
Red Garden é definitivamente uma excelente série anime que passou discretamente despercebida. A sua produção é da melhor qualidade, cenários lindíssimos, 3D integrados de forma invisível, character design original e bonito, animação de muitíssimo boa qualidade e uma história muito boa e bem estruturada. De facto não há um único dos 22 episódios onde não aconteça algo de importante ou as raparigas não sofram algum tipo de evolução.
Apesar de ser um anime num contexto fantástico e de terror, existe uma grande procupação com as personagens, tendo todas elas uma caracterização meticulosamente detalhada, o que lhes dá espaço para mudanças de temperamento, amadurecimento, em suma, evolução. É interessante que todas as raparigas mudam: Rose torna-se menos infantil e mariquinhas, Claire menos agressiva e intolerante, Rachel menos fútil e insensível e Kate passa a ser menos passiva e conformada.
O final da série, ao contrário do que vem sucedendo demasiadas vezes com muitos anime recentes, não desilude e corresponde num crescimento emocional. Todas as explicações sobrenaturais para a situação e aventuras das 4+1 raparigas são plausíveis se bem que talvez um pouquinho insuficientes, mas algo tinha de ser deixado em aberto, não? Faltou saber exactamente como as maldições surgiram, mas são acontecimentos que ficaram esquecidos no passado. Pelo menos não ficam pontas soltas e a batalha final é suficientemente dura e bem coreografada para dar um bom clímax.
Gostando bastante das 3 canções dos genéricos (OP: "Jolly Jolly", ED1: "Rock the LM.C" e ED2: "OH MY JULIET."), a súbita aparição das raparigas a cantar canções melancólicas nos primeiros episódios é esquisita e artificial. É certo que faz alguma ligação entre os sentimentos de dúvida e confusão que as assaltam, mas faz pouco sentido num anime com uma caracterização geral para o realista. E as melodias, que como melodias de fundo até passam, como canções são demasiado melosas, não se integrando no ambiente funky e moderno nova-iorquino do resto do anime.
Aliás é de certa forma refrescante o cenário nova-iorquino, retratado de forma tão meticulosa, por oposição à grande maioria das séries que se passam num contexto mais nipónico ou às vezes europeu ou mediterrânico. É fácil conjugarmos este anime com as inúmeras séries e filmes americanos passados no mesmo contexto.
Ainda há uma pequena série de OAVs, Dead Girls, relacionada com este anime, espero conseguir vê-la também.
RED GARDEN
Já ando a ver esta série há bastante tempo, mas como os episódios (que são 50 ao todo) levam muuuuuito tempo a estar dispiníveis, tem sido um processo lento que de certeza não seria se acontecesse o contrário. Exactamente por causa disso há cerca de 6 meses que não via um episódio e, ao ver um hoje, tive aquela sensação: "Epa, já andava com saudades disto!"

Tenho reparado numa coisa curiosa neste anime: todas as pessoas "diferentes", como as 4 protagonistas, têm o cabelo em dégradé (de claro para escuro) sem sombras ou reflexos, enquanto que as pessoas "normais" têm o cabelo desenhado num estilo mais clássico, em cor lisa com a sombra recortada.
Hoje começou a dar no AXN a 2ª série de Lupin III que, naturalmente tem algumas alterações: o casaco de Lupin passou a ser vermelho assim como a camisa azul-escura e a gravata rosa pálido. Gostava mais do anterior visual (casaco verde, camisa preta, gravata amarela) mas não são esses pormenores que me fazem deixar de gostar da série.
Yep, o Canal Panda passou o 1º filme de Card Captor Sakura, mas feliz ou infelizmente estava em espanhol. Felizmente porque, do pouquinho que vi a dobragem não estava nada má, a voz da Sakura é bastante parecida com o original e os nomes das cartas mantinham-se no original, em engrish. Infelizmente porque, como já tinha visto o filme, acabei por não o ver, exactamente por estar dobrado numa língua que não é nem o original japonês ou a minha língua, o português.



O romance de Genji é considerado o primeiro romance da história da humanidade. Escrito no séc.XI, por uma cortesã, Murasaki Shikibu, foi um livro escrito ao longo de muito tempo em que ela conta, em estilo novela, as aventuras e desventuras amorosas do Príncipe Resplandecente Genji. Recentemente este livro foi traduzido para português (em duas edições) e eu comecei a ler a da editora
Tudo me levava a crer que este anime era dos anos 80: o estilo de grafismo, o tipo de animação, o character design, as roupas, o modo como as personagens são compostas e a história se desenrola, mas afinal não, é de 1991! Foi um CD que me fez duvidar ;)
Acabei de ver mesmo agora uma reportagem da estreia do filme Speed Racer e fiquei chocada! Deu-me mais razões ainda para não querer ver.
Quase tive um ataque quando percebi que o Canal Panda estava a dar este anime. Pensava que era a mesma série que tinha dado cá, na falecida Europa Television, no final dos anos 80, sob o título de Gigi, mas afinal é a segunda série, já produzida em 91 (a primeira é de 1982-83).
Por ser de Ikeda Riyoko, a autora de Versailles no Bara, este anime despertou-me a curiosidade.