5.6.08

Ando a ver: Oniisama E...

Definitivamente há raparigas apaixonadas por raparigas neste anime! Mas é tudo muito contido, num ambiente exacerbadamente feminino, onde o convívio com rapazes (ou homens) é visto com maus olhos. Não consigo olhar para este anime como uma manifestação homoerótica no feminino, mas sim um despertar da sexualidade e amadurecimento das personagens em que as relações, de amizade ou amorosas, entre o mesmo sexo são aceites como parte integrante deste microcosmos, enquanto que relações entre o sexo oposto são alvo de escândalo e mexerico. O engraçado nisto tudo é que as duas ingénuas apaixonadas, a protagonista Nanako e a nova e franca amiga Mariko, se interessam pelas duas raparigas mais másculas ou maria-rapaz do microcosmos do Colégio Seiran, Saint-Juste e Kaoru-no-Kimi.

Não há dúvida que se trata de uma perspectiva estranha numa visão ocidental e heterosexual da sexualidade, mas também me parece que toda esta simbologia e intensidade de relações fazem parte de um universo exclusivamente feminino, para ser usufruido em privado. Esta história também vai buscar muito a um gosto antigo das japonesas por homens andróginos e/ou efeminados que personificam um ideal romântico. A dada altura Mariko refere-se aos homens como sujos e brutos, numa clara recusa dos homens másculos e guerreiros, que dificilmente partilham este universo tão feminino.

Não sou de todo especialista em sociologia ou mesmo antropologia, mas este é um anime que dá muito para pensar em relação ao modo como os japoneses, mais concretamente as mulheres japonesas, vivem a sexualidade e o seu papel em relações românticas idealistas. Não será por acaso que a companhia exclusivamente feminina Takarazuka Revue (que encena dramas musicais românticos) tem uma gigantesca popularidade entre as mulheres e as otokoyaku (actrizes que fazem os papeis masculinos) têm legiões de fãs, como se de um Brad Pitt ou Johnny Depp se tratassem. Não há dúvida que é um universo fechado, exclusivamente nipónico, que teve a sua época áurea entre os anos 60 e 80, época essa em que a manga e anime de Oniisama He... foram produzidos.

Ao ver esta série também encontro claríssimas influências no anime mais recente, Utena, assumidamente inspirado na mais famosa manga da mesma autora desta, Ikeda Riyoko. Ao contrário de Versailles no Bara, aqui as influências não são tanto visuais mas mais do ambiente, das hierarquias, das personagens e suas relações.

Mach GoGoGo

Acabei de ver mesmo agora uma reportagem da estreia do filme Speed Racer e fiquei chocada! Deu-me mais razões ainda para não querer ver.

Speed Racer, ou Mach GoGoGo no original, é uma simples série anime de desporto, que passou no Canal Panda há alguns anos. Como foi produzida nos anos 60, e por consequência é uma das primeiras séries anime dos estúdios Tatsunoko, que marcou o seu estilo muito particular, faz algum sentido que as corridas de Grand-Prix onde o Mach 5 participa sejam algo mais que simples corridas de carros.

Este anime partilha um espírito muito anos 60 em que este tipo de corridas, Monte Carlo e Steve McQueen estavam na moda e vai beber a todas estas inspirações, com aquele visual streamlined, graficamente muito limpinho da época.

Infelizmente a série foi muito (demasiado) remisturada nos Estados Unidos, onde foi um sucesso retumbante, que lhe tirou parte da pureza e frescura originais. Talvez por isso me tenha assustado tanto o excesso de 3D e efeitos digitais (de qualidade questionável, topava-se sempre que o Mach 5 era em 3D) nas imagens que vi do filme que, na intenção, a la Dick Tracy, de lhe conferir um visual colorido de desenho animado, estragou. O cabelo à Pin-y-Pon de Speed (Go Mifune no original) também não ajuda.

Há coisas (e séries anime) que devem ser deixadas sossegadinhas no lugar onde sempre estiveram, principalmente se continuam populares há mais de 30 anos!

マッハGoGoGo

3.6.08

Minky Momo: Yume wo Dakishimete

Quase tive um ataque quando percebi que o Canal Panda estava a dar este anime. Pensava que era a mesma série que tinha dado cá, na falecida Europa Television, no final dos anos 80, sob o título de Gigi, mas afinal é a segunda série, já produzida em 91 (a primeira é de 1982-83).

Mesmo assim é sem dúvida um anime que quero seguir! Já andava com saudades de um mahou shoujo à séria!

Como em quase todos os mahou shoujos a permissa é simples: Minky Momo vem de um reino mágico, o Reino dos Sonhos, para a Terra, viver como uma rapariga normal para salvar os sonhos dos humanos. A característica que a distingue dos outros é que Momo se pode transformar, graças, claro, a uma varinha mágica em adulta com as mais variadas profissões ou capacidades. Não é um anime muito profundo ou intrincado, mas é simpático e divertido de ver.

Gostava também de rever a série original, principalmente nas condições desta, com o genérico integralmente em japonês e os nomes das personagens mantidos. Pedir que não seja dobrado é demais para o Canal Panda, mas neste caso é uma pena pois nesta segunda série a voz de Momo não é mais que a famosérrima Megumi Hayashibara (Rei em Evangelion, Faye em Cowboy Bebop), num dos seus primeiros papéis de renome.

魔法のプリンセス ミンキーモモ -夢を抱きしめて-

Canal Panda
2ª - 6ª: 07:30, 20:40
sáb.: 13:00
dom.: 13:10, 20:40

1.6.08

Comecei a ver: Oniisama E...

Por ser de Ikeda Riyoko, a autora de Versailles no Bara, este anime despertou-me a curiosidade.

Oniisama E... (Querido irmão...) circula no universo de um colégio ao estilo ocidental, melhor, no que os japoneses nos anos 70 achavam que era um colégio ao estilo ocidental, feminino. A protagonista, Misonoo Nanako, uma rapariga simples, ingénua e sensível, e na ilusão de que entrou para o colégio dos seus sonhos, é arrebatada para um universo cheio de intrigas, rivalidades, poder e mistério. Como estes elementos, aliados a um outro mistério na sua família, temos os ingredientes certos para muito (melo)drama ao melhor estilo japonês. Sim, porque apesar de a "paisagem" ser ocidentalizada, a nível de relações e emoções este anime não podia ser mais japonês!

A nível técnico, dentro da época que foi criado, é um anime excepcional, sem bem que um pouco coxo para os dias de hoje. O trabalho de arte e desenho de personagens é muitíssimo elaborado, a paleta de cores escura e contrastada, mas a animação abusa um pouco dos quadros parados ou repetições em situações de tensão, conflito ou êxtase. A música é como os vestidos delas: romântica, com imenso piano e os vestidos com muitos laços, flores e folhos.

Este anime é conhecido pelas conotações lésbicas entre as diversas raparigas. Ainda vou no início, já deu para perceber que algo de estranho se passa principalmente com as duas raparigas mais masculinas, Saint Juste e Kaoru no Kimi. Mesmo assim, como normalmente este tipo de relações em manga e anime shoujo costumam apenas ser implícitas ou platónicas, vou esperar para ver mais para depois me pronunciar.

Ah! Não falei do irmão do título (oniisama). Esse irmão, é um rapaz mais velho a quem Nanako pediu para escrever como se fosse seu irmão mais velho e pensa que não o é, mas é quase irmão dela, mas não é. Confuso? É mesmo para ser (por enquanto).

28.5.08

Monstra 2008


Atama Yama (Mount Head) - Kôji Yamamura

Recentemente, durante o Festival de Cinema de Animação, Monstra, em colaboração com o novíssimo Museu do Oriente, os Lisboetas (eu incluída) tiveram uma oportunidade rara de ver animação japonesa de autor. Houve quatro tipos de sessões, abrangendo várias gerações de animadores, a primeira dedicada ao Mestre Osamu Tezuka, mostrando pequenos filmes mais experimentais do mesmo, uma segunda de filmes de Renzo Kinoshita, uma terceira dedicada ao Oriente visto pelo Ocidente e a quarta e última com os filmes de Kôji Yamamura.

Osamu Tezuka
Dos títulos que passaram, Lenda da Floresta, A Sereia, Pingo, Contos do Fim da Rua e Salto, já conhecia os dois últimos, sendo o meu preferido o brilhante Salto (Jumping). Esta pequeníssima amostra, fez-nos perceber o quão prolífico e ecléctico era Osamu Tezuka e deixou para trás a vontade de ver mais, muito mais.

Renzo Kinoshita
De Renzo Kinoshita passaram Made In Japan, Japonês, Picadon e Último Raid em Kumagaya. Esta sessão foi uma espécie de déjà-vu, pois já tinha visto todos os filmes e alguns (Picadon) mais que uma vez, talvez nos Nippon Koma. Kinoshita, cuja carreira se concentra mais nos anos 70, tem um estilo um pouco datado, mas que nos transporta no tempo, para um Japão que tende a desaparecer. Por outro lado, os seus filmes são sentidos testemunhos das bombas atómicas, pedem-nos para não esquecer a catástrofe que causaram. Destaco Made In Japan.

O Oriente visto pelo Ocidente
Passaram vários filmes de várias origens e a inspiração oriental não era apenas nipónica. De entre todos os títulos destaco em particular Screenplay, de Barry Purves, que repega na animação de marionetes (técnica desenvolvida originalmente na Checoslováquia, adoptada pelo realizador japonês Kihachiro Kawamoto, cuja estética de certo inspirou este filme), adaptando uma estética tradicional japonesa e do teatro de Kabuki e nos oferece um filme tecnicamente arrojado, muito bonito e muito japonês.

Kôji Yamamura
Até esta sessão só tinha visto o filme acima: Atama Yama (Mount Head). Depois de ver mais, Aquatic, Perspektivenbox, The Old Crocodile, Fig, A House, Kid's Castle, Pieces e A Child's Metaphysics, fiquei fã deste realizador muito criativo, que alia técnicas muito variadas (pintura no vidro, plasticina, tinta sobre papel) a aspectos da cultura popular japonesa, tais como o teatro Kyogen ou as antigas formas de narração japonesas. Como brinde a Monstra ainda nos proporcionou uma masterclass com o realizador, onde ele explicou a sua metodologia de trabalho e uma exposição com originais do seu último filme, em competição no festival, Franz Kafka's A Country Doctor.

23.5.08

Terminei de ver: xxxHOLiC

A estreia da nova série de xxxHOLiC, xxxHOLiC ◆ Kei, fez com que retomasse esta série que apenas ficou pendurada por falta de disponibilidade para ver tanto anime.

Comparando com a manga, que entretanto estou a ler, esta série faz muitas alterações, com alguma falta de lógica. A primeira grande alteração, e talvez a única justificada, é a liagação com a outra história das CLAMP, que se desenvolve em paralelo, Tsubasa-RESERVoir CHRoNiCLE-. Mas como não gostei de Tsubasa, não me faz diferença. De qualquer modo, esta ausência deve-se essencialmente ao facto de as duas séries serem produzidas por estúdios diferentes e emitidas em canais diferentes de televisão: Bee Train e NHK para Tsubasa e Production I.G. e TBS para xxxHOLiC. Outra alteração grande é a ordem das histórias, que não tendo grande força na narrativa principal, não faz mossa, mas que em certos casos, onde se justifica por falta de coincidência de calendário, obriga a mudanças na história, como foi o caso dos episódios do Dia de S. Valentim e White Day. Por outro lado houve episódios onde se acrescentou perfeito disparate gratuito de anime, talvez apenas para encher... Tenho bastante pena dessas alterações pois assim perderam-se alguns detalhes bem divertidos da manga. A última grande alteração, nem sempre consensual entre os fãs, foi a cor do cabelo de Ame Warashi, a espírito da chuva, azul claro na manga, vermelho fogo no anime. Apesar de eu gostar mais do vermelho, não encontro nenhuma razão para essa mudança.

De resto é um anime bem interessante, com um aspecto de comédia fantástica, gótica e esotérica, escondento por trás sentimentos e noções filosóficas bem sérios interessantes. Muitos desses conceitos de destino e etc. já vêm de trás na obra das CLAMP, directamente inspirados pelo Budismo e Xintoísmo, e não são, de forma alguma gratuitos.

O guarda-roupa de Yuuko continua fabulosamente exótico, se bem que aquém das ilustrações da manga. Com o tempo até passei a achar graça à canção do genérico inicial, 19 Sai, mas a primeira canção do genérico final, Reason, nunca me convenceu. Por outro lado a segunda canção do genérico final, Kagerou, interpretada pelo grupo(?) BUCK-TICK, fez me lembrar, juntamente com a animação de Maru, Moro e Mokona, a maneira de cantar do brasileiro Sidney Magal.

Há alguma coisa no final da série que me fez confusão: o penúltimo episódio termina como se fosse o fim da série, dando a ideia de que Yuuko vai continuar a atender quem precisar dela e depois há um último episódio, encarado como um especial, em que conta uma história bem pessoal de Watanuki. Não vejo porque não foi integrado no meio do resto da série, apesar de nos dar alguns elementos do passado de Watanuki, elementos que já andavam implícitos no resto dos episódios.

xxxHOLiC - TBS Animation

12.5.08

Zona Animax - 2ª leva


Já vem com algum atraso mas não queria deixar de opinar a 2ª leva da Zona Animax no AXN.

InuYasha
Continuo a gostar bastante, se bem que a história evolui um bocado devagar (é para fazer render o peixe). Mesmo assim é um bom exemplo de história de Rumiko Takahashi que alia de forma bastante equilibrada a acção, o romance e a comédia, não é é tão boa como algumas das anteriores.

Corrector Yui
Este anime parece-me um spin-off do clássico mahou shoujo, mas a Yui é tão parvinha e barulhenta que não consigo deixar de achar esta série irritante. Lá pelo meio vão se encontrando referências a outras séries ou filmes, inclusive tem (no episódio 5 ou 6) uma cena directamente inspirada na minha cena favorita de Totoro.

Ueki no Housoku [The Law of Ueki]
A primeira coisa irritante deste anime aborrecido é o mau português na tradução do título: A Lei do Ueki. Se Ueki é uma pessoa, deveria ser A Lei de Ueki... Adiante, este é um anime aborrecido, cuja permissa, um rapaz indiferente é arrastado para uma competição sobrenatural, parece vagamente interessante mas torna-se rapidamente repetitiva e chata. Nem a sua eléctrica amiga anima as coisas... deixei de ver.

Detective Conan
Para um anime com tanto sucesso no Japão, fiquei um pouco desapontada. Primeiro, para um anime desta duração (mais de 500 episódios) sente-se imensa falta de uma explicação conclusiva, para além da introdução no genérico, do que raio afinal se passou com Conan/Kudo. Depois os episódios, em forma de casos policiais, deixam muito aquém a intriga e não usam estratagemas clássicos da narrativa de suspanse as vezes que seriam de desejar. Para um anime que tem claramente inspiração directa nos livros de Agatha Christie, parece-me pouco criativo, ficando a curiosidade de compreender o mistério principal que envolve Conan. Mas como esta série é looonga, ainda há esperança.
Ah, a péssima tradução do espanhol faz com que hajam frases que não fazem sentido num anime que depende do texto e que os nomes japoneses sejam escritos numa grafia, no mínimo, esquisita e que não tem nada a ver com o português ou com a convenção adoptada internacionalmente para a escrita dos mesmos. Acho que o truque é ler os Y como J e os J como H, confuso não é?

Lupin III
Claramente a minha série preferida desta leva! Apesar da animação um pouco antiquada e menos fluída, é uma série que tem personagens divertidas e cativantes, histórias cheias de acção e uma banda-sonora excelente! É daquelas séries que não sei de qual personagem gostar mais: se do cool Lupin, se do pragmático Jigen, da aldrabona Fujiko, do eficiente Goemon ou do trapalhão Zenigata. São todos fantásticos e todos constroem excelentes episódios. E depois cada estratagema mais rocambolesco de Lupin para levar a bom porto os seus roubos ou salvamentos, são de partir o coco a rir! Saio daqui a cantar...
♪Lupin the Thiird, Lupin the Thiiird, Lupin, Lupin Lupin...♪

Kochikame, a louca academia de polícia
Já tinha visto alguns episódios desta série no Canal Panda, mas agora estou a divertir-me bastante a vê-la de fio a pavio no AXN. Este é um típico anime de comédia, bastante inocente mas por vezes atrevido, que conta as desventuras de um polícia demasiado calão para o ser. Claro que vendo isto do ponto de vista da polícia japonesa, que serve mais para dar informação aos transeuntes ou ajudar a comunidade, já nos parece um pouquinho mais plausível. Mesmo assim os exageros de Ryo são demais e proporcionam uns bons 25 minutos de anime. É uma série estruturada sem uma continuidade forte, mas com divertidas e loucas histórias por episódio.

AXN
sábado e domingo, a partir das 12:45h
e a partir das 6:45 (repetição)

Zona Animax

10.5.08

Witch Hunter ROBIN

Levada pelo meu gosto pelo fantástico, resolvi ver Witch Hunter ROBIN, um anime já um tanto datado. Infelizmente é mais uma daquelas séries que impressionam pela originalidade e aparência mais séria ou adulta, mas que acabam por desiludir por não oferecerem, afinal, nada de novo.

Robin Sena é uma rapariga de 15 anos que, apesar de ter nascido no Japão, viveu em Itália, num convento, até ao início da série. Ela regressa ao Japão para integrar uma equipa de caçadores de Witches. Não vou utilizar a tradução, bruxa ou feiticeira, porque para além de estas(es) Witches não corresponderem à definição literal da palavra, tanto podem ser homens ou mulheres para o que a palavra em inglês (utilizada no original) é mais prática, não tendo género. Na equipa temos um pouco de tudo: o geek de computadores (sem poderes), a mulher maternal, a rapariga fútil, o rapaz imaturo e o líder carismático e também sorumbático. De todos só mesmo Robin e Amon (o líder) são mais góticos no visual, parecendo que Robin está sempre com as roupas de alguém maior que ela... Mas Robin tem uma Vespa e por isso já gosto dela!

Esta equipa usa os seus próprios poderes para caçar Witches rebeldes, sem os matar. Robin usa o fogo e tem uma certa dificuldade em adaptar-se às regras desta equipa e da sociedade japonesa em geral. As histórias são independentes com uma ténue linha condutora através dos episódios que nos vai dando pormenores da vida de Robin e das personalidades dos outros elementos. A meio a narrativa concentra-se mais em Robin e o seu passado misterioso, passando a caçadora a ser a caça.

A acção passa-se na actualidade, mostrando por vezes lados socialmente menos aceitáveis, tais como os sem-abrigo ou outras realidades invulgares nos anime. Portanto quase todos os cenários são paisagens realistas de Tóquio, mas sem referências marcantes excepto o ocasional plano da Tokyo Tower ou das torres do Município. A excepção é o edifício da organização (STN) que faz em quase tudo lembrar o edifício do Blade Runner e o escritório, mais concretamente, parece o escritório da série de TV Earth: Final Conflict. Ah! E gosto da maneira como os japoneses dizem Robin (com ênfase no in), é giro!

Queria ver, já vi, está visto. É um anime um bocado chato de ver, pois arrasta-se e não deixa recordações memoráveis...

Witch Hubter ROBIN [JP]

25.4.08

Doraemon, Embaixador do Anime


O Ex.mo Sr. Embaixador Doraemon e o seu assessor Nobita.

É um senhor cargo esse a que foi nomeado Doraemon!

Ainda não tinha mencionado esta importante notícia para o mundo do anime e dos seus fãs. Acho a escolha de Doraemon muito acertada pois é extremamente popular e bem conhecido também no ocidente, não sendo demasiado infantil para irritar e por pertencer a uma série que nos mostra bastante o dia-a-dia japonês.

Durante muitas décadas o anime foi produzido apenas para consumo interno no Japão, havendo pouco interesse das entidades na sua exportação, uma vez que os lucros proveninetes da mesma eram pouco significativos em comparação aos do próprio país. Mas nos anos 90 isso foi mudando e é refrescante perceber que as autoridades japonesas já não consideram apenas como produto cultural as artes tradicionais que, por mais interessantes que sejam (e são!), por vezes cheiram a mofo...

Parabéns Doraemon! E o mesmo será dizê-lo, parabéns ao anime e a quem o faz!

11.4.08

Canal Animax


Só mesmo nesta terra... fiquei a saber do novo Canal Animax há bocado pelo jornal do Metro e como se isso não bastasse a pouquíssima informação que consegui recolher na net só me deu alguns títulos e não percebi rigorosamente nada de como a programação ser vai processar.

A verdade é que, quando a Zona Animax estreou no canal AXN já se falava num canal Animax da Península Ibérica e é isso que começa amanhã (dia 12/04). De resto o site oficial http://www.animax.pt/ ainda está inactivo, até agora, e pelo que percebi, o canal apenas vai estar disponível para quem tem o MEO com o pacote adicional de Entretenimento (onde o canal Animax está classificado como infantil, HAHAHAHAHA!) e que, entre outras, vai passar as séries NANA, Detective Conan, Le Chevalier D'Éon, Lupin III, Chobits, Love Hina e os filmes Ghost In the Shell, Appleseed e Kai Doh Maru.

Vamos lá ver se a disponibilidade do canal será um pouquinho mais democrática...
12.04.2008
Voltei ao site oficial e já está a funcionar. Lá, para além da programação e informação sobre as séries ainda diz que o canal também está disponível no Clix Smart TV, para além do MEO.
Animax

Ando a ver: Witch Hunter ROBIN

Só ia fazer um post sobre esta série (nesse post vai se perceber porquê) mas não resisti a este misto de engrish e de marca alternativa em anime. É mais uma prova de que os japoneses muitas vezes usam o inglês de forma muito "criativa"... esta é muito boa!

2.4.08

Comecei a ver: Chi's Sweet Home

Para quem gosta de gatos como eu, este Chi's Sweet Home é para ver e tão kawaii, tão kawaii quanto há memória!!!

São curtíssimos episódios que contam a história de um gatinho, Chi, sob o seu ponto de vista, desde que se perde da mãe. De-li-ci-o-so!

チーズスイートホーム

30.3.08

Terminei de ver: Cutie Honey THE LIVE

Mais uma versão de Cutie Honey e ainda me faltam algumas... Definitivamente sou fã assumida de qualquer versão deste título e o que tem sido feito ultimamente mantém vivo o espírito leve e divertido, mas cheio de acção e efeitos especiais do original e das adaptações anteriores.

Cutie Honey THE LIVE começou um bocado perra e talvez parvinha demais até para uma Cutie Honey. Com um público-alvo claramente mais novo que a maioria das adaptações e a querer apelar a um público feminino (com a excepção de Cutey Honey F), esta série é mais suave que, por exemplo o filme, a anterior adaptação com pessoas reais. Tendo em conta o meio televisivo a que também foi destinada, a quantidade e qualidade dos efeitos é inferior, mas bem resolvida dentro da narrativa, mantendo-se simples, coerente e sem grandes ideias acima das suas capacidades. Digamos que este é um formato mais pragmático, onde a grande motivação das protagonistas (Honey, Miki e Yuki) é a amizade e o amor, com uma pitada de conquista megalómana do mundo, que, claro, prevalecem!

No geral a impressão é boa, esta série deixou-me semana a semana expectante acerca do que iria acontecer e, apesar de não ter uma história brilhante e de também não ter sido a melhor adaptação da manga que já vi, convence e diverte.

キューティーハニー THE LIVE

23.3.08

Terminei de ver: NANA

Ok, finalmente acabei NANA, demorei tanto que já chateava! (há mais séries...)

Houve vários motivos para a demora, mas um deles é que o meu entusiasmo acerca desta série começou a esmorecer à medida que a ia vendo. É uma série muito bem feita, muito bem animada, com gráficos de primeira qualidade, excelentes e variados genéricos, bem estruturada e com uma boa história mas que lhe falta "aquilo" para ser uma excelente série.

Não sei se foi ser um soap, se foi não sentir verdadeira evolução na história ou personagens, ou até as coisas ficarem mais ou menos em aberto (eu até costumo gostar disso) mas NANA não me convenceu e até desiludiu por comparação às duas outras histórias que já conheço de Ai Yazawa, Gokinjo Monogatari e Paradise Kiss. Acho que talvez seja demasiado realista para me agarrar ao écran. Confesso que 3(!) episódios de resumo também chateiam, um já é muito, três são demais!

No fim foi deixada uma vaga promessa de uma continuação, promessa essa que parece não vir a ser cumprida em anime, apenas na manga. Felizmente vimo-nos livres da Suzue Nana... não percebo o que é que lhes deu para inventarem tal coisa!

NANA ーナナー

16.3.08

Magic Knight Rayearth: Openings e Endings

Estão aqui os vídeos dos genéricos de início (OP) e fim (ED) originais de Rayearth como tira-teimas da minha embirração com as versões americanas dos anime. Bem mais decentes!!


OP1: Yuzurenai Negai
OP2: Kirai ni Narenai
OP3: Hikari to Kage wo Dakishimeta Mama

ED1: Asue no Yuuki
ED2: Lullaby ~Yasashiku Dakasete~
ED3: Itsuka Kagayaku

魔法騎士レイアース
Magic Knight Rayearth TMS

Cyborg009

Se não fosse ter dois gatos chatos, que me acordam de madrugada para lhes dar comida, NUNCA tinha dado por este anime por causa do título que lhe foi dado pela SIC: Cyborg. Sem o 009 tomei-a por mais uma daquelas séries de animação americanas ou europeias para exportar como americanas de encher. Aliás resta perceber porque deixaram cair o 009... Neste caso não me parece que seja por dificuldades em traduzir.

Cyborg009 é uma das séries anime mais antigas, mas a que está neste momento a passar na SIC é um remake de 2002. A primeira é de 1968 que teve uma segunda série em 1979-80 e uma série de filmes. Com tanta proliferação e o actual remake posso apenas pensar que, para além de ser um clássico, esta série foi muito popular.

É também uma daquelas séries anime vintage que há muito gostava de ver. Claro que preferia ver também a original, mas para já contento-me com o remake, que tem muito bom ar e já serve para apanhar a história. Isto também se a conseguir ver, pois cada vez mais me acontece não conseguir ver as séries na TV porque se prolongam muito e porque dão em horários em que ou se sobrepõem com outros programas ou que apenas não dão jeito (como é o caso, brrr de madrugada).

Este anime é ficção-científica pura, como já pouco se vê, com um traço no character design em tudo semelhante ao de Osamu Tezuka, talvez pela sua contemporaneidade. Sei pouquinho da história, OK sei que existem 9 cyborgs, que todos eles têm características e poderes diferentes, que o 009 é o herói e que um deles é uma rapariga. Os resto vou apreciar a partir de agora mas estou bem entusiasmada!

SIC
sáb. e dom. cerca das 6:30

サイボーグ009 (1968) [JP]
:: Cyborg009 Official site :: [JP/EN]

2.3.08

Escaflowne

Tenkuu no Escaflowne é um anime bom demais para passar no Canal Panda. Digo isto pois já passou, e felizmente, na primeira fornada de anime da SIC-Radical, no original com legendas em português, mas agora começou a passar no Panda dobrado em espanhol. Normalmente até acho as dobragens em espanhol aceitáveis (bons actores de voz, semelhantes aos originais, traduções sérias, etc.), mas a de Escaflowne custa-me a engolir. Há qualquer coisa neste anime de qualidade superior, com character design de Nobuteru Yuki e banda-sonora de Yoko Kanno, que impede que eu consiga gostar dele dobrado, seja em que língua for, só aceito originais!

Mesmo assim, para quem perdeu, vale a pena tentar seguir esta série agora.

Escaflowne foi daquelas séries que já estava farta de conhecer através de diversos meios antes de a ver, mas que não me despertava muita curiosidade. Ao vê-la (nessa primeira leva da SIC-Radical) para além de me ter viciado, fiquei agradavelmente surpresa com a qualidade não só da produção e da produção artística, mas também da história. Apenas uma embirração ficou: os narizes arrebitados de Nobuteru Yuki e o ar demasiado andrógino das raparigas.

A banda-sonora, para além de ser da minha compositora japonesa favorita, Yoko Kanno, ainda por cima pertence ao seu periodo áureo, em que ainda não se auto-plagiava e cada banda-sonora sua era uma obra única e arrebatadora na originalidade e força das melodias. Ainda por cima inclui uma das minhas canções preferidas dela, Yakusoku wa iranai, melodia que me ajuda a tirar da cabeça aquelas canções embirrantes que insistem em permanecer por vezes na memória. O forte de Yoko Kanno é a música com ambiências mais místicas e sobrenaturais (exceptuando todas as bandas-sonoras de Cowboy Bebop, que são sublimes) e Escaflowne é um excelente exemplo da utilização de canto gregoriano e influências da Europa medieval, que também se sentem na arte gráfica do anime.

天空のエスカフローネ

10.2.08

Ando a re-ver: Evangelion


Zankokuna tenshi no these - A tese do anjo cruel
Opening de Neon Genesis Evangelion

É mesmo com imenso prazer que oiço de novo com regularidade a canção acima, especialmente numa TV portuguesa e ainda por cima no original sem dobragens!

Evangelion (diz-se evanguelion) é definitivamente uma série marcante e já um clássico do anime. Rever esta série passados tantos anos, de novo na SIC-Radical, dá para perceber com clareza a sua importância: é uma série tecnicamente e artisticamente muito bem feita e equilibrada, com sequências que continuam a surpreender. A sua montagem não é linear e básica, usa muitos saltos no tempo e elipses que, eventualmente, resurgirão mais tarde sob um novo ponto de vista. Esta é uma técnica utilizada em maior ou menor escala ao longo de toda a série, mas o mais frequente é não vermos directamente as derrotas dos Eva's mas as suas consequências.

O argumento desta série é talvez um dos mais densos e bem escritos, com uma pesquisa de fundo tão bem feita que até pessoas que vivem num país católico (se bem que também tem muitas ideias anglicanas ao longo da série) têm uma certa dificuldade em acompanhar a temática dos anjos/apóstolos, do génesis e não só. Desperta a curiosidade de uma agnóstica ignorante como eu acerca de toda a "teoria da conspiração" por trás das religiões cristãs. Para além disso a abordagem pela psicologia, que deriva em personagens muito bem construídas, dá-lhe uma base extremamente sólida e que faz com que o público se identifique com intensidade.

A banda-sonora não abusa das canções pop-pastilha-elástica japonesas, o que a torna intemporal, apresentando-nos alguns exemplos memoráveis, tal como as músicas do genérico. As inúmeras versões de Fly Me to the Moon, originalmente cantada por Frank Sinatra, marcam talvez uma das primeiras vezes na introdução de música ocidental no genérico de um anime, e até há algumas versões bem engraçadas, mas confesso-me fã desta canção, muito antes da era Evangelion.

O character design não é dos mais originais ou rebuscados, mas é perfeito para o tipo de série que se trata, sem recorrer a cores de cabelo demasiado extravagentes (eu sei que a Rei tem cabelo azul, mas ela é albina e é apenas uma variante mais gráfica para cabelo branco, o mesmo se passa com Kaworu) ou um guarda-roupa exótico e pouco funcional. A extravagância é deixada para os mechas, mais em concreto para os Eva e Anjos, onde encontramos de tudo um pouco: desde Anjos em forma de vírus até formas geométricas simples.

Evangelion é uma série a rever, ou começar a ver para quem não a viu da primeira vez, foi um ponto de viragem na história do anime, que nunca mais foram os mesmos. É lógico que sou fã, se bem que não se trata da minha série favorita, tem a minha personagem favorita, a doida, extrovertida e ao mesmo tempo inteligente e responsável Misato, isto é: EU! ;)

EVANGELION.CO.JP

4.2.08

Não há bela sem senão...

Surpresa das surpresas! Apesar de ser num canal de cabo, o Hollywood, o filme Cowboy Bebop: Knockin' on Heaven's Door está a passar numa TV em Portugal!

Mas... sim, MAS... está com a dobragem americana, chamam à Ed Edward (que raramente acontece na versão original) e ainda por cima puseram a Faye a dizer he, em vez de she, referindo-se a Ed. Ela é uma RAPARIGA! E a Faye sabe-o.

Ah! E no início, legendas em português... népias! Mas depois lá apareceram.

É sempre uma boa notícia ter um filme de anime tão fabuloso a passar nas nossas TVs, mas por esta altura do campeonato, em que temos o AXN a passar anime, a SIC-Radical e até por vezes os canais públicos, no original legendado em português, já não se justifica passarem logo Cowboy Bebop nestas condições.

カウボーイビバップ 天国の扉
Cowboy Bebop - The Movie

31.1.08

Ando a ver: Cutie Honey THE LIVE

Como fã que sou de Cutie Honey, pareceu-me lógico começar a ver este tokusatsu. Ao princípio não me entusiasmou muito, sentia a falta do exagero colorido, acelerado e naïf do filme e de Re: Cutie Honey, para não falar de Eriko Sato, que é, sem dúvida, perfeita para o papel. Os fatos de Cutie Honey e o novo logotipo também são um bocado mais angulosos e menos kawaii, o que também não ajudou.

Mas como cada episódio acaba num bom cliff hanger e, sendo cada um de apenas 25 minutos, onde a historia se densenvolve aos poucos, a sementinha da curiosidade ficou lá e continuei a ver. Mesmo assim continuo claramente a preferir o filme.

A série para TV é um bocadinho sóbria demais para a personagem, mas a personalidade parvinha mas querida de Honey, a introdução das duas sisters, Miki e Yuki, a primeira soturna, solitária e misteriosa e a segunda podre de rica e psicopata, ajudam muito à série e a desvendar o mistério desta versão de Honey. Uma Cutie Honey mais integrada no dia-a-dia parece ser o estilo desta série, uma versão mais "normal", mais dentro do staus quo clássico. Seiji continua a ser um detective um tanto trapalhão, Natsuko a melhor amiga de Honey, agora de novo colega de escola, o Prof. Kisaragi continua a ser o pai e inventor de Honey e das sisters, os generais da Panther Claw é que são mais discretos, mas com personalidades bem fora do normal a atirar, eles também, para o psicopata. Os lacaios da Panther Claw é que são praticamente iguais, mas ainda não se vislumbra nenhum mega-vilão, tipo Sister Jill.

Por esta altura talvez já esteja na hora de ler a manga original de Go Nagai e ver as restantes séries de anime, Cutie Honey, Cutie Honey OAV (que deu na SIC Radical mas acabei por perder muitos episódios) e Cutey Honey F (a série mais soft para adolescentes). Talvez em breve tenha mais posts de Cutie Honey.

キューティーハニー THE LIVE
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