Acabei por perder os primeiros episódios porque me esqueci completamente. Mas entretanto o horário na SIC-Radical durante a semana até é simpático para mim, e esta semana já deu para perceber que tipo de anime é Naruto. Enquanto me der gozo ver (e não começarem a repetir episódios ou interromperem a série - são 220) vou vendo.Há uma coisa de que gostei logo em Naruto, das canções dos genéricos. A do genérico inicial, "R★O★C★K★S", faz lembrar um Billy Idol mais suave e engraçado, não desgosto e acho que encaixa num clássico shounen como este. A do genérico final, "Wind", é linda! Faz com que veja os episódios até ao fim!
Mas existe uma razão para não me interessar muito por anime shounen e essa razão transpira por todos os poros de Naruto. É verdade, perdi os primeiros episódios, coisa aliás que detesto que aconteça pois mesmo em séries longas é logo no primeiro que a motivação do protagonista é exposta. Mesmo tendo perdido essa parte importante da história, nos shounens muitas vezes leva que tempos para que as personagens atinjam alguma densidade psicológica. OK, já sabemos que Naruto é trapalhão, infantil mas determinado, e que tem excelentes capacidades latentes que, claro, ainda não se revelaram e hão de se revelar. Também já sabemos que Sasuke é frio, mais inteligente e concentrado que Naruto e que Sakura é um bocado palerminha mas não se deixa abater com as aventuras. Mas estas caracterizações são demasiado simplistas e básicas e, ao fim de uma semana, já os três protagonistas me deveriam ter cativado mais.
Depois Naruto é um anime onde através de sucessivos confrontos o trio vai aprender e evoluir. Até agora achei piada ao universo de Naruto sem haver algo que me chame a atenção, as lutas são engraçadas, mas por enquanto tudo é novidade e por isso bom.
Há uma coisa que me anda a fazer confusão, a palavra doppelgänger como tradução de Kage Bunshin. Doppelgänger é uma palavra alemã, aceite como um estrangeirismo em português, muito utilizada na língua inglesa, que quer dizer duplo ou sósia em português. Havendo em português palavras equivalentes perfeitamente razoáveis de serem utilizadas, porquê um palavrão destes em alemão?? Kage Bunshin, por sua vez quer dizer literalmente divisão da sombra, portanto porque não duplo ou clone da sombra??? Aliás as traduções das técnicas em geral parecem-me confusas em português, o que vale é que há tantos fãs de Naruto que já as sabem de cor e portanto não lhes vai estragar o visionamento da série. É bom que os miúdos de 14 anos que vêm a série aprendam coisas novas, mas talvez devessem começar pelo português.
Por enquanto estou a gostar, é um anime que entretém sem fazer grande mossa, mas uma série tão longa sem algo que me cative verdadeiramente, não sei se vou ter paciência para acompanhar. E se a SIC-Radical se armar em grande, como o AXN recentemente fez com InuYasha, e resolver fazer alterações na programação, será meio caminho andado para eu deixar de ver, se entretanto não me envolver na história.
NARUTO-ナルト-
SIC-Radical
2ª-6ª: 08h30, 19h30-20h30
dom: 08h00-09h30
Vi a série de Eva quando deu na SIC da primeira vez e, desde aí, apenas tenho visto pedaços de episódios, mais ou menos aleatórios. Quando a Gainax lançou o Renewal of Evangelion vi videos promocionais com as melhorias do restauro graças às novas tecnologias digitais, mas tenho vindo a adiar ver de novo a série. Posto isto, a sequência lógica seria este conjunto de filmes comemorativos dos 10 anos de Evangelion, encetado com Rebuid of Evangelion 1.01.

Já ando a ver esta série há bastante tempo, mas como os episódios (que são 50 ao todo) levam muuuuuito tempo a estar dispiníveis, tem sido um processo lento que de certeza não seria se acontecesse o contrário. Exactamente por causa disso há cerca de 6 meses que não via um episódio e, ao ver um hoje, tive aquela sensação: "Epa, já andava com saudades disto!"

Tenho reparado numa coisa curiosa neste anime: todas as pessoas "diferentes", como as 4 protagonistas, têm o cabelo em dégradé (de claro para escuro) sem sombras ou reflexos, enquanto que as pessoas "normais" têm o cabelo desenhado num estilo mais clássico, em cor lisa com a sombra recortada.
Hoje começou a dar no AXN a 2ª série de Lupin III que, naturalmente tem algumas alterações: o casaco de Lupin passou a ser vermelho assim como a camisa azul-escura e a gravata rosa pálido. Gostava mais do anterior visual (casaco verde, camisa preta, gravata amarela) mas não são esses pormenores que me fazem deixar de gostar da série.
Yep, o Canal Panda passou o 1º filme de Card Captor Sakura, mas feliz ou infelizmente estava em espanhol. Felizmente porque, do pouquinho que vi a dobragem não estava nada má, a voz da Sakura é bastante parecida com o original e os nomes das cartas mantinham-se no original, em engrish. Infelizmente porque, como já tinha visto o filme, acabei por não o ver, exactamente por estar dobrado numa língua que não é nem o original japonês ou a minha língua, o português.



O romance de Genji é considerado o primeiro romance da história da humanidade. Escrito no séc.XI, por uma cortesã, Murasaki Shikibu, foi um livro escrito ao longo de muito tempo em que ela conta, em estilo novela, as aventuras e desventuras amorosas do Príncipe Resplandecente Genji. Recentemente este livro foi traduzido para português (em duas edições) e eu comecei a ler a da editora
Tudo me levava a crer que este anime era dos anos 80: o estilo de grafismo, o tipo de animação, o character design, as roupas, o modo como as personagens são compostas e a história se desenrola, mas afinal não, é de 1991! Foi um CD que me fez duvidar ;)
Acabei de ver mesmo agora uma reportagem da estreia do filme Speed Racer e fiquei chocada! Deu-me mais razões ainda para não querer ver.
Quase tive um ataque quando percebi que o Canal Panda estava a dar este anime. Pensava que era a mesma série que tinha dado cá, na falecida Europa Television, no final dos anos 80, sob o título de Gigi, mas afinal é a segunda série, já produzida em 91 (a primeira é de 1982-83).
Por ser de Ikeda Riyoko, a autora de Versailles no Bara, este anime despertou-me a curiosidade.

Levada pelo meu gosto pelo fantástico, resolvi ver Witch Hunter ROBIN, um anime já um tanto datado. Infelizmente é mais uma daquelas séries que impressionam pela originalidade e aparência mais séria ou adulta, mas que acabam por desiludir por não oferecerem, afinal, nada de novo.

Só ia fazer um post sobre esta série (nesse post vai se perceber porquê) mas não resisti a este misto de engrish e de marca alternativa em anime. É mais uma prova de que os japoneses muitas vezes usam o inglês de forma muito "criativa"... esta é muito boa!
Para quem gosta de gatos como eu, este Chi's Sweet Home é para ver e tão kawaii, tão kawaii quanto há memória!!!

Se não fosse ter dois gatos chatos, que me acordam de madrugada para lhes dar comida, NUNCA tinha dado por este anime por causa do título que lhe foi dado pela SIC: Cyborg. Sem o 009 tomei-a por mais uma daquelas séries de animação americanas ou europeias para exportar como americanas de encher. Aliás resta perceber porque deixaram cair o 009... Neste caso não me parece que seja por dificuldades em traduzir.
Tenkuu no Escaflowne é um anime bom demais para passar no Canal Panda. Digo isto pois já passou, e felizmente, na primeira fornada de anime da SIC-Radical, no original com legendas em português, mas agora começou a passar no Panda dobrado em espanhol. Normalmente até acho as dobragens em espanhol aceitáveis (bons actores de voz, semelhantes aos originais, traduções sérias, etc.), mas a de Escaflowne custa-me a engolir. Há qualquer coisa neste anime de qualidade superior, com character design de Nobuteru Yuki e banda-sonora de Yoko Kanno, que impede que eu consiga gostar dele dobrado, seja em que língua for, só aceito originais!
Como fã que sou de Cutie Honey, pareceu-me lógico começar a ver este tokusatsu. Ao princípio não me entusiasmou muito, sentia a falta do exagero colorido, acelerado e naïf do filme e de Re: Cutie Honey, para não falar de Eriko Sato, que é, sem dúvida, perfeita para o papel. Os fatos de Cutie Honey e o novo logotipo também são um bocado mais angulosos e menos kawaii, o que também não ajudou.
Estreou quase simultaneamente na SIC e no Canal Panda a série Mirmo, Wagamama no Fairy Mirmo de Pon! no original. É uma típica série Doraemon, isto é, com um público alvo de raparigas pré-adolescentes, cuja protagonista é, claro uma rapariga que vem ser 'ajudada' por um ser mágico. Ao contrário de Doraemon, que tem um público mais unisexo, Mirmo é mais dirigido a raparigas.
De todas as séries correntemente a passar no Animax do AXN, InuYasha é a que estou a seguir com maior entusiasmo.
E porque é não há meio de me habituar a pelo menos verificar a programação do Canal Panda a cada fim do mês??? Já me tinha apercebido há que tempos que é comum começarem a emissão de uma série de anime a cada dia 1 e mesmo assim esqueço-me!
Mesmo sendo bem escrita esta conclusão, com cenas de acção e românticas muitíssimo bem feitas que não ficam nada aquém do início da série, tenho bastante pena do desvio da motivação da peça original, pois Romeo e Juliet deixam de ser os 'star crossed lovers' de Shakespeare, a grande força da história deixa de ser o seu amor, para passar a ser salvar aquele 'mundo que ambos partilharam'. Mesmo ficando essa falha presente, há duas ou três cenas, lá para o fim, entre Romeo e Juliet que nos preenchem e fazem com que a série mantenha os padrões de qualidade a que nos habituou. A minha favorita é a cena do duelo entre Romeo e Juliet, ambos com armaduras muito semelhantes, claramente não são inimigos, apenas se trata de uma luta entre o dever e o amor onde só um dos dois pode vencer. A seguinte despedida dos dois é lindíssima e fica para sempre marcada como uma das melhores cenas entre os dois, em toda a série.