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27.6.26

Maestro Morricone

Interrompemos o programa habitual para um post extraordinário. 

Acabei de ver o maravilhoso documentário Ennio, Il Maestro, de Guiseppe Tornatore, sobre o compositor italiano Ennio Morricone, onde fiz uma associação que já devia ter feito há anos! O compositor de uma das minhas séries anime preferidas de sempre, Saint Seiya, Seiji Yokoyama, inspirou-se IMENSO nas bandas-sonoras do Maestro, como atesta o clip (de uma hora) abaixo.


A banda-sonora de Saint Seiya é um dos aspectos mais marcantes da série e sou fã de Morricone há provavelmente tanto tempo como de Saint Seiya, mas talvez por ter compartimentalizado ambos, nunca fiz a ligação, que é mais que óbvia!!

Bom, é isto, voltemos à programação habitual.

Saint Seiya


19.6.21

Kimetsu no Yaiba: Mugen Ressha Hen

Mais uma vez o trabalho deitou-me um anime no colo: Kimetsu no Yaiba: Mugen Ressha Hen, o filme de Kimetsu no Yaiba. Esta é mais uma daquelas séries que fiquei a conhecer através do cosplay, quando há alguns anos houve um boom de pessoas a fazer cosplay de Tanjiro ou Nezuko. Fiquei com alguma curiosidade, mas pouco mais...

O que me vale, para o trabalho, é que o filme vale por si e não foi preciso ver a série para perceber o contexto. E, em caso de dúvida, nada que uma pequena pesquisa na Wikipedia não resolva.

Kimetsu no Yaiba é um shounenzinho simpático, com as clássicas personagens maniqueístas, mas que se passa no início do séc.XX, ou fim do XIX, onde crianças são Caçadores de Demónios. O filme é uma espécie de episódio alargado, como aliás muitos filmes anime, surgidos de séries. 

A história, apesar de simples, está contada de uma maneira eficaz. Logo na segunda cena, através do modo como entram na missão, percebe-se o carácter de cada um dos Caçadores e a outra informação relevante é-nos dada quando encontram o mentor, Rengoku. As personagens são carismáticas q. b., provavelmente mais ainda para quem viu a série, e a história e a acção desenrola-se de forma linear, sem grandes surpresas. Por outro lado, os vilões, os demónios, são demasiado irritantes e nem dá gozo vê-los a apanhar. E depois, surge uma excelente oportunidade de usarem o seu ponto fraco e é desperdiçada.

O filme explora temas do sobrenatural, dimensões, subconsciente ou chakras, que suponho já tenham sido bastante abordados na série. Também é mais um que usa os elementos, água, fogo, vento e terra, neste caso é rocha, como o principio maniqueísta de caracterização dos protagonistas. Felizmente também introduz variantes, o que torna a série interessante. Outro grande ponto de interesse é eles seguirem técnicas de combate dos samurais, portanto com katanas, e o contexto da era Meiji (entretanto li algures que é era Taisho - 1912-1926), que torna o guarda-roupa automaticamente interessante, com muitos kimonos e semelhantes, com combinações de cores e padrões algo incomuns no anime.

É óbvio que muitas das temáticas são baseadas no folclore sobrenatural nipónico e no kaidan. É principalmente por isso que agora quero ver a série e ler a manga. Isso e o facto de o filme ser bem construído, mesmo que dois terços sejam combates. E o raio dos vilões têm a mania dos discursos wagnerianos, não se calam, rais'parta!

Tecnicamente, o filme é soberbo, gosto da imagem geral, dos cenários, de se passar sobretudo à noite (por motivos da narrativa) e, estranhamente, acho que o character design fofinho se integra muito bem nos cenários mais realistas. A paleta de cores foca-se em cores de pedras preciosas e a animação é muito boa. Não gostei muito do character design dos demónios, têm detalhes interessantes, como as íris, mas no geral acho-os demasiado complicadinhos. A animação 3D é demasiado 3D, isto é, não se funde inteiramente com a restante animação. As cenas de luta e invocação das técnicas são muito bem coreografadas, uma pessoa não fica perdida, e as técnicas são mesmo bonitas. A grande melhoria no anime dos anos 2000 em diante, é que já não se vê animação inconsistente e mesmo as séries de baixo orçamento são muito bem feitas. Portanto, é redundante ainda falar na qualidade da animação. 

Porque será que quando vejo a maioria dos shounens, parece que estou num jogo de combate, tipo street fighter? Dragon Ball Z é assim, Naruto é assim, Saint Seiya é assim. Basicamente os protagonistas vão saltando de luta em luta, fazendo pequenos upgrades a cada vitória. 

Kimetsu no Yaiba: Mugen Ressha Hen é um filme simpático, que certamente irá agradar mais aos fãs, mas que se vê muito bem independentemente disso.

劇場版「鬼滅の刃」 無限列車編

 


7.7.18

Ando a Ver: Saint Seiya Ω



IKKI!!!

Tinha me queixado num post anterior da ausência do meu Cavaleiro preferido, Ikki de Fénix, eis que em Saint Seiya Ω, mais uma vez dado como morto, mais uma vez quando a situação raia o desesperante, a fénix se levanta das chamas e volta para a batalha contra Pallas. Ikki continua com a sua atitude: "não luto por Atena, luto porque o desafio me interessa", mas já todos sabemos que lá no fundo o Ikki tem um coração de manteiga e que faz tudo para ajudar o maninho, os amigos e defender Atena!

A chegada de Ikki é uma boa desculpa para finalmente continuar a falar de Saint Seiya Ω, que tem continuado numa segunda temporada no BIGGS. Com certeza não há temporadas na série japonesa, ou talvez haja, sinceramente não pesquisei, de tal modo que pensava que a série tinha terminado com a Batalha de Apso, mas não interessa, o que interessa é poder ver a série, mesmo que infelizmente apenas dobrada em português.
Falando em dobragem, não gosto da voz de Ikki. A voz em si não está mal, mas eu preferia uma voz mais grave, mais máscula, como a original. Mas o que gosto menos é a entoação muito presunçosa que o actor dá à personagem, que não é o que Ikki é. Ikki não é presunçoso, é o clássico anti-herói, lobo solitário, mas que ama a sua missão e sobretudo os seus companheiros de tal forma que está disposto a sacrificar-se por eles. Também é um Cavaleiro muito poderoso e não gosta de revelar os seus sentimentos, mas sim dar ares de durão insensível. Actor de voz português, falhaste redondamente na caracterização psicológica da personagem!

A razão porque ainda não tinha escrito acerca da Batalha de Pallas, foi porque o entusiasmo e a sensação de déjà vu que a primeira parte me deu para a série original, Saint Seiya, agora sinto que está muito repetitiva e arrasta-se um bocado. Esta segunda fase basicamente é constituída por, Cavaleiros de Atena enfrentam Pallasites, derrotam Pallasites, ficam com as armaduras danificadas, mas milagrosamente Kiki ou a assistente conseguem repará-las, apesar de terem dito na última vez, que não poderiam repará-las mais, e volta ao início, mas com Pallasites um nível mais fortes.
Neste momento a batalha já vai avançada, Atena também entrou em acção, e os Pallasites são os Quatro Generais mais poderosos, enquanto se revela uma certa intriga de manipulação de poder. Mas, visto que no novo genérico Atena enverga a sua armadura e vê-se a lutar contra Pallas, também de armadura, mal posso esperar!

聖闘士星矢Ω-セイントセイヤオメガ- 公式サイト 東映アニメーション



BIGGS

14.8.17

Terminei de ver: Saint Seiya Ω


Queria ter feito um post a meio, quando o genérico e, de certa forma, a série mudam, mas infelizmente não tive tempo.

O que falta em Saint Seiya Ω?
Várias coisas, a começar pelo Ikki/Fénix! Shiryu, Shun, Hyoga e até mesmo Seiya, que parecia apenas ser mencionado durante toda a série, voltam por breves momentos, mas nada de Ikki! Bom, a Marin também não volta, mas o meu cavaleiro preferido é o Ikki e a amazona a Shaina, e temos bastante Shaina.
Continuando o paralelismo com a série original, já que a narrativa se desenvolve de forma semelhante, outra coisa que senti bastante falta foi a empatia com as personagens. A empatia está lá, mas faltam todos aqueles episódios, dedicados em bloco por personagem, onde cada cavaleiro ultrapassa obstáculos aparentemente inultrapassáveis para um Cavaleiro de Bronze, o que os torna excepcionais tanto no poder e resistência, como na preserverança. Esses episódios também desenvolvem as personagens, acrescentam-lhes uma densidade que faz falta em Ω. Aqui eles parece que já chegam prontos. Mesmo o encontrarem o 7º Sentido não tem o mesmo impacto.
Outra coisa que me fez confusão é que no grupo original eram todos órfãos, mesmo que tivessem irmãos, o que acrescentava uma aura de mistério ao factor que os tornava cavaleiros. Nesta as origens são mais diversificadas e existem laços familiares de várias naturezas, o que lhes corta um bocado a motivação altruísta de defender Atena.

Sensivelmente a meio, a música do genérico muda para um rock um pouco mais actual, mas ainda com um sonoridade anos 80. Infelizmente não é suficientemente marcante para ficar na memória. O genérico também muda para uma montagem de imagens da série, intercaladas por algumas feitas de propósito. Nada de especial e igual a tantos outros. Nada de épico nos genéricos.

Apesar disto tudo, a história continua empolgante e o desenvolvimento fez-me querer ver os episódios de uma assentada. Gostei do vilão com remorsos, Eden é definitivamente o Ikki desta história, chegando para salvar a pátria, neste caso a Terra, quando todos os outros estão em baixo. Agora uma questão que já me colocava desde a primeira série e que provavelmente nunca será respondida: se Atena é uma Deusa, se existe uma hierarquia de poder,

Deuses
Semideuses
Cavaleiros de Ouro
Cavaleiros de Prata
Cavaleiros de Bronze
comuns mortais

como é que ela precisa sempre de ser salva pelos cavaleiros supostamente menos poderosos de todos? Como é que os Cavaleiros de Prata e de Ouro são sempre tão corrompíveis? Eu sei que são estes problemas que tornam a série interessante, mas gostava que a Atena tivesse um papel um bocado mais activo, ao menos na original ainda organizava os campeonatos. Safou-nos a Yuna, que teve o seu lado maniqueísta da menina do grupo bastante diluído (apesar das mangas de balão... ugh!). Só mesmo a Shaina é uma personagem feminina forte e independente.

Gostei muito de regressar ao universo dos Cavaleiros de Atena, mesmo sentindo algumas falhas inexplicáveis e não sendo a mesma coisa que o impacto brutal de Saint Seiya. Acredito que seja mais uma série para os fãs que para quem não o é. Mesmo assim é uma boa série.

聖闘士星矢Ω-セイントセイヤオメガ- 公式サイト 東映アニメーション


 BIGGS

20.6.17

Comecei a ver: Saint Seiya Omega

Continuo a tentar organizar-me para voltar a um ritmo regular a ver anime, mas antes das séries da lista, as inacabadas ou filmes que vi e ainda não comentei por aqui, quando caiu-me no colo Saint Seiya Omega, que está a dar no Biggs. Está dobrado em português, é certo, mas até agora não tenho nada a apontar à dobragem. Tecnicamente está com boa qualidade de som, a tradução parece-me mais cuidada que o habitual, até traduziram o "cloth" por "manto", e as alarvidades da Novaga já são passado.

Saltei Lost Canvas, Hades e tudo o que está entre a série original e esta, tenciono vê-las na mesma, apesar de várias recomendações para não o fazer, mas Saint Seiya faz parte do meu panteão de séries "sagradas", e quero consumir tudo que lhe seja relacionado.

Ainda vi poucos episódios mas já estou a adorar! Omega é uma boa homenagem ao Saint Seiya original, uma espécie de continuação alternativa, que reconhece, menciona e inclui quase todas as personagens principais do original. Seiya é presença constante na herança que coube a Kouga, Saori aparece no início e é, como no arco dos Cavaleiros de Ouro, o pivô de tudo. Shaina treinou Kouga, Ryu é filho de Shiryu (e Shunrei, calculo eu) e o Cavaleiro da Hydra é colega da geração mais nova. A história, apesar de muito semelhante em vários aspectos com Saint Seiya, modernizou-se. Agora começa num ambiente de colégio, com direito a uniforme escolar e tudo, eles já não carregam os caixotes das armaduras, usam umas gemas muito "mahou shoujo", já chegam todos à história ligados à respectiva armadura e o grande prémio é uma entrevista com Atena em vez do Papa. Há mais elementos novos e importantes para a história, mas são spoilers e nem eu mesma ainda sei muito bem no que aquilo vai dar. Também há diferenças, os elementos da natureza agora têm um papel relevante, é uma coisa mais de jogo, a hierarquia está mais diluída e os elementos da "nossa" equipa não são todos herdeiros directos dos cinco originais. Para começar, temos uma menina, Yuna, que se rebelou e não usa máscara e que é cavaleira da Águia, mas nada de menções a Marin e a armadura é a mais diferente da original, aliás é de bronze, não prata. Soma é cavaleiro do Leão (Menor), mas não é Cavaleiro de Ouro ou Prata e assim por diante. Muito ainda está por saber.

Para além dos paralelismos óbvios, temos uma nova versão, menos anos 80, mas mesmo assim a ideia está lá, de "Pegasus Fantasy" e um character design que poderia ser de Shingo Araki, mas em que todos foram esticadinhos e rejuvenesceram um bocado, apesar de ou serem da mesma idade ou até mais velhos que o grupo original. Sim, nunca percebi muito bem como a Saori tinha 13 anos e os outros tinham uma média de 15 anos de idade. Sim, o Ikki, aquele homenzarrão, só tinha 16!! As armaduras foram estilizadas e tornaram-se numa segunda pele, o que não facilitou em nada o trabalho já complicado aos cosplayers de Saint Seiya.

Porque estou a gostar tanto? Anda a lembrar-me da maneira certa de Saint Seiya. De quando via às 11h da manhã de domingo (salvo erro) na RTP1, menos os baldes de sangue, por enquanto. A história é simples e avança bem, as personagens são fortes e carismáticas e mesmo sem grandes cliffhangers, deixa o desejo de ver mais!

聖闘士星矢Ω-セイントセイヤオメガ- 公式サイト 東映アニメーション

 BIGGS

3.12.11

Shingo Araki ;__;

Dia 1 de Dezembro morreu um dos meus heróis do anime, Shingo Araki.

Primeiro era um anónimo mas cujo traço eu gostava tanto que de certa forma me fazia ir ao encontro das séries que tinham a sua mão, seja no character design ou como director de animação, Majokko Meg-chan (Bia, a Pequena Feiticeira), Aishite Night ou Saint Seiya, ou mais tarde, já colocando um nome nos desenhos, mas cujo apelo era semelhante, Versailles no Bara, Ashita no Joe, Glass no Kamen ou Lady Georgie.

Shingo Araki é um dos grandes motivadores da minha paixão pelo anime e uma daquelas pessoas que me fez continuar esta paixão por mais de 20 anos. É uma perda gigante, principalmente porque ele continuava activo até há pouco, nomeadamente com as novas séries de Saint Seiya onde mantinha o belíssimo e elegante traço dos seus desenhos.

O que me atrai nesses desenhos? Nem sei bem, talvez a primeira razão de todas é ter sido exposta a eles muito cedo e terem sido extremamente marcantes na minha cultura visual e memórias de infância. De resto, gosto como ele desenha os olhos, sim, enoo-ormes e cintilantes, adoro os narizes, os perfis (ver a Non aqui em cima), a forma longilínea das suas faces e corpos elegantes. A sua paleta de cores, mesmo pendendo bastante para os tons primários, era sempre rica e equilibrada. A sua animação era intocável, mesmo aos olhos de hoje continua com uma técnica impecável.

Araki-san, espero que estejas rodeado da beleza que criaste ao longo da tua vida, tu mereces!

23.2.11

Animax: a metamorfose


Já é sabido que o Animax em Maio irá oficialmente dar lugar a outra coisa, outra coisa essa que se tem vindo a infiltrar na programação de anime... É a hora da metamorfose!!

Não tive o canal Animax desde que começou em Portugal (o meu provedor de TV por cabo não o tinha - e era o mais popular na altura!), só desde há mais ou menos um ano é que pude comprovar do que o canal se tratava. Mas desde o início, através da pequena previsão que nos deu o AXN e depois olhando para a grelha de programação, deu para perceber que o canal não começou da melhor forma.

O Animax e a SONY Portugal deveriam ter prestado mais atenção ao produto que tinham em mãos e às pessoas a quem ele se destinava. A escolha de séries foi realmente equilibrada, passando por séries como Super GALS!, Death Note, Inu Yasha, Crayon Shin-chan, Paradise Kiss, Le Chevalier D'Éon, Saiyuki, Detective Conan, Honey and Clover, Kinniku-man, Yakitate! Ja-pan, Saint Seiya, Lupin III, Blood + e tantas outras. Olhando para trás, pode-se ver que é uma boa selecção, feita com algum critério, tentando atingir uma gama maior de fãs, incluindo o sempre excluído público feminino e apostando na qualidade. Só é pena o tratamento que as séries levam depois, com um total desrespeito das mesmas em traduções medíocres, com mau português, português espanholado, horários esquizofrénicos, falta de respeito pela ordem dos episódios ou séries e total falta de comunicação com o público.

Com uma postura distante e elitista, falta de investimento na divulgação por onde mais se encontram fãs de anime, a internet, a não colaboração utilizando as ferramentas sociais à disposição (site oficial, blogs, fóruns, FaceBook, Twitter, MySpace e afins), anunciaram um fim prematuro a um canal com enorme potencial mas menosprezado logo à partida por quem o criou ou administrou.

Lamento o final do Animax mas na realidade não fico assim com tanta pena. Tantas vezes que, ao ver o tratamento dado às séries que emitiam, não pensei que estavam a empurrar o público para procurar as séries que queria ver pelos meios menos próprios que tanto condenam? Eu sou a primeira a querer ver as séries de modo correcto e legal, através da televisão (mais barato) ou, sempre que possível, pela compra de DVDs (mais caro), mas quando quem tem esses meios de distribuição nas mãos trata tão mal o seu produto, só me resta uma alternativa: a internet! Portanto só posso fazer um belo manguito ao Animax e à SONY Portugal! Vão morrer longe!!

Por outro lado, é com TODO o prazer que anuncio (se bem que também já é mais que sabido) o regresso de Sailormoon no mês de Março ao Canal Panda (deve começar logo dia 1 como é habitual no canal)! Infelizmente a série regressa com a dobragem original, onde, entre outras liberdades "criativas", Luna e Artemis fizeram operações de troca de sexo e a Luna tem a voz do Topo Gigio (ewwwww!).

Animax Portugal
Panda TV

Animax/Canal Panda

18.8.10

Comecei a ver: Death Note

De início estava bem curiosa acerca de Death Note, era uma daquelas séries que, não sendo o meu género preferido, queria muito ver. Agora que estou a chegar sensivelmente a meio, percebo as suas qualidades, mas também percebo os defeitos e não percebo o porquê de tanto histerismo à volta de Death Note.

Death Note é uma série essencialmente cerebral e, em certos aspectos, não muito longe de Detective Conan. Quero com isto dizer que se Detective Conan é uma série em que cada episódio (ou pequeno conjunto de episódios) é um whodunnit clássico, Death Note é, na sua linha narrativa principal, também um whodunnit. A grande diferença é que em Death Note sabemos logo à partida "quem o fez" e vemos a historia do ponto de vista do "criminoso".

A grande razão porque não percebo o histerismo é que, no geral, não acho as personagens interessantes: Light Yagami é irritante e antipático, Misa é uma parvinha e todos os secundários são isso mesmo: carne para canhão. Escapam Ryuk, excelente na sua despreocupação com tudo o que de "moralmente condenável" se passa à sua volta, sendo a sua maior preocupação a própria sobrevivência, passar um bom bocado e comer maçãs (detalhe delicioso!), e L. L acho que compensa o desinteresse das outras personagens, mas talvez eu diga isto porque em geral gosto de personagens cerebrais e é isso que ele é. Para além disso é um tipo enigmático que é talvez o que Light precisa para se tornar vagamente interessante.
Para além de tudo isto, em termos do peso que possa ter em "adolescentes influenciáveis", Jigoku Shoujo, tratando essencialmente de vingança, parece-me bem mais perigosa. O único problema moral-social que vejo é o sentido deturpado de justiça de Yagami, mas as personagens que oiço mais gente comentar são o L (que tem a moral aparentemente no sítio) e Misa (que é uma parvinha).

Qualidades: é realmente uma série de primeira, com uma produção excelente. A premissa da história é muito boa, dá pano para mangas e é suficientemente flexível para se poder arrastar a história ao sabor do share de audiências.

Defeitos: não sou grande fã do character design (diga-se, dos humanos), a paleta soturna também não me fascina demasiado e até acho o visual um tanto pretensioso. Ah! Explicações a mais... gostaria que deixassem um bocadinho mais de raciocínio com os espectadores, aquilo é pior que qualquer C.S.I.! Odeio o estilo da música do genérico, só consigo tolerar este tipo de música por ser castiça em genéricos como o de Saint Seiya. Mas isso é apenas o meu gosto pessoal, que raramente anda em sintonia com genéricos de anime.

No geral estou a gostar de Death Note, mas sinceramente está a decepcionar-me um bocado. Não estava à espera.

DEATH NOTE デスノート

Animax

9.11.09

Cosplay@FIBDA 09


Finalmente volto cá, dizem que o bom filho à casa torna e aqui estou eu! Não tenho consumido muito anime e daí a minha ausência deste blog, mas ultimamente a minha vida tem estado bem preenchida de anime se bem que de outras formas.

Antes de mais fui novamente à apresentação anual da Professora Suyama e da Tokyo Kogei, chamada "Beyond Kawaii" este ano, que nos trouxe para além de curtas-metragens de ex-alunos ou de alunos finalistas alguns dos próprios autores que apresentaram os seus filmes. Foi muito interessante ver os autores cara a cara e renovou a vontade de voltar para o ano!

Mas intensa foi a BD Amadora deste ano que teve diversos eventos relacionados com o anime: uma versão reduzida da apresentação do "Beyond Kawaii", uma mesa redonda com diversos autores de manga europeus, incluindo três portuguesas e uma luso-descendente sueca (uau, isto soa bem!), exposição de trabalhos dos mesmos (alguns mesmo muito bons), o lançamento do filme Evangelion 1.01 - You are (not) alone (farei um post exclusivo mais tarde), pela NCreatures e ainda 2, sim dois dias de cosplay.

O primeiro dia de cosplay foi o costumeiro Cosplay@FIBDA, em que a razão de fatos bons para fatos maus aumentou consideravelmente para meu gáudio e satisfação. É maravilhoso ver que o cosplay em Portugal está saudável e a crescer bem e dou os meus maiores parabéns à organização que tem mantido com grande esforço e apoio limitado da organização da BD Amadora este evento. O segundo dia foi dedicado à eliminatória nacional para o Euro Cosplay, que teve poucos mas muito bons participantes.

Desta vez não me esqueci da máquina em casa e tirei uma bela dose de fotos! Para ilustrar este post coloquei um retrato do meu cosplay preferido deste ano: Himawari a partir de uma ilustração da manga xxxHOLiC. Foi o meu preferido porque estava extremamente bem executado, nada de colado a cuspo ou atalhos para apressar o trabalho, e também porque gosto bastante da série e da personagem e já me tinha babado toda para o fato na ilustração de onde foi baseado. Só acho que um bocadinho de maquilhagem ajudava a abrilhantar mais o cosplay, está um pouco pálida demais a rapariga. Apesar de não ter sido a grande vencedora, todos os outros vencedores estão de parabéns e mereceram os respectivos prémios!

O segundo dia foi preenchido por cosplays no geral espectaculares, onde a tarefa da escolha era bem difícil, pois não havia um único fato mau ou mais ou menos. O meu preferido foi o de Medusa de Petshop of Horrors, um anime de que não gostei mas onde realmente o trabalho visual é muito interessante. Pena é que não passa daí. Pelo meio havia uma boa dose de anime mais "old school", incluindo um Eva-02 e uma Saori/Athena de Saint Seiya. O grande e merecido vencedor foi o Sephiroth, de Final Fantasy 7, que teve a infelicidade de não ter a logística do lado dele, o fato é enorme e a entrada para o auditório tinha uma altura de cerca de 2m, que já é baixa à partida...

Disponibilizei as minhas fotos numa galeria do Picasa, agradecia que os leitores mais dedicados me possam ajudar a completar os nomes das séries, personagens e cosplayers, comentando as respectivas fotos, visto que ninguém nasce ensinado. Escusado será pedir que mencionem a origem das mesmas caso as queiram utilizar.




BD Amadora

12.1.09

Comecei a ver: One Piece

Apesar de já ter visto alguns episódios esporádicos anteriormente, com o retomar da SIC-Radical desta série, é desta que vou tentar segui-la até onde for possível.

Tenho alguma dificuldade com séries longas se as mesmas não são "aquela" paixão, daí tentar, e tentar é a palavra, segui-las quando passam nos canais de TV. Mas One Piece sempre foi daquelas séries que me atraiu, nem que seja pelo character design invulgar e muito bom. Agora que já vi os primeiros episódios, cada vez gosto mais do character design que me lembra um pouco o de Dragon Ball, mas é mais agradável. Uma das qualidade que vejo nele é o facto de todas as personagens serem bastante diferentes umas das outras, talvez com uma pequena excepção para as raparigas, e têm características especiais engraçadas. Da imagem ainda só conheço 4, mas todas são especiais à sua maneira.

A história de One Piece é simples, aliás para um anime de longa duração não podia ser diferente senão não era sustentável. Monkey D. Luffy comeu um fruto do diabo que lhe permite ter um corpo de borracha, que ele usa como arma para combater. Mas comer o fruto tem uma condição, nunca mais poderá voltar a nadar, o que para um aspirante a pirata pode ser um problema grande. Luffy, que é um rapaz descontraído e bem disposto tem como objectivo navegar na Grande Linha, o local mais perigoso da região, e obter o One Piece, e para isso quer reunir um bando de piratas. O início da história, onde eu estou, trata exactamente disso: reunir a tripulação.

Também como na maioria dos animes de longa duração, a história desenvolve-se em episódios com uma relativa autonomia, o que permite se poder perder um ou outro sem perder o grosso da história. Cada episódio que vi tem uma surpreendente economia narrativa, especialmente se tivermos em conta que esta série é de 1999 e ainda está a decorrer no Japão. Os episódios são divertidos, incluem acção e comédia q.b. e vêm-se lindamente. É também refrescante uma série com um cenário tão diferente, não é nem um ambiente urbano moderno japonês nem um universo alternativo fantástico ou de ficção-científica, o que, por mais que goste, se torna por vezes cansativo.

Infelizmente os episódios que estão a passar na SIC-Radical, os mesmos que passaram há tempos na SIC, estão dobrados em português e mais infelizmente ainda pelo meu mais odiado estúdio de dobragens português: a Novaga. Portanto, apesar de estar consideravelmente melhor, ainda temos as péssimas vozes e ainda pior direcção de actores de Dragon Ball, Sailormoon e Saint Seiya. Há pessoas que deviam se ouvir e considerar uma mudança de carreira. Outro problema mais técnico que isso constitui é que em quase todos os episódios temos invariavelmente vozes repetidas e como muito dificilmente estes actores saem do seu registo de no máximo dois tipos de voz... é fácil perceber o que acontece.

One Piece é definitivamente uma série bem divertida, que vou tentar seguir apesar das minhas dúvidas que a SIC a tenha comprado completa. Mas essa dúvida também inclui outra mais positiva: pode ser que não tenham dobrado tudo o que têm. A esperança é a última a morrer!!

ワンピース - フジテレビ [JP]
ワンピース 東映アニメーション [JP]

SIC-Radical
2ª-5ª: 08:25, 13:30, 19:20
sab: 11:45 (5 eps.)
dom: 19:40
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