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3.8.19

Comecei a ver: Boku no Hero Academia

Shounen não é a minha cena, mas de vez em quando gosto de ver, em geral a série da moda, quando passa na TV. Ora, a série da moda, em Julho de 2019, é Boku no Hero Academia [A Minha Academia de Heróis].

Estou a ver a versão dobrada, vou já despachar o assunto:
Basicamente os portugueses estão deveras melhores nas dobragens, não tenho notado grandes disparates nas traduções (mesmo quando não se ouve o original, percebe-se quando as coisas estão mal traduzidas - sobretudo se se conhece a língua de origem), as interpretações, escolha de elenco e mesmo as vozes estão mais trabalhadas, com menos exagero e nota-se um verdadeiro empenho em fazer um trabalho sério e bem feito. No passado houve quem achasse imensa piada às graçolas de Dragon Ball Z, mas era humor barato e que desvirtuava a obra original, que tem imensa piada por si só. Dito isto, se não são "aquelas" séries que sei que vou gostar, ou se vejo mais por desporto, e isto vale tanto para shounen - onde acontece com maior frequência -, como para shoujo e outras demografias que vejo mais vezes. Se vejo "porque está a dar", não me importo muito de não ter as vozes originais, se mais tarde gostar muito da série, faço um esforço para tentar ver o original. Se não, fico-me pelas nossas dobragens, pois já não me dão vontade de atirar a tigela dos flocos à televisão.

Boku no Hero Academia é mais um daqueles shounens de grupo, com um elenco algo vasto, que leva uma série de episódios a introduzir, em geral com qualidades mais ou menos maniqueístas. Não há aqui grande novidade. A história do protagonista, Midoriya Izuku, é gira, o típico underdog que se desenrasca melhor que os outros, pois usa o raciocínio, a estratégia e é verdadeiramente corajoso, que tem o mérito reconhecido através do seu professor-mentor Allmight. Até aqui nada de especial. O que faz com que se destaque é, como diz o título, a narrativa passar-se no ambiente de uma escola de super heróis (mutantes). O autor tentou dar-lhes um ar diferente, grotesco, mas no conjunto acho que não funciona. Há 2 ou 3 designs que funcionam bem, mas os outros são um bocado WTF? O Watsuki, em Kenshin, resolveu isso muito melhor, pois atrasou a introdução das personagens mais grotescas o mais que pode e os designs são interessantes. Em One Piece isso é levado ao exagero, mas com um character design genial e com imenso sentido de humor. Compreendo perfeitamente que haja tantos cosplayers de One Piece, aquilo é um desfile maravilhoso de potenciais fatos!

E o que se passa com as temporadas que parecem incompletas? Já no último post queixei-me de Card Captor Sakura: Clear Card, e BnHA mal tinha introduzido os protagonistas e amigos, começam a acontecer coisas e BUM! 'bora lá acabar a temporada aqui. sem mais nem menos! Verificando o site oficial, são 63, sessenta e três, episódios! Detesto quando os canais de TV fazem estas divisões em temporadas a séries que só têm uma temporada, só para encaixar nos seus formatos. Só mesmo um fã ferrenho é que não fica baralhado! Quando regressar, intenciono continuar a ver, mas se começar a engonhar, como Naruto engonhou, páro. Para já, gostei muito do Allmight, do Izuku e da Tsuyu, ah e do Aizawa-sensei. Veremos onde vai dar...

TVアニメ『僕のヒーローアカデミア』
 
 BIGGS

9.1.14

Kirarin Revolution

Mais um post acerca de um anime a passar no Panda, mas prometo que o próximo é bem diferente.

Não apanhei a "primeira" série de Kirarin Revolution no Panda, o que na realidade significa que não apanhei os primeiros 40 e tal episódios, pois trata-se de uma só série. O Panda costuma dividir as séries mais longas, provavelmente por questões comerciais e de programação, fazem-no com One Piece, etc., só não o fizeram com Sailormoon, que na realidade está mesmo dividida em 5 séries...

Kirarin Revolution é um anime shoujo, para raparigas pré-adolescentes que aborda o algo raro tema das idols. É estranho, num país onde a cultura pop depende quase exclusivamente das idols, haver tão poucas séries de anime dedicadas a este tema. Como tal, Kirarin Revolution está cheia de canções em estilo J-Pop puro, levezinho e cujas letras têm a densidade do ar. Mas as canções, apesar de tudo, são engraçadinhas e conseguem evitar ser irritantes.

A história é quase tão densa como as letras das canções, conta uma história básica de uma adolescente despistada que se apaixona por um ídolo e quer tornar-se ela também ídolo para poder estar com ele. Apesar do potencial para uma daquelas séries clássicas shoujo onde a protagonista está constantemente a ultrapassar os seus limites, chegando a capacidades quase sobrenaturais que envolvem um grau elevado de sacrifício, principalmente pessoal, Kirarin falha nisso tudo e a série é tão fútil como a motivação da protagonista, que passa os 150 e tal episódios dividida entre os dois cantores do duo Ships. Se fosse só isso em 20 a 40 episódios, tudo bem, mas para o esticarem por 150 e tal, o que significa cerca de 3 anos no ar (no Japão), é demasiado e resulta em imensos episódios de encher, sem conteúdo e pouco interesse para a narrativa principal, já de si fraca.

O character design e o artwork não são dos meus preferidos, os olhos ocupam 80% da face, cabelos com demasiadas linhas e pouco movimento e cabeças desproporcionalmente grandes. Mas não é mau e consegue ser consistente durante quase toda a série. Digo quase pois aqui está o grande motivo deste post. A dois terços da série o acabamento muda da tradicional animação com acetatos (apesar de certamente pintados digitalmente) para um 3D mal acabado. Aplicado a 95% da animação.Este 3D faz lembrar o software dos Vocaloids e mostra o esforço de o anime mais comercial utilizar as novas tecnologias que embaratecem a produção. Não desgosto da ideia, mas acho que no exemplo de Kirarin ainda tem muito que evoluir, criando por vezes imagens distorcidas e na maioria dos casos pouco interessantes. Os character designers têm primeiro que se adaptar às condicionantes do software e limpar aspectos que são, para todos os efeitos, erros técnicos. A animação, principalmente das coreografias resulta muito bem e nota-se que houve mais cuidado nela que no restante. Se a história fosse melhorzinha este experimentalismo passava, pode ser que em breve vejamos estas novas técnicas aplicadas com mais cuidado.

Curioso o papel das mascotes, em geral gatos que são só orelhas mas têm cursos universitários, que comunicam com as personagens humanas e até chegam a ter elas prórpias mascotes!

Kirarin Revolution é uma série de anime que se vê como quem folheia uma revista cor-de-rosa num dentista ou cabeleireiro, é um anime para ver e jogar fora. É pena, gostava de ver mais séries com este tema das idols musicais e do J-Pop.

きらりん☆レボリューション

Canal Panda

19.2.10

Cosplay Photoshoot #7

Pois é, fiz o meu cosplay comeback! Já há muito tempo que não participava em eventos de cosplay (mesmo muito) e uns anitos (bastante menos) que nem sequer fazia cosplay... A vida tem destas coisas, por vezes uma pessoa opta por fazer uma pausa em determinadas coisas pelas mais variadas razões e essa pausa prolonga-se mais tempo que o previsto.

Nunca tinha ido ao Photoshoot, mas desde que comecei a ver fotografias do mesmo na net que de certa forma prometi a mim mesma que se algum dia fosse era para ir em glória e acho que o cumpri. Não foi um grupo particularmente interessante, em cada cosplayer havia 3 pessoas à civil e duas mais ou menos (isto é, com um ou outro adereço relacionado com anime). Isto aliado a uma chuva chata dispersou de tal forma as pessoas que dificilmente se teve uma boa ideia dos bons fatos que por lá passaram. Mas no meio da maralha de Narutos e afins, de gente encasacada onde mal se vislumbravam os fatos e de os poucos cosplayers que conheço pessoalmente ou não terem ido ou terem aparecido à civil, diverti-me bastante e valeu a pena!

Quanto aos cosplays destaco o par Kagome-Inu Yasha, estavam tal e qual! O Jack Skellington, que apesar de não estar perfeito, a cabeça e o laço-morcego estavam fabulosos, a Mokona Modoki pelo esforço e originalidade, fatos desse tipo não são os mais fáceis de conseguir mas são sempre eficazes. E depois... uma Eternal Sailormoon (mesmo sem as asas) e uma Super Sailor Mars são sempre razão de festa!

Mais uma vez tirei fotos que estão aqui. Perdoem-me o exercício narcisista, a maioria são minhas, mas pelo menos uma vez por ano tenho direito, não?



Parque das Nações

10.5.09

Ando a ver: Naruto



Segundo os especialistas na matéria (que eu decididamente não sou) Naruto na SIC-Radical acabou de entrar na fase de encher chouriços, isto é, já se deu e terminou o duelo Naruto-Sasuke.

Confesso que para mim já pelo meio houve uns tantos episódios de encher e não fiquei satisfeita com a introdução temporã dos carismáticos Akatsuki para depois voltarem a desaparecer, e apesar de ter gostado da reviravolta que os combates individuais dos companheiros de Konoha levaram, com a adição dos seus anteriores rivais da areia, eu teria saltado algumas partes.

Quanto ao combate Naruto-Sasuke, o grande motivo deste post, surpreendeu-me bastante! Enquanto que esperava muito mais do combate Naruto-Gaara, principalmente devido a Gaara parecer invencível, o mesmo decepcionou-me bastante e, apesar de uma ou duas vezes isso me agradar, já começo a ficar farta de todo e mais algum duelo importante ser intercalado por imagens da história pessoal dos intervenientes. Neste duelo Naruto-Sasuke foi o que gostei menos até porque a maioria das imagens e história de Sasuke já tinham sido contadas poucos episódios antes, portanto estavam frescos na minha memória.

Gostei imenso do duelo: o cenário foi excepcionalmente bem escolhido e se em vez de espremerem mais a história do massacre do clã Uchiha tivessem contado um pouco do que se passou anteriormente ali, talvez introduzisse mais força a esse mesmo cenário. As cenas da água, se bem que algo irrealistas na sua limpidez e calma (é um rio e uma cascata), que até me fizeram lembrar o mar de Conan, o Rapaz do Futuro, são magníficas e o combate é intenso e longo o suficiente para satisfazer q.b., apesar do seu final deixar tudo demasiado pendurado. E pensando que durante algum tempo nada de extraordinário irá suceder, essa perspectiva torna-se ainda mais decepcionante.

Ao seguir no momento três dos animes de maior sucesso no Japão (e não só) nos últimos anos, Naruto, One Piece e Detective Conan (infelizmente nenhum título shoujo), não consigo deixar de comparar com a situação de há mais de 10 anos atrás, pré-Evangelion, em que séries com um sucesso equivalente como Dragon Ball ou Sailormoon, ficam tecnicamente muitíssimo atrás apesar de muito bem tratadas dentro dos parâmetros da época. Todas estas três séries têm um character design muito próprio e individual, tornando-se facilmente reconhecíveis mesmo sem a presença de personagens chave, coerência de expressões e de directores de animação ao longo dos episódios (coisa que não acontecia nem em Dragon Ball nem em Sailormoon), narrativas bem elaboradas, apesar da sua longevidade extraordinária que mantém o interesse dos espectadores, mesmo sendo possível perder um ou outro episódio e, sobretudo, a excelente qualidade da animação. Essa qualidade é em parte proporcionada pelo abandono da pintura de acetatos à mão em prol da pintura digital, o que permite um maior investimento nessa área, mantendo, até mesmo em séries mais comerciais e secundárias um alto padrão de qualidade que só tende a melhorar.

Voltando a Naruto e ao duelo Naruto-Sasuke, a animação, para além de extremamente bem feita, é muito interessante, lembrando no estilo o filme Tekkon Kinkreet, e fez um excelente uso dos cenários e do character design, nunca descurando a meio, mesmo com a "intrusão" das cenas de Sasuke e dos Uchiha. A série Naruto, em geral, continua a ter um cuidado excepcional na banda sonora, brilhante nesta sequência, apesar de no geral já não gostar tanto das canções dos genéricos como gostei das primeiras.

Vamos lá ver se escrevo acerca de Naruto antes da série terminar, só um muito bom motivo me levará a fazê-lo, ando a mentalizar-me para aturar um pouco de seca, mas eu sou teimosa e muito paciente, portanto aguentarei até ao fim. E se a SIC-Radical estrear então Naruto Shippuuden, confiando no que me têm dito, pretendo continuar a acompanhar.

NARUTO-ナルト-

SIC-Radical

12.1.09

Comecei a ver: One Piece

Apesar de já ter visto alguns episódios esporádicos anteriormente, com o retomar da SIC-Radical desta série, é desta que vou tentar segui-la até onde for possível.

Tenho alguma dificuldade com séries longas se as mesmas não são "aquela" paixão, daí tentar, e tentar é a palavra, segui-las quando passam nos canais de TV. Mas One Piece sempre foi daquelas séries que me atraiu, nem que seja pelo character design invulgar e muito bom. Agora que já vi os primeiros episódios, cada vez gosto mais do character design que me lembra um pouco o de Dragon Ball, mas é mais agradável. Uma das qualidade que vejo nele é o facto de todas as personagens serem bastante diferentes umas das outras, talvez com uma pequena excepção para as raparigas, e têm características especiais engraçadas. Da imagem ainda só conheço 4, mas todas são especiais à sua maneira.

A história de One Piece é simples, aliás para um anime de longa duração não podia ser diferente senão não era sustentável. Monkey D. Luffy comeu um fruto do diabo que lhe permite ter um corpo de borracha, que ele usa como arma para combater. Mas comer o fruto tem uma condição, nunca mais poderá voltar a nadar, o que para um aspirante a pirata pode ser um problema grande. Luffy, que é um rapaz descontraído e bem disposto tem como objectivo navegar na Grande Linha, o local mais perigoso da região, e obter o One Piece, e para isso quer reunir um bando de piratas. O início da história, onde eu estou, trata exactamente disso: reunir a tripulação.

Também como na maioria dos animes de longa duração, a história desenvolve-se em episódios com uma relativa autonomia, o que permite se poder perder um ou outro sem perder o grosso da história. Cada episódio que vi tem uma surpreendente economia narrativa, especialmente se tivermos em conta que esta série é de 1999 e ainda está a decorrer no Japão. Os episódios são divertidos, incluem acção e comédia q.b. e vêm-se lindamente. É também refrescante uma série com um cenário tão diferente, não é nem um ambiente urbano moderno japonês nem um universo alternativo fantástico ou de ficção-científica, o que, por mais que goste, se torna por vezes cansativo.

Infelizmente os episódios que estão a passar na SIC-Radical, os mesmos que passaram há tempos na SIC, estão dobrados em português e mais infelizmente ainda pelo meu mais odiado estúdio de dobragens português: a Novaga. Portanto, apesar de estar consideravelmente melhor, ainda temos as péssimas vozes e ainda pior direcção de actores de Dragon Ball, Sailormoon e Saint Seiya. Há pessoas que deviam se ouvir e considerar uma mudança de carreira. Outro problema mais técnico que isso constitui é que em quase todos os episódios temos invariavelmente vozes repetidas e como muito dificilmente estes actores saem do seu registo de no máximo dois tipos de voz... é fácil perceber o que acontece.

One Piece é definitivamente uma série bem divertida, que vou tentar seguir apesar das minhas dúvidas que a SIC a tenha comprado completa. Mas essa dúvida também inclui outra mais positiva: pode ser que não tenham dobrado tudo o que têm. A esperança é a última a morrer!!

ワンピース - フジテレビ [JP]
ワンピース 東映アニメーション [JP]

SIC-Radical
2ª-5ª: 08:25, 13:30, 19:20
sab: 11:45 (5 eps.)
dom: 19:40
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