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23.6.14

Non Gou & Andromeda Promethium

Non Gou, Majokko Meg-chan | La Andromeda Promethium, 1000 Nen Joou
Há algum tempo que não fazia aqui um post sobre cosplay, mas desde então tenho ido a alguns eventos e dois fatos novos. Continuo a seguir a política de 1 fato por ano, pois a carteira não permite mais.

O ano passado no Verão fiz a 2ª versão do fato de Non Gou (Nádia), de Majokko Meg-chan (Bia, a Pequena Feiticeira), cuja 1º versão foi o meu maior falhanço em termos de cosplay. As razões foram muitas, mas resumindo a época em que o fiz, anos 90, foi errada: perucas, ainda por cima azuis, nem imaginá-las e eu tive a ideia macarrónica de fazê-la novamente em lã (a de Black Lady resultou pois tinha os totós e eu fiz uma touca) e devo ter parecido uma Non de trapos. Também houve outros precalços, que aliás até desta vez tive dificuldade em ultrapassar alguns, um deles a pintura facial branca, que para mim é um sacrifício. Como insisto em estar o mais confortável possível, o fato da Non, pelas razões menos óbvias, acaba por ser um dos meus fatos mais desconfortáveis.

Por outro lado, o meu mais recente fato, Andromeda Promethium, de 1000 Nen Joou, de Leiji Matsumoto, é um dos meus fatos mais confortáveis, também pelas razões menos óbvias. Apesar da peruca de 1,5m e 660g de peso, como fui aprendendo a prender bem as perucas (= maior conforto), consegui fazer a coroa bastante leve e que permanecesse segura um dia inteiro na minha cabeça, como o vestido é comprido e de malha, pude usar os sapatos que me apeteceu (no caso as minhas sandalechas, estilo Birkenstock, todo-o-terreno) e chegar ao fim do dia com um cansaço mínimo.

Sim, fazer cosplay não é confortável, basicamente passam-se muitas horas em pé, nem sempre com os sapatos mais confortáveis ou com roupa constrangedora ou pouco adequada à temperatura local. Já para não falar nas perucas, que às vezes podemos estar um dia inteiro com uma peruca de 1,5m e não nos sentir muito incomodados, ou outras vezes passarmos umas horas com uma peruca curtinha e só sentir comichão e calor na cabeça... Mas a diversão de enfiar uma fatiota fora do vulgar, que saiu das nossas mãos e olhar-mo-nos de relance numa vitrine ou espelho e reconhecermos a personagem é do mais recompensador que há!

Aos eventos, vamos por partes.

Asian Culture Party
Em Julho do ano passado fui a este evento convidada como jurada de dois concursos de skits de cosplay, um individual e outro de grupo, e também porque foi num local que tinha curiosidade em ver, num pavilhão na Cidade Universitária. No primeiro dia levei o cosplay de Tsukikage-sensei, que como o tempo estava chocho provou ser uma boa opção (mas fui de ténis - a vantagem dos vestidos compridos), mas no segundo não levei o da Non, que estava praticamente pronto, fui à civil, pois a peruca chegou, Lei de Murphy, na segunda-feira seguinte. Típico.
O evento tinha boas condições mas foi chocho. A entrada não era cara, mas desiludiu um pouco quem ia lá atrás do título, pois basicamente foi um evento de anime (Japão) modesto com Gangnam Style (Coreia) aos berros nos altifalantes. A organização era esforçada e simpática, mas talvez tenha sido demasiado ambiciosa.
Soube há pouco que este ano é mesmo perto de minha casa, mas no mesmo dia do AniFest... que já foi anunciado há meses. Sem comentários.

AniFest
Em Setembro foi a primeira edição do AniFest em que fui mais uma vez jurada do concurso de cosplay ECG. Estreei o cosplay de Non, mas a temperatura ainda estava demasiado alta para tanta roupa e a cara branca. Resultado: apesar de ter adorado toda a experiência, partilhado a mesa do júri com a Asheria, excelente cosplayer portuguesa, e a Shappi, uma cosplayer incrível da Polónia, que para além de talentosa é amorosa, acabei por passar grande parte do dia fechada nos camarins com o ar condicionado no fresquinho e não ter usufruído de grande parte do evento.
Mas no dia seguinte fui à civil e aproveitei vários workshops, um genérico sobre cosplay da Ana Isabela e um muito esclarecedor sobre armaduras da Shappi.
O ambiente no evento, cheio de actividades e com a adicional de convidados estrangeiros, era muito bom e animado e achei tudo bastante bem organizado. Este ano há mais e mal posso esperar!

Winter Cosplay Ball
Em Dezembro finalmente foi organizado um "baile" de cosplay, coisa que desejava há algum tempo. A APC, Associação Portuguesa de Cosplay, junto com um "salão de jogos", a X-treme games, organizou o que era mais uma festa com traje obrigatório cosplay ou formal. Levei o meu fato de Yuuko, pois como é bastante natalício e por ser de veludo, achei adequado para uma festa assim.
O espaço, apesar de pequeno e lhe faltar qualquer tipo de charme digno da palavra "baile", é mais estilo garagem, foi perfeitamente adequado ao tipo de festa que resultou e foi uma excelente oportunidade para conviver com outros cosplayers sem mais elementos que pudessem distrair. Fora a escolha musical, para mim pouco interessante, a festa foi um sucesso, conheci imensa gente simpática nova, convivi com mais gente simpática que já conhecia e diverti-me muito. Este evento ainda teve a vantagem de ser suficientemente perto da minha casa para ir a pé. Espero que haja nova edição este ano.

Cosplay Photoshoot #11
Novamente em sábado de Carnaval fui ao Parque das Nações ao Photoshoot. Levei o cosplay de Non, já com alguns alívios, graças a muita pesquisa e algumas ££, e soube lindamente tentar encarnar uma personagem que tem poses e não precisa estar com um ar demasiado sério ou zangado.
O que faz a diferença neste evento todos os anos, para além de um fato diferente, são os cosplayers com quem calha acabarmos por conviver. Mais uma vez conheci gente nova, na maior parte das vezes são as personagens ou alguma característica dos fatos que servem para quebrar o gelo. Nesse aspecto o cosplay gera um convívio fácil, calculo eu, até para a pessoa mais tímida.
Este ano repetiu-se a after-party, desta vez uma espécie de reprise mais descontraída do baile de Inverno na X-treme Games. Foi bom, mas uma bela canseira!

Festa do Japão
Acho que não mencionei antes, há quatro anos que se organiza em Lisboa, no jardim das Sakuras em Belém a Festa do Japão. No primeiro ano não fui, nem sei porquê, mas a partir do segundo ano, e porque percebi que havia algum destaque ao cosplay, fui sempre até agora. Estreei lá o fato dos corações da Hokuto Sumeragi (Tokyo Babylon), o ano passado fui de Tsukikage-sensei e este ano estreei a Andromeda.
A Festa do Japão é mais multicultural, tem vários espectáculos em palco, dança, música, artes marciais, cosplay, e ainda bancas, cuja minha preferida é a dos livros em 2ª mão. Já lá achei uns tesourinhos! Também há bancas de comida, o meu tirar a barriga de misérias anual de takoyaki.
Este ano foi especial por reencontrar um velho amigo destas andanças do anime, o Tetsuo Ogata, do Club Otaku. Também foi especial por o test-drive da minha coroa, que tanto trabalho deu, ter sido um sucesso, até quando me abaixava ela não saiu do lugar. Só não experimentei fazer headbanging ou andar aos pulos, mas convenhamos... seria off-character!

Podem ver as fotos que fui tirando nesses eventos nas minhas galerias do Google (Asian Culture Party, AniFest, Cosplay Photoshoot #11, Festa do Japão 2014).


Cidade Universitária, ETIC, X-treme Games, Parque das Nações, Belém

20.9.13

Heroes of Cosplay



Quando ouvi falar da série do Sy-Fy Heroes of Cosplay fiquei de antenas no ar. Por mais que deteste reality shows, um acerca de um dos meus passatempos favoritos, tinha que ver. Já escrevi a minha primeira reacção (em inglês) num journal no meu DA [It's Just a Silly Show] onde manifestei o meu choque pelas reacções violentas de ódio que senti pela internet. Cerca de quatro semanas depois ainda defendo o meu ponto de vista.

Heroes of Cosplay é realmente apenas tolinho, altamente ensaiado e não pretende mostrar o que realmente é o cosplay para a maioria dos cosplayers. Apenas é um reality show onde só interessa o drama, com gente espampanante de preferência. Querem gente mais espampanante que os cosplayers? Só mesmo travestis. O programa foca-se essencialmente em concursos, que é apenas um lado do cosplay, o lado que uma minoria escolhe. A escolha do elenco incidiu essencialmente num grupo de pessoas que já se conheciam entre si, com graus diferentes de aptidões e de reconhecimento na comunidade americana. Pelo que deu para perceber, poderiam ter sido estas pessoas ou outras quaisquer, desde que preenchessem os requisitos para cada "personagem". Sob o filtro da montagem agressiva que nos dá muito provavelmente uma imagem errada das pessoas, então vamos a eles:

Yaya Han, a grande vedeta do programa, uma cosplayer bem conhecida (eu já a conhecia - não pelas razões certas - boobs!) que tem um negócio derivado do cosplay. No programa ela passa como a "rainha", a grande autoridade do cosplay que na maioria dos episódios é júri nos concursos. Para mim ela é boa cosplayer, tem fatos muito elaborados e bem executados, usa materiais caros, rodeia-se de bons fotógrafos e tem disponibilidade para fazer sessões de fotografia profissionais. Embirro com o facto de ela valorizar demasiado a sua identidade em detrimento de uma certa fidelidade ao design original. Um exemplo é o fato de C.C. de que prefiro muito mais a versão da cosplayer portuguesa Ureshii (na imagem).

Ricky LeCotay, cosplayer com uma vertente de construção e moldagem forte que quer vingar no meio dos efeitos especiais. Passa como a profissional dedicada e vê-se bastante a construir os fatos apesar da ajuda ocasional do namorado/marido. Achei-a boa cosplayer, em geral gostei das personagens escolhidas e o fato de Rocketeer encheu-me as medidas! Muito bem escolhido, muito fiel ao design original (da banda-desenhada) e muito bem feito.

Monika Lee, talvez a mais novinha, discípula de Yaya Han, tem jeitinho mas raramente se vê a fazer seja o que for. Passa pela "bitch" de serviço, é a única que nunca tem nada de agradável a dizer. Gostei dela como cosplayer, é bonitinha, gostei inclusive das escolhas de fatos, não gostei da atitude mas acho que tem bom potencial como cosplayer. Talvez se não perdesse tanto tempo a falar dos outros a qualidade geral melhorasse.

Viktoria Schmidt, uma cosplayer mediana. Passa como a calona de serviço que não faz nenhum, atrasa-se sempre e acha que tem potencial para ser muito boa. Detestei as escolhas dela, achei que a abordagem dela era fútil e pouco esforçada e sobrevaloriza o próprio potencial. Os fatos eram mal executados, a grande maioria do trabalho era feita pelo namorado, que era tratado como escravo para todo o serviço. Estranhamente, fora do primeiro plano do programa achei que os cosplays dela eram melhores, talvez não fossem feitos por ela.

Chloe Dykstra, apresentadora de um programa no Nerdist chamado Just Cos. É apresentada como a "newbie" que não percebe nada do assunto e que tem uma visão idealista dos concursos de cosplay. Gostei dela por duas razões, é filha de John Dykstra, um nome que conheço há mais de duas décadas por ser um dos criadores de efeitos especiais em Star Wars e não só, e pela sua atitude desprendida. Apesar de passar pela deslumbrada boazinha, vê-se que sabe o que anda a fazer e escolhe bem as personagens. Não percebi porque, depois dela ter feito o fato de Lydia Deetz a colocam a "lutar" com a máquina de costura (da Hello Kitty ) no 5º episódio. Cronologicamente não faz sentido e duvido que ela não saiba costurar.

Jessica Merizan e Holly Conrad, são uma dupla de cosplayers que também tem um negócio de "prostethics" em conjunto. São apresentadas como a equipa que se desentende sempre e depois falha por causa disso. Apesar de terem um estilo completamente diferente do meu até achei que elas funcionam bem como equipa e que os resultados, embora algo atabalhoados, são bons.

Becky Young, cosplayer mediana. É apresentada como a "underdog" com falta de amor próprio, a desgraçada que é mal tratada por todos e considerada uma parvinha chorona. Tem dificuldade com grandes adereços e insiste em fazê-los, ou mandar o colega de quarto fazê-los, mas é esforçada, desenrasca-se bem na costura e tem um bom desempenho em palco.

Jess Lagers, o único homem e claramente um adepto do steampunk, quer vingar nos concursos de cosplay. É mostrado como o artista frustrado que gasta o que tem e o que não tem para os concursos de cosplay e nunca ganha nada. A nível de adereços e grandes peças pareceu-me que o trabalho dele não é mau, mas no último programa percebe-se bem que o nível de costura dele é muito fraco, cose torto, utiliza linhas de cor contrastante onde não fica bem e faz outros erros básicos de costura.

O programa mostra um lado muito exagerado do cosplay, focando-se nos concursos, menosprezando o que eles chamam "floor cosplay", cosplays que não vão a concurso, e deixando-nos de água na boca para ver alguns cosplays com muito bom ar que passam de raspão pelo écrã. Os gráficos que nos mostravam a "transformação" dos cosplayers nas personagens eram muito manhosos, teria sido preferível não tentarem fazer um efeito-todo-especial e fazerem algo mais interessante como uma mini sessão de fotografias. Aparentemente a cenourinha dos concursos americanos são prémios em dinheiro, por cá quando muito ganha-se um vale de compras dum patrocinador qualquer ou, no caso das eliminatórias dos concursos internacionais, alojamento e viagem à borla para os concorrentes vencedores - eu acho. Não estranhei haver tanto destaque para fatos de comics ou filmes de Hollywood ou mesmo para jogos, estranhei haver tanto desprendimento no juízo de cosplays originais ou variantes "criativas" de designs existentes. Para mim cosplays originais são um contrasenso, mas não me vou alargar nisso. O certo é que ambos são colocados ao mesmo nível nos concursos americanos o que me leva a questionar os critérios de pontuação. Por cá os cosplays originais não são permitidos na maioria dos concursos. Tive alguma pena de haver poucos cosplays baseados em anime, mas era previsível. Também estranhei a maioria dos concursos não ter skit (cá são quase fundamentais), portanto apenas os fatos são avaliados. Certamente que cada convenção/concurso tem as suas regras próprias e muito mais critérios que os que nos são mostrados, mas pelo menos para isso serviu Heroes of Cosplay, para vermos o que motiva os cosplayers americanos que têm claramente um estilo diferente dos europeus e dos asiáticos.

Para exacerbar o drama, os cosplayers são mostrados a começar fatos algo elaborados nas vésperas das convenções, muito improvável, a empenharem as suas vidas pessoais e económicas pelo cosplay e a arriscarem a sua saúde em nome do espectáculo, pouco saudável. Claro que um reality show que não incluísse tudo isto seria aborrecido, mas preferia que o programa tivesse focado mais na parte da construção, e menos no drama. Talvez o tiro lhes tenha saído pela culatra, pois nos programas finais mostraram a maioria a ganhar qualquer coisa e todos muito amiguinhos num final feliz cheio de corações.

Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo e isso viu-se fora do écrã. O vestido do Tron de Viktoria é originalmente da designer de moda Betsey Johnson, houve várias violações de direitos de autor por parte do Sy-Fy, utilizando fotografias sem a autorização dos fotógrafos e ainda menos sem lhes pagar os direitos, alguns intervenientes sentiram a necessidades de se retratar publicamente após a emissão do programa, etc.. Isto leva-me ainda mais a questionar a seriedade com que o programa foi feito, pois em geral pareceu-me produzido muito em cima do joelho, muito no desenrasca, pouco profissional e dependendo quase inteiramente dos cosplayers para animar a coisa. Quase parecem algumas convenções em Portugal... Sendo claramente um programa barato e sem grande produção, pergunto-me se não seria preferível não o terem feito. Era para encher chouriços? Sem dúvida!

Não deixando de achar Heroes of Cosplay um programa fútil e pouco representativo do que é o cosplay para a maioria dos adeptos, acho o saldo positivo, deu para aprender uma coisinha ou duas, é interessante ver como as coisas são encaradas do outro lado do oceano e praticar o lado voyeur de cada um de nós, que aliás é o que em geral nos leva a ver reality shows. Outra coisa que deu para perceber é que o nível dos cosplayers portugueses é, em geral, mais alto que o dos americanos, o que nos falta são os meios para fazer o que eles fazem, mas o talento está cá.

Agora a questão levanta-se: será que vai haver nova temporada? Se houver, será que se mantém o elenco? Veremos...

Heroes of Cosplay

apesar de termos o canal Sy-Fy, Heroes of Cosplay só passou nos Estados Unidos...

13.2.13

Cosplay Photoshoot #10

 
Há muito que não falo aqui em cosplay, mas o certo é que ultimamente até tenho andado mais activa. Desde 2010 tenho feito um fato novo por ano (o meu limite orçamental) e tenho ido a mais eventos que o costume. Como o Cosplay Photoshoot comemorou a 10ª edição este ano, não podia haver melhor ocasião para falar em cosplay! Em 2011 vesti o meu fato de Yuuko, do capítulo da neve na versão da manga de xxxHOLiC, pois não gostei das cores demasiado natalícias da versão do anime. Como na manga a ilustração está só a preto e branco, o que era preto deixei preto e o branco optei por um grená. Inicialmente queria um vermelho escuro, mas a pouca escolha em tecidos acabou por condicionar a cor. Acabei por utilisar um veludo grená, que também me "obrigou" a bordar as rosas das baínhas. Ainda me falta bordá-las na baínha da saia, mas o orçamento acabou - as linhas são caras. Em 2012 não fui ao Photoshoot pois era para fazer par com um amigo meu num cosplay bastante elaborado que mal está começado... Como na 3ª-Feira de Carnaval uma amiga fazia anos, aproveitei a festa para voltar a vestir a Yuuko. Em Março arranjei convite para o Iberanime Lx, mas não levei cosplay pois os meus são quase todos mais invernosos, estava demasiado calor. Entretanto em Julho decidi fazer o fato dos corações da Hokuto (Tokyo Babylon) que levei à Festa do Japão em Belém. Tive algumas dificuldades com a estrutura da saia, só me lembrando de usar espuma na véspera do evento, quando já não tinha tempo para a ir comprar. Voltei a vestir a Hokuto em Setembro no Midori II, já com a espuma, mas ainda sem os sapatos (não consigo encontrar sapatos com a forma aproximada por um preço módico...). E finalmente regressei à BD Amadora em cosplay! Voltei a vestir a Yuuko e uma amiga tirou-me umas fotos engraçadas num cenário vagamente semelhante ao da manga, mas sem a neve...
    
FOTOS: Joana Fernandes, Isabel Tomás, Leo Pinela

Entretanto, como aliás fiz vários posts aqui, encontrei os episódios que me faltavam ver de Glass no Kamen de 2005, comecei e li a manga até onde pude (vol.48) e vi o dorama. Excusado será dizer que rapidamente Glass no Kamen se tornou uma das minhas manga/anime preferidos pelo que decidi levar a paixão ao próximo patamar, fazer o cosplay de Tsukikage-sensei. Escolhi-a por várias razões, gosto do fato, apesar de ser simples, gosto do drama que lhe está associado (a cicatriz, o cinto com um ar vintage) e, para além dos figurinos de Maya e Ayumi, Glass no Kamen não é propriamente a série mais fértil em bons cosplays. Outro factor decisivo é que dificilmente eu faria cosplay de Maya ou Ayumi, demasiado adolescentes para mim, não faço crossplay (Masumi ou Onodera - HAHAHA! ia ser engraçado!) pelo que me restava Tsukikage-sensei, que é a personagem com a imagem mais marcante. Gostei imenso de fazer este fato, pois envolveu mais do que costura, que é o meu forte. Aliás, neste fato a costura foi o mais fácil, também tive de pentear a peruca, que vinha menos volumosa e encaracolada que eu queria, fazer o cinto, que envolveu fazer de raiz a jóia verde em resina e caracterização, com a cicatriz de queimada de Tsukikage-sensei, que, à falta de orçamento para latex, fiz com cola UHU, base, e maquilhagem que tinha em casa. Não fotografei a cicatriz das três vezes que a fiz (uma de teste, para o Photoshoot e para um pequeno evento num restaurante), mas é uma cicatriz mutante XD. Posso assegurar que vou fazer sempre a cicatriz, mesmo que se veja mal por trás do cabelo, sempre que fizer cosplay de Tsukikage-sensei.

O Cosplay Photoshoot é definitivamente o meu evento preferido. É o mais democrático, pois as pessoas vão essencialmente para se divertir, é o mais fácil, pois é no Carnaval, o que faz com que os mais tímidos tenham menos receio de se mascarar e é o evento com a maior aglomeração de cosplayers de todo o país. Não tenho 100% certeza disto, mas aposto como é. Este ano houve faltas de cosplayers habitués, e é sempre com pena que vejo cosplayers à civil no evento. Mas é sempre muito bom passar uma tarde a falar de tecidos, perucas, adereços, métodos de construção com um punhado de pessoas com quem normalmente só "converso" online. Foi muito divertido e naturalmente já ando a pensar no do próximo ano, que será um remake do único cosplay meu que falhou. Na altura não encontrei o tecido que queria, a peruca teve de ser em lã e ficou muito feia e é uma personagem que A-D-O-R-O! Claro que não é o único cosplay da lista, que está sempre a crescer. Fiquem atentos...

E fiquem com a galeria das fotos que tirei no Photoshoot #10:


Parque das Nações

7.11.11

Cosplay @ FIBDA 2011

Mais um post sobre cosplay, mas desta vez, infelizmente, a experiência não foi tão feliz.

Desde o ano passado que a organização do cosplay no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (Amadora BD) mudou de mãos e o cosplay ressentiu-se disso. Há 3 anos regressei à BD Amadora, para o 10º aniversário oficial do cosplay na BD Amadora (11º não-oficial) e deparei-me com o fenómeno de massas em que o cosplay se tornara, uma reunião caótica mas feliz de cosplayers no mais antigo festival de banda-desenhada do país. Entre tantos cosplayers, tal como no Photoshoot, encontra-se de tudo, mas sobretudo fãs de anime, bd e jogos contentes por encarnarem as suas personagens preferidas. Naturalmente a concurso foi uma parcela, mas as restantes pessoas rejubilavam.

O ano passado aparentemente as pessoas evaporaram-se... participaram poucos cosplayers do costume, o concurso teve pouquíssimos concorrentes, mas a qualidade geral dos fatos ainda era bastante boa e encontravam-se bastantes cosplayers a assistir. Este ano, o número de concorrentes foi semelhante, o público também, mas a organização do festival foi, no mínimo, cruel em localizar o palco, que não é utilizado apenas para o cosplay, na cave, que é um estacionamento e cujo pé direito é tão baixo que as luzes de palco faziam sombra umas nas outras... Como o estacionamento já é um local escuro, com o chão preto, as "paredes" da exposição pretas e uma iluminação geral muito fraca, nem fotografias minimamente decentes deu para tirar!

Mas infelizmente não foi só, o concurso, claramente organizado em cima do joelho, demonstrou uma falta de empenho e ignorância do formato, que felizmente parece que não se abateu muito no espírito dos concorrentes, que continuaram a divertir-se entre os amigos. No dia seguinte foi a final nacional do Concurso de Cosplay da Anipop, cujo júri era 33% o mesmo da véspera, onde uma concorrente foi penalizada pela falha técnica da organização na projecção do vídeo. Só quando a concorrente tinha o skit quase no fim, é que se lembraram de recomeçar e aparentemente isso penalizou-a injustamente na pontuação (já para não falar na sobrecarga no nervosismo que estas coisas implicam). No geral é uma pena que as coisas tenham decorrido como decorreram, todas as concorrentes foram altamente penalizadas pela falta de condições (nem bastidores o palco tinha!) e tenho a certeza que no final, sobrepondo-se à satisfação de ter concorrido, houve uma dose de frustração que ninguém merece!

Eu, que há 3 e 2 anos, me desfiz em elogios pelo cosplay português ter florescido de forma tão bonita e saudável, hoje só consigo esconder a cara de vergonha, pela péssima organização, tanto da parte da Anipop como da própria Amadora BD, que insiste em ignorar os cosplayers e um público mais jovem que não vê outro atractivo no festival a não ser o cosplay e as lojas. É uma falta de respeito para quem perde tanto tempo, faz um esforço acima da média e gasta bastante dinheiro nestes fatos, muitas vezes de qualidade quase profissional, apenas por amor à arte, ao anime e manga (e jogos, etc.) e a um passatempo extremamente criativo e positivo!

Resta-me deixar as galerias do ano passado e deste ano, não bloguei o ano passado por razões pessoais que me afastaram de muita coisa, mas cá estão elas!




Amadora BD - Fórum Luís Camões

19.9.11

European Cosplay Gathering @ Anipop

Há muito que não ia a uma Anipop, a falta de disponibilidade e o facto de pagar entrada, confesso que me demovem com frequência. Mas neste ano fui convidada a fazer um painel sobre as bonecas Blythe (ver Dolls with ATTITUDE) e logo de seguida a ser jurada da eliminatória portuguesa para o European Cosplay Gathering, que aceitei com prazer. Foi a minha primeira experiência do género, já que nunca pensei em participar em concursos (o palco/performance são o meu calcanhar de aquiles) e foi muito interessante.

Havia poucas participantes divididas em categorias de individual e grupo - sim, eram só raparigas. Tínhamos vários critérios de avaliação, eles também divididos pela concepção do fato e skit (50/50), o que ajuda a tomar decisões em casos de impasse. Infelizmente houve uma concorrente que teve de desistir, pois não se sentia suficientemente segura para concorrer. Acho que foi uma decisão sensata da parte dela, já que sofreu uma série de azares com o fato e não teria sido justo para ela. Mas espero que não desista de acabar o seu cosplay e concorra numa próxima oportunidade. O cosplay é para ser acima de tudo divertido!

Um concurso destes passa por duas fases: a apreciação dos fatos e adereços, com a condição de terem sido feitos pelos próprios, e depois o skit, em palco e em público. No geral posso afirmar que os fatos ou eram muito bons ou muito maus, não houve meio-termo. A concepção dos adereços de algumas participantes revela um investimento acima da média das cosplayers, que é de louvar e valoriza o cosplay português. Todas souberam defender muito bem as suas criações e quero ver mais destas cosplayers que conheci melhor neste evento. Os skits foram todos bastante bons, mas infelizmente houve algumas falhas técnicas que acabaram por prejudicar as cosplayers. Isso revela que ainda existe por parte das instituições alguma falta de profissionalismo em relação a eventos com esta natureza mais pop. Gostava que fossem encarados com a mesma seriedade com que se encaram um concerto de música clássica ou um bailado. Disponibilizar o palco para um ensaio geral como deve ser, sem stresses e histerias (para isso já basta o nervosismo das concorrentes - não esqueçamos que quem faz isto são amadores), seria um dos factores que teria melhorado a performance de todas as cosplayers envolvidas.

Tanto para os fatos como para o skit a escolha da série/jogo e personagens é definitivamente fundamental. Se nos fatos pesam a sua complexidade, execução e adereços vistosos, no skit pesa haver um tipo de narrativa e um bom apoio em vídeo/áudio (neste concurso os individuais têm 1 minuto e os grupos 2,5 minutos) que proporcione espectáculo para o público. Portanto a escolha de séries ou jogos que tenham bom potencial para um espectáculo simples, mas fácil e acessível, são muito importantes. Não precisam ser forçosamente séries muito populares, mas há que haver uma boa capacidade de síntese da parte dos cosplayers para pensar no seu skit como um mini-espectáculo de entretenimento e talvez por vezes abdicar de personagens ou séries favoritas por não darem muitas possibilidades para tal.

Gostei imenso da experiência, gostei de trocar ideias com outras cosplayers e acho realmente admirável o seu esforço e investimento. O cosplay é um passatempo incrível que de mau só tem o facto de ser dispendioso.




Museu do Oriente

9.3.11

Cosplay Photoshoot #8

Este ano voltei a participar, fui de Yuuko Ichihara (xxx HOLiC), o fato do episódio da neve, versão manga (não gosto da versão do anime - demasiado mãe Natal), e a tirar fotografias no encontro anual de cosplay em Lisboa, o Cosplay Photoshoot, este ano organizado pela Cosplayer E-zine. Acabei por não ter nenhuma foto minha tirada com a minha máquina, mas vou ver se arranjo uma para colocar aqui (já arranjei!).

Este ano foi particularmente divertido já que o tempo resolveu colaborar apesar de uma ameaçadora chuvada matinal. Resultado: houve mais gente mascarada e imensos miúdos a fazer cosplay, entre eles uma Luna de Sailormoon, uma Sakura Kinomoto (Card Captor Sakura) um Naruto ultra-kawaii e uma Temari (acho, espero que sim) acompanhada do pai. Esta geração tem os pais mais fixes de sempre! Houve várias personagens de Sailormoon, algumas de Dragon Ball e Dragon Ball Z, menos de Naruto que o habitual, umas de Kenshin. O anime old school ainda bomba!

Divirtam-se com a galeria, se identificarem algum cosplay, personagem ou série, por favor comentem aqui ou no Picasa.



Parque das Nações

19.2.10

Cosplay Photoshoot #7

Pois é, fiz o meu cosplay comeback! Já há muito tempo que não participava em eventos de cosplay (mesmo muito) e uns anitos (bastante menos) que nem sequer fazia cosplay... A vida tem destas coisas, por vezes uma pessoa opta por fazer uma pausa em determinadas coisas pelas mais variadas razões e essa pausa prolonga-se mais tempo que o previsto.

Nunca tinha ido ao Photoshoot, mas desde que comecei a ver fotografias do mesmo na net que de certa forma prometi a mim mesma que se algum dia fosse era para ir em glória e acho que o cumpri. Não foi um grupo particularmente interessante, em cada cosplayer havia 3 pessoas à civil e duas mais ou menos (isto é, com um ou outro adereço relacionado com anime). Isto aliado a uma chuva chata dispersou de tal forma as pessoas que dificilmente se teve uma boa ideia dos bons fatos que por lá passaram. Mas no meio da maralha de Narutos e afins, de gente encasacada onde mal se vislumbravam os fatos e de os poucos cosplayers que conheço pessoalmente ou não terem ido ou terem aparecido à civil, diverti-me bastante e valeu a pena!

Quanto aos cosplays destaco o par Kagome-Inu Yasha, estavam tal e qual! O Jack Skellington, que apesar de não estar perfeito, a cabeça e o laço-morcego estavam fabulosos, a Mokona Modoki pelo esforço e originalidade, fatos desse tipo não são os mais fáceis de conseguir mas são sempre eficazes. E depois... uma Eternal Sailormoon (mesmo sem as asas) e uma Super Sailor Mars são sempre razão de festa!

Mais uma vez tirei fotos que estão aqui. Perdoem-me o exercício narcisista, a maioria são minhas, mas pelo menos uma vez por ano tenho direito, não?



Parque das Nações

9.11.09

Cosplay@FIBDA 09


Finalmente volto cá, dizem que o bom filho à casa torna e aqui estou eu! Não tenho consumido muito anime e daí a minha ausência deste blog, mas ultimamente a minha vida tem estado bem preenchida de anime se bem que de outras formas.

Antes de mais fui novamente à apresentação anual da Professora Suyama e da Tokyo Kogei, chamada "Beyond Kawaii" este ano, que nos trouxe para além de curtas-metragens de ex-alunos ou de alunos finalistas alguns dos próprios autores que apresentaram os seus filmes. Foi muito interessante ver os autores cara a cara e renovou a vontade de voltar para o ano!

Mas intensa foi a BD Amadora deste ano que teve diversos eventos relacionados com o anime: uma versão reduzida da apresentação do "Beyond Kawaii", uma mesa redonda com diversos autores de manga europeus, incluindo três portuguesas e uma luso-descendente sueca (uau, isto soa bem!), exposição de trabalhos dos mesmos (alguns mesmo muito bons), o lançamento do filme Evangelion 1.01 - You are (not) alone (farei um post exclusivo mais tarde), pela NCreatures e ainda 2, sim dois dias de cosplay.

O primeiro dia de cosplay foi o costumeiro Cosplay@FIBDA, em que a razão de fatos bons para fatos maus aumentou consideravelmente para meu gáudio e satisfação. É maravilhoso ver que o cosplay em Portugal está saudável e a crescer bem e dou os meus maiores parabéns à organização que tem mantido com grande esforço e apoio limitado da organização da BD Amadora este evento. O segundo dia foi dedicado à eliminatória nacional para o Euro Cosplay, que teve poucos mas muito bons participantes.

Desta vez não me esqueci da máquina em casa e tirei uma bela dose de fotos! Para ilustrar este post coloquei um retrato do meu cosplay preferido deste ano: Himawari a partir de uma ilustração da manga xxxHOLiC. Foi o meu preferido porque estava extremamente bem executado, nada de colado a cuspo ou atalhos para apressar o trabalho, e também porque gosto bastante da série e da personagem e já me tinha babado toda para o fato na ilustração de onde foi baseado. Só acho que um bocadinho de maquilhagem ajudava a abrilhantar mais o cosplay, está um pouco pálida demais a rapariga. Apesar de não ter sido a grande vencedora, todos os outros vencedores estão de parabéns e mereceram os respectivos prémios!

O segundo dia foi preenchido por cosplays no geral espectaculares, onde a tarefa da escolha era bem difícil, pois não havia um único fato mau ou mais ou menos. O meu preferido foi o de Medusa de Petshop of Horrors, um anime de que não gostei mas onde realmente o trabalho visual é muito interessante. Pena é que não passa daí. Pelo meio havia uma boa dose de anime mais "old school", incluindo um Eva-02 e uma Saori/Athena de Saint Seiya. O grande e merecido vencedor foi o Sephiroth, de Final Fantasy 7, que teve a infelicidade de não ter a logística do lado dele, o fato é enorme e a entrada para o auditório tinha uma altura de cerca de 2m, que já é baixa à partida...

Disponibilizei as minhas fotos numa galeria do Picasa, agradecia que os leitores mais dedicados me possam ajudar a completar os nomes das séries, personagens e cosplayers, comentando as respectivas fotos, visto que ninguém nasce ensinado. Escusado será pedir que mencionem a origem das mesmas caso as queiram utilizar.




BD Amadora

9.11.08

Cosplay

Já não ia ao FIBDA (Festival de Banda Desenhada da Amadora) há cerca de 5-6 anos, eu que ia lá com regularidade quase todos os anos desde que o festival começou... Este ano, em parte por serem os 10 anos oficiais do cosplay (se bem que o cosplay no FIBDA tem, na realidade 11 anos, fui quem o organizou nesses dois anos), e também por causa do tema ser a ficção-científica e da exposição de Star Wars, este ano fui lá ver.

O espaço do festival estava engraçado, gostei deste edifício, o último onde estive não era adequado a um evento como este, e gostei da cenografia, por vezes demasiado realista nos corredores de nave espacial (demorei que tempos e mais umas voltas para encontrar a saída), mas foi pena o auditório ser tão minúsculo e não ser em anfiteatro. Conclusão: no desfile propriamente dito do cosplay só vi cabeças e pontas de chapéus e adereços (e eu sou alta!). Já cheguei a meio, portanto já não vi todos os cosplayers, mas no geral foi com imensa satisfação que vi tanta adesão a uma coisa que há 10-11 anos atrás foi mais "obrigar" uma meia-dúzia de fãs de anime com que me dava a se juntarem a mim a fazer triste figura pelas ruas de Lisboa e da Amadora (sim, o pessoal vestia-se em casa e ia em cosplay até lá), e a serem gozados pela mão-cheia de visitantes do FIBDA. Não há dúvida que as coisas mudaram radicalmente e, para além dos números se terem inflacionado umas 20 vezes, tive muita satisfação em ver uma percentagem muito grande de rapazes em cosplay.

Como disse, no meio de tanta confusão e de um espaço demasiado apertado para o cosplay, acabei por ver menos fatos do que gostaria. A vantagem foi que os poucos que vi foi mesmo de muito perto, o que deu para apreciar condignamente a qualidade. Do lado espectacular estava uma Queen Esther de Trinity Blood, cujo fato, além de extremamente trabalhoso e certamente caro, estava muito bem feito. Foi, sem dúvida o que mais chamou a atenção. Depois vi uma Sakura de Tsubasa, cujo fato estava muitíssimo bem feito e também era muito espectacular. O Yue de Card Captor Sakura também era muito chamatório mas não estava muito bem feito, tinha todos os elementos, certamente que as asas deram um trabalhão, mas falta-lhe técnica. Pelos corredores também me cruzei várias vezes com uma Shinku e uma Suigintou de Rozen Maiden, cujos fatos estavam, na minha opinião entre os melhores: os tecidos estavam muitíssimo bem escolhidos (veludo) super bem cortados e confeccionados e não lhes faltavam pormenores nenhuns. A única coisa que eu fazia era investir em perucas melhores, pois destoavam, apesar de cumprirem a sua função. Também me cruzei, mas já de raspão com uma Kaoru de Kenshin (o kimono azul com borboletas de uma ilustração) que estava também excelente, muitíssimo bem pintado, bons tecidos, bem vestido (acreditem: não é fácil vestir bem um kimono).

E por fim os Zorros e as Princesas do cosplay à portuguesa: fatos de Naruto e de Final Fantasy... eram tantos que dava para encenarem cenas inteiras das respectivas séries e jogos, ia era haver personagens repetidas, o que em Naruto não é grave...

Foi divertido, também gostei muito da exposição que foi um misto de viagem ao passado (Flash Gordon Valerian, José Ruy, etc.) com algumas coisas novas bastante interessantes. Não queria gastar dinheiro nas lojas por diversas razões, mas acabei por comprar os 8 volumes da edição brasileira de A Princesa e o Cavaleiro, de Osamu Tezuka, que já tinha namorado há anos na loja (na Feira da Ladra) e não tinha comprado. Para quem não saiba, A Princesa e o Cavaleiro (Ribbon no Kishi) foi a primeira manga shoujo da história e é actualmente uma raridade. A edição brasileira é simpática, não posso avaliar o texto pois ainda não li, mas está bem impressa e é bem barata (€1,50 cada). As edições brasileiras seguem o sistema italiano de livrinhos, mais finos que os tankoubons, mas a preços acessíveis. E a mim não me chateia nada ler em português do Brasil, mas claro que preferia em japonês.

PS - ainda faço cosplay, mas no Carnaval.

Cosplay@FIBDA 08 - Galeria oficial

esqueci-me da minha máquina, mas um amigo meu tirou algumas fotos, quando ele mas der eu coloco aqui uma ou duas.
22.04.2009: finalmente a foto prometida... a Queen Esther com uma outra personagem que desconheço.
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