11.11.07
CONFERÊNCIA “A Animação no Japão – Nova Geração de Artistas Japoneses de ANIME” II
A prof. Kei Suyama, professora de história, teoria e técnicas de produção de anime na Faculdade de Belas Artes – Departamento de Anime – da Universidade de Tokyo Kogei, falou resumidamente da indústria do anime, dos seus elementos mais vanguardistas ou que marcam actualmente a diferença e também do "Inter College Animation Festival" de que é membro da organização.
É claro que a conferência foi muitíssimo interessante, soube foi a pouco. Mas para aprofundar mais o que uma pessoa como a prof. Kei Suyama nos pode trazer, nunca poderia ser feito em cerca de duas horas. O ideal (talvez um dia isso possa acontecer) seria um seminário de, no mínimo 3 dias, onde, para além de se falar, pela rama, de artistas proeminentes, tendências e novos valores, se aprofundariam melhor estes temas e haveria a possibilidade de dialogar e falar de outros. Mesmo assim tenho a certeza de que saberá a pouco.
Destacaria, entre os vários filmes e trailers mostrados, Mind Game, um filme com mistura de técnicas e muito irreverente, que a prof. Suyama mostrou como sendo exemplos de animação original, de qualidade e com personalidade. Nos filmes do ICAF gostei mais de Birthday, uma interpretação deliciosa da Teoria da Evolução das Espécies de Darwin.
Foi pena, mas não de todo grave, o tradutor ser um japonês que tem formação em português do Brasil (o que levou a uma escolha de palavras um pouco invulgar) e que trocou o tempo todo a palavra kantoku (que quer dizer realizador) por produtor. A diferença pode parecer pequena, mas não é. Um produtor encarrega-se de toda a prate financeira e logística de um filme, enquanto que o realizador se encarrega da parte de criação e coordenação artística de um filme. Essa função engloba também partes mais técnicas, mas sempre ligadas à criação do todo de uma obra de cinema ou, neste caso, cinema de animação.
Foi pena também que parte do público que participou na conferência em Lisboa, numa sala já por si complicada a nível de som, pois todo o mobiliário é de madeira, portanto range e faz barulho, não se tenha calado, mantendo um burburinho de fundo irritante e mal educado e rindo à gargalhada sempre que percebia algo em língua japonesa.
7.11.07
2 anos + Halloween
5.11.07
25.10.07
Já vi: Sakuran
Sakuran é tudo o que Memoirs of a Geisha queria ser quando fosse grande: é historicamente correcto, apesar de tomar algumas liberdades criativas, tem um design de produção muitíssimo colorido e apelativo, é divertido, bem feito, tem uma boa história, é erótico q.b., a ligação romântica é bem mais resolvida e não é preconceituoso, uma vez que a visão é despretensiosa sem moralismos, lamechices e clichés americanos.
Tudo isto àparte, Anna Tsuchiya convence, encarna na perfeição o papel da oiran arrogante e rebelde e todo o filme é muitíssimo mais convincente, mais curto e menos chato que o Memoirs. Também gostei muito da metáfora, bastante óbvia, dos peixinhos dourados, que adornam, convenientemente o arco do portão de entrada para o bairro.
A quem se interessa por este universo aparentemente fútil e exótico, mesmo não se tratando de geishas, mas de oiran (prostitutas), que é o que os ocidentais, erradamente, costumam achar que são as geishas, recomendo vivamente.
Já agora um PS: apesar de geisha e oiran serem profissões bem diferentes, o universo laboral e social em que viviam era semelhante. Ambas as profissões eram executadas por mulheres, à noite, envolviam guarda-roupa, kimonos, exuberantes (os das oiran mais exuberantes e kitsch), os clientes eram homens, trabalhavam em bairros fechados (distintos) e a hierarquia e aprendizagem nas casas onde viviam era bem semelhante. Daí parte do mal-entendido que é gerado. Mas geisha são artistas e entertainers e oiran eram prostitutas.
さくらん
Animax
Infelizmente o tempo tem sido pouco para dedicar umas linhas à novíssima Zona Animax no canal AXN. Já era fã do AXN, mas quando soube que o excelente canal de cabo japonês Animax (também pertencente à Sony) iria ter um espaço no AXN, fiquei mais ainda.
Apesar do começo algo tímido (não em número, uma vez que são 6 séries de uma só vez, mas em estilo) há imenso espaço para explorar novos géneros e épocas de anime uma vez que o catálogo em potencial do Animax é virtualmente infinito.
Foi pena as promoções com horários, etc, terem sido feitas muito em cima da hora o que fez com que perdesse o primeiro episódio de Samurai Champloo e, ao que me parece, os 2ºs de todas as séries (deram ao domingo).
Inu Yasha
Não sendo fã incondicional de Rumiko Takahashi, mas gostando e sendo um dos meus anime preferidos, Urusei Yatsura, da sua autoria, é um daqueles anime que não me fazem mover montanhas para ver, mas que vou seguir com curiosidade e atenção pela TV.
Outlaw Star
Se não me falha a memória este é daqueles que já passou na SIC-Radical. Se ainda não passou é porque se trata do tipo de anime a que não costumo ligar. Mas como vem tudo em pacote, desta vou tentar seguir, nem que sejam os primeiros episódios para depois me aborrecer e fazer fast forward no vídeo. Mas isso não vai acontecer.
Trigun
Como não segui fielmente quando deu na SIC-Radical e gosto das desventuras do herói/anti-herói com mais fama e menos proveito do anime, esta é daquelas séries que diverte e é bastante original.
Orphen
Mais um daqueles anime a que não costumo ligar, mas prometo que vou fazer um esforço, apesar de o primeiro episódio ter sido o que menos me convenceu.
Excel Saga
Provavelmente o meu favorito do pacote. Acordei tarde e a más horas para este anime na SIC-Radical, portanto agora vou tentar não perder um episódio. Razões: Excel, Mitsuishi Kotono (a voz de Usagi em Sailormoon e Misato em Evangelion, entre outras), o cão(?), a música, Pedoro, os disparates, Il Palazzo, os disparates, a tuberculose da assistente de Excel (não me lembro do nome dela), os disparates, os disparates, os textos pelo meio que se têm de ver em pause (e perceber japonês), mais uma vez os disparates.
Samurai Champloo
A mais esperada por mim. Já tive várias vezes para a procurar na net e não o fiz. Infelizmente não estava em casa e pus a gravar, mas, sendo a última do pacote e não sabendo eu o horário certo, acabei por não ver o primeiro episódio ;_; Mesmo assim quero ver este anime de samurais com um character design tão invulgar.
AXN
sábado, a partir das 12:45h
e a partir das 6:45 (repetição)
domingo, a partir das 6:45h (repetição)
e às 12:45h
Zona Animax
Animax (JP)
2.9.07
Fushigi Yuugi
Este é mais um anime que viveu do boom de anime com magia surgido, em grande parte, do sucesso de Sailormoon. Naquela época também foi produzido Magic Knight Rayearth (das CLAMP) que pode-se enfiar no mesmo saco que Fushigi Yuugi.
Já não me lembro muito bem da história, só me lembro que Miaka (a protagonista) e Yui, a sua melhor amiga, são transportadas para uma outra dimensão mágica em que ambas se transformam em sacerdotizas de um animal místico chinês e do seu respectivo grupo de acólitos. Miaka na sacerdotiza da fénix (Suzaku no miko) e Yui na sacerdotiza do dragão (Seiryuu no miko). Ambas tornam-se rivais, apaixonam-se, etc.
Do que me lembro melhor é que é um anime com uns gráficos bastante opulentes, directamente baseados na iconografia chinesa dos 4 deuses sagrados (fénix, dragão, tigre, tartaruga), com um character design muito típico de um shoujo.
Canal Panda
2ª-6ª: 22:30
sab.-dom.: 22:00
ふしぎ遊戯
29.8.07
Akage no Anne
Pessoalmente sou uma fã da história, fiquei-o ao ver a série canadiana Anne of Green Gables, depois vi o anime e só por fim é que li os livros, que amei! É uma história muito engraçada do percurso de uma órfã que de peculiar tem muito mais que os cabelos ruivos.
Os livros acompanham praticamente toda a vida dela, a série televisiva, com algumas diferenças, quase tudo e o anime apenas até Anne se formar e regressar à sua terra natal. Mesmo assim, o anime está muitíssimo bem adaptado, com poucas alterações "criativas", mantendo intacto o espírito dos livros. Apesar de ser uma produção da Nippon, com o character design 'tipo Ghibli', um pouco simplificado, é, mesmo assim, um anime contagiante, daqueles de que se espera(va) ansiosamente uma semana para ver o episódio seguinte.
Infelizmente estas edições da Altaya têm o entrave de servirem para explorar os paizinhos que querem arranjar uns desenhos animados para entreter as crias... É sempre um roubo, ora vejamos:
São 25 DVDs, com 2 episódios cada (sem extras que mereçam menção) e se forem todos ao preço do primeiro (€2,50), que normalmente não o são, fica a colecção da série completa na módica quantia de €62,5, o que não é nada barato, principalmente se tivermos em conta que a caixa das 4 séries completas dos Monty Phython's Flying Circus, com 45 episódios de 25 minutos (em caixas fininhas de 6 episódios cada) custa €40. Para além de sair caro, 25 DVDs de caixas normais ocupam imenso espaço!
Mas enfim, remato como sempre, felizmente que andam a publicar estas coisas, só não percebo, da informação disponível no site da Altaya, se os DVDs, para além da óbvia dobragem portuguesa (que, espero bem seja a mesma que passou na TV, pois era muito boa) têm também a muito pouco provável versão original em japonês, com legendagens em português.
Planeta deAgostini - Ana dos cabelos ruivos
20.8.07
Kakurenbo
Kakurenbo é um excelente e lindíssimo filme que pude ver no Nippon Koma de 2005 e que foi comentado aqui neste blog.
Pena que apesar da abertura, a RTP2 e o Onda Curta permaneçam programas de público reduzido e que, como reflexo disso, a transmissão deste filme tenha tido pouca divulgação. Pena também a legendagem ter falhas, mas isso são preciosismos meus.
Kakurenbo
RTP2 - Kakurenbo
5.8.07
Séries TV
8.7.07
Victorian Romance Emma - Second Act
Desta vez a série mostra-nos novos lados e ambientes da sociedade victoriana. Emma como mais um membro do exército de criadas e criados da mansão da família, de origem germânica, Mölders. Um novo love-interest para Emma, o valete Hans. A liberalidade da família Mölders, por comparação às outras famílias da nobreza e burguesia que já conhecíamos. Ainda Mrs. Trollope, a mãe de William, que se afastou da família por não se adaptar aos rigores da vida em sociedade e que vive rodeada de plantas e animais exóticos no seu jardim de inverno. E em William, que finalmente se impõe e luta pelo seu amor, versus convenções sociais, mesmo em detrimento próprio e da sua família.
É graças a Dorotea Mölders e Mrs. Trollope que se dá o reencontro de Emma e William e parcialmente graças à generosidade de ambas que esse reencontro é definitivo.
O final desta vez não fica em suspenso, é, aliás, um final feliz e de certa forma esperado. Por ser esperado e não surpreender, é algo decepcionante, mas essa dose de decepção acaba sendo eficaz na separação, como espectadora da série, não ficando tanto aquela sensação de pena de não haver mais.
Mais uma vez temos uma animação de excelente qualidade e rigor histórico e a história fecha o círculo deixado em aberto pela série anterior sem um final precipitado, mantendo a cadência e ritmo já estabelecidos.
英國戀物語エマ 第二幕
18.6.07
Ando a ver: Jigoku Shoujo Futakomori
Primeiro a/o protagonista é Honee Onna sob a identidade de Sone Anna, depois o episódio é em tom de comédia, a vingança é algo leviana e nem sequer seguimos o percurso da "vítima" mas apenas do enviado ao inferno que é um típico falhado...
Enfim, apesar de não dar para umas gargalhadas (não chega a tanto) o episódio tem o seu quê de divertido e, principalmente, de insólito. É giro ver Honee Onna a agir como humana, entre os humanos, a personagem do realizador é caricata, vale pela variante.
地獄少女
17.6.07
errata
1. É CLAMP Gakuen e não Gakuin,
- erro de leitura do ideograma
2. É Tantei e não Meitantei,
- erro de ler à pressa, acrescentei o "mei", que quer dizer famoso.
As minhas desculpas, todos os erros foram corrigidos.
16.6.07
Terminei de ver: Lady Georgie
No todo continuo a gostar de Lady Georgie, que é um bocado viciante, mas já não vi com a mesma emoção de quando a vi originalmente na RTP, nos anos 90. Aliás, após ter lido (e agora relido) a manga, acho a série ligeiramente decepcionante, principalmente porque foi suavizada e, nessa suavização foi-se o final que faz muitíssimo mais sentido e é BEM mais interessante na manga.
Outra coisa que não gosto (já não apreciava muito antes) é que a história é muito desequilibrada no modo como a narrativa está distribuída. Enquanto que na manga a infância de Georgie são apenas algumas páginas (acho que nem chega a um capítulo), no anime esta prolonga-se demasiado em pequenas aventuras que não servem para mais nada do que a definição de personagens, estratégia mais bem resolvida e de forma mais económica na manga. Percebo que se quisesse esticar a história para dar um anime com uma quantidade razoável de episódios que, à época, ficava bem com os 45 que esta tem, mas poderiam ter esticado outras partes mais interessantes, ou então o final que, para além de radicalmente alterado é demasiado apbruto, utilizando apenas 3 ou 4 episódios. Mesmo mantendo o mesmo final, poderiam ter esticado a parte do reencontro de Georgie com o pai, e a sua maturação após a separação de Lowell. Talvez esta série tenha sido planeada de outra forma, mas ao aperceberem-se do rumo que o final da história tomou na manga, podem ter esbarrado com um problema complicado e resolveram-no assim.
Parece-me que esta série viveu um pouco do sucesso, talvez algo inesperado, que Candy Candy teve, e os autores/produtores do anime tivessem esperança de prolongar a séries por cerca de 2 anos e 115 episódios, como aconteceu com a Candy.
Da parte técnica não tenho grandes críticas a fazer, continuo a gostar do character design, mesmo que, por vezes, a qualidade falhe, aspecto bastante comum nos anime mais comerciais, até há bem pouco tempo. Mas os cenários são de muito boa qualidade, os erros de engrish não são demasiado graves ou numerosos e os efeitos e cenas especiais bastante bem produzidos.
Como disse anteriormente, a versão que vi agora foi uma versão italiana. Em Itália, quando a série passou na televisão, infelizmente bastantes cenas foram censuradas (coisa que felizmente não aconteceu cá). A cópia que tenho não está censurada mas, pelo que percebi as cenas originalmente cortadas foram adicionadas de outra cópia, se não me engano da emissão alemã, que não têm, claro, o som. Felizmente lembrava-me bem destas cenas (bastante fortes) e no geral estão bastante coladas à manga, portanto algum diálogo que fizesse falta, deu para não ser muito sentida.
11.6.07
Comecei a ver: Romeo x Juliet
A acção passa-se num retro-futuro fantástico, numa cidade flutuante, que se ergue acima das nuvens, com um misto de arquitectura medieval romântica do norte de Itália e britânica. Os cenários, como se pode perceber pela minha primeira descrição, são lindíssimos, com um aproveitamento das tecnologias 3D tão bom que só agora, que escrevo este texto, é que me lembro que são em 3D. Para além disso o character design é discreto e simples, muito ao estilo Yoshiyuki Sadamoto, com uma paleta de cores ligeiramente desviadas das primárias sem serem cores pastel ou tonalidades demasiado escuras ou soturnas, interligando-se lindamente entre elas e com os cenários. Mesmo as cores que os protagonistas vestem quase na totalidade (vermelho - Juliet e azul - Romeo) não enjoam de tal forma a paleta foi bem pensada.
Mais ou menos do mesmo modo, a conhecidíssima história de Romeu e Julieta original foi invertida, fazendo aqui Romeo parte da família governante e Juliet da família ostracizada e exilada ao esquecimento. A situação social e política foi extremada, complicando mais a trama, fornecendo elementos para esticá-la por vários episódios. Para complicar ainda mais, Juliet tem como passatempo (à Alexandre Dumas) de se travestir de 'Tufão Escarlate'/Odin, um anti-herói justiceiro que defende os fracos e oprimidos. As personagens secundárias são um misto das personagens da peça original (Benvolio, Mercutio, a Ama) com outras, claramente piscares de olho ao contexto da história. A mais evidente é um dramaturgo chamado Will, em cujo teatro vive Juliet que se aconselha sobre as questões amorosas com ele.
Do lado fantástico, para além dos cenários, Romeo monta num cavalo alado, há um elemento de ligação entre os dois, o lírio branco, parte do brazão dos Montague. Creio que mais virá. Na cidade de Neo-Verona, como seria de esperar, todos os escritos estão em italiano que, para mim, é uma variante deliciosa e bem mais interessante que o cansativo engrish dos anos 80-90.
Até ao que vi, já Romeo e Juliet se apaixonaram e estão próximos de começar a lutar pelo seu amor, e têm muito mais que enfrentar que na história original, os japoneses deram-lhes luta! Como esta Juliet é menos pacífica e subserviente que a original, mais maria-rapaz, a história promete e espero que não saiba a pouco, pois não me parece que seja uma série das longas.
ロミオ×ジュリエット
9.6.07
Basilisk
À primeira vista, o character design é interessante mas demasiado exagerado. Dentro do leque de personagens há, a meu ver, demasiados "monstros". Eu sei que este é um anime shounen e fantástico, num universo tradicional japonês, mas, para mim, Rurou ni Kenshin é o limite para personagens monstruosas e a raiar o limite do não-credível.
Apesar de não ter visto o primeiro episódio, este que vi era o terceiro, só através dos genéricos me apercebi, mais ou menos, de quem são os protagonistas da história. Neste episódio apenas percebi a existência de dois grupos de viandantes, onde o grupo que mais agiu assassinava de modo sangrento um terceiro grupo com que se cruzou e, pelo que percebi o líder desse grupo tem um fascínio ou curiosidade pelo líder do outro grupo, o protagonista desta história. Não percebi se são inimigos, amigos, rivais, parentes, totais desconhecidos, se têm alguma ambição ou objectivo em comum, etc...
Apesar de tudo ainda tenho alguma curiosidade em continuar a ver este anime tão diverso do que costumo ver, espero que entretanto a narrativa se torne mais explícita.
Basilisk
バジリスク~甲賀忍法帖~
SIC-Radical
8.6.07
Premiere
É bom ver um print-screen do blog dele, onde também se vê o banner do Anime-comic.
Espero que a resposta, altamente positiva, do Criswell dê bons frutos ao Cine-Asia e, claro está, aqui ao Anime-comic.
22.5.07
Comecei a ver: Lady Georgie
Lady Georgie, da mesma desenhadora de Candy Candy, Yumiko Igarashi, e de Izawa Man (história) é uma das séries anime do meu top 10, mesmo não sendo a primeira da lista (Candy Candy). Comparando com a sua irmã mais velha, esta série tem uma produção muitíssimo mais cuidada e com outro tipo de investimento. Mas tanto a manga como a sua produção é posterior. Já apanha o início dos áureos anos 80 do anime e bebe do sucesso das outras séries shoujo semelhantes. A história é também mais madura e cruel que a de Candy Candy, mas na manga a diferença ainda é mais clara.
Apesar de a protagonista (Georgie) não me cativar do mesmo modo que Candy (que é mais maria-rapaz e menos subserviente) há, definitivamente, qualquer coisa de especial neste tipo de histórias e de anime que me vicia para todo o sempre. Claro que a qualidade gráfica da série é um factor que pesa imenso na minha preferência, mas também o tema do amadurecimento das relações amorosas apimentadas com dois quase-incestos, muito próximos do folhetim, cenas de ciúmes doentios, que aliados à diferenciação rígida de classes dos ingleses, intriga política e crime não transformam esta série numa xaropada de levar ao vómito, como seria de prever.
Estou a gostar imenso de rever esta série, exactamente porque arrisca mais em termos narrativos (gráficos também, pois há algumas cenas de nudez parcial, masculina e feminina), tanto que fiz uma pequena pausa no re-visionamento de Candy (que ando a ver com muita calma). O facto de saber o final da história na manga, que é mais intenso mas que apresenta uma resolução mais coerente que a do anime, ajuda a imaginar o que me intrigou imenso nos visionamentos anteriores.
Esta é uma série muito marcante, que é uma pena também ter sido arrastada para os intermináveis processos de direitos de autor que a desenhadora provocou.
6.5.07
CLAMP Gakuen Tantei Dan
Hoje estreou CLAMP Gakuen Tantei Dan, ou seja O Clube de Detectives do Colégio CLAMP. Depois de Card Captor Sakura já cá faltava um anime das CLAMP, até porque todos eles foram bastante populares no Japão e são conhecidos no Ocidente, mas com uma grande falta de estreias em Portugal.
Este sempre foi um anime, e manga, das CLAMP pelo qual nunca me interessei muito, sei que temos 3 protagonistas, Nokoru, Akira e Suou, 3 rapazes de cerca de 11 anos, com um mundo de parafrenália e meios à disposição que decidem salvar donzelas em apuros. A intriga é algo fútil e pouco empenhada, mas promete bons momentos de diversão, num anime que une acção e aventura para pré-adolescentes e adolescentes com um humor muito japonês, muito próximo do disparate atrevido.
Esta deve ter sido uma das primeiras séries das CLAMP a unir alguns universos de outras histórias delas pelo meio do Colégio CLAMP. Colégio este que aparece em manga e anime anteriores, todos eles dentro do género fantástico, mas com públicos-alvo diferentes:
Magic Knight Rayearth, manga e anime que surgiram na cauda do sucesso que foi Sailormoon dentro do género mahou shoujo, encomenda da editora Kodansha, mas muito claramente CLAMP;
X, uma manga e anime bastante mais sérios a raiar o terror, a história mais antiga destas 3 e já um clássico no panorama da manga shoujo. Aliás, na aparição do Colégio CLAMP em X também aparecem os 3 rapazes desta série, já adultos e directores do mesmo.
O nome da série também é muito significativo de uma maior afirmação comercial das 4 autoras, o grupo CLAMP, e foi a segunda série das mesmas a ser produzida comercialmente para TV (a primeira foi Rayearth). Até então já algumas das inúmeras manga das CLAMP tinham sido produzidas para anime, mas nada mais que OAV's (RG Veda, Tokyo Babylon, Miyuki-chan), pequenos filmes especiais (CLAMP in Wonderland) ou o filme para cinema de X, numa adaptação algo polémica, pois a história ainda nem sequer tinha chegado a meio na manga. Portanto CLAMP Gakuen marca uma maior transição comercial para as CLAMP, até então autoras mais underground, com um público fiel mas limitado (Rayearth teve um sucesso modesto). Este foi o seu grande primeiro sucesso comercial, seguido depois de um maior ainda, Card Captor Sakura, que lhes possibilitou uma gigantesca proliferação e uma afirmação bem sólida no mercado.
Esta também foi a primeira série das CLAMP a ter um grande investimento a nível de merchandising, que, até então se tinha limitado a art books, anime comics e cartas de colecção e shitajiki (placas em plástico estampadas para colocar debaixo das folhas dos cadernos e evitar que a tinta repasse). Uma vez esbarrei, no Japão, com um livro de culinária de Akira e lembro-me de haver jogos, todo o tipo de bonecos (PVC, UFO Catcher, etc.), posters, todo o tipo de artigos de papelaria, artigos para a casa, etc.
Se a conseguir acompanhar, assim o espero, pois sempre foi o tipo de séries que, se um dia desse na TV gostaria de ver, logo me pronunciarei mais sobre o seu conteúdo e menos sobre o seu contexto de criação.
Canal-Panda
2ª-6ª: ?
sáb., dom.: 08:30, 14:00, 22:00
CLAMP学園探偵団
7.4.07
Captain Herlock
O bom dos remakes das séries de Leiji Matsumoto é que são supervisionados pelo próprio e a qualidade do character design, dos cenários, efeitos especiais e da animação é francamente melhor, permanecendo as histórias com a excelente qualidade que fez dos originais preciosidades que deram a Matsumoto o estatuto de um dos melhores autores de anime ainda vivos no Japão, a par com Hayao Miyazaki, se bem que com menos popularidade no ocidente.
Adicionalmente a realização ainda é de outro "monstro sagrado do anime", Rin Taro, que realizou, entre muitas outras obras primas, episódios da série original de Tetuwan Atom (1963), também episódios da série original de Captain Harlock (1978), Galaxy Express 999 (1979), o filme X (1996) e o filme Metropolis (2001).
Nunca vi a série original, por isso pouco sei acerca dela, só sei que a sua narrativa se cruza com as várias outras séries de Matsumoto, nomeadamente a que ando a ver (lentamente) Galaxy Express 999. Claro que também sei que Herlock é uma espécie de anti-herói, um rebelde que cortou laços com uma sociedade humana corrupta para fazer justiça pelas próprias mãos e qualquer coisa como salvar o Planeta Terra.
De Leiji Matsumoto gosto da sua fama de iconoclasta, veste-se como se se tratasse de uma personagem dentro das suas narrativas e vai pontuando, a la Hitchcock, figurações especiais nas suas séries. É só tentar encontrar as diferenças nestas imagens.
Como a série tem apenas 13 episódios (tratando-se de OAVs, é comum) parece que o Canal Panda, contrariando o hábito de exibir as séries diariamente, está a passá-la apenas aos sábados, às 12:00h e às 21:30h.
SPACE PIRATE CAPTAIN HERLOCK
Canal Panda2.4.07
Sakuran
Sakuran é adaptado de uma manga seinen, da autoria de ninguém mais do que, Moyoco Anno, mulher de Hideaki Anno da Gainax, um dos criadores de Evangelion. Sakuran é um misto de tradição com o pós-modernismo colorido japonês, e fala de uma oiran de outros tempos, vestida de modo extremamente exuberante, cheia de cores vivas. Essa mistura, tal como na manga Osen, é tiro e queda para me despertar a curiosidade e as imagens que já vi do filme cativaram-me seriamente.
Este filme é protagonizado por Anna Tsuchiya, onde alia a sua imagem de rockeira e as suas feições mestiças de forma muito interessante e, quem sabe engraçada, a uma imagem muitíssimo perto da do original da manga. Aparentemente é também um filme cheio de convidados especiais, sabe-se que Hideaki Anno faz lá uma perninha, entre outras personalidades pop japonesas.
Fico ansiosamente à espera deste filme, que espero que preencha as minhas expectativas do mesmo modo que Shimotsuma Monogatari (Kamikaze Girls) me surpreendeu pela positiva.
O site oficial está muito bonito, com uns loadings excelentes. Vale uma olhadela.
映画『さくらん』







