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24.8.10

Satoshi Kon

Foi com um grande choque que li a notícia da morte de Satoshi Kon hoje. Não sendo muito fã dele e do seu estilo peculiar, desde as primeiras obras que vi dele que reconheço o seu génio e é esse mesmo estilo peculiar que o torna num. Hoje é um dia triste para o anime, ele era um pilar muito importante na disseminação e divulgação do anime no mundo e ainda por cima um com a melhor das qualidades.

Escolhi o cartaz do Paprika, por achar que é uma das imagens mais representativas do universo complexo e surrealista deste realizador. Felizmente na sua curta vida Satoshi Kon foi bem prolífico, deixou-nos muito de si, para sempre.








EDIT: 28.08.2010
Deram-me o link para este, o último filme completo de Satoshi Kon: uma delícia!

O-HA-YO - Satoshi Kon - Good Morning from Elrinda on Vimeo.



今 敏 オフィシャル・サイト - KON'S TONE
Satoshi Kon (Wikipedia)

23.9.08

CONFERÊNCIA: Anime Japão!

Não fui cheia de expectativas, mas mesmo assim a conferência de ontem foi agradável e uma boa oportunidade de ter uma preview in loco dos filmes que irão ficar na boca de muita gente no próximo ano, pelo menos foi isso que aconteceu com os três do ano passado: Toki o Kakeru Shoujo, Paprika, Tekkonkinkreet. Os três filmes comerciais apresentados este ano pela professora Kei Suyama foram, Kappa no Coo to Natsuyasumi, Gake no Ue no Ponyo e Sky Crawlers. Do primeiro filme já tinha vislumbrado algures uma imagem e era um exemplo do uso da mitologia japonesa para fazer passar uma mensagem pedagógica, realizado por um dos realizadores do divertido e corrosivo Crayon Shin-chan. De Ponyo, que tem um ar ultra-kawaii, não vou falar muito porque é o filme que certamente mais cedo nos chegará às salas, mas com este último Miyazaki estou bastante entusiasmada, depois da desilusão de Howl. Mesmo assim, tudo o que vi e li acerca do filme até agora, me faz lembrar mesmo muito o livro A menina do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andersen, cuja história é bem semelhante. Sky Crawlers foi uma clara demonstração do uso do 3D em imagens de combate aéreo, e é o filme acerca do qual estou mais céptica. Céptica pois nunca gostei de um único filme de Mamoru Oshii, parece-me tudo um enorme show off e acho que o senhor não tem sentido de humor, mas a Sr.ª. Suyama disse que este filme é bastante diferente dos anteriores, a ver vamos.

De seguida falou mais um convidado, Taku Furukawa, que nos mostrou um fantástico e psicadélico filme dele dos anos 70, Coffee Break, um outro filme de um grupo de animadores "geriátricos", os G9+1, ao qual pertence, que era uma espécie de showreel do trabalho deles em que cada um animou 45 segundos ao som da versão electrónica de músicas tradicionais, que tinha segmentos muito interessantes. E, por fim, a selecção de filmes dos alunos finalistas do Curso de Animação da Universidade Tokyo Kogei, de que em geral gostei mais a nível da qualidade e técnica da animação que dos do ano passado. Eles são mesmo muito bons!

A Livraria Byblos mostrou que o auditório está extremamente bem equipado e, apesar da ausência de portas, que fez com que o choro lancinante de uma criança irrompesse pela sala a dada altura, é um exemplo a seguir. É uma pena que não tenha sido a mesma pessoa a desenhar a sala do Museu do Oriente, que infelizmente tem imensos problemas técnicos.

Gostava de notar, apesar de achar um pouco despropositado, a Goth-Loli que apareceu por lá, impecavelmente vestida de branco da cabeça aos pés! Isto era uma conferência, não uma convenção, mas ela estava muito bonita.

4.12.07

Nippon Koma 07: dia 1

Este ano o Nippon Koma brindou-nos com um pouquíssimo anunciado extra, uma conferência por Hirano Kyoko, sobre as duas temáticas principais desta mostra, a animação e o documentário japoneses. Achei a conferência agradável, se bem que um pouco maçuda pois a conferencista apenas leu um texto e o seu engrish não ajudava à compreensão clara do mesmo. Mesmo assim a Sra. Hirano abordou de uma forma um tanto mais aprofundada o tema da animação, do que na recente conferência a que assisti na Faculdade de Letras de Lisboa. Achei o facto de ela se disponibilizar para falar com o público do Nippon Koma durante a sua duração, bem simpático e espero poder partilhar algum diálogo com ela.

Achei o já famoso Paprika de Kon Satoshi um filme excelente. Como se pode perceber pelo conteúdo deste blog não é o tipo de filmes mais apelativo para mim, mas aproveito as ocasiões como esta para vê-los em grande ecrã, e este ano sinto que valeu a pena. Paprika é tecnicamente e visualmente exuberante sem descurar de uma fantástica narrativa que nos faz pensar bastante após o seu visionamento. É um filme bastante equilibrado sem cair em clichés ou maniqueísmos limitadores, trata o público com respeito e como adultos que pensam e raciocinam. Para além disso aborda de forma subtil e engraçada temas por vezes politicamente incorrectos como a homossexualidade, a discriminação, a degradação, sem-abrigo, corrupção, etc. Justificam-se plenamente os prémios e os comentários positivos que tinha lido/ouvido até agora.

Acerca do documentário de Minamata, é o primeiro de uma série de documentários sobre o mesmo tema, realizados pelo mesmo realizador ao longo de vários anos. Esta série de documentários faz parte da história do documentário japonês, pertencendo a um género de documentários de confronto político com uma estrutura linear. Serve basicamente pelo seu conteúdo e como documento histórico. Foca-se demasiadamente sobre o tema mas mesmo assim não caindo no miserabiliosmo ou comiseração, o que acho positivo. Dentro do género, preferi o filme sobre a construção do aeroporto de Narita, que passou o ano passado, onde dos protestos a atenção passava com facilidade para as pessoas, as suas vidas, a sua riqueza pessoal.

Nippon Koma 2007
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