7.7.18
Ando a Ver: Saint Seiya Ω
IKKI!!!
Tinha me queixado num post anterior da ausência do meu Cavaleiro preferido, Ikki de Fénix, eis que em Saint Seiya Ω, mais uma vez dado como morto, mais uma vez quando a situação raia o desesperante, a fénix se levanta das chamas e volta para a batalha contra Pallas. Ikki continua com a sua atitude: "não luto por Atena, luto porque o desafio me interessa", mas já todos sabemos que lá no fundo o Ikki tem um coração de manteiga e que faz tudo para ajudar o maninho, os amigos e defender Atena!
A chegada de Ikki é uma boa desculpa para finalmente continuar a falar de Saint Seiya Ω, que tem continuado numa segunda temporada no BIGGS. Com certeza não há temporadas na série japonesa, ou talvez haja, sinceramente não pesquisei, de tal modo que pensava que a série tinha terminado com a Batalha de Apso, mas não interessa, o que interessa é poder ver a série, mesmo que infelizmente apenas dobrada em português.
Falando em dobragem, não gosto da voz de Ikki. A voz em si não está mal, mas eu preferia uma voz mais grave, mais máscula, como a original. Mas o que gosto menos é a entoação muito presunçosa que o actor dá à personagem, que não é o que Ikki é. Ikki não é presunçoso, é o clássico anti-herói, lobo solitário, mas que ama a sua missão e sobretudo os seus companheiros de tal forma que está disposto a sacrificar-se por eles. Também é um Cavaleiro muito poderoso e não gosta de revelar os seus sentimentos, mas sim dar ares de durão insensível. Actor de voz português, falhaste redondamente na caracterização psicológica da personagem!
A razão porque ainda não tinha escrito acerca da Batalha de Pallas, foi porque o entusiasmo e a sensação de déjà vu que a primeira parte me deu para a série original, Saint Seiya, agora sinto que está muito repetitiva e arrasta-se um bocado. Esta segunda fase basicamente é constituída por, Cavaleiros de Atena enfrentam Pallasites, derrotam Pallasites, ficam com as armaduras danificadas, mas milagrosamente Kiki ou a assistente conseguem repará-las, apesar de terem dito na última vez, que não poderiam repará-las mais, e volta ao início, mas com Pallasites um nível mais fortes.
Neste momento a batalha já vai avançada, Atena também entrou em acção, e os Pallasites são os Quatro Generais mais poderosos, enquanto se revela uma certa intriga de manipulação de poder. Mas, visto que no novo genérico Atena enverga a sua armadura e vê-se a lutar contra Pallas, também de armadura, mal posso esperar!
聖闘士星矢Ω-セイントセイヤオメガ- 公式サイト 東映アニメーション
6.4.18
Isao Takahata
![]() |
| Akage no Anne |
Depois dos detestados e definitivamente lamechas Heidi e Marco, o anime de Takahata que realmente me marcou foi Akage no Anne, a Ana dos Cabelos Ruivos. Foi nesse momento que percebi que o problema do excesso de lamechice não era de Takahata, mas do material original. Como livro infanto-juvenil, Anne of Green Gables, de Lucy Maude Montgomery, é muitíssimo superior. O World Masterpiece Theatre, indirectamente criado por Takahata, colocou o anime nas televisões de muitos países europeus, incluindo Portugal. Só por isso e por dar início à minha paixão por anime, estarei sempre grata a Takahata-sensei.
Não, nunca vi Hotaru no Haka, por opção própria, quero ver nas circunstâncias certas e esse momento ainda não aconteceu. Mas há-de acontecer!
Nos últimos anos, graças ao Monstra, Festival de Animação de Lisboa, tive o privilégio de ver quase todos os seus filmes em sala, tendo sido o último, um dos seus primeiros, o delicioso Cello-hiki no Goshu, de um período pré-Ghibli, no passado mês de Março. Infelizmente a disponibilidade de blogar acerca dos filmes não tem sido muita, mas os posts hão-de chegar.
Takahata conseguiu o fenómeno de criar filmes universais, que divulgam o anime da forma certa, não se encaixando em modelos de produção formatados e fazendo sobretudo cinema de autor, animação de autor, usando os meios da animação comercial, que tanto atrito criou com o seu mais pragmático e prolífico sócio. Sem Takahata não haveria Mamoru Hosoda ou Makoto Shinkai, não nos moldes com que ambos filmam. Se Miyazaki é um bom autor/realizador, Takahata é um poeta e é como um poeta que hei-de recordá-lo sempre!
Isao Takahata
26.1.18
Comecei a ver: Card Captor Sakura - Clear Card Hen
Cheguei um bocadinho atrasada ao comboio, pelo que só agora vi 3 episódios de uma assentada, o que me fez, a mim que raramente faço maratonas, desejar já ter todos os episódios para fazer maratona de Cardcaptor Sakura- Clear Card Hen.Tinha saudades! Muitas! Já não me lembrava como a Tomoyo é engraçadíssima no seu stalking :'D, de como a Sakura e o Shaoran são fofos ("Hoe?!"), de como todo o universo de CCS é giríssimo e divertido! Melhor, esta série "cresceu" bem, agora pintada e finalizada digitalmente, dando bom uso às novas tecnologias nos efeitos, mas mantendo fielmente a estética original. Calculo que sejam novos, mas os cenários parecem ser os mesmos de então.
* A PARTIR DAQUI O TEXTO PODER TER SPOILERS,
AVANÇAR COM CUIDADO! *
Melhor ainda, a história deixou-me curiosa (não, ainda não li a manga) e parece bem empolgante. Nanase Ohkawa FTW! Há coisas que acho que já adivinhei, acho que quando ela converte as novas cartas, são as cartas dela que ficaram transparentes. Quando tiver mais que 3, as que tem agora, e o volume for maior, será quando vão reparar nisso - ou não - realmente não sei o que se vai passar, são apenas conjecturas.
Agora as diferenças da série original. Clear Card não é um remake, é uma continuação 3 anos depois, portanto todas as personagens cresceram/envelheceram. Sakura e os colegas já não são pré-adolescentes, mas adolescentes de 14 anos. A Sakura parece ter amadurecido pouco, está um bocadinho mais calma, mas igualmente ingénua e por vezes tolinha (mas eu gosto!), a Tomoyo não se desenvolveu nada e o Shaoran é quem apresenta as maiores diferenças, tendo se tornado ainda mais sorumbático e algo misterioso. Touya, Yukito, Fujitaka, Eriol, Ruby e Kaho aparentam estar exactamente na mesma, mas há mistério em Inglaterra.
Fisicamente as diferenças ainda são menores, Sakura e Tomoyo parecem estar mais esticadas e Sakura perdeu os totós, mas de resto, iguais. Shaolan está praticamente igual, nem a voz mudou. Há pequenos detalhes diferentes, um deles é nos acabamentos, principalmente nos olhos, onde o digital é muito bem utilizado. ADORO as novas cartas! Os novos fatos de batalha da Sakura, feitos pela Tomoyo, são giríssimos, gosto particularmente da gabardina e galochas de rã, mas continuam bastante infantis. Não estou à espera de uma Sakura sexy, mas gostava de ver mais uma miúda de 14 anos e não uma de 10-11. Há os sapatinhos de salto do fato dos cristais do genérico, mas para já é só.
Ainda está muito no início da série para avaliar condignamente, portanto vou esperar pacientemente os próximos episodios. Como de costume, irei comentar mais a meio ou se algo for suficientemente marcante. Para já estou muito contente por CCS voltar, tinha saudadinhas!
NHK アニメワールド|カードキャプターさくら クリアカード編
PC16.12.17
Shoujo Tsubaki - Eiga
Não demorou muito, cá estou eu de volta com Shoujo Tsubaki, o filme de 2016.
Este filme, apesar de menos próximo no tempo da manga que o filme anime de 92, leva-se menos a sério e só lhe falta uma coisa que o outro filme tinha de melhor, uma banda-sonora à altura.
Ainda sem ter lido a manga, fica para outros carnavais, este parece-me mais próximo naquele tom surrealista e psicadélico de que senti falta no anime. É tudo plasticamente artificial, a caracterização física das personagens, com cores berrantes e padrões estilizados, os cenários, claramente de estúdio e artificiais, e até o modo como as personagens se comportam durante o filme.
Para uma história tão rocambolesca, basicamente a mesma que conta o outro filme, mas com um final mais adiantado e fechado, não forçosamente previsível, agrada-me mais esta opção estética artificial, mais evocativa da manga, que definitivamente reforça o surrealismo onírico da história e nos desperta muito mais a atenção. Talvez por ser mais gráfico, a violência e as cenas chocantes ficam suavizadas, com a adição do fait-divers obrigatório por lei no Japão, de remover as partes pudendas, que me despoleta sempre uma garglhada, independentemente da circunstância ou do filme. Desta vez foram desfocadas.
A atenção aos detalhes em toda a caracterização física é enorme e demonstra que este filme não foi feito de ânimo leve e é bem mais interessante e divertido que os filmes japoneses do disparate, de produtoras como a Sushi Typhoon. Sim, encaixa na estética da moda, aposto que se voltar a ver os vídeos do Halloween em Tóquio vejo algumas Midoris, mas no geral é tudo muito bem conseguido e o resultado é consistente, interessante e de boa digestão. Aliás, o guarda-roupa é delicioso, não é só o vestido amarelo às bolinhas vermelhas de Midori.
Gostei do desempenho dos actores, os maneirismos japoneses que costumam enervar-me um bocado, aqui encaixam lindamente, afinal é deste universo do kabuki que eles vêm, o mesmo que terá inspirado a manga. A actriz principal, Lisa Nakamura, que interpreta Midori, faz muito beicinho, mas não é infantil, a personagem é uma ingénua, que por via das circunstâncias acaba por ser caprichosa e cruel. E eis que mais adiante no filme surge o Mamoru, de Pretty Guardian Sailormoon! Gostei muito mais dele aqui, mas o papel é pequeno. Não reconheci mais nenhum actor, excepto uma participação especial de Misha Janette, uma modelo e stylist americana que vive no Japão e está dentro desta estética monster kawaii, bastante popular lá para os lados de Harajuku. Mas também ando muito desactualizada dos doramas para reconhecer muita gente.
Como disse acima, o que falha aqui, e que resultou no anime, é a banda-sonora. O que existe não é mau, o único tema que se destaca é a clássica musiquinha de circo, mas este nem é um típico circo ocidental, está mais próximo de um freakshow, com monstros nipónicos, mas é muito pouco. Fazia falta uma banda-sonora psicadélica anos 60, cheia de órgãos e guitarras, por vezes o filme é muito seco, uma musiquinha faria o filme deslizar melhor.
Só tenho pena de não ter passado este ano no MOTELx, esta bizzaria tinha encaixado lindamente no festival.
Bom, falta a manga, agora ando a ler Sugar Sugar Rune, é por causa do lançamento da Neo Blythe Chocola este mês - admito - mas depois vou procurar Shoujo Tsubaki. Um fatinho de cosplay para as minhas Blythes já está na lista :'D tenho de me por a fazer camélias em origami!
映画 少女椿 公式サイト
Este filme, apesar de menos próximo no tempo da manga que o filme anime de 92, leva-se menos a sério e só lhe falta uma coisa que o outro filme tinha de melhor, uma banda-sonora à altura.
Ainda sem ter lido a manga, fica para outros carnavais, este parece-me mais próximo naquele tom surrealista e psicadélico de que senti falta no anime. É tudo plasticamente artificial, a caracterização física das personagens, com cores berrantes e padrões estilizados, os cenários, claramente de estúdio e artificiais, e até o modo como as personagens se comportam durante o filme.
Para uma história tão rocambolesca, basicamente a mesma que conta o outro filme, mas com um final mais adiantado e fechado, não forçosamente previsível, agrada-me mais esta opção estética artificial, mais evocativa da manga, que definitivamente reforça o surrealismo onírico da história e nos desperta muito mais a atenção. Talvez por ser mais gráfico, a violência e as cenas chocantes ficam suavizadas, com a adição do fait-divers obrigatório por lei no Japão, de remover as partes pudendas, que me despoleta sempre uma garglhada, independentemente da circunstância ou do filme. Desta vez foram desfocadas.
A atenção aos detalhes em toda a caracterização física é enorme e demonstra que este filme não foi feito de ânimo leve e é bem mais interessante e divertido que os filmes japoneses do disparate, de produtoras como a Sushi Typhoon. Sim, encaixa na estética da moda, aposto que se voltar a ver os vídeos do Halloween em Tóquio vejo algumas Midoris, mas no geral é tudo muito bem conseguido e o resultado é consistente, interessante e de boa digestão. Aliás, o guarda-roupa é delicioso, não é só o vestido amarelo às bolinhas vermelhas de Midori.
Gostei do desempenho dos actores, os maneirismos japoneses que costumam enervar-me um bocado, aqui encaixam lindamente, afinal é deste universo do kabuki que eles vêm, o mesmo que terá inspirado a manga. A actriz principal, Lisa Nakamura, que interpreta Midori, faz muito beicinho, mas não é infantil, a personagem é uma ingénua, que por via das circunstâncias acaba por ser caprichosa e cruel. E eis que mais adiante no filme surge o Mamoru, de Pretty Guardian Sailormoon! Gostei muito mais dele aqui, mas o papel é pequeno. Não reconheci mais nenhum actor, excepto uma participação especial de Misha Janette, uma modelo e stylist americana que vive no Japão e está dentro desta estética monster kawaii, bastante popular lá para os lados de Harajuku. Mas também ando muito desactualizada dos doramas para reconhecer muita gente.
Como disse acima, o que falha aqui, e que resultou no anime, é a banda-sonora. O que existe não é mau, o único tema que se destaca é a clássica musiquinha de circo, mas este nem é um típico circo ocidental, está mais próximo de um freakshow, com monstros nipónicos, mas é muito pouco. Fazia falta uma banda-sonora psicadélica anos 60, cheia de órgãos e guitarras, por vezes o filme é muito seco, uma musiquinha faria o filme deslizar melhor.
Só tenho pena de não ter passado este ano no MOTELx, esta bizzaria tinha encaixado lindamente no festival.
Bom, falta a manga, agora ando a ler Sugar Sugar Rune, é por causa do lançamento da Neo Blythe Chocola este mês - admito - mas depois vou procurar Shoujo Tsubaki. Um fatinho de cosplay para as minhas Blythes já está na lista :'D tenho de me por a fazer camélias em origami!
映画 少女椿 公式サイト
10.12.17
Shoujo Tsubaki
Descobri recentemente Shoujo Tsubaki, bom, não tão recentemente, pois já tinha visto imagens e, apesar de me ter chamado a atenção, tinha descartado como "demasiado antigo para encontrar facilmente", através do meu vício no YouTube: os vídeos de maquilhagem. Nos vídeos de Halloween da vlogger e modelo Rin Rin Doll, surge esta pérola [vídeo abaixo] que mesmo no conjunto dos vídeos dela se destaca.
Foi isso que me fez descobrir que se trata originalmente de uma manga por Suehiro Maruo, de 1984. O video da Rin Rin inspirou-se no filme live-action do ano passado (2016) e foi na busca do mesmo que descobri o filme anime de 1992, do qual blogo aqui.
Trata-se de uma história dentro de um surrealismo fantástico, baseado na mitologia popular japonesa e dos kaidans, sem moral da história e sem um final feliz e fechado. Tudo isto são aspectos que me levaram a gostar da ficção japonesa, há tantos, tantos anos. Infelizmente desde a mudança de século, as narrativas tem vindo a americanizar-se e raramente aparecem coisas deste género. Este filme também não é claramente para crianças, apesar da protagonista, Midori, ter 12 anos.
Este é talvez o fime mais politicamente incorrecto que vi nos últimos anos desta era politicamente correcta, onde a pobre Midori fica orfã, é abusada, violada, arrancada da escola e de uma vida normal e é salva, ou não, por um anão hipnotizador. Eu sei, spoilers, mas nem tanto, saber estas coisas, que de certa forma acabam por construir o carácter de Midori, não muda o modo como vemos o filme, fora talvez algum choque inicial, mas que pode ser também um aviso à navegação.
O filme tenta manter a estética retro, algures entre os anos 30 e 60 da manga original, mas não sem uma certa estilização típica dos anos 90, que lhe retira o psicadelismo. A narrativa desenvolve-se rapidamente, por curtos capítulos, devidamente intercalados por intertítulos, reforçando o lado retro. O que também reforça e muito o lado retro é a banda-sonora psicadélica anos 60-70. A animação é detalhada mas não é maravilhosa, cumpre o básico, mas cá está, podia ser mais psicadélica, ficava genial neste contexto. Sinto falta do amarelo às bolinhas vermelhas que está na manga e também no live-action.
Bom, este foi o primeiro visionamento desta busca, espero encontrar o filme, pelo qual estou super curiosa, em breve e vou ver se encontro a manga também.
Filme: 映画 少女椿 公式サイト
Foi isso que me fez descobrir que se trata originalmente de uma manga por Suehiro Maruo, de 1984. O video da Rin Rin inspirou-se no filme live-action do ano passado (2016) e foi na busca do mesmo que descobri o filme anime de 1992, do qual blogo aqui.
Trata-se de uma história dentro de um surrealismo fantástico, baseado na mitologia popular japonesa e dos kaidans, sem moral da história e sem um final feliz e fechado. Tudo isto são aspectos que me levaram a gostar da ficção japonesa, há tantos, tantos anos. Infelizmente desde a mudança de século, as narrativas tem vindo a americanizar-se e raramente aparecem coisas deste género. Este filme também não é claramente para crianças, apesar da protagonista, Midori, ter 12 anos.
Este é talvez o fime mais politicamente incorrecto que vi nos últimos anos desta era politicamente correcta, onde a pobre Midori fica orfã, é abusada, violada, arrancada da escola e de uma vida normal e é salva, ou não, por um anão hipnotizador. Eu sei, spoilers, mas nem tanto, saber estas coisas, que de certa forma acabam por construir o carácter de Midori, não muda o modo como vemos o filme, fora talvez algum choque inicial, mas que pode ser também um aviso à navegação.
O filme tenta manter a estética retro, algures entre os anos 30 e 60 da manga original, mas não sem uma certa estilização típica dos anos 90, que lhe retira o psicadelismo. A narrativa desenvolve-se rapidamente, por curtos capítulos, devidamente intercalados por intertítulos, reforçando o lado retro. O que também reforça e muito o lado retro é a banda-sonora psicadélica anos 60-70. A animação é detalhada mas não é maravilhosa, cumpre o básico, mas cá está, podia ser mais psicadélica, ficava genial neste contexto. Sinto falta do amarelo às bolinhas vermelhas que está na manga e também no live-action.
Bom, este foi o primeiro visionamento desta busca, espero encontrar o filme, pelo qual estou super curiosa, em breve e vou ver se encontro a manga também.
Filme: 映画 少女椿 公式サイト
18.9.17
Card Captor Sakura - Clear Card Hen - Prologue - Sakura to Futatsu no Kuma
Ou seja: Card Captor Sakura - Arco das Cartas Transparentes- Prólogo - Sakura e os Dois Ursos. Ufa! uma pessoa até fica cansada de escrever um título tão comprido!
Ai que saudades de Card Captor Sakura! Ai que saudades de ver anime! Este episódio especial é a adaptação directa de uma das histórias da manga, mas ainda de Card Captor Sakura, onde Sakura é levada a compreender os seus sentimentos.
Ainda não toquei em nada da nova manga Clear Card Hen, apenas vi as capas dos tankoubons que são lindas como sempre e mantéem a estética da manga original. Ver este pequeno episódio lembrou-me o quão esganiçadas são as vozes japonesas (as portuguesas eram piores) e do quão fofa é a Sakura, a um ponto que não me faz urticária, pois é trapalhona q.b. para equilibrar. A história é simples, o episódio é simples, é um bom meio para nos levar de volta a este universo e mesmo assim adicionar algo à narrativa. Agora a ver vamos.
Como sempre como tudo das CLAMP, Madhouse, Morio Asaka, o episódio está impecavelmente bem feito, só não gostei muito da "limpeza" do traço para mais fininho, delicado, acho que o traço mais definido anterior, adicionava carácter aos desenhos e aproximava-se um pouco da estética das CLAMP, que não têm medo de usar o preto, mesmo que Sakura não seja um dos melhores exemplos disso.
Agora é ler a nova manga e esperar pela nova série. Tenho alguma curiosidade em saber como a história avança e até que ponto os dados de Tsubasa e xxxHOLiC se irão cruzar com esta nova Card Captor Sakura, por mais que isso me enerve, principalmente no qe toca a Tsubasa.
NHK アニメワールド|カードキャプターさくら クリアカード編
YouTube
Ai que saudades de Card Captor Sakura! Ai que saudades de ver anime! Este episódio especial é a adaptação directa de uma das histórias da manga, mas ainda de Card Captor Sakura, onde Sakura é levada a compreender os seus sentimentos.
Ainda não toquei em nada da nova manga Clear Card Hen, apenas vi as capas dos tankoubons que são lindas como sempre e mantéem a estética da manga original. Ver este pequeno episódio lembrou-me o quão esganiçadas são as vozes japonesas (as portuguesas eram piores) e do quão fofa é a Sakura, a um ponto que não me faz urticária, pois é trapalhona q.b. para equilibrar. A história é simples, o episódio é simples, é um bom meio para nos levar de volta a este universo e mesmo assim adicionar algo à narrativa. Agora a ver vamos.
Como sempre como tudo das CLAMP, Madhouse, Morio Asaka, o episódio está impecavelmente bem feito, só não gostei muito da "limpeza" do traço para mais fininho, delicado, acho que o traço mais definido anterior, adicionava carácter aos desenhos e aproximava-se um pouco da estética das CLAMP, que não têm medo de usar o preto, mesmo que Sakura não seja um dos melhores exemplos disso.
Agora é ler a nova manga e esperar pela nova série. Tenho alguma curiosidade em saber como a história avança e até que ponto os dados de Tsubasa e xxxHOLiC se irão cruzar com esta nova Card Captor Sakura, por mais que isso me enerve, principalmente no qe toca a Tsubasa.
NHK アニメワールド|カードキャプターさくら クリアカード編
YouTube
14.8.17
Terminei de ver: Saint Seiya Ω
Queria ter feito um post a meio, quando o genérico e, de certa forma, a série mudam, mas infelizmente não tive tempo.
O que falta em Saint Seiya Ω?
Várias coisas, a começar pelo Ikki/Fénix! Shiryu, Shun, Hyoga e até mesmo Seiya, que parecia apenas ser mencionado durante toda a série, voltam por breves momentos, mas nada de Ikki! Bom, a Marin também não volta, mas o meu cavaleiro preferido é o Ikki e a amazona a Shaina, e temos bastante Shaina.
Continuando o paralelismo com a série original, já que a narrativa se desenvolve de forma semelhante, outra coisa que senti bastante falta foi a empatia com as personagens. A empatia está lá, mas faltam todos aqueles episódios, dedicados em bloco por personagem, onde cada cavaleiro ultrapassa obstáculos aparentemente inultrapassáveis para um Cavaleiro de Bronze, o que os torna excepcionais tanto no poder e resistência, como na preserverança. Esses episódios também desenvolvem as personagens, acrescentam-lhes uma densidade que faz falta em Ω. Aqui eles parece que já chegam prontos. Mesmo o encontrarem o 7º Sentido não tem o mesmo impacto.
Outra coisa que me fez confusão é que no grupo original eram todos órfãos, mesmo que tivessem irmãos, o que acrescentava uma aura de mistério ao factor que os tornava cavaleiros. Nesta as origens são mais diversificadas e existem laços familiares de várias naturezas, o que lhes corta um bocado a motivação altruísta de defender Atena.
Sensivelmente a meio, a música do genérico muda para um rock um pouco mais actual, mas ainda com um sonoridade anos 80. Infelizmente não é suficientemente marcante para ficar na memória. O genérico também muda para uma montagem de imagens da série, intercaladas por algumas feitas de propósito. Nada de especial e igual a tantos outros. Nada de épico nos genéricos.
Apesar disto tudo, a história continua empolgante e o desenvolvimento fez-me querer ver os episódios de uma assentada. Gostei do vilão com remorsos, Eden é definitivamente o Ikki desta história, chegando para salvar a pátria, neste caso a Terra, quando todos os outros estão em baixo. Agora uma questão que já me colocava desde a primeira série e que provavelmente nunca será respondida: se Atena é uma Deusa, se existe uma hierarquia de poder,
Deuses
Semideuses
Cavaleiros de Ouro
Cavaleiros de Prata
Cavaleiros de Bronze
comuns mortais
como é que ela precisa sempre de ser salva pelos cavaleiros supostamente menos poderosos de todos? Como é que os Cavaleiros de Prata e de Ouro são sempre tão corrompíveis? Eu sei que são estes problemas que tornam a série interessante, mas gostava que a Atena tivesse um papel um bocado mais activo, ao menos na original ainda organizava os campeonatos. Safou-nos a Yuna, que teve o seu lado maniqueísta da menina do grupo bastante diluído (apesar das mangas de balão... ugh!). Só mesmo a Shaina é uma personagem feminina forte e independente.
Gostei muito de regressar ao universo dos Cavaleiros de Atena, mesmo sentindo algumas falhas inexplicáveis e não sendo a mesma coisa que o impacto brutal de Saint Seiya. Acredito que seja mais uma série para os fãs que para quem não o é. Mesmo assim é uma boa série.
聖闘士星矢Ω-セイントセイヤオメガ- 公式サイト 東映アニメーション
BIGGS
23.6.17
Ashita no Nadja
Mal posso crer que nunca escrevi um post dedicado a Ashita no Nadja!! Adorei de tal forma a primeira vez que vi a série que só uma eventual falta de disponibilidade o justifica. Durante uma actual maratona de costura uma das séries que tenho andado a engolir às colheradas é Ashita no Nadja.
Esta é uma série relativamente recente mas que se encaixa lindamente nas séries vintage dos anos 70 e 80, que contam a saga de uma menina órfã para encontrar as suas origens. Mas não é de todo mais do mesmo e é uma das melhores dentro do género.
Primeiro, Ashita no Nadja é uma série com bons valores de produção, resultando num character design polido e bonitinho, com uma dose q.b. de detalhes, cenários bem trabalhados e geograficamente correctos, boa animação com pouca palha e alguma animação 3D nas cenas da transformação da caravana em palco e nos itens de Nadja. Mas o melhor desta série é uma realização aprimorada e a ousadia em focar temas mais sérios ou em ter episódios mais melancólicos intercalando a alegria vigente. A banda-sonora é também inovadora, incluindo para além das canções, trechos de música clássica e longos silêncios que acentuam o dramatismo. Para além da saga de Nadja, esta série também inclui a dança e a música como complementos e é uma espécie de guia turístico romântico da Europa do início do séc. XX. Naturalmente existem as típicas incongruências japonesas neste tipo de série, como uma personagem japonesa, Kenosuke, que surge mais ou menos do nada, o facto de todos se entenderem, apesar de passarem por países com línguas diferentes, uns mini-leões que aparentemente crescem ao ritmo humano e objectos mecânicos pouco plausíveis. Gostava de saber onde cabem o palco e 8 pessoas/camas naquela caravana...
O meu episódio favorito é o episódio 26, uma espécie de perseguição muito reveladora para Nadja, passada no deslumbrante Alhambra, em Espanha. Mas ao rever a série apercebo-me que não é apenas o episódio do Alhambra que é marcante, todos os episódios passados em Espanha fogem ao clichè do salero e da alegria solar e mostram um lado mais melancólico ao crepúsculo, menos evidente naquela Espanha para turistas, mas sem dúvida romântico e realista, na dualidade de sol e sombra que existe na cultura de nuestros hermanos. Não há dúvida que o realizador destes episódios é fã de Espanha! A luz e a escolha de cenários nestes episódios é sublime e mesmo o modo como a narrativa é contada deixam-nos uma sensação de algo mais que uma simples série de anime shoujo a passar no Canal Panda.
Tenho andado muito ocupada e tenho uma série de posts atrasados. Nem devia estar aqui a escrever isto agora, mas não podia deixar passar o ímpeto de colmatar o facto de nunca ter escrito aqui acerca de uma das séries que mais me marcou nos últimos anos.
明日のナージャ
Canal Panda
Esta é uma série relativamente recente mas que se encaixa lindamente nas séries vintage dos anos 70 e 80, que contam a saga de uma menina órfã para encontrar as suas origens. Mas não é de todo mais do mesmo e é uma das melhores dentro do género.
Primeiro, Ashita no Nadja é uma série com bons valores de produção, resultando num character design polido e bonitinho, com uma dose q.b. de detalhes, cenários bem trabalhados e geograficamente correctos, boa animação com pouca palha e alguma animação 3D nas cenas da transformação da caravana em palco e nos itens de Nadja. Mas o melhor desta série é uma realização aprimorada e a ousadia em focar temas mais sérios ou em ter episódios mais melancólicos intercalando a alegria vigente. A banda-sonora é também inovadora, incluindo para além das canções, trechos de música clássica e longos silêncios que acentuam o dramatismo. Para além da saga de Nadja, esta série também inclui a dança e a música como complementos e é uma espécie de guia turístico romântico da Europa do início do séc. XX. Naturalmente existem as típicas incongruências japonesas neste tipo de série, como uma personagem japonesa, Kenosuke, que surge mais ou menos do nada, o facto de todos se entenderem, apesar de passarem por países com línguas diferentes, uns mini-leões que aparentemente crescem ao ritmo humano e objectos mecânicos pouco plausíveis. Gostava de saber onde cabem o palco e 8 pessoas/camas naquela caravana...
O meu episódio favorito é o episódio 26, uma espécie de perseguição muito reveladora para Nadja, passada no deslumbrante Alhambra, em Espanha. Mas ao rever a série apercebo-me que não é apenas o episódio do Alhambra que é marcante, todos os episódios passados em Espanha fogem ao clichè do salero e da alegria solar e mostram um lado mais melancólico ao crepúsculo, menos evidente naquela Espanha para turistas, mas sem dúvida romântico e realista, na dualidade de sol e sombra que existe na cultura de nuestros hermanos. Não há dúvida que o realizador destes episódios é fã de Espanha! A luz e a escolha de cenários nestes episódios é sublime e mesmo o modo como a narrativa é contada deixam-nos uma sensação de algo mais que uma simples série de anime shoujo a passar no Canal Panda.
Tenho andado muito ocupada e tenho uma série de posts atrasados. Nem devia estar aqui a escrever isto agora, mas não podia deixar passar o ímpeto de colmatar o facto de nunca ter escrito aqui acerca de uma das séries que mais me marcou nos últimos anos.
明日のナージャ
Canal Panda
20.6.17
Comecei a ver: Saint Seiya Omega
Continuo a tentar organizar-me para voltar a um ritmo regular a ver anime, mas antes das séries da lista, as inacabadas ou filmes que vi e ainda não comentei por aqui, quando caiu-me no colo Saint Seiya Omega, que está a dar no Biggs. Está dobrado em português, é certo, mas até agora não tenho nada a apontar à dobragem. Tecnicamente está com boa qualidade de som, a tradução parece-me mais cuidada que o habitual, até traduziram o "cloth" por "manto", e as alarvidades da Novaga já são passado.
Saltei Lost Canvas, Hades e tudo o que está entre a série original e esta, tenciono vê-las na mesma, apesar de várias recomendações para não o fazer, mas Saint Seiya faz parte do meu panteão de séries "sagradas", e quero consumir tudo que lhe seja relacionado.
Ainda vi poucos episódios mas já estou a adorar! Omega é uma boa homenagem ao Saint Seiya original, uma espécie de continuação alternativa, que reconhece, menciona e inclui quase todas as personagens principais do original. Seiya é presença constante na herança que coube a Kouga, Saori aparece no início e é, como no arco dos Cavaleiros de Ouro, o pivô de tudo. Shaina treinou Kouga, Ryu é filho de Shiryu (e Shunrei, calculo eu) e o Cavaleiro da Hydra é colega da geração mais nova. A história, apesar de muito semelhante em vários aspectos com Saint Seiya, modernizou-se. Agora começa num ambiente de colégio, com direito a uniforme escolar e tudo, eles já não carregam os caixotes das armaduras, usam umas gemas muito "mahou shoujo", já chegam todos à história ligados à respectiva armadura e o grande prémio é uma entrevista com Atena em vez do Papa. Há mais elementos novos e importantes para a história, mas são spoilers e nem eu mesma ainda sei muito bem no que aquilo vai dar. Também há diferenças, os elementos da natureza agora têm um papel relevante, é uma coisa mais de jogo, a hierarquia está mais diluída e os elementos da "nossa" equipa não são todos herdeiros directos dos cinco originais. Para começar, temos uma menina, Yuna, que se rebelou e não usa máscara e que é cavaleira da Águia, mas nada de menções a Marin e a armadura é a mais diferente da original, aliás é de bronze, não prata. Soma é cavaleiro do Leão (Menor), mas não é Cavaleiro de Ouro ou Prata e assim por diante. Muito ainda está por saber.
Para além dos paralelismos óbvios, temos uma nova versão, menos anos 80, mas mesmo assim a ideia está lá, de "Pegasus Fantasy" e um character design que poderia ser de Shingo Araki, mas em que todos foram esticadinhos e rejuvenesceram um bocado, apesar de ou serem da mesma idade ou até mais velhos que o grupo original. Sim, nunca percebi muito bem como a Saori tinha 13 anos e os outros tinham uma média de 15 anos de idade. Sim, o Ikki, aquele homenzarrão, só tinha 16!! As armaduras foram estilizadas e tornaram-se numa segunda pele, o que não facilitou em nada o trabalho já complicado aos cosplayers de Saint Seiya.
Porque estou a gostar tanto? Anda a lembrar-me da maneira certa de Saint Seiya. De quando via às 11h da manhã de domingo (salvo erro) na RTP1, menos os baldes de sangue, por enquanto. A história é simples e avança bem, as personagens são fortes e carismáticas e mesmo sem grandes cliffhangers, deixa o desejo de ver mais!
聖闘士星矢Ω-セイントセイヤオメガ- 公式サイト 東映アニメーション
BIGGS
Saltei Lost Canvas, Hades e tudo o que está entre a série original e esta, tenciono vê-las na mesma, apesar de várias recomendações para não o fazer, mas Saint Seiya faz parte do meu panteão de séries "sagradas", e quero consumir tudo que lhe seja relacionado.
Ainda vi poucos episódios mas já estou a adorar! Omega é uma boa homenagem ao Saint Seiya original, uma espécie de continuação alternativa, que reconhece, menciona e inclui quase todas as personagens principais do original. Seiya é presença constante na herança que coube a Kouga, Saori aparece no início e é, como no arco dos Cavaleiros de Ouro, o pivô de tudo. Shaina treinou Kouga, Ryu é filho de Shiryu (e Shunrei, calculo eu) e o Cavaleiro da Hydra é colega da geração mais nova. A história, apesar de muito semelhante em vários aspectos com Saint Seiya, modernizou-se. Agora começa num ambiente de colégio, com direito a uniforme escolar e tudo, eles já não carregam os caixotes das armaduras, usam umas gemas muito "mahou shoujo", já chegam todos à história ligados à respectiva armadura e o grande prémio é uma entrevista com Atena em vez do Papa. Há mais elementos novos e importantes para a história, mas são spoilers e nem eu mesma ainda sei muito bem no que aquilo vai dar. Também há diferenças, os elementos da natureza agora têm um papel relevante, é uma coisa mais de jogo, a hierarquia está mais diluída e os elementos da "nossa" equipa não são todos herdeiros directos dos cinco originais. Para começar, temos uma menina, Yuna, que se rebelou e não usa máscara e que é cavaleira da Águia, mas nada de menções a Marin e a armadura é a mais diferente da original, aliás é de bronze, não prata. Soma é cavaleiro do Leão (Menor), mas não é Cavaleiro de Ouro ou Prata e assim por diante. Muito ainda está por saber.
Para além dos paralelismos óbvios, temos uma nova versão, menos anos 80, mas mesmo assim a ideia está lá, de "Pegasus Fantasy" e um character design que poderia ser de Shingo Araki, mas em que todos foram esticadinhos e rejuvenesceram um bocado, apesar de ou serem da mesma idade ou até mais velhos que o grupo original. Sim, nunca percebi muito bem como a Saori tinha 13 anos e os outros tinham uma média de 15 anos de idade. Sim, o Ikki, aquele homenzarrão, só tinha 16!! As armaduras foram estilizadas e tornaram-se numa segunda pele, o que não facilitou em nada o trabalho já complicado aos cosplayers de Saint Seiya.
Porque estou a gostar tanto? Anda a lembrar-me da maneira certa de Saint Seiya. De quando via às 11h da manhã de domingo (salvo erro) na RTP1, menos os baldes de sangue, por enquanto. A história é simples e avança bem, as personagens são fortes e carismáticas e mesmo sem grandes cliffhangers, deixa o desejo de ver mais!
聖闘士星矢Ω-セイントセイヤオメガ- 公式サイト 東映アニメーション
BIGGS
29.6.16
O que se tem passado no Anime-comic
O Anime-comic (e os meus outros blogs) não morreu! O que sucedeu foi uma falta de disponibilidade para ver anime e postar (tenho uns quantos posts em lista de espera), um computador a morrer e a eliminação do serviço de alojamento onde tinha grande parte das fotos do blog, que resultou na eliminação das mesmas.
Espero lentamente, durante o Verão, conseguir repor tudo, e, pelo meio, escrever alguns posts. Peço-vos paciência e que não se vão embora!
Espero lentamente, durante o Verão, conseguir repor tudo, e, pelo meio, escrever alguns posts. Peço-vos paciência e que não se vão embora!
2.6.15
xxxHOLiC: Kochou no Yume
É raro eu falar aqui de livros, mais ainda de artbooks, mas tive o privilégio de "apanhar" este Kochou no Yume, o meu terceiro artbook das CLAMP, que é um tesouro a guardar.
Os artbooks das CLAMP costumam ser uma boa adição à colecção de quem: 1. Goste dos desenhos e estética das CLAMP; 2. Tenha prazer em ter belos livros únicos na sua biblioteca. Os artbooks das CLAMP têm por norma uma encadernação diferente e uma impressão de primeiríssima qualidade. Aliás aqui posso englobar todos os artbooks japoneses que possuo, são um espanto de envergonhar muitas gráficas mundo fora.
Antes de o ter nas mãos o único acesso que tive a Kochou no Yume foram os inúmeros scans que navegam pela internet, que de forma alguma lhe fazem justiça. Servem apenas como referência e para guardar nas bibliotecas de imagens pessoais das CLAMP. Foi esse facto que me fez fazer esta crítica/revisão, de o livro-objecto ser muito mais que meros scans bem feitinhos.
O formato é quadrado e razoavelmente grande (cerca de 30x30cm) e, primeira surpresa, vem envolto num tríptico encadernado com as três ilustrações originais criadas para a capa do artbook, Yuuko Ichihara em vestes de inspiração chinesa, com o título impresso a vermelho metalizado na frente. Nas costas, o meio do tríptico, estão Kimihiro Watanuki e Shizuka Doumeki, em traje chinês. Abrindo a capa (que fecha com um ímane embutido) temos a terceira ilustração com Watanuki no mesmo traje chinês com um kimono por cima.
Segunda surpresa, o tríptico encadernado é solto e no interior tem uma ilustração em tons escuros com o característico fumo e borboletas de xxxHOLiC. Um óptimo cenário para fotos com a minha Blythe B2-HOLiC.
O livro em si é de capa mole, mas não o subestimemos. A capa é em cartolina baça azul indigo com xxxHOLiC impresso a dourado na capa e borboletas, também douradas, na contracapa. A envolver a capa há um guarda-pó, na mesma cartolina, mas vermelha com os cantos recortados e no meio uma "janela" que deixa entrever o título e as borboletas, respectivamente.
O livro é em papel acetinado geralmente impresso a preto. A maioria das ilustrações está impressa do lado esquerdo (o lado mais nobre na encadernação japonesa - da direita para a esquerda), com uma frase e uma pequena ilustração a preto e branco sobre cor no lado direito. Nas primeiras páginas há uma pequena história com o Doumeki, que ainda não li. Depois sucedem-se as ilustrações das capas e pin-ups (ilustrações a cor, estilo cartaz, nas páginas iniciais de cada volume) da manga, desta vez sobre papel branco e não perlado, o que deixa as cores mais vivas. Mais ou menos a meio temos novamente as ilustrações da capa, num desdobrável que faz outra vez o tríptico. Depois temos mais uma série de ilustrações espalhadas por ambas as páginas em formato maior, mas infelizmente algumas divididas ao meio pela encadernação. No final, separadas por uma página de título dizendo "Monochrome Illustrations" uma série de ilustrações a preto e branco, das capas de capítulo da manga, várias dispostas em cada página, com apontamentos de cor à volta.
As ilustrações incluídas são na grande maioria da manga de xxxHOLiC, não incluindo nenhumas de xxxHOLiC - Rei (talvez para novo artbook?), com algumas ilustrações feitas para cartazes ou merchandising da série e uma ou outra incluídas em Tsubasa -RESERVoir CHRoNiCLE-.
No geral este livro é um espanto e uma boa compra, apesar de o preço não ser generoso. Por tê-lo adquirido cerca de um ano depois do seu lançamento, só o encontrei em segunda mão e com o preço inflaccionado. Infelizmente as CLAMP são suficientemente populares para dar azo a especulação e não foi fácil encontrar o livro a menos do dobro do preço original (mas encontrei). O livro chegou em excelentes condições, sem uma mossa ou risquinho, bem acondicionado numa caixa de cartão e plástico bubble, depois de uma viagem de dois meses de barco do Japão, chegou a Portugal impecável. Até parece o tempo das descobertas!
Talvez venha a fazer uma crítica no futuro aos meus outros artbooks das CLAMP, Tokyo Babylon Photographs e X ZERØ, pois ambos são livros de encadernação invulgar e lindos.
CLAMP-net
artbook
![]() |
| Tríptico cartonado - Yuuko |
Antes de o ter nas mãos o único acesso que tive a Kochou no Yume foram os inúmeros scans que navegam pela internet, que de forma alguma lhe fazem justiça. Servem apenas como referência e para guardar nas bibliotecas de imagens pessoais das CLAMP. Foi esse facto que me fez fazer esta crítica/revisão, de o livro-objecto ser muito mais que meros scans bem feitinhos.
![]() |
| Triptico interior - Watanuki |
Segunda surpresa, o tríptico encadernado é solto e no interior tem uma ilustração em tons escuros com o característico fumo e borboletas de xxxHOLiC. Um óptimo cenário para fotos com a minha Blythe B2-HOLiC.
![]() |
| Capa e guarda-pó |
O livro é em papel acetinado geralmente impresso a preto. A maioria das ilustrações está impressa do lado esquerdo (o lado mais nobre na encadernação japonesa - da direita para a esquerda), com uma frase e uma pequena ilustração a preto e branco sobre cor no lado direito. Nas primeiras páginas há uma pequena história com o Doumeki, que ainda não li. Depois sucedem-se as ilustrações das capas e pin-ups (ilustrações a cor, estilo cartaz, nas páginas iniciais de cada volume) da manga, desta vez sobre papel branco e não perlado, o que deixa as cores mais vivas. Mais ou menos a meio temos novamente as ilustrações da capa, num desdobrável que faz outra vez o tríptico. Depois temos mais uma série de ilustrações espalhadas por ambas as páginas em formato maior, mas infelizmente algumas divididas ao meio pela encadernação. No final, separadas por uma página de título dizendo "Monochrome Illustrations" uma série de ilustrações a preto e branco, das capas de capítulo da manga, várias dispostas em cada página, com apontamentos de cor à volta.
As ilustrações incluídas são na grande maioria da manga de xxxHOLiC, não incluindo nenhumas de xxxHOLiC - Rei (talvez para novo artbook?), com algumas ilustrações feitas para cartazes ou merchandising da série e uma ou outra incluídas em Tsubasa -RESERVoir CHRoNiCLE-.
No geral este livro é um espanto e uma boa compra, apesar de o preço não ser generoso. Por tê-lo adquirido cerca de um ano depois do seu lançamento, só o encontrei em segunda mão e com o preço inflaccionado. Infelizmente as CLAMP são suficientemente populares para dar azo a especulação e não foi fácil encontrar o livro a menos do dobro do preço original (mas encontrei). O livro chegou em excelentes condições, sem uma mossa ou risquinho, bem acondicionado numa caixa de cartão e plástico bubble, depois de uma viagem de dois meses de barco do Japão, chegou a Portugal impecável. Até parece o tempo das descobertas!
![]() |
| Tríptico contracapa - Watanuki e Doumeki |
CLAMP-net
25.1.15
Acabei de ver: Princess Tutu
Como se passou bastante tempo, basicamente o que me recordava era o ambiente e arte da série, para além das maravilhosas músicas do genérico. Portanto recomecei do início e fiz bem. Princess Tutu definitivamente é uma série para ver de serguida, de preferência de uma assentada.
À primeira vista Princess Tutu, com um título assim, a ideia de um shoujo, um mahou shoujo, aliado a ballet, parece uma coisa muito pink, delicodoce e enjoativa por acréscimo. Mas, tal como os ballets, contos, óperas e outras peças de música clássica, principalmente do séc. XIX, onde se inspira, Princess Tutu é sombria, melancólica e por vezes trágica. O ambiente é inspirado num cenário germânico, de contos de fadas, de uma pequena cidade que aparentemente gira em redor da escola de artes, onde Ahiru e os outros protagonistas estudam ballet. Com torreões e águas-furtadas, moinhos e noras, canais e riachos, arquitectura em pedra, estuque e madeira, ruas empedradas e pequenas pontes, temos a sensação de uma pequena cidade aprazível, algo antiquada, com uma atmosfera um pouco desconcertante. Mas como temos seres humanos a socializar pacificamente com animais antropomórficos, logo descartamos essa ideia para o "suspension of disbelief" e não pensamos mais nisso.
Nesta série a banda sonora tem um papel fundamental, pois é a inspiração directa para a própria narrativa, que, sendo completamente original, bem construída e empolgante, bebe da grande maioria das peças em que se baseia, tais como: O Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes, Scheherazade, Romeu e Julieta... Mais ballets pontuam a banda-sonora e a narrativa, mas gostei bastante dos acordes d'O Crepúsculo dos Deuses, de Richard Wagner, nas cenas de tensão ou quando algo corria mal. Wagner é o meu compositor preferido. Utilizando elementos narrativos destas e de outras peças musicais, os argumentistas de Princess Tutu souberam criar uma história inteligente e muito bonita. Mesmo o "final feliz" não é exactamente o que se está à espera e a dois episódios do fim, dificilmente se sabe como tudo vai acabar, apesar de haver uma esperança.
Princess Tutu é uma pérola no anime mahou shoujo actual, com identidade própria, que foi buscar inspiração a outras praias sem precisar de ser mais do mesmo. A quem goste de shoujo à antiga e ainda não viu: veja!
プリンセスチュチュ
ADV: Princess Tutu
22.12.14
Blade
Na altura do Halloween a SIC despejou a série do Blade, adaptação dos comics com o mesmo nome, de uma só assentada. Por acaso dei por isso e gravei-a na minha box para ir vendo aos poucos.
Antes desta série apenas tinha visto o Blade II, de Guillermo del Toro, e os comics apenas tinha folheado. Gostei bastante do filme de del Toro, mas acredito que o mérito seja principalmente dele, pois consta-me que os outros filmes não são nada de extraordinário.
A série é bastante bem produzida, nota-se que há dinheiro, e curta, apenas 12 episódios. Segue a busca de Blade por Deacon Frost, o vampiro de quatro presas que transformou e matou a sua mãe. Tipicamente das adaptações de anime, a história é mais centrada nas personagens e no seu lado "humano", incluindo uma caçadora de vampiros, Makoto, determinada em vingar o pai, assassinado enquanto vampiro por Blade, mas ao qual acaba por se afeiçoar e ajudar. Também aparecem mais amigos humanos e ainda um cão, Razor, que ajudam a essa humanização da história.
O character design bastante bonito, sem péssimos cortes de cabelo como em Wolverine (se bem que ele aparece, HA!), realista q.b., mas estilizado. A maioria das personagens está fiel à sua etnia, incluindo o próprio Blade e são todas fáceis de identificar. A animação é boa, sem muitas repetições ou distorções estranhas. Os cenários e o ambiente geral parece que se vive num crepúsculo permanente, havendo menos cenas nocturnas que o esperado. A história flui naturalmente, sem engonhanço ou grandes secas, alternando bem as cenas mais dramáticas com as de acção e desperta curiosidade suficiente para querer ver o desfecho.
ブレイド|ANIMAX アニメ見るならアニマックス
SIC
Antes desta série apenas tinha visto o Blade II, de Guillermo del Toro, e os comics apenas tinha folheado. Gostei bastante do filme de del Toro, mas acredito que o mérito seja principalmente dele, pois consta-me que os outros filmes não são nada de extraordinário.
A série é bastante bem produzida, nota-se que há dinheiro, e curta, apenas 12 episódios. Segue a busca de Blade por Deacon Frost, o vampiro de quatro presas que transformou e matou a sua mãe. Tipicamente das adaptações de anime, a história é mais centrada nas personagens e no seu lado "humano", incluindo uma caçadora de vampiros, Makoto, determinada em vingar o pai, assassinado enquanto vampiro por Blade, mas ao qual acaba por se afeiçoar e ajudar. Também aparecem mais amigos humanos e ainda um cão, Razor, que ajudam a essa humanização da história.
O character design bastante bonito, sem péssimos cortes de cabelo como em Wolverine (se bem que ele aparece, HA!), realista q.b., mas estilizado. A maioria das personagens está fiel à sua etnia, incluindo o próprio Blade e são todas fáceis de identificar. A animação é boa, sem muitas repetições ou distorções estranhas. Os cenários e o ambiente geral parece que se vive num crepúsculo permanente, havendo menos cenas nocturnas que o esperado. A história flui naturalmente, sem engonhanço ou grandes secas, alternando bem as cenas mais dramáticas com as de acção e desperta curiosidade suficiente para querer ver o desfecho.
ブレイド|ANIMAX アニメ見るならアニマックス
SIC
31.10.14
Happii Harouiin

Não ia fazer um post de Halloween este ano, de facto não ando com paciência, mas eis que encontrei esta imagem giríssima do Watanuki, Doumeki, as duas Mokonas e outras personagens sobrenaturais de xxxHOLiC.
Uma Noite das Bruxas Assustadora!
16.8.14
Ando a ver: Pretty Guardian Sailor Moon Crystal
Este episódio é talvez o primeiro episódio chave de toda a série e, da primeira fase é sem dúvida um episódio decisivo: é a primeira vez que Usagi e Mamoru estão juntos, num reflexo do que terá sido a sua relação como Princess Serenity e Prince Endymion, o objectivo das guerreiras torna-se claro, a busca pelo Cristal Prateado e os Shi Tennou, os Quatro Generais, apresentam-se às raparigas. Mesmo que Mako, Minako e Artemis ainda não se tenham junto ao grupo, a partir deste episódio os objectivos ficam bastante claros.
Neste 4º episódio de Sailor Moon Crystal já dá para resumir o que estou a gostar e o que não estou a gostar nesta série.
Gosto: da proximidade com a manga, do lado mais soturno, de não haver desperdícios de narrativa e tudo fluir mais rapidamente, da paleta de cores, dos cenários mais elaborados e do character design.
Não gosto: às vezes parece que o character design "desliza", da quase total ausência de suspense, parece que os autores estão demasiado confiantes de o espectador já conhecer a série, mas com isso tiram-lhe interesse, ritmo e tensão, de uma realização menos interessante e apressada e a revelação precoce de detalhes da história não criando uma tensão e ainda umas transformações simultaneamente bonitas mas com um 3D duvidoso, acho que preferia se as tivessem feito à mão. E nós precisamos de cliff hangers!
Certamente não irá substituir a série original, apesar de ela merecer uma produção com a qualidade desta. Mas Sailor Moon Crystal tem um lugar neste colosso criado por Naoko Takeuchi e no geral está a dar-me um gozo tremendo voltar estar em contacto com este universo.
アニメ:美少女戦士セーラームーン20周年プロジェクト公式サイト
15.7.14
Comecei a ver: Shin Taketori Monogatari: 1000 Nen Joou
Poucos dias antes de estrear o meu cosplay de Andromeda Promethium, a protagonista desta série, consegui finalmente encontrar 1000 Nen Joou! Infelizmente como muitas séries mais antigas e menos famosas, não foi tarefa fácil. A manga então... nem cheirá-la!
Pelo que dá para perceber pelos primeiros episódios, conta mais ou menos a mesma história que o filme, mas com muito mais detalhe, eventos que nem são mencionados no filme, e algumas diferenças, principalmente acerca dos protagonistas Hajime, e a vida dupla (tripla?) de Yukino Yayoi, que vai sendo desvendada aos poucos. Por isso também os planos dos vilões vão sendo revelados aos poucos e as suas intenções não são as mais claras.
Tal como foi planeado, 1000 Nen Joou é um claro substituto para o bem-sucedido Galaxy Express 999, tendo passado logo depois e no mesmo horário e sendo as personagens de Hajime e Yayoi uma espécie de recriação de Tetsuro e Maetel. Vem a ser que Yayoi/Andromeda é na realidade a mãe de Maetel, aliás o planeta La Metal aparece em ambas as séries e trata-se de mais uma série dos múltiplos universos cruzados de Leiji Matsumoto.
Muito provavelmente utilizando os mesmos meios de Galaxy Express, 1000 Nen Joou é uma série bem animada, e com muito boa produção para a época. A história parece intrigante q.b. e como inclui mais eventos que o filme a experiência de vê-la consegue ser fresca e empolgante. Ao contrário de Galaxy Express, a acção desta série passa-se (até agora) sempre na Terra e a ameaça, a proximidade extrordinariamente perigosa de La Metal, é sobre a Terra.
Ir passando a informação fulcral aos poucos é uma boa forma de manter o espectador ligado à série, vamos ver como se desenvolve.
Queen Millenia (TV) - ANN
RAW
Pelo que dá para perceber pelos primeiros episódios, conta mais ou menos a mesma história que o filme, mas com muito mais detalhe, eventos que nem são mencionados no filme, e algumas diferenças, principalmente acerca dos protagonistas Hajime, e a vida dupla (tripla?) de Yukino Yayoi, que vai sendo desvendada aos poucos. Por isso também os planos dos vilões vão sendo revelados aos poucos e as suas intenções não são as mais claras.
Tal como foi planeado, 1000 Nen Joou é um claro substituto para o bem-sucedido Galaxy Express 999, tendo passado logo depois e no mesmo horário e sendo as personagens de Hajime e Yayoi uma espécie de recriação de Tetsuro e Maetel. Vem a ser que Yayoi/Andromeda é na realidade a mãe de Maetel, aliás o planeta La Metal aparece em ambas as séries e trata-se de mais uma série dos múltiplos universos cruzados de Leiji Matsumoto.
Muito provavelmente utilizando os mesmos meios de Galaxy Express, 1000 Nen Joou é uma série bem animada, e com muito boa produção para a época. A história parece intrigante q.b. e como inclui mais eventos que o filme a experiência de vê-la consegue ser fresca e empolgante. Ao contrário de Galaxy Express, a acção desta série passa-se (até agora) sempre na Terra e a ameaça, a proximidade extrordinariamente perigosa de La Metal, é sobre a Terra.
Ir passando a informação fulcral aos poucos é uma boa forma de manter o espectador ligado à série, vamos ver como se desenvolve.
Queen Millenia (TV) - ANN
RAW
7.7.14
Comecei a ver: Gankutsuou
Na realidade comecei a ver Gankutsuou muito antes de Sailor Moon Crystal, mas queria ver alguns episódios antes de me pronunciar aqui. Simultaneamente também comecei a ler, é caso para dizer finalmente, O Conde de Monte Cristo, o que se tem tornado fulcral no visionamento desta série. Gankutsuou é simplesmente uma adaptação do conhecido romance de Alexandre Dumas. Mas de simples esta adaptação não tem nada e daqui resultou uma das séries anime mais originais que já vi.
Comecemos pelos gráficos. Gankutsuou apareceu numa época em que se experimentava muito com as novas tecnologias em 3D, em especial na fase da transição da pintura das imagens em acetato uma a uma à mão, para virem a ser quase exclusivamente coloridas em computador, um método mais rápido e eficaz, que permite a introdução de padrões e texturas mais fáceis de gerir. Já falei aqui nalgumas séries onde isso era evidente, ~ Ayakashi ~, ou Le Chevalier D'Éon, mas Gankutsuou é talvez o expoente máximo dessa fase de experimentação. Os cenários, um pouco à semelhança de Le Chevalier D'Éon mas menos realistas, são uma espécie de colagem de talhas, mármores, damascos, engrenagens rocambolescas e detalhes e objectos arquitectónicos reais, que lembram as pinturas de Gustav Klimt ou vitrais de catedrais góticas, e dão uma atmosfera onírica e surreal a todos os episódios, independentemente de onde a acção se passa, se no espaço ou num prosaico jardim. Esta conjugação que facilmente poderia falhar, é um regalo para os olhos e marca de uma forma muito original a conhecida narrativa de vingança. As personagens, com um traço relativamente reconhecível e simples, são pintadas com todo o tipo de texturas que se movem com elas e com alguma indiferença às mudanças de escala. No início custa um pouco a habituar o olhar nesta nova "gramática" de pintura animada, mas logo nos habituamos, pois a história é suficientemente cativante para que o trabalho artístico não se lhe sobreponha. Creio que se a história não fosse forte e bem estruturada, eu perdesse a vontade de continuar a ver, apesar de cada plano ser deslumbrante.
Se o aspecto gráfico de Gankutsuou é original, a equipa que produziu a série não se ficou por aí e em vez de fazer uma adaptação linear da história do Conde de Monte Cristo, como aliás muitas que já vi e gostei, resolveram mudar radicalmente o ponto de vista, retirá-lo ao Conde/Edmond e passá-lo para o filho do seu arqui-inimigo, Albert de Moncerf. Assim vamos descobrindo o plano de vingança do Conde através das suas potenciais vítimas e o Conde passa de vítima vingativa a vilão carismático. É sem dúvida uma reviravolta extremamente interessante que, tal como os gráficos, podia facilmente falhar, mas os argumentistas de Gankutsuou agarraram na sua decisão com punho firme e, para além de a narrativa correr rapidamente episódio a episódio, sem tempos mortos, têm sido coerentes e sólidos na mudança de ponto de vista. Mas não é apenas isso. Mantendo os nomes e locais (excepto um ou outro menos importantes) a acção passa-se num futuro incerto, num planeta que poderá ser a Terra com seres humanos e não-humanos. O espaço-tempo passa-se numa espécie de cruzamento de ficção científica com fantasia, que aliás justificam os cenários, as novas texturas e a paleta de cores invulgar.
Ambas as canções dos genéricos são insolitamente cantadas em inglês por um senhor com nome francês, Jean-Jacques Burnel. A voz dele lembra vagamente a de Damon Albarn dos Blur e as canções facilmente poderiam ser baladas da banda anglo-saxónica. É estranho, mas a melodia cola-se bem ao tom melancólico da história, os genéricos são bonitos e elaborados e de todo o conjunto é talvez o elemento mais banal.
Mal posso esperar para ver como se desenvolve a história, mas também quero ir novamente buscar O Conde de Monte Cristo à biblioteca, pois tive de o devolver quando ia a meio (é um calhamaço, um calhamaço que se lê bem, mas um calhamaço!). Estava a correr bem fazer as duas coisas ao mesmo tempo e o livro ajuda-me a manter-me a par de um leque enorme de personagens e de uma intriga bem rebuscada.
巌窟王
5.7.14
Comecei a Ver: Pretty Guardian Sailor Moon Crystal

Sendo toda a série de Sailor Moon (manga, anime, live-action) uma das que mais me marcou no meu percurso como fã de anime e manga, não podia perder a estreia da Sailor Moon Crystal, a mais recente adaptação da manga para anime.
Felizmente tenho conseguido manter-me longe de spoilers, acho que pouco passou para o público e, com o primeiro episódio acabadinho de ver, vou deixar as minhas primeiras impressões. Afinal termo de comparação não me falta!
Ao ver os primeiros segundos, a primeira coisa que pensei foi: "sofisticado". Sofisticada é a palavra perfeita para descrever o tipo de produção que esta 6ª série de Sailor Moon recebeu. Apesar de adorar as séries antigas, havia muitos episódios de encher e a animação às vezes era muito trôpega. Actualmente, em que há mais séries bonitinhas, que com conteúdo, isso não se justifica, portanto tais erros seriam imperdoáveis. Não me parece que isso venha a acontecer. A segunda coisa que me chamou a atenção foi a banda sonora. As canções não são nada más e relembram bastante as antigas. A banda sonora propriamente dita é também mais sofisticada, menos música electrónica barata (mesmo que bonita, continua a ser barata) como nas séries antigas, e com coro e orquestra!
O ambiente lembra simultaneamente a manga e a 1ª série, mas puxa mais para a manga, assim como o character design. O character design parece quase directamente tirado dos desenhos de Naoko Takeuchi, mas mais limpo e a cores. Os cenários têm cores um pouco mais vivas que na série original, mas também não fogem à paleta de cores da manga.
Quanto à história do primeiro episódio, é tal e qual a manga, até inclui os sonhos do Moon Kingdom e o Mamoru aparece a primeira vez de smoking, exactamente como na manga.
Até agora parece que a minha expectativa de ser mais próxima da manga se concretizou nesta série e se se mantiver assim tenho a certeza que vou gostar, pois sempre gostei mais da narrativa da manga. Sailor Moon Crystal nunca vai ocupar o lugar das outras séries, mas não tenho dúvidas que irei acarinhá-la como acarinhei Pretty Guardian Sailormoon.
アニメ:美少女戦士セーラームーン20周年プロジェクト公式サイト
23.6.14
Non Gou & Andromeda Promethium
![]() |
| Non Gou, Majokko Meg-chan | La Andromeda Promethium, 1000 Nen Joou |
O ano passado no Verão fiz a 2ª versão do fato de Non Gou (Nádia), de Majokko Meg-chan (Bia, a Pequena Feiticeira), cuja 1º versão foi o meu maior falhanço em termos de cosplay. As razões foram muitas, mas resumindo a época em que o fiz, anos 90, foi errada: perucas, ainda por cima azuis, nem imaginá-las e eu tive a ideia macarrónica de fazê-la novamente em lã (a de Black Lady resultou pois tinha os totós e eu fiz uma touca) e devo ter parecido uma Non de trapos. Também houve outros precalços, que aliás até desta vez tive dificuldade em ultrapassar alguns, um deles a pintura facial branca, que para mim é um sacrifício. Como insisto em estar o mais confortável possível, o fato da Non, pelas razões menos óbvias, acaba por ser um dos meus fatos mais desconfortáveis.
Por outro lado, o meu mais recente fato, Andromeda Promethium, de 1000 Nen Joou, de Leiji Matsumoto, é um dos meus fatos mais confortáveis, também pelas razões menos óbvias. Apesar da peruca de 1,5m e 660g de peso, como fui aprendendo a prender bem as perucas (= maior conforto), consegui fazer a coroa bastante leve e que permanecesse segura um dia inteiro na minha cabeça, como o vestido é comprido e de malha, pude usar os sapatos que me apeteceu (no caso as minhas sandalechas, estilo Birkenstock, todo-o-terreno) e chegar ao fim do dia com um cansaço mínimo.
Sim, fazer cosplay não é confortável, basicamente passam-se muitas horas em pé, nem sempre com os sapatos mais confortáveis ou com roupa constrangedora ou pouco adequada à temperatura local. Já para não falar nas perucas, que às vezes podemos estar um dia inteiro com uma peruca de 1,5m e não nos sentir muito incomodados, ou outras vezes passarmos umas horas com uma peruca curtinha e só sentir comichão e calor na cabeça... Mas a diversão de enfiar uma fatiota fora do vulgar, que saiu das nossas mãos e olhar-mo-nos de relance numa vitrine ou espelho e reconhecermos a personagem é do mais recompensador que há!
Aos eventos, vamos por partes.
Asian Culture Party
Em Julho do ano passado fui a este evento convidada como jurada de dois concursos de skits de cosplay, um individual e outro de grupo, e também porque foi num local que tinha curiosidade em ver, num pavilhão na Cidade Universitária. No primeiro dia levei o cosplay de Tsukikage-sensei, que como o tempo estava chocho provou ser uma boa opção (mas fui de ténis - a vantagem dos vestidos compridos), mas no segundo não levei o da Non, que estava praticamente pronto, fui à civil, pois a peruca chegou, Lei de Murphy, na segunda-feira seguinte. Típico.
O evento tinha boas condições mas foi chocho. A entrada não era cara, mas desiludiu um pouco quem ia lá atrás do título, pois basicamente foi um evento de anime (Japão) modesto com Gangnam Style (Coreia) aos berros nos altifalantes. A organização era esforçada e simpática, mas talvez tenha sido demasiado ambiciosa.
Soube há pouco que este ano é mesmo perto de minha casa, mas no mesmo dia do AniFest... que já foi anunciado há meses. Sem comentários.
AniFest
Em Setembro foi a primeira edição do AniFest em que fui mais uma vez jurada do concurso de cosplay ECG. Estreei o cosplay de Non, mas a temperatura ainda estava demasiado alta para tanta roupa e a cara branca. Resultado: apesar de ter adorado toda a experiência, partilhado a mesa do júri com a Asheria, excelente cosplayer portuguesa, e a Shappi, uma cosplayer incrível da Polónia, que para além de talentosa é amorosa, acabei por passar grande parte do dia fechada nos camarins com o ar condicionado no fresquinho e não ter usufruído de grande parte do evento.
Mas no dia seguinte fui à civil e aproveitei vários workshops, um genérico sobre cosplay da Ana Isabela e um muito esclarecedor sobre armaduras da Shappi.
O ambiente no evento, cheio de actividades e com a adicional de convidados estrangeiros, era muito bom e animado e achei tudo bastante bem organizado. Este ano há mais e mal posso esperar!
Winter Cosplay Ball
Em Dezembro finalmente foi organizado um "baile" de cosplay, coisa que desejava há algum tempo. A APC, Associação Portuguesa de Cosplay, junto com um "salão de jogos", a X-treme games, organizou o que era mais uma festa com traje obrigatório cosplay ou formal. Levei o meu fato de Yuuko, pois como é bastante natalício e por ser de veludo, achei adequado para uma festa assim.
O espaço, apesar de pequeno e lhe faltar qualquer tipo de charme digno da palavra "baile", é mais estilo garagem, foi perfeitamente adequado ao tipo de festa que resultou e foi uma excelente oportunidade para conviver com outros cosplayers sem mais elementos que pudessem distrair. Fora a escolha musical, para mim pouco interessante, a festa foi um sucesso, conheci imensa gente simpática nova, convivi com mais gente simpática que já conhecia e diverti-me muito. Este evento ainda teve a vantagem de ser suficientemente perto da minha casa para ir a pé. Espero que haja nova edição este ano.
Cosplay Photoshoot #11
Novamente em sábado de Carnaval fui ao Parque das Nações ao Photoshoot. Levei o cosplay de Non, já com alguns alívios, graças a muita pesquisa e algumas ££, e soube lindamente tentar encarnar uma personagem que tem poses e não precisa estar com um ar demasiado sério ou zangado.
O que faz a diferença neste evento todos os anos, para além de um fato diferente, são os cosplayers com quem calha acabarmos por conviver. Mais uma vez conheci gente nova, na maior parte das vezes são as personagens ou alguma característica dos fatos que servem para quebrar o gelo. Nesse aspecto o cosplay gera um convívio fácil, calculo eu, até para a pessoa mais tímida.
Este ano repetiu-se a after-party, desta vez uma espécie de reprise mais descontraída do baile de Inverno na X-treme Games. Foi bom, mas uma bela canseira!
Festa do Japão
Acho que não mencionei antes, há quatro anos que se organiza em Lisboa, no jardim das Sakuras em Belém a Festa do Japão. No primeiro ano não fui, nem sei porquê, mas a partir do segundo ano, e porque percebi que havia algum destaque ao cosplay, fui sempre até agora. Estreei lá o fato dos corações da Hokuto Sumeragi (Tokyo Babylon), o ano passado fui de Tsukikage-sensei e este ano estreei a Andromeda.
A Festa do Japão é mais multicultural, tem vários espectáculos em palco, dança, música, artes marciais, cosplay, e ainda bancas, cuja minha preferida é a dos livros em 2ª mão. Já lá achei uns tesourinhos! Também há bancas de comida, o meu tirar a barriga de misérias anual de takoyaki.
Este ano foi especial por reencontrar um velho amigo destas andanças do anime, o Tetsuo Ogata, do Club Otaku. Também foi especial por o test-drive da minha coroa, que tanto trabalho deu, ter sido um sucesso, até quando me abaixava ela não saiu do lugar. Só não experimentei fazer headbanging ou andar aos pulos, mas convenhamos... seria off-character!
Podem ver as fotos que fui tirando nesses eventos nas minhas galerias do Google (Asian Culture Party, AniFest, Cosplay Photoshoot #11, Festa do Japão 2014).
Cidade Universitária, ETIC, X-treme Games, Parque das Nações, Belém
24.2.14
Andersen Dowa Ningyo Hime
Encontro sempre nos animes dos anos 70 um charme que já desapareceu. Nem é por uma questão de nostalgia que os vejo, simplesmente aprecio mais a sua estética e linguagem cinematográfica mais directa. A sua produção era abordada simplesmente como um entretenimento e não como uma obra de valor artístico ou monetário, o que lhes dá uma simplicidade muito cativante.Andersen Dowa Ningyo Hime, ou seja a Contos de Andersen, A Pequena Sereia, de 1975, é, dentro das adaptações de contos ocidentais dos anos 70 que já vi, das obras mais conseguidas. Os outros que vi são Hakuchou no Mizuumi (O Lago dos Cisnes) e Sekai Meisaku Dōwa: Oyayubi Hime (A Polegarzinha - que nunca comentei aqui). Primeiro o filme não desvia muito do conto original (de que sou fã desde pequena), coisa realmente desnecessária - em equipa ganha não se mexe - os contos de Hans Christian Andersen já são extremamente dramáticos e visuais por si só, não precisam de glitter. Apesar disso não desgostei do final feliz da versão da Disney e a Pequena Sereia ainda é o meu filme Disney preferido da era moderna.
Voltando ao Japão, a estética clássica da Toei pelas mãos mais que talentosas de Shingo Araki (eu sabia, eu sabia!) alia-se a uma animação impecável para a época, num filme onde não há a estranheza de uma animação muitas vezes arcaica ou "parada" das séries para TV. Não é só o character design que é lindíssimo, a animação, como já disse, é muito boa e os cenários deslumbrantes. O fundo do mar é escuro e algo lúgubre, o que nos ajuda a reforçar a ânsia de Marina (Ariel é invenção da Disney, no conto de Andersen a sereia não tem nome) em ver o céu e a superfície da terra, cheio de navios naufragados ou construções de búzios espiralados. Por seu lado, a terra é solarenga e parece tirada das ilustrações de um livro de contos ocidental. Mesmo assim, nenhuma das construções, submarina ou terrestre é monumental ou avassaladora, são suficientemente luxuosas e acolhedoras para espicaçar a curiosidade do espectador comum e deslumbrar uma criança japonesa dos anos 70, para quem qualquer coisinha ocidental teria parecido exótica.
![]() |
| Quando Marina vem à superfície pela primeira vez. |
Ao ver este filme tive uma vaga sensação de familiaridade, portanto é provável que o tenha visto quando era miúda, mas não tenho memórias concretas e a adaptação que mais me lembro da Pequena Sereia era um filme de um país de leste, talvez checo, que passou no Vasco Granja e que tem semelhanças estéticas com este. Sou parcial na minha leitura deste filme pois é o meu conto de Andersen, o meu escritor de contos infantis preferido, favorito e Shingo Araki é um dos meus heróis. Digo "é", pois apesar de já ter morrido, estou longe de ter visto toda a sua obra. Ah, as sereias deste filme não usam soutien! Eu sei que é por uma questão de classificação etária, etc., etc., mas sempre achei que soutiens em sereias são um anacronismo. O mais engraçado é que apesar de não ser frequente, não houve uma preocupação exagerada em tapar as maminhas de Marina e temos o ocasional mamilo à vista. Quando pensamos nos tempos passados como épocas pudicas e depois vejo um filme destes, que mostra maminhas sem as sexualizar, pergunto-me se os tempos pudicos não serão agora.
Andersen Dowa - Ningyo Hime - ANN
Subscrever:
Mensagens (Atom)























