13.3.11

Tsunami

Tsunami [津波] foi uma das primeiríssimas palavras em japonês que aprendi, para além das óbvias, graças ao anime Mirai Shounen Conan. Desde sexta feira (11.03.2011) que a natureza parece estar a brincar ao Conan. Temos de tudo: terramoto, tsunami, centrais nucleares em perigo de meltdown, o eixo da Terra desviado, a costa japonesa engolida, a Tokyo Tower retorcida... Mais do que nunca a realidade imita a ficção, mas a realidade não é nada bonita!

No meio disto tudo a Internet tem se mostrado uma ferramenta fulcral na divulgação atempada e correcta da informação, destronando as televisões na rapidez e nos testemunhos na primeira pessoa. A Anime News Network criou uma lista de pessoas ligadas à indústria do anime e da manga que já deram sinais de vida, com links para os próprios blogs, sites, Twitters e semelhantes e em actualização permanente. Consultem aqui:

日本人がんばってね~


9.3.11

Cosplay Photoshoot #8

Este ano voltei a participar, fui de Yuuko Ichihara (xxx HOLiC), o fato do episódio da neve, versão manga (não gosto da versão do anime - demasiado mãe Natal), e a tirar fotografias no encontro anual de cosplay em Lisboa, o Cosplay Photoshoot, este ano organizado pela Cosplayer E-zine. Acabei por não ter nenhuma foto minha tirada com a minha máquina, mas vou ver se arranjo uma para colocar aqui (já arranjei!).

Este ano foi particularmente divertido já que o tempo resolveu colaborar apesar de uma ameaçadora chuvada matinal. Resultado: houve mais gente mascarada e imensos miúdos a fazer cosplay, entre eles uma Luna de Sailormoon, uma Sakura Kinomoto (Card Captor Sakura) um Naruto ultra-kawaii e uma Temari (acho, espero que sim) acompanhada do pai. Esta geração tem os pais mais fixes de sempre! Houve várias personagens de Sailormoon, algumas de Dragon Ball e Dragon Ball Z, menos de Naruto que o habitual, umas de Kenshin. O anime old school ainda bomba!

Divirtam-se com a galeria, se identificarem algum cosplay, personagem ou série, por favor comentem aqui ou no Picasa.



Parque das Nações

24.2.11

Comecei a ver: Nodame Cantabile

Nodame Cantabile é provavelmente a última série a estrear no Animax, mas uma série para fechar o canal com chave de ouro. Tal como Hachi-Kuro, Nodame Cantabile é mais um anime do projecto Noitamina que há muito quero ver. E queria ver principalmente pela temática original, que até à altura era pouco abordada em séries de anime: a música clássica♪.

Mas não se iludam os mais cépticos, esta é uma série de anime acerca de uma rapariga trapalhona e de um rapaz bonito e inteligente, cujo pano de fundo é a música clássica. Na realidade esta é a história de Nodame (Noda Megumi), uma rapariga trapalhona, desleixada com um ouvido musical excepcional e de Chiaki Shinichi um génio musical sobre-dotado, bonito e demasiado egoísta para seu próprio bem. Ao cruzar-se com Nodame, Chiaki treme até às fundações no seu carácter e na sua abordagem à música. Por mais improvável que o par seja, Chiaki fica impressionado com a espontaneidade com que Nodame toca o piano, por oposição à sua rigidez e exigência técnica. Nodame nem sequer sabe ler pautas, aliás característica dos "naturais" nesta série, e toca de ouvido. Ela não precisa de ouvir uma música mais que uma vez para a reproduzir extraordinariamente mas em versões muito pessoais que quase levam Chiaki à loucura. É na música que ambos encontram a sintonia, como aliás o demonstra a imagem — a primeira vez que tocam em dueto ao piano —, a rigidez e técnica de Chiaki compensam o improviso e emoção de Nodame e vice-versa, aproximando-os cada vez mais.

Como todas as séries saídas do Noitamina, Nodame Cantabile tem um cuidado técnico acima da média, mas no que Nodame é diferente é no uso da modelagem 3D e do rotoscópio para um maior rigor na representação e animação dos instrumentos musicais e das respectivas interpretações. Os instrumentos musicais são modelados em 3D e a animação das mãos do intérprete é feitas através de uma técnica chamada rotoscópio. Trata-se de filmar a cena em imagem real, por exemplo mãos a tocar piano, e depois redesenhar essa filmagem, fotograma a fotograma, em animação. Esta técnica dá um efeito realista ao movimento e torna-o também mais fluido. Os japoneses não fazem maravilhas com o 3D mas no caso de Nodame Cantabile aproveitam lindamente o que o 3D lhes pode oferecer de melhor para a animação dos instrumentos. Este cuidado com o rigor técnico musical inclui também, sempre que é tocada uma peça de música, uma legenda com o nome da peça e o autor da mesma, tornando-a também pedagógica.

Só é pena, mesmo muita pena, que a tradução continue a ser considerada um aspecto menor e seja muito aquém da série traduzida.
Erro nº 1: a tradutora deixou os honoríficos japoneses (os ~san, ~kun, ~chan, ~sama, etc.). Os honoríficos devem ser traduzidos sempre que isso for possível, no caso de ~san é utilizar Sr., Sra., etc. se for caso disso. Nunca esquecer que é normal que amigos ou colegas se tratem por ~san, portanto a palavra não implica forçosamente um tratamento formal. Portanto os honoríficos japoneses têm uma função ligeiramente diferente dos portugueses, servem para estabelecer o grau de formalidade da relação entre dois indivíduos. A razão é muito simples: um português que nunca tenha ouvido uma palavra de japonês não faz a mínima ideia do que seja ~san ou ~chan, portanto, como essas palavras têm uma razão de ser, têm de ser traduzidas. Mas já me estou a alargar, pois a série deve ter sido traduzida do inglês ou do francês, portanto o erro já deve vir de trás.
Erro nº 2: deram uma série, cujo tema principal é a música clássica, a traduzir a alguém que para além de não perceber patavina do assunto foi preguiçosa na pesquisa, cingindo-se apenas à Wikipédia em português, que já TODA a gente sabe que é 90% preenchida por brasileiros. Naturalmente os termos não vão coincidir e temos incoerências na tradução ao longo da série, como o uso de mais de que uma palavra para o mesmo conceito. Estudei música, já soube em tempos todos os elementos de uma orquestra (tinha de o saber), entretanto já estou muito esquecida, mas de uma coisa me lembro: apesar de ambos os termos estarem correctos no dicionário, em Portugal timbales (os "tambores" gigantes em cobre que costumam ficar na parte de trás de uma orquestra) são timbales e não tímpanos (aliás, se a memória não me falha, tímpano é a pele dos timbales propriamente dita), e o primeiro violino é primeiro violino e não concertino (até ver Nodame nunca tinha ouvido o termo referido a uma orquestra). O primeiro violino é a 2ª mais importante posição numa orquestra, sendo a 1ª ocupada pelo maestro. A palavra concertino faz sentido, mas o termo correcto em Portugal é primeiro violino. E nem me vou aprofundar mais nestas questões musicais, senão até fico mal-disposta... já para não falar em certas "traduções" de títulos de peças musicais... Nunca mais aprendem...

テレビアニメ「のだめカンタービレ」公式サイト

Animax

23.2.11

Animax: a metamorfose


Já é sabido que o Animax em Maio irá oficialmente dar lugar a outra coisa, outra coisa essa que se tem vindo a infiltrar na programação de anime... É a hora da metamorfose!!

Não tive o canal Animax desde que começou em Portugal (o meu provedor de TV por cabo não o tinha - e era o mais popular na altura!), só desde há mais ou menos um ano é que pude comprovar do que o canal se tratava. Mas desde o início, através da pequena previsão que nos deu o AXN e depois olhando para a grelha de programação, deu para perceber que o canal não começou da melhor forma.

O Animax e a SONY Portugal deveriam ter prestado mais atenção ao produto que tinham em mãos e às pessoas a quem ele se destinava. A escolha de séries foi realmente equilibrada, passando por séries como Super GALS!, Death Note, Inu Yasha, Crayon Shin-chan, Paradise Kiss, Le Chevalier D'Éon, Saiyuki, Detective Conan, Honey and Clover, Kinniku-man, Yakitate! Ja-pan, Saint Seiya, Lupin III, Blood + e tantas outras. Olhando para trás, pode-se ver que é uma boa selecção, feita com algum critério, tentando atingir uma gama maior de fãs, incluindo o sempre excluído público feminino e apostando na qualidade. Só é pena o tratamento que as séries levam depois, com um total desrespeito das mesmas em traduções medíocres, com mau português, português espanholado, horários esquizofrénicos, falta de respeito pela ordem dos episódios ou séries e total falta de comunicação com o público.

Com uma postura distante e elitista, falta de investimento na divulgação por onde mais se encontram fãs de anime, a internet, a não colaboração utilizando as ferramentas sociais à disposição (site oficial, blogs, fóruns, FaceBook, Twitter, MySpace e afins), anunciaram um fim prematuro a um canal com enorme potencial mas menosprezado logo à partida por quem o criou ou administrou.

Lamento o final do Animax mas na realidade não fico assim com tanta pena. Tantas vezes que, ao ver o tratamento dado às séries que emitiam, não pensei que estavam a empurrar o público para procurar as séries que queria ver pelos meios menos próprios que tanto condenam? Eu sou a primeira a querer ver as séries de modo correcto e legal, através da televisão (mais barato) ou, sempre que possível, pela compra de DVDs (mais caro), mas quando quem tem esses meios de distribuição nas mãos trata tão mal o seu produto, só me resta uma alternativa: a internet! Portanto só posso fazer um belo manguito ao Animax e à SONY Portugal! Vão morrer longe!!

Por outro lado, é com TODO o prazer que anuncio (se bem que também já é mais que sabido) o regresso de Sailormoon no mês de Março ao Canal Panda (deve começar logo dia 1 como é habitual no canal)! Infelizmente a série regressa com a dobragem original, onde, entre outras liberdades "criativas", Luna e Artemis fizeram operações de troca de sexo e a Luna tem a voz do Topo Gigio (ewwwww!).

Animax Portugal
Panda TV

Animax/Canal Panda

19.2.11

Ando a ver: Honey and Clover


Há uma coisa que me agrada IMENSO em Hachi-Kuro, para além de ser uma excelente série, naturalmente, a sua imprevisibilidade. Nos primeiros episódios damos por nós a torcer por dois casais, Takemoto + Hagu e Mayama + Yamada. Mas... rigorosamente NADA nos garante que eles fiquem juntos e, ao contrário das estruturas narrativas de praticamente todas as soaps no mundo, que nos apresentam os casais principais logo nos primeiros episódios, para depois passarmos 100 e tal a sofrer para que fiquem juntos, coisa que acontece apenas no final, Hachi-Kuro não nos indica nada disso. Mas pode surpreender! É claro que ainda não cheguei ao fim, existe ainda a segunda série, mas mesmo assim, para já, tudo me leva a acreditar que no final ninguém será o mesmo. Nem as personagens da série, que já estão a evoluir a olhos vistos, nem nós que fomos surpreendidos com uma série de anime excepcionalmente bem escrita.

Agora só espero que o fim anunciado do canal Animax não me faça recorrer a meios menos próprios para terminar de ver esta série...

ハチミツとクローバー
Honey and Clover (J.C. Staff)

Animax

15.1.11

Ando a ver: Crayon Shin-chan


Crayon Shin-chan é divertido, mas no episódio 45, 3º segmento, até o Shin-chan perdeu o controle e foi o episódio mais hilariante de Crayon Shin-chan que vi até agora (restam-me 700 e tal e a contar~)!

Falo de マユゲなしの顔だゾ ("A cara sem sobrancelha") em que Shin-chan, como sempre, vê o pai a arranjar-se para ir ao trabalho e, macaquinho de imitação, ata uma gravata ao pescoço, usa as gavetas da cómoda como escada e trata de rapinar a máquina de barbear do pai!

A partir daí é um desenrolar descontrolado de piadas brilhantes, e desculpem já antecipadamente, mas TENHO de descrever isto, é irresistível! SPOILERS!
Shin-chan liga a máquina de barbear e imita o pai. A coisa corre mal e a máquina desvia-se, rapando uma sobrancelha. Shin-chan consegue escapulir-se de casa, "vou brincar!", e vai ter com os amigos que jogam futebol. Ao aperceberem-se da falta de sobrancelha, uns ficam apavorados enquanto que Nene, a única rapariga do grupo, acha que ele fica mais fofinho. Shin-chan fica na brincadeira até ao sol se pôr e ter de finalmente enfrentar a mãe.

O mais hilariante é que Shin-chan age fora do seu normal, percebe que fez asneira da grande e em vez de enfrentar a "fera" com a lata insolente do costume, pisga-se!

Ao chegar a casa ele ainda consegue protelar, mas a mãe aldraba-o e ele acaba por mostrar a cara. Segue-se o raspanete de sempre (acho que desta não houve carolos) mas, como se o episódio não pudesse ficar ainda mais hilariante, o final é o pico das gargalhadas. Misae, preocupada em resolver a questão, agarra numa Sharpie e desenha a sobrancelha em falta na testa de Shin-chan, que não fica calado e critica os dotes "artísticos" da mãe, claro!

テレビ朝日|クレヨンしんちゃん
バンダイビジュアル★クレヨンしんちゃん★

Animax

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12.1.11

Ando a ver: Super GALS! Kotobuki Ran

Algo familiar esta imagem, não? Sim, lembra outra série de anime, aparentemente em nada relacionada com Super GALS!. Quem lê o Anime-comic já deve ter percebido que adoro uma boa citação, principalmente se essa citação é:
1. de uma série anime que conheço;
2. de uma série que conheço e gosto;
3. é bem encaixada na narrativa e feita com humor, de preferência.

Ora bem, a série citada é Ace o Nerae!, da qual já aqui falei, mas que infelizmente ainda não pude terminar de ver, que é um dos grandes clássicos do anime shoujo desportivo e que foi feito por um dos grandes nomes do anime dos anos 70-80: Osamu Dezaki. Na realidade quem vemos nesta imagem é Ran, que na sua multiplicidade de talentos até serve para substituir a capitã do clube de ténis da escola, Hiromi Ryuuzaki! O nome soa familiar? E é! Hiromi é o primeiro nome da protagonista de Ace o Nerae! e Ryuuzaki é o apelido da sua mentora/rival, a rainha do ténis da escola, Ochoufujin, aquela dos canudos no cabelo e laço cor-de-rosa. A homenagem, para além de engraçada é bem feita, foram "pescar" uma das características estéticas mais marcantes de Dezaki, os planos/quadros parados, sem animação, cujo único movimento é um ligeiro afastamento da câmara ou panorâmica. Essa foi uma opção que Dezaki tomou por causa das grandes condicionantes técnicas da época, mas que tem um efeito dramático forte e muito marcante.

E, para variar, Ran vence o colégio rival, com uma perna às costas, mesmo sem treino exaustivo algum, com o objectivo de consumir as prometidas takoyaki que quiser! Só mesmo a Ran!

Continuo a achar curioso como um anime sobre personagens e situações aparentemente fúteis e vazias consegue ser tão engraçado e cheio de conteúdo! Super GALS! Kotobuki Ran continua a ser uma muito agradável surpresa.

超GALS!寿蘭


20.12.10

Mery Kurisumasu!


Sempre que encontro uma imagem de Natal engraçada de algum anime, gosto de a colocar aqui para as Boas Festas. A grande maioria dessas imagens fazem parte ou de episódios especiais de Natal (não os há assim tantos) ou de promoções natalícias como CDs, DVDs especiais, merchandising, etc., algo mais comum.

Este caso concreto pertence ao genérico de abertura de Super GALS! Kotobuki Ran e é apenas mais um exemplo do que Ran massacra a desgraçada da estátua do Hachiko em Shibuya... Gosto do detalhe do bigode de Pai Natal dela, junto com as típicas botas de plataforma de gal e de o Hachiko ter virado... Rudolph!

★ Feliz Natal do Anime-comic, da Ran e do Hachiko!


14.12.10

Retoques

Dei uns retoques aqui ao blog, com o antigo layout já não estava a conseguir implementar as novas funcionalidades e widgets do Blogger e portanto arranjei um novo template. Ainda quero fazer uns retoques, tais como voltar a colocar a lista de títulos numa caixa drop down, pois é muito extensa e ocupa demasiado espaço. Mas para já basta.

Enfim, espero que as mudanças agradem e também facilitem as visitas a este blog.

じゃな!

10.12.10

Ando a ver: Crayon Shin-chan


No caso de Crayon Shin-chan não posso fazer um post "Comecei a ver:". Isso acontece fundamentalmente porque para além de ter já visto bastantes episódios da série alternados e a série é das longas. Os primeiros que vi, foram episódios algures do meio, há anos no Japão, depois fui vendo a versão remontada norte-americana na SIC e agora estou a ver a versão original, se bem que dobrada em português, que passa no Animax.

Mesmo assim consegui apanhar a série (segundo a informação da box e do Animax) quase no início, episódio 11, e, felizmente Shin-chan não obriga a um visionamento com grande rigor de continuidade.

Andava com saudades da insolência e da subversão de Shin-chan. Com o seu grafismo quase primário, visual infantilizado, Crayon Shin-chan engana bem no que toca a levar as pessoas pelas aparências. Sob essa capa visual infantil, encontra-se uma série de anime do mais adulto, subversivo, insolente, irreverente e cheia de humor negro que se possa imaginar. Quando vi os primeiros episódios, um amigo descrevia Shin-chan como Os Simpsons do Japão. A analogia pode ser válida nos argumentos que apresentei acima, mas Shin-chan é ainda mais subversivo que Os Simpsons. Definitivamente não é para crianças! O lado "bom" é que, na grande maioria, as piadas mais picantes, passam um bocado ao lado dos miúdos, ou lançam umas gargalhadas de alguma piada mais escatológica, e o assunto acaba por se resolver a si próprio sem chocar as almas mais pudicas.

Shin-chan também tem uma estrutura mais comum nos animes infantis, os episódios tem a duração normal de 25 minutos, mas são divididos em três mini-histórias, quase pequenos sketches da vida de Shin-chan a massacrar a família e conhecidos. Massacrar é a palavra que melhor descreve Shin-chan! Que peste! Não desejo um filho assim a ninguém, nem ao meu pior inimigo... Basicamente o modo de estar de Shin-chan é massacrar, moer, irritar, enervar, incomodar, envergonhar, embaraçar, armar confusão onde está e aos que o rodeiam, não olhando a idade, credo ou convicções políticas. Ao menos é democrático. Shin-chan é odiado, evitado, rejeitado, mas algo na sua inocência desenvergonhada faz com que as suas vítimas respirem fundo, suspirem, encham-se de paciência e se preparem para a próxima leva.

Mas o grande passatempo de Shin-chan é ver o seu grande herói na televisão, Action Kamen, um herói mascarado, arquétipo dos heróis infantis japoneses, que combate o mal, em geral personificado num dinossauro-clone-de-Godzilla. O quotidiano japonês revela-se então, na casa e na escola de Shin-chan, no merchandising relativo a Action Kamen, nas idas ao supermercado, nos passeios para fora da cidade. Para quem queira saber mais acerca da cultura japonesa e goste de um bocado de humor picante e insolente, basta estar de olhos e ouvidos bem atentos a Crayon Shin-chan, está lá tudo!

テレビ朝日|クレヨンしんちゃん
バンダイビジュアル★クレヨンしんちゃん★

Animax

23.11.10

Terminei de ver: Blood +


Que percurso incrível o de Saya! Saya, aquela rapariguinha despreocupada cuja satisfação era enfardar uma boa refeição ou estar com a família, mal se reconhece no final da série! Mas, ao contrário do habitual, o final é muito satisfatório, remata bem a história e aquela rapariguinha de Okinawa ainda existe dentro de Saya, provocando uma reviravolta muito interessante no final.

Não quero fazer spoilers, não vou contar nada de como Blood + acaba, mas, como já disse num post anterior, é uma série emocionante do princípio ao fim, com personagens muito interessantes e credíveis, sem um único tempo morto, sem momentos de "encher chouriços" e que se mantém consistentemente empolgante e interessante até no final, onde por vezes as coisas descambam...

Adorei Blood +, uma série que me surpreendeu muitíssimo, RECOMENDO!!

BLOOD+(ブラッドプラス)
BLOOD+ (ブラッドプラス) 予告編ライブラリー

Animax

21.11.10

Terminei de ver: Inu Yasha + Inuyasha: Tenka Hadou no Ken


Finalmente terminei de ver Inu Yasha. No geral foi uma desilusão. Tendo seguido a carreira de Rumiko Takahashi desde que me interessei mais profundamente pelo anime e manga, li grande parte de Ranma ½ e Urusei Yatsura e passei os olhos pelo Rumic World e Maison Ikkoku. Digamos que não me faltam termos de comparação.

A minha série favorita de Rumiko Takahashi é a mais controversa para o público ocidental: Urusei Yatsura. Não consigo compreender porquê, mas o humor japonês, algo pueril e atrevido, é mal compreendido entre o público ocidental e raramente as séries cómicas são verdadeiramente populares. O que adoro em Urusei Yatsura é a constante sucessão de disparates, o absurdo de uma extraterrestre, Lum, descolada da cultura popular japonesa (oni=demónio popular japonês) "invadir" a Terra e acabar por apenas "invadir" a vida e a casa de Ataru Moroboshi, o surrealismo aliado à via dia-a-dia de adolescentes japoneses, onde se aprende imenso acerca da cultura popular japonesa. O que gosto em Ranma ½ é, mais uma vez, o humor pueril, o absurdo de personagens que se transformam com água fria/água quente, o dia-a-dia num bairro comum japonês.

Inu Yasha tentou integrar isso, na vida de Kagome, no seu esforço em estudar apesar de passar 3/4 da série no passado, mas ao separar os dois universos, o normal do sobrenatural/passado por um portal (o poço) e de condicionar o seu uso a apenas duas personagens, também condiciona o humor desbragado que era uma das qualidades fortes de ambas as séries que mencionei acima. Para além disso o facto de a série se prolongar/de esticar/fazer render o peixe (escolher uma das hipóteses anteriores) e, como consequência, ter imensos fillers, tudo isto torna Inu Yasha uma série com bom potencial mas bastante chata e repetitiva. Existe mais um outro problema: a série anime (para TV) não termina onde a narrativa termina, esse final ainda não tinha sido escrito na manga à data da produção. Portanto, estamos 200 e muitos episódios à espera que Inu Yasha, Kagome, Sango, Miroku e Shippo reúnam os pedaços da Esfera dos Quatro Espíritos e derrotem Naraku mas não passamos da cepa torta.

Resumindo, Inu Yasha é uma série demasiado longa, que se pode ver mais ou menos sem ser por ordem, pois a resolução da história é ainda mais adiada do que a de qualquer telenovela venezuelana! É secante!

Mas gostei de alguns episódios, gostei da premissa e das motivações principais, só gostava de ter tido algum tipo de resolução.


Inuyasha: Tenka Hadou no Ken

Inuyasha: Tenka Hadou no Ken é o 3º filme de Inu Yasha mas não passa mais do que um episódio aleatório da série onde se foca mais nas origens de Inu Yasha, do seu pai e da sua mãe. De resto poderia ser perfeitamente um conjunto de dois ou três episódios da série. Não se nota grande sofisticação de argumento, técnica de animação, efeitos especiais ou outros que justifiquem um provável orçamento alargado. Em suma é um filme fraco, que necessita a contextualização na série mas que também não adianta grande coisa à mesma.

É com muita pena que, chegando ao final digo isto de Inu Yasha, desde o início que sempre gostei da série, mas a sua não-resolução é desapontante.

13.11.10

Comecei a ver: Super GALS! Kotobuki Ran

Opa... finalmente uma série de anime menos séria e mais ao meu estilo! Ultimamente tenho andado a dar conta de séries que queria e tinha de ver, mas cujos motivos que me levavam a vê-las não são os grandes motivos que, em geral, me levam a ver anime. É complicado explicar isto, não que umas séries sejam, a meu ver, melhores que outras ou porque são mais sérias ou porque são mais coloridas, mas há determinadas séries, e em geral não preciso de ver muitos episódios para me aperceber disso, que me enchem mais as medidas e fazem clique naquele sítio do meu cérebro que responde com um: "ah sim, isto é anime!"

Esta é uma série levezinha, que mostra o dia-a-dia de um pequeno grupo de adolescentes, que seguem e se vestem no estilo gal, mostram as suas ambições, sonhos e princípios. Na época em que a manga foi criada, as gals estavam na berra, foi a sua época áurea. Ainda existem bastantes gals em Tóquio, elas não desapareceram, mas em finais dos anos 90 eram o último grito na cidade. O anime levou algum tempo a ser produzido, no início dos anos 2000, o que é demonstrado numa qualidade técnica superior à dos anos 90.

Ao longo destes cerca de 10 anos, tenho me vindo a aperceber que as gals, apesar da sua aparência muito feminina e até muito sexy, de grandes decotes, saltos muito altos, roupas justas e mini saias que mais parecem cintos, elas são no fundo marias-rapaz. Kotobuki Ran é com certeza uma maria-rapaz! Cresceu numa família de gerações de polícias e é, digamos, a primeira a não querer seguir a profissão. Digamos, porque Ran é mandona e teimosa e segue com honra uma série de princípios éticos, como, por exemplo, não se vender para ter dinheiro para comprar o seu bric-a-brac de gal.

O que nos leva ao seu irmão que está destacado para o kouban (posto de polícia) de onde? Shibuya! O bairro quartel-general das gals. A sua melhor amiga, Miyu, é mais doce e simpática e traz sempre mimos ao irmão de Ran, por quem é apaixonada. Aya, o terceiro elemento do trio, é a primeira "vítima" da justiceira Ran.

Super GALS! Kotobuki Ran é divertida, alegre, tem roupas giras, situações cómicas e naturalmente, ou não fosse este um shoujo, uma ponta de romance e amores cruzados. A música é bem animada e não é de todo desagradável, os episódios seguem num ritmo acelerado, intercalado por informação escrita no ecrã, que quebra a parede invisível entre ficção e o espectador. É, no mínimo, uma boa desculpa para "passear" em Shibuya e conhecer um bocadinho melhor umas das grandes tribos de street fashion de Tóquio.


超GALS!寿蘭

Animax

12.11.10

Ando a ver: Blood +


Blood + é definitivamente uma série de excelente qualidade! Já estou a chegar ao final da série e nem um único episódio de fillers ou recaps, mesmo os episódios mais "calmos" têm conteúdo e são interessantes de ver, já para não falar que fazem falta para descomprimir dos episódios mais agitados e, naturalmente, fazer avançar, mesmo que mais lentamente, a história.

Gosto muito de como nenhuma personagem é plana, todas têm evoluído de forma bem interessante, e há inclusive "trocas de lado" por parte de personagens chave na narrativa. Nomeadamente Julia, a dedicada cientista que apoiava a organização Red Shield e Saya, que passa a trabalhar para a Cinq Flèches rival, em prol de poder avançar com as pesquisas acerca dos quirópteros, e Solomon, o Chevalier de Diva que, apaixonado por Saya, abandona os "irmãos" de sangue, mesmo colocando em causa a sua própria existência.

A partir de mais ou menos metade existe um hiato de tempo em que Saya e Kai amadurecem consideravelmente. Saya passa de alegre e despreocupada a sombria e grave e Kai torna-se num homem interessante. Por esta altura já sabemos a origem de Saya e Diva e dos quirópteros, nem tudo está explicado, mas o essencial já sabemos, e a temática passa de familiar a bastante mais política. Descobrimos que nada é definitivo o que nos deixa coisas suficientemente em aberto para não ser possível/provável um final previsível. Uma grande qualidade! Também nos introduz um novo grupo de personagens, os Schiff, que parecendo à primeira gratuita essa introdução, acaba por fazer sentido no geral.

Tenho de mencionar novamente os genéricos. Há um esforço de não colar a estética dos genéricos à da série, trazendo outros desenhadores para os conceber. Portanto, introduzindo ou fechando cada episódio e fase da história, temos pequenos clips musicais que podem funcionar de forma mais ou menos independente. Não podia deixar de fazer notar que ambos os 2ºs genéricos (inicial e final) são cantados pelas minhas duas vozes japonesas preferidas, independentemente de gostar ou não do estilo das músicas que cantam: Hyde, vocalista dos L'Arc~En~Ciel e Mika Nakashima, que interpretou Nana Ozaki no filme live-action NANA e NANA 2.

Estando agora na recta final da série, estou naquela fase de ansiedade de querer ver como tudo irá terminar, até porque introduziram novos factores que me deixaram bastante intrigada. A mim e provavelmente a todos os que seguiram esta série. Até agora Blood + tem sido uma surpresa bem agradável, e é uma série que merecia maior destaque pelos fãs ocidentais. No Japão foi um sucesso, mas pelo menos cá em Portugal, toda a gente pode saber mais ou menos que Saya é a adolescente caçadora de quirópteros, mas o que Blood + acrescenta é que é mais, muito mais que isso.

BLOOD+(ブラッドプラス)
BLOOD+ (ブラッドプラス) 予告編ライブラリー

Animax

21.9.10

Comecei a ver: Blood +


Estou a gostar, e muito de Blood +! Gostei do filme, Blood the Last Vampire, mas, (ultimamente parece que digo sempre isto) não sendo o meu estilo de anime só o apreciei sob um olhar mais analítico. A série para TV, Blood +, adiciona à história da adolescente caçadora de quirópteros em Okinawa a dimensão que, para mim, faltava: a emoção e a empatia.

Esta Saya é uma Saya bem diferente da do filme (ainda não vi o live-action, mas calculo que seja semelhante ao outro), é uma rapariga amorosa, comilona, com amnésia, que tem como objectivo final a união da sua família mas mesmo assim está disposta a cumprir o seu destino. A Saya do filme era mais fria e indiferente, portanto menos humana e menos interessante como personagem.

Ao fim de 10 episódios ainda muito pouco do mistério que envolve Saya e os quirópteros foi desvendado, mas a narrativa já sofreu evoluções dramáticas bastante interessantes e já me cativou! A série introduz novas personagens fixas, os dois irmãos adoptivos de Saya, Kai, o circunspecto e caladão e Riku, doce e sossegado. Também introduz um "assistente", Hagi, que, digamos, é quem irá aos poucos guiando e ajudando Saya na sua caça ao quiróptero. Cada episódio evolui bastante, sem partes secantes ou de encher e inclui emoção e acção q.b. para agradar a meninos e meninas. Isso é bom! A introdução de pequenos elementos shoujo, como a partilha de almoços na escola, colégios internos femininos, rosas azuis, etc., contribuem para tornar este anime numa série mais abrangente. Como a mesma teve um sucesso razoável, parto do princípio que os rapazes gostam de um pouco de romance e que as raparigas gostam (ah isso gostam!) de acção.

A arte visual da série é límpida e bastante simples, um character design que faz lembrar bastante Yoshiyuki Sadamoto, de Evangelion, paisagens abertas e claras, mesmo quando está escuro ou faz mau tempo.

Para variar, desta vez gosto dos genéricos, não propriamente marcantes mas bonitos e com canções agradáveis, mas gosto especialmente das ilustrações do genérico final, num estilo muito Osamu Dezaki retro e da canção final, "Kataritsugu Koto" por Chitose Hajime, que já tinha cantado o genérico final de ~Ayakashi~ Japanese Classic Horror.

Esta série é longa e estou a gostar, portanto: aguardem-me!

BLOOD+(ブラッドプラス)
BLOOD+ (ブラッドプラス) 予告編ライブラリー

Animax

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ERRATA: Hagi escreve-se, no nosso alfabeto, com G apesar de se pronunciar J.

4.9.10

Acabei de ver: Ergo Proxy


Não tenho realmente muito a acrescentar ao post anterior, Ergo Proxy é um anime lindíssimo, de primeira qualidade, com uma história muito rica e densa. Tenho um problema com animes deste género, adoro, deixo-me envolver muito, mas exigem uma atenção redobrada ao pormenor, senão parece que estamos a perder imenso... OK, não é realmente um problema, mas o que quero dizer é que o grau de atenção que me exigem, faz com que tenha de estar muito disposta a ver a série naquele momento e, confesso, que não vi todos os episódios de Ergo Proxy como eles mereciam. É uma daquelas séries que tenho de rever.

É engraçado perceber que, no fim das contas, esta é uma simples história de amor e amadurecimento e até com um final feliz! Mas no meio é que está a virtude, é nos detalhes, na busca pelas memórias de Vincent Law, na evolução e crescimento de Re-l, na aprendizagem de Pino, na ascenção e queda da sociedade decadente de Romdeau que está a grande riqueza de Ergo Proxy, um anime bem envolvente.

Noutro olhar, criei uma pequena obsessão com a sombra dos olhos de Re-l e adorei o casacão de inverno dela. Tem um ar super quentinho e cosy e corta com o restante guarda-roupa essencialmente negro. Também achei piada à Pino vestida de coelhinho cor-de-rosa e os Proxies são lindos em termos de character design.

Só existe realmente uma coisa a qual não consigo encaixar. Eu talvez devesse gostar de Radiohead, tenho sido fã dos U2 e de semelhantes estilos musicais desde a adolescência, mas o certo é que não consigo gostar deles! Demasiado melosos para o meu gosto. Isto leva-me aos genéricos, que apesar de visualmente muito bonitos, saltei na grande maioria das vezes por a música me enervar... bah... paciência!

Ergo Proxy|エルゴプラクシー

Animax

27.8.10

Acabei de ver: Death Note


O grande problema de Death Note é o protagonista. Light Yagami é uma personagem desagradável, pouco interessante, egoísta e não suficientemente enigmático, psicopata ou louco para ser atractivo e aguentar a narrativa. Normalmente tenho tendência a gostar dos vilões, para mim o melhor vilão de sempre é Darth Vader, seguido de Makoto Shishio de Rurou ni Kenshin. Ambos estes vilões demonstram prazer no mal que fazem e são coerentes nas suas loucuras até ao final, mesmo quando, no caso de Darth Vader, se redimem. Light Yagami não tem prazer em tirar as vidas dos malfeitores da sociedade, muito menos em tentar ser um deus do novo mundo. O seu percurso é apenas um capricho de um menino mimado com tempo, inteligência e dinheiro a mais... enfim, um sonso, realmente perigoso, mas que não mete medo nenhum.

Outro grande defeito de Death Note é matarem a única personagem apelativa e o único antagonista convincente de Light a meio. L é definitivamente a única personagem interessante das que se mantém algum tempo na série mas acabam com ele antes da história estar terminada. Também não "engoli" a facilidade com que toda a gente aceita o universo e as razões sobrenaturais dos Shinigamis e do Caderno da Morte. As histórias são válidas na medida da sua verosimilhança, mas nunca, naquele universo extremamente calculista e teórico, com poucas empatias ou crenças, o conceito do sobrenatural encaixou de forma convincente. E continuo sem perceber a histeria em redor da série, agora que a acabei de ver, ainda menos...

Em relação ao final, poderia ser assim ou não, apenas comprova a minha teoria do whodunnit, do post anterior acerca de Death Note. Nos whodunnits clássicos reúnem-se os suspeitos e intervenientes da acção numa sala para explicar o que se passou e colocar em confronto o(s) suspeito(s). É assim o final de Death Note, sem grandes surpresas e N também não é lá grande antagonista, apenas coloca em prática todas as teorias anteriormente delineadas por L, sendo um fraco substituto (como personagem).

Enfim, Death Note foi uma enorme desilusão, com uma premissa tão interessante, com o lado dos Shinigamis por explorar e um antagonista bom, acabaram por se perder num labirinto de esquemas e explicações, excesso de teoria e pouco sumo narrativo. É com muita pena que não recomendo esta série, esperava muitíssimo mais, pode ser que um dia veja o que resta de Death Note, os filmes, a manga e tudo mais... para já, fico-me por aqui.

DEATH NOTE デスノート

Animax

24.8.10

Satoshi Kon

Foi com um grande choque que li a notícia da morte de Satoshi Kon hoje. Não sendo muito fã dele e do seu estilo peculiar, desde as primeiras obras que vi dele que reconheço o seu génio e é esse mesmo estilo peculiar que o torna num. Hoje é um dia triste para o anime, ele era um pilar muito importante na disseminação e divulgação do anime no mundo e ainda por cima um com a melhor das qualidades.

Escolhi o cartaz do Paprika, por achar que é uma das imagens mais representativas do universo complexo e surrealista deste realizador. Felizmente na sua curta vida Satoshi Kon foi bem prolífico, deixou-nos muito de si, para sempre.








EDIT: 28.08.2010
Deram-me o link para este, o último filme completo de Satoshi Kon: uma delícia!

O-HA-YO - Satoshi Kon - Good Morning from Elrinda on Vimeo.



今 敏 オフィシャル・サイト - KON'S TONE
Satoshi Kon (Wikipedia)

18.8.10

Comecei a ver: Death Note

De início estava bem curiosa acerca de Death Note, era uma daquelas séries que, não sendo o meu género preferido, queria muito ver. Agora que estou a chegar sensivelmente a meio, percebo as suas qualidades, mas também percebo os defeitos e não percebo o porquê de tanto histerismo à volta de Death Note.

Death Note é uma série essencialmente cerebral e, em certos aspectos, não muito longe de Detective Conan. Quero com isto dizer que se Detective Conan é uma série em que cada episódio (ou pequeno conjunto de episódios) é um whodunnit clássico, Death Note é, na sua linha narrativa principal, também um whodunnit. A grande diferença é que em Death Note sabemos logo à partida "quem o fez" e vemos a historia do ponto de vista do "criminoso".

A grande razão porque não percebo o histerismo é que, no geral, não acho as personagens interessantes: Light Yagami é irritante e antipático, Misa é uma parvinha e todos os secundários são isso mesmo: carne para canhão. Escapam Ryuk, excelente na sua despreocupação com tudo o que de "moralmente condenável" se passa à sua volta, sendo a sua maior preocupação a própria sobrevivência, passar um bom bocado e comer maçãs (detalhe delicioso!), e L. L acho que compensa o desinteresse das outras personagens, mas talvez eu diga isto porque em geral gosto de personagens cerebrais e é isso que ele é. Para além disso é um tipo enigmático que é talvez o que Light precisa para se tornar vagamente interessante.
Para além de tudo isto, em termos do peso que possa ter em "adolescentes influenciáveis", Jigoku Shoujo, tratando essencialmente de vingança, parece-me bem mais perigosa. O único problema moral-social que vejo é o sentido deturpado de justiça de Yagami, mas as personagens que oiço mais gente comentar são o L (que tem a moral aparentemente no sítio) e Misa (que é uma parvinha).

Qualidades: é realmente uma série de primeira, com uma produção excelente. A premissa da história é muito boa, dá pano para mangas e é suficientemente flexível para se poder arrastar a história ao sabor do share de audiências.

Defeitos: não sou grande fã do character design (diga-se, dos humanos), a paleta soturna também não me fascina demasiado e até acho o visual um tanto pretensioso. Ah! Explicações a mais... gostaria que deixassem um bocadinho mais de raciocínio com os espectadores, aquilo é pior que qualquer C.S.I.! Odeio o estilo da música do genérico, só consigo tolerar este tipo de música por ser castiça em genéricos como o de Saint Seiya. Mas isso é apenas o meu gosto pessoal, que raramente anda em sintonia com genéricos de anime.

No geral estou a gostar de Death Note, mas sinceramente está a decepcionar-me um bocado. Não estava à espera.

DEATH NOTE デスノート

Animax

17.7.10

Volta Candy Candy, que estás perdoada!


Este post é um apelo aos fãs de Candy Candy em Portugal e também do Brasil, pois sei que muitos brasileiros lêem este blog, para não deixarem a Candy Candy morrer.

Como explico em traços largos no meu site dedicado à Candy Candy, a autora dos desenhos, Yumiko Igarashi, comercializou indevidamente ilustrações e merchandising da Candy Candy desrespeitando os direitos de autor da autora do texto, Kyoko Mizuki, sem a compensar dos lucros. Esse acto resultou num longo processo em tribunal que foi decidido a favor de Kyoko Mizuki. Infelizmente como resultado ambas as editoras, a Kodansha para a manga e a Toei para a série anime, bloquearam a reedição da Candy por causa da má imagem gerada pelo processo. Com isso, os direitos internacionais de edição e distribuição também estão bloqueados e os fãs de Candy Candy, que foi um dos animes mais marcantes em Portugal no início dos anos 80, estão impedidos de usufruir novamente desta história, seja em manga traduzida, seja em edição da série em DVD.

Está a decorrer uma petição online com o objectivo de pedir a Igarashi Yumiko que faça um pedido de desculpas formal a Kyoko Mizuki e, por consequente, limpar a imagem de Candy Candy e permitir que a mesma volte a ser publicada, como muitas séries dos anos 70 e 80 têm vindo a ser e com sucesso.

A petição encontra-se aqui: Rebirth of "Candy Candy" Petition, é muito fácil e rápida de assinar e a assinatura pode ficar anónima se o desejarem. Por favor assinem pois, quem sabe, não poderá haver uma edição em português da manga!

Candy Candy (Wikipedia)
Kyoko Mizuki (Wikipedia)
Yumiko Igarashi (Wikipedia)

 manga
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