21.8.08

Whisky Cutie Honey THE LIVE



De todas as coisas doidas que os japoneses inventam, de vez em quando há uma, relacionada com anime, que é, no mínimo, engraçada! Desta vez, a marca de bebidas alcoólicas Charassyu lançou uma garrafa de Whisky com as formas de Cutie Honey, versão THE LIVE!

Acho que as fotografias dizem tudo...

16.8.08

Terminei de ver: xxxHOLiC ♦ Kei


Quando escrevi o post anterior já ia a mais de metade da série que tem apenas 13 episódios, por oposição aos 24 da primeira, pelo que começar a vê-la foi lentamente e um bocado aos soluços, mas terminar de vê-la foi rápido e de uma assentada.

xxxHOLiC ♦ Kei deixa-nos na manga exactamente onde eu também parei (no 10º volume) pelo que pode ou não haver uma terceira série. Do modo como o último episódio é uma espécie de reunião geral das personagens que conviveram e criaram laços ao longo da série, faz-me pensar que uma nova série não está nos planos imediatos das produtoras, infelizmente. Mas como xxxHOLiC é um anime de certo modo discreto, não movimentando massas de fãs entusiasmados, parece-me normal que o anime se fique por aqui.

De qualquer forma o saldo é positivo, a série acaba com a história de Himawari, que é extremamente importante no total e emocionalmente forte, colocando todas as personagens principais numa situação de viragem e tomada de decisão. É um anime que se desenrola a um ritmo um pouco lento e compassado, que não nos agarra ao écran ou deixa impacientes para ver mais, mas cujo o conjunto permanece extremamente coerente e forte, com pitadas geniais de humor pelo meio. Comparando com muitas séries recentes que nos colocam o mesmo estilo de elementos na mesa, sobrenatural, tradições japonesas, gótico, visual exuberante, esta é talvez das poucas que não desilude na narrativa, tem personagens bem construídas e interessantes, cumpre o prometido e bem, terminando de uma forma agradável e satisfatória.

xxxHOLiC e xxxHOLiC ♦ Kei são das séries recentes as que mais me encheram as medidas puramente dentro do meu gosto pessoal, recomendo vivamente a quem goste das CLAMP e dos outros temas que mencionei acima.

TBSアニメーション 「xxxHOLiC◆継」

14.8.08

Ando a ver: xxxHOLiC ♦ Kei

Quis tanto ver esta série, porque gostei muito da primeira e porque ando a ler a manga (de que também estou a gostar muito), e acabei por ver os primeiros episódios com imensa lentidão. A culpa não é da série, outros anime é que se intrometeram. Agora que já encarrilei, está mais que na altura de comentar.

Comparativamente à primeira série, esta é mais fiel à manga, tanto na cronologia como nos acontecimentos. Há diferenças, como a cena em que Mokona, Maru e Moro constroem kits de plástico e, entre eles, está um Tachikoma, de Ghost in the Shell - SAC, também produzido pela Production I.G. Mas, ao contrário da primeira série, as diferenças não fazem grande mossa, são apenas pequenos pormenores engraçados, talvez menos CLAMP, mas que adicionam dinamismo ao anime.

A parte da história abordada nesta 2ª série é também mais sinistra pois os acontecimentos estranhos estão mais ligados aos protagonistas, principalmente ao triângulo Watanuki-Himawari-Doumeki. Face a esta grande diferença, a 1ª série parece mais uma introdução prolongada ao universo xxxHOLiC. Yuuko é que permanece a mesma, gozona, bêbada mas simultaneamente responsável e misteriosa.

Apesar da ambiência sinistra e das histórias extremamente apelativas, este é um anime que talvez dificilmente agrade a todos. Digo isto porque não é nem cheio de acção nem muito romântico, é atípico no modo como aborda tanto as personagens como a narrativa, é um anime visualmente rico mas narrativamente discreto. Talvez seja exactamente por isso que eu gosto tanto. O certo é que continua muito bem feito e, ao contrário de algumas opiniões que já li, continuo a gostar imenso do character design lânguido e dos movimentos desengonçados de Watanuki

As músicas continuam engraçadas mas nada de extraordinário, se bem que, confesso, a canção do genérico inicial de xxxHOLiC, 19 Sai, acabou por se entranhar e posso até dizer que gosto dela.

TBSアニメーション 「xxxHOLiC◆継」

Mach Girl

Andava eu a dar uma olhadela aos novos anime do Outono e não é que a Tatsunoko vai lançar uma série, spin-off de Mach GoGoGo (Speed Racer), que é uma espécie de Mach GoGoGo cruzado com a Penelope Pitstop das Wacky Races.

A série é protagonizada por uma rapariga chamada Lip que viaja ao encontro de variadas corridas de automóveis, no seu Mach cor-de-rosa. O character design é fabuloso e o carro promete pelo menos sete gadgets espectaculares (um já foi revelado no primeiro episódio).

O site oficial tem o primeiro episódio (de 3 minutos) disponível e grátis, e bem me pareceu reconhecer a voz da Lip, é a mesma actriz que fez de Miwako em Paradise Kiss, Marika Matsumoto. Pela amostra, quero ver mais!!! Mas parece que vou ter de esperar ainda cerca de um mês, estreia em Setembro.

マッハガール

12.8.08

Ando a ver: Naruto


Duas ou três coisinhas que ando a gostar em Naruto:


1. Wind, de Akeboshi, a canção do genérico final (sobre a qual já me manifestei no post anterior).



2. As botas/sapatos de Naruto e companhia. Por incrível que pareça, já tive, em tempos idos, umas botas bem parecidas (viam-se menos os dedos) e da Tamanca (quem diria!).

3. O modo como a imagem muda para cores menos saturadas e um efeito tipo as tramas da manga quando há um flash-back, imaginação ou recordações na narrativa. [infelizmente não consegui arranjar uma imagem para exemplo]


4. O gorro de dormir de Naruto. É daqueles objectos um bocado parvos, mas muito giros de que os japoneses costumam adorar e que demonstra bem o lado alegre e infantil de Naruto. Para além de que muda de expressão de acordo com a disposição dele.


5. O porta-moedas-sapo. Acho que a imagem diz tudo!


NARUTO-ナルト-

3.8.08

Terminei de ver: Minky Momo: Yume wo Dakishimete


Se tivesse visto logo o primeiro episódio de Minky Momo: Yume wo Dakishimete, tinha tido uma pequena amostra da desilusão que viria a ser a série. É que o primeiro episódio introduz logo o tema da agressividade bélica até mesmo na segunda transformação em adulta de Momo em toda a série.

O mahou shoujo, como qualquer género, tem regras implícitas, e por mais que permita cenas de acção, cenas de luta ou até mesmo mortes, o tom geral do género é suposto ser anti-violência, com valores éticos muito fortes, deixando uma sensação positiva, optimista. Outro ingrediente que o mahou shoujo tem que ter em algum grau (claro que depende sempre da idade da protagonista, nem que seja para manter alguma plausibilidade) é o romantismo, principalmente em relação à protagonista. O excesso de artilharia militar ao longo de toda a série, principalmente a partir da segunda metade, a ausência de qualquer envolvimento romântico da parte de Momo, e a constante quebra destas e de outras regras do género tornaram este anime numa série desequilibrada e muito pessimista.

Ainda comparando com a primeira série, Minky Momo, existe também por parte desta Momo uma ausência de objectivos claros e fica extremamente confuso se alguma vez algum dos esforços que ela fez deu frutos concretos, como por exemplo que a Marinasia tenha subido um pouco à superfície. Para esticar a série foram se arranjando pretexto atrás de pretexto para a existência de Momo na Terra mas sem uma preocupação de coerência seja com a série anterior, seja com os episódios anteriores. O excesso de intrigas gratuitas, o exageros nas participações especiais de personagens pouco interessantes, a introdução da outra Momo (da primeira série, agora renascida como humana) em mais que um episódio sem nenhuma justificação e até mesmo a fraca e mal sustentada introdução da profissão dos pais terrestres de Momo (arqueólogo e escritora de contos policiais e de terror), são mais alguns dos defeitos desta série.

A sensação que me ficou da primeira série de Minky Momo é de algo kawaii, muito cor-de-rosa, ingénuo e optimista, apesar do seu final um pouco triste. A sensação que esta segunda série me deixou foi de desilusão, armas de fogo, intrigas mal concebidas, fragmentação e dispersão e de um pessimismo e desesperança constantes.

Não compreendo como é que esta série conseguiu a duração de 60 e tal episódios quando faltavam os ingredientes principais que fizeram as muitas outras séries mahou shoujo um sucesso de popularidade. Alguém na escrita de argumento deveria ter obsessão por armas ou estar frustrado por não estar a trabalhar num anime de mechas, só pode ser!

Minky Momo: Yume wo Dakishimete deve ser dos poucos anime mahou shoujo que não quero voltar a ver...

魔法のプリンセス ミンキーモモ -夢を抱きしめて-

Canal Panda
2ª - 6ª: 07:30, 20:40
sáb.: 13:00
dom.: 13:10, 20:40

2.8.08

Ando a ver: Detective Conan

Depois do estranho e chato precalço de o AXN (e aparentemente o Animax também) terem começado a dar Detective Conan a partir do 116º episódio, a SIC também estreou a série (desta feita dobrada em português) no fim de semana passado e a partir do 1º episódio.

Ao princípio, e cheguei a comentar isso aqui neste blog, Meitantei Conan era daquelas séries em que não estava a atingir o porquê do seu enorme sucesso no Japão, onde já dura há 8 anos, e tem uma enorme legião de fãs. As histórias são pequenas intrigas policiais simples mas sem buracos, seguindo uma estrutura em tudo semelhante mais às histórias de Agatha Christie e menos às de Conan Doyle. OK, viam-se bem, todos os episódios que vira eram bem feitos, mas não percebia o que a série tem de extraordinário.

Passado mais de um mês a ver Detective Conan, depois de também investigar como realmente começa a história, acho que já começo a perceber. Começando pela personagem de Conan Edogawa/Shinichi Kudo, que apesar de ser uma personagem bastante despreocupada e bem disposta, através da sua mutação revela por vezes um lado sombrio extremamente intrigante que lentamente me começou a cativar. A chegada de Haibara Ai também ajudou. Ai consegue ser ainda mais misteriosa e carismática que Conan por causa da sua postura mais madura e cínica. O que também é engraçado é o facto de nem ser a curiosidade, que está lá e agradece-se, de saber como Conan voltará à sua forma de Shinichi que realmente me motivou a continuar a ver a série e a começar a gostar gradualmente. Ao fazerem de cada episódio ou par de episódios histórias independentes, mas bem escritas, não se torna (por enquanto) demasiado repetitivo e é um bom estratagema para sutentarem os 500 e tal episódios que a série já tem. Reflectindo bem, acho que são as personagens bem caracterizadas e que se mantém sólidas e coerentes, mesmo que haja uma evolução, a ténue linha narrativa principal, apenas presente a intervalos regulares, uma boa animação, um character design coeso e agradável, uma banda-sonora que suporta lindamente a história e é ao mesmo tempo muito anime, que tornam este anime aparentemente desinteressante num anime que vai cativando aos poucos.

Ainda só vi um episódio na SIC, infelizmente perdi os primeiros dois. Porque SIM!, a SIC está a passar a série do início!!! Mas já deu para avaliar a dobragem que está invulgarmente boa! Gostei das vozes de Conan/Shinichi, se bem que na versão japonesa parecem mais a mesma voz (onde a de Shinichi é do famoso Yamaguchi Kappei) mas, claro, versão criança e versão adulta. Mas a que mais me impressionou foi o Detective Mouri, o pai de Ran (love interest de Shinichi), ter, na versão portuguesa, uma voz quase igual à original! Isso em termos de dobragens portuguesas é um prodígio digno de festejar! Acho que em anime deve ser uma das primeiras vezes que se é tão fiel. A grande qualidade das restantes vozes é não termos ninguém a fazer más pronúncias do norte ou afins e vozinhas de falsete artificiais, entre outros defeitos comuns das nossas dobragens. Todos soam naturais, inclusive os miúdos, e nenhum se destaca por causa de maneirismos. Prefiro sempre o original, mas PARABÉNS!!!

Por outro lado, as legendagens do AXN continuam péssimas e a escrever os nomes das personagens à espanhola. Quando se lêm esses nomes e se presta atenção como os dizem na série, não bate a bota com a perdigota! De Jeiyi a Heiji (lê-se Heiji, com o H aspirado) vai uma grande distância. Para não falar do professor Hakasei que é em japonês Agasa hakasei, em que Agasa é o nome (apelido) dele e hakasei quer dizer professor (como professor universitário ou cientista), que se traduzirmos verdadeiramente o horror que eles lá põem fica professor Professor... Já enviei mais que um mail ao AXN/Animax, mas nunca obtive qualquer resposta, nem sequer um educado automático a dizer que receberam o meu e-mail... Portugal não é Espanha!!! (por enquanto)

名探偵コナン

AXN
sab., dom. 14h05, 07h35 (reposição)

SIC
sab., dom. cerca das 07h00

31.7.08

Lady Georgie em DVD no Japão!


Por mais que a net seja mais rápida e as minhas revistas Newtype me cheguem sempre com algum atraso, não há dúvida que a grande referência ainda continua a ser a Newtype! Falo nisso porque só ao folhear a revista de Julho (que por acaso até recebi cedo ^_^) é que me apercebi que os japoneses da Tokyo Movie Shinsha (agora TMS) resolveram editar Lady Georgie em DVD, pela Bandai Visual, no passado mês de Junho.

Como a autora dos desenhos da manga, Igarashi Yumiko, teve um grande desentendimento com a autora da história de Candy Candy, Kyoko Mizuki, que até levou ambas a tribunal e ao embargo de Candy Candy por parte da Toei e da Kodansha. Como consequência, Isawa Mann, o autor da história de Lady Georgie, também teve problemas legais em relação aos direitos de Georgie!, e por isso sempre tive sérias dúvidas em relação à futura edição do anime em DVD ou reedição da manga.

Felizmente que parece que tanto Mann como a TMS não foram tão rígidos como a Toei e a Kodansha e resolveram, se bem que de uma forma bastante discreta (só com um pequeno anúncio), editar o anime numa só BOX e até, para padrões japoneses, a um preço bastante módico: 39.900¥ pelos 45 episódios, enquanto que o preço normal, por menos episódios, costuma rondar os 30.000¥.

Deixo aqui o link para a página da Bandai Visual, da TMS da edição, em inglês, e para a amazon.co.jp. Não sei porquê, mas o site em japonês de anime da TMS está em baixo.

Bandai Visual - レディジョージィ DVD-BOX
TMS ENTERTAINMENT Co, Ltd - Georgie
Amazon.co.jp: レディジョージィ DVD-BOX

27.7.08

Dead Girls

Dead Girls é o OAV que foi feito no seguimento da série Red Garden.

A história passa-se 170 anos no futuro, numa Nova Iorque futurista e tecnológica, quase como nos filmes utópicos dos anos 30. As raparigas mudaram bastante, Kate está mais fria e manipuladora, Rose tornou-se menos palerma, mais segura e autoconfiante e pertence à "Grace" do colégio actual, Claire está mais suave e um pouco atrevida, ficando as grandes mudanças para Rachel que deixou de ser fashion victim e está muito grunge no modo de vestir. Rachel é também menos psicótica e mais descontraída, fazendo por vezes lembrar a Claire de Red Garden. Elas agora são uma espécie de justiceiras, auto-intituladas de Dead Girls.

O OAV é engraçado, não tão interessante e envolvente como a série, até diria que leve demais. A única coisa forçada é a reintrodução de quase todas as personagens (já mortas) da série: Luke é apenas um arruceiro que as raparigas castigam, Lula é uma vizinha coscuvilheira, os dois polícias continuam no encalço das raparigas, o dono da hamburgeria ainda é o mesmo e a loja parece não ter mudado um grão de pó, Paula continua a líder da Grace e depois Hervé e Lise. Hervé agora chama-se Edgar e Lisa, Louise, e são, digamos que, os antagonistas das Dead Girls, mas este antagonismo é apenas um pretexto para nos levar de novo a Roosevelt Island, agora por vezes chamada de Red garden, e relembrar alguns pormenores da história, enfiando uns mechas pelo meio.

Em suma, o OAV continua bonito e bem feito, se bem que, estranhamente para um OAV, não tão bem feito como a série, mas fica muito aquém na história, é apenas uma esreitadela ao dia-a-dia das raparigas no futuro, sem grande novidade.

デッドガールズ

26.7.08

Ainda Red Garden

Googlei a Roosevelt Island e andei a ver o mapa e fotografias aqui. É engraçado quando um anime se passa num sítio real e depois comparar com o que realmente lá existe. O edifício do colégio onde as raparigas andam é onde actualmente estão as ruínas do Smallpox Hospital (Hospital da Varicela), na ponta sul da ilha, a seguir ao South Point Park (Parque da Ponta Sul). Assim até dá para imaginar que a história de Red Garden realmente aconteceu!

Infelizmente não conheço Nova Iorque, portanto não posso localizar mais cenários do anime, mas apenas imaginar onde poderão ser, partindo do puzzle de imagens de séries e filmes que tenho na minha cabeça.

Deixo aqui alguns links da Wikipedia:
Roosevelt Island
Roosevelt Island Tramway

E um pouco da sua história:
Timeline of Roosevelt Island History

25.7.08

Ando a ver: Naruto

Acabei por perder os primeiros episódios porque me esqueci completamente. Mas entretanto o horário na SIC-Radical durante a semana até é simpático para mim, e esta semana já deu para perceber que tipo de anime é Naruto. Enquanto me der gozo ver (e não começarem a repetir episódios ou interromperem a série - são 220) vou vendo.

Há uma coisa de que gostei logo em Naruto, das canções dos genéricos. A do genérico inicial, "R★O★C★K★S", faz lembrar um Billy Idol mais suave e engraçado, não desgosto e acho que encaixa num clássico shounen como este. A do genérico final, "Wind", é linda! Faz com que veja os episódios até ao fim!

Mas existe uma razão para não me interessar muito por anime shounen e essa razão transpira por todos os poros de Naruto. É verdade, perdi os primeiros episódios, coisa aliás que detesto que aconteça pois mesmo em séries longas é logo no primeiro que a motivação do protagonista é exposta. Mesmo tendo perdido essa parte importante da história, nos shounens muitas vezes leva que tempos para que as personagens atinjam alguma densidade psicológica. OK, já sabemos que Naruto é trapalhão, infantil mas determinado, e que tem excelentes capacidades latentes que, claro, ainda não se revelaram e hão de se revelar. Também já sabemos que Sasuke é frio, mais inteligente e concentrado que Naruto e que Sakura é um bocado palerminha mas não se deixa abater com as aventuras. Mas estas caracterizações são demasiado simplistas e básicas e, ao fim de uma semana, já os três protagonistas me deveriam ter cativado mais.

Depois Naruto é um anime onde através de sucessivos confrontos o trio vai aprender e evoluir. Até agora achei piada ao universo de Naruto sem haver algo que me chame a atenção, as lutas são engraçadas, mas por enquanto tudo é novidade e por isso bom.

Há uma coisa que me anda a fazer confusão, a palavra doppelgänger como tradução de Kage Bunshin. Doppelgänger é uma palavra alemã, aceite como um estrangeirismo em português, muito utilizada na língua inglesa, que quer dizer duplo ou sósia em português. Havendo em português palavras equivalentes perfeitamente razoáveis de serem utilizadas, porquê um palavrão destes em alemão?? Kage Bunshin, por sua vez quer dizer literalmente divisão da sombra, portanto porque não duplo ou clone da sombra??? Aliás as traduções das técnicas em geral parecem-me confusas em português, o que vale é que há tantos fãs de Naruto que já as sabem de cor e portanto não lhes vai estragar o visionamento da série. É bom que os miúdos de 14 anos que vêm a série aprendam coisas novas, mas talvez devessem começar pelo português.

Por enquanto estou a gostar, é um anime que entretém sem fazer grande mossa, mas uma série tão longa sem algo que me cative verdadeiramente, não sei se vou ter paciência para acompanhar. E se a SIC-Radical se armar em grande, como o AXN recentemente fez com InuYasha, e resolver fazer alterações na programação, será meio caminho andado para eu deixar de ver, se entretanto não me envolver na história.

NARUTO-ナルト-

SIC-Radical
2ª-6ª: 08h30, 19h30-20h30
dom: 08h00-09h30

24.7.08

Rebuid of Evangelion: 1.01 You Are (Not) Alone

Vi a série de Eva quando deu na SIC da primeira vez e, desde aí, apenas tenho visto pedaços de episódios, mais ou menos aleatórios. Quando a Gainax lançou o Renewal of Evangelion vi videos promocionais com as melhorias do restauro graças às novas tecnologias digitais, mas tenho vindo a adiar ver de novo a série. Posto isto, a sequência lógica seria este conjunto de filmes comemorativos dos 10 anos de Evangelion, encetado com Rebuid of Evangelion 1.01.

O Rebuild of Evangelion consiste, mais que outra coisa, numa remontagem, limpeza e retoques da série de televisão. Sozinho o filme é uma obra consistente e independente, não obrigando o visionamento da série, mas por comparação há claras diferenças, algumas boas e algumas más.

A primeira de todas foi a limpeza técnica, tal como no Renewal, dos fotogramas, das cels, dos saltos na mudança de planos, pequenos defeitos originados pelo meio em que a série foi produzida, a película. A diferença é que em Rebuild deram à imagem um acabamento semelhante à actual pintura digital (por oposição à tradicional pintura manual das cels) mas que a escureceu bastante, resultando numa imagem muito contrastada e com cores por vezes saturadas. Não sei se foi da cópia que vi, mas mesmo que a minha cópia esteja escura, essa diferença está lá. Tornar Evangelion mais escuro pode ser uma reafirmação da densidade dos acontecimentos e da narrativa, mas acaba por se tornar redundante. Pessoalmente prefiro Eva com aquelas paisagens solarengas, cheias de luz e cores mais vivas e claras que esta versão. O contraste é mais eficaz a reforçar o lado complicado e denso da narrativa e lhe dar ao mesmo tempo um ar insólito.

Logicamente, transpor uma série (seja ela qual for) para filme, obriga a uma remontagem valente, mas a remontagem deste filme, mais virada para a acção e para os combates é mais básica e menos interessante. Uma das cenas que ficou prejudicada com isso foi o primeiro combate de Shinji, no Eva01, com o 4º Angel. Na série, utilizando uma montagem não-linear, percebemos que Shinji conseguiu derrotar o Angel mas não vemos o que aconteceu. Só mais tarde, quando Shinji acorda é que a batalha nos é mostrada por imagens. Este tipo de montagem, por oposição à montagem sequêncial da mesma batalha, provoca um choque emocional no espectador, jogando com a curiosidade e reforçando a confusão e desespero de Shinji. Por outro lado, a sequência da batalha de Shinji e Rei com o 6º Angel é ampliada e intensificada com a adição dos efeitos digitais, transformando-a numa excelente batalha e no clímax deste filme.

Olhando genericamente, prefiro uma montagem arrojada e não-linear como a que nos brindou a série ao longo dos 26 episódios. É diferente, está muito bem feita e é prova do génio dos seus criadores. O filme concentrou-se mais na acção e na interacção militar e tecnológica e menos no lado psicológico e emocional. É pena, pois uma das grandes qualidades da série de Eva foi exactamente essa abordagem psicanalítica e teológica à história, que lhe angariou imensos fãs, que se identificaram com os dilemas das personagens. Por se focar menos nas personagens, o lado de comédia que aligeirava a série também fica um tanto diluído e às vezes forçado.

Gostei do filme e vi-o com paixão, mas não o acho tão brilhante como a série. O tentarem incluir tudo, até mesmo o Pen2, quebrou um bocado o ritmo e a empatia que a série provocava.

E depois há a falta das canções. Não ouvir "Zankokuna Tenshi no Thesis" já foi estranho, mas logo o filme sugou-me para dentro dele e não senti tanto a falta da canção. Mas no fim não haver "Fly Me to the Moon" foi mais estranho ainda! Juro que estava à espera de começar a ouvir "fry me to za mun..." quando a voz, familiar, de Utada Hikaru começa a cantar uma canção J-Pop, a condizer com o tipo de anime que Evangelion é, mas desinteressante, depois de inúmeras versões de "Fly Me to the Moon", uma delas cantada por Utada Hikaru, foi decepcionante. E pessoalmente já gostava muito dessa canção muito antes de Eva. Assim como prefiro o logo da NERV como era antes. Com a outra imagem (que não percebo bem o que é) por trás fica uma trapalhada visual e não se percebe bem.

Gostei da boca de Misato no fim, depois do resumo do próximo filme, a prometer "saa... kono tsugi mo, service, service o!" (pois... e a seguir também, há fan service, fan service!).

Gostando menos ou não, Eva é Eva, e soube muito bem ver este filme e, claro, deu-me mais vontade ainda de rever a série!

Terminei de ver: Red Garden


Red Garden é definitivamente uma excelente série anime que passou discretamente despercebida. A sua produção é da melhor qualidade, cenários lindíssimos, 3D integrados de forma invisível, character design original e bonito, animação de muitíssimo boa qualidade e uma história muito boa e bem estruturada. De facto não há um único dos 22 episódios onde não aconteça algo de importante ou as raparigas não sofram algum tipo de evolução.

Apesar de ser um anime num contexto fantástico e de terror, existe uma grande procupação com as personagens, tendo todas elas uma caracterização meticulosamente detalhada, o que lhes dá espaço para mudanças de temperamento, amadurecimento, em suma, evolução. É interessante que todas as raparigas mudam: Rose torna-se menos infantil e mariquinhas, Claire menos agressiva e intolerante, Rachel menos fútil e insensível e Kate passa a ser menos passiva e conformada.

O final da série, ao contrário do que vem sucedendo demasiadas vezes com muitos anime recentes, não desilude e corresponde num crescimento emocional. Todas as explicações sobrenaturais para a situação e aventuras das 4+1 raparigas são plausíveis se bem que talvez um pouquinho insuficientes, mas algo tinha de ser deixado em aberto, não? Faltou saber exactamente como as maldições surgiram, mas são acontecimentos que ficaram esquecidos no passado. Pelo menos não ficam pontas soltas e a batalha final é suficientemente dura e bem coreografada para dar um bom clímax.

Gostando bastante das 3 canções dos genéricos (OP: "Jolly Jolly", ED1: "Rock the LM.C" e ED2: "OH MY JULIET."), a súbita aparição das raparigas a cantar canções melancólicas nos primeiros episódios é esquisita e artificial. É certo que faz alguma ligação entre os sentimentos de dúvida e confusão que as assaltam, mas faz pouco sentido num anime com uma caracterização geral para o realista. E as melodias, que como melodias de fundo até passam, como canções são demasiado melosas, não se integrando no ambiente funky e moderno nova-iorquino do resto do anime.

Aliás é de certa forma refrescante o cenário nova-iorquino, retratado de forma tão meticulosa, por oposição à grande maioria das séries que se passam num contexto mais nipónico ou às vezes europeu ou mediterrânico. É fácil conjugarmos este anime com as inúmeras séries e filmes americanos passados no mesmo contexto.

Ainda há uma pequena série de OAVs, Dead Girls, relacionada com este anime, espero conseguir vê-la também.

RED GARDEN

22.7.08

Ando a ver: Glass no Kamen (2005)

Já ando a ver esta série há bastante tempo, mas como os episódios (que são 50 ao todo) levam muuuuuito tempo a estar dispiníveis, tem sido um processo lento que de certeza não seria se acontecesse o contrário. Exactamente por causa disso há cerca de 6 meses que não via um episódio e, ao ver um hoje, tive aquela sensação: "Epa, já andava com saudades disto!"

Se eu devorei a primeira série (de 1984), esta série (de 2005) é igualmente devorável mas com diferenças. A qualidade da animação, character design, cenários, etc. melhorou com uma utilização inteligente das novas tecnologias. Maya está praticamente igual, mas Ayumi e algumas outras personagens foram devidamente actualizadas. Perde-se aquele sabor vintage, mas ganha-se em empatia, pois a história é mais forte que qualquer acessório.

Ao começar a ver este anime a primeira coisa que me marcou muito foram as canções dos genéricos e a banda-sonora. As canções, não sendo particularmente interessantes como músicas, são muito intensas e algo épicas, mas ao mesmo tempo sóbrias. Muitas vezes quando não aprecio ou acho cansativas as canções dos genéricos, salto-as, mas neste caso nunca o faço. A banda-sonora propriamente dita consiste principalmente de música electrónica ou de sintetizador, mas com melodias ambientais e mais clássicas. Isto dá-lhes uma força e ao mesmo tempo algum artificialismo que, por alguma razão estranha, encaixam lindamente nesta série e adicionam-lhe mais intensidade emocional.

E depois vem a história... que, claro, é a mesma da série anterior, mas talvez com alguma continuação (só quando chegar lá é que saberei), uma vez que a série de 1984 não abrangia de forma alguma a longuíssima e interminada manga de que ambas são adaptadas. A diferença na nova série é que, como tem mais episódios, as histórias individuais desenvolvem-se a um ritmo mais lento, mas também mais pormenorizado. Essa diferença na narrativa faz com que qualquer das personagens seja mais detalhada e se torne mais envolvente ainda.

Despojada quase na totalidade do estilo de drama exagerado à anos 80 da outra série, as duras penas de Maya continuam igualmente intensas, mas mais empáticas com o espectador. O maior realismo embutido nesta série faz com que aquela primeira estranheza, que se sente ao ver um dorama, com interpretações e realização muito exageradas dos anos 80, estejam ausentes e que se viva a história com maior verosimilhança, o que neste caso dá à série uma maior qualidade. É um bocado como quando uma canção é boa, independentemente das versões que dela são feitas, a melodia principal está sempre lá e até ganha com os diversos pontos de vista.

テレビ東京・あにてれ ガラスの仮面

19.7.08

Terminei de re-ver: Aishite Night



Parti do princípio que a história deste anime se passava em Osaka ou na região de Kansai, pois logo no primeiro episódio aparece o restaurante Mambou, de Okonomiyaki, comida típica dessa região, Go compra Takoyaki, outro prato típico da região, para o jantar com Hachizou e Shigemaru, o pai de Yakko, tem uma pronúncia e vocabulário de Kansai (Kansai-ben). Mas ao longo da série vamos tendo comprovativos de que afinal a história se passa em Tóquio ou na zona de Kantou. A primeira coisa que me levou a desconfiar foi na primeira ausência de Go por causa de um concerto em Osaka. Yakko leva Hachizou à estação, para se despedirem, e eles partem de Shinkansen (comboio-bala). Se vivessem na zona de Kansai não se justificava irem de Shinkansen. Mais tarde vê-se uma silhueta da Tokyo Tower à noite, mas como não era muito clara podia tratar-se de outra torre semelhante (e há muitas no Japão), mas quando Go vai por uma semana para perto do Fuji-san (Monte Fuji) e Hachizou olha para o Fuji-san no horizonte com saudades, não tive dúvidas. Com isto ficou claro que se a acção não se passa em Tóquio, passa-se nos arredores, pois o Fuji-san não está suficientemente perto para se ver ao longe na região de Kansai e ainda temos nos últimos episódios claramente a fachada de tijolo da Tokyo Eki (estação central de comboios de Tóquio).

Já me tinha pronunciado de que não aprecio lá muito as canções dos BeeHive, uma das razões é porque são demasiado anos 80! Aliás quase tudo neste anime é pronunciadamente anos 80. Como costumo dizer, infelizmente só o pior dos anos 80 é que voltou, rever este anime dá-me a mesma sensação. As canções são mesmo o estilo de música que não ouvia naquela época nem que me pagassem, e as roupas, os penteados e algumas situações são mesmo datados. Não que não tenha a sua piada, é um anime kitsch e datado, com isso vale o que vale e não deixa de ser viciante e bom de se ver. Até me parece que se não fosse tão datado perdia a graça. Pesquisando um bocadinho na net, vim a saber que o renomado Joe Hisaishi colaborou na composição das canções!! Aliás não é o único famoso neste anime, para além da mangaka, Kaoru Tada, também Shingo Araki colaborou no character design (assim se explica muito porque gosto deste anime).

Continuando nas canções, acho que este é o anime que vi com maior razão de engrish ou palavras em inglês misturadas com japonês, a começar pelo título: Aishite Night. Existem algumas dúvidas se não será Aishite Knight, mas eu não tenho nenhuma:
Logo nos primeiros episódios, Go veste um colete que diz nas costas Love Night, como aishite quer dizer amor ou amar, faz todo o sentido. Mas não é só o título, qualquer das canções dos BeeHive tem uma mistura de inglês com japonês, "Freeway, Freeway, rokuju ga iru..." [Freeway, Freeway, estão cá sessenta...], "Baby, onna no me o mirou..." [Baby, vejo os olhos da mulher], "I love you, machi o..." [I love you, pela cidade...] ou "Tatoeba twilight" [Talvez twilight]. Soa esquisito em português? Em japonês também!

Ver Aishite Night de novo não teve grandes diferenças das outras vezes (há mais de 10 anos), fora o facto de antes ter visto a série em italiano e agora em japonês. Apenas uma coisa mudou, não me senti tão envergonhada por estar a gostar de um anime assim, foi só da primeira vez ;) .

Agora olho para este anime como uma espécie de antepassado de NANA, aliás, se for analisar as origens de ambos, a inspiração das autoras é semelhante. Tanto Kaoru Tada como Ai Yazawa gostam de música e resolveram transpô-la para as suas manga. A grande diferença é que Ai Yazawa tem um melhor fashion sense que Kaoru Tada (mas já chega de martelar nos anos 80). Ambos os anime são histórias dramáticas e românticas, que se poderiam desenrolar na nossa vizinhança, pontuadas por actuações dos grupos rock/pop de cada um. Como formato é engraçado e interessante, torna o anime menos telenovela e mais animado. Se houvesse mais exemplos, talvez a variedade e qualidade da música fossem maiores.

愛してナイト



18.7.08

Naruto

E lá estreou Naruto na SIC-Radical. Confesso que não tenho muita curiosidade, mas também não tenho preconceito. Só não me interesso muito, porque não é o género de anime que costumo gostar. No fim-de-semana vou tentar ver o compacto (espero que façam um) e assim direi de minha justiça...

9.7.08

Ando a ver: Red Garden

Tenho reparado numa coisa curiosa neste anime: todas as pessoas "diferentes", como as 4 protagonistas, têm o cabelo em dégradé (de claro para escuro) sem sombras ou reflexos, enquanto que as pessoas "normais" têm o cabelo desenhado num estilo mais clássico, em cor lisa com a sombra recortada.

Haverá verdadeiramente alguma intenção nisto?

RED GARDEN

8.7.08

Comecei a re-ver: Aishite Night

(o anime viciante!)

Após algo longas buscas consegui achar este anime (em raw), pois por mais que não seja o estilo de anime (ou ficção) que eu costume ver ou goste, este é aquela excepção à regra por ser tão viciante. Lembro-me, de quando começou a dar há uns anos na RTP2, ficar ao mesmo tempo enojada e fascinada, tanto que, das duas vezes que deu, vi a série de fio a pavio!

Aishite Night (ou A minha amiga Licia) é viciante porque é muito bem enquadrado numa realidade plausível, neste caso a zona de Kansai (Osaka) no Japão, e porque as emoções e peripécias se desenrolam a um ritmo bem orquestrado de tal forma que a curiosidade nos leva a querer ver mais e mais... É um anime romântico mas com boas cenas e personagens de comédia, que se equilibram um ao outro. Tem um quê de piroso (principalmente nas músicas) mas tratando-se de um dorama, se não for romântico e um pouco piroso, não é um dorama a sério.

Há qualquer coisa de desconcertante em Go (Mirko), Satomi e a sua banda. A música é um rock muito foleiro, mas também os meus gostos musicais estão a léguas do J-pop comum, e o visual da banda é um bocado andrógino. Mas suponho que esta é uma versão até bastante realista de uma banda rock popular japonesa na zona de Kansai, tradicionalmente mais discreta que Tóquio. A androginia e as cores de cabelo exóticas fazem parte.

Outro aspecto que me fez gostar muito desta série (e acredito que agora mais ainda) é a contextualização numa cultura popular e dia-a-dia nipónica. O restaurante do pai de Yakko (Licia) é um restaurante tradicional de Okonomiyaki (prato típico da zona de Kansai), o apartamento de Go e Hashizo (Andrea) é o mais provável que um rapaz de cerca de 18-19 anos sozinho poderia alugar, um 6 tatami com kitchenette num pequeno e modesto prédio de apartamentos. Toda a restante cidade, as paisagens, os estabelecimentos comerciais, a escola de Yakko, o estúdio de gravação e ensaios, o assédio das fãs, são muito típicos do Japão moderno. Durante a série vemos Yakko a ir às compras, o pai dela a preparar as okonomiyaki, Yakko e a amiga a conviverem nos locais típicos de duas jovens raparigas: o depaato (loja de departamentos), cafés, etc. É daqueles anime que, se não apelar a mais nada, apela pelo excelente retrato social.

Já me estou a preparar para ver isto num ápice. Hoje ainda só vi o primeiro episódio mas tenho a certeza de que se tiver oportunidade, daqui a uns dias já ando a ver aos dois e três episódios por dia! Como o dia de hoje ainda vai no início, nada me garante que não veja mais um ;).

愛してナイト

6.7.08

Ando a ver: Lupin III - Part II

Hoje começou a dar no AXN a 2ª série de Lupin III que, naturalmente tem algumas alterações: o casaco de Lupin passou a ser vermelho assim como a camisa azul-escura e a gravata rosa pálido. Gostava mais do anterior visual (casaco verde, camisa preta, gravata amarela) mas não são esses pormenores que me fazem deixar de gostar da série.

O engraçado desta 2ª série é que começou em Lisboa, num paquete. Não se vê rigorosamente nada de marcante de Lisboa, até poderia ser noutra cidade qualquer, mas gostei do pormenor. O próximo episódio continua em ambiente luso-brasileiro, vão estar no Rio de Janeiro ^_^.

Como não vi estas séries como deve ser quando deram anteriormente, já deu para perceber que esta é mais internacional, à lá James Bond. A 1ª parecia sempre que se passava num contexto japonês.

Lupin the 3rd Network

AXN
sab. dom. 14:30, 7:10 (repetição)

2.7.08

Terminei de ver: Le Chevalier D'Eon

A época é próxima (cerca de 10 anos as separam), o cenário é o mesmo, há personagens em comum e há gente travestida, mas apenas isso liga Le Chevailer D'Eon a Versailles no Bara.

"The pen is mightier than the sword" [A pena (caneta) é mais forte que a espada] é uma frase que me vem bastante à cabeça ao ver este anime. Mas se por vezes a força está do lado da caneta, outras está do lado da espada. Isto porque neste anime se arranja, através de uma conspiração extremamente rebuscada, uma explicação sobrenatural, até mística, para a Revolução Francesa. O poder é mantido através de salmos, recitados por poetas. O salmo mais ambicionado, que uns querem proteger e outros destruir, é o salmo do Rei, Rei esse, Luís XV de França. À maneira de Alexandre Dumas, por trás de personagens e acontecimentos reais, existe muito mais que as aparências ou o que a história registou.

No final, satisfatoriamente reslvido, alguns acontecimentos atropelam-se e Mme. Pompadour e a Rainha Marie morrem no mesmo episódio (e aparentemente no mesmo dia), enquanto que, no próprio genérico final da série, 4 anos separam as suas mortes. A própria doença de Luís XV vem, historicamente, bastante mais tarde que na série, mas são pequenos pormenores que não estragam o visionamento dos episódios finais. Não esperava um final feliz, afinal avizinha-se a Revolução Francesa e os protagonistas são nobres, mas não sei porquê não enguli bem o final que destinaram a D'Eon. Não sei até que ponto é baseado em factos reais (se o for, perdoo o anticlímax) mas se não for, é muito conformista.

No meio desta intriga já complicada, ainda existe toda a intriga política histórica, ela também bastante complicada. Sendo esta combinação muito interessante, complica bastante a assimilação deste anime, e é essa uma das razões que me levou tanto tempo a vê-lo. Só consigui ver um ou dois episódios de cada vez e com a cabeça bem descansada.

シュヴァリエ|WOWOW ONLINE

29.6.08

Comecei a ver: Red Garden


Red Garden - (OP) Jolly Jolly, Jill-Decoy association

Nunca tinha ouvido falar neste anime, nem sequer rumores, deparei com ele numa navegação pelas cadeias de televisão/produtoras japonesas e o que me despertou a atenção foi a arte gráfica com muito bom aspecto.

Pois definitivamente a direcção artística deste anime é fa-bu-lo-sa! O genérico (que se pode ver em cima) é brutal, o character design é muito interessante, o trabalho 3D excelente e a história promete.

A acção passa-se em Nova Iorque, e é sobre cinco raparigas, Kate, Rachel, Rose, Clair e Lisa, todas elas mortas, mas apenas Lise não é uma morta-viva. Não sei se poderei utilizar este termo para as descrever, mas à falta de outra descrição para quatro raparigas que parecem vivas mas que lhes dizem que morreram, para já fica esta. Cada uma delas corresponde a um tipo maniqueísta de aluna de um colégio americano: a membro da elite do colégio, a rebelde descarada cheia de amigos, a geek tímida e discreta e a rebelde punk. O colégio é chique, elitista e com o seu conjunto de regras internas. E depois há as paisagens de Nova Iorque, tratadas de uma forma muito interessante.

Só espero que este anime não desiluda, para já estou entusiasmada!

RED GARDEN

28.6.08

Card Captor Sakura, the Movie

Yep, o Canal Panda passou o 1º filme de Card Captor Sakura, mas feliz ou infelizmente estava em espanhol. Felizmente porque, do pouquinho que vi a dobragem não estava nada má, a voz da Sakura é bastante parecida com o original e os nomes das cartas mantinham-se no original, em engrish. Infelizmente porque, como já tinha visto o filme, acabei por não o ver, exactamente por estar dobrado numa língua que não é nem o original japonês ou a minha língua, o português.

O filme de Sakura é bem engraçado, leva as personagens para fora do bairro de Tomoeda e do seu quotidiano e clarifica algumas questões da descendência de Shaoran de Clow Reed. Portanto, para quem viu a série já valeu a pena. Mas não é só, por ser um filme a produção é mais rica e melhor, figurinos totalmente novos, desenhados pelas CLAMP e as paisagens de Hong Kong impressionantes e muitíssimo bem elaboradas, de forma que até dá vontade de lá ir e descobrir esses locais. E claro tudo o mais que um filme de anime normalmente oferece.

Só tem um senão, quem não está totalmente familiarizado com o universo de Sakura e dos seus amigos e familiares pode achar um filme bonitinho e interessante, mas não apanhar as subtilezas da informação previamente fornecida pela série de televisão.

23.6.08

Comecei a ver: Ace o Nerae!

Como planeado, agora comecei a ver a primeira série anime de Ace o Nerae! (Jenny).

Já estava preparada para um anime envolvente e, mesmo estando no início, já gosto muito desta série.

A primeira coisa que me saltou à vista foi todo o grafismo. Os fundos são estilo aguarela, e tudo o que não é importante em cena é estilizado ao mínimo de linhas. É um estilo gráfico muito anos 70, e mais universal que o típico estilo anime dos anos 70. Em certos aspectos faz lembrar a ilustração europeia da época, com uma forte influência da Arte Nova ou mesmo das Ukiyo-e (gravuras japonesas). A paleta de cores é muito bem estudada, abusando dos pores-do-sol e contrastes fortes. Dentro destas premissas, os figurantes costumam ser silhuetas cinza apenas com contorno, ao longe os ténis (ou outros objectos mais pequenos) perdem os detalhes e "fundem-se" com as meias, os movimentos rápidos são resolvidos com linhas fortes que cortam a silhueta das raparigas, e o impacto das bolas é destacado com "explosões" de cor ou pinturas paradas (estilo esse da responsabilidade de Osamu Dezaki, realizador desta série e também de Versailles no Bara e Oniisama E...).

A música é muito ao estilo anime shoujo anos 70, dá-nos uma sensação agradável de nostalgia e as canções não chateiam, reforçam a motivação de Hiromi.

Por fim, a história é mais uma vez a luta incansável da protagonista, Hiromi, para ultrapassar os seus limites, contra todas as aparências. Há gente ressabiada, adversárias duras, mas vilões-vilões não existem. Mais adiante espera-se uma história de redenção e crescimento, para reforçar as qualidades de Hiromi. Este tipo de narrativa, mesmo não sendo novidade, faz muito a noção clássica da narrativa de anime, de um herói/heroína comum mas com uma força de vontade acima da média que o faz ultrapassar todos os limites possíveis, mas tudo dentro de critérios plausíveis num universo real, mesmo que a encenação seja muitas vezes exacerbadamente dramática, assim como o penteado de Ochoufujin.

エースをねらえ!

Ando a ver: Minky Momo: Yume wo Dakishimete

Apesar das aparências, há grandes diferenças entre esta série e a primeira:
A Momo, propriamente dita, tem algumas alterações no vestuário (corações em vez de estrelas, etc.) e o character design é parecido mas esquisito (falta qualquer coisa). Nas transformações é que se nota mais a diferença, principalmente no tratamento dado ao cabelo, que é mais realista e tem menos aquele ar de balão insuflável que tinha na primeira série.
Os animais de Momo são mais coloridos e, na minha opinião, mais feios.
Os pais, sejam da Terra ou do reino mágico (Marinarsa) também são parecidos mas diferentes. O rei de Marinarsa tem peixinhos em vez de flores na coroa e o cabelo da rainha parece uma onda. Na Terra, a mãe de Momo tem o cabelo mais alaranjado e reluzente, só o pai está mais parecido.

No geral o character design tem mais linhas, é menos arredondado e a paleta de cores mais limitada que na primeira série. Mas não é apenas o character design que é diferente, as histórias têm aventuras mais descabidas e menos plausíveis, e esta Momo é muito violenta! Já não é a primeira vez que a vejo a usar armas de fogo, mas o episódio do Oeste (Dodge City, ep. 23) abusa, até com uma metralhadora automática gigante ela combateu os pistoleiros... Compreendo o contexto, e não costumo ser muito sensível à violência em desenhos animados, mas nesta série, certas opções parecem-me descabidas e totalmente fora do contexto geral!

Não me lembro de a primeira série ser assim!

魔法のプリンセス ミンキーモモ -夢を抱きしめて-

20.6.08

Hakuchou no Mizuumi

As meninas da Animania Antiga relembraram-me que nunca tinha visto o filme do Lago dos Cisnes. É verdade, nos anos 90 estava disponível nos clubes de vídeo, mas o meu era tão manhoso que tinham a caixa mas não tinham a cassete ;__; Bem, agora finalmente vi o filme.

Esta produção podia ser uma adaptação de um conto de fadas da Disney em versão japonesa da Toei, com o estilo típico da Toei. O filme não é tão espectacular como os da Disney (principalmente os posteriores a este, que é de 1981) mas é competente e bem feito. Ao contrário das séries de TV, não há economia de meios nem de animação, sendo ela fluida, bem feita e com uso reduzido de ciclos ou acetatos repetidos. Os cenários são impressionantes, principalmente os interiores e a música de Tchaikovsky é omnipresente com a adição de umas adaptações dos temas para canção.

Sendo uma típica produção da Toei, temos dois esquilos que funcionam como um prolongamento do espectador, manifestando o que sentimos mas igualmente impotentes perante os acontecimentos. Quase. Claro que há alterações ao libretto original, a história é suavizada para crianças, não menosprezando uma dose de aventura. A grande diferença está nos vilões. Apesar de Rothbart ser um feiticeiro poderoso, a sua filha Odile é que maquina e coloca em acção os planos para ajudar o pai, um palerma apaixonado, a ficar com Odete e, por consequência, Odile ficar com o Príncipe Siegfried, apenas por capricho. Claro que tem um final feliz... nem precisa de ser dito.

Como curiosidade, Igarashi Yumiko, a autora de Candy Candy e Lady Georgie (Joaninha), é assistente neste filme (de quê não sei), mas sendo a produtora a mesma (de Candy) e o filme ter sido feito pouco tempo depois de Candy, parece-me aceitável.
Colocando de lado todos os preconceitos sobre um filme romântico infantil, este filme é agradável, definitivamente romântico e vê-se lindamente, sem um momento de aborrecimento.

Não existe site oficial, fica aqui o link da ANN:
Swan Lake (movie)

16.6.08

Genji Monogatari

O romance de Genji é considerado o primeiro romance da história da humanidade. Escrito no séc.XI, por uma cortesã, Murasaki Shikibu, foi um livro escrito ao longo de muito tempo em que ela conta, em estilo novela, as aventuras e desventuras amorosas do Príncipe Resplandecente Genji. Recentemente este livro foi traduzido para português (em duas edições) e eu comecei a ler a da editora Êxodus, traduzido, de quatro versões em inglês e espanhol, por Lígia Malheiro. Ainda mal comecei a ler e o livro para além de ter dois volumes é um calhamaço, portanto ver o filme apenas serve para me situar visualmente num universo cujas referências são muito poucas.

A primeira impressão é que, sendo o livro tão longo e estruturado em capítulos mais ou menos independentes, uma adaptação para um filme de cerca de hora e meia há de deixar sempre muita coisa de lado. A meu ver o mais prático seria fazer uma série, mas será que os japoneses querem ser mais uma vez bombardeados com o Genji? E será que, numa época em que séries deste tipo não têm mais que 13 ou 26 episódios, uma série de televisão aguentava mais que 40 ou 50 episódios? É pouco provável, portanto tenho de me contentar com o filme.

À partida o filme não surpreende. Para a época em que foi produzido (1987) até é muito bem feito. É visualmente correcto e rico, o character design está algures entre as ilustrações antigas, o Ukiyo-e e o grafismo mais clássico do anime, a paleta de cores é elegante e adequada à época, portanto satisfaz naquilo que eu buscava, uma referência visual. O ritmo, como também seria de esperar, é lento. A animação é também fluida, com boa qualidade e alguns efeitos interessantes. A música é um excercício interessante de música electrónica com muitos sons tradicionais, ou vice-versa. Não é impressionante mas sublinha bem o filme.

A história já não entusiasma... Como ainda não posso comparar com o livro, apenas dá para perceber que 'tentaram enfiar o Rossio na R. da Betesga' e não conseguiram. A história dá grandes saltos temporais (alguns também existem no livro, mas não tão espaçados), não existem grandes picos emocionais, é apenas uma sucessão dos episódios mais importantes na vida de Genji, antes de partir para o exílio. Até parece que assumem, da parte do espectador, um conhecimento prévio da obra. O delírio final, à la 2001: Odisseia no Espaço é que não vem nada a propósito. Há uma mudança radical de estilo tanto da narrativa (que adquire um lado mais fantasmagórico) como visual, onde tudo deixa de fazer sentido. Como muitas adaptações do género, tentaram deixar as coisas em aberto, mas a solução não foi nada feliz.

Ver este filme esclareceu alguns aspectos da cultura japonesa que muitas vezes transparecem no anime, em concreto Oniisama E... que acabei de ver recentemente. Em Oniisama E... muitas das alunas mais veneradas são chamadas com o sufixo -no kimi, era o modo como as pessoas se tratavam na época de Genji em vez do -sama, -san, etc. dos dias de hoje. O que me leva a outra imagem de Oniisama E... em que Nanako muitas vezes visualiza Kaoru-no kimi como o Príncipe Genji. As minhas afirmações do gosto das japonesas por homens belos e refinados são aqui todas confirmadas, o Príncipe ideal para as japonesas é o Hikaru no Ouji Genji, ou seja o Príncipe Resplandecente Genji, cujas actividades principais eram embelezar-se e conquistar mulheres. Depois há as sakura, as momiji, as hina, etc. etc. etc.

Não existe um site oficial, mas deixo aqui alguns links que encontrei sobre o filme e o livro:
Murasaki Shikibu Genji Monogatari (ANN)
紫式部 源氏物語
Murasaki Shikibu: Japan's First Novelist
The Picture Scroll of the Tale of Genji

9.6.08

Terminei de ver: Oniisama E...

Tudo me levava a crer que este anime era dos anos 80: o estilo de grafismo, o tipo de animação, o character design, as roupas, o modo como as personagens são compostas e a história se desenrola, mas afinal não, é de 1991! Foi um CD que me fez duvidar ;)

Aparentemente eu tinha razão no meu post anterior, Oniisama E... não é um anime de lésbicas. São simplesmente toneladas de egoísmo, meninas mimadas e falta de maturidade.

Este anime pode ser dividido em três partes: a primeira onde se apresentam as personagens e onde se mostra toda a teia de intriga existente no colégio de Seiran. A segunda onde as mesmas intrigas são instigadas até chegarem a um ponto que despoleta uma injustiça, que leva a uma revolução interna. Uma tragédia, que atinge as personagens principais deste anime, traz uma reviravolta gigantesca que muda radicalmente o rumo da história. Na terceira parte as personagens amadurecem, resolvem as paixões imaturas, que as levavam a actos de loucura, e todo o tom de melodrama exagerado é moderado para Oniisama E... se tornar num anime de drama mais plausível ou realista.

No fim das contas este é mais um anime onde temos uma clássica história de amadurecimento e redenção à japonesa, tal como nos anime mais antigos. Nada mais.

Mesmo assim é um anime digno de ver e uma grande referência. É muito intenso, principalmente a partir da 2ª parte, e lida com aspectos emocionais e sociais muito importantes, em particular na sociedade japonesa. E, bem! Que raparigas mais cruéis tem este anime! Felizmente todas elas crescem e percebem que há coisas mais interessantes que andar a fazer a vida negra aos outros!

[spoiler - seleccionar o texto para conseguir ler]
O irmão de Nanako, Henmi Takeshi, é filho do pai dela, que ele abandonou, mais a mãe para se casar com a mãe de Nanako. Mas Nanako não é filha verdadeira do Prof. Misonoo, foi adoptada por ele quando se casou com a sua mãe (tinha Nanako cerca de 5 anos) mas ela acaba por considerar Henmi como seu irmão verdadeiro ao saber de toda a verdade.
[fim de spoiler]

PS - A Nanako do final até fica mais bonita!

Oniisama E... (ANN)

5.6.08

Ando a ver: Oniisama E...

Definitivamente há raparigas apaixonadas por raparigas neste anime! Mas é tudo muito contido, num ambiente exacerbadamente feminino, onde o convívio com rapazes (ou homens) é visto com maus olhos. Não consigo olhar para este anime como uma manifestação homoerótica no feminino, mas sim um despertar da sexualidade e amadurecimento das personagens em que as relações, de amizade ou amorosas, entre o mesmo sexo são aceites como parte integrante deste microcosmos, enquanto que relações entre o sexo oposto são alvo de escândalo e mexerico. O engraçado nisto tudo é que as duas ingénuas apaixonadas, a protagonista Nanako e a nova e franca amiga Mariko, se interessam pelas duas raparigas mais másculas ou maria-rapaz do microcosmos do Colégio Seiran, Saint-Juste e Kaoru-no-Kimi.

Não há dúvida que se trata de uma perspectiva estranha numa visão ocidental e heterosexual da sexualidade, mas também me parece que toda esta simbologia e intensidade de relações fazem parte de um universo exclusivamente feminino, para ser usufruido em privado. Esta história também vai buscar muito a um gosto antigo das japonesas por homens andróginos e/ou efeminados que personificam um ideal romântico. A dada altura Mariko refere-se aos homens como sujos e brutos, numa clara recusa dos homens másculos e guerreiros, que dificilmente partilham este universo tão feminino.

Não sou de todo especialista em sociologia ou mesmo antropologia, mas este é um anime que dá muito para pensar em relação ao modo como os japoneses, mais concretamente as mulheres japonesas, vivem a sexualidade e o seu papel em relações românticas idealistas. Não será por acaso que a companhia exclusivamente feminina Takarazuka Revue (que encena dramas musicais românticos) tem uma gigantesca popularidade entre as mulheres e as otokoyaku (actrizes que fazem os papeis masculinos) têm legiões de fãs, como se de um Brad Pitt ou Johnny Depp se tratassem. Não há dúvida que é um universo fechado, exclusivamente nipónico, que teve a sua época áurea entre os anos 60 e 80, época essa em que a manga e anime de Oniisama He... foram produzidos.

Ao ver esta série também encontro claríssimas influências no anime mais recente, Utena, assumidamente inspirado na mais famosa manga da mesma autora desta, Ikeda Riyoko. Ao contrário de Versailles no Bara, aqui as influências não são tanto visuais mas mais do ambiente, das hierarquias, das personagens e suas relações.

Mach GoGoGo

Acabei de ver mesmo agora uma reportagem da estreia do filme Speed Racer e fiquei chocada! Deu-me mais razões ainda para não querer ver.

Speed Racer, ou Mach GoGoGo no original, é uma simples série anime de desporto, que passou no Canal Panda há alguns anos. Como foi produzida nos anos 60, e por consequência é uma das primeiras séries anime dos estúdios Tatsunoko, que marcou o seu estilo muito particular, faz algum sentido que as corridas de Grand-Prix onde o Mach 5 participa sejam algo mais que simples corridas de carros.

Este anime partilha um espírito muito anos 60 em que este tipo de corridas, Monte Carlo e Steve McQueen estavam na moda e vai beber a todas estas inspirações, com aquele visual streamlined, graficamente muito limpinho da época.

Infelizmente a série foi muito (demasiado) remisturada nos Estados Unidos, onde foi um sucesso retumbante, que lhe tirou parte da pureza e frescura originais. Talvez por isso me tenha assustado tanto o excesso de 3D e efeitos digitais (de qualidade questionável, topava-se sempre que o Mach 5 era em 3D) nas imagens que vi do filme que, na intenção, a la Dick Tracy, de lhe conferir um visual colorido de desenho animado, estragou. O cabelo à Pin-y-Pon de Speed (Go Mifune no original) também não ajuda.

Há coisas (e séries anime) que devem ser deixadas sossegadinhas no lugar onde sempre estiveram, principalmente se continuam populares há mais de 30 anos!

マッハGoGoGo

3.6.08

Minky Momo: Yume wo Dakishimete

Quase tive um ataque quando percebi que o Canal Panda estava a dar este anime. Pensava que era a mesma série que tinha dado cá, na falecida Europa Television, no final dos anos 80, sob o título de Gigi, mas afinal é a segunda série, já produzida em 91 (a primeira é de 1982-83).

Mesmo assim é sem dúvida um anime que quero seguir! Já andava com saudades de um mahou shoujo à séria!

Como em quase todos os mahou shoujos a permissa é simples: Minky Momo vem de um reino mágico, o Reino dos Sonhos, para a Terra, viver como uma rapariga normal para salvar os sonhos dos humanos. A característica que a distingue dos outros é que Momo se pode transformar, graças, claro, a uma varinha mágica em adulta com as mais variadas profissões ou capacidades. Não é um anime muito profundo ou intrincado, mas é simpático e divertido de ver.

Gostava também de rever a série original, principalmente nas condições desta, com o genérico integralmente em japonês e os nomes das personagens mantidos. Pedir que não seja dobrado é demais para o Canal Panda, mas neste caso é uma pena pois nesta segunda série a voz de Momo não é mais que a famosérrima Megumi Hayashibara (Rei em Evangelion, Faye em Cowboy Bebop), num dos seus primeiros papéis de renome.

魔法のプリンセス ミンキーモモ -夢を抱きしめて-

Canal Panda
2ª - 6ª: 07:30, 20:40
sáb.: 13:00
dom.: 13:10, 20:40

1.6.08

Comecei a ver: Oniisama E...

Por ser de Ikeda Riyoko, a autora de Versailles no Bara, este anime despertou-me a curiosidade.

Oniisama E... (Querido irmão...) circula no universo de um colégio ao estilo ocidental, melhor, no que os japoneses nos anos 70 achavam que era um colégio ao estilo ocidental, feminino. A protagonista, Misonoo Nanako, uma rapariga simples, ingénua e sensível, e na ilusão de que entrou para o colégio dos seus sonhos, é arrebatada para um universo cheio de intrigas, rivalidades, poder e mistério. Como estes elementos, aliados a um outro mistério na sua família, temos os ingredientes certos para muito (melo)drama ao melhor estilo japonês. Sim, porque apesar de a "paisagem" ser ocidentalizada, a nível de relações e emoções este anime não podia ser mais japonês!

A nível técnico, dentro da época que foi criado, é um anime excepcional, sem bem que um pouco coxo para os dias de hoje. O trabalho de arte e desenho de personagens é muitíssimo elaborado, a paleta de cores escura e contrastada, mas a animação abusa um pouco dos quadros parados ou repetições em situações de tensão, conflito ou êxtase. A música é como os vestidos delas: romântica, com imenso piano e os vestidos com muitos laços, flores e folhos.

Este anime é conhecido pelas conotações lésbicas entre as diversas raparigas. Ainda vou no início, já deu para perceber que algo de estranho se passa principalmente com as duas raparigas mais masculinas, Saint Juste e Kaoru no Kimi. Mesmo assim, como normalmente este tipo de relações em manga e anime shoujo costumam apenas ser implícitas ou platónicas, vou esperar para ver mais para depois me pronunciar.

Ah! Não falei do irmão do título (oniisama). Esse irmão, é um rapaz mais velho a quem Nanako pediu para escrever como se fosse seu irmão mais velho e pensa que não o é, mas é quase irmão dela, mas não é. Confuso? É mesmo para ser (por enquanto).

28.5.08

Monstra 2008


Atama Yama (Mount Head) - Kôji Yamamura

Recentemente, durante o Festival de Cinema de Animação, Monstra, em colaboração com o novíssimo Museu do Oriente, os Lisboetas (eu incluída) tiveram uma oportunidade rara de ver animação japonesa de autor. Houve quatro tipos de sessões, abrangendo várias gerações de animadores, a primeira dedicada ao Mestre Osamu Tezuka, mostrando pequenos filmes mais experimentais do mesmo, uma segunda de filmes de Renzo Kinoshita, uma terceira dedicada ao Oriente visto pelo Ocidente e a quarta e última com os filmes de Kôji Yamamura.

Osamu Tezuka
Dos títulos que passaram, Lenda da Floresta, A Sereia, Pingo, Contos do Fim da Rua e Salto, já conhecia os dois últimos, sendo o meu preferido o brilhante Salto (Jumping). Esta pequeníssima amostra, fez-nos perceber o quão prolífico e ecléctico era Osamu Tezuka e deixou para trás a vontade de ver mais, muito mais.

Renzo Kinoshita
De Renzo Kinoshita passaram Made In Japan, Japonês, Picadon e Último Raid em Kumagaya. Esta sessão foi uma espécie de déjà-vu, pois já tinha visto todos os filmes e alguns (Picadon) mais que uma vez, talvez nos Nippon Koma. Kinoshita, cuja carreira se concentra mais nos anos 70, tem um estilo um pouco datado, mas que nos transporta no tempo, para um Japão que tende a desaparecer. Por outro lado, os seus filmes são sentidos testemunhos das bombas atómicas, pedem-nos para não esquecer a catástrofe que causaram. Destaco Made In Japan.

O Oriente visto pelo Ocidente
Passaram vários filmes de várias origens e a inspiração oriental não era apenas nipónica. De entre todos os títulos destaco em particular Screenplay, de Barry Purves, que repega na animação de marionetes (técnica desenvolvida originalmente na Checoslováquia, adoptada pelo realizador japonês Kihachiro Kawamoto, cuja estética de certo inspirou este filme), adaptando uma estética tradicional japonesa e do teatro de Kabuki e nos oferece um filme tecnicamente arrojado, muito bonito e muito japonês.

Kôji Yamamura
Até esta sessão só tinha visto o filme acima: Atama Yama (Mount Head). Depois de ver mais, Aquatic, Perspektivenbox, The Old Crocodile, Fig, A House, Kid's Castle, Pieces e A Child's Metaphysics, fiquei fã deste realizador muito criativo, que alia técnicas muito variadas (pintura no vidro, plasticina, tinta sobre papel) a aspectos da cultura popular japonesa, tais como o teatro Kyogen ou as antigas formas de narração japonesas. Como brinde a Monstra ainda nos proporcionou uma masterclass com o realizador, onde ele explicou a sua metodologia de trabalho e uma exposição com originais do seu último filme, em competição no festival, Franz Kafka's A Country Doctor.

23.5.08

Terminei de ver: xxxHOLiC

A estreia da nova série de xxxHOLiC, xxxHOLiC ◆ Kei, fez com que retomasse esta série que apenas ficou pendurada por falta de disponibilidade para ver tanto anime.

Comparando com a manga, que entretanto estou a ler, esta série faz muitas alterações, com alguma falta de lógica. A primeira grande alteração, e talvez a única justificada, é a liagação com a outra história das CLAMP, que se desenvolve em paralelo, Tsubasa-RESERVoir CHRoNiCLE-. Mas como não gostei de Tsubasa, não me faz diferença. De qualquer modo, esta ausência deve-se essencialmente ao facto de as duas séries serem produzidas por estúdios diferentes e emitidas em canais diferentes de televisão: Bee Train e NHK para Tsubasa e Production I.G. e TBS para xxxHOLiC. Outra alteração grande é a ordem das histórias, que não tendo grande força na narrativa principal, não faz mossa, mas que em certos casos, onde se justifica por falta de coincidência de calendário, obriga a mudanças na história, como foi o caso dos episódios do Dia de S. Valentim e White Day. Por outro lado houve episódios onde se acrescentou perfeito disparate gratuito de anime, talvez apenas para encher... Tenho bastante pena dessas alterações pois assim perderam-se alguns detalhes bem divertidos da manga. A última grande alteração, nem sempre consensual entre os fãs, foi a cor do cabelo de Ame Warashi, a espírito da chuva, azul claro na manga, vermelho fogo no anime. Apesar de eu gostar mais do vermelho, não encontro nenhuma razão para essa mudança.

De resto é um anime bem interessante, com um aspecto de comédia fantástica, gótica e esotérica, escondento por trás sentimentos e noções filosóficas bem sérios interessantes. Muitos desses conceitos de destino e etc. já vêm de trás na obra das CLAMP, directamente inspirados pelo Budismo e Xintoísmo, e não são, de forma alguma gratuitos.

O guarda-roupa de Yuuko continua fabulosamente exótico, se bem que aquém das ilustrações da manga. Com o tempo até passei a achar graça à canção do genérico inicial, 19 Sai, mas a primeira canção do genérico final, Reason, nunca me convenceu. Por outro lado a segunda canção do genérico final, Kagerou, interpretada pelo grupo(?) BUCK-TICK, fez me lembrar, juntamente com a animação de Maru, Moro e Mokona, a maneira de cantar do brasileiro Sidney Magal.

Há alguma coisa no final da série que me fez confusão: o penúltimo episódio termina como se fosse o fim da série, dando a ideia de que Yuuko vai continuar a atender quem precisar dela e depois há um último episódio, encarado como um especial, em que conta uma história bem pessoal de Watanuki. Não vejo porque não foi integrado no meio do resto da série, apesar de nos dar alguns elementos do passado de Watanuki, elementos que já andavam implícitos no resto dos episódios.

xxxHOLiC - TBS Animation

12.5.08

Zona Animax - 2ª leva


Já vem com algum atraso mas não queria deixar de opinar a 2ª leva da Zona Animax no AXN.

InuYasha
Continuo a gostar bastante, se bem que a história evolui um bocado devagar (é para fazer render o peixe). Mesmo assim é um bom exemplo de história de Rumiko Takahashi que alia de forma bastante equilibrada a acção, o romance e a comédia, não é é tão boa como algumas das anteriores.

Corrector Yui
Este anime parece-me um spin-off do clássico mahou shoujo, mas a Yui é tão parvinha e barulhenta que não consigo deixar de achar esta série irritante. Lá pelo meio vão se encontrando referências a outras séries ou filmes, inclusive tem (no episódio 5 ou 6) uma cena directamente inspirada na minha cena favorita de Totoro.

Ueki no Housoku [The Law of Ueki]
A primeira coisa irritante deste anime aborrecido é o mau português na tradução do título: A Lei do Ueki. Se Ueki é uma pessoa, deveria ser A Lei de Ueki... Adiante, este é um anime aborrecido, cuja permissa, um rapaz indiferente é arrastado para uma competição sobrenatural, parece vagamente interessante mas torna-se rapidamente repetitiva e chata. Nem a sua eléctrica amiga anima as coisas... deixei de ver.

Detective Conan
Para um anime com tanto sucesso no Japão, fiquei um pouco desapontada. Primeiro, para um anime desta duração (mais de 500 episódios) sente-se imensa falta de uma explicação conclusiva, para além da introdução no genérico, do que raio afinal se passou com Conan/Kudo. Depois os episódios, em forma de casos policiais, deixam muito aquém a intriga e não usam estratagemas clássicos da narrativa de suspanse as vezes que seriam de desejar. Para um anime que tem claramente inspiração directa nos livros de Agatha Christie, parece-me pouco criativo, ficando a curiosidade de compreender o mistério principal que envolve Conan. Mas como esta série é looonga, ainda há esperança.
Ah, a péssima tradução do espanhol faz com que hajam frases que não fazem sentido num anime que depende do texto e que os nomes japoneses sejam escritos numa grafia, no mínimo, esquisita e que não tem nada a ver com o português ou com a convenção adoptada internacionalmente para a escrita dos mesmos. Acho que o truque é ler os Y como J e os J como H, confuso não é?

Lupin III
Claramente a minha série preferida desta leva! Apesar da animação um pouco antiquada e menos fluída, é uma série que tem personagens divertidas e cativantes, histórias cheias de acção e uma banda-sonora excelente! É daquelas séries que não sei de qual personagem gostar mais: se do cool Lupin, se do pragmático Jigen, da aldrabona Fujiko, do eficiente Goemon ou do trapalhão Zenigata. São todos fantásticos e todos constroem excelentes episódios. E depois cada estratagema mais rocambolesco de Lupin para levar a bom porto os seus roubos ou salvamentos, são de partir o coco a rir! Saio daqui a cantar...
♪Lupin the Thiird, Lupin the Thiiird, Lupin, Lupin Lupin...♪

Kochikame, a louca academia de polícia
Já tinha visto alguns episódios desta série no Canal Panda, mas agora estou a divertir-me bastante a vê-la de fio a pavio no AXN. Este é um típico anime de comédia, bastante inocente mas por vezes atrevido, que conta as desventuras de um polícia demasiado calão para o ser. Claro que vendo isto do ponto de vista da polícia japonesa, que serve mais para dar informação aos transeuntes ou ajudar a comunidade, já nos parece um pouquinho mais plausível. Mesmo assim os exageros de Ryo são demais e proporcionam uns bons 25 minutos de anime. É uma série estruturada sem uma continuidade forte, mas com divertidas e loucas histórias por episódio.

AXN
sábado e domingo, a partir das 12:45h
e a partir das 6:45 (repetição)

Zona Animax

10.5.08

Witch Hunter ROBIN

Levada pelo meu gosto pelo fantástico, resolvi ver Witch Hunter ROBIN, um anime já um tanto datado. Infelizmente é mais uma daquelas séries que impressionam pela originalidade e aparência mais séria ou adulta, mas que acabam por desiludir por não oferecerem, afinal, nada de novo.

Robin Sena é uma rapariga de 15 anos que, apesar de ter nascido no Japão, viveu em Itália, num convento, até ao início da série. Ela regressa ao Japão para integrar uma equipa de caçadores de Witches. Não vou utilizar a tradução, bruxa ou feiticeira, porque para além de estas(es) Witches não corresponderem à definição literal da palavra, tanto podem ser homens ou mulheres para o que a palavra em inglês (utilizada no original) é mais prática, não tendo género. Na equipa temos um pouco de tudo: o geek de computadores (sem poderes), a mulher maternal, a rapariga fútil, o rapaz imaturo e o líder carismático e também sorumbático. De todos só mesmo Robin e Amon (o líder) são mais góticos no visual, parecendo que Robin está sempre com as roupas de alguém maior que ela... Mas Robin tem uma Vespa e por isso já gosto dela!

Esta equipa usa os seus próprios poderes para caçar Witches rebeldes, sem os matar. Robin usa o fogo e tem uma certa dificuldade em adaptar-se às regras desta equipa e da sociedade japonesa em geral. As histórias são independentes com uma ténue linha condutora através dos episódios que nos vai dando pormenores da vida de Robin e das personalidades dos outros elementos. A meio a narrativa concentra-se mais em Robin e o seu passado misterioso, passando a caçadora a ser a caça.

A acção passa-se na actualidade, mostrando por vezes lados socialmente menos aceitáveis, tais como os sem-abrigo ou outras realidades invulgares nos anime. Portanto quase todos os cenários são paisagens realistas de Tóquio, mas sem referências marcantes excepto o ocasional plano da Tokyo Tower ou das torres do Município. A excepção é o edifício da organização (STN) que faz em quase tudo lembrar o edifício do Blade Runner e o escritório, mais concretamente, parece o escritório da série de TV Earth: Final Conflict. Ah! E gosto da maneira como os japoneses dizem Robin (com ênfase no in), é giro!

Queria ver, já vi, está visto. É um anime um bocado chato de ver, pois arrasta-se e não deixa recordações memoráveis...

Witch Hubter ROBIN [JP]

25.4.08

Doraemon, Embaixador do Anime


O Ex.mo Sr. Embaixador Doraemon e o seu assessor Nobita.

É um senhor cargo esse a que foi nomeado Doraemon!

Ainda não tinha mencionado esta importante notícia para o mundo do anime e dos seus fãs. Acho a escolha de Doraemon muito acertada pois é extremamente popular e bem conhecido também no ocidente, não sendo demasiado infantil para irritar e por pertencer a uma série que nos mostra bastante o dia-a-dia japonês.

Durante muitas décadas o anime foi produzido apenas para consumo interno no Japão, havendo pouco interesse das entidades na sua exportação, uma vez que os lucros proveninetes da mesma eram pouco significativos em comparação aos do próprio país. Mas nos anos 90 isso foi mudando e é refrescante perceber que as autoridades japonesas já não consideram apenas como produto cultural as artes tradicionais que, por mais interessantes que sejam (e são!), por vezes cheiram a mofo...

Parabéns Doraemon! E o mesmo será dizê-lo, parabéns ao anime e a quem o faz!

11.4.08

Canal Animax


Só mesmo nesta terra... fiquei a saber do novo Canal Animax há bocado pelo jornal do Metro e como se isso não bastasse a pouquíssima informação que consegui recolher na net só me deu alguns títulos e não percebi rigorosamente nada de como a programação ser vai processar.

A verdade é que, quando a Zona Animax estreou no canal AXN já se falava num canal Animax da Península Ibérica e é isso que começa amanhã (dia 12/04). De resto o site oficial http://www.animax.pt/ ainda está inactivo, até agora, e pelo que percebi, o canal apenas vai estar disponível para quem tem o MEO com o pacote adicional de Entretenimento (onde o canal Animax está classificado como infantil, HAHAHAHAHA!) e que, entre outras, vai passar as séries NANA, Detective Conan, Le Chevalier D'Éon, Lupin III, Chobits, Love Hina e os filmes Ghost In the Shell, Appleseed e Kai Doh Maru.

Vamos lá ver se a disponibilidade do canal será um pouquinho mais democrática...
12.04.2008
Voltei ao site oficial e já está a funcionar. Lá, para além da programação e informação sobre as séries ainda diz que o canal também está disponível no Clix Smart TV, para além do MEO.
Animax

Ando a ver: Witch Hunter ROBIN

Só ia fazer um post sobre esta série (nesse post vai se perceber porquê) mas não resisti a este misto de engrish e de marca alternativa em anime. É mais uma prova de que os japoneses muitas vezes usam o inglês de forma muito "criativa"... esta é muito boa!

2.4.08

Comecei a ver: Chi's Sweet Home

Para quem gosta de gatos como eu, este Chi's Sweet Home é para ver e tão kawaii, tão kawaii quanto há memória!!!

São curtíssimos episódios que contam a história de um gatinho, Chi, sob o seu ponto de vista, desde que se perde da mãe. De-li-ci-o-so!

チーズスイートホーム

30.3.08

Terminei de ver: Cutie Honey THE LIVE

Mais uma versão de Cutie Honey e ainda me faltam algumas... Definitivamente sou fã assumida de qualquer versão deste título e o que tem sido feito ultimamente mantém vivo o espírito leve e divertido, mas cheio de acção e efeitos especiais do original e das adaptações anteriores.

Cutie Honey THE LIVE começou um bocado perra e talvez parvinha demais até para uma Cutie Honey. Com um público-alvo claramente mais novo que a maioria das adaptações e a querer apelar a um público feminino (com a excepção de Cutey Honey F), esta série é mais suave que, por exemplo o filme, a anterior adaptação com pessoas reais. Tendo em conta o meio televisivo a que também foi destinada, a quantidade e qualidade dos efeitos é inferior, mas bem resolvida dentro da narrativa, mantendo-se simples, coerente e sem grandes ideias acima das suas capacidades. Digamos que este é um formato mais pragmático, onde a grande motivação das protagonistas (Honey, Miki e Yuki) é a amizade e o amor, com uma pitada de conquista megalómana do mundo, que, claro, prevalecem!

No geral a impressão é boa, esta série deixou-me semana a semana expectante acerca do que iria acontecer e, apesar de não ter uma história brilhante e de também não ter sido a melhor adaptação da manga que já vi, convence e diverte.

キューティーハニー THE LIVE

23.3.08

Terminei de ver: NANA

Ok, finalmente acabei NANA, demorei tanto que já chateava! (há mais séries...)

Houve vários motivos para a demora, mas um deles é que o meu entusiasmo acerca desta série começou a esmorecer à medida que a ia vendo. É uma série muito bem feita, muito bem animada, com gráficos de primeira qualidade, excelentes e variados genéricos, bem estruturada e com uma boa história mas que lhe falta "aquilo" para ser uma excelente série.

Não sei se foi ser um soap, se foi não sentir verdadeira evolução na história ou personagens, ou até as coisas ficarem mais ou menos em aberto (eu até costumo gostar disso) mas NANA não me convenceu e até desiludiu por comparação às duas outras histórias que já conheço de Ai Yazawa, Gokinjo Monogatari e Paradise Kiss. Acho que talvez seja demasiado realista para me agarrar ao écran. Confesso que 3(!) episódios de resumo também chateiam, um já é muito, três são demais!

No fim foi deixada uma vaga promessa de uma continuação, promessa essa que parece não vir a ser cumprida em anime, apenas na manga. Felizmente vimo-nos livres da Suzue Nana... não percebo o que é que lhes deu para inventarem tal coisa!

NANA ーナナー

16.3.08

Magic Knight Rayearth: Openings e Endings

Estão aqui os vídeos dos genéricos de início (OP) e fim (ED) originais de Rayearth como tira-teimas da minha embirração com as versões americanas dos anime. Bem mais decentes!!


OP1: Yuzurenai Negai
OP2: Kirai ni Narenai
OP3: Hikari to Kage wo Dakishimeta Mama

ED1: Asue no Yuuki
ED2: Lullaby ~Yasashiku Dakasete~
ED3: Itsuka Kagayaku

魔法騎士レイアース
Magic Knight Rayearth TMS

Cyborg009

Se não fosse ter dois gatos chatos, que me acordam de madrugada para lhes dar comida, NUNCA tinha dado por este anime por causa do título que lhe foi dado pela SIC: Cyborg. Sem o 009 tomei-a por mais uma daquelas séries de animação americanas ou europeias para exportar como americanas de encher. Aliás resta perceber porque deixaram cair o 009... Neste caso não me parece que seja por dificuldades em traduzir.

Cyborg009 é uma das séries anime mais antigas, mas a que está neste momento a passar na SIC é um remake de 2002. A primeira é de 1968 que teve uma segunda série em 1979-80 e uma série de filmes. Com tanta proliferação e o actual remake posso apenas pensar que, para além de ser um clássico, esta série foi muito popular.

É também uma daquelas séries anime vintage que há muito gostava de ver. Claro que preferia ver também a original, mas para já contento-me com o remake, que tem muito bom ar e já serve para apanhar a história. Isto também se a conseguir ver, pois cada vez mais me acontece não conseguir ver as séries na TV porque se prolongam muito e porque dão em horários em que ou se sobrepõem com outros programas ou que apenas não dão jeito (como é o caso, brrr de madrugada).

Este anime é ficção-científica pura, como já pouco se vê, com um traço no character design em tudo semelhante ao de Osamu Tezuka, talvez pela sua contemporaneidade. Sei pouquinho da história, OK sei que existem 9 cyborgs, que todos eles têm características e poderes diferentes, que o 009 é o herói e que um deles é uma rapariga. Os resto vou apreciar a partir de agora mas estou bem entusiasmada!

SIC
sáb. e dom. cerca das 6:30

サイボーグ009 (1968) [JP]
:: Cyborg009 Official site :: [JP/EN]
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