Makoto é uma rapariga comum que se vê envolvida numa estranha situação em que pode dar saltos no tempo. Com esta premissa tão simples temos em Toki o Kakeru Shoujo (A Rapariga que Salta no Tempo) um excelente filme que merece toda a fama que tem adquirido desde que foi lançado.Para além de Makoto temos os seus dois melhores amigos, Chiaki e Kousuke, com quem joga catch ball todos os dias, a sua amiga Yuri e, claro a família. De forma não-linear o filme conta-nos cerca de uma semana da vida de Makoto, desde a saída apressada de bicicleta para a escola, adormecer nas aulas, as tarefas após as aulas, o jogo com os dois rapazes, preguiçar em casa. O que acontece é que, graças a um acidente, Makoto descobre que pode "navegar" no tempo à descrição, através de saltos. Com isso Makoto vai "ajustando" os seus dias, corrigindo erros, mudando pequenas situações, etc. Mas, é óbvio, saltar no tempo não se faz sem as suas consequências.
Para começar, a narrativa relativamente complexa deste filme está extremamente bem construída e sem buracos. É muito fácil numa história que envolve saltos no tempo e a não-linearidade cair em erros de pormenor que estragam o fluir geral, mas neste caso a história é estanque, sem falhas e bem estruturada. Depois vem o excelente nível da animação, que surpreende a cada momento. Não segue as habituais regras para poupar tempo do anime, com longos movimentos de câmara sobre imagens paradas das personagens, muito pelo contrário, cada cena e cada plano é soberbamente animado, cheio de dinamismo, com um detalhe que ganha maior relevo na simplicidade do desenho de personagens. O desenho de personagens é simples, num estilo bastante "ghibliesco" mas mais detalhado, moderno, e muito expressivo. Os cenários também partilham essa característica "ghibliesca" [boa, usei o palavrão duas vezes!] sendo lindíssimos, em particular a casa de Makoto, e muito detalhados, mantendo o realismo da paisagem urbana japonesa. Os poucos 3D existentes estão perfeitamente integrados e só são utilizados como efeito especial.
Já me esquecia de falar da banda-sonora que, não sendo particularmente marcante ou espectacular e sendo constituída por uma conjugação de várias melodias pré-existentes, é uma banda-sonora realista, que apoia a história, de forma discreta e agradável, sem se sobrepor ou destacar. É daquelas bandas-sonoras que não faz multidões saírem para comprar o CD, mas que encaixa no filme na perfeição.
Num filme tecnicamente tão bem conseguido, aliado a uma história muito bem estruturada e emocionante, com reviravoltas surpreendentes sem cair no lugar-comum, deixamo-nos levar, guiados por Makoto, torcendo por ela e desejando a mudança prometida. Toki o Kakeru Shoujo é um filme de sobre o amadurecimento com um toque de fantasia, mantendo "a cabeça no céu e os pés na terra", utilizando as doses certas de realismo e fantasia para nos deixar com uma sensação agradável da satisfação de ter visto um excelente filme com cheiro a Verão.
La Traversée du Temps - Le film [FR]
The Girl Who Leapt Through Time [EN]
時をかける少女 [JP]
Já tinha visto excertos desta série quando ela estreou no Japão, em parte porque adoro as Powerpuff Girls originais, mas já naquela altura não me entusiasmei por aí além com esta série. Mas hoje apanhei o que penso ter sido o primeiro episódio na RTP2, sob o título Superpoderosas, e até achei alguma graça.

Já li a manga! Nesta edição são 8 volumes fininhos, mas no original são apenas 3. Na realidade o que li foi a primeira versão da manga, de 1954, tendo Osamu Tezuka editado uma segunda versão mais tarde, 1963, uma revisão da mesma história. Em 1967 foi produzida uma série de anime, baseada na primeira versão da manga.
Já não ia ao FIBDA (Festival de Banda Desenhada da Amadora) há cerca de 5-6 anos, eu que ia lá com regularidade quase todos os anos desde que o festival começou... Este ano, em parte por serem os 10 anos oficiais do cosplay (se bem que o cosplay no FIBDA tem, na realidade 11 anos, fui quem o organizou nesses dois anos), e também por causa do tema ser a ficção-científica e da exposição de Star Wars, este ano fui lá ver.
Li os livros, Contos de Terramar, de Ursula K. LeGuin há bastantes anos, lembro-me de muito pouco dos livros, excepto das paisagens e da rapariga, de dragões e magia, e pouco mais... Mas a impressão que ficou foi muito boa, pelo que, quando Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki, resolve realizar este filme, adaptação dos livros de LeGuin, achei que aquele universo Ghibli e de Miyazaki (pai) se adequavam bastante ao que tinha lido.


Mas a coisa não se ficou por aqui, ao longo do episódio as piadas relativas a Eva continuaram com um A.T. Field e a clara analogia ao Kaoru e ao terceiro impacto.
É engraçado Keroro ter estreado ao mesmo tempo que My Melody (se bem que passam imensos anime tipo My Melody no Canal Panda) pois as semelhanças são imensas! É como se Keroro Gunsou fosse um mahou shoujo para rapazes, isto é, um "mahou shounen"!
É simplesmente irresistível!
A FIAT anunciou que vai lançar, para o ano (2009), uma nova versão, em edição limitada, do seu Fiat Nuova 500, inspirado no Fiat 500 (cinqueccento) de 1957, que Lupin conduz com frequência, com uma imagem da personagem.

Mais ou menos pelas mesmas razões que Sailormoon S, recomecei a ver Sailormoon R, a 2ª série de Sailormoon e anterior à S. Infelizmente Sailormoon R começa com a pior fase de Sailormoon, no total da obra, e o único troço no anime que não está na manga. Nesta fase da 'Makaiju', ou 'Eil e Ann', prova-se que, apesar de Naoko Takeuchi nunca mais ter tido um êxito, pelo menos em Sailormoon ela acertou em cheio e os argumentistas do anime nunca deveriam ter tido tanta rédea solta. A única coisa boa que resultou desta fase foi o filme de Sailormoon R, cuja narrativa e especialmente a arte gráfica se inspiram nesta pequena fase, claramente o melhor filme dos 3 feitos a partir da série.
Neko no Ongaeshi (O Reino dos Gatos) é daqueles filmes de que tomei conhecimento mesmo antes de existir. Já nem sequer me lembro bem onde é que vi a primeira imagem do Baron, que imediatamente me fascinou e quis ver o anime onde ele entrava. Nessa altura Baron e Muta, as duas únicas personagens que transitaram para este filme, entravam numa outra produção dos Estúdios Ghibli, Mimi o Sumaseba (Se ouvires com atenção), que até hoje nunca vi. O Barão e Muta foram criados como personagens de um parque temático que acabou por não ser construído e acabou por dar origem a uma manga, Neko no Danshaku, Baron (O Barão Gato, Baron). Gostando das personagens e da História, Hayao Miyazaki apoiou o projecto que daria origem a este Neko no Ongaeshi, realizado por Hiroyuki Morita. Comprei o DVD há que tempos mas na altura não tive oportunidade de o ver e acabou por ficar na estante à espera do dia de hoje.