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4.9.13

Panty & Stocking with Garterbelt

Esta é a série anime mais desbragada que já vi! De todos os animes mais "fora" ou subversivos que tentei ver até agora, aparentemente apenas Panty & Stocking with Garterbelt foi aquela que pegou. O primeiro que tentei ver foi Oh! Super Milk-chan mas o mais que consegui arranjar foram uns meros clips. Mais recentemente tentei ver Mach Girl, da qual só encontrei o primeiro episódio. Mas o nome Gainax certamente pesa, pois consegui ver Re: Cutie Honey, que aliás adorei. Novamente o peso do nome Gainax faz-se sentir e Panty & Stocking caiu na boca do povo. Mas o facto não deixa de ser intrigante.

Panty & Stocking é do mais subversivo que vi até à data, juntando um character design mais colorido e estilizado, a fazer lembrar as Powerpuff Girls e outras séries de Genndy Tartakovsky para a Cartoon Network, a uma narrativa debochada, sexualmente explícita e sem vergonha absolutamente nenhuma, o que é, no mínimo, surpreendente. Como sempre gostei de coisas subversivas e sempre me deparei com a incompreensão ou falta de apelo à maioria das pessoas, pergunto-me o que, para além do nome Gainax e um character design brilhante, que grita para eu fazer bonecas de papel, tornou a série tão popular. Séries subversivas, sejam elas anime ou outro estilo, tendem a ser quase sempre séries underground ou de culto e raramente passam daí. Os seus fãs são fiéis, mas poucos.

Isto leva-me a outra questão. Foi o cosplay que me despertou a atenção para esta série. Houve uma altura em que em qualquer evento havia sempre alguém de Panty, Stocking ou outra personagem da série. Claro que não é só isso que me leva a ver uma série, ao pesquisar percebi que era bem capaz de gostar e realmente é raro a Gainax nos oferecer algo menos que bom. É verdade que muitas vezes o que me leva a ver uma série anime ou ler uma manga é o aspecto visual, e creio que estou longe de estar sozinha nisto. O que me faz continuar a ver ou a gostar já não é apenas isso, mas a narrativa, como está construída e como empatizo com ela e com as personagens. Se o aspecto visual e da narrativa estão equilibrados, isso faz essa série de anime entrar no meu top de séries que recomendo. Então voltemos à questão que me tem martelado na cabeça desde que comecei a ver Panty & Stocking: Será que os cosplayers da série a viram e têm verdadeira noção do que ela trata? Elas fazem dança de varão na transformação e usam roupa interior como armas! Para não falar nas diversas cenas a raiar a pornografia que entram em todos os episódios. Eu sei que cada vez há menos tabus sexuais e que os adolescentes são bem mais espevitados do que há 10-20 anos, mas P & S não é um anime fútil e tem mais camadas para além de uns gráficos coloridos e apelativos. Não consigo deixar de acreditar que parte dos cosplayers que veste fatos de Panty ou Stocking o faz com uma grande dose de ingenuidade e que outra parte o faz com uma dose de exibicionismo. Acredito que haja verdadeiros fãs pelo meio, mas também acredito que sejam uma minoria. Não digo isto com intenções de criticar as escolhas de cada cosplayer, mas conhecer e gostar da série e personagens retratadas em geral ajuda muito no resultado final e torna o passatempo menos fútil.


Para além do lado subversivo e dos gráficos coloridos, nota-se que Panty & Stocking é uma série com uma produção surpreendente, para além de a animação não falhar, a série alia diversos estilos gráficos. Primeiro temos o estilo gráfico principal, tipo Powerpuff Girls, nas transformações em anjos de Panty e Stocking surge um estilo mais anime tradicional, com proporções mais longinlíneas, traço fino e detalhes, estilo esse também usado sempre que as meninas seduzem alguém, e por fim, os fantasmas explodem em 3 dimensões, em stop motion como nos super sentais. Pelo meio aparecem às vezes outros estilos, por exemplo à South Park, e outros. Mama! Esse investimento, que implica técnicos com aptidões diferentes, demonstra que há um orçamento alto e uma produção rigorosa e cuidada.

A série tem um ritmo muito acelerado, bem reforçado por uma banda sonora synth-pop, cujo genérico inicial é da autoria de Taku Takahashi, dos m-flo, episódios curtos (cada episódio tem duas histórias) e uma linha narrativa base muito simples. Elas são anjos caídos e têm de reunir suficientes moedas celestiais para voltar ao céu. Achei piada cada episódio ter um título que é uma citação de algum filme, série, música ou outro aspecto da cultura pop bastante conhecidos: Death Race 2010 (Death Race 2000, no original), Sex and the Daten City, Catfight Club, Pulp Addiction, High School Nudical, com gráficos a condizer e participações especiais de personagens dos filmes de Robert Rodriguez, Quentin Tarantino e afins. Muito bom!!

D City Rock - We are Angels [Anarchy] - TeddyLloyd ft. Debra Zeer

Panty & Stocking with Garterbelt - Gainax.net
Panty&Stocking with Garterbelt -パンティ&ストッキングwithガーターベルト

19.9.11

European Cosplay Gathering @ Anipop

Há muito que não ia a uma Anipop, a falta de disponibilidade e o facto de pagar entrada, confesso que me demovem com frequência. Mas neste ano fui convidada a fazer um painel sobre as bonecas Blythe (ver Dolls with ATTITUDE) e logo de seguida a ser jurada da eliminatória portuguesa para o European Cosplay Gathering, que aceitei com prazer. Foi a minha primeira experiência do género, já que nunca pensei em participar em concursos (o palco/performance são o meu calcanhar de aquiles) e foi muito interessante.

Havia poucas participantes divididas em categorias de individual e grupo - sim, eram só raparigas. Tínhamos vários critérios de avaliação, eles também divididos pela concepção do fato e skit (50/50), o que ajuda a tomar decisões em casos de impasse. Infelizmente houve uma concorrente que teve de desistir, pois não se sentia suficientemente segura para concorrer. Acho que foi uma decisão sensata da parte dela, já que sofreu uma série de azares com o fato e não teria sido justo para ela. Mas espero que não desista de acabar o seu cosplay e concorra numa próxima oportunidade. O cosplay é para ser acima de tudo divertido!

Um concurso destes passa por duas fases: a apreciação dos fatos e adereços, com a condição de terem sido feitos pelos próprios, e depois o skit, em palco e em público. No geral posso afirmar que os fatos ou eram muito bons ou muito maus, não houve meio-termo. A concepção dos adereços de algumas participantes revela um investimento acima da média das cosplayers, que é de louvar e valoriza o cosplay português. Todas souberam defender muito bem as suas criações e quero ver mais destas cosplayers que conheci melhor neste evento. Os skits foram todos bastante bons, mas infelizmente houve algumas falhas técnicas que acabaram por prejudicar as cosplayers. Isso revela que ainda existe por parte das instituições alguma falta de profissionalismo em relação a eventos com esta natureza mais pop. Gostava que fossem encarados com a mesma seriedade com que se encaram um concerto de música clássica ou um bailado. Disponibilizar o palco para um ensaio geral como deve ser, sem stresses e histerias (para isso já basta o nervosismo das concorrentes - não esqueçamos que quem faz isto são amadores), seria um dos factores que teria melhorado a performance de todas as cosplayers envolvidas.

Tanto para os fatos como para o skit a escolha da série/jogo e personagens é definitivamente fundamental. Se nos fatos pesam a sua complexidade, execução e adereços vistosos, no skit pesa haver um tipo de narrativa e um bom apoio em vídeo/áudio (neste concurso os individuais têm 1 minuto e os grupos 2,5 minutos) que proporcione espectáculo para o público. Portanto a escolha de séries ou jogos que tenham bom potencial para um espectáculo simples, mas fácil e acessível, são muito importantes. Não precisam ser forçosamente séries muito populares, mas há que haver uma boa capacidade de síntese da parte dos cosplayers para pensar no seu skit como um mini-espectáculo de entretenimento e talvez por vezes abdicar de personagens ou séries favoritas por não darem muitas possibilidades para tal.

Gostei imenso da experiência, gostei de trocar ideias com outras cosplayers e acho realmente admirável o seu esforço e investimento. O cosplay é um passatempo incrível que de mau só tem o facto de ser dispendioso.




Museu do Oriente
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