Como normalmente os doramas japoneses me surpreendem pela positiva, estava expectante quando à adaptação de xxxHOLiC, de que tanto gosto. Infelizmente acho que me decepcionei.Para começar, não gosto dos actores. Anne, que interpreta Yuuko está mais ou menos, mas falta-lhe charme em doses maciças e maquilhagem, o Watanuki é completamente sem graça, Himawari pouco kawaii e só escapa Doumeki, que é o único que corresponde à personagem da manga (e anime) ~ e também é o mais giro XD.
E depois vem o guarda-roupa... Oh sim, um factor extremamente importante para qualquer obra das CLAMP mas em especial nesta. Na manga (e anime) Yuuko raramente repete uma peça de roupa e são todas bem originais e deslumbrantes. Na série há por vezes uma ou outra peça mais interessantes, mas já todas foram repetidas pelo menos uma vez só em 4 episódios. Escapam o vestido em brocado vermelho com gola de pêlo (da cintura para cima) ou a reinterpretação do vestido de Feiticeira das Dimensões em renda, mas no geral as roupas de Yuuko parecem reinterpretações por um aspirante a estilista, que adapta peças existentes a algo vagamente parecido com os desenhos das CLAMP, mas não parece alta costura ou um novo modo de vestir kimonos vintage. Não, nem um kimono (verdadeiro) à vista até agora! O guarda-roupa de Yuuko É luxuoso e o da série devia pelo menos parecê-lo. E era tão fácil! Bastava irem buscar uns kimonos de séries de época, que com certeza têm em acervo, e fazerem o que a Yuuko muitas vezes faz: atarem-nos com um corpete Ocidental e enfeitarem com rendas, acessórios e um penteado extravagante.
Mas o pior nem são os fatos de Yuuko, é a interpretação deles, dos produtores e directores artísticos da série, e estão no seu direito. O pior são os uniformes escolares. O uniforme feminino (de Himawari) parece um saco de batatas preto com gola e punhos brancos, apertado com um cinto. Lembra-me o uniforme com um ar severo do colégio (católico e feminino) que vestiam as minhas vizinhas do lado quando era miúda. O masculino (Watanuki e Doumeki) parece que transformaram uns casacos à pressa e coseram umas fitinhas brancas para os destinguir dos outros... já vi cosplays manhosos mais bem feitos que aquilo! No caso do uniforme feminino, como o das CLAMP é bastante original, até compreendo que fossem por outro caminho, mas aquele vestido?!! Não podiam ter optado simplesmente por um clássico bleiser e saia plissada? O dos rapazes então, não se justifica mesmo, há casacos semelhantes no mercado (de uniformes escolares japoneses) aos desenhados pelas CLAMP, era só preciso mudar os botões e pouco mais. Sim, porque tenho a noção que são precisos pelo menos uns 10 a 20 uniformes para filmar a série, e mesmo assim evitando cenas de multidão. Se o orçamento era baixo, há outras maneiras de contornar estes detalhes de forma a manter uma certa coesão com o original.
Depois de uma interpretação tão boa dos serafuku em Sailormoon, com a experiência que os japoneses têm em fatos "estranhos" com os sentai, estava à espera de muito mais! Eu sei que não é a mesma produtora, mas se iam adaptar xxxHOLiC, cuja componente visual e de direcção artística é tão forte, aumentem o orçamento, por favor! Naoko Takeuchi foi quase militante ao defender a sua criação na adaptação a dorama, não compreendo como as CLAMP, que sempre fizeram isso, desenhando muitas vezes Mokona o guarda-roupa ou character design das próprias séries ou Nanase Ohkawa ser a argumentista principal, deixaram escapar isto, que ainda por cima tomou um rumo que tem pouco a ver com todo o histórico da sua obra: é mais lamechas e menos profundo e dramático.
Os produtores/autores da série quiseram fazer um produto sério e tiraram todo o humor tonto de xxxHOLiC e todos os elementos mais fora, como Mokona, os espíritos antropomórficos e dramatizaram mais, a dar ares de filme de terror, os casos que vão ter à loja de Yuuko. Por outro lado, os efeitos especiais, fora o fumo e as setas de Doumeki, que estão excelentes, são do mais manhoso que há. Engolia muito melhor uma Mokona em peluche, como a Luna em Sailormoon, que umas mãos atrás de uma árvore. Foleiro! O contraste entre o lado negro sobrenatural e as patetices engraçadas do dia-a-dia das personagens é que tornam xxxHOLiC numa manga e anime que me atraem e acentuam o dramatismo da história de fundo de Watanuki e depois Yuuko. Ao tirarem tudo isso da série estão a tirar-lhe todo o charme e fica um resultado seco, desinteressante, artificialmente sério, pois a produção não consegue estar à altura.
Os doramas japoneses têm sempre uma componenete um bocado pirosa, overacting dos actores e bastante exagero em certas cenas, mas essa é uma linguagem própria dos doramas, que aprendi a gostar e que os tornam num produto curioso e original. Esta grande preocupação em querer fazer uma série mais séria com os mesmos meios, sem os utilizar no seu maior potencial, resulta num desastre sem graça e que, sinceramente, vou continuar a ver só porque é xxxHOLiC.
CLAMPドラマ ホリック xxxHOLiC

Quando soube do CLAMP Festival, acho que no Verão de 2011, quando soube do lançamento da Neo Blythe B2-HOLiC (a minha Yuuko-san) senti um misto de curiosidade e desconfiança: mas que raio se vê num Festival das CLAMP? As quatro no palco a falar do seu trabalho? Isso constitui um festival?
Não sei porquê mas quando vi a série Macross Frontier não vi os filmes. Naturalmente agora já os vi e de certa forma foi boa ideia ter feito um intervalo.




Oh sim, Kunihiko Ikuhara volta a atacar! Mawaru Penguindrum é uma série intrigante, aliás como tudo onde Kunihiko mete o dedo: Sailormoon, Shoujo Kakumei Utena. Descobri Kunihiko Ikuhara graças a Utena (apesar de já ter visto Sailormoon naquela altura), que descobri nas páginas da revista Newtype, muito por causa do character design invulgar. Desde então Ikuhara tem andado muuuito sossegado, apenas revelando um estranho fetiche por pinguins no seu 

Surpreendentemente, e apesar da permissa pouco interessante de uma pseudo-rivalidade entre iguais, Ciel-Sebastian contra Alois-Claude, a segunda série de Kuroshitsuji é bem mais satisfatória! Ciel aparenta mais carácter, Alois consegue ser um vilão irritante, Claude um rival à altura de Sebastian, que mantém parte do sarcasmo, aliado a um pouco de emoção, e as personagens que achava irritantes ou desapareceram ou tornaram-se elementos de comédia, Grell.







Nunca liguei ao dia de S. Valentim, apenas me lembro do dia pois um amigo faz anos e por vezes vêm-me à cabeça algumas imagens de animes ou mangas que gosto. É o caso desta, originalmente no artbook de Tokyo Babylon, Photographs, onde as CLAMP mostram talvez pela primeira vez a sua arte em toda a sua glória. Não que não houvesse já artbooks maravilhosos com ilustrações delas e que outras mangas sejam inferiores a Tokyo Babylon. O artbook de Tokyo Babylon é que é um dos mais deslumbrantes e bem conseguidos do grupo. Nesta fase as ilustrações são de Mokona (então Apapa) mas a arte final e acabamentos passaram pelas mãos de Mick Nekoi e Satsuki Igarashi. Naturalmente a coordenação geral é de Nanase Ohkawa, mas no caso de um artbook a participação dela fica em segundo plano.
Comecei o ano com os últimos episódios e o filme de Gokinjo Monogatari, um anime adaptado de uma das minhas mangas preferidas.