16.4.19

Monkey Punch

Não era um dos meus heróis, mas quase. Monkey Punch, de pseudónimo, foi fundamental para estabelecer determinados cânones do anime e manga modernos, sobretudo através da sua série mais famosa: Lupin III.

Até sempre, Punch-sensei, deixas mais que um legado, deixas um estilo indelével, um humor imortal.

モンキー・パンチ公式WEBサイト
Monkey Punch (Wikipedia)



17.2.19

Bananya

Facto: gosto de animes parvos; facto: gosto de gatos. Isso e não andar a conseguir ver série nenhuma até ao fim (faltam-me 2 episódios de Clear Card u_u') e de esta ser 13 episódios de 3 minutos, fez com que a despachasse à hora do almoço.

Bananya respeita o formato das séries com episódios com menos de 25 minutos que vi até agora: Chi's Sweet Home (3 min) e Bihada Ichizoku (9 min), apenas com cartão de título no início e genérico final de 30 segundos, com direito a ficha de personagens e fotos reais de gatos. A isto chamo o verdadeiro Rossio na Betesga!

Mesmo em 2,30 mins as histórias dos gatos-banana têm alguma intriga e até conseguem fazer piadas engraçadas. Desde que o espectador consiga abstrair-se o facto de as personagens serem gatos-banana (?!). Para não complicar, as personagens têm perfis maniqueístas, clássicos de aventuras de grupo japonesas: o herói, Bananya, cujo sonho é tornar-se numa banana coberta de chocolate - yum!; o intersse amoroso, Bananyako (Madonnya); o amigo Tora Bananya; o rival, Kenaga Bananya; o anti-herói, Kurobananya; o mentor/figura paternal, Oyaji Bananya; o aprendiz timido, Sabotora Bananya; o coro, o trio Tabananya; o bebé, Baby Bananya e os convidados, Miike Bananya, Namaste Bananya e Elizabeth Bananya. Mesmo assim é um elenco numeroso! A acção passa-se quase sempre na cozinha, onde os Bananya vivem, as suas aventuras são simples descobertas, como a visita do gato de rua, sempre quando os humanos da casa não estão presentes.

A animação é vectorial e bastante simples, facilitando a sua produção, mas com um character design giro e sólido, cenários simples em cores pastel, não parece um produto barato. Calculo que já haja uma boa variedade de merchandising por trás e que eventualmente faça mais sucesso como tal que a série em si, estilo Mamechiba ou as coisas da Sanrio (se bem que ainda não falei aqui do Gudetama :'D).

Com consciência que não é para todos, eu achei divertido e verei mais se vier a haver mais. Nya!

TVアニメばなにゃ公式ホームページ


7.7.18

Ando a Ver: Saint Seiya Ω



IKKI!!!

Tinha me queixado num post anterior da ausência do meu Cavaleiro preferido, Ikki de Fénix, eis que em Saint Seiya Ω, mais uma vez dado como morto, mais uma vez quando a situação raia o desesperante, a fénix se levanta das chamas e volta para a batalha contra Pallas. Ikki continua com a sua atitude: "não luto por Atena, luto porque o desafio me interessa", mas já todos sabemos que lá no fundo o Ikki tem um coração de manteiga e que faz tudo para ajudar o maninho, os amigos e defender Atena!

A chegada de Ikki é uma boa desculpa para finalmente continuar a falar de Saint Seiya Ω, que tem continuado numa segunda temporada no BIGGS. Com certeza não há temporadas na série japonesa, ou talvez haja, sinceramente não pesquisei, de tal modo que pensava que a série tinha terminado com a Batalha de Apso, mas não interessa, o que interessa é poder ver a série, mesmo que infelizmente apenas dobrada em português.
Falando em dobragem, não gosto da voz de Ikki. A voz em si não está mal, mas eu preferia uma voz mais grave, mais máscula, como a original. Mas o que gosto menos é a entoação muito presunçosa que o actor dá à personagem, que não é o que Ikki é. Ikki não é presunçoso, é o clássico anti-herói, lobo solitário, mas que ama a sua missão e sobretudo os seus companheiros de tal forma que está disposto a sacrificar-se por eles. Também é um Cavaleiro muito poderoso e não gosta de revelar os seus sentimentos, mas sim dar ares de durão insensível. Actor de voz português, falhaste redondamente na caracterização psicológica da personagem!

A razão porque ainda não tinha escrito acerca da Batalha de Pallas, foi porque o entusiasmo e a sensação de déjà vu que a primeira parte me deu para a série original, Saint Seiya, agora sinto que está muito repetitiva e arrasta-se um bocado. Esta segunda fase basicamente é constituída por, Cavaleiros de Atena enfrentam Pallasites, derrotam Pallasites, ficam com as armaduras danificadas, mas milagrosamente Kiki ou a assistente conseguem repará-las, apesar de terem dito na última vez, que não poderiam repará-las mais, e volta ao início, mas com Pallasites um nível mais fortes.
Neste momento a batalha já vai avançada, Atena também entrou em acção, e os Pallasites são os Quatro Generais mais poderosos, enquanto se revela uma certa intriga de manipulação de poder. Mas, visto que no novo genérico Atena enverga a sua armadura e vê-se a lutar contra Pallas, também de armadura, mal posso esperar!

聖闘士星矢Ω-セイントセイヤオメガ- 公式サイト 東映アニメーション



BIGGS

6.4.18

Isao Takahata

Akage no Anne
Como todo bom português da minha geração, a primeira coisa que vi de Isao Takahata foi a Heidi (Alps no Shoujo Heidi) e a seguir o Marco (Haha wo Tazunete Sanzenri). Mas eu, mesmo pitinha, detestava a Heidi e o Marco. Via porque havia pouco mais, apesar de não perceber a revolta do meu irmão mais velho, por as legendas serem escassas. A mim, que naturalmente não percebia japonês nem sabia ler, era-me indiferente. Mas não havia falha de comunicação, a narrativa era fácil de perceber, uma característica que demarca Takahata como um génio e que torna os seus filmes universais.

Depois dos detestados e definitivamente lamechas Heidi e Marco, o anime de Takahata que realmente me marcou foi Akage no Anne, a Ana dos Cabelos Ruivos. Foi nesse momento que percebi que o problema do excesso de lamechice não era de Takahata, mas do material original. Como livro infanto-juvenil, Anne of Green Gables, de Lucy Maude Montgomery, é muitíssimo superior. O World Masterpiece Theatre, indirectamente criado por Takahata, colocou o anime nas televisões de muitos países europeus, incluindo Portugal. Só por isso e por dar início à minha paixão por anime, estarei sempre grata a Takahata-sensei.

Não, nunca vi Hotaru no Haka, por opção própria, quero ver nas circunstâncias certas e esse momento ainda não aconteceu. Mas há-de acontecer!

Nos últimos anos, graças ao Monstra, Festival de Animação de Lisboa, tive o privilégio de ver quase todos os seus filmes em sala, tendo sido o último, um dos seus primeiros, o delicioso Cello-hiki no Goshu, de um período pré-Ghibli, no passado mês de Março. Infelizmente a disponibilidade de blogar acerca dos filmes não tem sido muita, mas os posts hão-de chegar.

Takahata conseguiu o fenómeno de criar filmes universais, que divulgam o anime da forma certa, não se encaixando em modelos de produção formatados e fazendo sobretudo cinema de autor, animação de autor, usando os meios da animação comercial, que tanto atrito criou com o seu mais pragmático e prolífico sócio. Sem Takahata não haveria Mamoru Hosoda ou Makoto Shinkai, não nos moldes com que ambos filmam. Se Miyazaki é um bom autor/realizador, Takahata é um poeta e é como um poeta que hei-de recordá-lo sempre!

Isao Takahata

26.1.18

Comecei a ver: Card Captor Sakura - Clear Card Hen

Cheguei um bocadinho atrasada ao comboio, pelo que só agora vi 3 episódios de uma assentada, o que me fez, a mim que raramente faço maratonas, desejar já ter todos os episódios para fazer maratona de Cardcaptor Sakura- Clear Card Hen.

Tinha saudades! Muitas! Já não me lembrava como a Tomoyo é engraçadíssima no seu stalking :'D, de como a Sakura e o Shaoran são fofos ("Hoe?!"), de como todo o universo de CCS é giríssimo e divertido! Melhor, esta série "cresceu" bem, agora pintada e finalizada digitalmente, dando bom uso às novas tecnologias nos efeitos, mas mantendo fielmente a estética original. Calculo que sejam novos, mas os cenários parecem ser os mesmos de então.

* A PARTIR DAQUI O TEXTO PODER TER SPOILERS,
AVANÇAR COM CUIDADO! *

Melhor ainda, a história deixou-me curiosa (não, ainda não li a manga) e parece bem empolgante. Nanase Ohkawa FTW! Há coisas que acho que já adivinhei, acho que quando ela converte as novas cartas, são as cartas dela que ficaram transparentes. Quando tiver mais que 3, as que tem agora, e o volume for maior, será quando vão reparar nisso - ou não - realmente não sei o que se vai passar, são apenas conjecturas.

Agora as diferenças da série original. Clear Card não é um remake, é uma continuação 3 anos depois, portanto todas as personagens cresceram/envelheceram. Sakura e os colegas já não são pré-adolescentes, mas adolescentes de 14 anos. A Sakura parece ter amadurecido pouco, está um bocadinho mais calma, mas igualmente ingénua e por vezes tolinha (mas eu gosto!), a Tomoyo não se desenvolveu nada e o Shaoran é quem apresenta as maiores diferenças, tendo se tornado ainda mais sorumbático e algo misterioso. Touya, Yukito, Fujitaka, Eriol, Ruby e Kaho aparentam estar exactamente na mesma, mas há mistério em Inglaterra.

Fisicamente as diferenças ainda são menores, Sakura e Tomoyo parecem estar mais esticadas e Sakura perdeu os totós, mas de resto, iguais. Shaolan está praticamente igual, nem a voz mudou. Há pequenos detalhes diferentes, um deles é nos acabamentos, principalmente nos olhos, onde o digital é muito bem utilizado. ADORO as novas cartas! Os novos fatos de batalha da Sakura, feitos pela Tomoyo, são giríssimos, gosto particularmente da gabardina e galochas de rã, mas continuam bastante infantis. Não estou à espera de uma Sakura sexy, mas gostava de ver mais uma miúda de 14 anos e não uma de 10-11. Há os sapatinhos de salto do fato dos cristais do genérico, mas para já é só.

Ainda está muito no início da série para avaliar condignamente, portanto vou esperar pacientemente os próximos episodios. Como de costume, irei comentar mais a meio ou se algo for suficientemente marcante. Para já estou muito contente por CCS voltar, tinha saudadinhas!

NHK アニメワールド|カードキャプターさくら クリアカード編

PC

16.12.17

Shoujo Tsubaki - Eiga

Não demorou muito, cá estou eu de volta com Shoujo Tsubaki, o filme de 2016.

Este filme, apesar de menos próximo no tempo da manga que o filme anime de 92, leva-se menos a sério e só lhe falta uma coisa que o outro filme tinha de melhor, uma banda-sonora à altura.

Ainda sem ter lido a manga, fica para outros carnavais, este parece-me mais próximo naquele tom surrealista e psicadélico de que senti falta no anime. É tudo plasticamente artificial, a caracterização física das personagens, com cores berrantes e padrões estilizados, os cenários, claramente de estúdio e artificiais, e até o modo como as personagens se comportam durante o filme.

Para uma história tão rocambolesca, basicamente a mesma que conta o outro filme, mas com um final mais adiantado e fechado, não forçosamente previsível, agrada-me mais esta opção estética artificial, mais evocativa da manga, que definitivamente reforça o surrealismo onírico da história e nos desperta muito mais a atenção. Talvez por ser mais gráfico, a violência e as cenas chocantes ficam suavizadas, com a adição do fait-divers obrigatório por lei no Japão, de remover as partes pudendas, que me despoleta sempre uma garglhada, independentemente da circunstância ou do filme. Desta vez foram desfocadas.

A atenção aos detalhes em toda a caracterização física é enorme e demonstra que este filme não foi feito de ânimo leve e é bem mais interessante e divertido que os filmes japoneses do disparate, de produtoras como a Sushi Typhoon. Sim, encaixa na estética da moda, aposto que se voltar a ver os vídeos do Halloween em Tóquio vejo algumas Midoris, mas no geral é tudo muito bem conseguido e o resultado é consistente, interessante e de boa digestão. Aliás, o guarda-roupa é delicioso, não é só o vestido amarelo às bolinhas vermelhas de Midori.

Gostei do desempenho dos actores, os maneirismos japoneses que costumam enervar-me um bocado, aqui encaixam lindamente, afinal é deste universo do kabuki que eles vêm, o mesmo que terá inspirado a manga. A actriz principal, Lisa Nakamura, que interpreta Midori, faz muito beicinho, mas não é infantil, a personagem é uma ingénua, que por via das circunstâncias acaba por ser caprichosa e cruel. E eis que mais adiante no filme surge o Mamoru, de Pretty Guardian Sailormoon! Gostei muito mais dele aqui, mas o papel é pequeno. Não reconheci mais nenhum actor, excepto uma participação especial de Misha Janette, uma modelo e stylist americana que vive no Japão e está dentro desta estética monster kawaii, bastante popular lá para os lados de Harajuku. Mas também ando muito desactualizada dos doramas para reconhecer muita gente.

Como disse acima, o que falha aqui, e que resultou no anime, é a banda-sonora. O que existe não é mau, o único tema que se destaca é a clássica musiquinha de circo, mas este nem é um típico circo ocidental, está mais próximo de um freakshow, com monstros nipónicos, mas é muito pouco. Fazia falta uma banda-sonora psicadélica anos 60, cheia de órgãos e guitarras, por vezes o filme é muito seco, uma musiquinha faria o filme deslizar melhor.

Só tenho pena de não ter passado este ano no MOTELx, esta bizzaria tinha encaixado lindamente no festival.

Bom, falta a manga, agora ando a ler Sugar Sugar Rune, é por causa do lançamento da Neo Blythe Chocola este mês - admito - mas depois vou procurar Shoujo Tsubaki. Um fatinho de cosplay para as minhas Blythes já está na lista :'D tenho de me por a fazer camélias em origami!

映画 少女椿 公式サイト

10.12.17

Shoujo Tsubaki

Descobri recentemente Shoujo Tsubaki, bom, não tão recentemente, pois já tinha visto imagens e, apesar de me ter chamado a atenção, tinha descartado como "demasiado antigo para encontrar facilmente", através do meu vício no YouTube: os vídeos de maquilhagem. Nos vídeos de Halloween da vlogger e modelo Rin Rin Doll, surge esta pérola [vídeo abaixo] que mesmo no conjunto dos vídeos dela se destaca.

Foi isso que me fez descobrir que se trata originalmente de uma manga por Suehiro Maruo, de 1984. O video da Rin Rin inspirou-se no filme live-action do ano passado (2016) e foi na busca do mesmo que descobri o filme anime de 1992, do qual blogo aqui.


Trata-se de uma história dentro de um surrealismo fantástico, baseado na mitologia popular japonesa e dos kaidans, sem moral da história e sem um final feliz e fechado. Tudo isto são aspectos que me levaram a gostar da ficção japonesa, há tantos, tantos anos. Infelizmente desde a mudança de século, as narrativas tem vindo a americanizar-se e raramente aparecem coisas deste género. Este filme também não é claramente para crianças, apesar da protagonista, Midori, ter 12 anos.

Este é talvez o fime mais politicamente incorrecto que vi nos últimos anos desta era politicamente correcta, onde a pobre Midori fica orfã, é abusada, violada, arrancada da escola e de uma vida normal e é salva, ou não, por um anão hipnotizador. Eu sei, spoilers, mas nem tanto, saber estas coisas, que de certa forma acabam por construir o carácter de Midori, não muda o modo como vemos o filme, fora talvez algum choque inicial, mas que pode ser também um aviso à navegação.

O filme tenta manter a estética retro, algures entre os anos 30 e 60 da manga original, mas não sem uma certa estilização típica dos anos 90, que lhe retira o psicadelismo. A narrativa desenvolve-se rapidamente, por curtos capítulos, devidamente intercalados por intertítulos, reforçando o lado retro. O que também reforça e muito o lado retro é a banda-sonora psicadélica anos 60-70. A animação é detalhada mas não é maravilhosa, cumpre o básico, mas cá está, podia ser mais psicadélica, ficava genial neste contexto. Sinto falta do amarelo às bolinhas vermelhas que está na manga e também no live-action.

Bom, este foi o primeiro visionamento desta busca, espero encontrar o filme, pelo qual estou super curiosa, em breve e vou ver se encontro a manga também.

Filme: 映画 少女椿 公式サイト


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...