Infelizmente esta sessão encetou a falha técnica do ano: os episódios são em 16:9 (ou letterbox) e passaram-nos em 4:3, o que significou que os lados da imagem foram decepados. Este ano nem me dei mais ao trabalho de protestar... até na Premiere veio um artigo acerca dos formatos, portanto só tenho que concluir que o projeccionista ou é burgesso ou é totalmente bronco, porque não se admite! Também tenho de apontar para a péssima tradução e legendagem em português: a maioria das frases eram em mau português ou um português fotocopiado do inglês, que mais parecia traduzido com o Babelfish e as legendas estavam pessimamente divididas, dividindo frases a meio, deixando-as penduradas em preposições ou artigos, não estavam síncronas com as deixas, etc. Mas o pior foi mesmo o mau português, que vergonha! Mesmo sendo a sessão gratuita, ela é gratuita para promover as edições em DVD, e acho indecente pagar para ter este tipo de péssima tradução. Eu nem sempre acompanhei os diálogos pelas legendas, apenas quando o linguajar mais denso ou técnico mo obriga, e passei a sessão horrorizada.

Jimmy Tsutomu Mirikitani - Mother and Baby
Até parece que me estou a repetir, mas The Cats of Mirikitani, continua com o tema da paz versus a guerra e os malefícios da mesma. Mas este filme desvia para um percurso mais humano, seguindo um artista plástico japonês (mas nascido em Sacramento, Califórnia), "Jimmy" Tsutomu Mirikitani, de cerca de 80 anos, a viver nas ruas de Manhattan, Nova Iorque. Fascinada com o artista, a realizadora já lhe fornecia material de desenho, cobertores, casacos, etc. sempre que ele necessitava, mas com o 11 de Setembro, as cinzas espalharam-se pela cidade e ela recolheu-o para que não adoecesse nas ruas. A história de Mirikitani, cujos desenhos são maravilhosos, não é propriamente a típica história de uma vítima da guerra, ele fora a São Francisco visitar a irmã, a seguir a assistir à queda da bomba atómica em Hiroxima, quando todos os japoneses e seus descendentes (mesmo que cidadãos norte-americanos) foram tirados de suas casas e presos, por 3 anos num campo de concentração. Realmente os norte-americanos não têm rigorosamente moral nenhuma para se armarem em polícias do mundo! Felizmente Mirikitani vive para a sua arte e, independentemente de tudo o que lhe aconteceu posteriormente (empregos vários em típicos negócios orientais nos EU, viver nas ruas) continuou a desenhar compulsivamente. Uma bela lição para os pseudo-artistas que "sofrem" pela arte ^_^
, um divertido exercício de criatividade; e Selene Attraction, que me lembrou 
Mais ou menos na altura da sua publicação (1998), li na revista sobre anime online 
My Melody. Ao contrário do que aparenta à primeira, My Melody realmente é
Estreou hoje (com dois episódios) Fullmetal Achemist, uma nova série na SIC-Radical. Não querendo estabelecer comparações, esta é uma série muito no género de Orphen, que mistura vários factores místicos e visuais da Europa medieval ou renascentista e lhes dá, através de uma reinterpretação de conhecimentos, neste caso de alquimia, química e outros novos poderes em novas situações.

Makoto é uma rapariga comum que se vê envolvida numa estranha situação em que pode dar saltos no tempo. Com esta premissa tão simples temos em Toki o Kakeru Shoujo (A Rapariga que Salta no Tempo) um excelente filme que merece toda a fama que tem adquirido desde que foi lançado.
Já tinha visto excertos desta série quando ela estreou no Japão, em parte porque adoro as Powerpuff Girls originais, mas já naquela altura não me entusiasmei por aí além com esta série. Mas hoje apanhei o que penso ter sido o primeiro episódio na RTP2, sob o título Superpoderosas, e até achei alguma graça.
Já li a manga! Nesta edição são 8 volumes fininhos, mas no original são apenas 3. Na realidade o que li foi a primeira versão da manga, de 1954, tendo Osamu Tezuka editado uma segunda versão mais tarde, 1963, uma revisão da mesma história. Em 1967 foi produzida uma série de anime, baseada na primeira versão da manga.
Já não ia ao FIBDA (Festival de Banda Desenhada da Amadora) há cerca de 5-6 anos, eu que ia lá com regularidade quase todos os anos desde que o festival começou... Este ano, em parte por serem os 10 anos oficiais do cosplay (se bem que o cosplay no FIBDA tem, na realidade 11 anos, fui quem o organizou nesses dois anos), e também por causa do tema ser a ficção-científica e da exposição de Star Wars, este ano fui lá ver.
Li os livros, Contos de Terramar, de Ursula K. LeGuin há bastantes anos, lembro-me de muito pouco dos livros, excepto das paisagens e da rapariga, de dragões e magia, e pouco mais... Mas a impressão que ficou foi muito boa, pelo que, quando Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki, resolve realizar este filme, adaptação dos livros de LeGuin, achei que aquele universo Ghibli e de Miyazaki (pai) se adequavam bastante ao que tinha lido.


Mas a coisa não se ficou por aqui, ao longo do episódio as piadas relativas a Eva continuaram com um A.T. Field e a clara analogia ao Kaoru e ao terceiro impacto.
É engraçado Keroro ter estreado ao mesmo tempo que My Melody (se bem que passam imensos anime tipo My Melody no Canal Panda) pois as semelhanças são imensas! É como se Keroro Gunsou fosse um mahou shoujo para rapazes, isto é, um "mahou shounen"!
É simplesmente irresistível!