclips dos Trapnest impressionam na monumentalidade ou nos efeitos especiais. Já agora, também senti falta da relação Shin/Leila, mas talvez seja demasiado pesado num filme comercial o facto de ele se prostituir com 15 anos. Também não se percebe o que fazem, de repente, as personagens Jun e Kyosuke, no meio do filme. Com tanto acontecimento a mais, um leque de personagens alargado e se cortaram algumas narrativas paralelas para economizar, quem não fazia definitivamente falta eram estes dois! Preferia que introduzissem a personagem de Misato, a groupie de serviço, mas mesmo assim seria desajustado.

Ao menos o primeiro filme, NANA, em si já nada de extraordinário, tinha a cena do concerto e da reconciliação de Nana e Ren, que estava excelente, agora este, nem isso.

Até o guarda-roupa de Nana, as peças Vivienne Westwood parecem construídas, falsificadas, e não genuínas. A música é menos potente e chamativa apesar de eu ter gostado de 'Eyes For the Moon', que apesar de mais suave é mais punk, na sua composição, que as músicas do primeiro filme. Sente-se também a ausência de Hyde na composição das canções para Mika.

É uma pena, o anime é bem mais comovente e emocionante, ao contar a mesma fase da história, as personagens desenhadas têm uma prestação bem melhor e mais humana que os actores. Pensava, quando via o filme, que afinal uma boa história não salva um filme, mas é mais uma boa história pode até não salvar um filme se o argumento feito a partir dela for mau.

Volta Aoi Miyazaki que estás perdoada! Volta Ryuhei Matsuda que estás perdoado!

NANA 2

29.10.06

Ando a ver: NANA

25 episódios, metade da série, genéricos novos. Gosto mais desta abertura, conta mais a história e está mais próxima dos gráficos de Ai Yazawa. Mesmo assim acho que, na tentativa de dar um tom realista a NANA, a direcção artística, se bem que muito boa, descola-se das cores fortes e das superfícies lisas ou com padrões da manga. Dado que aparentemente Anna Tsuchiya anda demasiado ocupada com o lançamento de um album, ou semelhante, agora Olivia canta ambas as canções. Também prefiro esta canção, a música de Olivia é algo gótica mas interessante, ao passo que há algo na música, ou na voz, de Anna Tsuchiya que não me convence.

A história já ultrapassou a linha narrativa do filme e, como ainda não li a manga, tudo daqui para a frente é (mais ou menos) surpresa. A história de Hachi adensou-se, ela começa a ser confrontada com a própria futilidade e facilidade com que se entrega ao primeiro que aparece. Nana e grande parte dos outros andam preocupados com ela, mas seguem as suas vidas com o próximo grande concerto que deverá ser decisivo na carreira dos Blast. Para isso Misato (não eu ;) ) voltou a aparecer e o resto... virá.

NANA ーナナー

6.10.06

1 ano de anime-comic

Já me ia esquecendo, sou um bocado distraída com certas comemorações, mas a verdade é que dia 8 este blog já faz um ano.

Para comemorar fiz um título para o blog em imagem, coisa que já andava para fazer há que tempos. O título só em texto nunca me deixou 100% satisfeita, mais ainda tendo o blog o nome que tem.

Recentemente houve alguns intervalos no visionamento de anime, muito devido à ausência de episódios novos de algumas das séries que ando a ver: Jigoku Shoujo, xxxHOLiC e, em parte, NANA. Mas o intervalo terminou, ando a ver mais novas séries como Le Chevalier D'Eon, continuo a ver, mais devagarinho, Daddy Longlegs, Ashita no Nadja, Hiatari Ryoukou, Utena, Candy Candy e muitas outras, portanto os posts mais frequentes voltarão.

24.9.06

Ando a ver: NANA

21.5, mais um episódio de recapitulação... claro que me irritou, se um é muito, dois são demais! E só espero que não haja mais! (esperança vã...)

Como atenuante, felizmente que o episódio era bastante mais bem montado que o anterior (11.5) e o sketch da "Sala da Junko" foi apurado, está mais curto e mais engraçado.

A série anda de vento em popa, já se cruzaram quase todas as personagens principais e aconteceram algumas cenas importantes e bem emocionantes.

A apresentadora no fim continua super irritante, mas os mini-CDs-porta-chaves dos gachapon, que ela mostrou, são muito kawaii!

NANA ーナナー

29.6.06

Ando a ver: NANA

Parece que NANA anda engasgada: já tinha sido ultrapassado o obstáculo de um início um bocado atrapalhado, a história já estava encarrilada e a tornar-se interessante, Sachiko (a verdadeira) já tinha aparecido, os Blast reuniram-se e... pespegam-nos com um episódio de recapitulação para encher?!!

Detesto episódios de recapitulação, tenho sempre a sensação de que se está a desperdiçar tempo precioso em que a narrativa podia avançar, até hoje só vi um de que gostei: o da série do Discovery Channel, Mythbusters, mas a série proporciona-se a isso. O episódio 11.5 de NANA está muito bem montado, mas arrasta-se na mesma! Por esta altura da série, qualquer um está ansioso para saber mais, um episódio destes funciona como um anti-clímax... nem é altura para fazer uma interrupção na história, não se passaram assim tantas coisas, ainda está tudo a começar! Ggrrrrrrrr!

Só espero que a ameaça de haver mais um não seja cumprida!

NANA ーナナー

30.5.06

Ando a ver: NANA

Já ando mais entusiasmada com esta série. Passados os rumores de que Ai Yazawa andava insatisfeita com a adaptação e retomado o fio narrativo da manga, parece que a história encarrilou. Se contar a história das duas Nanas de forma não linear resultou no filme e ajudou numa necessária economia narrativa, na série, definitivamente, não funcionou.

Habituei-me às vozes e já não me fazem confusão. Agora que se começou a entrar verdadeiramente na história das duas raparigas, a perceber que Hachi, apesar de subserviente, é suficientemente simpática e fiel para ser impossível gostar dela, que Nana, por trás da aparência fria tem sentido de humor e é generosa, já há espaço para a relação delas se desenvolver. Agora é que se começa a ver em acção o génio de Ai Yazawa que consegue criar histórias comuns, que nos tocam a todos, em ambientes menos comuns.

Estou expectante para ver como vai ser o concerto dos Trapnest, o reencontro de Nana com Ren e o recomeçar dos Blast.

Só continuo a detestar aqueles finais com uma menina de carne e osso chamada Nana, suposta apresentadora de TV, que não têm graça nenhuma e descontextualizam totalmente a série, apesar de serem um modo de nos mostrar locais que existem na realidade.

NANA ーナナー

1.5.06

Comecei a ver: NANA

Já não era sem tempo de falar aqui de NANA, afinal a série já estreou há quase um mês. Mas, na realidade, faltou-me um bocado de motivação para o fazer.

De uma certa forma a série de anime tem sido uma pequena decepção, o estilo é demasiado melodramático, não gosto por aí além do cast de vozes e continuo a achar que as músicas dos Blast não são punk, mas qualquer coisa entre o rock e o pop, mas ainda estou para perceber o que é que os japoneses entendem por música punk. Talvez seja a voz feminina, que desvia o som para outros géneros, ou então compromissos comerciais com as editoras discográficas, mas, para mim, música punk é um som como Sex Pistols, The Clash, PIL e Blondie (maravilhosa Debbie Harry!), para dar alguns exemplos.

Acho que estava à espera de algo mais intenso e pontuado com o habitual humor sarcástico de Ai Yazawa. Confesso que a personagem de Komatsu Nana (Hachi) nunca me atraiu muito, acho-a sonsa e parvinha, mas a sua relação com Oosaki Nana (Nana) e o seu grupo de amigos, já acho muito interessante. A história de uma rapariga "normal" que se integra num grupo de outsiders simplesmente porque tem uma personalidade simpática e acessível, mas com uma enorme carência por verdadeiras amizades. Já Nana considero uma personagem bem mais complexa, com um passado duro e triste que a tornou muito independente e lhe deu uma força descomunal para lutar pelos seus sonhos.

Acho a voz de Hachi demasiado infantil, podia ser aguda e feminina sem esse lado demasiado Usagi de Sailormoon, não fica bem numa história como NANA. Por outro lado a voz de Nana é demasiado grave, gostei muitíssimo mais da voz de Mika Nakashima no filme, que fala sempre num tom grave e sério mas que tem, na realidade, um timbre mais agudo e feminino. A personagem já é muito forte, a sua voz não precisa de ser redundante. Ren parece-me ter uma voz demasiado calma, suave e séria, mais de acordo com a personalidade de Yasu, ele é circunspecto e independente, mas não tão adulto e responsável. Todas as outras personagens que apareceram até agora, as suas vozes parecem-me adequadas, bem, a de Misato [não sou eu! ;)] é demasiado infantil também.

Pelo lado positivo, e, apesar do que disse anteriormente, estou a gostar da série, o character design respeita muito os originais de Ai Yazawa, ao contrário de Para Kiss, mas gostava que o uso das cores fosse um pouco mais semelhante, acho demasiado rebuscado nos efeitos de luz, sombra e dégradés, coisa que não se vê nas ilustrações da mangaka, que são mais pop.

Das adaptações de Ai Yazawa a anime, continuo a preferir, de longe, Gokinjo Monogatari, e a achar que, apesar de o character design ser demasiado diferente do original, Para Kiss estava mais perto do universo dela na abordagem feita à narrativa e no tom em que a acção se desenvolvia.

NANA ーナナー

12.3.06

NANA

Longamente esperado por mim, o filme NANA, foi o grande impulsionador do enorme sucesso recente de Ai Yazawa. Não vou mais uma vez aqui elogiar Ai Yazawa, sou fã, gosto, chega.

O filme tem excelentes qualidades e alguns defeitos.
Vou começar pelos defeitos. Como a história da manga tem uma intriga complexa e vários subplots, não deve ter sido tarefa fácil escolher o que realmente importava levar para a adaptação ao cinema. As cenas escolhidas são realmente as cenas chave da história, mas faltam-lhe momentos de ligação. A história desenvolve-se sempre em cenas fortes, decisivas, onde não há pausas mais neutras. É quase como se vissemos um filme de acção em que todas as cenas são de acção sem um intervalo para o herói "lamber as feridas". Isto poderia ter sido superado de imensas formas, desde a escrita do argumento até à montagem final passando, claro pela realização. A sensação que acaba por dar é: "OK, já fizemos a cena em que elas se conhecem, a seguir vão morar juntas" ou "Hachi já sabe que Nana canta numa banda, agora vamos ver um concerto de sucesso". Todas as cenas são trabalhadas com a mesma intensidade, não existe a transição entre tensão-calma-tensão-calma. Acaba por dar uma sensação um bocado superficial do filme.
Certas personagens perderem dimensão (e mesmo assim muitas foram excluídas) como Sachiko ou Leila. Mas isso seria sempre inevitável.

As qualidades (são bastantes):
A começar pela escolha do cast. Não poderia ser melhor. Todos os actores dos papeis principais são óptimos actores. Mika Nakashima, cantora de profissão, encarna literalmente Nana, Aoi Miyazaki não poderia ter sido melhor escolhida para a amorosa Hachi e Ryuhei Matsuda mostra que é mais que a cara bonita de Gohatto, fazendo de Ren. Todos têm uma forte empatia entre eles.
O esforço para seguir à risca as opções estéticas de Ai Yazawa (as roupas de Vivienne Westwood, o apartamento, a caracterização, etc.) compensou e dá corpo ao que se via, a preto e branco, nos desenhos da manga.
Gostei muito do modo como a história foi estruturada, não contando logo à partida o dilema de Nana, focando-se mais na extrovertida e faladora Hachi. Com Hachi (narradora e o ponto de vista do filme) vamos descobrindo o que Nana deixou para trás ao ir para Tóquio, enquanto que Hachi nos conta toda a sua história quando ambas se conhecem. Na manga, também porque a estrutura em capítulos não permita tanta flexiblidade, a história é-nos contada de modo mais linear.
A opção de interromper a história (de uma manga ainda em publicação e algo longa para um filme só) onde foi interrompida. Dá uma sensação de final fechado, não nos deixa a pensar: "então e agora?".
Apesar de os locais serem muito específicos, de o filme ter uma imagética particular e de se tratar, principalmente, de um meio onde circulam músicos, artistas, etc., a história contada tem a qualidade de ser universal. Se mudarmos os detalhes, permanece a mesma. Por alguma razão Ai Yazawa tem tanto talento, não são só desenhos bonitos e um forte instinto para a moda.

Felizmente que o filme teve tanto sucesso no Japão que uma segunda parte, em princípio com o que resta da história, vai ser filmada este ano. Em Abril vai começar a ser transmitida nas TVs japonesas a adaptação da manga a série anime, cá falarei dela, quando chegar a altura. Aliás este filme deu o empurrão que faltava à carreira da já bastante popular Mika Nakashima, lançou Yuna Ito como cantora e pôs Ai Yazawa (até então mangaka underground) no mapa.

http://www.nana-movie.com/
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