16.6.07
Terminei de ver: Lady Georgie
No todo continuo a gostar de Lady Georgie, que é um bocado viciante, mas já não vi com a mesma emoção de quando a vi originalmente na RTP, nos anos 90. Aliás, após ter lido (e agora relido) a manga, acho a série ligeiramente decepcionante, principalmente porque foi suavizada e, nessa suavização foi-se o final que faz muitíssimo mais sentido e é BEM mais interessante na manga.
Outra coisa que não gosto (já não apreciava muito antes) é que a história é muito desequilibrada no modo como a narrativa está distribuída. Enquanto que na manga a infância de Georgie são apenas algumas páginas (acho que nem chega a um capítulo), no anime esta prolonga-se demasiado em pequenas aventuras que não servem para mais nada do que a definição de personagens, estratégia mais bem resolvida e de forma mais económica na manga. Percebo que se quisesse esticar a história para dar um anime com uma quantidade razoável de episódios que, à época, ficava bem com os 45 que esta tem, mas poderiam ter esticado outras partes mais interessantes, ou então o final que, para além de radicalmente alterado é demasiado apbruto, utilizando apenas 3 ou 4 episódios. Mesmo mantendo o mesmo final, poderiam ter esticado a parte do reencontro de Georgie com o pai, e a sua maturação após a separação de Lowell. Talvez esta série tenha sido planeada de outra forma, mas ao aperceberem-se do rumo que o final da história tomou na manga, podem ter esbarrado com um problema complicado e resolveram-no assim.
Parece-me que esta série viveu um pouco do sucesso, talvez algo inesperado, que Candy Candy teve, e os autores/produtores do anime tivessem esperança de prolongar a séries por cerca de 2 anos e 115 episódios, como aconteceu com a Candy.
Da parte técnica não tenho grandes críticas a fazer, continuo a gostar do character design, mesmo que, por vezes, a qualidade falhe, aspecto bastante comum nos anime mais comerciais, até há bem pouco tempo. Mas os cenários são de muito boa qualidade, os erros de engrish não são demasiado graves ou numerosos e os efeitos e cenas especiais bastante bem produzidos.
Como disse anteriormente, a versão que vi agora foi uma versão italiana. Em Itália, quando a série passou na televisão, infelizmente bastantes cenas foram censuradas (coisa que felizmente não aconteceu cá). A cópia que tenho não está censurada mas, pelo que percebi as cenas originalmente cortadas foram adicionadas de outra cópia, se não me engano da emissão alemã, que não têm, claro, o som. Felizmente lembrava-me bem destas cenas (bastante fortes) e no geral estão bastante coladas à manga, portanto algum diálogo que fizesse falta, deu para não ser muito sentida.
11.6.07
Comecei a ver: Romeo x Juliet
Sendo eu fanática por Shakespeare, seria natural que tivesse um mínimo de curiosidade por este novo anime da Gonzo. Quando o anime ainda não tinha saído, dei uma olhadela ao site oficial e entusiasmei-me com a direcção artística.A acção passa-se num retro-futuro fantástico, numa cidade flutuante, que se ergue acima das nuvens, com um misto de arquitectura medieval romântica do norte de Itália e britânica. Os cenários, como se pode perceber pela minha primeira descrição, são lindíssimos, com um aproveitamento das tecnologias 3D tão bom que só agora, que escrevo este texto, é que me lembro que são em 3D. Para além disso o character design é discreto e simples, muito ao estilo Yoshiyuki Sadamoto, com uma paleta de cores ligeiramente desviadas das primárias sem serem cores pastel ou tonalidades demasiado escuras ou soturnas, interligando-se lindamente entre elas e com os cenários. Mesmo as cores que os protagonistas vestem quase na totalidade (vermelho - Juliet e azul - Romeo) não enjoam de tal forma a paleta foi bem pensada.
Mais ou menos do mesmo modo, a conhecidíssima história de Romeu e Julieta original foi invertida, fazendo aqui Romeo parte da família governante e Juliet da família ostracizada e exilada ao esquecimento. A situação social e política foi extremada, complicando mais a trama, fornecendo elementos para esticá-la por vários episódios. Para complicar ainda mais, Juliet tem como passatempo (à Alexandre Dumas) de se travestir de 'Tufão Escarlate'/Odin, um anti-herói justiceiro que defende os fracos e oprimidos. As personagens secundárias são um misto das personagens da peça original (Benvolio, Mercutio, a Ama) com outras, claramente piscares de olho ao contexto da história. A mais evidente é um dramaturgo chamado Will, em cujo teatro vive Juliet que se aconselha sobre as questões amorosas com ele.
Do lado fantástico, para além dos cenários, Romeo monta num cavalo alado, há um elemento de ligação entre os dois, o lírio branco, parte do brazão dos Montague. Creio que mais virá. Na cidade de Neo-Verona, como seria de esperar, todos os escritos estão em italiano que, para mim, é uma variante deliciosa e bem mais interessante que o cansativo engrish dos anos 80-90.
Até ao que vi, já Romeo e Juliet se apaixonaram e estão próximos de começar a lutar pelo seu amor, e têm muito mais que enfrentar que na história original, os japoneses deram-lhes luta! Como esta Juliet é menos pacífica e subserviente que a original, mais maria-rapaz, a história promete e espero que não saiba a pouco, pois não me parece que seja uma série das longas.

ロミオ×ジュリエット
9.6.07
Basilisk
À primeira vista, o character design é interessante mas demasiado exagerado. Dentro do leque de personagens há, a meu ver, demasiados "monstros". Eu sei que este é um anime shounen e fantástico, num universo tradicional japonês, mas, para mim, Rurou ni Kenshin é o limite para personagens monstruosas e a raiar o limite do não-credível.
Apesar de não ter visto o primeiro episódio, este que vi era o terceiro, só através dos genéricos me apercebi, mais ou menos, de quem são os protagonistas da história. Neste episódio apenas percebi a existência de dois grupos de viandantes, onde o grupo que mais agiu assassinava de modo sangrento um terceiro grupo com que se cruzou e, pelo que percebi o líder desse grupo tem um fascínio ou curiosidade pelo líder do outro grupo, o protagonista desta história. Não percebi se são inimigos, amigos, rivais, parentes, totais desconhecidos, se têm alguma ambição ou objectivo em comum, etc...
Apesar de tudo ainda tenho alguma curiosidade em continuar a ver este anime tão diverso do que costumo ver, espero que entretanto a narrativa se torne mais explícita.
Basilisk
バジリスク~甲賀忍法帖~
SIC-Radical
8.6.07
Premiere
É bom ver um print-screen do blog dele, onde também se vê o banner do Anime-comic.
Espero que a resposta, altamente positiva, do Criswell dê bons frutos ao Cine-Asia e, claro está, aqui ao Anime-comic.
22.5.07
Comecei a ver: Lady Georgie
Lady Georgie, da mesma desenhadora de Candy Candy, Yumiko Igarashi, e de Izawa Man (história) é uma das séries anime do meu top 10, mesmo não sendo a primeira da lista (Candy Candy). Comparando com a sua irmã mais velha, esta série tem uma produção muitíssimo mais cuidada e com outro tipo de investimento. Mas tanto a manga como a sua produção é posterior. Já apanha o início dos áureos anos 80 do anime e bebe do sucesso das outras séries shoujo semelhantes. A história é também mais madura e cruel que a de Candy Candy, mas na manga a diferença ainda é mais clara.
Apesar de a protagonista (Georgie) não me cativar do mesmo modo que Candy (que é mais maria-rapaz e menos subserviente) há, definitivamente, qualquer coisa de especial neste tipo de histórias e de anime que me vicia para todo o sempre. Claro que a qualidade gráfica da série é um factor que pesa imenso na minha preferência, mas também o tema do amadurecimento das relações amorosas apimentadas com dois quase-incestos, muito próximos do folhetim, cenas de ciúmes doentios, que aliados à diferenciação rígida de classes dos ingleses, intriga política e crime não transformam esta série numa xaropada de levar ao vómito, como seria de prever.
Estou a gostar imenso de rever esta série, exactamente porque arrisca mais em termos narrativos (gráficos também, pois há algumas cenas de nudez parcial, masculina e feminina), tanto que fiz uma pequena pausa no re-visionamento de Candy (que ando a ver com muita calma). O facto de saber o final da história na manga, que é mais intenso mas que apresenta uma resolução mais coerente que a do anime, ajuda a imaginar o que me intrigou imenso nos visionamentos anteriores.
Esta é uma série muito marcante, que é uma pena também ter sido arrastada para os intermináveis processos de direitos de autor que a desenhadora provocou.
6.5.07
CLAMP Gakuen Tantei Dan
Por esta altura o Canal-Panda está a ser tomado por anime. Um espectador distraído pode ver 3-4 séries seguidas sem dar por isso. E claro que isso é bom, mesmo com as limitações de um canal que tem um público bastante específico.Hoje estreou CLAMP Gakuen Tantei Dan, ou seja O Clube de Detectives do Colégio CLAMP. Depois de Card Captor Sakura já cá faltava um anime das CLAMP, até porque todos eles foram bastante populares no Japão e são conhecidos no Ocidente, mas com uma grande falta de estreias em Portugal.
Este sempre foi um anime, e manga, das CLAMP pelo qual nunca me interessei muito, sei que temos 3 protagonistas, Nokoru, Akira e Suou, 3 rapazes de cerca de 11 anos, com um mundo de parafrenália e meios à disposição que decidem salvar donzelas em apuros. A intriga é algo fútil e pouco empenhada, mas promete bons momentos de diversão, num anime que une acção e aventura para pré-adolescentes e adolescentes com um humor muito japonês, muito próximo do disparate atrevido.
Esta deve ter sido uma das primeiras séries das CLAMP a unir alguns universos de outras histórias delas pelo meio do Colégio CLAMP. Colégio este que aparece em manga e anime anteriores, todos eles dentro do género fantástico, mas com públicos-alvo diferentes:
Magic Knight Rayearth, manga e anime que surgiram na cauda do sucesso que foi Sailormoon dentro do género mahou shoujo, encomenda da editora Kodansha, mas muito claramente CLAMP;
X, uma manga e anime bastante mais sérios a raiar o terror, a história mais antiga destas 3 e já um clássico no panorama da manga shoujo. Aliás, na aparição do Colégio CLAMP em X também aparecem os 3 rapazes desta série, já adultos e directores do mesmo.
O nome da série também é muito significativo de uma maior afirmação comercial das 4 autoras, o grupo CLAMP, e foi a segunda série das mesmas a ser produzida comercialmente para TV (a primeira foi Rayearth). Até então já algumas das inúmeras manga das CLAMP tinham sido produzidas para anime, mas nada mais que OAV's (RG Veda, Tokyo Babylon, Miyuki-chan), pequenos filmes especiais (CLAMP in Wonderland) ou o filme para cinema de X, numa adaptação algo polémica, pois a história ainda nem sequer tinha chegado a meio na manga. Portanto CLAMP Gakuen marca uma maior transição comercial para as CLAMP, até então autoras mais underground, com um público fiel mas limitado (Rayearth teve um sucesso modesto). Este foi o seu grande primeiro sucesso comercial, seguido depois de um maior ainda, Card Captor Sakura, que lhes possibilitou uma gigantesca proliferação e uma afirmação bem sólida no mercado.
Esta também foi a primeira série das CLAMP a ter um grande investimento a nível de merchandising, que, até então se tinha limitado a art books, anime comics e cartas de colecção e shitajiki (placas em plástico estampadas para colocar debaixo das folhas dos cadernos e evitar que a tinta repasse). Uma vez esbarrei, no Japão, com um livro de culinária de Akira e lembro-me de haver jogos, todo o tipo de bonecos (PVC, UFO Catcher, etc.), posters, todo o tipo de artigos de papelaria, artigos para a casa, etc.
Se a conseguir acompanhar, assim o espero, pois sempre foi o tipo de séries que, se um dia desse na TV gostaria de ver, logo me pronunciarei mais sobre o seu conteúdo e menos sobre o seu contexto de criação.
Canal-Panda
2ª-6ª: ?
sáb., dom.: 08:30, 14:00, 22:00
CLAMP学園探偵団
7.4.07
Captain Herlock
O bom dos remakes das séries de Leiji Matsumoto é que são supervisionados pelo próprio e a qualidade do character design, dos cenários, efeitos especiais e da animação é francamente melhor, permanecendo as histórias com a excelente qualidade que fez dos originais preciosidades que deram a Matsumoto o estatuto de um dos melhores autores de anime ainda vivos no Japão, a par com Hayao Miyazaki, se bem que com menos popularidade no ocidente.
Adicionalmente a realização ainda é de outro "monstro sagrado do anime", Rin Taro, que realizou, entre muitas outras obras primas, episódios da série original de Tetuwan Atom (1963), também episódios da série original de Captain Harlock (1978), Galaxy Express 999 (1979), o filme X (1996) e o filme Metropolis (2001).
Nunca vi a série original, por isso pouco sei acerca dela, só sei que a sua narrativa se cruza com as várias outras séries de Matsumoto, nomeadamente a que ando a ver (lentamente) Galaxy Express 999. Claro que também sei que Herlock é uma espécie de anti-herói, um rebelde que cortou laços com uma sociedade humana corrupta para fazer justiça pelas próprias mãos e qualquer coisa como salvar o Planeta Terra.
De Leiji Matsumoto gosto da sua fama de iconoclasta, veste-se como se se tratasse de uma personagem dentro das suas narrativas e vai pontuando, a la Hitchcock, figurações especiais nas suas séries. É só tentar encontrar as diferenças nestas imagens.
Como a série tem apenas 13 episódios (tratando-se de OAVs, é comum) parece que o Canal Panda, contrariando o hábito de exibir as séries diariamente, está a passá-la apenas aos sábados, às 12:00h e às 21:30h.
SPACE PIRATE CAPTAIN HERLOCK
Canal Panda2.4.07
Sakuran
Mais uma vez o excelente site Midnighteye levou-me a mais um filme curioso: Sakuran.Sakuran é adaptado de uma manga seinen, da autoria de ninguém mais do que, Moyoco Anno, mulher de Hideaki Anno da Gainax, um dos criadores de Evangelion. Sakuran é um misto de tradição com o pós-modernismo colorido japonês, e fala de uma oiran de outros tempos, vestida de modo extremamente exuberante, cheia de cores vivas. Essa mistura, tal como na manga Osen, é tiro e queda para me despertar a curiosidade e as imagens que já vi do filme cativaram-me seriamente.
Este filme é protagonizado por Anna Tsuchiya, onde alia a sua imagem de rockeira e as suas feições mestiças de forma muito interessante e, quem sabe engraçada, a uma imagem muitíssimo perto da do original da manga. Aparentemente é também um filme cheio de convidados especiais, sabe-se que Hideaki Anno faz lá uma perninha, entre outras personalidades pop japonesas.
Fico ansiosamente à espera deste filme, que espero que preencha as minhas expectativas do mesmo modo que Shimotsuma Monogatari (Kamikaze Girls) me surpreendeu pela positiva.
O site oficial está muito bonito, com uns loadings excelentes. Vale uma olhadela.
映画『さくらん』
26.3.07
EVA at Work
Fui fazer uma das minhas visitas regulares ao site da Gainax quando me deparo com a maior loucura, que são algumas peças de arte executadas sob o tema de Evangelion, EVA at Work, mais uma comemoração dos 10 anos da série.De todas as obras feitas, e são bem variadas, desde arte digital até uma tatuagem, passando por uma performance num estilo muito teatro Noh, a mais estranha e "fora" de todas elas é este prato-Lilith, chamado de Eva course e os respectivos garfo e faca, directamente inspirados na lança de Longines (Longin, no original), onde se come na "barriga" de Lilith. É muito interessante, mas eu é que não comia naquele prato (ew)! Bem, o comentário do autor sobre a peça é quaquer coisa como: "Será que consegues comer neste prato?" (eu não). Os talheres ainda vá lá, apesar de não parecerem lá muito práticos, mas para quem come 90% das vezes com pauzinhos, não me parece que isso tenha grande importância.
Para cada obra há um videozinho disponível em flash, podcast, pda e psp. Nada como dar lá um pulinho e ver com os próprios olhos.
8.3.07
CINE-ASIA: Malice@Doll
19.2.07
Ando a ver: Tsubasa -RESERVoir CHRoNiCLE-
Comecei a ver este anime já há algum tempo (e muito lentamente) por uma única razão, ser mais uma obra das CLAMP. Sou fã das CLAMP há muitos anos mas ainda não me tinha pronunciado sobre este anime simplesmente porque me desiludiu.Tsubasa CHRoNiCLE é um anime cuja história se arrasta infindávelmente e cuja premissa não é suficientemente forte para agarrar tanta seca. Parece que as CLAMP ficaram sem ideias e resolveram criar uma manga/anime que reúna todas as suas personagens, criadas até então, adicionando mais algumas novas, juntando tudo num mesmo pote com a "desculpa" dos mundos alternativos e viagens interdimensionais. O problema é que com tanta "alternativa" o carisma de certas personagens, algumas das minhas favoritas, tais como Arashi e Sorata, da manga X, fica de tal forma diluído que perdem o interesse que outrora tiveram nos seus verdadeiros contextos.
Para além disso o grande motivo porque a história se arrasta é o facto de as personagens principais de Tsubasa CHRoNiCLE ficarem 2, 3 ou 4 episódios no mesmo mundo/dimensão, com a resolução a ficar progressivamente mais longe.
De tudo, a única coisa de que gostei verdadeiramente é da banda-sonora, excepto talvez as duas canções dos genéricos, essas não acho nada de especial. A banda-sonora até parece descoordenada com este anime, em que nem a qualidade da animação se tem safado, de tão boa que é. Tem uma sonoridade algo world music, com influências várias, mas essencialmente asiáticas, fazendo lembrar alguns outros trabalhos no género como as bandas-sonoras de Macross Plus, pela fantástica Yoko Kanno, ou de Last Exile.
Neste momento vou a meio da série, insisto para ver até ao fim porque ainda me resta alguma curiosidade para ver como as coisas se desenrolam e para dar uma última oportunidade a este anime. Também quero ver até ao fim pois não sou pessoa de deixar coisas a meio.
A esperança é pouca, mas, quando vir a série até ao fim, cá me manifestarei.
ツバサ・クロニクル
13.2.07
Anime na Fnac
Foi produtivo! Parabéns!
NCREATURES
6.2.07
Escândalo ou oportunismo?
Bem... os tipos da distribuidora é que souberam, como deve ser, aproveitar uma janela que se lhes proporcionou. É mais que sabido que quem classifica os desenhos animados, na grande maioria das vezes nem se preocupa em vê-los, "rotulando-os" directamente de "se são desenhos animados, são para crianças.".
Por mais que seja escandaloso (e é), foram apenas uns tipos espertalhões, que se aproveitaram do preconceito e funcionarismo público para tentarem fazer uns trocos a mais. O mal está no facto que situações destas não servem para mais nada a não ser aumentar o preconceito: se antes o anime eram apenas "meninas de olhos grandes", depois passou a ser "demasiado violento" para agora ser (e apenas) pornográfico? Se os funcionários do IGAC e afins fizessem sempre bem o seu papel, mais difícil seria situações destas surgirem... é triste.
5.2.07
Comecei a ver: Jigoku Shoujo Futakomori
Ao fim de ver cerca de seis episódios da segunda série de Jigoku Shoujo, já dá para tirar algumas conclusões.No geral ando a achar a série mais fraquinha que a primeira, não sei se foi o impacto da novidade ou se é mesmo uma questão de ser melhor ou pior, mas a sensação de estranheza e arrepios que me deu a primeira série, na segunda não tive.
A história introduz uma nova personagem e consideravelmente menos tempo em começar a mostrá-la. Por outro lado de Tsugumi e Hajime desapareceram do mapa (pode ser que voltem, ou não). As histórias individuais de cada episódio já não são tão repetitivas, quase nenhuma segue a mesma fórmula fixa e rígida que prevalecia na primeira série. O guarda-roupa das meninas do Inferno (Enma Ai e Honee Onna) foi renovado, andam as duas mais coloridas, e, claro, temos uma abertura e fecho novos com músicas novas.
Das mudanças mais óbvias, sem dúvida que o avançar mais rápido da narrativa principal é uma mudança positiva, ninguém aguenta bem esperar tanto que alguma coisa aconteça. Como a repetição, na primeira série, tinha uma certa lógica de reforçar a frieza de sentimentos e criar, na rotina, a sensação de insólito, acaba por ser um dos elementos que tira as sensações fortes de antes. A falta da rotina em cada episódio sem uma justificação forte torna, a meu ver, a curiosidade para ver o próximo episódio um tanto fraca. Mesmo sendo mais simples, acho que gostava mais dos kimonos anteriores e também dos genéricos, mas isso é apenas uma questão de gosto.
地獄少女
2.2.07
Mais do mesmo? (acho que já perguntei isto noutro post)
Foi com satisfação que fiquei a saber do evento até me deparar com o programa: são as séries e os filmes de sempre, nada que não tenha já passado em Portugal, seja na televisão pública, cabo ou esteja editado em DVD e o pior é que a escolha, dentro do que já está editado é também sempre a mesma: Akira, Ghost In the Shell (vá lá que agora o testemunho foi passado ao Innocence), O Castelo Andante, Conan, o Rapaz do Futuro, etc. Até o único filme não-anime que vão passar é mais do mesmo!! Sim, é mais um Kurosawa e sim, é Os Sete Samurais!!! (falta de imaginação!).
Pergunto-me se, havendo um claro apoio comercial, seja da loja como de editoras, se não seria mais interessante mostrarem títulos menos óbvios ou até mesmo títulos em catálogo mas ainda não editados. Até seria uma boa oportunidade para as respectivas editoras fazerem um pequeno teste de mercado a ver se certo tipo de títulos, dentro de outros géneros e públicos-alvo pouco contemplados, funcionariam.
É bom haver este tipo de eventos, mas é muito pouco interessante nunca passarem da cepa torta, não se variar e não aproveitar a enorme variedade que o anime nos apresenta, para alargar os horizontes do público, na grande maioria, ainda mal informado.
Logo vejo se apareço para o debate no domingo, mas... tudo depende das marés.
NCREATURES
28.1.07
Acabei de re-ver: Daddy Longlegs
Depois de, pelo meio, ter lido (graças ao Project Gutenberg) o livro original, que curiosamente são apenas as cartas de Judy, ou melhor Jerusha, aos diversos interlocutores (Daddy, Jervis, etc.) e ainda Dear Enemy, o livro seguinte de Jean Webster do qual foram aproveitadas pequenas partes para a história do anime e cuja protagonista é nada menos que Sallie MacBride, mais ainda admiro esta série de anime.Como disse anteriormente não sou particularmente fã do character design e menos ainda de alguns dos animadores principais que pontuaram os episódios e infelizmente o último. Mesmo assim, devido a uma narrativa extremamente envolvente e emocionante, este é um anime da minha lista dos melhores, do qual não abdico. Aqui fica a prova de que com um bom argumento quase tudo sobrevive e se torna interessante. É talvez uma das adaptações mais bem conseguidas de um livro, uma vez que o original é muito simples, depende apenas de um ponto de vista e todas as personagens secundárias são muito pouco desenvolvidas. No geral já existem todas no livro, Leonora Fenton, Carrie, Amasai mas não passam de nomes mencionados ao de leve pela autora das cartas, Judy. Desenvolvendo, como o fizeram, as histórias individuais destas personagens e também de Jervis, Sallie e Julia, os autores do argumento da série não fizeram nada mais do que enriquecer a história e a protagonista, de uma forma extremamente coerente sem terem de fazer render o peixe pelos 40 episódios que dura, não se valendo de expedientes fáceis como por vezes sucede até nos anime mais cuidados.
Judy Abbott é uma das minhas personagens favoritas na galeria dos meus anime preferidos, que já vi e revi muitas vezes mas que, de certeza voltarei a rever.
私のあしながおじさん
Kaleido Star
Hoje finalmente vi um episódio e a primeira torcidela de nariz foi o facto de estar dobrado em brasilês... Não tenho rigorosamente nada contra os brasileiros e também é verdade que vemos muito anime dobrado noutras línguas que não são o português nos nossos canais. Mas independentemente disso faz-me alguma confusão e preferia, já que tem de ser dobrado, que fosse dobrado em português de Portugal.
O anime é engraçado mas não me entusiasmou. Sou capaz de tentar seguir a série, mas estou convencida que, com a falta de disponibilidade que tenho tido ultimamente, não o vou fazer. De qualquer modo é um anime bem feito técnicamente, com bons cenários, um character design agradável, boa animação, mas talvez algo insípido.
A história trata de uma rapariga, Sora (pelo menos mantiveram os nomes originais - 1 ponto para os brasileiros!), que pertence a uma trupe que faz espectáculos circences, a Kaleido Star. Aparentemente Sora é uma escolhida por um ser/duende, Fool de seu nome, cuja missão é encontrar os elementos perfeitos para um número especial dessa trupe, os quais e apenas eles o conseguem ver.
A história também não me deixou agarrada, vamos ver se, ao ver mais episódios, algo muda.
Kaleido Star - can you be a star?
カレイドスター: Kaleido Star
Canal Panda
2ª - 6ª: 07:00, 13:00, 21:00
sab, dom: 13:00, 21:00
23.12.06
Meri Kurisumasu VI

Gosto desta imagem por uma razão: pertence à série de desenhos de Sailormoon já executados pela sua autora, Naoko Takeuchi, à posteriori, na fase de promoção tanto do site como da série live action e das reedições da manga. O traço é bem mais limpo e definido e Naoko soube fazer muitíssimo bem a transição de acabamentos totalmente à mão (pintados à mão sobre papel) para a ilustração em computador, ou seja, pintada e com acabamentos feitos em computador. Para mais exemplos é ver as novas capas da manga, que são lindíssimas.
20.12.06
CINE-ASIA: Ghost In the Shell 2: Innocence

Japão, 2004, 100Min.
Página Oficial - Trailer - Fotos
Sinopse: Ano 2032, Batou, personagem fácilmente reconhecível do filme anterior (Ghost In the Shell), gente da Section 9, é designado para investigar uma série de assassinatos de figuras importantes da sociedade, supostamente assassinadas por uma série de bonecas/robôs, as Gynoids, que avariam, matam os respectivos donos e de seguida se autodestroem. Na ausência da Major Kusanagi, que desapareceu em misteriosas circunstâncias e deixou fortes memórias a Batou, é-lhe atribuido um novo colega, Togusa, ex-detective da polícia. Os dois perseguem o criador das Gynoids sendo sucessivamente confrontados com a diferença entre homem e máquina, cada vez mais difícil de distinguir.
Crítica: Este filme é uma muito esperada sucessão do anterior êxito, principalmente entre os espectadores ocidentais, Ghost In the Shell. Feliz ou infelizmente, pelo meio houve a série dos três filmes do Matrix assumida e altamente inspirada neste filme o que torna o tema existêncialista das diferenças entre homem e máquina, animado e não-animado, com alma e sem alma, etc. um pouco gasto.
Ghost In the Shell 2: Innocence é um filme muitíssimo bem feito, com cenários em CG (computer graphics) e animações de paisagens e não só, monumentais, perfeitamente integrados com um character design um pouco mais próximo dos desenhos originais da manga de Masamune Shirow, com uma produção técnica e artística sem mácula. Pena é que a realização de Mamoru Oshii continua a ser uma realização mediana de “studio system”, pouco criativa, apesar do luxo do apoio técnico e artístico por trás desta produção.
Toda a temática filosófica é muito interessante, já vem directamente da manga, onde Masamune Shirow se diverte a dissertar e a fantasiar ao ritmo da pena e do pincel, mas neste filme sente-se um excesso de elementos e teorias com muito pouco desenvolvimento e menos ainda as conclusões. A falta de conclusões é de pouca relevância, pois a própria dissertação das diferenças entre homem e máquina é directamente proporcional aos avanços da tecnologia, e portanto as conclusões só poderão vir com as conclusões da própria humanidade. Mas a falta de desenvolvimento faz com que toda a introdução deste tema interessante mas denso, soe a académico, como se de um trabalho de faculdade se tratasse, onde o que interessa é mostrar quantidade e não qualidade. O espectador menos atento acaba por se perder entre tanta teoria e talvez não prestar atenção aos pormenores importantes.
A par da densidade do tema, sente-se falta do sarcasmo e sentido de humor algo perverso da manga, mistura essa que para além de cativar mais para o texto torna-o de mais fácil assimilação e muito mais divertido. Também se sente bastante a falta da major Kusanagi, seja pela sua figura escultórica, mas mais ainda pelo seu humor negro que contrapõe majestosamente a gravidade de Batou e a falta de ambição de Togusa.
Como o filme tem uma direcção artística de primeira e muitíssimo boa, engana muito parecendo um bom filme, com sequências de deixar qualquer um de queixo caído, tal é o deslumbramento provocado. A nível estético encontram-se influências directas de um outro filme, anterior a ambos os Ghost In the Shell, e que também já abordava, no início dos anos 80 e com grande sucesso, esta mesma temática, falo de Blade Runner. Outra curiosa influência é a do próprio Matrix, portanto já em 3ª mão.
Vale pelos cenários e sequências na cidade, pela parada com os elefantes (elementos importantes numa das alegorias mencionadas no filme), pela mansão e pela banda-sonora do mais-que-conhecido Kenji Kawai, que não desilude mas também surpreende pouco.
Classificação:6/10
17.12.06
Cowboy Bebop
Cowboy Bebop, que regressou à SIC-Radical, é uma das minhas séries anime preferidas e um clássico. Hoje finalmente madruguei para (re)ver Evangelion e acabei por ver o episódio de Cowboy Bebop, Session#09: Jamming With Edward, e tive a triste lembrança das péssimas legendagens/traduções. Entre outros erros (infelizmente até alguns de português) o pior é um que tem imenso a ver com a maneira de pensar dos japoneses e em particular da deliciosa personagem que é a Ed. Quando Ed entra em contacto com o satélite rebelde e decide dar-lhe um nome mais simples, ela chama-lhe "Npyu" da palvra konpyutaa [nota: escrevi a romanização do modo como se escreve computer em katakana], porque ela está a falar com o computador/inteligência artificial do dito satélite.Eu sei que a série infelizmente não foi traduzida directamente do japonês, que foi traduzida de uma tradução, já algo criativa, francesa e daí ter ficado o satélite batizado de "Plume", o que não faz sentido nenhum pois Ed tinha acabado de explicar o porquê do novo nome. Também sei que é caro, difícil, etc. fazer traduções do japonês, mas neste caso (e de todos os outros anime) fala simplesmente mais alto a conveniência de despejar a tradução à empresa mais próxima, que faz descontos se houver um volume maior de projectos a legendar... resumindo: o dinheiro e a eventual rapidez falam mais alto. Só que, "depressa e bem, não há quem"!
A maior pena que tenho nisto tudo é que Cowboy Bebop é uma das melhores séries de anime que já passaram nas televisões nacionais, que inclusive já adquiriu o estatuto de clássico e, ao contrário dos clássicos dos anos 70 e 80, tem uma qualidade técnica muito acima da média. Foi um dos primeiros anime produzidos para um público-alvo mais maduro, na sequência da acima mencionada série Shin Seiki Evangelion, uma tendência que tem vindo a aumentar. Merecia um tratamento melhor.
Resta-me continuar a desfrutar de Cowboy Bebop e tentar não ler as legendas, para não me irritar logo a um sábado de manhã.
カウボーイビバップ
12.12.06
CINE-ASIA: Tonari no Totoro

Japão, 1988, 86min
Página Oficial - Trailer - Fotos
Sinopse: Uma família, o pai e as duas filhas, a responsável Satsuki e a introspectiva Mei, mudam-se para uma nova casa no campo que mais parece uma mansão assombrada. A casa é perto de uma árvore centenária que esconde alguns mistérios. A mãe das raparigas está hospitalizada por perto o que as faz sofrer de modos diferentes. Sem notícias da mãe, Mei foge, fazendo com que Satsuki inicie uma extraordinária busca.
Crítica: “O meu vizinho Totoro” é um filme intemporal e para todos, tal é a sua universalidade. É talvez das obras mais fundamentais de Hayao Miyazaki, o filme que marcou o seu reconhecimento no Japão (basta ver a quantidade e variedade de merchandising existente). Mas este filme é muito para além de mero comércio, é um retrato do comportamento e modo de encarar a vida para os japoneses. O primeiro aspecto relevante será talvez a maneira como uma potencial casa assombrada e espíritos sobrenaturais não são uma via disciplinadora para as crianças, mas sim um dado extra, encarado com excitação e naturalidade, é como se viesse com o pacote de mudarem para o campo.
A história é de tal forma equilibrada e abrangedora que conjuga o lado fantástico, mais pitoresco, belo e infantil com uma narrativa que aborda a complexidade da mudança e de encarar a dor e eventual perda de um parente próximo, sem que o espectador dê muito por isso. É nessa subtileza que está a verdadeira magia de Totoro e se revela o génio de Miyazaki. Foi com certeza um filme muito trabalhado e amado por quem o fez.
Como curiosidade foi o próprio Hayao Miyazaki quem escreveu as letras de ambas as canções dos genéricos, com o propósito de serem de fácil entendimento tanto para crianças como adultos. No ocidente, são uma boa maneira para iniciantes à língua japonesa se sentirem preenchidos por as perceberem com facilidade. Isto traz-nos à que é provávelmente a primeira banda-sonora, da colaboração Miyazaki/Joe Hisaishi, que foi um sucesso de popularidade.
De resto este é um filme de pequenos detalhes: a arquitectura de uma casa no campo, as plantas, os animais, uma bolota, andar à boleia numa bicicleta, apanhar uma molha ao voltar da escola, pequenos hábitos do dia-a-dia, relações interpessoais entre crianças e adultos e um elogio à natureza como qualidade de vida e uma mais-valia para os seres humanos que a habitam. É também neste filme onde aparecem pela primeira vez os pequenos seres de fuligem que mais tarde retornam em “Sen To Chihiro no Kamikakushi”.
Desta volta, em vez da abordagem do choque, utilizada tanto em “Nausicaä”, como em “Laputa”, onde personagens lutam para defender a natureza, Miyazaki dá à ecologia uma forma mais ligada aos conceitos do Shitoísmo, ainda muito presentes na cutura japonesa. A árvore gigante é encarada com respeito e admiração, os seres/deuses sobrenaturais fazem parte da natureza e os seres humanos aceitam-nos com naturalidade e, mais uma vez, respeito. Os seres humanos integram-se na paisagem e vivem com e da natureza sem a adulterar em demasia, com propósitos egoístas e desnecessários.
Em contrapartida, através destas duas miúdas, de cerca de 10 e 4 anos, assistimos a um crescimento e aceitação de novas realidades muitas vezes tingidas por dificuldades difíceis de ultrapassar como é ter a mãe doente. Na esperança e preserverança de duas pequenas raparigas, temos a força para continuar a viver o melhor que podemos, apreciando as pequenas coisas do dia-a-dia.
A história é simples e com poucas reviravoltas, o que dá espaço para a apreciação dessa mesma natureza e dos seus habitantes,sejam eles as pessoas da aldeia, os animais domésticos ou selvagens ou seres sobrenaturais. Por isso o filme deixa muito espaço para as viagens mágicas com Totoro e os seus “colegas”, que constituem grande parte da atracção e apreciação deste delicioso filme. Não é um filme contemplativo e muito menos aborrecido, todas as cenas mágicas são isso mesmo, transportam-nos para uma outra realidade que gostariamos que pervalecesse mais tempo.
Há uma pequena piscadela de olho à paixão de Miyazaki por máquinas voadoras, na personagem do miúdo Kanta que brinca frequentemente com um pequeno avião de aeromodelismo. É um filme que nos diz para parar e olhar para as belas coisas em volta, apreciar a vida como ela é, não ambicionando para além das nossas capacidades, atropelando os que nos rodeiam. É um apelo à vida no campo, com as suas dificuldades mas maior qualidade de vida. E, convenhamos, o Totoro amolece o coração mais empedrenido!
Classificação: 9/10
10.12.06
Nippon Koma 06: dia 6
Ski Jumping Pairs é um fakumentary (=falsomentário - se é que o género poderá existir) onde se simula, em três episódios, o acompanhamento do "drama" que foi o percurso da modalidade de saltos de ski em pares, desde a sua invenção/descoberta até ao reconhecimento como modalidade olímpica. Não fora o subtil humor japonês e a sucessão de disparate após disparate, cada vez mais descabido, o filme está de tal forma bem feito que convence. Todos os elementos que denunciam a ficção vão aparecendo em crescendo, provocando, de início apenas estranheza no espectador até o levar, por fim, com o 3D das sequências de saltos, às lágrimas de riso. Um excelente ensaio de humor e inteligência.
A sessão da noite apresentou um clássico do anime Ghost in the Shell: Innocence, um filme daqueles que já toda a gente viu, menos eu, que normalmente só costumo ver estes filmes se mos colocarem à frente e eu estar com preguiça suficiente para ficar ali a vê-los. Dentro dessa mesma preguicite é assim que acabo por ter visto este filme no Nippon Koma. Já que ia ver os filmes todos, já agora vejo o filme que todos os não-fãs de anime que dizem que apreciam anime já viram.
Sobre o filme em concreto, daqui a uns dias há de estar uma crítica minha no Cine-Asia, e aí falarei do que achei.
9.12.06
Nippon Koma 06: dia 5
Agora a seca que passei na sessão de animação de Tanaami Keiichi e Nobuhiro Aihara é indescritível! Cerca de duas horas de pequenos filmes em média de 6 minutos que mais pareciam ter 60! De todo o pacote apenas dois eram interessantes, Ki-Moving e Mask, e alguns dos écrans de títulos, o resto era uma sucessão de animações experimentais que se repetiam até à exaustão num desfilar de orelhas fálicas (não me perguntem!) que apenas provocavam gargalhadas nervosas em alguns dos espectadores. Foi daquelas sessões em que parte do público não aguentou e saiu a meio. Para chatear mais um pouco a ordem dos filmes foi alterada e as transições entre filmes demoravam demasiado tempo. Nem sequer colaram as cópias em película umas às outras, definitivamente este pessoal não faz testes de projecção!
7.12.06
Nippon Koma 06: dia 4
- Tough Guy, de Kishimoto Shintarou, as aventuras marciais de uma louva-a-deus;
- Highway 77, de Nakao Hiroyuki, dois rockabillies a fazer pequenos delitos numa autoestrada, à laia de jogo de computador;
- Platform, de Tacoroom, salarymen à tareia no cais de uma estação de metro, um filme que já tinha passado numa edição anterior do Nippon Koma, mas que é bom o suficiente para passar mais vezes;
- os dois filmes da marca de cerveja Hifana, Mr. Beer, de 5jgn/VJ Gec e Wamono, de +Cruz/W+K Tokyo Lab;
- Motto Shiritai Desu yo, de Hideyuki Tanaka, uma engraçadíssima publicidade do search engine japonês Goo;
- e Speaker Typhoon, também de Hideyuki Tanaka, e também passado na Tailândia.
O documentário da noite, Kiba, Tokyo Micropole, era interessante no tema, banal como documentário e não era japonês, apesar de falar sobre a vida num bairro antigo do centro de Tóquio.
6.12.06
Nippon Koma 06: dia 3
Se a organização do Nippon Koma, com aquele relambório todo sobre o anime ser hoje-em-dia apenas uma indústria de conteúdos, acha que Paranoia Agent não é anime de conteúdos e é do melhorzinho que se anda a produzir no Japão... acho que estão mal informados ou mesmo enganados. Paranoia Agent é uma série engraçada, bem feita, interessante nalguns aspectos, mas que não deixa marcas apesar de se destacar num aspecto: a crítica social. Só que essa crítica é feita de um modo comedido e tortuoso o que faz com que seja pouco eficaz. Gosto mais quando as séries me emocionam, chocam, esta sensação de falta de tempero faz com que continue a não ligar muito ao anime 'mainstream' das supostas elites de apreciadores.
5.12.06
Nippon Koma 06: dia 2

Hoje as animações venceram, o documentário não era nada de especial. Dos filmes de animação gostei particularmente de Gate Vision de Kobayashi Kazuhiko, que filma uma viagem de Shinkansen (comboio-bala) através de uma lente que dá à imagem um efeito, tipo caleidoscópio, o que transforma a paisagem em grafismos muito interessantes.
O outro filme de que gostei (e o que foi repetido) chama-se Kotasu Neko (Lit.: Gato da 'braseira', mas que poderia ser traduzido muito livremente como Gato de sofá), de Aoki Jun. Kotatsu Neko é uma aparente animação de marionetes (stop motion), mas em 3D, divertidíssima com um gato preguiçoso que faz tudo, menos o óbvio, para alcançar os objectos que não estão ao alcance da pata. O filme é não só divertido pela situação em si, mas também pela música, um metal da pesada em que o vocalista, com uma voz bem rouca e grave, canta diversas vezes "Kotatsu Neko...". Só ouvindo mesmo!
4.12.06
Nippon Koma 06: dia 1
Este ano, à semelhança do ano passado, o "festival" não começou bem... hoje também houve projecção da série Paranoia Agent e, para manter a coerência a sessão foi projectada com a dobragem em inglês e legendas em inglês. Como se o facto já não fosse grave, por vezes o diálogo e a legendas "não batiam a bota com a perdigota". Refraseio: o que era dito muitas vezes não correspondia ao que era escrito. Resta apenas uma dúvida: qual versão estará correcta? Ao menos ao ouvir a versão original pode-se ter alguma noção da qualidade da tradução.
Mais uma vez lá fui eu fazer o papel da vilã, mal a sessão começou protestei para que pusessem as vozes originais, mas nada... No fim da sessão, os desgraçados dos arrumadores (por sinal um deles o mesmo do ano passado) é que me tiveram de ouvir... de novo! Mas não se pode deixar passar um erro destes que ainda por cima é sinónimo de preguicite aguda. Não se explica que um comissário ou organização que põe de pé este ciclo de cinema/vídeo não faça antecipadamente um teste de projecção dos filmes, juntamente com o projeccionista, principalmente tratando-se, como era o caso desta sessão, de um DVD americano que muito provávelmente está formatado para iniciar assim, em inglês.
Só espero que um erro tão estúpido como este não volte a acontecer. Se quando há ciclos como este, mais alternativos mas oficiais e as coisas não correm como deve ser, depois não se admirem de o pessoal fazer downloads dos filmes na net!
3.12.06
Duas versões de Tóquio
Num comentário a um post deste blog sobre Tokyo Mew Mew também fiquei a saber que a série aparentemente está a dar no Canal Panda, mas como o site do Panda também nem sempre é devidamente actualizado... mais uma vez, só vendo.
SIC Radical
Canal Panda
18.11.06
A propósito de Jigoku Shoujo
Para além de a segunda série, Jigoku Shoujo, Futakomori, já ter estreado também estreou um dorama da mesma. Apesar da curiosidade, estou um pouco céptica. Talvez por a rapariga que faz de Enma Ai não corresponder, de todo, ao que esperaria em termos físicos, em suma, acho-a feinha e com um ar demasiado real, carne-e-osso. Deveria ter um ar mais etéreo, talvez uma pele mais clara, não sei... Também não gostei do Wanyuudou pelas mesmas razões e por ser mais gordo e ter cabelo! Em contrapartida Honee Onna e Ichimoku Ren já estão mais perto dos desenhos originais. Hajime e Tsugumi então não têm mesmo nada a ver! Hajime tem um ar muito pouco desleixado e Tsugumi é velha demais.Mesmo assim acho que a curiosidade há de levar a melhor e hei de acabar por ver a série.
地獄少女 ドラマ
15.11.06
Puca-puca Rei-chan
Os restantes e mais uns screensavers estão na Evastore.
6.11.06
Victorian Romance Emma
Quem sabe se pelas suas semelhanças ou insularidade sou bastante atraída por duas culturas estrangeiras: a inglesa e a japonesa. Talvez por isso senti curiosidade em ver este anime pouco conhecido e muito pouco comum na conjugação de uma série anime com uma temática da Inglaterra, em particular uma Londres Victoriana. Esta é a junção de quase tudo o que de mais apelativo encontro em ambas as culturas.Tudo neste anime é diferente do que se costuma ver: o detalhe victoriano (literalmente), os excelentes e históricamente rigorosos cenários e direcção artística, o ritmo compassado e lento, a banda-sonora, etc. Há um certo empenho neste anime que o torna especial, é, sem dúvida, uma produção extremamente cuidada e fora dos parâmetros comuns para televisão.
Apenas uma coisa se manteve coerente em relação a outros anime e, em particular, à cultura japonesa: a história. É algo melancólica e uma slice-of-life sem um fim conclusivo, fechado, com moral ou feliz. Nisso, que considero o melhor das narrativas nipónicas, este anime surpreendeu e agradou.
É triste e enervante ver até que ponto a rigidez do estatuto social e das regras da educação victorianas levam duas personagens a não escolher o caminho que desejariam. Toda a acção decorre dentro de um decoro e timidez impostos que atrasam tomadas de decisão e transformam as pessoas em fantoches de uma sociedade virada para a ascenção social e económica. O indivíduo não tem lugar, tem de servir o grupo, isto é: a família. Provavelmente os japoneses revêm na sociedade victoriana as suas próprias dificuldades sociais em se imporem como indivíduos com vontade própria e poder decisivo nas próprias vidas.
Definitivamente basta abrir um pouco os olhos, prestar alguma atenção e ver com olhos de ver para perceber que se andam a produzir muito boas séries de anime no Japão, que há muito já ultrapassaram o estigma de desenhos animados para criancinhas. Este é um anime para ver com atenção e calma, de preferência acompanhado por uma bela chávena de Earl Grey, para nos fazer recordar dos "bons velhos tempos" das séries da BBC, tais como Reviver o Passado em Brideshead, A Família Bellamy e outras, que passavam na RTP.
英國戀物語エマ
4.11.06
CINE-ASIA: DocLisboa 2006 Report
Para ler basta clicar no título deste post.
1.11.06
Comecei a ver: Princess Tutu
Princess Tutu foi daqueles anime que me apelou devido ao factor rapariga: o Ballet. Felizmente que no pacote veio muito mais que isso, esta é uma série de anime, shoujo claro, de-li-ci-o-sa!A narrativa adapta muito livremente certas partes do conto do Quebra Nozes (de Hans Christian Andersen), junta-lhes personagens e a partitura de muitos dos grandes ballets clássicos, num universo que mistura realidade com contos de fadas num resultado algo insólito. As personagens tanto podem ser humanas como animais ou bonecos a começar pela protagonista Ahiru, cujo nome significa pato e que é mesmo uma patinha amarela, mas que é transformada, por Drosselmeier (o misterioso tio de Clara em Quebra-Nozes), numa rapariga algo desastrada. O professor de dança é um gato (Neko-sensei) que, quando se irrita, pede as alunas em casamento e, quando elas recusam passa de um comportamento humano antropomórfico para um comportamento 100% felino.
Cada episódio tem alguma ligação a algum ballet conhecido e a junção de uma protagonista desastrada e cómica, com duas melhores amigas totalmente sarcásticas, a um "principe" romântico e vilões algo trágicos, dão um resultado bem interessante.
Toda a direcção artística é muito bonita e variada, dentro de um tom germânico na arquitectura. O character design é muito engraçado e, devido à variedade das personagens, não se cinge a apenas um grafismo fixo em que mudam as cores dos olhos e cabelos para diferenciar personagens.
Também adorei as duas canções dos genéricos, extremamente adequadas ao tipo de anime que é, e com uma fortíssima remeniscência de certas cançõezinhas dos anos 60, cantadas suavemente por uma voz muito feminina.
プリンセスチュチュ
ADV: Princess Tutu
29.10.06
Terminei de ver: Jigoku Shoujo
Finalmente acabei de ver esta série. Sem surpresas, as histórias individuais de cada episódio mantiveram-se iguais, para a narrativa se precipitar numa conclusão nos últimos 5. Em cinco episódios é nos mostrado o porquê da existência da Jigoku Shoujo, tudo o que provocou e realmente havia uma ligação forte entre Shibata e Tsugumi e Enma Ai, mas o final fica algo inconclusivo, talvez porque já estivesse na mira uma segunda série, que entretanto já estreou.No geral gostei da série, apesar de ser muito repetitiva. A ambiência sinistra e soturna, muito bem suportada pela banda-sonora e pelos gráficos ajudaram bastante a que se visse a série na quase totalidade sem enjoar muito. No geral as histórias individuais eram convincentes, nem que seja na inutilidade da vingança. De qualquer modo preferia que ao longo da série tivessem sido dadas mais dicas acerca do passado de Ai e da sua ligação a Tsugumi, mesmo que de modo subtil e sem chamar a atenção. Na conclusão achei que faltava alguma densidade à personagem de Ai para se querer vingar, tantos séculos depois, depois de um longo esquecimento, com tanto ódio. Para haver sentimentos fortes, tem de haver uma motivação forte, senão não convence.
Como vem aí mais, vamos lá ver se a segunda série preenche os vazios e complementa bem a primeira.
地獄少女
Ando a ver: NANA

A história já ultrapassou a linha narrativa do filme e, como ainda não li a manga, tudo daqui para a frente é (mais ou menos) surpresa. A história de Hachi adensou-se, ela começa a ser confrontada com a própria futilidade e facilidade com que se entrega ao primeiro que aparece. Nana e grande parte dos outros andam preocupados com ela, mas seguem as suas vidas com o próximo grande concerto que deverá ser decisivo na carreira dos Blast. Para isso Misato (não eu ;) ) voltou a aparecer e o resto... virá.
NANA ーナナー
13.10.06
CINE-ASIA: Tenkuu no Shiro Laputa

Japão, 1986, 124min
Página Oficial - Trailer - Fotos
O CASTELO DO CÉU LAPUTA
Sinopse: Sheeta cai misteriosamente do céu literalmente para os braços de Pazu, que vive e trabalha numa pequena cidade nas montanhas. Este encontro leva ambos a uma série de aventuras provocadas pela perseguição de piratas do ar e do exército a Sheeta, que acabam numa busca pela identidade dela e pelo misterioso castelo no céu, Laputa.
Crítica: Mais um filme onde Hayao Miyazaki expressa a sua profunda paixão por máquinas voadoras, desta vez a quase totalidade do filme se passa com os pés muito pouco assentes na terra. É um filme com uma permissa simples, todas as personagens buscam no castelo Laputa um sonho, uma utopia. Sheeta busca a sua identidade, Pazu concretizar o sonho do pai e aprender com a tecnologia, os piratas tesouros e o exército, na personagem de Muska, o poder. A dada altura todos encontram o que buscam, mas nem todos são bem sucedidos e simplesmente os maus são castigados e os bons recompensados, mas não sem algum sacrifício ou a destruição do próprio sonho.
Com um enredo mais político mas ao mesmo tempo mais simples que Nausicaä, Laputa é um filme um tanto desequilibrado, balançando entre peripécias que se arrastam e climaxes imponentes. Mas se algumas partes se prolongam, tudo é compensado com a chegada ao fantástico castelo no céu. Toda a paisagem é lindíssima, a concepção arquitectónica do castelo de uma decadência romântica e é aí que o filme verdadeiramente começa a cativar com a resolução, pouco a pouco, de todos os mistérios.
Também é na fase do castelo que verdadeiramente vemos a mensagem ecológica de Miyazaki em acção, num castelo de uma civilização tecnológicamente avançada mas que, à semelhança de Macchu Picchu (onde muita da paisagem se inspira) ou das cidades dos Maias, foi misteriosamente abandonado. Como tal a natureza tomou conta do lugar indiscriminadamente até tornando o único robô que resta em actividade numa espécie de delicado protector da natureza, ao contrário do seu aspecto beligerante. Neste robô encontro uma outra referência a um importantíssimo filme de animação francês, “Le Roi et L’Oiseau”, de 1980, onde um robô semelhante, delicadamente abre a gaiola de um minúsculo passarinho.
Se prestarmos atenção, a grande maioria dos filmes de Miyazaki são conduzidos por uma protagonista forte (Nausicaä, Kiki, Chihiro, etc.). Neste filme temos uma personagem masculina em pé de igualdade, Pazu. Em muitos aspectos acho-o muito semelhante a Conan (da famosa série de TV “Mirai Shounen Conan” – “Conan, o rapaz do futuro”), na determinação, no engenho e em vários aspectos físicos, a começar pela fisionomia e a terminar nalguma agilidade fora do comum.
Na direcção artística vemos aqui uma confirmação do rumo já anteriormente traçado de paisagens idílicas onde a natureza domina, onde o céu é muito azul e o verde muito verde. A característica mais marcante e invulgar sendo que as poucas paisagens terrestres são extremamente acidentadas, paisagens agrestes onde difícilmente o homem e a sua tecnologia destroem sem critério (mais uma referência a Macchu Picchu). O culminar da beleza desta paisagem é o castelo que lembra certas representações, da pintura do periodo romântico europeu, de um certo Olimpo utópico.
A animação é, como sempre, intocável, abusando, no bom sentido, de cenas aéreas em céus nublados. A banda-sonora é, como sempre, de Joe Hisaishi mas ainda bastante discreta e sem um tema marcante. É um filme espectacular em termos visuais e detalhe, com talvez alguma ressalva para a narrativa ligeiramente desequilibrada.
Classificação: 7/10
6.10.06
1 ano de anime-comic
Para comemorar fiz um título para o blog em imagem, coisa que já andava para fazer há que tempos. O título só em texto nunca me deixou 100% satisfeita, mais ainda tendo o blog o nome que tem.
Recentemente houve alguns intervalos no visionamento de anime, muito devido à ausência de episódios novos de algumas das séries que ando a ver: Jigoku Shoujo, xxxHOLiC e, em parte, NANA. Mas o intervalo terminou, ando a ver mais novas séries como Le Chevalier D'Eon, continuo a ver, mais devagarinho, Daddy Longlegs, Ashita no Nadja, Hiatari Ryoukou, Utena, Candy Candy e muitas outras, portanto os posts mais frequentes voltarão.
30.9.06
Comecei a ver: Le Chevalier D'Eon
Em época em que Versailles está na moda foi uma boa ocasião de começar a ver um anime que já algum tempo me tinha despertado uma pequena faísca de curiosidade, Le Chevalier D'Eon. Acabei de ver o primeiro episódio e fiquei franca e agradávelmente surpresa!Este anime, para além de dois ou três factores que me chamaram a atenção: séc.XVIII, Corte de Luís XV, a qualidade dos gráficos e um título carismático, presenteou-me com vários outros, que habitualmente me cativam, dos quais eu não estava à espera: intriga política e de corte, mistério, suspanse, misticismo, sociedades secretas e as coisas nunca serem o que parecem.
Quanto à banda-sonora ainda pouco impressionou, mal dei por ela, mas a parte técnica (character design, cenários, animação, realização) é extremamente cuidada. Mal comparando com o único outro anime passado em cenário semelhante (se bem que cronológicamente uns anitos mais tarde), Versailles no Bara, é engraçado ver a mudança de perspectiva dos japoneses em relação à Europa e à história europeia. Não que Versailles no Bara seja mau, pelo contrário é uma das melhores séries de anime que já vi, mas tem algumas incorrecções algo pitorescas, em geral derivadas da ignorância dos japoneses da cultura europeia. No caso de Chevalier já existe um outro rigor, pois hoje-em-dia certas incorrecções, que em Beru Bara ninguém dá importância, seriam imperdoáveis. O character design é mais realista e o guarda-roupa, tanto quanto deu para perceber pelo episódio, não tem incorrecções históricas. A partir do momento em que incluem Mme. Pompadour como personagem, mesmo que secundária, o guarda-roupa não poderia falhar. Os cenários recorrem muito a modelos em 3D, principalmente do Palácio de Versailles, que, apesar de óbvios não perturbam em absoluto pois para além de bem integrados na acção levaram um "tratamento" que lhes dá uma textura de pintura.
O primeiro episódio agarrou e fidelizou-me à primeira, espero que esta série não sejam apenas promessas vãs.
シュヴァリエ
24.9.06
Ando a ver: NANA

Como atenuante, felizmente que o episódio era bastante mais bem montado que o anterior (11.5) e o sketch da "Sala da Junko" foi apurado, está mais curto e mais engraçado.
A série anda de vento em popa, já se cruzaram quase todas as personagens principais e aconteceram algumas cenas importantes e bem emocionantes.
A apresentadora no fim continua super irritante, mas os mini-CDs-porta-chaves dos gachapon, que ela mostrou, são muito kawaii!
NANA ーナナー
17.9.06
Manga Mania
Só tenho pena de duas coisas (as de sempre):
1. de o título continuar com o infeliz erro de chamar manga (banda-desenhada) a anime (animação). Se o erro fosse só com a designação japonesa até lhe chamaria preconceito, mas infelizmente, apesar de serem dois meios totalmente diferentes (apesar de elos em comum bastante fortes), a tendência para se confundir banda-desenhada com desenhos animados ou animação é geral.
2. Serem os títulos de sempre (Akira, Ghost In the Shell, Appleseed, etc.) demasiado cingidos a apenas um género o dos filmes de acção, ficção-científica, terror, ou mais concretamente para quem se diz entendedor, o cyberpunk.
Mas tudo tem o seu lado positivo e o facto de ver nas bancas de jornais títulos de anime à venda que, há 10 anos atrás, eram caros e difíceis de arranjar ou apenas visionar, é um bem que já vem tarde, mas vem!
Pessoalmente não vou comprar nenhum, a não ser que no meio da lista de títulos esteja alguma surpresa, mas não acredito muito.
Editorial Salvat - Manga Mania
8.9.06
Ando a re-ver: Hiatari Ryoukou!

Mas o bom de Mitsuru Adachi é a garantia de histórias interessantes, apelativas, muito japonesas e muito ligadas a uma realidade do dia-a-dia, principalmente dos adolescentes de das escolas secundárias.
Quando vi este anime pela primeira vez, há cerca de 10 anos na RTP, fiquei surpresa ao peceber que estava a ver o meu primeiro anime soap. Cá está, não gostei dos desenhos, mas a história prendeu-me desde o primeiro e atribulado episódio para não a largar enquanto não chegou ao final. Com este anime aprendi a dizer yoshi (era legendado), que quer dizer qualquer coisa como 'boraí, fiquei a compreender um pouco do dia-a-dia dos adolescentes numa escola japonesa e não só, um pouco do seu sistema educativo, com aulas de manhã e os clubes à tarde e que o beisebol é o desporto favorito do Japão, suplantando mesmo o muitíssimo popular e respeitado kendo. Para além disso fiquei a saber muito melhor como funcionam as relações interpessoais, principalmente entre adolescentes, nas pequenas coisas como hábitos, pequenos pudores e convenções sociais.
Mas a história de Kasumi, da sua atrevida tia e dos hóspedes e colegas de Kasumi tem imenso que se lhe diga, desperta a curiosidade e fez-me esquecer por completo o facto de não gostar dos desenhos. É um prazer rever este anime, agora com termo de comparação, que passou a ser um clássico e marcou o género de anime soap ou "pedaço de vida".
[infelizmente não encontrei um site oficial]
2.9.06
Ando a ver: Tokyo Mew Mew

O título deste post talvez devesse ser "Não ando a ver:..." pois a SIC voltou a fazer das suas! Como se já não bastasse estarem a emitir a versão censurada pelos americanos de Tokyo Mew Mew, ainda por cima aparentemente cancelaram ou mudaram de horário a série, claro está, sem pré-aviso! O que é certo é que hoje não deu e parece que amanhã também não dá :'(
27.8.06
CINE-ASIA: Kaze no Tani no Nausicaa (Nausicaä)

Japão, 1984, 116min
Página Oficial - Trailer - Fotos
Sinopse: Num mundo de uma ecologia distorcida, Nausicaa, a corajosa princesa do pequeno reino do Vale do Vento, esforça-se em manter pacificamente o instável equilíbrio entre uma natureza de desertos e florestas tóxicas habitadas por insectos gigantes e possíveis invasões de povos vizinhos. Mas o Vale do Vento é invadido, o pai de Nausicaa assassinado e, para poupar o seu povo de mais sofrimento, Nausicaa vê-se envolvida numa guerra inútil contra os insectos enquanto que a solução para uma vida melhor está mesmo debaixo dos seus narizes.
Crítica: Talvez o único filme de Miyazaki baseado numa manga do mesmo, este primeiro filme dos Estúdios Ghibli representa, desde logo, as preocupações principais do realizador: a ecologia e a sua paixão por máquinas voadoras. De todos os filmes dele, Nausicaa é o filme onde a temática da ecologia ocupa quase a totalidade do filme, imediatamente seguida de um modo pacífico de resolver conflitos face a um mundo em guerra.
As máquinas voadoras, tema quase sempre presente nos filmes de Miyazaki, têm aqui um papel vital tanto no desenvolvimento da história como na definição das personagens. O Mehve, as asas voadoras de Nausicaa, é o sonho de Ícaro concretizado. Todas as naves do povo do Vale do Vento têm um certo ar robusto mas prático, sendo o Mehve particularmente ágil e delicado. As naves dos Dorok, em contrapartida, são maiores, mais agressivas, escuras e cheias de apêndices. Fora o filme “Porco Rosso”, este é provávelmente o seu filme onde aparelhos voadores têm uma presença mais forte.
Mesmo ainda não tendo a exuberância de alguns dos filmes posteriores, de ser um filme mais comedido, a sua história é extremamente complexa e apaixonante. Parece que toda a indignação de Miyazaki pelo que os homens andam a fazer ao planeta Terra foi canalizada para este filme.
Nausicaa é uma rapariga fora do comum, mesmo para o seu povo que a adora, desde miúda que tem uma empatia especial com os Ohmu, uma espécie de reis da comunidade de insectos gigantes, e resolve sempre os conflitos com os insectos sem destruição nem morte. A sua paixão pelas florestas tóxicas, provocadas pelos esporos espalhados pelos insectos choca até o aventureiro Yupa, habituado às agrestes florestas. A oposição do carácter pacifista e ecologista de Nausicaa com o da Princesa Kushana, cruel, implacável e ambiciosa, é mais um demonstrativo da inutilidade da maioria das guerras e de como elas podem ser resolvidas, de forma pacífica, através de negociação e estudo.
Mesmo não sendo tão “de encher o olho” como a maioria dos filmes posteriores, este filme mostra-nos maravilhosas paisagens de desertos ventosos, o verdejante Vale do Vento e as Melancólicas florestas tóxicas. As cenas de acção, principalmente as aéreas, são feitas com uma mestria fora do comum e uma beleza deslumbrante. Outros elementos clássicos de um filme de Miyazaki também já estão presentes, tais como céus muito azuis, águas límpidas e claras, campos verdejantes, personagens fortes, criaturas estranhas, velhotes com um ar de cara de couro curtido e uma excelente conjugação de momentos em que a história flui e outros mais contemplativos, mas perfeitamente integrados no contexto do filme. Curiosamente os insectos são apresentados como mais umas vítimas do Homem, o ênfase não é posto em serem horrorosos ou nojentos, mas na demonstração de carácter e densidade psicológica. A certa altura damos por nós a torcer pelos Ohmu e não pelos cruéis Dorok.
Aqui temos uma prova (se é que haveria necessidade de haver provas) de que a animação para ser boa, densa, para adultos, com temas importantes e interessante, precisa essencialmente de um bom tema e de uma boa história aliadas a uma boa realização. A animação, como sempre nos Estúdios Ghibli é impecável e de um cuidado impressionante. O character design é fácilmente reconhecível como sendo um Miyazaki, não é particularmente belo, mas cada personagem e seus adereços são concebidos detalhe meticuloso.
Este é um filme intenso, profundo, cheio de conteúdo, dá que pensar, tem uma mensagem positiva sem ser moralista ou castradora e é muito bem feito de um modo comedido, sóbrio, mas eficaz e sem desperdício.
Classificação: 8/10
16.8.06
Barrigada de anime
- Ojamajo Doremi # (Doremi II)
- Ashita no Nadja (Nadia)
- Doraemon (Doraemon IV)
- Captain Tsubasa J (Oliver e Benji)
- Kaitou St. Tail (A ladra Meimi)
- Kiteretsu Daihyakka (Kiteretsu)
- Beyblade G Revolution (Beyblade III)
Canal Panda29.7.06
CINE-ASIA: Kagen no Tsuki (Last Quarter)

Japão, 2004, 112min
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Sinopse: Mizuki zanga-se com o namorado na festa do próprio aniversário e vagueia pelas ruas. Atraída por uma melodia melancólica, acaba chegando a uma estranha mansão, com um ar assombrado, e entra. Lá dentro conhece um misterioso músico, chamado Adam. Saturada da família que não a compreende, Mizuki muda-se para a mansão sem avisar ninguém. Uma noite de quarto minguante, quase lua nova, ao atravessar uma passadeira de peões com sinal vermelho para encontrar Adam do outro lado, é chamada pelo namorado, Tomoki, e Mizuki vê-se subitamente à porta da mansão, mais assustadora e abandonada que antes.
Crítica: Baseado na manga homónima de Ai Yazawa, que se celebrizou pela adaptação também ao cinema de outra sua manga, Nana, este filme é uma história de fantasmas sem ser um filme de terror.
Apesar de adaptado, o argumento foi claramente reescrito para servir os seus bastante conhecidos actores em particular Hyde, também autor do tema principal. No geral a ambiência é mais negra e gótica que no original, sendo uma das maiores mudanças a cor de vestido de Eve, de um branco com um estilo anos 60 para um preto bastante gótico. Mas como apenas folheei a manga, não a li, vou deixar as comparações por aqui.
Como curiosidade, os papeis principais do filme são interpretados por actores bem conhecidos do público japonês e um pouco do público ocidental. Chiaki Kuriyama (Mizuki/Eve) era a rapariguinha, Gogo Yubari de Kill Bill vol.1 e uma das alunas de Battle Royale, Hiroki Narimiya (Tomoki) é bastante conhecido no Japão e também entrou em Nana, como Nobu, Hyde (Adam) é o famosíssimo vocalista e compositor da banda L’Arc~En~Ciel, do tema principal de Final Fantasy: The Spirits Within e ainda, num papel secundário, como Doujima, temos o veterano Ken Ogata, actor japonês bastante conhecido no ocidente, principalmente em filmes ocidentais como Mishima ou The Pillow Book.
É interessante ver como o desenrolar do enigma que rodeia Mizuki/Eve/Sayaka é pontuado pela descoberta gradual do principal tema musical. De início apenas ouvimos alguns acordes do refrão, ora na guitarra de Adam, ora ao piano por Mizuki para culminar na interpretação completa do tema por Eve ao piano, num clímax muito bem construído. Este é talvez um dos aspectos mais interessantes e envolventes do filme, pois a canção é, sem dúvida, um dos elementos mais importantes e de ligação do filme.
Este filme está dividido em duas partes distintas, que seguem ritmos diferentes. A primeira, mais naturalista, funciona como um prólogo e segue o pequeno drama emocional de Mizuki, da sua relação com o pai e a família e a traição do namorado. A segunda parte, mais onírica, é o desvendar, por parte dos miúdos, Hotaru, Miura, e Tomoki do mistério que rodeia Eve/Sayaka e que prendeu Mizuki num limbo. A diferença entre as duas narrativas deveria ter sido feita de forma mais clara. A cena do acidente, é intensa, mas de início o filme parece que não arranca. Talvez se os dois mundos fossem mais contrastantes (por exemplo um diurno e outro nocturno) ou a primeira parte mais curta ainda, a sensação de desvio fosse mais eficaz. Assim dá-nos a sensação de estar a ver um pedaço de uma história que fica interrompido para continuar noutra cuja única ligação é Mizuki.
Por outro lado, o crescendo em que se desenrola a segunda parte, que culmina com a resolução da história, sempre acompanhada pela banda-sonora e pelo tema principal, é muito interessante e empolgante. Por vezes há exemplos de uma boa montagem e a narrativa está bem estruturada.
Há algo na suposta iluminação nocturna da mansão de enervante. O filme tem, em geral, uma fotografia bastante bem conseguida, apesar de muito escura e nocturna, mas os contrastes entre azuis e laranjas na mansão fazem sempre lembrar iluminação feita em (má) televisão, para simular noite. Pode ser que o efeito pretendido seja uma certa ambiência sobrenatural, o trabalho de design de produção (cenários, decoração) está bastante bem conseguido nas diversas variantes da mansão, mas o efeito final acaba sendo artificial. Com isso, os poucos efeitos especiais também acabam por ter um ar bastante televisivo, lembrando alguns tokusatsu (séries televisivas com super-heróis) mais recentes.
O filme revela um bom esforço para contar esta história sobrenatural e romântica, mas é desequilibrado nalguns aspectos, variando entre o aborrecimento provocado pelo desenrolar lento de algumas sequências e o emocionante crescendo final. No todo é um filme que se vê com algum prazer, a história é bastante interessante e insólita, mas os defeitos são demasiado evidentes.
CLASSIFICAÇÃO: 6/10
22.7.06
CINE-ASIA: Bishoujo Senshi Sailormoon SuperS

Japão, 1995, 60min
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Sinopse: Usagi, Chibi-usa e as amigas fazem biscoitos em casa de Makoto. Chibiusa oferece os dela a um rapaz gentil que conhece na rua, Peruru, e Usagi oferece os dela ao namorado, Mamoru. Em casa de Mamoru os dois ouvem na rádio a notícia de que andam a desaparecer misteriosamente, durante a noite, as crianças de várias cidades. Nessa mesma noite uma estranha melodia encanta as crianças de Tóquio e, juntamente com elas, Chibiusa.
Usagi e as amigas seguem-na e descobrem que as crianças estão a ser raptadas para um navio extraterrestre, sob o comando de Vadiane que quer usar a energia dos sonhos das crianças para criar o “black dream hole” que sugará a energia da Terra e do Universo. Super Sailormoon e Super Sailor Chibimoon unem as forças e, com a ajuda de Peruru e das outras 7 guerreiras, destroem os planos de Vadiane e devolvem as crianças à Terra.
Crítica: Baseado livremente no conto “O flautista de Hamelin” e outros contos tradicionais europeus, Sailormoon SuperS tem uma narrativa simples e concisa que dá espaço tanto a mostrar as personalidades das protagonistas da série de Sailormoon como para demonstrar os seus poderes. Apesar de não ser particularmente interessante a história, pode-se dizer que os argumentistas aprenderam com os filmes anteriores a dosear os “elementos obrigatórios” com os elementos novos.O equilíbrio entre a relação de Usagi, Chibiusa e Mamoru, as cinco amigas Usagi, Ami, Rei, Makoto e Minako, as outer senshi Haruka/Uranus, Michiru/Neptune e Setsuna/Pluto e as respectivas transformações e ataques com uma narrativa nova, com novos vilões e co-adjuvantes. Neste filme também são introduzidos alguns dos novos elementos da série de televisão Sailormoon SuperS, tais como a fase pré-adolescente romântica de Chibiusa e um ambiente algo delicodoce.
Mesmo tendo um maior equilíbrio que os filmes anteriores a história nova falha em ser pouco forte e motivada. É demasiado açúcarada e de um romantismo algo pueril, mas não tão emocionate, sofrida ou negra como seria de desejar. Infelizmente esta fase da série de televisão foi reescrita para um público mais novo que o que seguia a série e a manga desde o início (já se tinham passado cerca de três anos, desde então) o que desapontou um pouco. Na manga a história foi ficando progressivamente mais intensa, soturna e madura e o anime não seguiu esse crescimento, tal como este filme, surgido da série de TV.
Técnicamente é um filme sem mácula mas também sem impressionar. O character designer é o mesmo que entrou para a quarta série, que elevou considerávelmente os acabamentos e paleta de cores para um nível de qualidade correspondente à popularidade da série. Os técnicos cumprem as suas funções de um modo profissional e competente mas não vemos nenhum rasgo de criatividade ou originalidade em relação ao que fora feito anteriormente. A pequeníssima excepção é a arquitectura do início do filme, claramente mais europeia, quem sabe se alemã, inspirada no conto original, pois essa acção não se passa obrigatóriamente no Japão.
A banda-sonora é discreta e condizente com a acção, integrando muito o som das flautas com um toque de música clássica, sistema aliás já utilizado no filme anterior a partir da permissa das bailarinas. Este é um filme que se vê, mas com a caução para quem não goste de filmes muito cor-de-rosa, o que lhe vale é que não é muito longo, não se corre o risco de um enjoo demasiado forte.
Classificação: 5/10
8.7.06
CINE-ASIA: Bishoujo Senshi Sailormoon S

Japão, 1994, 60min
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Sinopse: Luna, a gata falante de Usagi, sente-se mal num passeio ao centro da cidade e decide regressar a casa. Pelo caminho é salva por Kakeru, um astrónomo, que cuida dela com carinho no seu loft/observatório. Kakeru anda em atrito com a namorada, Himeko, pois ela encara a investigação espacial com pragmatismo científico ao contrário dele que, romanticamente, acredita na existência de Kaguya-hime, a princesa do conto de fadas. Luna repara que, para além de deprimido, Kakeru apresenta sintomas estranhos e quer ajudá-lo...
Crítica: O investimento feito no filme anterior provou-se lucrativo e, menos de um ano depois, foi feito novo filme, desta vez a partir da terceira série de Sailormoon, Sailormoon S.
Quando falo em investimento foi mesmo de investimento que se tratou para este filme. A história, baseada livremente na lenda japonesa “O cortador de bambú” ou “Princesa Kaguya”, foi escrita pela autora da manga, Naoko Takeuchi, e publicada em livro. O artwork novo foi concebido por ela e o character design, as cores, os cenários e tudo mais, receberam os seus próprios “power-ups”. Todo o guarda-roupa é novo, há um maior cuidado com sombras, reflexos, acabamentos e as cores são mais vivas e brilhantes. A narrativa científica espacial derivou grandemente de uma visita de Naoko Takeuchi ao “NASA Space Center” e, como foi sendo seu hábito, ao longo de toda a manga de Sailormoon, juntou várias temáticas, de diferentes origens, pelo denominador comum, a Lua.
Apesar de mais original, a história resulta um pouco confusa e mal desenvolvida. O tema da astronomia é abordado pela rama e a sua ligação à lenda da Princesa Kaguya demasiado frágil. Acredito que Naoko Takeuchi tenha querido transmitir que só ciência não enriquece a alma das pessoas, mas desta forma os dois modos de pensar não se uniram. Vale pelo dilema emocional de Luna, que habitualmente é a personagem pragmática e sensata que dá as explicações mais elaboradas acerca do universo Sailormoon. Esta pequena narrativa, acaba por, através da excelente animação e do maravilhoso desempenho da actriz de voz, se destacar e reforçar a verdadeira permissa da série, da amizade e amor que tudo resolvem.
As extraterrestres invasoras, não passam disso, apesar de muito bem animadas. A sua ligação, através do meteorito, à linha narrativa dos astrónomos é muito fraca e a sua motivação, adicionar a Terra a uma colecção de planetas gelados, demasiado pouco convincente. Só os poderes impressionam, pois as guerreiras não dão cabo delas à primeira. As batalhas resultam menos emocionantes e empenhadas que no filme anterior. Mesmo a muito desejada por muitos fans integração das Outer Senshi (guerreiras do sistema solar exterior) sabe bem, mas soa a falso.
Ocupando mais tempo de filme que a história de Luna, as cenas com as guerreiras parecem enfiadas à força no filme, para mostrar um catálogo de transformações, ataques e power-ups. Até Chibiusa tem direito a transformação (em Sailormoon S ela já é guerreira, mas nunca se vê a sua transformação). Mais uma vez a única transformação que faz sentido é a de Luna, que nem é a mais elaborada, apesar de bonita.
Tecnicamente o filme é muito bom, mas a realização é simplesmente académica e o argumento demasiado frágil e “colado com cuspo”, podendo o filme ser reduzido a 1/3 e enfiado no meio da série como um episódio especial. É pena!
Classificação: 6/10
2.7.06
Ando a ver: Tokyo Mew Mew

Tokyo Mew Mew - My Sweetheart (OP)
Tokyo Mew Mew - Koi wa a la mode (ED)
Tokyo Mew Mew - Pierrot
TV Aichi - Tokyo Mew Mew
4Kids TV - Mew Mew Power
29.6.06
Ando a ver: NANA

Detesto episódios de recapitulação, tenho sempre a sensação de que se está a desperdiçar tempo precioso em que a narrativa podia avançar, até hoje só vi um de que gostei: o da série do Discovery Channel, Mythbusters, mas a série proporciona-se a isso. O episódio 11.5 de NANA está muito bem montado, mas arrasta-se na mesma! Por esta altura da série, qualquer um está ansioso para saber mais, um episódio destes funciona como um anti-clímax... nem é altura para fazer uma interrupção na história, não se passaram assim tantas coisas, ainda está tudo a começar! Ggrrrrrrrr!
Só espero que a ameaça de haver mais um não seja cumprida!
NANA ーナナー






