Mostrar mensagens com a etiqueta Captain Tsubasa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Captain Tsubasa. Mostrar todas as mensagens

23.7.24

Blue Lock - Episode NAGI -

Quando percebi de que Blue Lock - Episode NAGI - é um anime sobre futebol, cuja narrativa não é focada nas personagens nem na sua evolução, percebi que não é anime para mim. Não sou fã de futebol, viver cerca de 10 anos entre dois dos maiores clubes do país simplesmente fez-me passar de "Detesto futebol!" para a indiferença pelo desporto, a não ser que me perturbe o dia a dia.

Se o filme de Haikyuu! me despertou alguma curiosidade acerca da série, pois tem bastantes personagens com piada e o filme tem uma narrativa cativante, Blue Lock tem protagonistas desagradáveis, manipuladores, narcisistas e sem grande densidade psicológica.

Para além disso, o filme não acompanha um jogo de futebol, como Captain Tsubasa, que era super divertido, com personagens cativantes e apaixonadas pelo futebol. Não era preciso mais nada.

Reo é um menino mimado que, por mais talento que tenha, simplesmente joga futebol para contrariar a família (não optando pelo negócio multimilionário da família) e não passar os dias aborrecido. Ele aposta todas as suas cartas quando descobre que Nagi, um narcisista apático, tem talento para a coisa. Tal como Reo, Nagi passa os dias aborrecido e só os videojogos lhe despertam algum tipo de faísca. Reo manipula Nagi para formarem a equipa perfeita, mas acaba por criar um monstro. Mais não digo, pois nem sequer tenho grande material para spoilers.

Blue Lock, a instituição para a qual ambos entram, como candidatos a melhor avançado do mundo, é mega tecnológica e impessoal, focando-se no treino para avançados... A última vez que verifiquei, o futebol era um desporto de equipa e, por mais que quase todos eles mais cedo ou mais tarde tenham de desempenhar as outras posições numa equipa de futebol, a ausência de um jogo normal, que é empolgante de ver, admito-o, torna o filme uma seca.

Também me chocou muito a falta de consistência no character design e animação, havendo por vezes umas distorções inexplicáveis e desagradáveis à vista. Chocou-me principalmente por tratar-se de um filme a estrear em sala. Já vi OAVs dos anos 80, com um orçamento muito mais baixo, com uma animação bem melhor e mais consistente. Nos dias de hoje, onde a tecnologia joga a favor de uma animação com qualidade, é inexplicável.

E é tudo. Não gostei, mesmo sendo sobre um tema de que não sou fã, estava à espera de mais. Afinal Captain Tsubasa, o outro anime de futebol que vi na vida, era divertido e empolgante.

『劇場版ブルーロック -EPISODE 凪-』



25.11.23

Ace o Nerae!

Ace o Nerae! é um anime outonal. Até pode passar-se na Primavera, Verão ou Inverno, mas é cheio de cores quentes, laranjas, vermelhos, castanhos. Quase todas as cenas exteriores passam-se ao pôr do sol, o que também contribui para o ambiente outonal.


Mas vamos ao que interessa, uma das minhas introduções ao sports anime, junto com Captain Tsubasa e Attacker You!, e talvez a minha preferida das três. O que gosto nos sports anime é a saga de esforço por que os protagonistas passam, constantemente a tentar ultrapassar os seus limites ao ponto de quase ganharem poderes sobrenaturais. Em Ace o Nerae! os serviços têm nomes como "bullet serve" ou "tornado ball", etc. Tipicamente, sempre que surge uma adversária com uma dessas técnicas muito gráficas, já sabemos que primeiro, Hiromi, a nossa protagonista, vai pensar em desistir, por duvidar das próprias capacidades, depois vai treinar sozinha, fora de horas, para ter algum encontro imediato, amigo ou inimigo, que a faz chegar ao jogo determinada, ganhando alguma vantagem com essa determinação, mas logo a seguir é arrasada ao ponto da exaustão quando, de um olhar do treinador ou outro incentivo para nós insignificante, reúne forças do nada e arrasa o oponente. Naturalmente, cada rival que se segue é mais poderoso e intimidador que o anterior, mas assim Hiromi vai superando cada obstáculo, tornando-se ela uma tenista feroz, capaz de intimidar também o rival mais assustador.

Sim, Ace o Nerae! segue uma fórmula, mas tem mais densidade que isso. Hiromi é uma rapariga simples, por quem ninguém dá nada, que vive um dia a dia banal. Apaixona-se pelo ténis ao ver a elegante Reika Ryuuzaki, a Ochoufujin, ou Madame Butterfly, a jogar. Só quando o recém-chegado treinador Jin Munakata, com uma metodologia singular, a coloca em destaque, é que Hiromi se revela uma tenista com valor próprio. Ao longo da série e ao defrontar as rivais com honestidade, vai fazendo mais amigos que inimigos, mesmo que pelo meio tenha pisado alguns calos.

Para além do percurso emocional intenso de Hiromi e das outras tenistas, cada uma com algum tipo de drama por trás, o que me chamou para esta série, quando a vi a primeira vez, foi o estilo de realização do lendário Osamu Dezaki. Na realidade, não foi Ace o Nerae! que vi há uns anos na RTP 2 ou no Canal Panda ou equivalente. Foi numa época do início da TV Cabo, quando, para além do Panda, havia uma série de canais da América Latina, que passavam muito anime, sobretudo dos anos 70 e 80. O que presumo que vi foi Ace o Nerae! 2, pois lembro-me da mudança de treinador. Mas sobre Ace o Nerae! 2 falarei em breve. Até tenho um post sobre uma tentativa de rever ou ver a série neste blog, mas ficou, como muitas, pendurada por alguma razão. Bom foi desta!

Osamu Dezaki. Um dos grandes realizadores de anime dos anos 70 e 80, que colaborou com frequência com o meu herói Shingo Araki, como character designer, que infelizmente não colaborou nesta série. Mesmo assim, dentro de um estilo muito simplificado e nem sempre o mais consistente, gosto imenso do character design adoptado, bastante próximo da manga. Dezaki é o criador daqueles planos "congelados", cheios de raios à volta, onde o desenho passa a um "estado" mais elaborado, com acabamentos a lápis de cor ou aguarela,  para reforçar algum momento chave do episódio ou da série. Li algures há muitos anos que Dezaki inventou este método por via da necessidade, já que animar um plano ou cena completa de forma mais dramática levava muito tempo e saía mais caro. Assim destaca-se esse momento, por exemplo a primeira vez que vemos Ochoufujin, onde é destacada a sua beleza e elegância no tratamento manual e texturado do seu plano congelado. Também gosto como o desenho é reduzido ao mais importante, representando o público ou os figurantes por um contorno pintado a aguarela, às vezes sem face, ou apenas os olhos vazados. Os olhos vazados são outra característica estética do anime shoujo dos anos 70 que adoro, apetece fazer print screens e imprimir em t-shirts!

Como disse acima, a série segue as provações de Hiromi para progredir no ténis, nas mãos do seu Oni Coach (Treinador Demónio), durante o ensino secundário. É uma série empolgante, sobre um desporto interessante e apelativo, com uma protagonista que faz a ligação ao espectador na sua simplicidade banal. Fora Hiromi e Jin Munakata, um homem de vinte e tal anos, rígido e enigmático, pouco ficamos a saber das outras personagens, fora a sua respectiva paixão pelo ténis e, no caso de Todo, por Hiromi também. Mesmo assim, nunca vemos nem ouvimos os pais de Hiromi e o máximo que vemos da sua casa é o quarto e o ofuro (banheira). Até vemos mais da casa de Reika. Hiromi tem um gato preto, Goemon, que parece um cão e que é muito mal tratado, como se fosse um boneco de peluche, coitadinho! É curioso perceber que Hiromi, um bocado maria-rapaz, desperta a inveja das raparigas, mas atrai os rapazes. Todo é o que mais se aproxima dela, mas Chiba, outro tenista, e Kimura, o repórter da escola, também ficam logo fascinados por Hiromi.

Há pelo menos mais 3 séries, fiquei um bocado confusa, pois pelos vistos há uma que não tenho, Shin Ace o Nerae!, que é um remake, depois Ace o Nerae! 2 e Ace o Nerae! Final Stage, um filme curto, que saiu após o remake, e ainda a série live-action, de que já falei aqui e que adorei. Já estou a ver Ace o Nerae! 2, pelo que haverá um post em breve.

「エースをねらえ」「新 エースをねらえ」

 


17.9.06

Manga Mania

Bem... como os portugueses não são desenrascados e rápidos nos negócios, já tarde e a más horas (basta ver as datas de produção dos títulos apresentados) a Salvat se propôs a edição de alguns clássicos (filmes) anime (para além da edição de Captain Tsubasa e Dragon Ball).

Só tenho pena de duas coisas (as de sempre):
1. de o título continuar com o infeliz erro de chamar manga (banda-desenhada) a anime (animação). Se o erro fosse só com a designação japonesa até lhe chamaria preconceito, mas infelizmente, apesar de serem dois meios totalmente diferentes (apesar de elos em comum bastante fortes), a tendência para se confundir banda-desenhada com desenhos animados ou animação é geral.
2. Serem os títulos de sempre (Akira, Ghost In the Shell, Appleseed, etc.) demasiado cingidos a apenas um género o dos filmes de acção, ficção-científica, terror, ou mais concretamente para quem se diz entendedor, o cyberpunk.

Mas tudo tem o seu lado positivo e o facto de ver nas bancas de jornais títulos de anime à venda que, há 10 anos atrás, eram caros e difíceis de arranjar ou apenas visionar, é um bem que já vem tarde, mas vem!

Pessoalmente não vou comprar nenhum, a não ser que no meio da lista de títulos esteja alguma surpresa, mas não acredito muito.

Editorial Salvat - Manga Mania

16.8.06

Barrigada de anime

Não é novidade nenhuma que o Canal Panda aposta já há bastante tempo no anime, mas hoje reparei que foram nada menos que 7 anime seguidos (se não me engano a ordem era esta):
  1. Ojamajo Doremi # (Doremi II)
  2. Ashita no Nadja (Nadia)
  3. Doraemon (Doraemon IV)
  4. Captain Tsubasa J (Oliver e Benji)
  5. Kaitou St. Tail (A ladra Meimi)
  6. Kiteretsu Daihyakka (Kiteretsu)
  7. Beyblade G Revolution (Beyblade III)
Costuma se dizer que não há fome que não dê em fartura... apesar do público alvo infanto-juvenil, há para todos os gostos e só espero que o Canal Panda continue assim e passar anime popular e relativamente recente, junto com algumas pérolas vintage.

Canal Panda

4.5.06

Captain Tsubasa

Eu sou daquelas aves raras em Portugal que não liga a mínima a futebol, mesmo assim, não poderia deixar passar a reposição de Captain Tsubasa no Canal Panda em branco até porque acho esta série deliciosa! Não sei se vou seguir a série episódio a episódio, porque já a vi, em tempos, quando deu ainda na RTP, aos fins de semana de madrugada, parte dobrada em português, parte dobrada em italiano!

Dobragem e alterações de nomes à parte, coisa que aliás nunca percebi, em particular nesta série em que a grande maioria dos intervenientes são japoneses e os nomes japoneses, apesar de exóticos, são mais fáceis de pronunciar correctamente por um português que nomes anglo-saxónicos, é uma boa série de anime.

A melhor e mais divertida recordação que tenho da primeira vez que vi esta série eram os extremamente intensos, emocionantes e longos jogos de futebol que se prolongavam por dois ou mais episódios, era quase necessário só um para eles atravessarem o campo de futebol.

Revendo hoje um episódio cheguei à conclusão que, apesar de um character design algo tosco, de uns cenários muito simples e uma genérica ausência de efeitos especiais (fora as proezas dos jogadores), esta é uma série muitíssimo bem realizada. A ideia de filmar os jogos com a câmera à altura da bola (no chão) é, no mínimo, digna de génio. Todo o modo como os jogos a decorrer e a relação entre personagens, dentro e fora, é conjugada torna os longos jogos extremamente emocionantes de uma forma bem diferente de ver um verdadeiro jogo de futebol (pelo menos na TV), de tal forma que fez uma desinteressada no futebol, como eu, ficar vidrada.

A vantagem de repor no Canal Panda é que, pelo menos, os episódios hão de passar todos seguidos e em horários fixos, sem as alterações loucas de programação dos canais públicos (não cheguei a acompanhar a 2ª série por causa disso). Se bem que o horário não é lá muito simpático, só se se for morcego ou madrugador (e vivam os VHS!).

Como curiosidade: no 2º volume da manga de Captain Tsubasa: Road to 2002 (a série de manga mais recente) aparecem várias vedetas do futebol internacional, incluindo no nosso Figo, que os japoneses, não sabendo como o nome se pronuncia, escreveram à inglesa ファイゴ - Faigo. Não são só os portugueses que se enganam!

Captain Tsubasa - TV Tokyo

Canal Panda
2ª - 6ª: 07:00, 13:00, 20:30
sab., dom.: 08:00, 14:00, 20:30
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...