Já ando a ver esta série há bastante tempo, mas como os episódios (que são 50 ao todo) levam muuuuuito tempo a estar dispiníveis, tem sido um processo lento que de certeza não seria se acontecesse o contrário. Exactamente por causa disso há cerca de 6 meses que não via um episódio e, ao ver um hoje, tive aquela sensação: "Epa, já andava com saudades disto!"Se eu devorei a primeira série (de 1984), esta série (de 2005) é igualmente devorável mas com diferenças. A qualidade da animação, character design, cenários, etc. melhorou com uma utilização inteligente das novas tecnologias. Maya está praticamente igual, mas Ayumi e algumas outras personagens foram devidamente actualizadas. Perde-se aquele sabor vintage, mas ganha-se em empatia, pois a história é mais forte que qualquer acessório.
Ao começar a ver este anime a primeira coisa que me marcou muito foram as canções dos genéricos e a banda-sonora. As canções, não sendo particularmente interessantes como músicas, são muito intensas e algo épicas, mas ao mesmo tempo sóbrias. Muitas vezes quando não aprecio ou acho cansativas as canções dos genéricos, salto-as, mas neste caso nunca o faço. A banda-sonora propriamente dita consiste principalmente de música electrónica ou de sintetizador, mas com melodias ambientais e mais clássicas. Isto dá-lhes uma força e ao mesmo tempo algum artificialismo que, por alguma razão estranha, encaixam lindamente nesta série e adicionam-lhe mais intensidade emocional.
E depois vem a história... que, claro, é a mesma da série anterior, mas talvez com alguma continuação (só quando chegar lá é que saberei), uma vez que a série de 1984 não abrangia de forma alguma a longuíssima e interminada manga de que ambas são adaptadas. A diferença na nova série é que, como tem mais episódios, as histórias individuais desenvolvem-se a um ritmo mais lento, mas também mais pormenorizado. Essa diferença na narrativa faz com que qualquer das personagens seja mais detalhada e se torne mais envolvente ainda.
Despojada quase na totalidade do estilo de drama exagerado à anos 80 da outra série, as duras penas de Maya continuam igualmente intensas, mas mais empáticas com o espectador. O maior realismo embutido nesta série faz com que aquela primeira estranheza, que se sente ao ver um dorama, com interpretações e realização muito exageradas dos anos 80, estejam ausentes e que se viva a história com maior verosimilhança, o que neste caso dá à série uma maior qualidade. É um bocado como quando uma canção é boa, independentemente das versões que dela são feitas, a melodia principal está sempre lá e até ganha com os diversos pontos de vista.
テレビ東京・あにてれ ガラスの仮面


Tenho reparado numa coisa curiosa neste anime: todas as pessoas "diferentes", como as 4 protagonistas, têm o cabelo em dégradé (de claro para escuro) sem sombras ou reflexos, enquanto que as pessoas "normais" têm o cabelo desenhado num estilo mais clássico, em cor lisa com a sombra recortada.
Hoje começou a dar no AXN a 2ª série de Lupin III que, naturalmente tem algumas alterações: o casaco de Lupin passou a ser vermelho assim como a camisa azul-escura e a gravata rosa pálido. Gostava mais do anterior visual (casaco verde, camisa preta, gravata amarela) mas não são esses pormenores que me fazem deixar de gostar da série.
Yep, o Canal Panda passou o 1º filme de Card Captor Sakura, mas feliz ou infelizmente estava em espanhol. Felizmente porque, do pouquinho que vi a dobragem não estava nada má, a voz da Sakura é bastante parecida com o original e os nomes das cartas mantinham-se no original, em engrish. Infelizmente porque, como já tinha visto o filme, acabei por não o ver, exactamente por estar dobrado numa língua que não é nem o original japonês ou a minha língua, o português.



O romance de Genji é considerado o primeiro romance da história da humanidade. Escrito no séc.XI, por uma cortesã, Murasaki Shikibu, foi um livro escrito ao longo de muito tempo em que ela conta, em estilo novela, as aventuras e desventuras amorosas do Príncipe Resplandecente Genji. Recentemente este livro foi traduzido para português (em duas edições) e eu comecei a ler a da editora
Tudo me levava a crer que este anime era dos anos 80: o estilo de grafismo, o tipo de animação, o character design, as roupas, o modo como as personagens são compostas e a história se desenrola, mas afinal não, é de 1991! Foi um CD que me fez duvidar ;)
Acabei de ver mesmo agora uma reportagem da estreia do filme Speed Racer e fiquei chocada! Deu-me mais razões ainda para não querer ver.
Quase tive um ataque quando percebi que o Canal Panda estava a dar este anime. Pensava que era a mesma série que tinha dado cá, na falecida Europa Television, no final dos anos 80, sob o título de Gigi, mas afinal é a segunda série, já produzida em 91 (a primeira é de 1982-83).
Por ser de Ikeda Riyoko, a autora de Versailles no Bara, este anime despertou-me a curiosidade.

Levada pelo meu gosto pelo fantástico, resolvi ver Witch Hunter ROBIN, um anime já um tanto datado. Infelizmente é mais uma daquelas séries que impressionam pela originalidade e aparência mais séria ou adulta, mas que acabam por desiludir por não oferecerem, afinal, nada de novo.

Só ia fazer um post sobre esta série (nesse post vai se perceber porquê) mas não resisti a este misto de engrish e de marca alternativa em anime. É mais uma prova de que os japoneses muitas vezes usam o inglês de forma muito "criativa"... esta é muito boa!
Para quem gosta de gatos como eu, este Chi's Sweet Home é para ver e tão kawaii, tão kawaii quanto há memória!!!

Se não fosse ter dois gatos chatos, que me acordam de madrugada para lhes dar comida, NUNCA tinha dado por este anime por causa do título que lhe foi dado pela SIC: Cyborg. Sem o 009 tomei-a por mais uma daquelas séries de animação americanas ou europeias para exportar como americanas de encher. Aliás resta perceber porque deixaram cair o 009... Neste caso não me parece que seja por dificuldades em traduzir.
Tenkuu no Escaflowne é um anime bom demais para passar no Canal Panda. Digo isto pois já passou, e felizmente, na primeira fornada de anime da SIC-Radical, no original com legendas em português, mas agora começou a passar no Panda dobrado em espanhol. Normalmente até acho as dobragens em espanhol aceitáveis (bons actores de voz, semelhantes aos originais, traduções sérias, etc.), mas a de Escaflowne custa-me a engolir. Há qualquer coisa neste anime de qualidade superior, com character design de Nobuteru Yuki e banda-sonora de Yoko Kanno, que impede que eu consiga gostar dele dobrado, seja em que língua for, só aceito originais!
Como fã que sou de Cutie Honey, pareceu-me lógico começar a ver este tokusatsu. Ao princípio não me entusiasmou muito, sentia a falta do exagero colorido, acelerado e naïf do filme e de Re: Cutie Honey, para não falar de Eriko Sato, que é, sem dúvida, perfeita para o papel. Os fatos de Cutie Honey e o novo logotipo também são um bocado mais angulosos e menos kawaii, o que também não ajudou.
Estreou quase simultaneamente na SIC e no Canal Panda a série Mirmo, Wagamama no Fairy Mirmo de Pon! no original. É uma típica série Doraemon, isto é, com um público alvo de raparigas pré-adolescentes, cuja protagonista é, claro uma rapariga que vem ser 'ajudada' por um ser mágico. Ao contrário de Doraemon, que tem um público mais unisexo, Mirmo é mais dirigido a raparigas.
De todas as séries correntemente a passar no Animax do AXN, InuYasha é a que estou a seguir com maior entusiasmo.
E porque é não há meio de me habituar a pelo menos verificar a programação do Canal Panda a cada fim do mês??? Já me tinha apercebido há que tempos que é comum começarem a emissão de uma série de anime a cada dia 1 e mesmo assim esqueço-me!
Mesmo sendo bem escrita esta conclusão, com cenas de acção e românticas muitíssimo bem feitas que não ficam nada aquém do início da série, tenho bastante pena do desvio da motivação da peça original, pois Romeo e Juliet deixam de ser os 'star crossed lovers' de Shakespeare, a grande força da história deixa de ser o seu amor, para passar a ser salvar aquele 'mundo que ambos partilharam'. Mesmo ficando essa falha presente, há duas ou três cenas, lá para o fim, entre Romeo e Juliet que nos preenchem e fazem com que a série mantenha os padrões de qualidade a que nos habituou. A minha favorita é a cena do duelo entre Romeo e Juliet, ambos com armaduras muito semelhantes, claramente não são inimigos, apenas se trata de uma luta entre o dever e o amor onde só um dos dois pode vencer. A seguinte despedida dos dois é lindíssima e fica para sempre marcada como uma das melhores cenas entre os dois, em toda a série.
