18.11.06

A propósito de Jigoku Shoujo

Para além de a segunda série, Jigoku Shoujo, Futakomori, já ter estreado também estreou um dorama da mesma. Apesar da curiosidade, estou um pouco céptica. Talvez por a rapariga que faz de Enma Ai não corresponder, de todo, ao que esperaria em termos físicos, em suma, acho-a feinha e com um ar demasiado real, carne-e-osso. Deveria ter um ar mais etéreo, talvez uma pele mais clara, não sei... Também não gostei do Wanyuudou pelas mesmas razões e por ser mais gordo e ter cabelo! Em contrapartida Honee Onna e Ichimoku Ren já estão mais perto dos desenhos originais. Hajime e Tsugumi então não têm mesmo nada a ver! Hajime tem um ar muito pouco desleixado e Tsugumi é velha demais.

Mesmo assim acho que a curiosidade há de levar a melhor e hei de acabar por ver a série.

地獄少女 ドラマ

15.11.06

Puca-puca Rei-chan

É daquelas coisas completamente parvas (e publicidade gratuita à Gainax) mas apesar de não ligar em absoluto à personagem da Rei em Evangelion, sempre achei piada ao spin-off criado pela própria Gainax que é a Puca-puca Rei-chan. Hoje "esbarrei" com estas blog tools no site deles, que não fazem rigorosamente nada de especial, a Rei limita-se a flutuar em LCL, e não resisiti em colocar uma aqui em baixo. Só é pena que não se podem ver/ler os caracteres japoneses em condições, mas isso é culpa de quem fez os filmezinhos em flash... paciência.

Os restantes e mais uns screensavers estão na Evastore.

6.11.06

Victorian Romance Emma

Quem sabe se pelas suas semelhanças ou insularidade sou bastante atraída por duas culturas estrangeiras: a inglesa e a japonesa. Talvez por isso senti curiosidade em ver este anime pouco conhecido e muito pouco comum na conjugação de uma série anime com uma temática da Inglaterra, em particular uma Londres Victoriana. Esta é a junção de quase tudo o que de mais apelativo encontro em ambas as culturas.

Tudo neste anime é diferente do que se costuma ver: o detalhe victoriano (literalmente), os excelentes e históricamente rigorosos cenários e direcção artística, o ritmo compassado e lento, a banda-sonora, etc. Há um certo empenho neste anime que o torna especial, é, sem dúvida, uma produção extremamente cuidada e fora dos parâmetros comuns para televisão.

Apenas uma coisa se manteve coerente em relação a outros anime e, em particular, à cultura japonesa: a história. É algo melancólica e uma slice-of-life sem um fim conclusivo, fechado, com moral ou feliz. Nisso, que considero o melhor das narrativas nipónicas, este anime surpreendeu e agradou.

É triste e enervante ver até que ponto a rigidez do estatuto social e das regras da educação victorianas levam duas personagens a não escolher o caminho que desejariam. Toda a acção decorre dentro de um decoro e timidez impostos que atrasam tomadas de decisão e transformam as pessoas em fantoches de uma sociedade virada para a ascenção social e económica. O indivíduo não tem lugar, tem de servir o grupo, isto é: a família. Provavelmente os japoneses revêm na sociedade victoriana as suas próprias dificuldades sociais em se imporem como indivíduos com vontade própria e poder decisivo nas próprias vidas.

Definitivamente basta abrir um pouco os olhos, prestar alguma atenção e ver com olhos de ver para perceber que se andam a produzir muito boas séries de anime no Japão, que há muito já ultrapassaram o estigma de desenhos animados para criancinhas. Este é um anime para ver com atenção e calma, de preferência acompanhado por uma bela chávena de Earl Grey, para nos fazer recordar dos "bons velhos tempos" das séries da BBC, tais como Reviver o Passado em Brideshead, A Família Bellamy e outras, que passavam na RTP.

英國戀物語エマ

4.11.06

CINE-ASIA: DocLisboa 2006 Report

Dada a oportunidade e privilégio que tive em poder assistir de perto ao DocLisboa e ter um contacto um pouco mais próximo com os dois realizadores japoneses presentes, fiz um pequeno e pessoal relatório sobre o que assisti no festival para o Cine-Asia.

Para ler basta clicar no título deste post.

1.11.06

Comecei a ver: Princess Tutu

Princess Tutu foi daqueles anime que me apelou devido ao factor rapariga: o Ballet. Felizmente que no pacote veio muito mais que isso, esta é uma série de anime, shoujo claro, de-li-ci-o-sa!

A narrativa adapta muito livremente certas partes do conto do Quebra Nozes (de Hans Christian Andersen), junta-lhes personagens e a partitura de muitos dos grandes ballets clássicos, num universo que mistura realidade com contos de fadas num resultado algo insólito. As personagens tanto podem ser humanas como animais ou bonecos a começar pela protagonista Ahiru, cujo nome significa pato e que é mesmo uma patinha amarela, mas que é transformada, por Drosselmeier (o misterioso tio de Clara em Quebra-Nozes), numa rapariga algo desastrada. O professor de dança é um gato (Neko-sensei) que, quando se irrita, pede as alunas em casamento e, quando elas recusam passa de um comportamento humano antropomórfico para um comportamento 100% felino.

Cada episódio tem alguma ligação a algum ballet conhecido e a junção de uma protagonista desastrada e cómica, com duas melhores amigas totalmente sarcásticas, a um "principe" romântico e vilões algo trágicos, dão um resultado bem interessante.

Toda a direcção artística é muito bonita e variada, dentro de um tom germânico na arquitectura. O character design é muito engraçado e, devido à variedade das personagens, não se cinge a apenas um grafismo fixo em que mudam as cores dos olhos e cabelos para diferenciar personagens.

Também adorei as duas canções dos genéricos, extremamente adequadas ao tipo de anime que é, e com uma fortíssima remeniscência de certas cançõezinhas dos anos 60, cantadas suavemente por uma voz muito feminina.

プリンセスチュチュ
ADV: Princess Tutu

29.10.06

Terminei de ver: Jigoku Shoujo

Finalmente acabei de ver esta série. Sem surpresas, as histórias individuais de cada episódio mantiveram-se iguais, para a narrativa se precipitar numa conclusão nos últimos 5. Em cinco episódios é nos mostrado o porquê da existência da Jigoku Shoujo, tudo o que provocou e realmente havia uma ligação forte entre Shibata e Tsugumi e Enma Ai, mas o final fica algo inconclusivo, talvez porque já estivesse na mira uma segunda série, que entretanto já estreou.

No geral gostei da série, apesar de ser muito repetitiva. A ambiência sinistra e soturna, muito bem suportada pela banda-sonora e pelos gráficos ajudaram bastante a que se visse a série na quase totalidade sem enjoar muito. No geral as histórias individuais eram convincentes, nem que seja na inutilidade da vingança. De qualquer modo preferia que ao longo da série tivessem sido dadas mais dicas acerca do passado de Ai e da sua ligação a Tsugumi, mesmo que de modo subtil e sem chamar a atenção. Na conclusão achei que faltava alguma densidade à personagem de Ai para se querer vingar, tantos séculos depois, depois de um longo esquecimento, com tanto ódio. Para haver sentimentos fortes, tem de haver uma motivação forte, senão não convence.

Como vem aí mais, vamos lá ver se a segunda série preenche os vazios e complementa bem a primeira.

地獄少女

Ando a ver: NANA

25 episódios, metade da série, genéricos novos. Gosto mais desta abertura, conta mais a história e está mais próxima dos gráficos de Ai Yazawa. Mesmo assim acho que, na tentativa de dar um tom realista a NANA, a direcção artística, se bem que muito boa, descola-se das cores fortes e das superfícies lisas ou com padrões da manga. Dado que aparentemente Anna Tsuchiya anda demasiado ocupada com o lançamento de um album, ou semelhante, agora Olivia canta ambas as canções. Também prefiro esta canção, a música de Olivia é algo gótica mas interessante, ao passo que há algo na música, ou na voz, de Anna Tsuchiya que não me convence.

A história já ultrapassou a linha narrativa do filme e, como ainda não li a manga, tudo daqui para a frente é (mais ou menos) surpresa. A história de Hachi adensou-se, ela começa a ser confrontada com a própria futilidade e facilidade com que se entrega ao primeiro que aparece. Nana e grande parte dos outros andam preocupados com ela, mas seguem as suas vidas com o próximo grande concerto que deverá ser decisivo na carreira dos Blast. Para isso Misato (não eu ;) ) voltou a aparecer e o resto... virá.

NANA ーナナー

13.10.06

CINE-ASIA: Tenkuu no Shiro Laputa



Japão, 1986, 124min

Página Oficial - Trailer - Fotos

O CASTELO DO CÉU LAPUTA
Sinopse: Sheeta cai misteriosamente do céu literalmente para os braços de Pazu, que vive e trabalha numa pequena cidade nas montanhas. Este encontro leva ambos a uma série de aventuras provocadas pela perseguição de piratas do ar e do exército a Sheeta, que acabam numa busca pela identidade dela e pelo misterioso castelo no céu, Laputa.

Crítica: Mais um filme onde Hayao Miyazaki expressa a sua profunda paixão por máquinas voadoras, desta vez a quase totalidade do filme se passa com os pés muito pouco assentes na terra. É um filme com uma permissa simples, todas as personagens buscam no castelo Laputa um sonho, uma utopia. Sheeta busca a sua identidade, Pazu concretizar o sonho do pai e aprender com a tecnologia, os piratas tesouros e o exército, na personagem de Muska, o poder. A dada altura todos encontram o que buscam, mas nem todos são bem sucedidos e simplesmente os maus são castigados e os bons recompensados, mas não sem algum sacrifício ou a destruição do próprio sonho.

Com um enredo mais político mas ao mesmo tempo mais simples que Nausicaä, Laputa é um filme um tanto desequilibrado, balançando entre peripécias que se arrastam e climaxes imponentes. Mas se algumas partes se prolongam, tudo é compensado com a chegada ao fantástico castelo no céu. Toda a paisagem é lindíssima, a concepção arquitectónica do castelo de uma decadência romântica e é aí que o filme verdadeiramente começa a cativar com a resolução, pouco a pouco, de todos os mistérios.

Também é na fase do castelo que verdadeiramente vemos a mensagem ecológica de Miyazaki em acção, num castelo de uma civilização tecnológicamente avançada mas que, à semelhança de Macchu Picchu (onde muita da paisagem se inspira) ou das cidades dos Maias, foi misteriosamente abandonado. Como tal a natureza tomou conta do lugar indiscriminadamente até tornando o único robô que resta em actividade numa espécie de delicado protector da natureza, ao contrário do seu aspecto beligerante. Neste robô encontro uma outra referência a um importantíssimo filme de animação francês, “Le Roi et L’Oiseau”, de 1980, onde um robô semelhante, delicadamente abre a gaiola de um minúsculo passarinho.

Se prestarmos atenção, a grande maioria dos filmes de Miyazaki são conduzidos por uma protagonista forte (Nausicaä, Kiki, Chihiro, etc.). Neste filme temos uma personagem masculina em pé de igualdade, Pazu. Em muitos aspectos acho-o muito semelhante a Conan (da famosa série de TV “Mirai Shounen Conan” – “Conan, o rapaz do futuro”), na determinação, no engenho e em vários aspectos físicos, a começar pela fisionomia e a terminar nalguma agilidade fora do comum.

Na direcção artística vemos aqui uma confirmação do rumo já anteriormente traçado de paisagens idílicas onde a natureza domina, onde o céu é muito azul e o verde muito verde. A característica mais marcante e invulgar sendo que as poucas paisagens terrestres são extremamente acidentadas, paisagens agrestes onde difícilmente o homem e a sua tecnologia destroem sem critério (mais uma referência a Macchu Picchu). O culminar da beleza desta paisagem é o castelo que lembra certas representações, da pintura do periodo romântico europeu, de um certo Olimpo utópico.

A animação é, como sempre, intocável, abusando, no bom sentido, de cenas aéreas em céus nublados. A banda-sonora é, como sempre, de Joe Hisaishi mas ainda bastante discreta e sem um tema marcante. É um filme espectacular em termos visuais e detalhe, com talvez alguma ressalva para a narrativa ligeiramente desequilibrada.

Classificação: 7/10

6.10.06

1 ano de anime-comic

Já me ia esquecendo, sou um bocado distraída com certas comemorações, mas a verdade é que dia 8 este blog já faz um ano.

Para comemorar fiz um título para o blog em imagem, coisa que já andava para fazer há que tempos. O título só em texto nunca me deixou 100% satisfeita, mais ainda tendo o blog o nome que tem.

Recentemente houve alguns intervalos no visionamento de anime, muito devido à ausência de episódios novos de algumas das séries que ando a ver: Jigoku Shoujo, xxxHOLiC e, em parte, NANA. Mas o intervalo terminou, ando a ver mais novas séries como Le Chevalier D'Eon, continuo a ver, mais devagarinho, Daddy Longlegs, Ashita no Nadja, Hiatari Ryoukou, Utena, Candy Candy e muitas outras, portanto os posts mais frequentes voltarão.

30.9.06

Comecei a ver: Le Chevalier D'Eon

Em época em que Versailles está na moda foi uma boa ocasião de começar a ver um anime que já algum tempo me tinha despertado uma pequena faísca de curiosidade, Le Chevalier D'Eon. Acabei de ver o primeiro episódio e fiquei franca e agradávelmente surpresa!

Este anime, para além de dois ou três factores que me chamaram a atenção: séc.XVIII, Corte de Luís XV, a qualidade dos gráficos e um título carismático, presenteou-me com vários outros, que habitualmente me cativam, dos quais eu não estava à espera: intriga política e de corte, mistério, suspanse, misticismo, sociedades secretas e as coisas nunca serem o que parecem.

Quanto à banda-sonora ainda pouco impressionou, mal dei por ela, mas a parte técnica (character design, cenários, animação, realização) é extremamente cuidada. Mal comparando com o único outro anime passado em cenário semelhante (se bem que cronológicamente uns anitos mais tarde), Versailles no Bara, é engraçado ver a mudança de perspectiva dos japoneses em relação à Europa e à história europeia. Não que Versailles no Bara seja mau, pelo contrário é uma das melhores séries de anime que já vi, mas tem algumas incorrecções algo pitorescas, em geral derivadas da ignorância dos japoneses da cultura europeia. No caso de Chevalier já existe um outro rigor, pois hoje-em-dia certas incorrecções, que em Beru Bara ninguém dá importância, seriam imperdoáveis. O character design é mais realista e o guarda-roupa, tanto quanto deu para perceber pelo episódio, não tem incorrecções históricas. A partir do momento em que incluem Mme. Pompadour como personagem, mesmo que secundária, o guarda-roupa não poderia falhar. Os cenários recorrem muito a modelos em 3D, principalmente do Palácio de Versailles, que, apesar de óbvios não perturbam em absoluto pois para além de bem integrados na acção levaram um "tratamento" que lhes dá uma textura de pintura.

O primeiro episódio agarrou e fidelizou-me à primeira, espero que esta série não sejam apenas promessas vãs.

シュヴァリエ

24.9.06

Ando a ver: NANA

21.5, mais um episódio de recapitulação... claro que me irritou, se um é muito, dois são demais! E só espero que não haja mais! (esperança vã...)

Como atenuante, felizmente que o episódio era bastante mais bem montado que o anterior (11.5) e o sketch da "Sala da Junko" foi apurado, está mais curto e mais engraçado.

A série anda de vento em popa, já se cruzaram quase todas as personagens principais e aconteceram algumas cenas importantes e bem emocionantes.

A apresentadora no fim continua super irritante, mas os mini-CDs-porta-chaves dos gachapon, que ela mostrou, são muito kawaii!

NANA ーナナー

17.9.06

Manga Mania

Bem... como os portugueses não são desenrascados e rápidos nos negócios, já tarde e a más horas (basta ver as datas de produção dos títulos apresentados) a Salvat se propôs a edição de alguns clássicos (filmes) anime (para além da edição de Captain Tsubasa e Dragon Ball).

Só tenho pena de duas coisas (as de sempre):
1. de o título continuar com o infeliz erro de chamar manga (banda-desenhada) a anime (animação). Se o erro fosse só com a designação japonesa até lhe chamaria preconceito, mas infelizmente, apesar de serem dois meios totalmente diferentes (apesar de elos em comum bastante fortes), a tendência para se confundir banda-desenhada com desenhos animados ou animação é geral.
2. Serem os títulos de sempre (Akira, Ghost In the Shell, Appleseed, etc.) demasiado cingidos a apenas um género o dos filmes de acção, ficção-científica, terror, ou mais concretamente para quem se diz entendedor, o cyberpunk.

Mas tudo tem o seu lado positivo e o facto de ver nas bancas de jornais títulos de anime à venda que, há 10 anos atrás, eram caros e difíceis de arranjar ou apenas visionar, é um bem que já vem tarde, mas vem!

Pessoalmente não vou comprar nenhum, a não ser que no meio da lista de títulos esteja alguma surpresa, mas não acredito muito.

Editorial Salvat - Manga Mania

8.9.06

Ando a re-ver: Hiatari Ryoukou!

Não sou fã dos desenhos de Mitsuru Adachi, o autor desta manga e anime, mas adoro as suas histórias! Acho os desenhos, principalmente o character design feio e esquisito, com narizes demasiado arrebitados e cabelos demasiado acachapados, se bem que reflecte muito mais uma realidade japonesa que ver pessoas com cabelos loiros, cor-de-rosa ou mesmo azuis.

Mas o bom de Mitsuru Adachi é a garantia de histórias interessantes, apelativas, muito japonesas e muito ligadas a uma realidade do dia-a-dia, principalmente dos adolescentes de das escolas secundárias.

Quando vi este anime pela primeira vez, há cerca de 10 anos na RTP, fiquei surpresa ao peceber que estava a ver o meu primeiro anime soap. Cá está, não gostei dos desenhos, mas a história prendeu-me desde o primeiro e atribulado episódio para não a largar enquanto não chegou ao final. Com este anime aprendi a dizer yoshi (era legendado), que quer dizer qualquer coisa como 'boraí, fiquei a compreender um pouco do dia-a-dia dos adolescentes numa escola japonesa e não só, um pouco do seu sistema educativo, com aulas de manhã e os clubes à tarde e que o beisebol é o desporto favorito do Japão, suplantando mesmo o muitíssimo popular e respeitado kendo. Para além disso fiquei a saber muito melhor como funcionam as relações interpessoais, principalmente entre adolescentes, nas pequenas coisas como hábitos, pequenos pudores e convenções sociais.

Mas a história de Kasumi, da sua atrevida tia e dos hóspedes e colegas de Kasumi tem imenso que se lhe diga, desperta a curiosidade e fez-me esquecer por completo o facto de não gostar dos desenhos. É um prazer rever este anime, agora com termo de comparação, que passou a ser um clássico e marcou o género de anime soap ou "pedaço de vida".

[infelizmente não encontrei um site oficial]

2.9.06

Ando a ver: Tokyo Mew Mew


O título deste post talvez devesse ser "Não ando a ver:..." pois a SIC voltou a fazer das suas! Como se já não bastasse estarem a emitir a versão censurada pelos americanos de Tokyo Mew Mew, ainda por cima aparentemente cancelaram ou mudaram de horário a série, claro está, sem pré-aviso! O que é certo é que hoje não deu e parece que amanhã também não dá :'(

27.8.06

CINE-ASIA: Kaze no Tani no Nausicaa (Nausicaä)

Japão, 1984, 116min

Página Oficial - Trailer - Fotos

Sinopse: Num mundo de uma ecologia distorcida, Nausicaa, a corajosa princesa do pequeno reino do Vale do Vento, esforça-se em manter pacificamente o instável equilíbrio entre uma natureza de desertos e florestas tóxicas habitadas por insectos gigantes e possíveis invasões de povos vizinhos. Mas o Vale do Vento é invadido, o pai de Nausicaa assassinado e, para poupar o seu povo de mais sofrimento, Nausicaa vê-se envolvida numa guerra inútil contra os insectos enquanto que a solução para uma vida melhor está mesmo debaixo dos seus narizes.

Crítica: Talvez o único filme de Miyazaki baseado numa manga do mesmo, este primeiro filme dos Estúdios Ghibli representa, desde logo, as preocupações principais do realizador: a ecologia e a sua paixão por máquinas voadoras. De todos os filmes dele, Nausicaa é o filme onde a temática da ecologia ocupa quase a totalidade do filme, imediatamente seguida de um modo pacífico de resolver conflitos face a um mundo em guerra.

As máquinas voadoras, tema quase sempre presente nos filmes de Miyazaki, têm aqui um papel vital tanto no desenvolvimento da história como na definição das personagens. O Mehve, as asas voadoras de Nausicaa, é o sonho de Ícaro concretizado. Todas as naves do povo do Vale do Vento têm um certo ar robusto mas prático, sendo o Mehve particularmente ágil e delicado. As naves dos Dorok, em contrapartida, são maiores, mais agressivas, escuras e cheias de apêndices. Fora o filme “Porco Rosso”, este é provávelmente o seu filme onde aparelhos voadores têm uma presença mais forte.

Mesmo ainda não tendo a exuberância de alguns dos filmes posteriores, de ser um filme mais comedido, a sua história é extremamente complexa e apaixonante. Parece que toda a indignação de Miyazaki pelo que os homens andam a fazer ao planeta Terra foi canalizada para este filme.

Nausicaa é uma rapariga fora do comum, mesmo para o seu povo que a adora, desde miúda que tem uma empatia especial com os Ohmu, uma espécie de reis da comunidade de insectos gigantes, e resolve sempre os conflitos com os insectos sem destruição nem morte. A sua paixão pelas florestas tóxicas, provocadas pelos esporos espalhados pelos insectos choca até o aventureiro Yupa, habituado às agrestes florestas. A oposição do carácter pacifista e ecologista de Nausicaa com o da Princesa Kushana, cruel, implacável e ambiciosa, é mais um demonstrativo da inutilidade da maioria das guerras e de como elas podem ser resolvidas, de forma pacífica, através de negociação e estudo.

Mesmo não sendo tão “de encher o olho” como a maioria dos filmes posteriores, este filme mostra-nos maravilhosas paisagens de desertos ventosos, o verdejante Vale do Vento e as Melancólicas florestas tóxicas. As cenas de acção, principalmente as aéreas, são feitas com uma mestria fora do comum e uma beleza deslumbrante. Outros elementos clássicos de um filme de Miyazaki também já estão presentes, tais como céus muito azuis, águas límpidas e claras, campos verdejantes, personagens fortes, criaturas estranhas, velhotes com um ar de cara de couro curtido e uma excelente conjugação de momentos em que a história flui e outros mais contemplativos, mas perfeitamente integrados no contexto do filme. Curiosamente os insectos são apresentados como mais umas vítimas do Homem, o ênfase não é posto em serem horrorosos ou nojentos, mas na demonstração de carácter e densidade psicológica. A certa altura damos por nós a torcer pelos Ohmu e não pelos cruéis Dorok.

Aqui temos uma prova (se é que haveria necessidade de haver provas) de que a animação para ser boa, densa, para adultos, com temas importantes e interessante, precisa essencialmente de um bom tema e de uma boa história aliadas a uma boa realização. A animação, como sempre nos Estúdios Ghibli é impecável e de um cuidado impressionante. O character design é fácilmente reconhecível como sendo um Miyazaki, não é particularmente belo, mas cada personagem e seus adereços são concebidos detalhe meticuloso.

Este é um filme intenso, profundo, cheio de conteúdo, dá que pensar, tem uma mensagem positiva sem ser moralista ou castradora e é muito bem feito de um modo comedido, sóbrio, mas eficaz e sem desperdício.

Classificação: 8/10

16.8.06

Barrigada de anime

Não é novidade nenhuma que o Canal Panda aposta já há bastante tempo no anime, mas hoje reparei que foram nada menos que 7 anime seguidos (se não me engano a ordem era esta):
  1. Ojamajo Doremi # (Doremi II)
  2. Ashita no Nadja (Nadia)
  3. Doraemon (Doraemon IV)
  4. Captain Tsubasa J (Oliver e Benji)
  5. Kaitou St. Tail (A ladra Meimi)
  6. Kiteretsu Daihyakka (Kiteretsu)
  7. Beyblade G Revolution (Beyblade III)
Costuma se dizer que não há fome que não dê em fartura... apesar do público alvo infanto-juvenil, há para todos os gostos e só espero que o Canal Panda continue assim e passar anime popular e relativamente recente, junto com algumas pérolas vintage.

Canal Panda

29.7.06

CINE-ASIA: Kagen no Tsuki (Last Quarter)

Apesar de ser um filme live action, como é uma adaptação de uma manga de Ai Yazawa, para mim faz sentido publicar aqui o texto.



Japão, 2004, 112min

Site oficial - Trailer - Fotos

Sinopse: Mizuki zanga-se com o namorado na festa do próprio aniversário e vagueia pelas ruas. Atraída por uma melodia melancólica, acaba chegando a uma estranha mansão, com um ar assombrado, e entra. Lá dentro conhece um misterioso músico, chamado Adam. Saturada da família que não a compreende, Mizuki muda-se para a mansão sem avisar ninguém. Uma noite de quarto minguante, quase lua nova, ao atravessar uma passadeira de peões com sinal vermelho para encontrar Adam do outro lado, é chamada pelo namorado, Tomoki, e Mizuki vê-se subitamente à porta da mansão, mais assustadora e abandonada que antes.


Crítica: Baseado na manga homónima de Ai Yazawa, que se celebrizou pela adaptação também ao cinema de outra sua manga, Nana, este filme é uma história de fantasmas sem ser um filme de terror.

Apesar de adaptado, o argumento foi claramente reescrito para servir os seus bastante conhecidos actores em particular Hyde, também autor do tema principal. No geral a ambiência é mais negra e gótica que no original, sendo uma das maiores mudanças a cor de vestido de Eve, de um branco com um estilo anos 60 para um preto bastante gótico. Mas como apenas folheei a manga, não a li, vou deixar as comparações por aqui.

Como curiosidade, os papeis principais do filme são interpretados por actores bem conhecidos do público japonês e um pouco do público ocidental. Chiaki Kuriyama (Mizuki/Eve) era a rapariguinha, Gogo Yubari de Kill Bill vol.1 e uma das alunas de Battle Royale, Hiroki Narimiya (Tomoki) é bastante conhecido no Japão e também entrou em Nana, como Nobu, Hyde (Adam) é o famosíssimo vocalista e compositor da banda L’Arc~En~Ciel, do tema principal de Final Fantasy: The Spirits Within e ainda, num papel secundário, como Doujima, temos o veterano Ken Ogata, actor japonês bastante conhecido no ocidente, principalmente em filmes ocidentais como Mishima ou The Pillow Book.

É interessante ver como o desenrolar do enigma que rodeia Mizuki/Eve/Sayaka é pontuado pela descoberta gradual do principal tema musical. De início apenas ouvimos alguns acordes do refrão, ora na guitarra de Adam, ora ao piano por Mizuki para culminar na interpretação completa do tema por Eve ao piano, num clímax muito bem construído. Este é talvez um dos aspectos mais interessantes e envolventes do filme, pois a canção é, sem dúvida, um dos elementos mais importantes e de ligação do filme.

Este filme está dividido em duas partes distintas, que seguem ritmos diferentes. A primeira, mais naturalista, funciona como um prólogo e segue o pequeno drama emocional de Mizuki, da sua relação com o pai e a família e a traição do namorado. A segunda parte, mais onírica, é o desvendar, por parte dos miúdos, Hotaru, Miura, e Tomoki do mistério que rodeia Eve/Sayaka e que prendeu Mizuki num limbo. A diferença entre as duas narrativas deveria ter sido feita de forma mais clara. A cena do acidente, é intensa, mas de início o filme parece que não arranca. Talvez se os dois mundos fossem mais contrastantes (por exemplo um diurno e outro nocturno) ou a primeira parte mais curta ainda, a sensação de desvio fosse mais eficaz. Assim dá-nos a sensação de estar a ver um pedaço de uma história que fica interrompido para continuar noutra cuja única ligação é Mizuki.

Por outro lado, o crescendo em que se desenrola a segunda parte, que culmina com a resolução da história, sempre acompanhada pela banda-sonora e pelo tema principal, é muito interessante e empolgante. Por vezes há exemplos de uma boa montagem e a narrativa está bem estruturada.

Há algo na suposta iluminação nocturna da mansão de enervante. O filme tem, em geral, uma fotografia bastante bem conseguida, apesar de muito escura e nocturna, mas os contrastes entre azuis e laranjas na mansão fazem sempre lembrar iluminação feita em (má) televisão, para simular noite. Pode ser que o efeito pretendido seja uma certa ambiência sobrenatural, o trabalho de design de produção (cenários, decoração) está bastante bem conseguido nas diversas variantes da mansão, mas o efeito final acaba sendo artificial. Com isso, os poucos efeitos especiais também acabam por ter um ar bastante televisivo, lembrando alguns tokusatsu (séries televisivas com super-heróis) mais recentes.

O filme revela um bom esforço para contar esta história sobrenatural e romântica, mas é desequilibrado nalguns aspectos, variando entre o aborrecimento provocado pelo desenrolar lento de algumas sequências e o emocionante crescendo final. No todo é um filme que se vê com algum prazer, a história é bastante interessante e insólita, mas os defeitos são demasiado evidentes.

CLASSIFICAÇÃO: 6/10

22.7.06

CINE-ASIA: Bishoujo Senshi Sailormoon SuperS

Sailor 9 senshi shûketsu! Black Dream Hole no kiseki


Japão, 1995, 60min

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Sinopse: Usagi, Chibi-usa e as amigas fazem biscoitos em casa de Makoto. Chibiusa oferece os dela a um rapaz gentil que conhece na rua, Peruru, e Usagi oferece os dela ao namorado, Mamoru. Em casa de Mamoru os dois ouvem na rádio a notícia de que andam a desaparecer misteriosamente, durante a noite, as crianças de várias cidades. Nessa mesma noite uma estranha melodia encanta as crianças de Tóquio e, juntamente com elas, Chibiusa.
Usagi e as amigas seguem-na e descobrem que as crianças estão a ser raptadas para um navio extraterrestre, sob o comando de Vadiane que quer usar a energia dos sonhos das crianças para criar o “black dream hole” que sugará a energia da Terra e do Universo. Super Sailormoon e Super Sailor Chibimoon unem as forças e, com a ajuda de Peruru e das outras 7 guerreiras, destroem os planos de Vadiane e devolvem as crianças à Terra.

Crítica: Baseado livremente no conto “O flautista de Hamelin” e outros contos tradicionais europeus, Sailormoon SuperS tem uma narrativa simples e concisa que dá espaço tanto a mostrar as personalidades das protagonistas da série de Sailormoon como para demonstrar os seus poderes. Apesar de não ser particularmente interessante a história, pode-se dizer que os argumentistas aprenderam com os filmes anteriores a dosear os “elementos obrigatórios” com os elementos novos.O equilíbrio entre a relação de Usagi, Chibiusa e Mamoru, as cinco amigas Usagi, Ami, Rei, Makoto e Minako, as outer senshi Haruka/Uranus, Michiru/Neptune e Setsuna/Pluto e as respectivas transformações e ataques com uma narrativa nova, com novos vilões e co-adjuvantes. Neste filme também são introduzidos alguns dos novos elementos da série de televisão Sailormoon SuperS, tais como a fase pré-adolescente romântica de Chibiusa e um ambiente algo delicodoce.

Mesmo tendo um maior equilíbrio que os filmes anteriores a história nova falha em ser pouco forte e motivada. É demasiado açúcarada e de um romantismo algo pueril, mas não tão emocionate, sofrida ou negra como seria de desejar. Infelizmente esta fase da série de televisão foi reescrita para um público mais novo que o que seguia a série e a manga desde o início (já se tinham passado cerca de três anos, desde então) o que desapontou um pouco. Na manga a história foi ficando progressivamente mais intensa, soturna e madura e o anime não seguiu esse crescimento, tal como este filme, surgido da série de TV.

Técnicamente é um filme sem mácula mas também sem impressionar. O character designer é o mesmo que entrou para a quarta série, que elevou considerávelmente os acabamentos e paleta de cores para um nível de qualidade correspondente à popularidade da série. Os técnicos cumprem as suas funções de um modo profissional e competente mas não vemos nenhum rasgo de criatividade ou originalidade em relação ao que fora feito anteriormente. A pequeníssima excepção é a arquitectura do início do filme, claramente mais europeia, quem sabe se alemã, inspirada no conto original, pois essa acção não se passa obrigatóriamente no Japão.

A banda-sonora é discreta e condizente com a acção, integrando muito o som das flautas com um toque de música clássica, sistema aliás já utilizado no filme anterior a partir da permissa das bailarinas. Este é um filme que se vê, mas com a caução para quem não goste de filmes muito cor-de-rosa, o que lhe vale é que não é muito longo, não se corre o risco de um enjoo demasiado forte.

Classificação: 5/10

8.7.06

CINE-ASIA: Bishoujo Senshi Sailormoon S


Japão, 1994, 60min

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Sinopse: Luna, a gata falante de Usagi, sente-se mal num passeio ao centro da cidade e decide regressar a casa. Pelo caminho é salva por Kakeru, um astrónomo, que cuida dela com carinho no seu loft/observatório. Kakeru anda em atrito com a namorada, Himeko, pois ela encara a investigação espacial com pragmatismo científico ao contrário dele que, romanticamente, acredita na existência de Kaguya-hime, a princesa do conto de fadas. Luna repara que, para além de deprimido, Kakeru apresenta sintomas estranhos e quer ajudá-lo...

Crítica: O investimento feito no filme anterior provou-se lucrativo e, menos de um ano depois, foi feito novo filme, desta vez a partir da terceira série de Sailormoon, Sailormoon S.

Quando falo em investimento foi mesmo de investimento que se tratou para este filme. A história, baseada livremente na lenda japonesa “O cortador de bambú” ou “Princesa Kaguya”, foi escrita pela autora da manga, Naoko Takeuchi, e publicada em livro. O artwork novo foi concebido por ela e o character design, as cores, os cenários e tudo mais, receberam os seus próprios “power-ups”. Todo o guarda-roupa é novo, há um maior cuidado com sombras, reflexos, acabamentos e as cores são mais vivas e brilhantes. A narrativa científica espacial derivou grandemente de uma visita de Naoko Takeuchi ao “NASA Space Center” e, como foi sendo seu hábito, ao longo de toda a manga de Sailormoon, juntou várias temáticas, de diferentes origens, pelo denominador comum, a Lua.

Apesar de mais original, a história resulta um pouco confusa e mal desenvolvida. O tema da astronomia é abordado pela rama e a sua ligação à lenda da Princesa Kaguya demasiado frágil. Acredito que Naoko Takeuchi tenha querido transmitir que só ciência não enriquece a alma das pessoas, mas desta forma os dois modos de pensar não se uniram. Vale pelo dilema emocional de Luna, que habitualmente é a personagem pragmática e sensata que dá as explicações mais elaboradas acerca do universo Sailormoon. Esta pequena narrativa, acaba por, através da excelente animação e do maravilhoso desempenho da actriz de voz, se destacar e reforçar a verdadeira permissa da série, da amizade e amor que tudo resolvem.

As extraterrestres invasoras, não passam disso, apesar de muito bem animadas. A sua ligação, através do meteorito, à linha narrativa dos astrónomos é muito fraca e a sua motivação, adicionar a Terra a uma colecção de planetas gelados, demasiado pouco convincente. Só os poderes impressionam, pois as guerreiras não dão cabo delas à primeira. As batalhas resultam menos emocionantes e empenhadas que no filme anterior. Mesmo a muito desejada por muitos fans integração das Outer Senshi (guerreiras do sistema solar exterior) sabe bem, mas soa a falso.

Ocupando mais tempo de filme que a história de Luna, as cenas com as guerreiras parecem enfiadas à força no filme, para mostrar um catálogo de transformações, ataques e power-ups. Até Chibiusa tem direito a transformação (em Sailormoon S ela já é guerreira, mas nunca se vê a sua transformação). Mais uma vez a única transformação que faz sentido é a de Luna, que nem é a mais elaborada, apesar de bonita.

Tecnicamente o filme é muito bom, mas a realização é simplesmente académica e o argumento demasiado frágil e “colado com cuspo”, podendo o filme ser reduzido a 1/3 e enfiado no meio da série como um episódio especial. É pena!

Classificação: 6/10

2.7.06

Ando a ver: Tokyo Mew Mew

Como me enervam solenemente remontagens das séries anime, sejam elas americanas, francesas ou outras, que normalmente implicam censura - sempre questionável -, e os genéricos da versão americana de Tokyo Mew Mew são um bocado básicos, deixo aqui as versões originais.


Tokyo Mew Mew - My Sweetheart (OP)


Tokyo Mew Mew - Koi wa a la mode (ED)

Tokyo Mew Mew - Pierrot
TV Aichi - Tokyo Mew Mew
4Kids TV - Mew Mew Power
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