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16.8.14

Ando a ver: Pretty Guardian Sailor Moon Crystal

Na série original e também na manga, o episódio 22, o episódio do baile, é o meu preferido dos 200, portanto, ao ver a previsão desse episódio há 15 dias, não pude deixar de ficar empolgada.

Este episódio é talvez o primeiro episódio chave de toda a série e, da primeira fase é sem dúvida um episódio decisivo: é a primeira vez que Usagi e Mamoru estão juntos, num reflexo do que terá sido a sua relação como Princess Serenity e Prince Endymion, o objectivo das guerreiras torna-se claro, a busca pelo Cristal Prateado e os Shi Tennou, os Quatro Generais, apresentam-se às raparigas. Mesmo que Mako, Minako e Artemis ainda não se tenham junto ao grupo, a partir deste episódio os objectivos ficam bastante claros.

Neste 4º episódio de Sailor Moon Crystal já dá para resumir o que estou a gostar e o que não estou a gostar nesta série.
Gosto: da proximidade com a manga, do lado mais soturno, de não haver desperdícios de narrativa e tudo fluir mais rapidamente, da paleta de cores, dos cenários mais elaborados e do character design.
Não gosto: às vezes parece que o character design "desliza", da quase total ausência de suspense, parece que os autores estão demasiado confiantes de o espectador já conhecer a série, mas com isso tiram-lhe interesse, ritmo e tensão, de uma realização menos interessante e apressada e a revelação precoce de detalhes da história não criando uma tensão e ainda umas transformações simultaneamente bonitas mas com um 3D duvidoso, acho que preferia se as tivessem feito à mão. E nós precisamos de cliff hangers!

Certamente não irá substituir a série original, apesar de ela merecer uma produção com a qualidade desta. Mas Sailor Moon Crystal tem um lugar neste colosso criado por Naoko Takeuchi e no geral está a dar-me um gozo tremendo voltar estar em contacto com este universo.

アニメ:美少女戦士セーラームーン20周年プロジェクト公式サイト

7.7.14

Comecei a ver: Gankutsuou


Na realidade comecei a ver Gankutsuou muito antes de Sailor Moon Crystal, mas queria ver alguns episódios antes de me pronunciar aqui. Simultaneamente também comecei a ler, é caso para dizer finalmente, O Conde de Monte Cristo, o que se tem tornado fulcral no visionamento desta série. Gankutsuou é simplesmente uma adaptação do conhecido romance de Alexandre Dumas. Mas de simples esta adaptação não tem nada e daqui resultou uma das séries anime mais originais que já vi.

Comecemos pelos gráficos. Gankutsuou apareceu numa época em que se experimentava muito com as novas tecnologias em 3D, em especial na fase da transição da pintura das imagens em acetato uma a uma à mão, para virem a ser quase exclusivamente coloridas em computador, um método mais rápido e eficaz, que permite a introdução de padrões e texturas mais fáceis de gerir. Já falei aqui nalgumas séries onde isso era evidente, ~ Ayakashi ~, ou Le Chevalier D'Éon, mas Gankutsuou é talvez o expoente máximo dessa fase de experimentação. Os cenários, um pouco à semelhança de Le Chevalier D'Éon mas menos realistas, são uma espécie de colagem de talhas, mármores, damascos, engrenagens rocambolescas e detalhes e objectos arquitectónicos reais, que lembram as pinturas de Gustav Klimt ou vitrais de catedrais góticas, e dão uma atmosfera onírica e surreal a todos os episódios, independentemente de onde a acção se passa, se no espaço ou num prosaico jardim. Esta conjugação que facilmente poderia falhar, é um regalo para os olhos e marca de uma forma muito original a conhecida narrativa de vingança. As personagens, com um traço relativamente reconhecível e simples, são pintadas com todo o tipo de texturas que se movem com elas e com alguma indiferença às mudanças de escala. No início custa um pouco a habituar o olhar nesta nova "gramática" de pintura animada, mas logo nos habituamos, pois a história é suficientemente cativante para que o trabalho artístico não se lhe sobreponha. Creio que se a história não fosse forte e bem estruturada, eu perdesse a vontade de continuar a ver, apesar de cada plano ser deslumbrante.

Se o aspecto gráfico de Gankutsuou é original, a equipa que produziu a série não se ficou por aí e em vez de fazer uma adaptação linear da história do Conde de Monte Cristo, como aliás muitas que já vi e gostei, resolveram mudar radicalmente o ponto de vista, retirá-lo ao Conde/Edmond e passá-lo para o filho do seu arqui-inimigo, Albert de Moncerf. Assim vamos descobrindo o plano de vingança do Conde através das suas potenciais vítimas e o Conde passa de vítima vingativa a vilão carismático. É sem dúvida uma reviravolta extremamente interessante que, tal como os gráficos, podia facilmente falhar, mas os argumentistas de Gankutsuou agarraram na sua decisão com punho firme e, para além de a narrativa correr rapidamente episódio a episódio, sem tempos mortos, têm sido coerentes e sólidos na mudança de ponto de vista. Mas não é apenas isso. Mantendo os nomes e locais (excepto um ou outro menos importantes) a acção passa-se num futuro incerto, num planeta que poderá ser a Terra com seres humanos e não-humanos. O espaço-tempo passa-se numa espécie de cruzamento de ficção científica com fantasia, que aliás justificam os cenários, as novas texturas e a paleta de cores invulgar.

Ambas as canções dos genéricos são insolitamente cantadas em inglês por um senhor com nome francês, Jean-Jacques Burnel. A voz dele lembra vagamente a de Damon Albarn dos Blur e as canções facilmente poderiam ser baladas da banda anglo-saxónica. É estranho, mas a melodia cola-se bem ao tom melancólico da história, os genéricos são bonitos e elaborados e de todo o conjunto é talvez o elemento mais banal.

Mal posso esperar para ver como se desenvolve a história, mas também quero ir novamente buscar O Conde de Monte Cristo à biblioteca, pois tive de o devolver quando ia a meio (é um calhamaço, um calhamaço que se lê bem, mas um calhamaço!). Estava a correr bem fazer as duas coisas ao mesmo tempo e o livro ajuda-me a manter-me a par de um leque enorme de personagens e de uma intriga bem rebuscada.

巌窟王

5.7.14

Comecei a Ver: Pretty Guardian Sailor Moon Crystal



Sendo toda a série de Sailor Moon (manga, anime, live-action) uma das que mais me marcou no meu percurso como fã de anime e manga, não podia perder a estreia da Sailor Moon Crystal, a mais recente adaptação da manga para anime.

Felizmente tenho conseguido manter-me longe de spoilers, acho que pouco passou para o público e, com o primeiro episódio acabadinho de ver, vou deixar as minhas primeiras impressões. Afinal termo de comparação não me falta!

Ao ver os primeiros segundos, a primeira coisa que pensei foi: "sofisticado". Sofisticada é a palavra perfeita para descrever o tipo de produção que esta 6ª série de Sailor Moon recebeu. Apesar de adorar as séries antigas, havia muitos episódios de encher e a animação às vezes era muito trôpega. Actualmente, em que há mais séries bonitinhas, que com conteúdo, isso não se justifica, portanto tais erros seriam imperdoáveis. Não me parece que isso venha a acontecer. A segunda coisa que me chamou a atenção foi a banda sonora. As canções não são nada más e relembram bastante as antigas. A banda sonora propriamente dita é também mais sofisticada, menos música electrónica barata (mesmo que bonita, continua a ser barata) como nas séries antigas, e com coro e orquestra!

O ambiente lembra simultaneamente a manga e a 1ª série, mas puxa mais para a manga, assim como o character design. O character design parece quase directamente tirado dos desenhos de Naoko Takeuchi, mas mais limpo e a cores. Os cenários têm cores um pouco mais vivas que na série original, mas também não fogem à paleta de cores da manga.

Quanto à história do primeiro episódio, é tal e qual a manga, até inclui os sonhos do Moon Kingdom e o Mamoru aparece a primeira vez de smoking, exactamente como na manga.

Até agora parece que a minha expectativa de ser mais próxima da manga se concretizou nesta série e se se mantiver assim tenho a certeza que vou gostar, pois sempre gostei mais da narrativa da manga. Sailor Moon Crystal nunca vai ocupar o lugar das outras séries, mas não tenho dúvidas que irei acarinhá-la como acarinhei Pretty Guardian Sailormoon.

アニメ:美少女戦士セーラームーン20周年プロジェクト公式サイト

9.1.14

Kirarin Revolution

Mais um post acerca de um anime a passar no Panda, mas prometo que o próximo é bem diferente.

Não apanhei a "primeira" série de Kirarin Revolution no Panda, o que na realidade significa que não apanhei os primeiros 40 e tal episódios, pois trata-se de uma só série. O Panda costuma dividir as séries mais longas, provavelmente por questões comerciais e de programação, fazem-no com One Piece, etc., só não o fizeram com Sailormoon, que na realidade está mesmo dividida em 5 séries...

Kirarin Revolution é um anime shoujo, para raparigas pré-adolescentes que aborda o algo raro tema das idols. É estranho, num país onde a cultura pop depende quase exclusivamente das idols, haver tão poucas séries de anime dedicadas a este tema. Como tal, Kirarin Revolution está cheia de canções em estilo J-Pop puro, levezinho e cujas letras têm a densidade do ar. Mas as canções, apesar de tudo, são engraçadinhas e conseguem evitar ser irritantes.

A história é quase tão densa como as letras das canções, conta uma história básica de uma adolescente despistada que se apaixona por um ídolo e quer tornar-se ela também ídolo para poder estar com ele. Apesar do potencial para uma daquelas séries clássicas shoujo onde a protagonista está constantemente a ultrapassar os seus limites, chegando a capacidades quase sobrenaturais que envolvem um grau elevado de sacrifício, principalmente pessoal, Kirarin falha nisso tudo e a série é tão fútil como a motivação da protagonista, que passa os 150 e tal episódios dividida entre os dois cantores do duo Ships. Se fosse só isso em 20 a 40 episódios, tudo bem, mas para o esticarem por 150 e tal, o que significa cerca de 3 anos no ar (no Japão), é demasiado e resulta em imensos episódios de encher, sem conteúdo e pouco interesse para a narrativa principal, já de si fraca.

O character design e o artwork não são dos meus preferidos, os olhos ocupam 80% da face, cabelos com demasiadas linhas e pouco movimento e cabeças desproporcionalmente grandes. Mas não é mau e consegue ser consistente durante quase toda a série. Digo quase pois aqui está o grande motivo deste post. A dois terços da série o acabamento muda da tradicional animação com acetatos (apesar de certamente pintados digitalmente) para um 3D mal acabado. Aplicado a 95% da animação.Este 3D faz lembrar o software dos Vocaloids e mostra o esforço de o anime mais comercial utilizar as novas tecnologias que embaratecem a produção. Não desgosto da ideia, mas acho que no exemplo de Kirarin ainda tem muito que evoluir, criando por vezes imagens distorcidas e na maioria dos casos pouco interessantes. Os character designers têm primeiro que se adaptar às condicionantes do software e limpar aspectos que são, para todos os efeitos, erros técnicos. A animação, principalmente das coreografias resulta muito bem e nota-se que houve mais cuidado nela que no restante. Se a história fosse melhorzinha este experimentalismo passava, pode ser que em breve vejamos estas novas técnicas aplicadas com mais cuidado.

Curioso o papel das mascotes, em geral gatos que são só orelhas mas têm cursos universitários, que comunicam com as personagens humanas e até chegam a ter elas prórpias mascotes!

Kirarin Revolution é uma série de anime que se vê como quem folheia uma revista cor-de-rosa num dentista ou cabeleireiro, é um anime para ver e jogar fora. É pena, gostava de ver mais séries com este tema das idols musicais e do J-Pop.

きらりん☆レボリューション

Canal Panda

21.3.13

Comecei a ver: xxxHOLiC dorama

Como normalmente os doramas japoneses me surpreendem pela positiva, estava expectante quando à adaptação de xxxHOLiC, de que tanto gosto. Infelizmente acho que me decepcionei.

Para começar, não gosto dos actores. Anne, que interpreta Yuuko está mais ou menos, mas falta-lhe charme em doses maciças e maquilhagem, o Watanuki é completamente sem graça, Himawari pouco kawaii e só escapa Doumeki, que é o único que corresponde à personagem da manga (e anime) ~ e também é o mais giro XD.

E depois vem o guarda-roupa... Oh sim, um factor extremamente importante para qualquer obra das CLAMP mas em especial nesta. Na manga (e anime) Yuuko raramente repete uma peça de roupa e são todas bem originais e deslumbrantes. Na série há por vezes uma ou outra peça mais interessantes, mas já todas foram repetidas pelo menos uma vez só em 4 episódios. Escapam o vestido em brocado vermelho com gola de pêlo (da cintura para cima) ou a reinterpretação do vestido de Feiticeira das Dimensões em renda, mas no geral as roupas de Yuuko parecem reinterpretações por um aspirante a estilista, que adapta peças existentes a algo vagamente parecido com os desenhos das CLAMP, mas não parece alta costura ou um novo modo de vestir kimonos vintage. Não, nem um kimono (verdadeiro) à vista até agora! O guarda-roupa de Yuuko É luxuoso e o da série devia pelo menos parecê-lo. E era tão fácil! Bastava irem buscar uns kimonos de séries de época, que com certeza têm em acervo, e fazerem o que a Yuuko muitas vezes faz: atarem-nos com um corpete Ocidental e enfeitarem com rendas, acessórios e um penteado extravagante.

Mas o pior nem são os fatos de Yuuko, é a interpretação deles, dos produtores e directores artísticos da série, e estão no seu direito. O pior são os uniformes escolares. O uniforme feminino (de Himawari) parece um saco de batatas preto com gola e punhos brancos, apertado com um cinto. Lembra-me o uniforme com um ar severo do colégio (católico e feminino) que vestiam as minhas vizinhas do lado quando era miúda. O masculino (Watanuki e Doumeki) parece que transformaram uns casacos à pressa e coseram umas fitinhas brancas para os destinguir dos outros... já vi cosplays manhosos mais bem feitos que aquilo! No caso do uniforme feminino, como o das CLAMP é bastante original, até compreendo que fossem por outro caminho, mas aquele vestido?!! Não podiam ter optado simplesmente por um clássico bleiser e saia plissada? O dos rapazes então, não se justifica mesmo, há casacos semelhantes no mercado (de uniformes escolares japoneses) aos desenhados pelas CLAMP, era só preciso mudar os botões e pouco mais. Sim, porque tenho a noção que são precisos pelo menos uns 10 a 20 uniformes para filmar a série, e mesmo assim evitando cenas de multidão. Se o orçamento era baixo, há outras maneiras de contornar estes detalhes de forma a manter uma certa coesão com o original.

Depois de uma interpretação tão boa dos serafuku em Sailormoon, com a experiência que os japoneses têm em fatos "estranhos" com os sentai, estava à espera de muito mais! Eu sei que não é a mesma produtora, mas se iam adaptar xxxHOLiC, cuja componente visual e de direcção artística é tão forte, aumentem o orçamento, por favor! Naoko Takeuchi foi quase militante ao defender a sua criação na adaptação a dorama, não compreendo como as CLAMP, que sempre fizeram isso, desenhando muitas vezes Mokona o guarda-roupa ou character design das próprias séries ou Nanase Ohkawa ser a argumentista principal, deixaram escapar isto, que ainda por cima tomou um rumo que tem pouco a ver com todo o histórico da sua obra: é mais lamechas e menos profundo e dramático.

Os produtores/autores da série quiseram fazer um produto sério e tiraram todo o humor tonto de xxxHOLiC e todos os elementos mais fora, como Mokona, os espíritos antropomórficos e dramatizaram mais, a dar ares de filme de terror, os casos que vão ter à loja de Yuuko. Por outro lado, os efeitos especiais, fora o fumo e as setas de Doumeki, que estão excelentes, são do mais manhoso que há. Engolia muito melhor uma Mokona em peluche, como a Luna em Sailormoon, que umas mãos atrás de uma árvore. Foleiro! O contraste entre o lado negro sobrenatural e as patetices engraçadas do dia-a-dia das personagens é que tornam xxxHOLiC numa manga e anime que me atraem e acentuam o dramatismo da história de fundo de Watanuki e depois Yuuko. Ao tirarem tudo isso da série estão a tirar-lhe todo o charme e fica um resultado seco, desinteressante, artificialmente sério, pois a produção não consegue estar à altura.

Os doramas japoneses têm sempre uma componenete um bocado pirosa, overacting dos actores e bastante exagero em certas cenas, mas essa é uma linguagem própria dos doramas, que aprendi a gostar e que os tornam num produto curioso e original. Esta grande preocupação em querer fazer uma série mais séria com os mesmos meios, sem os utilizar no seu maior potencial, resulta num desastre sem graça e que, sinceramente, vou continuar a ver só porque é xxxHOLiC.

CLAMPドラマ ホリック xxxHOLiC

RAW

29.12.12

Comecei a ver: Mawaru Penguindrum

Oh sim, Kunihiko Ikuhara volta a atacar! Mawaru Penguindrum é uma série intrigante, aliás como tudo onde Kunihiko mete o dedo: Sailormoon, Shoujo Kakumei Utena. Descobri Kunihiko Ikuhara graças a Utena (apesar de já ter visto Sailormoon naquela altura), que descobri nas páginas da revista Newtype, muito por causa do character design invulgar. Desde então Ikuhara tem andado muuuito sossegado, apenas revelando um estranho fetiche por pinguins no seu blog. Naturalmente quando percebi que Mawaru Penguindrum foi criado por ele e que envolvia pinguins, a série foi imediatamente acrescentada à lista.

Penguindrum nasce da estranhíssima combinação de pinguins com o ataque com gás sarin, na linha Marunouchi do metro de Tóquio, pela seita Aum Shinrikyo, a 20 de Março de 1995. Como é que daí sai uma série anime shoujo, sobrenatural e com algum drama do quotidiano, só mesmo Ikuhara para dar uma eventual explicação. Mas a mencionada linha de metro e a data 20 de Março de 1995 têm um papel fundamental na história e isso percebe-se rapidamente. Mais não sei e não digo.

Os protagonistas são uma família de três irmãos adolescentes, Himari, Shouma e Kanba Takakura, órfãos e a viver sozinhos. Himari está gravemente doente e os irmãos mais velhos fazem tudo para permanecer juntos e cuidar da irmã. A nossa história começa com uma ida dos irmãos ao aquário onde compram um gorro em forma de pinguim real a Himari. A partir daí, sem querer fazer spoilers, a vida deles entra numa espiral surrealista de acontecimentos sobrenaturais, que os leva a conhecer a sociopata Ringo Oginome. Sociopata, pois Ringo não regula definitivamente bem da carola, vive em função de um plano louco elaborado num diário da sua irmã morta, Momoko, que envolve também Keiju Tabuki, o professor dos irmãos Takakura.

Ainda só vi 6 episódios e ainda há muito para esclarecer nesta fase, mas, se esta série não for como a maioria das séries mais recentes que tenho visto, não o parece e ainda tem o selo de garantia de Kunihiko Ikuhara, de prometer mas não cumprir, acho que vou gostar, muito. Gosto das personagens, até mesmo de Himari, a mais sonsinha, gosto do character design e dos gráficos, gosto dos genéricos algo depurados, gosto da música, gosto da história intrigante e algo surrealista. Também gosto muito de os figurantes serem representados como figurinhas da sinalética das casas de banho e afins. Já em xxxHOLiC tinha gostado de serem apenas silhuetas, faz com que as personagens se destaquem e reforça a ideia que estão lá só para encher.


Seizon Senryaku ROCK OVER JAPAN - Triple H
*O clip começa aos 32 segundos e é de um episódio mais adiantado. Para não haver spoilers, sugiro começar nessa altura e parar quando o clip termina. Não consegui encontrar o clip sozinho. 

Tenho de falar na banda-sonora. Para variar adoro ambas as canções do genérico (até ao episódio 6) e a transformação de Himari é um verdadeiro videoclip, levando o conceito das transformações de mahou shoujos a outro nível. Videoclip esse, nada mau, com uma canção engraçada e que apetece ver sempre. Já tinha havido uma tentativa semelhante em Utena, com a sua "escalada" à arena dos duelos, mas na época notavam-se em demasia as costuras da junção de CGI com animação tradicional e o videoclip tornava-se algo limitado. A música em Utena apesar de boa era demasiado pesada e ao fim de alguns episódios tornou-se cansativa. O uso de CGI e animação 3D em Penguindrum é uma mais-valia que foi muito bem aproveitada, pois faz-nos querer saber a importância de cada elemento que o integra. Voltando à banda-sonora, não sei se é o mesmo compositor de Utena, mas reconheço a mesma percussão em cenas de tensão e alguma semelhança no geral. Como Kunihiko Ikuhara parece ser a versão moderna do génio produtor/ditador para o anime, não me admira nada que até tenha o dedinho dele nisso.

Há mais um factor que intriga, na série há muitas cenas passadas no metro, onde aparecem sempre duas personagens, Double H, em sinalética ou pequenas animações informativas com roupa semelhante à de Himari quando se transforma e ao primeiro genérico final. Estou a roer-me de curiosidade para saber a ligação com o resto da história!

輪るピングドラム

31.8.11

Zettai Karen Children

O trabalho tem destas coisas, nem tudo o que me vem parar às mãos é sempre interessante e nos últimos tempos estive a braços com as "Pitas Psíquicas", ou seja Zettai Karen Children (título oficial em inglês: Psychic Kids Squad).

Zettai Karen Children é daquelas séries de anime que, se não me tivesse cruzado com ela a trabalho, provavelmente nunca saberia da sua existência. A história fala de três raparigas de 10 anos com poderes paranormais, Kaoru, cujo poder é a telecinese e é uma miúda completamente rebarbada que adora mamas, Aoi, com o poder do teleporte, a certinha e intelectual do grupo, e Shiho, com o poder da psicometria, inteligência acima da média mas também muito perversa,  e as mais poderosas do Japão, Nível 7. Elas vivem juntas, apesar de não serem aparentadas, com o seu tutor/chefe Minamoto e trabalham para uma organização para-militar chamada B.A.B.E.L. a combater crimes que ainda não aconteceram mas que foram vistos em premonições. A série vai seguindo a evolução das suas relações com os adultos e a novidade de frequentarem a escola pela primeira vez na vida (não o fizeram antes, vítimas do preconceito).

Com isto, Zettai Karen Children tenta abordar o preconceito e o valor das relações humanas, independentemente das qualidades ou defeitos de cada um. De certo modo isso até o consegue transmitir, mas para além disso a narrativa principal pura e simplesmente não desenvolve! A série tem 51+1 episódios, só a partir do 35 é que deixam de ser introduzidas personagens recorrentes novas e que a história começa a desenvolver. Até lá é exposição, exposição, exposição! Isto é, introduzem-se personagens e temas novos até mais não. Mas também pudera, personagens principais e recorrentes, incluindo vilões, são pelo menos 25! Nem Sailormoon, com 200 episódios, chegou tão longe!

De resto a série até tem algum potencial, a permissa e as personagens prometem, as miúdas têm a sua graça e o tom de comédia ajuda. Mas chegamos ao final do 51º episódio e todas as questões importantes que foram lançadas, principalmente uma premonição que afecta directamente Kaoru e Minamoto e pode levar à destruíção do mundo, ficam no ar... à espera de quê? De mais 51 episódios para as explicar ou resolver? Por mim, não obrigada!

Tecnicamente nada a apontar, a série é normal, com uma animação boa, mas sem ser fora de série, um character design mais ou menos, não fiquei fã, banda sonora banal, canções de genérico como muitas outras e pouco mais de interessante. Enfim não é uma série que recomende, mas como a vi achei justo pronunciar-me por aqui.

絶対可憐チルドレン

11.7.11

Mermaid Melody Pichi Pichi Pitch

Tenho andado tão ocupada que mal tenho tempo para ver anime, ainda por cima com a morte do Animax praticamente só me restam o Canal Panda e o Panda Biggs para ter um cheirinho pela televisão, e mesmo assim não tenho dado conta do recado.

Dentro das séries que tenho vindo a ver aos pouquinhos, Mermaid Melody Pichi Pichi Pitch é uma que acabo por ver mais por descargo de consciência e para descomprimir um pouco do trabalho, que por outro motivo qualquer.

Mermaid Melody é mais um clone/sucedâneo de Sailormoon que não correu da melhor forma. O tema, sereias, é perfeito para um mahou shoujo mas foi pouco aproveitado. As personagens são engraçadinhas mas não propriamente cativantes, a história é básica e pobrezinha, demasiado colada à Pequena Sereia de Hans Christian Andersen, o character design pouco desenvolvido e por vezes trapalhão, a animação básica, os cenários normais e nem as roupas das personagens (factor cada vez mais importante num anime shoujo) são vagamente interessantes, nem dos humanos, nem das sereias, nem das versões "karaoke" nem sequer dos vilões, tudo muito para o pirosinho... Quanto às canções, o cavalo de batalha desta série,  bom, quem lê este blog depressa perceberá que não são o meu estilo... prefiro nem comentar.

Pela descrição acima até parece uma série terrível, mas não é, é apenas uma série mais ou menos, que se vai vendo em doses reduzidas. Não cativa mas também não irrita, vê-se!

テレビ東京・あにてれ マーメイドメロディー ぴちぴちピッチ ピュア [Mermaid Melody: Pichi Pichi Pitch Pure - 2º série]

Canal Panda 

23.3.11

Ando a re-ver: Sailormoon

Sailormoon, episódio 22 - 月下のロマンス! うさぎの初キッス [Romance ao luar! O Primeiro Beijo de Usagi]

Em 200 episódios, o episódio 22 (a cerca de 10% de toda a série) permaneceu sempre o meu favorito de todas as 5 séries de Sailormoon, e foi o que acabei de ver agora!

Este é o meu episódio preferido por imensas razões, é romântico até à exaustão, reflecte como poucos o espírito da série indo um pouco mais além, Usagi e Mamoru ainda não sabem que são as reencarnações da Princesa Serenity e do Prince Endymion, não sabem que uma é Sailormoon e o outro o Tuxedo Mask. Ainda nem sequer têm verdadeira noção de que estão apaixonados, apenas existe aquela tensão e atracção que tornam qualquer pedaço de ficção muito romântica e emocionante! Tudo isso aliado a Usagi num vestido bonito, a um baile de máscaras, aos sonhos recorrentes de Mamoru com a Princesa Serenity, a Mamoru a salvar Usagi e logo de seguida, ao bom estilo emancipado de Sailormoon, é ela quem salva os dois e por fim, por fim... o beijo. Bejio que vem um bocado do nada, mas quem quer saber?? Neste ponto da história tudo o que o espectador quer é ver esse beijo! Beijo dado ao luar, como convém, ambos banhados por uma luz azulada, em silhueta debaixo de umas arcadas em estilo palácio Ocidental, portanto, estilo Sailormoon!

É tudo tão puro, tão descomplicado, os objectivos de todos são claros: encontrar a Princesa Serenity e o Cristal Prateado. Os vilões querem-nos para ter mais poder e finalmente conquistar a Terra, as guerreiras querem-nos pela herança, para salvar a Terra e ressuscitar o Reino da Lua e Mamoru quer para perceber quem é e desvendar o mistério que é a sua vida.

Como em quase todas as séries que têm este tipo de tensão, chamaremos-lhe romântica, mantêm-se sempre mais interessantes enquanto os objectivos (românticos) não são cumpridos. A grande qualidade deste episódio é que, como Usagi e Mamoru estão ambos disfarçados, ela pensa que beijou o Tuxedo Mask e ele pensa que beijou uma princesa desconhecida, essa magia romântica ainda se mantém até tudo ser desvendado e ainda faltam à volta de 20 episódios para isso!

É por estas e por outras que Sailormoon continua a ser uma das minhas séries de anime preferidas!

Sailormoon Channel

Canal Panda

9.3.11

Cosplay Photoshoot #8

Este ano voltei a participar, fui de Yuuko Ichihara (xxx HOLiC), o fato do episódio da neve, versão manga (não gosto da versão do anime - demasiado mãe Natal), e a tirar fotografias no encontro anual de cosplay em Lisboa, o Cosplay Photoshoot, este ano organizado pela Cosplayer E-zine. Acabei por não ter nenhuma foto minha tirada com a minha máquina, mas vou ver se arranjo uma para colocar aqui (já arranjei!).

Este ano foi particularmente divertido já que o tempo resolveu colaborar apesar de uma ameaçadora chuvada matinal. Resultado: houve mais gente mascarada e imensos miúdos a fazer cosplay, entre eles uma Luna de Sailormoon, uma Sakura Kinomoto (Card Captor Sakura) um Naruto ultra-kawaii e uma Temari (acho, espero que sim) acompanhada do pai. Esta geração tem os pais mais fixes de sempre! Houve várias personagens de Sailormoon, algumas de Dragon Ball e Dragon Ball Z, menos de Naruto que o habitual, umas de Kenshin. O anime old school ainda bomba!

Divirtam-se com a galeria, se identificarem algum cosplay, personagem ou série, por favor comentem aqui ou no Picasa.



Parque das Nações

23.2.11

Animax: a metamorfose


Já é sabido que o Animax em Maio irá oficialmente dar lugar a outra coisa, outra coisa essa que se tem vindo a infiltrar na programação de anime... É a hora da metamorfose!!

Não tive o canal Animax desde que começou em Portugal (o meu provedor de TV por cabo não o tinha - e era o mais popular na altura!), só desde há mais ou menos um ano é que pude comprovar do que o canal se tratava. Mas desde o início, através da pequena previsão que nos deu o AXN e depois olhando para a grelha de programação, deu para perceber que o canal não começou da melhor forma.

O Animax e a SONY Portugal deveriam ter prestado mais atenção ao produto que tinham em mãos e às pessoas a quem ele se destinava. A escolha de séries foi realmente equilibrada, passando por séries como Super GALS!, Death Note, Inu Yasha, Crayon Shin-chan, Paradise Kiss, Le Chevalier D'Éon, Saiyuki, Detective Conan, Honey and Clover, Kinniku-man, Yakitate! Ja-pan, Saint Seiya, Lupin III, Blood + e tantas outras. Olhando para trás, pode-se ver que é uma boa selecção, feita com algum critério, tentando atingir uma gama maior de fãs, incluindo o sempre excluído público feminino e apostando na qualidade. Só é pena o tratamento que as séries levam depois, com um total desrespeito das mesmas em traduções medíocres, com mau português, português espanholado, horários esquizofrénicos, falta de respeito pela ordem dos episódios ou séries e total falta de comunicação com o público.

Com uma postura distante e elitista, falta de investimento na divulgação por onde mais se encontram fãs de anime, a internet, a não colaboração utilizando as ferramentas sociais à disposição (site oficial, blogs, fóruns, FaceBook, Twitter, MySpace e afins), anunciaram um fim prematuro a um canal com enorme potencial mas menosprezado logo à partida por quem o criou ou administrou.

Lamento o final do Animax mas na realidade não fico assim com tanta pena. Tantas vezes que, ao ver o tratamento dado às séries que emitiam, não pensei que estavam a empurrar o público para procurar as séries que queria ver pelos meios menos próprios que tanto condenam? Eu sou a primeira a querer ver as séries de modo correcto e legal, através da televisão (mais barato) ou, sempre que possível, pela compra de DVDs (mais caro), mas quando quem tem esses meios de distribuição nas mãos trata tão mal o seu produto, só me resta uma alternativa: a internet! Portanto só posso fazer um belo manguito ao Animax e à SONY Portugal! Vão morrer longe!!

Por outro lado, é com TODO o prazer que anuncio (se bem que também já é mais que sabido) o regresso de Sailormoon no mês de Março ao Canal Panda (deve começar logo dia 1 como é habitual no canal)! Infelizmente a série regressa com a dobragem original, onde, entre outras liberdades "criativas", Luna e Artemis fizeram operações de troca de sexo e a Luna tem a voz do Topo Gigio (ewwwww!).

Animax Portugal
Panda TV

Animax/Canal Panda

19.2.10

Cosplay Photoshoot #7

Pois é, fiz o meu cosplay comeback! Já há muito tempo que não participava em eventos de cosplay (mesmo muito) e uns anitos (bastante menos) que nem sequer fazia cosplay... A vida tem destas coisas, por vezes uma pessoa opta por fazer uma pausa em determinadas coisas pelas mais variadas razões e essa pausa prolonga-se mais tempo que o previsto.

Nunca tinha ido ao Photoshoot, mas desde que comecei a ver fotografias do mesmo na net que de certa forma prometi a mim mesma que se algum dia fosse era para ir em glória e acho que o cumpri. Não foi um grupo particularmente interessante, em cada cosplayer havia 3 pessoas à civil e duas mais ou menos (isto é, com um ou outro adereço relacionado com anime). Isto aliado a uma chuva chata dispersou de tal forma as pessoas que dificilmente se teve uma boa ideia dos bons fatos que por lá passaram. Mas no meio da maralha de Narutos e afins, de gente encasacada onde mal se vislumbravam os fatos e de os poucos cosplayers que conheço pessoalmente ou não terem ido ou terem aparecido à civil, diverti-me bastante e valeu a pena!

Quanto aos cosplays destaco o par Kagome-Inu Yasha, estavam tal e qual! O Jack Skellington, que apesar de não estar perfeito, a cabeça e o laço-morcego estavam fabulosos, a Mokona Modoki pelo esforço e originalidade, fatos desse tipo não são os mais fáceis de conseguir mas são sempre eficazes. E depois... uma Eternal Sailormoon (mesmo sem as asas) e uma Super Sailor Mars são sempre razão de festa!

Mais uma vez tirei fotos que estão aqui. Perdoem-me o exercício narcisista, a maioria são minhas, mas pelo menos uma vez por ano tenho direito, não?



Parque das Nações

10.5.09

Ando a ver: Naruto



Segundo os especialistas na matéria (que eu decididamente não sou) Naruto na SIC-Radical acabou de entrar na fase de encher chouriços, isto é, já se deu e terminou o duelo Naruto-Sasuke.

Confesso que para mim já pelo meio houve uns tantos episódios de encher e não fiquei satisfeita com a introdução temporã dos carismáticos Akatsuki para depois voltarem a desaparecer, e apesar de ter gostado da reviravolta que os combates individuais dos companheiros de Konoha levaram, com a adição dos seus anteriores rivais da areia, eu teria saltado algumas partes.

Quanto ao combate Naruto-Sasuke, o grande motivo deste post, surpreendeu-me bastante! Enquanto que esperava muito mais do combate Naruto-Gaara, principalmente devido a Gaara parecer invencível, o mesmo decepcionou-me bastante e, apesar de uma ou duas vezes isso me agradar, já começo a ficar farta de todo e mais algum duelo importante ser intercalado por imagens da história pessoal dos intervenientes. Neste duelo Naruto-Sasuke foi o que gostei menos até porque a maioria das imagens e história de Sasuke já tinham sido contadas poucos episódios antes, portanto estavam frescos na minha memória.

Gostei imenso do duelo: o cenário foi excepcionalmente bem escolhido e se em vez de espremerem mais a história do massacre do clã Uchiha tivessem contado um pouco do que se passou anteriormente ali, talvez introduzisse mais força a esse mesmo cenário. As cenas da água, se bem que algo irrealistas na sua limpidez e calma (é um rio e uma cascata), que até me fizeram lembrar o mar de Conan, o Rapaz do Futuro, são magníficas e o combate é intenso e longo o suficiente para satisfazer q.b., apesar do seu final deixar tudo demasiado pendurado. E pensando que durante algum tempo nada de extraordinário irá suceder, essa perspectiva torna-se ainda mais decepcionante.

Ao seguir no momento três dos animes de maior sucesso no Japão (e não só) nos últimos anos, Naruto, One Piece e Detective Conan (infelizmente nenhum título shoujo), não consigo deixar de comparar com a situação de há mais de 10 anos atrás, pré-Evangelion, em que séries com um sucesso equivalente como Dragon Ball ou Sailormoon, ficam tecnicamente muitíssimo atrás apesar de muito bem tratadas dentro dos parâmetros da época. Todas estas três séries têm um character design muito próprio e individual, tornando-se facilmente reconhecíveis mesmo sem a presença de personagens chave, coerência de expressões e de directores de animação ao longo dos episódios (coisa que não acontecia nem em Dragon Ball nem em Sailormoon), narrativas bem elaboradas, apesar da sua longevidade extraordinária que mantém o interesse dos espectadores, mesmo sendo possível perder um ou outro episódio e, sobretudo, a excelente qualidade da animação. Essa qualidade é em parte proporcionada pelo abandono da pintura de acetatos à mão em prol da pintura digital, o que permite um maior investimento nessa área, mantendo, até mesmo em séries mais comerciais e secundárias um alto padrão de qualidade que só tende a melhorar.

Voltando a Naruto e ao duelo Naruto-Sasuke, a animação, para além de extremamente bem feita, é muito interessante, lembrando no estilo o filme Tekkon Kinkreet, e fez um excelente uso dos cenários e do character design, nunca descurando a meio, mesmo com a "intrusão" das cenas de Sasuke e dos Uchiha. A série Naruto, em geral, continua a ter um cuidado excepcional na banda sonora, brilhante nesta sequência, apesar de no geral já não gostar tanto das canções dos genéricos como gostei das primeiras.

Vamos lá ver se escrevo acerca de Naruto antes da série terminar, só um muito bom motivo me levará a fazê-lo, ando a mentalizar-me para aturar um pouco de seca, mas eu sou teimosa e muito paciente, portanto aguentarei até ao fim. E se a SIC-Radical estrear então Naruto Shippuuden, confiando no que me têm dito, pretendo continuar a acompanhar.

NARUTO-ナルト-

SIC-Radical

5.4.09

Terminei de ver: Wedding Peach


Aha! FINALMENTE! Esta foi das séries anime que vi que mais custou a arrancar. Definitivamente detesto os primeiros 14 episódios e não há nada a fazer em relação a isso: a sucessão de clichés de mahou shoujo e plágios à Sailormoon são deveras irritantes e mal feitos.

Como uma das piores características de Wedding Peach é o exagero de transformações e ataques (pelo menos dois por anjo do amor, que são 4!), apontei uma estimativa dos seus tempos que, fazendo as contas, dão um total de 4,46 minutos! Felizmente nunca aparecem todas ao mesmo tempo e nem sempre completas. Senão vejamos: em episódios de 25 minutos, se tirarmos os 3 de ambos os genéricos (1,5min cada), ficamos com 22, menos estes 4,46 minutos, sobra um tempo útil para desenvolvimento narrativo de cerca de 17 minutos! O meu objectivo foi ver se realmente era muito, é bastante, mas até poderia ser pior, tendo em conta o número de transformações e ataques existente.

Ao introduzir o love interest de Momoko, Yousuke, na trama, a história começou a caminhar pelos próprios pés e apesar de nunca se ter descolado completamente de Sailormoon, melhorou bastante. Desde o episódio 15, de que já aqui falei, até aos últimos cerca de 10 episódios, quase todos os episódios intercalares são fillers mas com a evolução romântica da relação de Momoko e Yousuke. Os últimos episódios, apesar de a história da Reine Devila ser demasiado parecida com a da Queen Beryl de Sailormoon, são bastante razoáveis e a conclusão estende-se em mais episódios do que o habitual, o que não deixa de ser agradável!

No fim de tudo é o beijo que salva o dia (e Tóquio, e o mundo), o que resultou nesta imagem, um pouco risqué para um anime shoujo comum! Gostei!

A cena final não deixa de ser engraçada, emparelharam três casais, Yousuke e Momoko, Yuri e Yanagiba e Hinagiku e Takurou e deixaram a rapariga mais interessante em termos gráficos, Scarlett, emparelhada com a mascote irritante Jama-P! Coitada, merecia melhor!!!

Não me arrependo de ter visto Wedding Peach, apesar de por vezes ter visto forçada. Esta era daquelas séries que um dia teria de ver, nem que seja pelo seu contexto histórico (e por a única cell de anime que tenho ser desta série - a Yuri), tendo surgido num período áureo para o anime shoujo. Há mais umas tantas séries destas que tenho para ver, esperemos que esta seja a piorzinha do pacote!

Em suma: Wedding Peach vê-se, tem duas ou três ideias engraçadas, mas no geral não recomendo, a não ser que não se tenha nada para fazer...

4.3.09

Ando a ver: Wedding Peach



Já cheguei a mais de 1/3 da série e posso afirmar que no geral melhorou um pouquinho: as transformações já são resumidas em quase todos os episódios (apesar de ainda serem longas - cerca de 2 minutos as duas transformações + os ataques só para a Peach), a história desenvolveu um bocado, mudaram os genéricos (se bem que a qualidade da música não melhorou) e descolou um bocadinho da matriz Sailormoon.

Mas o melhor até agora foi episódio extra: Episódio nº 10,526 - Gomen ne Yousuke [Desculpa Yousuke] que basicamente é um mecha Wedding Peach! Foi com grande surpresa que vi este especial, que brinca com a série original e as séries de mechas, em particular Gundam, de um modo super divertido, cheio de humor e bem mais interessante que toda a restante série. Foi uma oportunidade para umas boas gargalhadas, e para melhorar a minha opinião acerca de Wedding Peach! Pena é que aparentemente existe uma segunda parte e não a tenho :(

Agora a série já começa a entrar na recta final, já surgiu a 4ª Ai Tenshi (Anjo do Amor), Salvia/Scarlett, e poucos mistérios restam para desvendar.

12.1.09

Comecei a ver: One Piece

Apesar de já ter visto alguns episódios esporádicos anteriormente, com o retomar da SIC-Radical desta série, é desta que vou tentar segui-la até onde for possível.

Tenho alguma dificuldade com séries longas se as mesmas não são "aquela" paixão, daí tentar, e tentar é a palavra, segui-las quando passam nos canais de TV. Mas One Piece sempre foi daquelas séries que me atraiu, nem que seja pelo character design invulgar e muito bom. Agora que já vi os primeiros episódios, cada vez gosto mais do character design que me lembra um pouco o de Dragon Ball, mas é mais agradável. Uma das qualidade que vejo nele é o facto de todas as personagens serem bastante diferentes umas das outras, talvez com uma pequena excepção para as raparigas, e têm características especiais engraçadas. Da imagem ainda só conheço 4, mas todas são especiais à sua maneira.

A história de One Piece é simples, aliás para um anime de longa duração não podia ser diferente senão não era sustentável. Monkey D. Luffy comeu um fruto do diabo que lhe permite ter um corpo de borracha, que ele usa como arma para combater. Mas comer o fruto tem uma condição, nunca mais poderá voltar a nadar, o que para um aspirante a pirata pode ser um problema grande. Luffy, que é um rapaz descontraído e bem disposto tem como objectivo navegar na Grande Linha, o local mais perigoso da região, e obter o One Piece, e para isso quer reunir um bando de piratas. O início da história, onde eu estou, trata exactamente disso: reunir a tripulação.

Também como na maioria dos animes de longa duração, a história desenvolve-se em episódios com uma relativa autonomia, o que permite se poder perder um ou outro sem perder o grosso da história. Cada episódio que vi tem uma surpreendente economia narrativa, especialmente se tivermos em conta que esta série é de 1999 e ainda está a decorrer no Japão. Os episódios são divertidos, incluem acção e comédia q.b. e vêm-se lindamente. É também refrescante uma série com um cenário tão diferente, não é nem um ambiente urbano moderno japonês nem um universo alternativo fantástico ou de ficção-científica, o que, por mais que goste, se torna por vezes cansativo.

Infelizmente os episódios que estão a passar na SIC-Radical, os mesmos que passaram há tempos na SIC, estão dobrados em português e mais infelizmente ainda pelo meu mais odiado estúdio de dobragens português: a Novaga. Portanto, apesar de estar consideravelmente melhor, ainda temos as péssimas vozes e ainda pior direcção de actores de Dragon Ball, Sailormoon e Saint Seiya. Há pessoas que deviam se ouvir e considerar uma mudança de carreira. Outro problema mais técnico que isso constitui é que em quase todos os episódios temos invariavelmente vozes repetidas e como muito dificilmente estes actores saem do seu registo de no máximo dois tipos de voz... é fácil perceber o que acontece.

One Piece é definitivamente uma série bem divertida, que vou tentar seguir apesar das minhas dúvidas que a SIC a tenha comprado completa. Mas essa dúvida também inclui outra mais positiva: pode ser que não tenham dobrado tudo o que têm. A esperança é a última a morrer!!

ワンピース - フジテレビ [JP]
ワンピース 東映アニメーション [JP]

SIC-Radical
2ª-5ª: 08:25, 13:30, 19:20
sab: 11:45 (5 eps.)
dom: 19:40

26.11.08

Entrevista sobre Sailormoon com Naoko Takeuchi

Mais ou menos na altura da sua publicação (1998), li na revista sobre anime online EX: The Online World of Anime & Manga uma pequena mas esclarecedora entrevista que Naoko Takeuchi deu, logo após a publicação do último volume da sua manga Sailormoon (18º), acerca da série numa convenção nos Estados Unidos. Hoje voltei, após 10 anos, a esbarrar com a mesma entrevista e, arriscando-me a chatear o autor, Charles McCarter, resolvi traduzi-la e publicá-la no Anime-Comic. Fi-lo essencialmente porque a entrevista clarifica aspectos importantes da manga e acho que o público português, por vezes induzido em erro com boatos de internet, acaba por ficar com algumas dúvidas ou criar mal entendidos por causa dos mesmos.

O original da entrevista, em inglês, pode ser lido aqui:
Public Interview with Naoko Takeuchi, by Charles McCarter (EX)



CHAMAM-LHE TAKEUCHI NAOKO
—por Charles McCarter

A Comic Con International deste ano teve a presença de mais uma personalidade notória do anime. A criadora da fenomenalmente popular Sailormoon, Naoko Takeuchi foi trazida do Japão para uma rara presença pessoal pela Mixx Entertainment.

Apesar de a Srª. Takeuchi só ter tido a possibilidade de participar na convenção nos dois primeiros dias, o seu impacto foi sentido de imediato. Multidões vestidas como as suas personagens favoritas de Sailormoon andavam pelos salões, fizeram fila para obter um autógrafo e para participar na sua única conferência na Comic Con.

Levou quase 20 minutos para os fãs entrar na única fila para a sala e se sentarem. Após a multidão se ter acalmado, a Srª Takeuchi entrou recebida com aplausos retumbantes. Então, após alguma confusão inicial e problemas técnicos, a conferência começou. Foi essencialmente uma longa sessão de perguntas e respostas. Aqui estão a maioria das perguntas feitas à Srª Takeuchi, e as suas respostas.

P: Como chegou à ideia para Sailormoon?
NT: Conversava com os meus editores a tentar decidir uma história, quando mencionei que era fã das séries sentai [séries de equipas de super-heróis]. Decidi que queria criar uma série com um grupo exclusivamente feminino.

P: O que acha de Sailormoon ser chamada de "um tipo novo de desenho-animado para raparigas"?
NT: No Japão, existe imenso anime especificamente para raparigas. Gostava de ver esta tendência espalhar-se por todo o mundo.

P: A Sailormoon vai continuar?
NT: A manga de Sailormoon termina no volume 18. Acabou, não vai haver mais.

P: Haverá alguma vez Sailors masculinos?
NT: As Guerreiras Sailor [Navegantes] são apenas raparigas.

P: O que influênciou a sua criação de Sailormoon?
NT: No Japão, as raparigas das escolas preparatória e secundária vestem o sailor-fuku [uniforme escolar de marinheiro], portanto estas roupas são um símbolo geralmente reconhecido para as jovens raparigas. Queria torná-la numa super-heroína que tivesse a ver com toda a gente. E muitos rapazes japoneses gostam muito desses uniformes. (risos)

P: Se fosse uma das Guerreiras Sailor, qual delas seria e porquê?
NT: Seria Sailormoon, porque quando criei a personagem, ela estava próxima da minha personalidade.

P: Existe alguma controvérsia acerca da personagem Haruka. Ela era um homem que se transformou numa mulher quando se tornou Sailor Uranus?
NT: A Haruka sempre foi uma rapariga. E sempre o será. Quanto às Starlights, na manga elas sempre foram raparigas. Mas, no anime, foram transformadas em rapazes, e eu não fiquei muito satisfeita com isso.

P: Vai haver algum filme Starlight ou OVAs?
NT: Também quero que façam isso!

P: A Sailor Uranus e a Sailor Neptune são amantes? Se são, porque escreveu a história assim?
NT: Sim, são amantes. A razão é porque ligam bem. Neptune é muito menina e feminina enquanto que a Uranus é maria-rapaz e tem um coração masculino. E naquelas idades as raparigas são muito emotivas. (pausa) E comparando com as outras cinco, elas têm mais tempo livre. (risos)

P: Porque não existe uma Sailor Earth [Terra]?
NT: O Tuxedo Mask [Mascarado] toma o lugar de uma Sailor Earth.

P: Porque estão a Sailormoon e a Sailor Mars sempre a discutir?
NT: Porque são muito boas amigas. São tão amigas que discutem o tempo todo.

P: Sempre quis ser artista?
NT: No Japão é muito comum as crianças quererem ser artistas quando crescerem. Sempre foi o meu sonho desde pequena.

P: Porque é que a manga Sailormoon, dirigida a jovens raparigas, é tão popular com tipos mais velhos?
NT: Porque tem muitas raparigas giras e sexy. (risos)

P: No que está a trabalhar agora?
NT: Ainda estou a tentar decidir o meu próximo projecto. Gostava de fazer algo com magia.

No fim da conferência, a Srª Takeuchi posou para fotografias com alguns dos seus fãs vestidos como as personagens, e depois teve de ir a correr para baixo para a sua sessão de autógrafos.

De notar que não utilizei as traduções de nomes e outros da dobragem portuguesa, porque em geral estão mal traduzidos ou aportuguesados, aspecto com o qual não concordo. Mas, para a compreensão geral, coloquei entre [] o seu equivalente.

11.9.08

Comecei a re-ver: Sailormoon R

Mais ou menos pelas mesmas razões que Sailormoon S, recomecei a ver Sailormoon R, a 2ª série de Sailormoon e anterior à S. Infelizmente Sailormoon R começa com a pior fase de Sailormoon, no total da obra, e o único troço no anime que não está na manga. Nesta fase da 'Makaiju', ou 'Eil e Ann', prova-se que, apesar de Naoko Takeuchi nunca mais ter tido um êxito, pelo menos em Sailormoon ela acertou em cheio e os argumentistas do anime nunca deveriam ter tido tanta rédea solta. A única coisa boa que resultou desta fase foi o filme de Sailormoon R, cuja narrativa e especialmente a arte gráfica se inspiram nesta pequena fase, claramente o melhor filme dos 3 feitos a partir da série.

Mas Sailormoon R é a série que começou a beber do êxito inesperado que Sailormoon obteve, que originou toneladas de merchandising, introduziu a intriga de Neo-Tokyo, o futuro longínquo de Usagi, Mamoru, ou seja Neo-Queen Serenity e King Endymion, e a sua filha Small Lady Serenity, ou seja Chibi-Usa. Chibi-Usa é um dos ódios de estimação de muitos fãs de Sailormoon, mas, apesar de a achar uma pestinha insuportável, não é um dos meus (acho que não tenho ódios de estimação em Sailormoon) e nesta série dá origem a uma das minhas vilãs preferidas: Black Lady. Aqui ainda aparece a primeira e carismática outer senshi, Sailorpluto, a única que hoje em dia talvez não existisse, pois oficialmente Plutão não é mais considerado planeta.

Como Sailormoon S, vou apreciar a R devagarinho e apanhar pormenores que o tempo me fez esquecer.

セーラームーンチャンネル

31.8.08

Comecei a re-ver: Sailormoon S

Há meses que começou a crescer em mim uma vontade difícil de ignorar de rever Sailormoon. Sou fã incondicional de Sailormoon desde antes da série estrear por cá, quando, com grandes dificuldades, conseguia arranjar alguma imprensa de anime estrangeira pelo correio. Sailormoon foi a primeira manga que li em japonês, que entretanto reli mais umas 3 ou mais vezes, e tenho, claro, a série completa em VHS, no original, sem legendas, que também já vi pelo menos 3 ou 4 vezes todos os 200 episódios. Mas como os VHS têm tendência a degradar com o tempo e as minhas cópias nem sempre têm tudo como deve ser (genéricos certos com as vozes, etc.) não queria arriscar colocá-las no vídeo mais uma vez, a não ser que fosse para converter para formato digital. Felizmente que há pouco tempo, quando comecei a reunir esforços para a arranjar pela net, arranjei uma cópias de excelente qualidade, dos DVDs japoneses e com softsubs, portanto posso continuar a ver Sailormoon sem a perturbação das legendas.

Já deu para perceber que sou grande fã de Sailormoon, e podia continuar aqui a escrever sem fim, acerca desta série. Sailormoon S é a 3ª série e a minha preferida das 5. A razão porque comecei a rever esta e não por ordem não depende de mim, mas de quem está a lançar os ficheiros, e não consegui esperar. Mas não importa, já conheço a série suficientemente bem para a poder ver sem ser por ordem sem problemas.

Depois de tantos anos (há quase 10 anos que não pego no anime) é refrescante e muito agradável voltar a conviver com Usagi e companhia. Já não me lembrava o quão ruidosa ela era, mas isso até se torna divertido, pois as personagens do mesmo tipo que surgiram depois nunca chegaram à sofisticação da caracterização de Usagi. A S é a série que nos traz três novas senshi, no desfilar de senshi que se segue. É uma série de viragem, Usagi, mantendo-se fiel a si própria, é obrigada a sofisticar-se e a amadurecer face aos exemplos mais adultos com que se cruza. Nestes primeiros episódios foi muito engraçado relembrar o quão doida é Minako e a sua parceria de loucos com Usagi. Uma das coisas que me fez pena na versão live-action foi Minako se tornar tão séria, coisa que também não é na manga. O surgimento de Haruka e Michiru é muito divertido devido ao contraste e concorrência saudável que se estabelece com o núcleo existente das outras raparigas. Até Mamoru tem concorrência na andrógina Haruka.

Mais posts se seguirão de certeza, rever estes poucos episódios relembrou-me do quanto gosto desta série!

セーラームーンチャンネル

24.8.08

Ando a ver: Cutey Honey Flash

Já deve ter dado para perceber que sou fã de Cutie Honey, até mesmo de Go Nagai, o seu autor. Cutey Honey Flash foi o primeiro grande spin off desta personagem, e o que se desvia mais do original.

Cutie Honey é um shounen, mas que acabou por ser lentamente absorvido num universo shoujo devida a forte influência que exerceu no seu subgénero, o mahou shoujo. Séries como Majokko Meg-chan ou Sailormoon são herdeiras directas de variadíssimos aspectos de Cutie Honey. De certa forma, sendo Cutey Honey Flash um sucedâneo de Sailormoon e claramente uma versão shoujo de Cutie Honey, parece que se fechou o círculo no que toca a quem influencia o quê.

Cutey Honey Flash é um anime com uma produção imaculada, com uma qualidade técnica acima da média, que foi produzida exactamente para aproveitar o balanço deixado pelo fim de Sailormoon. Claro que foi produzida pela Toei e grande parte da equipa de Sailormoon transitou para este anime que a veio substituir. Portanto esta Cutey Honey é 50% Go Nagai, 50% Sailormoon.

Como parte das transformações feitas para adaptar esta série ao que se esperava que o público de Sailormoon queria, temos um character design mais doce e feminino, corpos lânguidos por oposição à voluptuosidade habitual de Cutie Honey, alguma mas menos nudez, cores mais vivas e alegres, algumas personagens que se mantêm, outras personagens novas e um contexto semelhante com premissas novas. Sendo assumidamente um mahou shoujo, Cutey Honey tem 10 vezes mais transformações, existe um interesse romântico maior por Seiji, e um misterioso Tasogare no Prince (Príncipe do Crepúsculo). O grosso da vida de Honey passa-se num colégio privado, Natsuko (Nat-chan) é a sua melhor amiga, e o Prof. Kisaragi, o pai de Honey, foi raptado nos primeiros episódios pela Panther Claw.

No geral o que muda verdadeiramente é o tom da série que é mais romântica e virada para os sentimentos de Honey, primeiro o desespero do rapto e provável morte do pai, a aproximação romântica por Seiji, os encontros emocionantes e misteriosos com o Tasogare no Prince e depois o dilema de ser uma andróide. Cada episódio segue uma fórmula semelhante à de Sailormoon em que temos um distúrbio causado pelos Panther Claw, Honey transforma-se numa série de alter-egos diferentes para, no fim, se transformar em Cutey Honey e derrotar os Panther Claw com um ataque especial. Ao longo dos episódios pequenos detalhes da narrativa principal vão sendo desvendados, mas que não afectam muito a narrativa individual de cada um.

É uma série anime engraçada, vê-se bem, mas não é muito entusiasmante. A qualidade da produção é um grande trunfo, que se não fosse assim talvez não fizesse este anime ser tão agradável de ver. Não é, de todo, a melhor adaptação de Cutie Honey que já vi. Depois desta ficam a faltar-me as séries antigas, com essas é que vou poder ver o que sobrou do espírito original nesta adaptação.

Quem lê este post há de notar que por vezes escrevo Cutie Honey e outras Cutey Honey. O que aconteceu é que, até sair a série Cutey Honey Flash escrevia-se キューティーハーニー [kyuu-tii-haa-nii] das duas formas, a primeira ortograficamente correcta em inglês, a segunda não, um erro de romanização bastante comum entre os japoneses. Com Cutey Honey Flash adoptou-se sempre esta romanização e, quando saiu o filme live action de Cutie Honey e a série de OAVs Re: Cutie Honey, resolveu-se normalizar o nome oficial para Cutie Honey para todas as versões menos a Flash, que sempre usou o mesmo modo de escrever e é considerada um "desvio" do original. Portanto, quando escrevo Cutie, refiro-me à manga original, ao universo Cutie Honey ou às outras séries e, quando escrevo Cutey, refiro-me a Cutey Honey Flash em específico.

キューティーハニーF
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