Zankokuna tenshi no these - A tese do anjo cruel
Opening de Neon Genesis Evangelion
É mesmo com imenso prazer que oiço de novo com regularidade a canção acima, especialmente numa TV portuguesa e ainda por cima no original sem dobragens!
Evangelion (diz-se evanguelion) é definitivamente uma série marcante e já um clássico do anime. Rever esta série passados tantos anos, de novo na SIC-Radical, dá para perceber com clareza a sua importância: é uma série tecnicamente e artisticamente muito bem feita e equilibrada, com sequências que continuam a surpreender. A sua montagem não é linear e básica, usa muitos saltos no tempo e elipses que, eventualmente, resurgirão mais tarde sob um novo ponto de vista. Esta é uma técnica utilizada em maior ou menor escala ao longo de toda a série, mas o mais frequente é não vermos directamente as derrotas dos Eva's mas as suas consequências.
O argumento desta série é talvez um dos mais densos e bem escritos, com uma pesquisa de fundo tão bem feita que até pessoas que vivem num país católico (se bem que também tem muitas ideias anglicanas ao longo da série) têm uma certa dificuldade em acompanhar a temática dos anjos/apóstolos, do génesis e não só. Desperta a curiosidade de uma agnóstica ignorante como eu acerca de toda a "teoria da conspiração" por trás das religiões cristãs. Para além disso a abordagem pela psicologia, que deriva em personagens muito bem construídas, dá-lhe uma base extremamente sólida e que faz com que o público se identifique com intensidade.
A banda-sonora não abusa das canções pop-pastilha-elástica japonesas, o que a torna intemporal, apresentando-nos alguns exemplos memoráveis, tal como as músicas do genérico. As inúmeras versões de Fly Me to the Moon, originalmente cantada por Frank Sinatra, marcam talvez uma das primeiras vezes na introdução de música ocidental no genérico de um anime, e até há algumas versões bem engraçadas, mas confesso-me fã desta canção, muito antes da era Evangelion.
O character design não é dos mais originais ou rebuscados, mas é perfeito para o tipo de série que se trata, sem recorrer a cores de cabelo demasiado extravagentes (eu sei que a Rei tem cabelo azul, mas ela é albina e é apenas uma variante mais gráfica para cabelo branco, o mesmo se passa com Kaworu) ou um guarda-roupa exótico e pouco funcional. A extravagância é deixada para os mechas, mais em concreto para os Eva e Anjos, onde encontramos de tudo um pouco: desde Anjos em forma de vírus até formas geométricas simples.
Evangelion é uma série a rever, ou começar a ver para quem não a viu da primeira vez, foi um ponto de viragem na história do anime, que nunca mais foram os mesmos. É lógico que sou fã, se bem que não se trata da minha série favorita, tem a minha personagem favorita, a doida, extrovertida e ao mesmo tempo inteligente e responsável Misato, isto é: EU! ;)
Como fã que sou de Cutie Honey, pareceu-me lógico começar a ver este tokusatsu. Ao princípio não me entusiasmou muito, sentia a falta do exagero colorido, acelerado e naïf do filme e de Re: Cutie Honey, para não falar de Eriko Sato, que é, sem dúvida, perfeita para o papel. Os fatos de Cutie Honey e o novo logotipo também são um bocado mais angulosos e menos kawaii, o que também não ajudou.
Estreou quase simultaneamente na SIC e no Canal Panda a série Mirmo, Wagamama no Fairy Mirmo de Pon! no original. É uma típica série Doraemon, isto é, com um público alvo de raparigas pré-adolescentes, cuja protagonista é, claro uma rapariga que vem ser 'ajudada' por um ser mágico. Ao contrário de Doraemon, que tem um público mais unisexo, Mirmo é mais dirigido a raparigas.
De todas as séries correntemente a passar no Animax do AXN, InuYasha é a que estou a seguir com maior entusiasmo.
E porque é não há meio de me habituar a pelo menos verificar a programação do Canal Panda a cada fim do mês??? Já me tinha apercebido há que tempos que é comum começarem a emissão de uma série de anime a cada dia 1 e mesmo assim esqueço-me!
Mesmo sendo bem escrita esta conclusão, com cenas de acção e românticas muitíssimo bem feitas que não ficam nada aquém do início da série, tenho bastante pena do desvio da motivação da peça original, pois Romeo e Juliet deixam de ser os 'star crossed lovers' de Shakespeare, a grande força da história deixa de ser o seu amor, para passar a ser salvar aquele 'mundo que ambos partilharam'. Mesmo ficando essa falha presente, há duas ou três cenas, lá para o fim, entre Romeo e Juliet que nos preenchem e fazem com que a série mantenha os padrões de qualidade a que nos habituou. A minha favorita é a cena do duelo entre Romeo e Juliet, ambos com armaduras muito semelhantes, claramente não são inimigos, apenas se trata de uma luta entre o dever e o amor onde só um dos dois pode vencer. A seguinte despedida dos dois é lindíssima e fica para sempre marcada como uma das melhores cenas entre os dois, em toda a série.

Já comecei a ver este filme um pouco desiludida, pois as mudanças no casting desde o primeiro filme foram, no mínimo, controversas. Falou-se bastante na desistência de Aoi Miyazaki, a meu ver uma Nana Komatsu (Hachi) bastante convincente, com as doses certas de kawaii (querida), de beleza física e infantilidade, por causa de alegadas cenas de nudez e sexo que esta fase da história implicaria. Onde é que estão elas? Os decotes de Yui Ichikawa ficavam-lhe pelo pescoço e as cenas entre Hachi e Takumi e Hachi e Nobu eram, no mínimo, insípidas.

Já vi o filme Sakuran há um tempo, mas só ontem é que me lembrei que ainda não o tinha comentado por aqui.
Está a dar no Canal Panda um anime que desperta em mim recordações... Há mais de 10 anos vi os primeiros episódios desta série, em pleno auge de Sailormoon, achei-a mais adulta, mas não muito mais.

Felizmente que pouco tempo depois de ter acabado de ver Victorian Romance Emma saiu a segunda série. Digo felizmente porque a primeira série acaba num impasse e, não tendo lido a respectiva manga, fiquei cheinha de curiosidade para saber se haveria um continuação e não tive de esperar muito.

Sendo eu fanática por Shakespeare, seria natural que tivesse um mínimo de curiosidade por este novo anime da Gonzo. Quando o anime ainda não tinha saído, dei uma olhadela ao site oficial e entusiasmei-me com a direcção artística.


Por esta altura o Canal-Panda está a ser tomado por anime. Um espectador distraído pode ver 3-4 séries seguidas sem dar por isso. E claro que isso é bom, mesmo com as limitações de um canal que tem um público bastante específico.

Mais uma vez o excelente site
Fui fazer uma das minhas visitas regulares ao site da
Comecei a ver este anime já há algum tempo (e muito lentamente) por uma única razão, ser mais uma obra das CLAMP. Sou fã das CLAMP há muitos anos mas ainda não me tinha pronunciado sobre este anime simplesmente porque me desiludiu.
Ao fim de ver cerca de seis episódios da segunda série de Jigoku Shoujo, já dá para tirar algumas conclusões.
Depois de, pelo meio, ter lido (graças ao 

Cowboy Bebop, que regressou à SIC-Radical, é uma das minhas séries anime preferidas e um clássico. Hoje finalmente madruguei para (re)ver Evangelion e acabei por ver o episódio de Cowboy Bebop, Session#09: Jamming With Edward, e tive a triste lembrança das péssimas legendagens/traduções. Entre outros erros (infelizmente até alguns de português) o pior é um que tem imenso a ver com a maneira de pensar dos japoneses e em particular da deliciosa personagem que é a Ed. Quando Ed entra em contacto com o satélite rebelde e decide dar-lhe um nome mais simples, ela chama-lhe "Npyu" da palvra konpyutaa [