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15.7.12

Comecei a ver: Kuroshitsuji

Quando esta série foi lançada, chamou-me a atenção nas páginas da Newtype, mas como a lista é sempre longa, logo a descartei. Tenho de confessar que esta é mais uma série que foi o cosplay que me levou a vê-la, a sucessão de bons cosplays, apesar de um bocado góticos para o meu gosto, despertou a minha curiosidade.

Apenas vi alguns episódios e tenho uma certa dificuldade em classificar Kuroshitsuji. Claramente não é um shounen, mas também não é o típico shoujo, ainda por cima porque os protagonistas são um rapaz e um demónio (o que também não é significativo). Está, definitivamente, inserida no género fantástico e sobrenatural, essa parte é clara, mas conjunto do estilo de narrativa e a estética são de certa forma novidade. Será que podemos criar o género "lolita"? Digo isto pois, tal como Rozen Maiden, é claramente uma série criada a apelar às lolitas ou às lolitas-cosplayers.

Kuroshitsuji é um misto de série de mistério/policial com comédia e fantástico à mistura. Passa-se na Londres Vitoriana, mas vai mais além, onde o tom do fantástico é muito mais nipónico que britânico, com direito a shinigamis (que aparentemente andam muito na moda - já conto três séries recentes com shinigamis: Death Note, Bleach e Kuroshitsuji) e jardins japoneses. No dia-a-dia Kuroshitsuji parece ser um manual de hábitos Vitorianos, principalmente no que toca ao chá. O rigor histórico é irritantemente alto e estou mesmo a ver as lolitas a tomar notas a cada episódio. Não é que não goste, mas é um traço típico da comédia à japonesa. Claro que, sendo uma série do fantástico há muitas concessões, mas ao contrário das séries dos anos 70-80, essas concessões, sejam a nível do guarda-roupa ou cenários ou de determinadas acções/atitudes, são claramente derivadas de uma pesquisa exaustiva. O resultado é um gótico-barroco, cheio de detalhes que dá a Kuroshitsuji um aspecto luxuoso e cuidado.

Como ainda só vou no início e cada episódio apenas desvenda um pouquinho do mistério da morte dos pais de Ciel e do seu pacto com Sebastian, ando a saborear essa descoberta. A relação de Ciel, sombrio e aborrecido, com o mordomo Sebastian, ultra-competente e sarcástico, é muito engraçada. Acho estranho o protagonista aparentemente ser uma personagem tão pouco apelativa, o que de facto é compensado por Sebastian, mas com os japoneses nunca se sabe... Os outros elementos que habitam a mansão são a criada trapalhona, o cozinheiro que queima constantemente a comida, o jardineiro que se engana nos adubos e o velho mordomo/valete que passa o tempo quase todo na forma chibi a beber sencha. Resumindo, os outros empregados são de fachada e é Sebastian quem realmente toma conta da casa e de Ciel. Como ele mesmo diz: "Akumade no shitsuji", em que as palavras "akumade" são um trocadilho entre um mordomo extremoso (aku made) e um mordomo demónio (akuma de). Aliás, há mais trocadilhos do género na série, que infelizmente são difícieis de transpor numa tradução.

Apesar de não me ter encantado, Kuroshitsuji parece-me ser uma boa série que vale a pena ver, e tenho uma certa curiosidade em saber mais. Como cereja no topo do bolo fica o delicioso genérico final, que retrata em versão chibi o dia-a-dia de Ciel com Sebastian. Não sou grande fã da canção, apesar de não me chatear.

Becca - I'm Alive



9.11.08

Cosplay

Já não ia ao FIBDA (Festival de Banda Desenhada da Amadora) há cerca de 5-6 anos, eu que ia lá com regularidade quase todos os anos desde que o festival começou... Este ano, em parte por serem os 10 anos oficiais do cosplay (se bem que o cosplay no FIBDA tem, na realidade 11 anos, fui quem o organizou nesses dois anos), e também por causa do tema ser a ficção-científica e da exposição de Star Wars, este ano fui lá ver.

O espaço do festival estava engraçado, gostei deste edifício, o último onde estive não era adequado a um evento como este, e gostei da cenografia, por vezes demasiado realista nos corredores de nave espacial (demorei que tempos e mais umas voltas para encontrar a saída), mas foi pena o auditório ser tão minúsculo e não ser em anfiteatro. Conclusão: no desfile propriamente dito do cosplay só vi cabeças e pontas de chapéus e adereços (e eu sou alta!). Já cheguei a meio, portanto já não vi todos os cosplayers, mas no geral foi com imensa satisfação que vi tanta adesão a uma coisa que há 10-11 anos atrás foi mais "obrigar" uma meia-dúzia de fãs de anime com que me dava a se juntarem a mim a fazer triste figura pelas ruas de Lisboa e da Amadora (sim, o pessoal vestia-se em casa e ia em cosplay até lá), e a serem gozados pela mão-cheia de visitantes do FIBDA. Não há dúvida que as coisas mudaram radicalmente e, para além dos números se terem inflacionado umas 20 vezes, tive muita satisfação em ver uma percentagem muito grande de rapazes em cosplay.

Como disse, no meio de tanta confusão e de um espaço demasiado apertado para o cosplay, acabei por ver menos fatos do que gostaria. A vantagem foi que os poucos que vi foi mesmo de muito perto, o que deu para apreciar condignamente a qualidade. Do lado espectacular estava uma Queen Esther de Trinity Blood, cujo fato, além de extremamente trabalhoso e certamente caro, estava muito bem feito. Foi, sem dúvida o que mais chamou a atenção. Depois vi uma Sakura de Tsubasa, cujo fato estava muitíssimo bem feito e também era muito espectacular. O Yue de Card Captor Sakura também era muito chamatório mas não estava muito bem feito, tinha todos os elementos, certamente que as asas deram um trabalhão, mas falta-lhe técnica. Pelos corredores também me cruzei várias vezes com uma Shinku e uma Suigintou de Rozen Maiden, cujos fatos estavam, na minha opinião entre os melhores: os tecidos estavam muitíssimo bem escolhidos (veludo) super bem cortados e confeccionados e não lhes faltavam pormenores nenhuns. A única coisa que eu fazia era investir em perucas melhores, pois destoavam, apesar de cumprirem a sua função. Também me cruzei, mas já de raspão com uma Kaoru de Kenshin (o kimono azul com borboletas de uma ilustração) que estava também excelente, muitíssimo bem pintado, bons tecidos, bem vestido (acreditem: não é fácil vestir bem um kimono).

E por fim os Zorros e as Princesas do cosplay à portuguesa: fatos de Naruto e de Final Fantasy... eram tantos que dava para encenarem cenas inteiras das respectivas séries e jogos, ia era haver personagens repetidas, o que em Naruto não é grave...

Foi divertido, também gostei muito da exposição que foi um misto de viagem ao passado (Flash Gordon Valerian, José Ruy, etc.) com algumas coisas novas bastante interessantes. Não queria gastar dinheiro nas lojas por diversas razões, mas acabei por comprar os 8 volumes da edição brasileira de A Princesa e o Cavaleiro, de Osamu Tezuka, que já tinha namorado há anos na loja (na Feira da Ladra) e não tinha comprado. Para quem não saiba, A Princesa e o Cavaleiro (Ribbon no Kishi) foi a primeira manga shoujo da história e é actualmente uma raridade. A edição brasileira é simpática, não posso avaliar o texto pois ainda não li, mas está bem impressa e é bem barata (€1,50 cada). As edições brasileiras seguem o sistema italiano de livrinhos, mais finos que os tankoubons, mas a preços acessíveis. E a mim não me chateia nada ler em português do Brasil, mas claro que preferia em japonês.

PS - ainda faço cosplay, mas no Carnaval.

Cosplay@FIBDA 08 - Galeria oficial

esqueci-me da minha máquina, mas um amigo meu tirou algumas fotos, quando ele mas der eu coloco aqui uma ou duas.
22.04.2009: finalmente a foto prometida... a Queen Esther com uma outra personagem que desconheço.
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