Atama Yama (Mount Head) - Kôji Yamamura
Recentemente, durante o Festival de Cinema de Animação, Monstra, em colaboração com o novíssimo Museu do Oriente, os Lisboetas (eu incluída) tiveram uma oportunidade rara de ver animação japonesa de autor. Houve quatro tipos de sessões, abrangendo várias gerações de animadores, a primeira dedicada ao Mestre Osamu Tezuka, mostrando pequenos filmes mais experimentais do mesmo, uma segunda de filmes de Renzo Kinoshita, uma terceira dedicada ao Oriente visto pelo Ocidente e a quarta e última com os filmes de Kôji Yamamura.
Osamu Tezuka
Dos títulos que passaram, Lenda da Floresta, A Sereia, Pingo, Contos do Fim da Rua e Salto, já conhecia os dois últimos, sendo o meu preferido o brilhante Salto (Jumping). Esta pequeníssima amostra, fez-nos perceber o quão prolífico e ecléctico era Osamu Tezuka e deixou para trás a vontade de ver mais, muito mais.
Renzo Kinoshita
De Renzo Kinoshita passaram Made In Japan, Japonês, Picadon e Último Raid em Kumagaya. Esta sessão foi uma espécie de déjà-vu, pois já tinha visto todos os filmes e alguns (Picadon) mais que uma vez, talvez nos Nippon Koma. Kinoshita, cuja carreira se concentra mais nos anos 70, tem um estilo um pouco datado, mas que nos transporta no tempo, para um Japão que tende a desaparecer. Por outro lado, os seus filmes são sentidos testemunhos das bombas atómicas, pedem-nos para não esquecer a catástrofe que causaram. Destaco Made In Japan.
O Oriente visto pelo Ocidente
Passaram vários filmes de várias origens e a inspiração oriental não era apenas nipónica. De entre todos os títulos destaco em particular Screenplay, de Barry Purves, que repega na animação de marionetes (técnica desenvolvida originalmente na Checoslováquia, adoptada pelo realizador japonês Kihachiro Kawamoto, cuja estética de certo inspirou este filme), adaptando uma estética tradicional japonesa e do teatro de Kabuki e nos oferece um filme tecnicamente arrojado, muito bonito e muito japonês.
Kôji Yamamura
Até esta sessão só tinha visto o filme acima: Atama Yama (Mount Head). Depois de ver mais, Aquatic, Perspektivenbox, The Old Crocodile, Fig, A House, Kid's Castle, Pieces e A Child's Metaphysics, fiquei fã deste realizador muito criativo, que alia técnicas muito variadas (pintura no vidro, plasticina, tinta sobre papel) a aspectos da cultura popular japonesa, tais como o teatro Kyogen ou as antigas formas de narração japonesas. Como brinde a Monstra ainda nos proporcionou uma masterclass com o realizador, onde ele explicou a sua metodologia de trabalho e uma exposição com originais do seu último filme, em competição no festival, Franz Kafka's A Country Doctor.


Levada pelo meu gosto pelo fantástico, resolvi ver Witch Hunter ROBIN, um anime já um tanto datado. Infelizmente é mais uma daquelas séries que impressionam pela originalidade e aparência mais séria ou adulta, mas que acabam por desiludir por não oferecerem, afinal, nada de novo.

Só ia fazer um post sobre esta série (nesse post vai se perceber porquê) mas não resisti a este misto de engrish e de marca alternativa em anime. É mais uma prova de que os japoneses muitas vezes usam o inglês de forma muito "criativa"... esta é muito boa!
Para quem gosta de gatos como eu, este Chi's Sweet Home é para ver e tão kawaii, tão kawaii quanto há memória!!!

Se não fosse ter dois gatos chatos, que me acordam de madrugada para lhes dar comida, NUNCA tinha dado por este anime por causa do título que lhe foi dado pela SIC: Cyborg. Sem o 009 tomei-a por mais uma daquelas séries de animação americanas ou europeias para exportar como americanas de encher. Aliás resta perceber porque deixaram cair o 009... Neste caso não me parece que seja por dificuldades em traduzir.
Tenkuu no Escaflowne é um anime bom demais para passar no Canal Panda. Digo isto pois já passou, e felizmente, na primeira fornada de anime da SIC-Radical, no original com legendas em português, mas agora começou a passar no Panda dobrado em espanhol. Normalmente até acho as dobragens em espanhol aceitáveis (bons actores de voz, semelhantes aos originais, traduções sérias, etc.), mas a de Escaflowne custa-me a engolir. Há qualquer coisa neste anime de qualidade superior, com character design de Nobuteru Yuki e banda-sonora de Yoko Kanno, que impede que eu consiga gostar dele dobrado, seja em que língua for, só aceito originais!
Como fã que sou de Cutie Honey, pareceu-me lógico começar a ver este tokusatsu. Ao princípio não me entusiasmou muito, sentia a falta do exagero colorido, acelerado e naïf do filme e de Re: Cutie Honey, para não falar de Eriko Sato, que é, sem dúvida, perfeita para o papel. Os fatos de Cutie Honey e o novo logotipo também são um bocado mais angulosos e menos kawaii, o que também não ajudou.
Estreou quase simultaneamente na SIC e no Canal Panda a série Mirmo, Wagamama no Fairy Mirmo de Pon! no original. É uma típica série Doraemon, isto é, com um público alvo de raparigas pré-adolescentes, cuja protagonista é, claro uma rapariga que vem ser 'ajudada' por um ser mágico. Ao contrário de Doraemon, que tem um público mais unisexo, Mirmo é mais dirigido a raparigas.
De todas as séries correntemente a passar no Animax do AXN, InuYasha é a que estou a seguir com maior entusiasmo.
E porque é não há meio de me habituar a pelo menos verificar a programação do Canal Panda a cada fim do mês??? Já me tinha apercebido há que tempos que é comum começarem a emissão de uma série de anime a cada dia 1 e mesmo assim esqueço-me!
Mesmo sendo bem escrita esta conclusão, com cenas de acção e românticas muitíssimo bem feitas que não ficam nada aquém do início da série, tenho bastante pena do desvio da motivação da peça original, pois Romeo e Juliet deixam de ser os 'star crossed lovers' de Shakespeare, a grande força da história deixa de ser o seu amor, para passar a ser salvar aquele 'mundo que ambos partilharam'. Mesmo ficando essa falha presente, há duas ou três cenas, lá para o fim, entre Romeo e Juliet que nos preenchem e fazem com que a série mantenha os padrões de qualidade a que nos habituou. A minha favorita é a cena do duelo entre Romeo e Juliet, ambos com armaduras muito semelhantes, claramente não são inimigos, apenas se trata de uma luta entre o dever e o amor onde só um dos dois pode vencer. A seguinte despedida dos dois é lindíssima e fica para sempre marcada como uma das melhores cenas entre os dois, em toda a série.

Já comecei a ver este filme um pouco desiludida, pois as mudanças no casting desde o primeiro filme foram, no mínimo, controversas. Falou-se bastante na desistência de Aoi Miyazaki, a meu ver uma Nana Komatsu (Hachi) bastante convincente, com as doses certas de kawaii (querida), de beleza física e infantilidade, por causa de alegadas cenas de nudez e sexo que esta fase da história implicaria. Onde é que estão elas? Os decotes de Yui Ichikawa ficavam-lhe pelo pescoço e as cenas entre Hachi e Takumi e Hachi e Nobu eram, no mínimo, insípidas.

Já vi o filme Sakuran há um tempo, mas só ontem é que me lembrei que ainda não o tinha comentado por aqui.
Está a dar no Canal Panda um anime que desperta em mim recordações... Há mais de 10 anos vi os primeiros episódios desta série, em pleno auge de Sailormoon, achei-a mais adulta, mas não muito mais.

Felizmente que pouco tempo depois de ter acabado de ver Victorian Romance Emma saiu a segunda série. Digo felizmente porque a primeira série acaba num impasse e, não tendo lido a respectiva manga, fiquei cheinha de curiosidade para saber se haveria um continuação e não tive de esperar muito.

Sendo eu fanática por Shakespeare, seria natural que tivesse um mínimo de curiosidade por este novo anime da Gonzo. Quando o anime ainda não tinha saído, dei uma olhadela ao site oficial e entusiasmei-me com a direcção artística.

Por esta altura o Canal-Panda está a ser tomado por anime. Um espectador distraído pode ver 3-4 séries seguidas sem dar por isso. E claro que isso é bom, mesmo com as limitações de um canal que tem um público bastante específico.
