Já não há séries mal animadas e que não encham o olho, e nesse aspecto Kuroshitsuji é um doce tão apetecível como as sobremesas retratadas na série, mas a história tem pouco conteúdo, demasiadas personagens irritantes e não desperta o interesse. O mistério de Ciel e Sebastian é rapidamente explicado, de forma a parecer que ainda há mais qualquer coisa até ao fim da série, mas não passa de um simples pacto com o diabo (demónio?) e vingança. Ciel, Greil Sutcliffe, Undertaker e Madame Red, personagens com imenso potencial, irritam-me. O Undertaker então, não suporto personagens masculinas que falam daquela forma lenta e afectada, parece que só lá estão para enfeitar. O que no caso do Undertaker é isso mesmo, pois durante a série ele serve de muito pouco. As únicas personagens de que gosto são Sebastian, fiel ao seu sarcasmo até ao final, e os outros empregados da casa, que apesar de parecerem apenas um elemento de descompressão ao início, são quem surpreendentemente tem realmente uma função a cumprir nesta série.
A história desenvolve muito pouco, repartindo-se em pequenos casos detetivescos pouco interessantes com um fundo de mistério e sobrenatural que de algum modo os liga a Ciel Phantomhive. Os anjos demoníacos, são uma subversão demasiado óbvia das características angelicais, já muito vista e repetida. Mais ainda pois toda esta atenção dada à mitologia dos anjos e demónios não faz muito sentido numa Inglaterra Vitoriana, onde o Príncipe Albert, marido da Rainha Vitória, vem de um contexto Luterano e a própria Vitória do contexto Protestante. Este tipo de intriga só faria sentido num país Católico, pois choca com os seus valores mitológicos mais sagrados. Vejam/leiam Constantine, um comic e filme norte-americano onde este tipo de ideia é desenvolvido de forma mais interessante.
Em termos visuais Kuroshitsuji cumpre, e até vai buscar no 2º genérico final um quadro que aprecio muito, A Ilha dos Mortos, de Arnold Böcklin, como inspiração, uma citação inesperada! De notar que conhecem-se pelo menos quatro versões da Ilha dos Mortos pelo mesmo autor. As mesmas estão expostas em vários museus pelo mundo fora.
Só recomendo Kuroshitsuji a quem sinta apelo pelo lado estético, pois como história é pobre e um bocado aborrecida, tal como o Ciel. Vou encher-me de forças para ver a segunda série e os OVAs, mas a vontade não é das maiores. Muito provavelmente vou intercalar com outra série que tenha tido que interromper, como Galaxy Express 999 ou Ace wo Nerae!.
黒執事







Nunca liguei ao dia de S. Valentim, apenas me lembro do dia pois um amigo faz anos e por vezes vêm-me à cabeça algumas imagens de animes ou mangas que gosto. É o caso desta, originalmente no artbook de Tokyo Babylon, Photographs, onde as CLAMP mostram talvez pela primeira vez a sua arte em toda a sua glória. Não que não houvesse já artbooks maravilhosos com ilustrações delas e que outras mangas sejam inferiores a Tokyo Babylon. O artbook de Tokyo Babylon é que é um dos mais deslumbrantes e bem conseguidos do grupo. Nesta fase as ilustrações são de Mokona (então Apapa) mas a arte final e acabamentos passaram pelas mãos de Mick Nekoi e Satsuki Igarashi. Naturalmente a coordenação geral é de Nanase Ohkawa, mas no caso de um artbook a participação dela fica em segundo plano.
Comecei o ano com os últimos episódios e o filme de Gokinjo Monogatari, um anime adaptado de uma das minhas mangas preferidas.


Tenho andado a ver (com a ajuda da box) a 4ª série de Doremi (falhei a 3ª) e a relembrar-me que lá por as séries terem um público-alvo mais infantil e passarem num canal como o Panda, não significa que sejam más, e Doremi é definitivamente excelente!

Recentemente foi feita uma adaptação live-action da manga de Ai Yazawa Paradise Kiss. A minha primeira reacção foi entusiástica, mas ao ver as fotos de produção fiquei um pouco decepcionada por estar tudo muito atenuado. Vendo o filme cheguei a essa mesma conclusão, mas como já se passou algum tempo, de certa forma consegui ver o filme um pouco menos ligada a esse aspecto.
Mais um post sobre cosplay, mas desta vez, infelizmente, a experiência não foi tão feliz.

Nos anos 90 vi o filme Macross: Ai wo Oboeteimasu Ka? (Macross: Do You Remember Love) e mais tarde a série de OAVs Macross Plus, mas confesso que o que me despertou a curiosidade para Macross Frontier foi a quantidade enorme de cosplayers a fazer de Sheryl Nome.
O trabalho tem destas coisas, nem tudo o que me vem parar às mãos é sempre interessante e nos últimos tempos estive a braços com as "Pitas Psíquicas", ou seja Zettai Karen Children (título oficial em inglês: Psychic Kids Squad).

Tenho andado tão ocupada que mal tenho tempo para ver anime, ainda por cima com a morte do Animax praticamente só me restam o Canal Panda e o Panda Biggs para ter um cheirinho pela televisão, e mesmo assim não tenho dado conta do recado.
Em 200 episódios, o episódio 22 (a cerca de 10% de toda a série) permaneceu sempre o meu favorito de todas as 5 séries de Sailormoon, e foi o que acabei de ver agora!