29.6.16

O que se tem passado no Anime-comic

O Anime-comic (e os meus outros blogs) não morreu! O que sucedeu foi uma falta de disponibilidade para ver anime e postar (tenho uns quantos posts em lista de espera), um computador a morrer e a eliminação do serviço de alojamento onde tinha grande parte das fotos do blog, que resultou na eliminação das mesmas.

Espero lentamente, durante o Verão, conseguir repor tudo, e, pelo meio, escrever alguns posts. Peço-vos paciência e que não se vão embora!

2.6.15

xxxHOLiC: Kochou no Yume

É raro eu falar aqui de livros, mais ainda de artbooks, mas tive o privilégio de "apanhar" este Kochou no Yume, o meu terceiro artbook das CLAMP, que é um tesouro a guardar.

Tríptico cartonado - Yuuko
Os artbooks das CLAMP costumam ser uma boa adição à colecção de quem: 1. Goste dos desenhos e estética das CLAMP; 2. Tenha prazer em ter belos livros únicos na sua biblioteca. Os artbooks das CLAMP têm por norma uma encadernação diferente e uma impressão de primeiríssima qualidade. Aliás aqui posso englobar todos os artbooks japoneses que possuo, são um espanto de envergonhar muitas gráficas mundo fora.

Antes de o ter nas mãos o único acesso que tive a Kochou no Yume foram os inúmeros scans que navegam pela internet, que de forma alguma lhe fazem justiça. Servem apenas como referência e para guardar nas bibliotecas de imagens pessoais das CLAMP. Foi esse facto que me fez fazer esta crítica/revisão, de o livro-objecto ser muito mais que meros scans bem feitinhos.

Triptico interior - Watanuki
O formato é quadrado e razoavelmente grande (cerca de 30x30cm) e, primeira surpresa, vem envolto num tríptico encadernado com as três ilustrações originais criadas para a capa do artbook, Yuuko Ichihara em vestes de inspiração chinesa, com o título impresso a vermelho metalizado na frente. Nas costas, o meio do tríptico, estão Kimihiro Watanuki e Shizuka Doumeki, em traje chinês. Abrindo a capa (que fecha com um ímane embutido) temos a terceira ilustração com Watanuki no mesmo traje chinês com um kimono por cima.
Segunda surpresa, o tríptico encadernado é solto e no interior tem uma ilustração em tons escuros com o característico fumo e borboletas de xxxHOLiC. Um óptimo cenário para fotos com a minha Blythe B2-HOLiC.

Capa e guarda-pó
O livro em si é de capa mole, mas não o subestimemos. A capa é em cartolina baça azul indigo com xxxHOLiC impresso a dourado na capa e borboletas, também douradas, na contracapa. A envolver a capa há um guarda-pó, na mesma cartolina, mas vermelha com os cantos recortados e no meio uma "janela" que deixa entrever o título e as borboletas, respectivamente.



O livro é em papel acetinado geralmente impresso a preto. A maioria das ilustrações está impressa do lado esquerdo (o lado mais nobre na encadernação japonesa - da direita para a esquerda), com uma frase e uma pequena ilustração a preto e branco sobre cor no lado direito. Nas primeiras páginas há uma pequena história com o Doumeki, que ainda não li. Depois sucedem-se as ilustrações das capas e pin-ups (ilustrações a cor, estilo cartaz, nas páginas iniciais de cada volume) da manga, desta vez sobre papel branco e não perlado, o que deixa as cores mais vivas. Mais ou menos a meio temos novamente as ilustrações da capa, num desdobrável que faz outra vez o tríptico. Depois temos mais uma série de ilustrações espalhadas por ambas as páginas em formato maior, mas infelizmente algumas divididas ao meio pela encadernação. No final, separadas por uma página de título dizendo "Monochrome Illustrations" uma série de ilustrações a preto e branco, das capas de capítulo da manga, várias dispostas em cada página, com apontamentos de cor à volta.


As ilustrações incluídas são na grande maioria da manga de xxxHOLiC, não incluindo nenhumas de xxxHOLiC - Rei (talvez para novo artbook?), com algumas ilustrações feitas para cartazes ou merchandising da série e uma ou outra incluídas em Tsubasa -RESERVoir CHRoNiCLE-.


No geral este livro é um espanto e uma boa compra, apesar de o preço não ser generoso. Por tê-lo adquirido cerca de um ano depois do seu lançamento, só o encontrei em segunda mão e com o preço inflaccionado. Infelizmente as CLAMP são suficientemente populares para dar azo a especulação e não foi fácil encontrar o livro a menos do dobro do preço original (mas encontrei). O livro chegou em excelentes condições, sem uma mossa ou risquinho, bem acondicionado numa caixa de cartão e plástico bubble, depois de uma viagem de dois meses de barco do Japão, chegou a Portugal impecável. Até parece o tempo das descobertas!

Tríptico contracapa - Watanuki e Doumeki
Talvez venha a fazer uma crítica no futuro aos meus outros artbooks das CLAMP, Tokyo Babylon Photographs e X ZERØ, pois ambos são livros de encadernação invulgar e lindos.

CLAMP-net

artbook

25.1.15

Acabei de ver: Princess Tutu

 
Princess Tutu tinha ficado pendurada há tempos, pois o que me acontece com frequência quando começo a ver uma série é por algum motivo ter de interromper e quando volto a ter disponibilidade para continuar a vontade mudou e acabo por começar a ver outra série que também me despertou o interesse. Mas recentemente andava (e ando) com uma vontade de shoujos à antiga, de onde regressou o pensamento a Princess Tutu.

Como se passou bastante tempo, basicamente o que me recordava era o ambiente e arte da série, para além das maravilhosas músicas do genérico. Portanto recomecei do início e fiz bem. Princess Tutu definitivamente é uma série para ver de serguida, de preferência de uma assentada.

À primeira vista Princess Tutu, com um título assim, a ideia de um shoujo, um mahou shoujo, aliado a ballet, parece uma coisa muito pink, delicodoce e enjoativa por acréscimo. Mas, tal como os ballets, contos, óperas e outras peças de música clássica, principalmente do séc. XIX, onde se inspira, Princess Tutu é sombria, melancólica e por vezes trágica. O ambiente é inspirado num cenário germânico, de contos de fadas, de uma pequena cidade que aparentemente gira em redor da escola de artes, onde Ahiru e os outros protagonistas estudam ballet. Com torreões e águas-furtadas, moinhos e noras, canais e riachos, arquitectura em pedra, estuque e madeira, ruas empedradas e pequenas pontes, temos a sensação de uma pequena cidade aprazível, algo antiquada, com uma atmosfera um pouco desconcertante. Mas como temos seres humanos a socializar pacificamente com animais antropomórficos, logo descartamos essa ideia para o "suspension of disbelief" e não pensamos mais nisso.

Nesta série a banda sonora tem um papel fundamental, pois é a inspiração directa para a própria narrativa, que, sendo completamente original, bem construída e empolgante, bebe da grande maioria das peças em que se baseia, tais como: O Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes, Scheherazade, Romeu e Julieta... Mais ballets pontuam a banda-sonora e a narrativa, mas gostei bastante dos acordes d'O Crepúsculo dos Deuses, de Richard Wagner, nas cenas de tensão ou quando algo corria mal. Wagner é o meu compositor preferido. Utilizando elementos narrativos destas e de outras peças musicais, os argumentistas de Princess Tutu souberam criar uma história inteligente e muito bonita. Mesmo o "final feliz" não é exactamente o que se está à espera e a dois episódios do fim, dificilmente se sabe como tudo vai acabar, apesar de haver uma esperança.

Princess Tutu é uma pérola no anime mahou shoujo actual, com identidade própria, que foi buscar inspiração a outras praias sem precisar de ser mais do mesmo. A quem goste de shoujo à antiga e ainda não viu: veja!

プリンセスチュチュ
ADV: Princess Tutu


22.12.14

Blade


Na altura do Halloween a SIC despejou a série do Blade, adaptação dos comics com o mesmo nome, de uma só assentada. Por acaso dei por isso e gravei-a na minha box para ir vendo aos poucos.

Antes desta série apenas tinha visto o Blade II, de Guillermo del Toro, e os comics apenas tinha folheado. Gostei bastante do filme de del Toro, mas acredito que o mérito seja principalmente dele, pois consta-me que os outros filmes não são nada de extraordinário.

A série é bastante bem produzida, nota-se que há dinheiro, e curta, apenas 12 episódios. Segue a busca de Blade por Deacon Frost, o vampiro de quatro presas que transformou e matou a sua mãe. Tipicamente das adaptações de anime, a história é mais centrada nas personagens e no seu lado "humano", incluindo uma caçadora de vampiros, Makoto, determinada em vingar o pai, assassinado enquanto vampiro por Blade, mas ao qual acaba por se afeiçoar e ajudar. Também aparecem mais amigos humanos e ainda um cão, Razor, que ajudam a essa humanização da história.

O character design bastante bonito, sem péssimos cortes de cabelo como em Wolverine (se bem que ele aparece, HA!), realista q.b., mas estilizado. A maioria das personagens está fiel à sua etnia, incluindo o próprio Blade e são todas fáceis de identificar. A animação é boa, sem muitas repetições ou distorções estranhas. Os cenários e o ambiente geral parece que se vive num crepúsculo permanente, havendo menos cenas nocturnas que o esperado. A história flui naturalmente, sem engonhanço ou grandes secas, alternando bem as cenas mais dramáticas com as de acção e desperta curiosidade suficiente para querer ver o desfecho.

ブレイド|ANIMAX アニメ見るならアニマックス

SIC

31.10.14

Happii Harouiin


Não ia fazer um post de Halloween este ano, de facto não ando com paciência, mas eis que encontrei esta imagem giríssima do Watanuki, Doumeki, as duas Mokonas e outras personagens sobrenaturais de xxxHOLiC.

Uma Noite das Bruxas Assustadora!

16.8.14

Ando a ver: Pretty Guardian Sailor Moon Crystal

Na série original e também na manga, o episódio 22, o episódio do baile, é o meu preferido dos 200, portanto, ao ver a previsão desse episódio há 15 dias, não pude deixar de ficar empolgada.

Este episódio é talvez o primeiro episódio chave de toda a série e, da primeira fase é sem dúvida um episódio decisivo: é a primeira vez que Usagi e Mamoru estão juntos, num reflexo do que terá sido a sua relação como Princess Serenity e Prince Endymion, o objectivo das guerreiras torna-se claro, a busca pelo Cristal Prateado e os Shi Tennou, os Quatro Generais, apresentam-se às raparigas. Mesmo que Mako, Minako e Artemis ainda não se tenham junto ao grupo, a partir deste episódio os objectivos ficam bastante claros.

Neste 4º episódio de Sailor Moon Crystal já dá para resumir o que estou a gostar e o que não estou a gostar nesta série.
Gosto: da proximidade com a manga, do lado mais soturno, de não haver desperdícios de narrativa e tudo fluir mais rapidamente, da paleta de cores, dos cenários mais elaborados e do character design.
Não gosto: às vezes parece que o character design "desliza", da quase total ausência de suspense, parece que os autores estão demasiado confiantes de o espectador já conhecer a série, mas com isso tiram-lhe interesse, ritmo e tensão, de uma realização menos interessante e apressada e a revelação precoce de detalhes da história não criando uma tensão e ainda umas transformações simultaneamente bonitas mas com um 3D duvidoso, acho que preferia se as tivessem feito à mão. E nós precisamos de cliff hangers!

Certamente não irá substituir a série original, apesar de ela merecer uma produção com a qualidade desta. Mas Sailor Moon Crystal tem um lugar neste colosso criado por Naoko Takeuchi e no geral está a dar-me um gozo tremendo voltar estar em contacto com este universo.

アニメ:美少女戦士セーラームーン20周年プロジェクト公式サイト

15.7.14

Comecei a ver: Shin Taketori Monogatari: 1000 Nen Joou

Poucos dias antes de estrear o meu cosplay de Andromeda Promethium, a protagonista desta série, consegui finalmente encontrar 1000 Nen Joou! Infelizmente como muitas séries mais antigas e menos famosas, não foi tarefa fácil. A manga então... nem cheirá-la!

Pelo que dá para perceber pelos primeiros episódios, conta mais ou menos a mesma história que o filme, mas com muito mais detalhe, eventos que nem são mencionados no filme, e algumas diferenças, principalmente acerca dos protagonistas Hajime, e a vida dupla (tripla?) de Yukino Yayoi, que vai sendo desvendada aos poucos. Por isso também os planos dos vilões vão sendo revelados aos poucos e as suas intenções não são as mais claras.

Tal como foi planeado, 1000 Nen Joou é um claro substituto para o bem-sucedido Galaxy Express 999, tendo passado logo depois e no mesmo horário e sendo as personagens de Hajime e Yayoi uma espécie de recriação de Tetsuro e Maetel. Vem a ser que Yayoi/Andromeda é na realidade a mãe de Maetel, aliás o planeta La Metal aparece em ambas as séries e trata-se de mais uma série dos múltiplos universos cruzados de Leiji Matsumoto.

Muito provavelmente utilizando os mesmos meios de Galaxy Express, 1000 Nen Joou é uma série bem animada, e com muito boa produção para a época. A história parece intrigante q.b. e como inclui mais eventos que o filme a experiência de vê-la consegue ser fresca e empolgante. Ao contrário de Galaxy Express, a acção desta série passa-se (até agora) sempre na Terra e a ameaça, a proximidade extrordinariamente perigosa de La Metal, é sobre a Terra.

Ir passando a informação fulcral aos poucos é uma boa forma de manter o espectador ligado à série, vamos ver como se desenvolve.

Queen Millenia (TV) - ANN

RAW
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