2.7.08

Terminei de ver: Le Chevalier D'Eon

A época é próxima (cerca de 10 anos as separam), o cenário é o mesmo, há personagens em comum e há gente travestida, mas apenas isso liga Le Chevailer D'Eon a Versailles no Bara.

"The pen is mightier than the sword" [A pena (caneta) é mais forte que a espada] é uma frase que me vem bastante à cabeça ao ver este anime. Mas se por vezes a força está do lado da caneta, outras está do lado da espada. Isto porque neste anime se arranja, através de uma conspiração extremamente rebuscada, uma explicação sobrenatural, até mística, para a Revolução Francesa. O poder é mantido através de salmos, recitados por poetas. O salmo mais ambicionado, que uns querem proteger e outros destruir, é o salmo do Rei, Rei esse, Luís XV de França. À maneira de Alexandre Dumas, por trás de personagens e acontecimentos reais, existe muito mais que as aparências ou o que a história registou.

No final, satisfatoriamente reslvido, alguns acontecimentos atropelam-se e Mme. Pompadour e a Rainha Marie morrem no mesmo episódio (e aparentemente no mesmo dia), enquanto que, no próprio genérico final da série, 4 anos separam as suas mortes. A própria doença de Luís XV vem, historicamente, bastante mais tarde que na série, mas são pequenos pormenores que não estragam o visionamento dos episódios finais. Não esperava um final feliz, afinal avizinha-se a Revolução Francesa e os protagonistas são nobres, mas não sei porquê não enguli bem o final que destinaram a D'Eon. Não sei até que ponto é baseado em factos reais (se o for, perdoo o anticlímax) mas se não for, é muito conformista.

No meio desta intriga já complicada, ainda existe toda a intriga política histórica, ela também bastante complicada. Sendo esta combinação muito interessante, complica bastante a assimilação deste anime, e é essa uma das razões que me levou tanto tempo a vê-lo. Só consigui ver um ou dois episódios de cada vez e com a cabeça bem descansada.

シュヴァリエ|WOWOW ONLINE

29.6.08

Comecei a ver: Red Garden


Red Garden - (OP) Jolly Jolly, Jill-Decoy association

Nunca tinha ouvido falar neste anime, nem sequer rumores, deparei com ele numa navegação pelas cadeias de televisão/produtoras japonesas e o que me despertou a atenção foi a arte gráfica com muito bom aspecto.

Pois definitivamente a direcção artística deste anime é fa-bu-lo-sa! O genérico (que se pode ver em cima) é brutal, o character design é muito interessante, o trabalho 3D excelente e a história promete.

A acção passa-se em Nova Iorque, e é sobre cinco raparigas, Kate, Rachel, Rose, Clair e Lisa, todas elas mortas, mas apenas Lise não é uma morta-viva. Não sei se poderei utilizar este termo para as descrever, mas à falta de outra descrição para quatro raparigas que parecem vivas mas que lhes dizem que morreram, para já fica esta. Cada uma delas corresponde a um tipo maniqueísta de aluna de um colégio americano: a membro da elite do colégio, a rebelde descarada cheia de amigos, a geek tímida e discreta e a rebelde punk. O colégio é chique, elitista e com o seu conjunto de regras internas. E depois há as paisagens de Nova Iorque, tratadas de uma forma muito interessante.

Só espero que este anime não desiluda, para já estou entusiasmada!

RED GARDEN

28.6.08

Card Captor Sakura, the Movie

Yep, o Canal Panda passou o 1º filme de Card Captor Sakura, mas feliz ou infelizmente estava em espanhol. Felizmente porque, do pouquinho que vi a dobragem não estava nada má, a voz da Sakura é bastante parecida com o original e os nomes das cartas mantinham-se no original, em engrish. Infelizmente porque, como já tinha visto o filme, acabei por não o ver, exactamente por estar dobrado numa língua que não é nem o original japonês ou a minha língua, o português.

O filme de Sakura é bem engraçado, leva as personagens para fora do bairro de Tomoeda e do seu quotidiano e clarifica algumas questões da descendência de Shaoran de Clow Reed. Portanto, para quem viu a série já valeu a pena. Mas não é só, por ser um filme a produção é mais rica e melhor, figurinos totalmente novos, desenhados pelas CLAMP e as paisagens de Hong Kong impressionantes e muitíssimo bem elaboradas, de forma que até dá vontade de lá ir e descobrir esses locais. E claro tudo o mais que um filme de anime normalmente oferece.

Só tem um senão, quem não está totalmente familiarizado com o universo de Sakura e dos seus amigos e familiares pode achar um filme bonitinho e interessante, mas não apanhar as subtilezas da informação previamente fornecida pela série de televisão.

23.6.08

Comecei a ver: Ace o Nerae!

Como planeado, agora comecei a ver a primeira série anime de Ace o Nerae! (Jenny).

Já estava preparada para um anime envolvente e, mesmo estando no início, já gosto muito desta série.

A primeira coisa que me saltou à vista foi todo o grafismo. Os fundos são estilo aguarela, e tudo o que não é importante em cena é estilizado ao mínimo de linhas. É um estilo gráfico muito anos 70, e mais universal que o típico estilo anime dos anos 70. Em certos aspectos faz lembrar a ilustração europeia da época, com uma forte influência da Arte Nova ou mesmo das Ukiyo-e (gravuras japonesas). A paleta de cores é muito bem estudada, abusando dos pores-do-sol e contrastes fortes. Dentro destas premissas, os figurantes costumam ser silhuetas cinza apenas com contorno, ao longe os ténis (ou outros objectos mais pequenos) perdem os detalhes e "fundem-se" com as meias, os movimentos rápidos são resolvidos com linhas fortes que cortam a silhueta das raparigas, e o impacto das bolas é destacado com "explosões" de cor ou pinturas paradas (estilo esse da responsabilidade de Osamu Dezaki, realizador desta série e também de Versailles no Bara e Oniisama E...).

A música é muito ao estilo anime shoujo anos 70, dá-nos uma sensação agradável de nostalgia e as canções não chateiam, reforçam a motivação de Hiromi.

Por fim, a história é mais uma vez a luta incansável da protagonista, Hiromi, para ultrapassar os seus limites, contra todas as aparências. Há gente ressabiada, adversárias duras, mas vilões-vilões não existem. Mais adiante espera-se uma história de redenção e crescimento, para reforçar as qualidades de Hiromi. Este tipo de narrativa, mesmo não sendo novidade, faz muito a noção clássica da narrativa de anime, de um herói/heroína comum mas com uma força de vontade acima da média que o faz ultrapassar todos os limites possíveis, mas tudo dentro de critérios plausíveis num universo real, mesmo que a encenação seja muitas vezes exacerbadamente dramática, assim como o penteado de Ochoufujin.

エースをねらえ!

Ando a ver: Minky Momo: Yume wo Dakishimete

Apesar das aparências, há grandes diferenças entre esta série e a primeira:
A Momo, propriamente dita, tem algumas alterações no vestuário (corações em vez de estrelas, etc.) e o character design é parecido mas esquisito (falta qualquer coisa). Nas transformações é que se nota mais a diferença, principalmente no tratamento dado ao cabelo, que é mais realista e tem menos aquele ar de balão insuflável que tinha na primeira série.
Os animais de Momo são mais coloridos e, na minha opinião, mais feios.
Os pais, sejam da Terra ou do reino mágico (Marinarsa) também são parecidos mas diferentes. O rei de Marinarsa tem peixinhos em vez de flores na coroa e o cabelo da rainha parece uma onda. Na Terra, a mãe de Momo tem o cabelo mais alaranjado e reluzente, só o pai está mais parecido.

No geral o character design tem mais linhas, é menos arredondado e a paleta de cores mais limitada que na primeira série. Mas não é apenas o character design que é diferente, as histórias têm aventuras mais descabidas e menos plausíveis, e esta Momo é muito violenta! Já não é a primeira vez que a vejo a usar armas de fogo, mas o episódio do Oeste (Dodge City, ep. 23) abusa, até com uma metralhadora automática gigante ela combateu os pistoleiros... Compreendo o contexto, e não costumo ser muito sensível à violência em desenhos animados, mas nesta série, certas opções parecem-me descabidas e totalmente fora do contexto geral!

Não me lembro de a primeira série ser assim!

魔法のプリンセス ミンキーモモ -夢を抱きしめて-

20.6.08

Hakuchou no Mizuumi

As meninas da Animania Antiga relembraram-me que nunca tinha visto o filme do Lago dos Cisnes. É verdade, nos anos 90 estava disponível nos clubes de vídeo, mas o meu era tão manhoso que tinham a caixa mas não tinham a cassete ;__; Bem, agora finalmente vi o filme.

Esta produção podia ser uma adaptação de um conto de fadas da Disney em versão japonesa da Toei, com o estilo típico da Toei. O filme não é tão espectacular como os da Disney (principalmente os posteriores a este, que é de 1981) mas é competente e bem feito. Ao contrário das séries de TV, não há economia de meios nem de animação, sendo ela fluida, bem feita e com uso reduzido de ciclos ou acetatos repetidos. Os cenários são impressionantes, principalmente os interiores e a música de Tchaikovsky é omnipresente com a adição de umas adaptações dos temas para canção.

Sendo uma típica produção da Toei, temos dois esquilos que funcionam como um prolongamento do espectador, manifestando o que sentimos mas igualmente impotentes perante os acontecimentos. Quase. Claro que há alterações ao libretto original, a história é suavizada para crianças, não menosprezando uma dose de aventura. A grande diferença está nos vilões. Apesar de Rothbart ser um feiticeiro poderoso, a sua filha Odile é que maquina e coloca em acção os planos para ajudar o pai, um palerma apaixonado, a ficar com Odete e, por consequência, Odile ficar com o Príncipe Siegfried, apenas por capricho. Claro que tem um final feliz... nem precisa de ser dito.

Como curiosidade, Igarashi Yumiko, a autora de Candy Candy e Lady Georgie (Joaninha), é assistente neste filme (de quê não sei), mas sendo a produtora a mesma (de Candy) e o filme ter sido feito pouco tempo depois de Candy, parece-me aceitável.
Colocando de lado todos os preconceitos sobre um filme romântico infantil, este filme é agradável, definitivamente romântico e vê-se lindamente, sem um momento de aborrecimento.

Não existe site oficial, fica aqui o link da ANN:
Swan Lake (movie)

16.6.08

Genji Monogatari

O romance de Genji é considerado o primeiro romance da história da humanidade. Escrito no séc.XI, por uma cortesã, Murasaki Shikibu, foi um livro escrito ao longo de muito tempo em que ela conta, em estilo novela, as aventuras e desventuras amorosas do Príncipe Resplandecente Genji. Recentemente este livro foi traduzido para português (em duas edições) e eu comecei a ler a da editora Êxodus, traduzido, de quatro versões em inglês e espanhol, por Lígia Malheiro. Ainda mal comecei a ler e o livro para além de ter dois volumes é um calhamaço, portanto ver o filme apenas serve para me situar visualmente num universo cujas referências são muito poucas.

A primeira impressão é que, sendo o livro tão longo e estruturado em capítulos mais ou menos independentes, uma adaptação para um filme de cerca de hora e meia há de deixar sempre muita coisa de lado. A meu ver o mais prático seria fazer uma série, mas será que os japoneses querem ser mais uma vez bombardeados com o Genji? E será que, numa época em que séries deste tipo não têm mais que 13 ou 26 episódios, uma série de televisão aguentava mais que 40 ou 50 episódios? É pouco provável, portanto tenho de me contentar com o filme.

À partida o filme não surpreende. Para a época em que foi produzido (1987) até é muito bem feito. É visualmente correcto e rico, o character design está algures entre as ilustrações antigas, o Ukiyo-e e o grafismo mais clássico do anime, a paleta de cores é elegante e adequada à época, portanto satisfaz naquilo que eu buscava, uma referência visual. O ritmo, como também seria de esperar, é lento. A animação é também fluida, com boa qualidade e alguns efeitos interessantes. A música é um excercício interessante de música electrónica com muitos sons tradicionais, ou vice-versa. Não é impressionante mas sublinha bem o filme.

A história já não entusiasma... Como ainda não posso comparar com o livro, apenas dá para perceber que 'tentaram enfiar o Rossio na R. da Betesga' e não conseguiram. A história dá grandes saltos temporais (alguns também existem no livro, mas não tão espaçados), não existem grandes picos emocionais, é apenas uma sucessão dos episódios mais importantes na vida de Genji, antes de partir para o exílio. Até parece que assumem, da parte do espectador, um conhecimento prévio da obra. O delírio final, à la 2001: Odisseia no Espaço é que não vem nada a propósito. Há uma mudança radical de estilo tanto da narrativa (que adquire um lado mais fantasmagórico) como visual, onde tudo deixa de fazer sentido. Como muitas adaptações do género, tentaram deixar as coisas em aberto, mas a solução não foi nada feliz.

Ver este filme esclareceu alguns aspectos da cultura japonesa que muitas vezes transparecem no anime, em concreto Oniisama E... que acabei de ver recentemente. Em Oniisama E... muitas das alunas mais veneradas são chamadas com o sufixo -no kimi, era o modo como as pessoas se tratavam na época de Genji em vez do -sama, -san, etc. dos dias de hoje. O que me leva a outra imagem de Oniisama E... em que Nanako muitas vezes visualiza Kaoru-no kimi como o Príncipe Genji. As minhas afirmações do gosto das japonesas por homens belos e refinados são aqui todas confirmadas, o Príncipe ideal para as japonesas é o Hikaru no Ouji Genji, ou seja o Príncipe Resplandecente Genji, cujas actividades principais eram embelezar-se e conquistar mulheres. Depois há as sakura, as momiji, as hina, etc. etc. etc.

Não existe um site oficial, mas deixo aqui alguns links que encontrei sobre o filme e o livro:
Murasaki Shikibu Genji Monogatari (ANN)
紫式部 源氏物語
Murasaki Shikibu: Japan's First Novelist
The Picture Scroll of the Tale of Genji

9.6.08

Terminei de ver: Oniisama E...

Tudo me levava a crer que este anime era dos anos 80: o estilo de grafismo, o tipo de animação, o character design, as roupas, o modo como as personagens são compostas e a história se desenrola, mas afinal não, é de 1991! Foi um CD que me fez duvidar ;)

Aparentemente eu tinha razão no meu post anterior, Oniisama E... não é um anime de lésbicas. São simplesmente toneladas de egoísmo, meninas mimadas e falta de maturidade.

Este anime pode ser dividido em três partes: a primeira onde se apresentam as personagens e onde se mostra toda a teia de intriga existente no colégio de Seiran. A segunda onde as mesmas intrigas são instigadas até chegarem a um ponto que despoleta uma injustiça, que leva a uma revolução interna. Uma tragédia, que atinge as personagens principais deste anime, traz uma reviravolta gigantesca que muda radicalmente o rumo da história. Na terceira parte as personagens amadurecem, resolvem as paixões imaturas, que as levavam a actos de loucura, e todo o tom de melodrama exagerado é moderado para Oniisama E... se tornar num anime de drama mais plausível ou realista.

No fim das contas este é mais um anime onde temos uma clássica história de amadurecimento e redenção à japonesa, tal como nos anime mais antigos. Nada mais.

Mesmo assim é um anime digno de ver e uma grande referência. É muito intenso, principalmente a partir da 2ª parte, e lida com aspectos emocionais e sociais muito importantes, em particular na sociedade japonesa. E, bem! Que raparigas mais cruéis tem este anime! Felizmente todas elas crescem e percebem que há coisas mais interessantes que andar a fazer a vida negra aos outros!

[spoiler - seleccionar o texto para conseguir ler]
O irmão de Nanako, Henmi Takeshi, é filho do pai dela, que ele abandonou, mais a mãe para se casar com a mãe de Nanako. Mas Nanako não é filha verdadeira do Prof. Misonoo, foi adoptada por ele quando se casou com a sua mãe (tinha Nanako cerca de 5 anos) mas ela acaba por considerar Henmi como seu irmão verdadeiro ao saber de toda a verdade.
[fim de spoiler]

PS - A Nanako do final até fica mais bonita!

Oniisama E... (ANN)

5.6.08

Ando a ver: Oniisama E...

Definitivamente há raparigas apaixonadas por raparigas neste anime! Mas é tudo muito contido, num ambiente exacerbadamente feminino, onde o convívio com rapazes (ou homens) é visto com maus olhos. Não consigo olhar para este anime como uma manifestação homoerótica no feminino, mas sim um despertar da sexualidade e amadurecimento das personagens em que as relações, de amizade ou amorosas, entre o mesmo sexo são aceites como parte integrante deste microcosmos, enquanto que relações entre o sexo oposto são alvo de escândalo e mexerico. O engraçado nisto tudo é que as duas ingénuas apaixonadas, a protagonista Nanako e a nova e franca amiga Mariko, se interessam pelas duas raparigas mais másculas ou maria-rapaz do microcosmos do Colégio Seiran, Saint-Juste e Kaoru-no-Kimi.

Não há dúvida que se trata de uma perspectiva estranha numa visão ocidental e heterosexual da sexualidade, mas também me parece que toda esta simbologia e intensidade de relações fazem parte de um universo exclusivamente feminino, para ser usufruido em privado. Esta história também vai buscar muito a um gosto antigo das japonesas por homens andróginos e/ou efeminados que personificam um ideal romântico. A dada altura Mariko refere-se aos homens como sujos e brutos, numa clara recusa dos homens másculos e guerreiros, que dificilmente partilham este universo tão feminino.

Não sou de todo especialista em sociologia ou mesmo antropologia, mas este é um anime que dá muito para pensar em relação ao modo como os japoneses, mais concretamente as mulheres japonesas, vivem a sexualidade e o seu papel em relações românticas idealistas. Não será por acaso que a companhia exclusivamente feminina Takarazuka Revue (que encena dramas musicais românticos) tem uma gigantesca popularidade entre as mulheres e as otokoyaku (actrizes que fazem os papeis masculinos) têm legiões de fãs, como se de um Brad Pitt ou Johnny Depp se tratassem. Não há dúvida que é um universo fechado, exclusivamente nipónico, que teve a sua época áurea entre os anos 60 e 80, época essa em que a manga e anime de Oniisama He... foram produzidos.

Ao ver esta série também encontro claríssimas influências no anime mais recente, Utena, assumidamente inspirado na mais famosa manga da mesma autora desta, Ikeda Riyoko. Ao contrário de Versailles no Bara, aqui as influências não são tanto visuais mas mais do ambiente, das hierarquias, das personagens e suas relações.

Mach GoGoGo

Acabei de ver mesmo agora uma reportagem da estreia do filme Speed Racer e fiquei chocada! Deu-me mais razões ainda para não querer ver.

Speed Racer, ou Mach GoGoGo no original, é uma simples série anime de desporto, que passou no Canal Panda há alguns anos. Como foi produzida nos anos 60, e por consequência é uma das primeiras séries anime dos estúdios Tatsunoko, que marcou o seu estilo muito particular, faz algum sentido que as corridas de Grand-Prix onde o Mach 5 participa sejam algo mais que simples corridas de carros.

Este anime partilha um espírito muito anos 60 em que este tipo de corridas, Monte Carlo e Steve McQueen estavam na moda e vai beber a todas estas inspirações, com aquele visual streamlined, graficamente muito limpinho da época.

Infelizmente a série foi muito (demasiado) remisturada nos Estados Unidos, onde foi um sucesso retumbante, que lhe tirou parte da pureza e frescura originais. Talvez por isso me tenha assustado tanto o excesso de 3D e efeitos digitais (de qualidade questionável, topava-se sempre que o Mach 5 era em 3D) nas imagens que vi do filme que, na intenção, a la Dick Tracy, de lhe conferir um visual colorido de desenho animado, estragou. O cabelo à Pin-y-Pon de Speed (Go Mifune no original) também não ajuda.

Há coisas (e séries anime) que devem ser deixadas sossegadinhas no lugar onde sempre estiveram, principalmente se continuam populares há mais de 30 anos!

マッハGoGoGo

3.6.08

Minky Momo: Yume wo Dakishimete

Quase tive um ataque quando percebi que o Canal Panda estava a dar este anime. Pensava que era a mesma série que tinha dado cá, na falecida Europa Television, no final dos anos 80, sob o título de Gigi, mas afinal é a segunda série, já produzida em 91 (a primeira é de 1982-83).

Mesmo assim é sem dúvida um anime que quero seguir! Já andava com saudades de um mahou shoujo à séria!

Como em quase todos os mahou shoujos a permissa é simples: Minky Momo vem de um reino mágico, o Reino dos Sonhos, para a Terra, viver como uma rapariga normal para salvar os sonhos dos humanos. A característica que a distingue dos outros é que Momo se pode transformar, graças, claro, a uma varinha mágica em adulta com as mais variadas profissões ou capacidades. Não é um anime muito profundo ou intrincado, mas é simpático e divertido de ver.

Gostava também de rever a série original, principalmente nas condições desta, com o genérico integralmente em japonês e os nomes das personagens mantidos. Pedir que não seja dobrado é demais para o Canal Panda, mas neste caso é uma pena pois nesta segunda série a voz de Momo não é mais que a famosérrima Megumi Hayashibara (Rei em Evangelion, Faye em Cowboy Bebop), num dos seus primeiros papéis de renome.

魔法のプリンセス ミンキーモモ -夢を抱きしめて-

Canal Panda
2ª - 6ª: 07:30, 20:40
sáb.: 13:00
dom.: 13:10, 20:40

1.6.08

Comecei a ver: Oniisama E...

Por ser de Ikeda Riyoko, a autora de Versailles no Bara, este anime despertou-me a curiosidade.

Oniisama E... (Querido irmão...) circula no universo de um colégio ao estilo ocidental, melhor, no que os japoneses nos anos 70 achavam que era um colégio ao estilo ocidental, feminino. A protagonista, Misonoo Nanako, uma rapariga simples, ingénua e sensível, e na ilusão de que entrou para o colégio dos seus sonhos, é arrebatada para um universo cheio de intrigas, rivalidades, poder e mistério. Como estes elementos, aliados a um outro mistério na sua família, temos os ingredientes certos para muito (melo)drama ao melhor estilo japonês. Sim, porque apesar de a "paisagem" ser ocidentalizada, a nível de relações e emoções este anime não podia ser mais japonês!

A nível técnico, dentro da época que foi criado, é um anime excepcional, sem bem que um pouco coxo para os dias de hoje. O trabalho de arte e desenho de personagens é muitíssimo elaborado, a paleta de cores escura e contrastada, mas a animação abusa um pouco dos quadros parados ou repetições em situações de tensão, conflito ou êxtase. A música é como os vestidos delas: romântica, com imenso piano e os vestidos com muitos laços, flores e folhos.

Este anime é conhecido pelas conotações lésbicas entre as diversas raparigas. Ainda vou no início, já deu para perceber que algo de estranho se passa principalmente com as duas raparigas mais masculinas, Saint Juste e Kaoru no Kimi. Mesmo assim, como normalmente este tipo de relações em manga e anime shoujo costumam apenas ser implícitas ou platónicas, vou esperar para ver mais para depois me pronunciar.

Ah! Não falei do irmão do título (oniisama). Esse irmão, é um rapaz mais velho a quem Nanako pediu para escrever como se fosse seu irmão mais velho e pensa que não o é, mas é quase irmão dela, mas não é. Confuso? É mesmo para ser (por enquanto).

28.5.08

Monstra 2008


Atama Yama (Mount Head) - Kôji Yamamura

Recentemente, durante o Festival de Cinema de Animação, Monstra, em colaboração com o novíssimo Museu do Oriente, os Lisboetas (eu incluída) tiveram uma oportunidade rara de ver animação japonesa de autor. Houve quatro tipos de sessões, abrangendo várias gerações de animadores, a primeira dedicada ao Mestre Osamu Tezuka, mostrando pequenos filmes mais experimentais do mesmo, uma segunda de filmes de Renzo Kinoshita, uma terceira dedicada ao Oriente visto pelo Ocidente e a quarta e última com os filmes de Kôji Yamamura.

Osamu Tezuka
Dos títulos que passaram, Lenda da Floresta, A Sereia, Pingo, Contos do Fim da Rua e Salto, já conhecia os dois últimos, sendo o meu preferido o brilhante Salto (Jumping). Esta pequeníssima amostra, fez-nos perceber o quão prolífico e ecléctico era Osamu Tezuka e deixou para trás a vontade de ver mais, muito mais.

Renzo Kinoshita
De Renzo Kinoshita passaram Made In Japan, Japonês, Picadon e Último Raid em Kumagaya. Esta sessão foi uma espécie de déjà-vu, pois já tinha visto todos os filmes e alguns (Picadon) mais que uma vez, talvez nos Nippon Koma. Kinoshita, cuja carreira se concentra mais nos anos 70, tem um estilo um pouco datado, mas que nos transporta no tempo, para um Japão que tende a desaparecer. Por outro lado, os seus filmes são sentidos testemunhos das bombas atómicas, pedem-nos para não esquecer a catástrofe que causaram. Destaco Made In Japan.

O Oriente visto pelo Ocidente
Passaram vários filmes de várias origens e a inspiração oriental não era apenas nipónica. De entre todos os títulos destaco em particular Screenplay, de Barry Purves, que repega na animação de marionetes (técnica desenvolvida originalmente na Checoslováquia, adoptada pelo realizador japonês Kihachiro Kawamoto, cuja estética de certo inspirou este filme), adaptando uma estética tradicional japonesa e do teatro de Kabuki e nos oferece um filme tecnicamente arrojado, muito bonito e muito japonês.

Kôji Yamamura
Até esta sessão só tinha visto o filme acima: Atama Yama (Mount Head). Depois de ver mais, Aquatic, Perspektivenbox, The Old Crocodile, Fig, A House, Kid's Castle, Pieces e A Child's Metaphysics, fiquei fã deste realizador muito criativo, que alia técnicas muito variadas (pintura no vidro, plasticina, tinta sobre papel) a aspectos da cultura popular japonesa, tais como o teatro Kyogen ou as antigas formas de narração japonesas. Como brinde a Monstra ainda nos proporcionou uma masterclass com o realizador, onde ele explicou a sua metodologia de trabalho e uma exposição com originais do seu último filme, em competição no festival, Franz Kafka's A Country Doctor.

23.5.08

Terminei de ver: xxxHOLiC

A estreia da nova série de xxxHOLiC, xxxHOLiC ◆ Kei, fez com que retomasse esta série que apenas ficou pendurada por falta de disponibilidade para ver tanto anime.

Comparando com a manga, que entretanto estou a ler, esta série faz muitas alterações, com alguma falta de lógica. A primeira grande alteração, e talvez a única justificada, é a liagação com a outra história das CLAMP, que se desenvolve em paralelo, Tsubasa-RESERVoir CHRoNiCLE-. Mas como não gostei de Tsubasa, não me faz diferença. De qualquer modo, esta ausência deve-se essencialmente ao facto de as duas séries serem produzidas por estúdios diferentes e emitidas em canais diferentes de televisão: Bee Train e NHK para Tsubasa e Production I.G. e TBS para xxxHOLiC. Outra alteração grande é a ordem das histórias, que não tendo grande força na narrativa principal, não faz mossa, mas que em certos casos, onde se justifica por falta de coincidência de calendário, obriga a mudanças na história, como foi o caso dos episódios do Dia de S. Valentim e White Day. Por outro lado houve episódios onde se acrescentou perfeito disparate gratuito de anime, talvez apenas para encher... Tenho bastante pena dessas alterações pois assim perderam-se alguns detalhes bem divertidos da manga. A última grande alteração, nem sempre consensual entre os fãs, foi a cor do cabelo de Ame Warashi, a espírito da chuva, azul claro na manga, vermelho fogo no anime. Apesar de eu gostar mais do vermelho, não encontro nenhuma razão para essa mudança.

De resto é um anime bem interessante, com um aspecto de comédia fantástica, gótica e esotérica, escondento por trás sentimentos e noções filosóficas bem sérios interessantes. Muitos desses conceitos de destino e etc. já vêm de trás na obra das CLAMP, directamente inspirados pelo Budismo e Xintoísmo, e não são, de forma alguma gratuitos.

O guarda-roupa de Yuuko continua fabulosamente exótico, se bem que aquém das ilustrações da manga. Com o tempo até passei a achar graça à canção do genérico inicial, 19 Sai, mas a primeira canção do genérico final, Reason, nunca me convenceu. Por outro lado a segunda canção do genérico final, Kagerou, interpretada pelo grupo(?) BUCK-TICK, fez me lembrar, juntamente com a animação de Maru, Moro e Mokona, a maneira de cantar do brasileiro Sidney Magal.

Há alguma coisa no final da série que me fez confusão: o penúltimo episódio termina como se fosse o fim da série, dando a ideia de que Yuuko vai continuar a atender quem precisar dela e depois há um último episódio, encarado como um especial, em que conta uma história bem pessoal de Watanuki. Não vejo porque não foi integrado no meio do resto da série, apesar de nos dar alguns elementos do passado de Watanuki, elementos que já andavam implícitos no resto dos episódios.

xxxHOLiC - TBS Animation

12.5.08

Zona Animax - 2ª leva


Já vem com algum atraso mas não queria deixar de opinar a 2ª leva da Zona Animax no AXN.

InuYasha
Continuo a gostar bastante, se bem que a história evolui um bocado devagar (é para fazer render o peixe). Mesmo assim é um bom exemplo de história de Rumiko Takahashi que alia de forma bastante equilibrada a acção, o romance e a comédia, não é é tão boa como algumas das anteriores.

Corrector Yui
Este anime parece-me um spin-off do clássico mahou shoujo, mas a Yui é tão parvinha e barulhenta que não consigo deixar de achar esta série irritante. Lá pelo meio vão se encontrando referências a outras séries ou filmes, inclusive tem (no episódio 5 ou 6) uma cena directamente inspirada na minha cena favorita de Totoro.

Ueki no Housoku [The Law of Ueki]
A primeira coisa irritante deste anime aborrecido é o mau português na tradução do título: A Lei do Ueki. Se Ueki é uma pessoa, deveria ser A Lei de Ueki... Adiante, este é um anime aborrecido, cuja permissa, um rapaz indiferente é arrastado para uma competição sobrenatural, parece vagamente interessante mas torna-se rapidamente repetitiva e chata. Nem a sua eléctrica amiga anima as coisas... deixei de ver.

Detective Conan
Para um anime com tanto sucesso no Japão, fiquei um pouco desapontada. Primeiro, para um anime desta duração (mais de 500 episódios) sente-se imensa falta de uma explicação conclusiva, para além da introdução no genérico, do que raio afinal se passou com Conan/Kudo. Depois os episódios, em forma de casos policiais, deixam muito aquém a intriga e não usam estratagemas clássicos da narrativa de suspanse as vezes que seriam de desejar. Para um anime que tem claramente inspiração directa nos livros de Agatha Christie, parece-me pouco criativo, ficando a curiosidade de compreender o mistério principal que envolve Conan. Mas como esta série é looonga, ainda há esperança.
Ah, a péssima tradução do espanhol faz com que hajam frases que não fazem sentido num anime que depende do texto e que os nomes japoneses sejam escritos numa grafia, no mínimo, esquisita e que não tem nada a ver com o português ou com a convenção adoptada internacionalmente para a escrita dos mesmos. Acho que o truque é ler os Y como J e os J como H, confuso não é?

Lupin III
Claramente a minha série preferida desta leva! Apesar da animação um pouco antiquada e menos fluída, é uma série que tem personagens divertidas e cativantes, histórias cheias de acção e uma banda-sonora excelente! É daquelas séries que não sei de qual personagem gostar mais: se do cool Lupin, se do pragmático Jigen, da aldrabona Fujiko, do eficiente Goemon ou do trapalhão Zenigata. São todos fantásticos e todos constroem excelentes episódios. E depois cada estratagema mais rocambolesco de Lupin para levar a bom porto os seus roubos ou salvamentos, são de partir o coco a rir! Saio daqui a cantar...
♪Lupin the Thiird, Lupin the Thiiird, Lupin, Lupin Lupin...♪

Kochikame, a louca academia de polícia
Já tinha visto alguns episódios desta série no Canal Panda, mas agora estou a divertir-me bastante a vê-la de fio a pavio no AXN. Este é um típico anime de comédia, bastante inocente mas por vezes atrevido, que conta as desventuras de um polícia demasiado calão para o ser. Claro que vendo isto do ponto de vista da polícia japonesa, que serve mais para dar informação aos transeuntes ou ajudar a comunidade, já nos parece um pouquinho mais plausível. Mesmo assim os exageros de Ryo são demais e proporcionam uns bons 25 minutos de anime. É uma série estruturada sem uma continuidade forte, mas com divertidas e loucas histórias por episódio.

AXN
sábado e domingo, a partir das 12:45h
e a partir das 6:45 (repetição)

Zona Animax

10.5.08

Witch Hunter ROBIN

Levada pelo meu gosto pelo fantástico, resolvi ver Witch Hunter ROBIN, um anime já um tanto datado. Infelizmente é mais uma daquelas séries que impressionam pela originalidade e aparência mais séria ou adulta, mas que acabam por desiludir por não oferecerem, afinal, nada de novo.

Robin Sena é uma rapariga de 15 anos que, apesar de ter nascido no Japão, viveu em Itália, num convento, até ao início da série. Ela regressa ao Japão para integrar uma equipa de caçadores de Witches. Não vou utilizar a tradução, bruxa ou feiticeira, porque para além de estas(es) Witches não corresponderem à definição literal da palavra, tanto podem ser homens ou mulheres para o que a palavra em inglês (utilizada no original) é mais prática, não tendo género. Na equipa temos um pouco de tudo: o geek de computadores (sem poderes), a mulher maternal, a rapariga fútil, o rapaz imaturo e o líder carismático e também sorumbático. De todos só mesmo Robin e Amon (o líder) são mais góticos no visual, parecendo que Robin está sempre com as roupas de alguém maior que ela... Mas Robin tem uma Vespa e por isso já gosto dela!

Esta equipa usa os seus próprios poderes para caçar Witches rebeldes, sem os matar. Robin usa o fogo e tem uma certa dificuldade em adaptar-se às regras desta equipa e da sociedade japonesa em geral. As histórias são independentes com uma ténue linha condutora através dos episódios que nos vai dando pormenores da vida de Robin e das personalidades dos outros elementos. A meio a narrativa concentra-se mais em Robin e o seu passado misterioso, passando a caçadora a ser a caça.

A acção passa-se na actualidade, mostrando por vezes lados socialmente menos aceitáveis, tais como os sem-abrigo ou outras realidades invulgares nos anime. Portanto quase todos os cenários são paisagens realistas de Tóquio, mas sem referências marcantes excepto o ocasional plano da Tokyo Tower ou das torres do Município. A excepção é o edifício da organização (STN) que faz em quase tudo lembrar o edifício do Blade Runner e o escritório, mais concretamente, parece o escritório da série de TV Earth: Final Conflict. Ah! E gosto da maneira como os japoneses dizem Robin (com ênfase no in), é giro!

Queria ver, já vi, está visto. É um anime um bocado chato de ver, pois arrasta-se e não deixa recordações memoráveis...

Witch Hubter ROBIN [JP]

25.4.08

Doraemon, Embaixador do Anime


O Ex.mo Sr. Embaixador Doraemon e o seu assessor Nobita.

É um senhor cargo esse a que foi nomeado Doraemon!

Ainda não tinha mencionado esta importante notícia para o mundo do anime e dos seus fãs. Acho a escolha de Doraemon muito acertada pois é extremamente popular e bem conhecido também no ocidente, não sendo demasiado infantil para irritar e por pertencer a uma série que nos mostra bastante o dia-a-dia japonês.

Durante muitas décadas o anime foi produzido apenas para consumo interno no Japão, havendo pouco interesse das entidades na sua exportação, uma vez que os lucros proveninetes da mesma eram pouco significativos em comparação aos do próprio país. Mas nos anos 90 isso foi mudando e é refrescante perceber que as autoridades japonesas já não consideram apenas como produto cultural as artes tradicionais que, por mais interessantes que sejam (e são!), por vezes cheiram a mofo...

Parabéns Doraemon! E o mesmo será dizê-lo, parabéns ao anime e a quem o faz!

11.4.08

Canal Animax


Só mesmo nesta terra... fiquei a saber do novo Canal Animax há bocado pelo jornal do Metro e como se isso não bastasse a pouquíssima informação que consegui recolher na net só me deu alguns títulos e não percebi rigorosamente nada de como a programação ser vai processar.

A verdade é que, quando a Zona Animax estreou no canal AXN já se falava num canal Animax da Península Ibérica e é isso que começa amanhã (dia 12/04). De resto o site oficial http://www.animax.pt/ ainda está inactivo, até agora, e pelo que percebi, o canal apenas vai estar disponível para quem tem o MEO com o pacote adicional de Entretenimento (onde o canal Animax está classificado como infantil, HAHAHAHAHA!) e que, entre outras, vai passar as séries NANA, Detective Conan, Le Chevalier D'Éon, Lupin III, Chobits, Love Hina e os filmes Ghost In the Shell, Appleseed e Kai Doh Maru.

Vamos lá ver se a disponibilidade do canal será um pouquinho mais democrática...
12.04.2008
Voltei ao site oficial e já está a funcionar. Lá, para além da programação e informação sobre as séries ainda diz que o canal também está disponível no Clix Smart TV, para além do MEO.
Animax

Ando a ver: Witch Hunter ROBIN

Só ia fazer um post sobre esta série (nesse post vai se perceber porquê) mas não resisti a este misto de engrish e de marca alternativa em anime. É mais uma prova de que os japoneses muitas vezes usam o inglês de forma muito "criativa"... esta é muito boa!

2.4.08

Comecei a ver: Chi's Sweet Home

Para quem gosta de gatos como eu, este Chi's Sweet Home é para ver e tão kawaii, tão kawaii quanto há memória!!!

São curtíssimos episódios que contam a história de um gatinho, Chi, sob o seu ponto de vista, desde que se perde da mãe. De-li-ci-o-so!

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